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Apesar de passaporte europeu, venda de Rodrigo Caio ao Sevilla está travada
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Apresentar passaporte europeu é uma exigência do Sevilla para contratar Rodrigo Caio, porém, apesar de ele ter sido liberado pelo São Paulo para viajar para a Itália e providenciar a documentação, a negociação com o clube espanhol está travada.

André Cury, empresário que intermediou a ida de Ganso para o Sevilla, apresentou pelo menos duas propostas para levar o zagueiro ao mesmo time. A direção tricolor não aceitou as ofertas e não as encarou como oficiais, por não terem vindo diretamente da equipe espanhola.

Nesse cenário, a negociação esfriou, ao mesmo tempo em que Rodrigo Caio entrou na mira de Milan e Lazio.

Apesar de não significar um indício de acerto com o Sevilla, a liberação do jogador para viajar é uma demonstração do interesse são-paulino em negociar o beque, que tem contrato até 2018. Além disso, era um antigo desejo do jogador obter o passaporte europeu via Itália.

Rodrigo tem pouco tempo para deixar tudo em ordem já que a atual janela de transferências para a Europa termina no final de agosto.


Empresário tenta convencer Lucas Lima a aceitar oferta inglesa
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Wagner Ribeiro, agente de Lucas Lima, confirmou ao blog que o meia recebeu uma proposta da Inglaterra, como disse o jogador santista em entrevista coletiva na última segunda (22).

Porém, o empresário não revelou o nome do clube, alegando que a oferta veio encaminhada com uma cláusula de sigilo.

Ribeiro também disse que o Santos não recebeu proposta oficial dos ingleses. “Primeiro, preciso convencer Lucas a aceitar”, disse o empresário, deixando claro que, em sua opinião, o atleta deve pedir para o alvinegro negociar sua saída para a equipe misteriosa.

Acontece que o Santos, dono de apenas 10% dos direitos econômicos do atleta, não tem interesse em se desfazer do meia. A empresa Doyen Spports tem uma fatia de 80%, e o empresário Edson Khodor é o dono dos 10% restantes.

O contrato de Lucas com o Santos termina no final de 2017. Seis meses antes ele pode assinar pré-contrato com outra agremiação.

 


Perto do Sporting, corintiano André entra na mira do Porto
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Praticamente fora do Corinthians, André ainda não tem seu destino definido. O Sporting ficou perto de anunciar a contratação do jogador nos últimos dias, mas agora o Porto manifestou interesse na contratação e pode atravessar o negócio.

 Representante do atacante estará em Portugal nesta segunda para definir a situação. A expectativa do estafe do atleta é de que o destino dele seja conhecido até terça-feira.

Nas últimas semanas, intermediários ofereceram André, em má fase no Corinthians, para vários times europeus. Inicialmente, a posição da direção alvinegra era de negociar André apenas se contratasse outro jogador para a posição. Porém, neste domingo, o clube informou que retirou o jogador da lista de relacionados para a partida com o Vitória, nesta segunda, após conversar com o atleta. Por enquanto, nenhum reforço para o ataque foi anunciado.

Já é dado como certo entre quem cuida da carreira da André que ele irá se transferir para o futebol português, resta saber em qual dos dois times. As partes envolvidas não revelam os valores das negociações.

 


Neymar evolui na seleção olímpica, mas regride diante dos microfones
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Na Rio-2016, o desempenho de Neymar com a camisa da seleção brasileira evoluiu em relação às competições mais recentes. O craque do Barça chegou ao seu auge com a amarelinha. Porém, fora das quatro linhas, ao dar entrevistas, ele regrediu a ponto de se comportar como Dunga e Zagallo.

Em campo, Neymar foi maestro, garçom, homem dos gols decisivos, não levou cartão vermelho e nem se machucou. Ainda abraçou Gabriel Jesus, como um líder da seleção nacional deve fazer. Tudo isso ajudou a estampar sua cara na inédita medalha dourada do Brasil no futebol olímpico.

Depois de cobrar o pênalti que derrubou os alemães, era hora de Neymar comemorar. E não é que ele manda um “vão ter que me engolir” em entrevista para a Globo, relembrando frase histórica de Zagallo?

Desceu vários degraus em relação a 2014, quando foi brilhante com os microfones em entrevista na Granja Comary depois do 7 a 1 diante da Alemanha, dando aula para Felipão e Carlos Alberto Parreira, que se enrolaram em suas explicações.

Neymar já tinha sido duro com críticos na fase de preparação para a Olimpíada e no começo medonho da seleção na competição. Parece ter incorporado definitivamente o estilo Dunga. Aquela história de eu contra todos. É direito dele rebater as críticas como quiser. E se esse clima bélico vira combustível em campo, é possível que funcione. Ele só não pode errar na dose para evitar o risco de criar crises que afetem o time inteiro.


Por ouro, seleção foi de amontoado de jogadores a time forte coletivamente
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Para conquistar o inédito ouro olímpico, a seleção brasileira se transformou de um amontoado de jogadores que se apresentou nos empates contra África do Sul e Iraque numa equipe forte coletivamente. Um time que apesar do gol de falta de Neymar e da decisiva cobrança de pênalti na final deste sábado contra a Alemanha, após empates em um gol nos 90 minutos e por 0 a 0 na prorrogação, não depende só dele. O astro do Barça foi decisivo na medida certa.

A atuação mais insinuante dos novos campeões olímpicos foi na vitória sobre a Dinamarca. Naquele jogo Neymar foi o maestro atuando mais longe do gol adversário e sendo o garçom dos sonhos para Gabriel Jesus, Gabigol e Luan.

A vaga na final foi conquistada diante da frágil Honduras com fartura de lançamentos e infiltrações numa área cheia de espaços.

E neste sábado, a equipe de Rogério Micale comprovou ser capaz de se moldar conforme o adversário. Não tem só um jeito de jogar. Soube trocar passes com calma para esperar por espaços na defesa alemã, acelerou o jogo quando necessário, e se fechou com perfeição nas subidas alemãs. Equilibrou a partida diante de um adversário repleto de jogadores promissores.

No final, o Brasil pode comemorar, além do ouro na Rio-201 6, o fim de uma incômoda série de vexames, a demonstração de que a seleção é capaz de ser forte taticamente e aproveitar jogadores talentosos ao mesmo tempo e uma safra com potencial para ser útil ao time principal. São nomes como Luan, Gabriel Jesus, Gabigol, Walace, Zeca, Douglas Santos e Marquinhos, companheiros à altura de Neymar, Renato Augusto e Weverton. Rogério Micale mostrou ter seu valor fazendo a equipe evoluir muito com um variado cardápio tático, mas ainda tem uma longa estrada pela frente antes de pensar em assumir a prancheta que hoje é de Tite.


Opinião: seleção feminina é raro acerto da CBF
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Apesar de sair da Rio-2016 sem medalha, a seleção brasileira de futebol feminino mostrou nos Jogos ser um raro acerto da dupla formada Marco Polo Del Nero e José Maria Marin, hoje cumprindo prisão domiciliar nos Estados Unidos, na CBF.

A decisão de montar uma equipe permanente, aliada a um treinador experiente (Vadão) no masculino sob a coordenação do também calejado Marco Aurélio Cunha fez a equipe dar um salto de qualidade.

As meninas mostraram em alguns momentos capacidade tática digna do futebol masculino e na primeira fase não dependeram apenas de Marta para superar adversárias difíceis.

A chance da disputa do ouro foi desperdiçada nas cobranças de pênalti contra a Suécia, num mata-mata equilibarado. E o bronze foi perdido diante de um rival que foi bem superior taticamente, o Canadá, que venceu por 2 a 1.

Mas o saldo foi positivo não só pela evolução, mas também pela empatia entre jogadoras e torcida, que abraçou como nunca o time feminino.

O trabalho da CBF agora é não desperdiçar o que foi alcançado até aqui e, principalmente, aproveitar o apoio dos torcedores para tentar fazer o esporte, enfim, embalar no Brasil.


André vira negociável desde que Corinthians contrate outro atacante
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Com Dassler Marques, do UOL, no Rio de Janeiro

O atacante André, do Corinthians (Crédito: Friedemann Vogel/Getty Images)

O atacante André, do Corinthians (Crédito: Friedemann Vogel/Getty Images)

Com o ataque corintiano em crise, André, principal reforço do clube para o setor nesta temporada, tem sido oferecido por empresários a times europeus. O Sporting, de Portugal, é um deles.

O blog apurou que o Corinthians tem interesse em vender o atleta, desde que consiga contratar outro jogador para a posição. O ritmo com que agentes procuram um interessado sugere que o alvinegro tem negociação bem encaminhada com algum atacante. Porém, o clube nega. Segundo a direção, as tratativas com o Criciúma por Gustavo pararam por falta de acerto financeiro. A procura por um goleador tem sido intensa.

André, que ficou fora do time por pouco mais de 20 dias por conta de uma hérnia, fez apenas um gol no Brasileirão até agora. Ele é um dos jogadores mais criticados pela torcida corintiana. Apesar da pressão dos torcedores, pessoas próximas ao atacante afirmam que seu desejo é permanecer na equipe.

A má fase dificulta a missão de encontrar interessados em adquirir os direitos econômicos do atacante, e a transferência por empréstimo não é tida como uma opção neste momento.

Além da possibilidade de André ser negociado, Luciano está de saída para o Leganés, da Espanha.

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Com R$ 10,8 milhões, Palermo é principal candidato a levar Bruno Henrique
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Oferecido por empresários ao futebol europeu, o corintiano Bruno Henrique tem o Palermo como o principal candidato neste momento a conseguir sua contratação. O time italiano é o que mais se aproximou de 4 milhões de euros (R$ 14,5 milhões), valor da multa exigida pelo alvinegro. Acenou com 3 milhões de euros (R$ 10,8 milhões) parcelados em três vezes.

O blog apurou que apesar de até agora ter batido o pé pela multa e não gostar da ideia de fazer a venda a prazo, o Corinthians, dono de 25% dos direitos econômicos do atleta, analisa se aceita o montante que os italianos estão dispostos a pagar.

A favor do Palermo pesa o fato de o contrato de Bruno terminar em dezembro. Ou seja, se ele não for negociado agora, pode se transferir ao fim do compromisso sem deixar um centavo nos cofres alvinegros.

A direção corintiana já recusou uma oferta de 2 milhões de euros (R$ 7,2 milhões) feita pelo Torino, também italiano.

Bruno Henrique também entrou no radar do Olympique de Marselha e do Sporting de Portugal após ser sugerido a ambos por agentes. 

 


Após viagem, presidente do Santos vê Gabigol longe de clubes ingleses
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A expectativa que o Santos tinha de receber uma proposta da Inglaterra por Gabigol se desfez depois do giro de Modesto Roma Júnior pela Europa, que incluiu Londres. O presidente santista ouviu de dirigentes do Chelsea que o clube não fará oferta pelo jogador agora.

Modesto sondou o mercado inglês de maneira geral e trabalha com a informação de que o Leicester, campeão local, não enviará proposta. O mesmo vale para Manchester City e Manchester United.

Na mesma viagem, o cartola do Santos conversou com a direção do Atlético de Madri e também saiu do encontro convencido de que o time espanhol não tentará comprar Gabigol na atual janela de transferências.

Nesse cenário, Modesto acredita que a disputa pelo atacante ficará restrita entre Inter de Milão e Juventus, que já fizeram lances de 25 milhões de euros e 20 milhões de euros, respectivamente.

O discurso do dirigente santista, porém, conflita com o que diz Wagner Ribeiro, empresário do jogador. Ele afirma que o Leicester já ofereceu 27 milhões de euros por Gabriel e que o Atlético de Madrid fez um lance de 20 milhões de euros. Modesto declara que, se essas propostas existem, elas não foram apresentadas ao Santos.


As diferenças entre Havelange e Laor
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Nesta terça morreram João Havelange e Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Entrevistei pouco o ex-presidente da Fifa, mas muito o ex-mandatário do Santos.

João era de respostas curtas e grossas, exalava mau humor em seus contatos com a imprensa. Luís era capaz levar dez minutos respondendo a uma questão com seu jeito bonachão. Não me lembro de uma só entrevista com ele na qual não tenha ouvido histórias sobre Pelé. Quase sempre atendia ao telefone. Já Havelange era blindado por uma secretária. Certa vez, ela me fez enviar um fax com pedido de entrevista. Semanas depois, recebi pelo correio uma carta com uma educada explicação de que o ex-cartolão da Fifa não falaria.

Laor gostava de falar de como convenceu Neymar a renovar contrato com o Santos. Dizia que seduziu o atacante até com a promessa de arrumar um modelo de passeio da Ferrari emprestado para o jovem em início de carreira pilotar em Interlagos. Rasgava o verbo quando estava irritado com alguém, como fez ao me responder sobre seu relacionamento com Neymar pai.

Havelange foi mais discreto quando arranquei algumas palavras dele durante a Copa da Alemanha, em 2006, e estava incomodado com presidente do Brasil. “Pergunte ao senhor Lula”, disse ele rangendo os dentes sobre se o Mundial de 2014 seria em solo brasileiro.

João pode ser considerado um dos fundadores de um estilo de administrar futebol que sobrevive até hoje, com cartolas que se perpetuam no poder graças aos benefícios dados aos que os elegem, não são transparentes e fazem fortuna.

Laor assumiu a presidência do Santos prometendo ser diferente. Pregou a gestão profissional, se apresentou como o mais promissor protótipo do cartola moderno, mas não promoveu a revolução alardeada. Seu modelo de gerir o clube baseado num comitê de gestão emperrou por conta da demora na tomada de decisões e das divergências entre seus membros. Em maio de 2014, enfrentando uma oposição que queria afastar o presidente, Laor renunciou à presidência do Santos por problemas de saúde. Como parte de seu legado, deixou a polêmica transferência de Neymar, fonte inesgotável de ações na Justiça e investigações. Morreu sem ver como vai terminar essa história. Assim como Havelange partiu sem assistir ao fim do desbotado estilo de cartolagem que é a cara dele. Um jeito que agoniza, mas sobrevive e tem em Marco Polo Del Nero seu principal expoente no Brasil.