Blog do Perrone

Férias
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Perrone

O blog entra, a partir desta segunda, em recesso por 21 dias.


São Paulo vira obstáculo para Palmeiras conseguir patrocinador
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Santos e São Paulo não foram os únicos clubes paulistas procurados pela Huawei, multinacional do ramo de equipamentos para telecomunicações. A empresa também se aproximou do Palmeiras, de acordo com cartolas do alviverde.

Executivos da empresa tinham uma reunião agendada com Paulo Nobre, no último dia 16, data da apresentação de Oswaldo de Oliveira, mas o encontro acabou adiado. Existe a possibilidade de a conversa acontecer na próxima segunda.

Porém, há pessimismo entre os palmeirenses em relação à chance de fechar com o patrocinador. Isso porque os cartolas do clube foram surpreendidos com a informação publicada pelo UOL Esporte de que a Huawei negocia com o São Paulo. O sentimento é de que a empresa está mais interessada no vizinho de CT do Palmeiras. Além disso, há uma negociação avançada da multinacional para ser patrocinadora principal do Santos, depois de já ter estampado temporariamente a camisa do alvinegro do litoral em 2014.

Procurada pelo blog, a Huawei disse, por meio de seu departamento de comunicação, que não poderia compartilhar detalhes de negociações e status de acordos neste momento. Afirmou também que o investimento em futebol é uma estratégia global da empresa.


Sheik chegou atrasado no primeiro dia de trabalho em 2015
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No primeiro dia de trabalho em seu retorno ao Corinthians, na última segunda, Emerson Sheik manteve um velho hábito: chegar atrasado.

O atacante apareceu 18 minutos depois da hora marcada, que era três da tarde. Alguns de seus antigos companheiros até fizeram piada ao assistirem à repetição de um filme bem conhecido.

Em sua passagem anterior pelo Parque São Jorge, foram várias as vezes em que Sheik se atrasou. Naquela época, Tite, dirigentes e os outros jogadores não viam graça nenhuma na falta de pontualidade.

Emerson está com o clube nos Estados Unidos, em pré-temporada, e o blog não conseguiu entrar em contato com ele.


Diretor financeiro do Corinthians compara Andrés a Dualib
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Raul Corrêa da Silva, diretor de finanças do Corinthians, usou a sua conta no Facebook para demonstrar insatisfação com o grupo político de Andrés Sanchez, do qual ele mesmo faz parte. Apesar de não citar o nome do ex-presidente, deixou clara sua insatisfação com a política de contratações adotada por Andrés. E é só o começo. O blog apurou que Raul estuda apoiar o opositor Antônio Roque Citadini nas próximas eleições.

“Lutamos contra Wadih [Helu], [Vicente] Matheus e [Alberto] Dualib, sempre pelos mesmos valores e ideais. Se for a hora de novamente empunharmos nossas antigas bandeiras e entoar nossos cânticos, sem titubear o faremos. Não voltaremos à marginal s/n [sem número]”, escreveu Raul na rede social.

Os três dirigentes citados por ele ficaram longos períodos no poder e foram chamados de donos do clube, apelido hoje usado por alguns diretores para se referir a Andrés.

A citação de Dualib é mais emblemática, pois o grupo de Andrés foi um dos principais responsáveis pelo processo que culminou com o afastamento do cartola. A queda de Alberto permitiu a chegada de Sanchez ao poder.

Andrés não tentou se reeleger porque o estatuto corintiano não permite mais reeleições, mas continuou com amplos poderes no clube. É o responsável pela arena alvinegra e tem muita influênca no departamento de futebol. Ele diz que só se envolve quando é chamado.

No final de seu desabafo, Raul diz: “Nos últimos 15 dias conseguimos evitar quatro equívocos”. É uma referência às contratações do goleiro Danilo, do volante Jonas, de Óscar Romero, que é irmão de Ángel, e de Dudu.

As quatro tentativas de negociação são atribuídas no clube a Andrés, Roberto de Andrade, seu candidato à presidência, e Edu Gaspar, gerente de futebol e escudeiro do ex-presidente.

Mário Gobbi travou os negócios porque prioriza o pagamento de salários atrasados. O presidente só quer trazer reforços considerados extremamente necessários por Tite (Dudu é um deles). Mas apenas se for possível postergar o pagamento por alguns meses.

Procurado pelo blog, Raul disse que estava em reunião, mas confirmou a referência às contratações. “É o que eu escrevi ali. Tem que respeitar o orçamento, mas ele não está sendo respeitado”, disse o dirigente. A previsão orçamentária feita por ele determina que o clube gaste R$ 10 milhões com reforços em 2015. Só com Dudu, descartado pelo menos por enquanto, seriam gastos R$ 11,4 milhões por 60% dos direitos econômicos do atleta.

Indagado se vai apoiar Citadini no pleito de fevereiro, o diretor respondeu: “Você quer saber mais da minha vida do que eu. Não sei ainda. Sou pelo Corinthians, pelos nossos ideais, independentemente de nomes”, afirmou.

Citadini já conta com o apoio de outro dirigente que foi aliado histórico de Sanchez, como Raul: Luis Paulo Rosenberg, primeiro vice-presidente do clube. Ilmar Schiavenato, que foi diretor social na gestão de Gobbi, também virou crítico do grupo de Andrés e lançou candidatura de oposição.

Andrés não pôde ser ouvido porque não fala com o blog.

Leia abaixo a postagem de Raul na íntegra.

Reprodução


Dudu perdeu em gols no Brasileirão até para beque são-paulino
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A frieza dos números sobre o desempenho dos atacantes no último Brasileirão equivale a jogar um balde de água fria na quente disputa que foi travada entre Corinthians e São Paulo por Dudu.

Defendendo o Grêmio, o atacante do Dínamo de Kiev fez apenas 3 gols na competição. Luciano, que terminou o ano como reserva corintiano, marcou o dobro. Na comparação com são-paulinos, o ex-gremista perde até para o zagueiro Édson Silva, que balançou a rede quatro vezes no Nacional.

De acordo com o site “Transfermarkt”, Dudu participou de 35 jogos no Brasileirão. Assim, sua média é de 0,08 gol por jogo. Luciano disputou 34 partidas, ostentando média de 0,17 gol por apresentação.

A diferença de desempenho aumenta na comparação entre Dudu e o são-paulino Alan Kardec, que marcou o triplo de gols do que o ex-jogador do Grêmio. Isso apesar de disputar sete jogos a menos do que o possível futuro companheiro. Como balançou as redes nove vezes no Brasileiro, Kardec teve média de 0,3 gol por apresentação.

Diante desses números, não é tarefa fácil entender a disposição de corintianos e são-paulinos em despejar milhões de euros na conta do Dínamo para ter Dudu. A proposta alvinegra foi de 3,6 milhões de euros parcelados, com primeiro pagamento em maio, por 60% dos direitos econômicos. Já os tricolores, que agradaram mais aos ucranianos, oferecem 3 milhões de euros por 50%. E pagariam a primeira parcela à vista. Como o blog mostrou nesta quinta, Mário Gobbi não quer gastar imediatamente com contratações, pois prioriza o pagamento dos salários atrasados. Segundo o UOL Esporte, nesta quinta, Gobbi vetou a contratação justamente porque o Dínamo insitiu em receber parte da quantia à vista.

Não dá para esquecer que o São Paulo atrasou pagamentos a seus jogadores durante a temporada passada. E o Corinthians ainda deve direitos de imagem a seus atletas. Mesmo assim, ambos estão dispostos a gastar para ter um atacante que produziu menos do que profissionais que eles têm em casa.

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Crédito da imagem: Friedemann Vogel/Getty Images


Salários atrasados enfraqueceram Corinthians na briga por Dudu
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A ultrapassagem do São Paulo no Corinthians em relação à contratação de Dudu tem a ver com salários atrasados no Parque São Jorge. Isso porque Mário Gobbi quer evitar gastos agora para tentar quitar as dívidas com os jogadores. Assim, ele planejou pagar a primeira parcela da compra de Dudu ao Dínamo de Kiev só em maio. O São Paulo levou vantagem porque começaria a pagar imediatamente.

Gobbi priorizou a quitação das dívidas com o elenco. Decidiu contratar só quem o treinador considerar essencial e postergar ao máximo o pagamento.

Fiel a esse pensamento, o dirigente só topou o leilão com o São Paulo por Dudu porque Tite indicou o jogador antes mesmo de assinar contrato para voltar ao time. No momento em que analisava o elenco com o gerente Edu Gaspar, o técnico falou da importância de contar com o atacante.

Para satisfazer ao treinador sem gastar dinheiro (ou crédito) que poderia amenizar os salários atrasados, o Corinthians fez uma proposta de 3,6 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos do atacante, com o primeiro pagamento só no quinto mês do ano, como mostrou o UOL Esporte. Já a diretoria tricolor ofereceu 3 milhões de euros por 50% com a primeira parcela à vista. Os ucranianos gostaram mais do que ouviram dos são-paulinos, apesar de Dudu manifestar preferência pelo Corinthians.

Como entregar o cargo em fevereiro sem dever salários para os jogadores virou uma questão de honra para Gobbi, a filosofia de só contratar o extremamente necessário e sem mexer no bolso agora não vale só com Dudu. Mas para levar seu plano até o final, no entanto, o presidente terá que resistir à pressão para reforçar o elenco feita pelo grupo de Andrés Sanchez e Roberto de Andrade, candidato da situação à presidência. Cobrança que também parte da torcida.

ACOMPANHE AS ÚLTIMAS NEGOCIAÇÕES DO MERCADO DA BOLA


Negociação do Corinthians por Jonas teve preço dobrado e desconto relâmpago
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A emperrada negociação do Corinthians pelo volante Jonas, que disputou a Série B do Brasileiro pelo Sampaio Corrêa, teve valor dobrado na última hora, desconto repentino e a irritação de Mário Gobbi. Tudo isso resultou em impasse no negócio que chegou a ser dado como certo.

A história começa em novembro, quando o Corinthians acenou para a Dut’s Marketing Esportivo, estar disposta a pagar R$ 1,5 milhão por 50% dos  direitos econômicos do jogador, vinculado à empresa.

De acordo com a direção alvinegra, após o Campeonato Brasileiro, o gerente de futebol Edu Gaspar comunicou que o valor tinha subido para R$ 3 milhões. O funcionário estava pronto para fechar o negócio, mas Gobbi ficou invocado. Disse que um jogador não pode valer R$ 6 milhões (já que 50% dos direitos valeriam R$ 3 milhões) sem ainda ter despontado no cenário nacional.

Pouco depois, Edu trouxe a notícia da Dut´s, do empresário Eduardo Maluf, homônimo do dirigente do Atlético-MG, de o jogador seria negociado por R$ 2 milhões. Gobbi bateu o pé e disse que só aceitaria pagar R$ 1,5 milhão. Aí a negociação emperrou.

O blog procurou a assessoria de imprensa da Dut´s que informou que Maluf entraria em contato, o que não ocorreu até a publicação deste post. No dia 29 de dezembro, ele havia informado em sua conta no Facebook que a contratação tinha sido oficializada. “O garoto Jonas, o maior ‘ladrão’ de bola do país em 2014 assina com o Corinthians por quatro anos. Jonas, mais um agenciado da Dut´s Marketing Esportivo”, escreveu o empresário na ocasião.

O caso é mais um em que o presidente corintiano se irrita com negociações tocadas por Edu Gaspar, homem de confiança de Andrés Sanchez e de Roberto de Andrade, candidato da situação à presidência do clube. O dirigente já havia vetado a contratação do goleiro Danilo, além de até agora se recusar a fechar como Óscar, irmão de Ángel Romero, deixando a negociação para o próximo presidente. Gobbi também por pouco não vetou a chegada do colombiano Stiven Mendoza.


Eleitores notificam Corinthians contra urnas eletrônicas
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O uso de urnas eletrônicas pode fazer com que o resultado da eleição para presidente do Corinthians, dia 7 de fevereiro, seja contestado na Justiça.

Quatro associados do clube com direito a voto enviaram notificação extrajudicial para os poderes do clube indagando se o pleito será realizado com urnas eletrônicas cedidas pela Justiça Eleitoral.

O grupo alega que obteve informação oficiosa no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo de que o órgão não fornece urnas eletrônicas para entidades privadas. Só que o artigo 60 do estatuto corintiano diz que “a votação se fará por meio de cédulas impressas ou mediante utilização de urnas letrônicas que venham a ser obtidas junto à Justiça Eleitoral''.

Assim, os sócios pedem para que, caso as urnas não sejam “oficiais”, o edital sobre a eleição seja alterado determinando o voto em papel. Eles afirmam que o não atendimento de seus pedidos ensejará uma ação na Justiça. Declaram também que a escolha do novo presidente deve ser anulada, caso o estatuto não seja cumprido.

Assinam a notificação Haroldo José Dantas da Silva, João Alberto de Souza, Júlio César Rodrigues Nascimento e Marcos Paulo Ribeiro dos Santos. Pelo menos um deles, Haroldo, é do grupo oposicionista que apoia Paulo Garcia, contrário ao uso de urnas eletrônicas.

Ademir Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, disse que ainda precisar ler a notificação com calma antes de tomar uma decisão. “Mas, inicialmente, não vejo irregularidade no uso das urnas eletrônicas. Quando o estatuto foi feito, a Justiça Eleitoral cedia as urnas, mas agora não cede. E o estatuto não proibe o uso das urnas que o clube vai adquirir. No direito privado o que não é proibido é permitido'', afirmou Benedito. Mário Gobbi, presidente do clube, também está entre os dirigentes destinatários do documento.


Ex-presidente do Palmeiras ataca Valdivia: ‘ganhou muito e jogou pouco’
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“2015 vai ser o ano de Valdívia”. Há no Palmeiras um grupo de conselheiros que acredita e repete isso. Mustafá Contursi não está entre eles. Pelo contrário, rebate essa afirmação. “Os últimos cinco anos foram os anos do Valdivia. Ele ganhou muito e produziu pouco”, diz o ex-presidente.

O movimento a favor da renovação do contrato do chileno deixou Mustafá em estado de alerta. Ele nega ser contra a permanência do jogador. Declara apenas defender o mesmo tratamento para todos os jogadores: ou o atleta se enquadra na política financeira do clube ou vai embora. Isso pode ser traduzido como ser favorável a oferecer contrato de produtividade ao chileno, que tem vínculo com o alviverde até agosto. A partir de fevereiro ele pode assinar contrato com outro clube.

E daí que Mustafá se posicionou de maneira dura em relação ao Mago? Daí que ele é o conselheiro mais ouvido por Nobre. Foi seguindo o manual de instruções elaborado pelo ex-dirigente que o atual presidente conseguiu se reeleger.

Em novembro, mesmo antes de Mustafá se manifestar, Valdivia deu entrevista comentando sobre quem pensa parecido com o ex-presidente. “Não me sinto em dívida com o torcedor. O Palmeiras fez 36 partidas, joguei 16. Fiquei fora 20, mas 7 delas por lesão. Fiquei seis vezes fora por causa da seleção. Cinco vezes fora por causa do tempo na negociação em que o Palmeiras me liberou. Ninguém pode colocar o dedo na minha cara e dizer que a culpa é minha”, disse o jogador na ocasião.


Veja como impostos atrasados atrapalham Corinthians em 2015
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Anêmico financeiramente, o Corinthians demonstra dificuldade para disputar reforços com seus concorrentes. O clube ter deixado de pagar impostos, principalmente na gestão de Andrés Sanchez, é um dos fatores que provocam essa fragilidade.

Para parcelar sua dívida tributária de aproximadamente R$ 155 milhões em 15 anos e tentar evitar que o ex-presidente e outros três cartolas fossem condenados por crime fiscal (objetivo conquistado em instância inicial), o clube pagou no ano passado pelo menos R$ 30 milhões em impostos atrasados. O dinheiro faz falta na hora de contratar. Basta lembrar que o alvinegro perdeu Leandro (ex-Chapecoense) para o Palmeiras e corre o risco de perder Dudu, que disputou o último Brasileirão pelo Grêmio, para o São Paulo.

Segundo o balancete oficial do Corinthians, até outubro tinham sido pagos cerca de R$ 20 milhões do acordo para o parcelamento. Conforme disse Raul Corrêa da Silva, diretor de finanças e um dos acusados de crime fiscal, em reunião do Conselho Deliberativo corintiano em 27 de outubro, seriam pagos mais R$ 10 milhões entre novembro e dezembro. Ainda conforme afirmou o dirigente, a partir de janeiro as parcelas cairiam para cerca de R$ 700 mil mensais. O valor é minimizado pelo cartola, mas seria suficiente, por exemplo, para pagar quase dois meses de salário do técnico Tite, que recebe cerca de R$ 430 mil por mensais.

Se pudesse usar os R$ 30 milhões gastos com impostos atrasados de outra forma, o Corinthians estaria bem mais forte na briga com o São Paulo por Dudu, por exemplo. O alvinegro está disposto a pagar cerca de R$ 12 milhões parcelados ao Dínamo de Kiev por 60% dos direitos econômicos do atacante. Mas os cartolas do Morumbi acenam com pagamento à vista, conforme mostrou o UOL Esporte.

Os R$ 30 milhões também seriam suficientes para pagar os US$ 7 milhões que Guerrero pede de luvas para renovar contrato (o Corinthians oferece US$ 5 milhões) e ainda sobrariam cerca de R$ 11 milhões.  Com mais R$ 700 mil da parcela de janeiro do acordo tributário, o alvinegro ficaria perto de ter R$ 12 milhões à vista para dar por Dudu. Ou seja, seria possível solucionar os casos Guerrero e do ex-gremista. Mas o Corinthians precisa pagar o que não pagou no passado.