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Diretor de futebol tem dever de cobrar apuração sobre filho de Lula
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Atual diretor de futebol do Corinthians, Eduardo Ferreira era conhecido como Edu dos Gaviões, por ser membro da organizada, quando começou a entrar na política corintiana.

Era uma das caras mais conhecidas do Movimento Fora Dualib. Infernizou conselheiros até em peladas no Parque São Jorge para cobrar deles que apurassem denúncias contra a administração Alberto Dualib e que punissem os responsáveis.

O movimento ganhou força no clube e na arquibancada. Dualib acabou deixando a presidência. Foi escorraçado do Corinthians.

De lá para cá, Edu conquistou a confiança de Andrés, foi fiel escudeiro de Roberto de Andrade na última eleição e ganhou o cargo de ajunto na diretoria de futebol (na prática é o diretor, já que oficialmente o posto principal está vago).

Estar na diretoria não impede, porém, que ele exerça seus deveres como conselheiro alvinegro. E, por seu histórico de  luta contra desvios na era Dualib, tem a obrigação de cobrar firmemente a apuração da denúncia publicada pela Folha de que Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, um dos responsáveis por viabilizar o estádio corintiano, teria recebido cerca de R$ 500 mil do Corinthians sem prestar serviços entre 2011 e 2013.

Na opinião deste blogueiro, Edu tem que demonstrar que não tolera malfeitos no clube, seja qual for o sobrenome do suspeito. E, dessa vez, deve ser até mais fácil do que na era Dualib. Isso porque Andrés Sanchez, que levou o filho de Lula para o departamento de marketing do alvinegro, disse à Folha que tem documentos para mostrar a quem quer que seja.

Também não será difícil para Edu, se ele tiver interesse em esclarecer o caso, trabalhar por uma investigação no Conselho Deliberativo do Corinthians. Ele nem era conselheiro quando ajudou, e muito, o clube a investigar as suspeitas na era Dualib. Imagine agora o que pode fazer como membro do conselho e diretor.

 


‘Trio de ferro’ faz lobby com vereadores contra cobrança da prefeitura
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Os presidentes de Corinthians, Palmeiras e São Paulo estão em campanha para tentar reduzir uma cobrança milionária feita pela prefeitura paulistana relativa a ISS (Imposto Sobre Prestação de Serviços de Qualquer Natureza) entre 2010 e 2014.

Como parte do lobby, dirigentes do trio de ferro estiveram na Câmara Municipal na última sexta em busca de apoio dos vereadores. Antes, Mustafá Contursi, presidente do sindicato ao qual os três clubes são filiados, tratou do tema em uma visita que fez à vice-prefeita Nádia Campeão.

O principal argumento dos dirigentes é de que o município passou a cobrar impostos sobre serviços que não eram taxados. O valor total da cobrança, segundo cálculos de clubes, é superior a R$ 300 milhões. Com maior receita, o Corinthians é quem tem mais a pagar: aproximadamente R$ 200 milhões.

Os cartolas pleiteiam uma revisão que diminua o cálculo. Discordam da cobrança em relação a algumas operações, como contratos de patrocínio, venda de ingressos e cotas de TV. Afirmam que esses serviços não eram taxados e passaram a ser sem aviso prévio.

Por sua vez, a Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura declara que a cobrança é baseada em lei.

Além da movimentação política, os clubes contestam formalmente os valores cobrados como parte de sua defesa em processo administrativo aberto pela secretaria para cobrar os impostos.

 


Opinião: Neymar pai erra ao deixar filho exposto
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Acuado por autoridades espanholas e brasileiras, Neymar pai não pode ser considerado culpado até que os processos terminem e as acusações sejam comprovadas. Ele, sua mulher, e seu filho, também acusados de sonegação, não podem ser julgados precipitadamente.

Porém, na opinião deste blogueiro, um grave erro já foi cometido pelo pai do craque: expor seu filho.

Não havia necessidade de o craque do Barcelona aparecer numa entrevista para o Fantástico rebatendo o Ministério Público. Também não era necessário publicar no site oficial do jogador uma nota fazendo questionamentos ao procurador Thiago Lacerda Nobre. Essa poderia ter ficado na conta só das empresas da família envolvidas na denúncia. Seria melhor deixar o atleta longe da trincheira. Na linha de frente, ele parece servir apenas como escudo.

Por mais que o atacante tenha agido por vontade própria, era dever de seu pai, que se preocupou com a carreira do filho desde pequeno, blindá-lo.

Enquanto se debate, o Neymar mais velho pode quebrar a redoma que ele mesmo criou para proteger o atacante e ver o desempenho dele em campo ser prejudicado por questões externas.

O pai já tinha exposto desnecessariamente o filho quando assinou um compromisso com o Barcelona em plena vigência do contrato com o Santos. A  operação, depois de revelada, despertou a ira de parte da torcida santista por saber que o jogador enfrentou o Barça na humilhante derrota na final do Mundial de Clubes já com um pé no clube catalão.

Não teria sido melhor deixar de ganhar alguns milhões e preservar a imagem do filho de ídolo no Vila Belmiro? Tanto naquele episódio como agora, o pai de Neymar falhou na missão de deixar o atacante tranquilo para jogar futebol. Afinal, não é para isso que suas empresas são muito bem remuneradas?


Saiba o que os clubes querem para a Libertadores do futuro
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Na última quarta, os clubes brasileiros pela primeira vez participaram de uma reunião da liga que reúne times sul-americanos, criada recentemente. O principal tema do encontro foi financeiro. Os dirigentes já conseguiram que a Conmebol dobrasse a quantia que paga a eles pela Libertadores, mas querem conhecer todos os contratos e conferir se a entidade agora repassa 70% de tudo que arrecada no torneio para os participantes, como alega. Além de grana, a nova associação discute uma série de mudanças para o principal torneio do continente. Veja abaixo as principais.

América do Norte

Durante a reunião na sede do Boca, a LDU sugeriu que os norte-americanos comecem a disputar a Libertadores. A ideia agradou aos participantes e já tinha sido discutida por parte deles. Os cartolas argumentam, entre outros motivos, que a presença dos times dos Estados Unidos atrairia importantes emissoras de TV e grupos de comunicação daquele país, gerando melhores receitas. A sugestão chegou a ser feita para a antiga diretoria da Conmebol. Porém, a entidade alegou que a entrada dos norte-americana aumentaria as distâncias a serem percorridas pelos clubes, o que inviabilizaria o projeto. Uma das possibilidades discutidas agora é de que o torneio aconteça durante o ano inteiro, o que daria mais tempo para os times se recuperarem do desgaste.

 

Justiça desportiva 

Os cartolas querem uma reforma nas regras utilizadas para punir clubes durante as competições, principalmente em relação a atos provocados pelos torcedores. O argumento dos dirigentes é de que a Libertadores é uma competição sul-americana com penas suíças. Querem que as regras levem em consideração os hábitos dos torcedores do continente. Outro ponto é responsabilizar menos os clubes pelos atos de seus fãs. Pedem drástica diminuição de castigos como jogar com portões fechados, além de colaboração da polícia e da Justiça dos países envolvidos para impedir torcedores que causaram problemas de irem às partidas.

TV

Os dirigentes também elaboram uma proposta para que tenham participação no lucro obtido por quem compra o direito de transmitir as partidas e revende para emissoras. Pretendem estabelecer uma porcentagem que seria obrigatoriamente repassada aos clubes em caso de revenda.

Participação nas decisões

Assumir o controle da organização da Libertadores não está nos planos dos dirigentes sul-americanos, porém eles querem poder de decisão para definir questões como regulamento e tabelas.

Participação em todas receitas

A Conmebol só repassa aos clubes a receita obtida com a venda de direitos de transmissão da Libertadores. Agora, os dirigentes querem ter acesso a todos os contratos comerciais para poder reivindicar uma fatia de cada um. Na reunião de quarta-feira, chegou até a ser aventada a possibilidade de os clubes abandonarem a edição atual do torneio se a Conmebol não entregar cópias desses acordos. Porém, o abandono ainda é uma hipótese distante.


Como dívida por Damião pode dar prejuízo ao Santos em negócio de Lucas Lima
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Em 15 de janeiro de 2015, a Doyen Sports assinou um contrato no qual se comprometia a emprestar 600 mil euros, sem juros, para o Santos pagar salários e FGTS referentes a Leandro Damião. O objetivo era impedir que ele conseguisse se desligar do clube na Justiça por conta das remunerações atrasadas.

Um dia depois da assinatura do documento, a empresa enviou o dinheiro prometido para o clube. Não adiantou. O débito não foi totalmente quitado e o atacante conseguiu se desligar do alvinegro sem nada pagar, até a situação ser definitivamente resolvida na Justiça. Só recentemente clube e jogador chegaram a um acordo.

Como legado, o empréstimo pode fazer o Santos perder uma participação de 20% que teria no lucro obtido pela Doyen numa eventual venda de Lucas Lima. Acontece que o alvinegro deu como garantia do empréstimo seu direito de faturar essa porcentagem, caso Lucas Lima fosse negociado. Se o pagamento não fosse feito até 31 de agosto, a participação santista no lucro ficaria cancelada. E a partir de 15 de julho teria que pagar juros de 12% ao ano.  O alvinegro tem ainda 10% dos direitos econômicos de Lucas Lima que não são afetados pelo empréstimo.

O blog apurou que o empréstimo faz parte da ação que corre em segredo de Justiça e na qual a Doyen cobra do clube uma série de dívidas que alega existir.

Procurado para falar sobre o caso, José Ricardo Tremura, gerente jurídico do Santos, não atendeu aos telefonemas do blog.

Quem deu explicações foi Raphael Vita, membro do Comitê de Gestão santista, que não ocupava o cargo quando o empréstimo foi feito, mas conhece o assunto. “Não é que o Santos recebeu o dinheiro para pagar o Damião e não pagou. Acontece que quando o dinheiro entrou na conta do Santos, o jogador já tinha entrado com a ação. Então, pagar os salários não mudaria nada, não nos livraria do risco de perder o atleta. O clube optou por pagar o FGTS, também por causa dos juros. E não dava para pagar totalmente as duas dívidas”, afirmou Vita.

Porém, quando o contrato de empréstimo foi feito Damião já tinha acionado a Justiça. Pelo acordo, o dinheiro tinha que ser usado especificamente para o pagamento de salários e depósitos de FGTS do atacante.

Sobre o risco de o clube perder a participação no lucro da Doyen em caso de venda de Lucas Lima, Vita disse que tem a informação do departamento jurídico do Santos que o empréstimo não envolveu direitos relativos a outros jogadores. Mas documento obtido pelo blog confirma a existência da garantia. Indagado se o empréstimo foi pago, ele disse que toda a questão com a Doyen está sendo discutida na Justiça e que, por isso, não pode dar detalhes.

Abaixo, confira os documentos referentes ao empréstimo.


Veja como concorrente mina Globo em conversas com clubes
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Em busca de fecharem acordo com pelo menos oito clubes, executivos da Turner, dona do Esporte Interativo (EI), tentam, em conversas com dirigentes, minar os argumentos usados pela Globo para renovar o contrato de transmissão dos jogos do Brasileirão em TV fechada a partir de 2019. Até agora, só o Santos afirmou publicamente ter aceitado a proposta da concorrente da Globo por um acordo de seis anos. Abaixo, veja como a Turner tem bombardeado o discurso e a oferta da emissora rival para os cartolas.

Redução de cotas

Durante as reuniões, representantes da Turner tem se esforçado para desconstruir o argumento usado pela Globo com os dirigentes de que a atual crise financeira no país tornou difícil a venda de anúncios em jogos de futebol. Por conta dessa tese, a primeira proposta de renovação previa uma redução nos valores do contrato atual.

Os diretores do EI usaram até uma tabela publicada pelo Meio & Mensagem, veículo especializado em informações sobre marketing, mídia e comunicação, em outubro de 2015, para convencer os cartolas de que a situação não é tão feia para a emissora da família Marinho. O quadro traz as quantias arrecadadas pela Globo com patrocínio no futebol desde 2010, já incluindo os valores de 2016. A reportagem mostra que houve um aumento de 9,2% nos preços cobrados pela Globo dos patrocinadores de 2015 para 2016. A cota total passou de R$ 225 milhões para R$ 245,7 milhões. Só que a mesma matéria registra que essa foi a menor evolução de patrocínio do futebol da emissora desde 2010. Na conta não entra a temporada de 2014, por causa de mudanças no sistema de cotas provocadas pela Copa do Mundo no Brasil.

Importância da TV fechada

Os executivos da Turner tentam demonstrar para os cartolas que os jogos em TV por assinatura são, sim, importantes para a Globo porque asseguram excelente audiência para o Sportv, canal fechado do grupo. É comum os dirigentes dizerem que a Globo não paga bem por essa modalidade porque tem pequeno retorno financeiro com ela. O discurso dos donos do EI, então, passou a ser de que sua concorrente valoriza o canal fechado. E que quem não valoriza, segundo eles, são os cartolas, pois vendem os jogos em sinal fechado por pouco dinheiro. Nessa discussão, como mostrou o blog, a Turner disse aos clubes que oferece pouco mais de nove vezes o que a Globo paga pelas partidas em TV fechada.

Patrocinadores na tela

Uma das promessas feitas pelos executivos da Turner é mostrar os painéis com patrocinadores dos clubes nas entrevistas dadas por jogadores, treinadores e dirigentes. Acontece que Globo e outras emissoras costumam usar imagens fechadas em que até patrocínios em bonés não aparecem. Como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos, os donos do Esporte Interativo também prometem falar o nome dos anunciantes que batizam estádios.

 

TV aberta

Os executivos da Turner ouviram que cartolas temem que a Globo não compre seus jogos em TV aberta, caso fechem com o EI. Em resposta, eles tentam convencer os dirigentes de que é desinteressante para a concorrente transmitir o Campeonato Brasileiro sem todos os clubes. De acordo com essa tese, a Globo acabaria adquirindo também as partidas de quem assinou com o Esporte Interativo na TV por assinatura para ter a competição completa. Além disso, a Turner assegurou que comprará os direitos de transmissão para canal aberto, mesmo sem saber ainda o que fazer com eles, se os times não conseguirem vender para ninguém.

Liberdade de escolha

Uma estratégia importante dos donos do EI é tentar provar que são mais abertos ao diálogo do que a Globo, dando mais liberdade para os clubes decidirem questões fundamentais como horários dos jogos e divisão do dinheiro a ser recebido. A pedido dos cartolas, por exemplo, ficou decidido que a emissora nunca vai exigir a realização de jogos depois das 21h30. A Globo impõe determinadas partidas às 22h, horário criticado por torcedores e cartolas por ser considerado muito tarde. Sobre a divisão de cotas, a Turner deixou os dirigentes escolherem o que é melhor. E a escolha foi pela divisão de 50% igualitariamente, 25% de acordo com a audiência e 25% conforme o desempenho esportivo. Nos últimos anos, a Globo vinha se recusando a mudar o formato pelo qual paga mais a Corinthians e Flamengo, que têm melhores audiências.


Da bronca ao patrocínio ampliado. O que mudou entre Palmeiras e Crefisa
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Uma estrondosa reclamação em público contra Paulo Nobre seguida de mais de dois meses de silêncio constrangedor entre o comando dos dois parceiros. Esse roteiro parecia encaminhar a relação entre Palmeiras e os donos da Crefisa e da FAM para o fim precoce ou, pelo menos, para um congelamento. Porém, comprovando a montanha-russa que virou a convivência entre eles, de repente, as empresas de José Roberto Lamacchia e Leila Pereira colocaram mais dinheiro no clube e se transformaram nas únicas patrocinadoras do uniforme alviverde.

Colar o vaso quebrado foi uma operação lenta e que teve como principais personagens o filho de um ministro e um vice-presidente do clube apontado como provável candidato à presidência do Palmeiras.

O casal de empresários nunca mais tinha falado com o presidente alviverde desde que, em novembro, Leila deu declarações rancorosas ao jornal Lance! para se queixar de Nobre planejar lançar uma camisa comemorativa com o patrocínio da Parmalat. A língua afiada da empresária fez o cartola sangrar publicamente ao chamar seus reforços de contratações de quinta categoria, entre outras estocadas.

Desabafo feito, camisa cancelada, o casal esperava uma retratação de Nobre que não veio. A reação foi a mais dura possível: os patrocinadores decidiram não aumentar seus investimentos no Palmeiras. Também paralisaram as obras de um prédio do CT do clube até que fosse assinado o contrato referente à construção.

Nesse ponto, entraram em ação Eduardo Rodrigues, que recentemente tinha assumido a função de gerir a parceria pelo lado do patrocinador, e Maurício Percivalle Galliotte, vice-presidente palmeirense. Os dois trataram de discutir formas de melhorar o relacionamento e ainda tiveram que superar outro abalo provocado pelo fato de os patrocinadores não serem convidados para a festa de comemoração do título da Copa do Brasil.

Rodrigues, filho do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, que é palmeirense, passou a se reunir uma vez por semana com membros do departamento de marketing palmeirense para tratar da parceria. Galliotte criou o hábito de aparecer, ainda que brevemente, nos encontros.

O cartola se engajou na missão de reaproximar os patrocinadores do clube e teve a ideia de fazer a apresentação de Jean na sede da FAM. Lá apareceu com uma camisa do Palmeiras já sem as marcas de Prevent Sênior e TIM, sinalizando aos empresários que o caminho estava livre para se tornarem os únicos patrocinadores. Esse era um projeto antigo, interrompido pelo episódio envolvendo a Parmalat.

A ideia seduziu Leila e Lamacchia. Rodrigues passou a costurar o novo acordo com o vice palmeirense. Mas faltava ainda um empurrão para reaproximar os parceiros.

A oportunidade veio durante a viagem do Palmeiras para disputar o Torneio de Verão do Uruguai. Rodrigues foi convidado para viajar com a delegação. Lá, gravou uma declaração dada por Nobre para TV Palmeiras na qual o cartola falava da importância da Crefisa para o clube. Leila ouviu a afirmação e pediu para seu funcionário repassar uma mensagem amistosa para o dirigente.

Após a troca de afagos, faltavam apenas detalhes para o novo contrato de patrocínio ser selado. Então, na última quarta, Leila e Lamacchia decidiram que deveriam ir no dia seguinte até o clube para bater o martelo pessoalmente num encontro com Nobre. Foi a primeira vez que empresários e dirigente conversaram desde que a dona da Crefisa e da FAM tinha soltado os cachorros no presidente.

Depois do encontro de quinta, Leila voltou ao clube para o anúncio do reforço no patrocínio, na sexta. Além da exclusividade na camisa, suas empresas ganharam espaço também no calção e nos meiões do time.

Oficialmente, ninguém fala sobre valores. Mas os cartolas contabilizam R$ 66 milhões anuais de patrocínio (R$ 58 milhões pela camisa e R$ 8 milhões por calção e meião).

Já nas empresas patrocinadoras a conta que se faz é de que o investimento mensal no Palmeiras será de R$ 6,5 milhões, o que dá R$ 78 milhões por ano.

Os números impressionam, ainda mais pelo recente passado de desavença entre as partes. “Nunca houve briga, havia um afastamento, mas isso acabou. Tenho certeza de que a partir de agora essa relação só vai melhorar”, disse Rodrigues ao blog.

A paz atual (pelo histórico dos parceiros não dá para garantir que ela será duradoura) passou pelo entendimento de Lamacchia de que precisava se controlar para não deixar seu lado torcedor interferir na parceria, segundo amigos dos empresários. Eles contam que José Roberto era contundente nas críticas ao desempenho do time e que chegou a falar ter vontade de enfiar Barrios num avião para fora do país, depois de má atuações. Agora, está mais contido, contam pessoas próximas.

Por sua vez, Nobre parece ter decidido fazer a manutenção da parceria com doses de agrados em público. Nesse sentido, foi emblemática a declaração do presidente no anúncio do novo acordo:

“Esse relacionamento vai acabar gerando a famosa era Crefisa no Palmeiras”, disse o presidente. Impossível não lembrar da era Parmalat, justamente a empresa que foi o estopim para a explosão de Leila.

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São Paulo comemora ter ‘dobrado’ Globo e fica perto de renovar contrato
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Oficialmente, o São Paulo não fala sobre as negociações com Globo e Esporte Interativo (EI) pelos direitos de transmissão do Brasileirão em TV Fechada a partir de 2019. Porém, internamente, os cartolas do clube comemoram terem exigências atendidas pela emissora da família Marinho. Assim, afirmam que estão perto de assinar a renovação contratual com ela.

O discurso é que, depois de aceitarem conversar com a Turner, dona do EI, conseguiram arrancar da Globo um contrato muito melhor do que o atual.

Uma das cobranças feitas pelo São Paulo era para receber luvas, como oferece a Turner. A proposta original da Globo prevê uma antecipação de dinheiro no ato da assinatura, mas a verba é descontada parceladamente da quantia restante que o clube terá a receber. A diretoria tricolor não quer esse desconto.

Inicialmente, a emissora também estabeleceu uma redução nos valores pagos atualmente.

De acordo com o Blog do Rodrigo Mattos, porém, após a entrada da Turner no circuito, a Globo acenou até com uma mudança na divisão de cotas, que atualmente prevê fatias maiores para Corinthians e Flamengo.

O São Paulo é um dos clubes mais cobiçados pela Turner, que só levará adiante seu projeto se tiver a assinatura de oito times. Executivos da emissora dão como certo que fecharão com Santos, Fluminense, Grêmio, Internacional, Atlético-PR, Coritiba e Bahia. Portanto, faltaria mais uma equipe para o negócio decolar.

 

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Opinião: o que cobrar de Tite e Marcelo Oliveira em 2016?
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Em um mês, o Palmeiras ultrapassou o Corinthians em relação ao status dado pela maioria da imprensa paulista no quesito favoritismo estadual na atual temporada. A ultrapassagem é reflexo dos momentos distintos vividos pelos dois clubes. Enquanto o alviverde se reforçou de maneira rápida e planejada, o alvinegro derreteu e ainda tenta se reorganizar. Nesse cenário, Marcelo Oliveira e Tite, que estão entre os que têm brigado pelo título de melhor treinador do país nos últimos anos, sofrem cobranças distintas.

O comandante alviverde precisa provar que é capaz de fazer sua equipe ser eficiente e encantar ao mesmo tempo, como o Cruzeiro bicampeão brasileiro.

Precisa ser mais ambicioso fora de casa, mais ofensivo.

É obrigação dele acabar com o nervosismo que marcou seus jogadores em 2015 e por muitas vezes ferrou o Palmeiras.

Tem que montar um time regular a ponto de brigar pelo Brasileirão e não se contentar só com competições que têm mata-matas, mesmo a Libertadores sendo uma delas.

Principalmente, Oliveira deve ser cobrado para aproveitar bem os reforços que vieram, montar uma equipe sólida, que dure mais de uma temporada. Assim, ele terminaria com as contratações por atacado no clube.

Por sua vez, Tite não precisa provar que é capaz de reconstruir a equipe. Já fez isso em 2015, com primor.

A cobrança maior sobre o atual campeão brasileiro deve ser para que ele aproveite bem a promissora geração das categorias de base do clube. Cabe a ele dosar as entradas dos garotos, fazer com que evoluam e que sintam que têm futuro no Parque São Jorge. Só assim não vão preferir trocar de ares. É hora de o treinador de resultados relativamente rápidos pensar também no futuro, no legado para o Corinthians.

O técnico corintiano precisa ainda demonstrar que estava certo ao pedir duas contratações que geram desconfiança: Willians e André.

Terá que mostrar com resultados por qual motivo preferiu um jogador truculento como o ex-cruzeirense ao habilidoso Marciel.

Em relação a André, o atacante precisa explicar com gols as razões para o melhor treinador do Brasil na atualidade confiar nele, apesar de seus altos e baixos e de sua fama de baladeiro. Se ele não render, sua chegada se transformará numa barbeiragem de Tite.

 


‘Perdi mais do que lucrei no Corinthians’, diz agente de Malcom e outros 8
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Perrone

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Ele é chamado por torcedores e críticos dentro do clube de dono do Corinthians pela quantidade de jogadores que tem lá. Mas afirma que contabiliza prejuízo, não lucro no Parque São Jorge.

É visto por seus detratores como um mal para o alvinegro, porém, diz que ajudou o clube até emprestando dinheiro para o pagamento de uma dívida com Pato.

Foi vítima de zombaria de colegas por demorar a vender Malcom, agora afirma que o atacante de 18 anos em breve estará entre os Top 10 do mundo após se transferir para o Bordeaux.

É agente de André, atacante contestado por seu currículo na noite, entretanto, atesta que o cliente hoje é exemplo de jogador que sabe se cuidar.

Abaixo, saiba mais sobre as negociações e o que pensa o empresário Fernando Garcia, um dos agentes mais influentes na equipe da Zona Leste e irmão de Paulo Garcia, ex-candidato à presidência do clube. Fernando concedeu entrevista ao blog na noite desta sexta, por telefone.

O Corinthians vai ficar com 15% dos 5 milhões de euros que o Bordeaux vai pagar pelo Malcom já que vocês venderam só 50% dos direitos econômicos? O clube receberá 15% dos 50% de uma futura venda certo?

Você é jornalista esportivo ou econômico pra falar de valores e porcentagens? Não fica falando de valores, é perigoso, tem risco de sequestro.

Outros empresários falaram que você não conseguia vender o Malcom…

Vendi. Foi um tapa em quem falava isso. Pede pra esses que te falaram isso serem homens e se apresentarem. Falem quem são, que jogadores venderam. Você deveria publicar o nome de quem falou. Você não pode trabalhar com a informação pela metade. Falou meu nome, fala o deles também.

A venda do Malcom foi feita por meio dos dois empresários (um alemão e um português) para quem você tinha prometido metade da sua comissão?

Não. Vendi com o Charles, um amigo francês que mora no Brasil. Eu estava trabalhando faz tempo nessa venda. Eles (representantes do Bordeaux), estiveram aqui no ano passado pra ver o Malcom contra o Santos pela Copa do Brasil. Mas ele foi mal. Em seguida, viram o jogo com o Cruzeiro. Daí ele foi bem, e começamos a conversar. Agora anota aí, mudo de nome se o Malcom não estiver entre os Top 10 do mundo com 23 anos.

Como ficou a divisão da venda dos 50%?

Eu tenho 40% dos direitos, o Corinthians 30% e não sei quem tem mais 30%. Todos venderam a metade que tinham e receberão a outra metade numa futura venda. O Corinthians ainda vai ficar com mais uma porcentagem que é do mecanismo de solidariedade da Fifa, que protege o clube formador. Eu paguei R$ 2,5 milhões por 30% do Malcom quando ninguém queria o jogador. Você acha que estou ganhando muito? Não é bem assim, faz tempo que comprei, tem que fazer a correção. E ninguém fala dos prejuízos que eu tive com outros jogadores, todo empresário tem.

Que jogadores?

Paguei R$ 400 mil pelo WillianArão e coloquei de graça no Corinthians. Só que ele saiu de graça também. Não ganhei nada. Quanto ele vale hoje? Em 2009, investi R$ 350 mil no Bruno Donizete pra jogar no Corinthians, também acabou saindo de graça. Põe em dólar aí pra ver quanto eu perdi.

Mas você ganhou mais do que perdeu. Não ficaria nesse ramo perdendo mais do que ganha.

Eu já perdi pra caramba. Vocês acham que são só flores, mas não são. Quer outro exemplo? O Marlone, quando estava no Vasco, todo mundo queria. Fui lá e comprei do clube e do procurador dele. Paguei 3 milhões de euros. O Alexandre Mattos (atualmente dirigente remunerado do Palmeiras) me pediu pra levar o jogador pro Cruzeiro, que pagaria R$ 2,5 milhões de reais por uma porcentagem. Pagaria, mas não pagou e não usou o jogador. O Mano Menezes (em 2014) me pediu o Marlone, e eu levaria de graça para o Corinthians porque ele não era aproveitado no Cruzeiro. Fui pra Belo Horizonte, falei com o Mattos e com o presidente do Cruzeiro. Eles disseram que tinham conversado com o treinador e que ele seria usado. O Marlone ficou lá e não foi usado. Daí voltei e tirei de lá, rescindi. Outra história com o Cruzeiro. O Dedé, pagamos (ele e parceiros) oito milhões nele. Teve oferta, mas o Cruzeiro não deixou vender por 12 milhões de euros. E o nosso investimento, como fica? O investidor é quem se f… na maioria das vezes.

Na maioria das vezes não, se fosse assim, não existiriam investidores mais.

Ganha e perde pra caramba. Em dois anos, nossa empresa (Elenko Sports), está no vermelho. Não dependo do futebol, ainda bem.

Sei, você não precisa de dinheiro.

Precisar, sempre vai precisar, o homem é ganancioso, ganancioso do lado bom. Mas se eu dependesse do futebol não teria comida para colocar na mesa. Perdi mais do que ganhei no futebol, mas os melhores ativos no Brasil hoje são da nossa empresa e já fizemos bons negócios.

E no Corinthians, mais ganhou ou perdeu?

Perdi.

Mas você acaba de vender o Malcom? Não está no lucro agora?

Eu ainda não recebi o dinheiro do Malcom. E quando receber, não vai chegar a dar lucro, porque paguei R$ 2,5 milhões nele lá atrás. Quanto daria isso em euros naquela época?

Como você obteve 40% do Malcom?

Quando ele tinha 14 anos, fui ver o Corinthians jogar em Guarulhos. Ele era reserva, mas naquele dia jogaram os reservas. Em dois toques vi que ele era craque. Virei procurador, ajudei a família e fiz um acordo para ficar com 10% dos direitos dele quando virasse profissional (se o clube concordasse em dar essa fatia ao jogador). Depois, comprei 30% do Corinthians porque ninguém tratava o Malcom como joia lá, só eu. Demoraram três meses pra assinar o primeiro contrato profissional dele depois que ele fez 16 anos, poderia ter ido pro São Paulo. Falei pra mãe dele que ele tinha que ficar, fiquei com ela no sol duas horas esperando pra assinar contrato.

Quantos jogadores você tem hoje no Corinthians por meio de suas empresas.

Tenho oito. Walter, que eu comprei por R$ 1,8 milhão, Uendel, que sou procurador mas não tenho porcentagem, Guilherme Arana, que tenho 26%, Matheus Pereira, que tenho 42,5%, Vilson, 33%, Marlone, 15% ou 16%, Lucca, que tenho só a procuração, André e tinha o Malcom.

Na base do Corinthians você tem muito mais jogadores, não?

Não. Não é mais meu perfil. Tenho um terço da procuração do Maycon (que acaba de ser promovido para o time principal), então nem falo que tenho.

Mas muitos torcedores o criticam, você é chamado de dono do clube, dono da base.

É desinformação, acontece porque alguns palhaços escrevem qualquer coisa.

Você também é criticado por ser conselheiro do clube (o estatuto proíbe conselheiros de terem relação comercial com o Corinthians).

Não sou mais, faz tempo.

Você tinha pedido licença.

Estou afastado definitivamente.

Mas negociou com o clube enquanto era conselheiro.

Tem tanta gente que compra e vende outras coisas lá e ninguém fala nada. Eu ajudei o clube, emprestei dinheiro e não recebi tudo ainda. Fiquei dois anos e meio na fila, recebi a maior parte, mas o clube ainda me deve muito. Se a venda do Jadson deu lucro para o clube foi porque eu ajudei. Deviam para o Pato quando acertaram a troca, mas precisavam acertar a dívida para ele poder ir pro São Paulo. Eu emprestei e não recebi tudo ainda. Confio na diretoria. Se precisarem de novo e eu tiver, estou aí para ajudar.

Você confia muito no sucesso do Malcom na Europa. E do André no Corinthians?

O André mudou totalmente de um ano pra cá, mudou a forma de ser fora de campo, passou a se alimentar decentemente, a dormir as horas necessárias, tomou consciência de que é um profissional. Não tenho dúvida de que vai fazer um monte de gols. Veio praticamente de graça e o Corinthians vai fazer milhões com ele.

Veja também: Malcom viaja para França ainda neste sábado, mas saída divide o Corinthians