Blog do Perrone

Em busca de meia, Santos vira ‘refém’ de Diego
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Contratar um meia é uma das prioridades da cúpula do Santos. Porém, os dirigentes afirmam sofrer com a falta de opções.  A maioria só enxerga Diego, do Atlético de Madrid, como alvo.

A escassez de jogadores considerados viáveis na posição incomoda os cartolas porque não há certeza de que o próprio Diego será viável. O jogador ficará livre de seu contrato com o Wolfsburg no meio deste ano, mas os santistas avaliam que pode haver concorrência internacional pesada pelo atleta.

O temor da cartolagem do Santos é de que Diego ajude o Atlético, no qual joga por empréstimo, a chegar à final ou a ganhar o título da Champions League, e que receba propostas milionárias do time espanhol e de outras equipes estrangeiras. Esse cenário praticamente inviabilizaria seu retorno.


Estruturas complementares causam crise entre MP e Fifa
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Uma tentativa do Ministério Público de diminuir os gastos de cidades-sede com estruturas complementares da Copa do Mundo abriu profunda crise entre o órgão e a Fifa. O problema foi gerado numa reunião em Brasília, no final de março. Participaram dela promotores do Patrimônio Público dos Estados que receberão jogos do Mundial e representantes da federação internacional e do COL (Comitê Organizador Local).

Os promotores queriam um acordo com a Fifa para que a entidade pagasse parte das estruturas complementares, que são instalações usadas apenas durante a competição. Mas o encontro terminou sem avanço. Pior, membros do MP afirmam nos bastidores que a Fifa deixou uma imagem arrogante e intransigente.

Dois promotores ouvidos pelo blog, mas que não quiseram gravar entrevista, disseram que os representantes da Fifa chegaram a abandonar a sala de reuniões por alguns instantes devido à relutância em discutir o tema. Rogério Caboclo, diretor de relações institucionais do COL, e Thierry Weil, diretor de marketing da Fifa, estavam na sala. Por causa da falta de diálogo, o segundo encontro programado foi cancelado.

No entanto, o Departamento de Comunicação do COL, negou ao blog que tenha havido abandono da reunião. “O diálogo entre representantes da FIFA, do Comitê Organizador Local (COL) e do Ministério Público ocorre há vários anos de forma respeitosa e colaborativa. Os fatos descritos, no entanto, não procedem, tendo ocorrido apenas reuniões de alinhamento de informações”. Na mesma semana aconteceram encontros envolvendo promotores de outras áreas.

O MP pretendia que a Fifa assumisse a responsabilidade pelos equipamentos que, na opinião dos promotores, só terão serventia para a entidade, como as estruturas necessária para as transmissões de TV. No entendimento do Ministério Público é injusto as cidades arcarem com esse gasto, já que a Fifa lucra alto com a venda dos direitos de transmissão. As estruturas complementares englobam também  equipamentos de segurança e setores Vips. Até vasos fazem parte dos objetos que os responsáveis pelos estádios têm que pagar. E o MP queria tirar da conta pública o que não considera benefício direto para os consumidores do evento.

Os gastos com essas instalações variam. Em Cuiabá, por exemplo, o custo será de R$ 36,2 milhões. Em São Paulo, palco da abertura do Mundial, o projeto está orçado em R$ 60 milhões.

Nove das 12 arenas são da Copa são públicas, por isso as despesas são pagas com dinheiro público. Além disso, nos estádios privados de Porto Alegre, do Internacional, e de Curitiba, do Atlético-PR, entes públicos irão ajudar indiretamente a cobrir essas despesas. O Corinthians é o único dono de estádio privado que anunciou publicamente que pagará todos os gastos com as estruturas complementares sem ajuda do poder público.

Na versão do Ministério Público, COL e Fifa sustentaram que não admitem botar a mão no bolso porque existe contrato assinado que obriga os responsáveis pelos estádios a arcarem com os custos. E ponto final.

A resposta do MP é de que nos contratos originais firmados pelas cidades que receberão o Mundial essas exigências não estavam detalhadas, sendo incluídas em aditamentos. Assim, os cofres públicos teriam sido pegos de surpresa.

Há também o argumento de que algumas cláusulas provocam desequilíbrio contratual e por isso podem ser anuladas na Justiça. Uma delas é a que obriga o governo a ressarcir a Fifa caso ela seja condenada pela Justiça brasileira a pagar algum tipo de indenização.

Mas existe o entendimento dos promotores de que é melhor evitar briga judicial, apesar de já existir uma ação contra Fifa e cidades sedes, aberta em Brasília no ano passado, para que os cofres públicos sejam ressarcidos em relação às despesas com as estruturas provisórias. O acordo é visto como melhor caminho porque, mesmo em caso de anulação dos contratos na Justiça brasileira, a Fifa poderia vencer batalhas jurídicas no exterior. Os acordos relativos à Copa estipulam que os casos em que não houver solução amigável devem ser levados um tribunal arbitral da Suíça, onde fica a sede da federação internacional.

Agora os promotores estudam o melhor caminho a seguir.


Corinthians gasta R$ 960 mil por mês com jogadores emprestados
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Pelas contas da direção corintiana, o clube gasta R$ 960 mil mensais para pagar parte dos salários de jogadores que estão em outras equipes por empréstimo.

Só o agora são-paulino Pato (R$ 400 mil), Douglas (R$ 150 mil), no Vasco, e Sheik (R$ 260 mil), emprestado ao Botafogo, representam uma despesa de R$ 810 mil por mês. Os valores se referem à metade do que cada um recebe mensalmente.

Em 2014, já foram gastos também cerca R$ 150 mil mensais com atletas menos badalados, como o volante Nenê Bonilha, que disputou o Estadual pelo Audax, o goleiro Renan (Botafogo-SP), e o zagueiro Yago (Bragantino).

A despesa com jogadores que defendem outras equipes é alvo de queixas de conselheiros do clube. Os críticos afirmam que o gasto é um pouco maior: R$ 1,05 milhão por mês. E a bronca é principalmente com a verba relativa aos atletas que assinaram contratos longos e pouco atuaram pelo clube, caso de Renan. O goleiro tem contrato até a metade de 2016 e custou aproximadamente R$ 5 milhões.

Por sua vez, a diretoria não vê o pagamento de parte dos salários de Pato, Sheik e Douglas  como desperdício. Contabiliza como economia de R$ 810 mil mensais. Com a quantia economizada, o clube poderá pagar os salários de Elias e Jadson, que eram contratações prioritárias para Mano Menezes.


Cartola do Santos é avalista de empréstimos do clube em cerca de R$ 17 mi
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Odílio Rodrigues, presidente em exercício do Santos, é avalista de empréstimos do clube no valor de aproximadamente R$ 17 milhões, conforme apurou o blog. Se o alvinegro não pagar, ele deve ressarcir as instituições bancárias com seu próprio dinheiro.

Procurado por meio da assessoria de imprensa santista, Odílio disse que não comentaria o assunto.

Com cotas de TV antecipadas e sem patrocinador principal fixo, a cada dia o clube tem mais dificuldades para conseguir honrar seus compromissos. Recentemente, Odílio pediu autorização do Conselho Deliberativo para usar as cotas da Globo referentes ao Brasileiro de 2015 como garantia de um novo empréstimo. Além disso, o dinheiro da TV relativo ao campeonato de 2017 deve garantir 14 milhões de euros para a Doyen Sports, caso Leandro Damião não seja vendido em três anos.

Nesse cenário, o alvinegro atrasou direitos de imagem em plena final do Campeonato Paulista. Odílio considera normal para os clubes nacionais usarem cotas de TV como garantia e fazer empréstimos. Porém, seus aliados demonstram preocupação com os constantes avais dados por ele. Principalmente porque colocar o patrimônio pessoal em risco em prol de um clube, por menor que seja a ameaça, costuma gerar desconforto entre os familiares do avalista.


Brasileiro começa com luta de atletas mais bem pagos do país contra crises
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Dono de um salário de cerca de R$ 700 mil mensais e em atrito com as torcidas organizadas do Fluminense, Fred deu o primeiro passo para sua recuperação ao marcar um gol e jogar bem neste sábado contra o Figueirense pela primeira rodada do Brasileirão. Assim como seu companheiro de ataque Rafael Sóbis, autor de um dos gols da vitória por 3 a 0 da equipe das Laranjeiras.

Feito semelhante ao da dupla tricolor é o que busca um punhado de jogadores que estão entre os mais caros do país e começam o Brasileirão em crise. Três atletas que juntos representam investimento de R$ 99,4 milhões para os clubes que os contrataram ilustram a situação. Eles são Leandro Damião (R$ 42,5 milhões), Ganso (R$ 16,4 milhões por 32% de seus direitos econômicos) e Pato (R$ 40,5 milhões). No Campeonato Paulista o trio de quase uma centena de milhões fez junto apenas seis gols, um a menos do que, por exemplo, Bady, do São Bernardo. Foram cinco gols de Damião e um de Ganso. Pato não atuou pelo São Paulo por já ter disputado cinco partidas como atleta do Corinthians. O atacante, que recebe R$ 800 mil mensais, não marcou gols por seu ex-time no Estadual deste ano e por pouco não foi agredido por torcedores que invadiram o CT Joaquim Grava.

Dos três, a situação mais incômoda é a de Damião, criticado por conselheiros e torcedores do Santos. Eles querem o atacante na reserva para dar espaço a meninos como Gabriel e Geuvânio, autores de sete gols cada no Paulista. Entre os artilheiros do Santos, Damião ainda ficou atrás de Cícero (9 gols) e Thiago Ribeiro (6 gols).

Também entre os mais bem pagos do país, Kléber está em dívida com a torcida do Grêmio. Remunerado com pelo menos R$ 600 mil mensais, o Gladiador começou o ano falando em marcar mais gols do que na temporada passada. Porém, em fevereiro já enfrentava vaias da torcida. Uma cirurgia em março atrapalhou ainda mais seus planos de dar a volta por cima.

Em Belo Horizonte, o exemplo de medalhão em baixa é Ronaldinho Gaúcho. Em nove partidas pelo Atlético-MG neste ano ele fez apenas um gol e é criticado até por sua nova carreira musical. Torcedores reclamam de que ele estaria deixando o futebol em segundo plano. “Não tem nada a ver. Minha preocupação é só com o futebol”, disse Ronaldinho em entrevista dada recentemente sobre as cobranças.

Pressionado também está Emerson Sheik, reforço do Botafogo. Herói corintiano na conquista Libertadores, seu rendimento despencou desde o ano passado. Fora dos planos do técnico Mano Menezes, foi emprestado de graça ao Bota, numa negociação que gerou desconforto no alvinegro do Rio. Isso porque ele chega com um alto salário (R$ 500 mil mensais) num clube que tem dificuldades para pagar seus jogadores. O Corinthians vai bancar metade dos ganhos de Sheik, mas fará o pagamento integral para o atleta, recebendo R$ 250 mil do Botafogo. Assim, o atacante pode receber em dia, enquanto seus colegas sofrem com atrasos, situação nada saudável para o ambiente no clube. Pior ainda se Emerson não voltar a ser artilheiro.


Em dois anos, administração Marin na CBF acumula ao menos oito vexames
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Em dois anos, a administração José Maria Marin na CBF coleciona uma série de vexames. A maioria mostra como o cartola não está nem aí para o que os outros pensam. Leia abaixo, sem esquecer que o futuro presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, prometeu dar continuidade ao trabalho.

1 – Aumento

Pouco depois de assumir a presidência, na cara de pau, Marin aumentou seu próprio salário. A remuneração pulou de aproximadamente R$ 90 mil para cerca de R$ 160 mil.

2 – Assessor

O presidente criou o cargo de assessor especial para seu guru, Marco Polo Del Nero, que passou a ganhar aproximadamente R$ 130 mil mensais.

3 – Boca livre

Em maio de 2012, na véspera da assembleia que escolheria seu substituto como vice da CBF, Marin organizou um jantar para presidentes de federações. O cartola estava em campanha por Del Nero e enfrentava um grupo oposicionista. O encontro soou como ação eleitoreira.

4 – Voo da alegria

Em campanha pela eleição de Del Nero para a presidência da Confederação, Marin convidou todos os presidentes de federações, com direito a acompanhante, para assistirem ao jogo de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, em Brasília. O pacote dava direito a passagens aéreas e estadia em hotel cinco estrelas.

5 – Grampeado

Gravação disponibilizada no Youtube, em março de 2013, mostra voz que parece ser de Marin disparando críticas contra o ministro do Esporte. Aldo Rebelo é descrito como um político que não tem liberdade com a presidente Dilma Rousseff e pessoa com “raciocínio mais demorado”. Um mês depois, outra gravação com a mesma voz mostra o que seria a estratégia de Marin para convencer presidentes de federações a votar como ele quer nas assembleias da CBF.  “Tem até que dar de comer para os caras para não te agredirem “ e “tem que fazer o teatro na véspera” são algumas das afirmações registradas. A voz atribuída a Marin também fala que mandou comprar uísque e que marcou o encontro num restaurante mais fino do que a churrascaria que Ricardo Teixeira costumava usar. Nas duas ocasiões, a assessoria de imprensa de Marin disse que se tratava de manipulação grosseira de áudio e que o caso seria tratado como crime.

6 – Braços cruzados

Em 2013, a cúpula da CBF tratou com desprezo o movimento Bom Senso FC. Bateu boca com os líderes dos jogadores e passou a conviver com a ameaça de greve no final do Brasileiro do ano passado.  A pralisação continua me pauta.

7 – Medo da Copa?

No último dia 16, eleição na CBF elegeu Del Nero como presidente, mas ele só vai assumir o cargo no ano que vem. A esdrúxula situação é resultado de uma antecipação do pleito, que antes poderia acontecer entre outubro de 2014 e abril de 2015. A mudança, feita no fim da gestão de Ricardo Teixeira, evita, por exemplo, que Del Nero, perca votos em caso de fracasso da seleção na Copa do Mundo.

8 – Caso Lusa

Apesar de ter mecanismos para impedir que um atleta irregular entre em campo, Héverton, da Portuguesa, atuou suspenso na última rodada do Brasileirão. A falha provocou o rebaixamento da Lusa no STJD e abriu uma ameaça jurídica sem fim para o campeonato de 2014. O imbróglio teve lances como a um contrato de antecipação de receitas por parte da CBF que a Lusa acabou não assinando. Pela proposta, ela aceitaria disputar a Série B. O caso culminou com a Portuguesa deixando o campo antes de sua estreia na segunda divisão, nesta sexta, contra o Joinville, escoarada em liminar obtida por um torcedor, num dos maiores vexames da história do Nacional.


Aidar decide tentar mudar estatuto por cobertura do Morumbi
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Carlos Miguel Aidar, novo presidente do São Paulo, decidiu que irá propor mudança do estatuto do clube a fim de aprovar o projeto de cobertura do Morumbi. “Agora não tem mais o que fazer, vou reformar o estatuto e pronto. A decisão já está na minha cabeça e vou conversar com a minha diretoria assim que ela estivar toda nomeada para acertar tudo”, disse o dirigente ao blog.

A ideia é alterar a regra que exige quórum de 75% dos conselheiros em reunião para dar sinal verde ao projeto. A aprovação passaria a ser possível com 50% do conselho mais um conselheiro, condição que, em tese, a direção atinge com facilidade.  A estratégia já tinha sido cogitada por Juvenal Juvêncio no ano passado, após a oposição boicotar a primeira reunião sobre a reforma no estádio. Na última quarta, Kalil Rocha Abdalla, candidato de oposição, retirou sua candidatura, permitindo novo boicote. A cobertura seria votada  na mesma reunião da eleição. A obra inclui também dois estacionamentos e uma arena interna para shows.

No entendimento dos situacionistas, para a reunião de alteração estatutária vale o artigo 60 do estatuto. Ele prevê quórum de 40 conselheiros.

“Concordamos com o teor [jurídico], não há irregularidades. Mas há o que debater e trocar. O estacionamento onde está não achamos que é bom. Eles perderam a chance de fazer uma coisa bonita. Poderiam fazer só a eleição num dia. Em seguida, o Aidar diria: ‘na próxima semana vamos fazer uma plenária, fazer um debate e na outra semana a gente vota’. Acabou, se o cara não for votar é sacanagem. Mas, como sempre, tentaram empurrar goela abaixo. Eles querem colocar a oposição como vilã da história. Podem me colocar como vilão ou como protetor do patrimônio do clube”, disse o opositor Marco Aurélio Cunha  horas antes da eleição.

“A oposição do São Paulo é a oligarquia do Paulistano [clube de elite da cidade]. Eles não aceitam perder porque foram mimados desde a infância. Passaram vergonha na eleição. Nós passamos, porque é frustrante você ir para uma eleição e não ter adversário. E foram dois anos e meio de trabalho jogados no lixo, ou você acha que os investidores vão ficar esperando?”, disse Fransciso Manssur, conselheiro da situação e principal idealizador do projeto.

Para os situacionistas, sem a cobertura, o Morumbi ficará em desvantagem em relação aos estádios de Corinthians e Palmeiras. Preocupa mais a arena alviverde, vista como concorrente em shows.


Por arena, Corinthians tenta aprovar em conselho financiamento de R$ 350 mi
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A diretoria do Corinthians marcou reunião do Conselho Deliberativo no próximo dia 26 a fim de pedir autorização para assinar um aditivo no contrato de construção do novo estádio do clube. A mudança aumenta o valor da contratação.

A ata recebida pelos conselheiros não fala de quanto será o aumento. Mas explica que a diretoria também pedirá aprovação para um financiamento bancário no valor de até R$ 350 milhões “a fim de fazer frente aos compromissos financeiros assumidos no âmbito da construção da Arena Corinthians”.

Em termos comparativos, R$ 350 milhões era o valor estipulado em 2010 para o estádio que o clube pretendia fazer, sem pretensão de receber a abertura da Copa do Mundo. Depois que o jogo inaugural entrou nos planos, o orçamento pulou para R$ 820 milhões. Hoje, a previsão de custo passa de R$ 1 bilhão.

Além do valor do novo empréstimo, chama atenção o local escolhido para a reunião do conselho: o próprio estádio. Normalmente, as sessões são no Parque São Jorge. Para parte dos conselheiros, a mudança tem como objetivo impressioná-los com as instalações da arena antes de tomarem uma decisão.

Andrés Sanchez, responsável pelo estádio corintiano, não fala com o blog, por isso não foi ouvido sobre o assunto. Abaixo, veja cópia da ata da reunião.

Reprodução

 


Como presidente do SPFC, Aidar promete manter distância de Muricy
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Como presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar pretende falar o mínimo possível com o técnico Muricy Ramalho. E quando tiver que falar, vai exigir a presença de seu vice-presidente de futebol, não anunciado até a publicação deste post.

“A única coisa que já está bem clara sobre o futebol é que as pessoas da comissão técnica não vão falar comigo. Só vão conversar comigo quando o vice de futebol estiver ao meu lado porque quero uma coisa mais participativa (em relação aos demais dirigentes). O Juvenal Juvêncio fala diretamente com o técnico. Respeito, mas não vou fazer isso”, disse Aidar ao blog.

Indagado sobre se acredita que o elenco atual precisa ser reformulado, ele disse que isso vai ser decidido numa conversa entre seu futuro vice e o treinador. Ele não participará da reunião. “Eu também não vou ensinar jogador a cabecear”, afirmou. A frase remete ao ex-presidente são-paulino José Augusto Basto Neto, que teria tentado ensinar a zaga da equipe a cabecear.

O estilo pregado por Aidar é oposto ao de Juvenal, que apoiou sua candidatura. JJ chegou a afastar da concentração o zagueiro Paulo Miranda, contrariando o técnico Emerson Leão.


Retirar candidatura é opção de opositor contra cobertura do Morumbi
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A eleição para a presidência do São Paulo nesta quarta pode ter apenas o situacionista Carlos Miguel Aidar como candidato. Nas últimas horas, a oposição discutiu intensamente a possibilidade de Kalili Rocha Abdalla desistir da disputa.

O opositor tem chances remotas de vencer e a desistência seria uma estratégia para que não fosse votado, também nesta quarta, o projeto para cobrir o Morumbi. A situação marcou a decisão sobre a cobertura para o mesmo dia da eleição presidencial para evitar um boicote da oposição, igual ao que ocorreu no ano passado.

Para haver votação do projeto da cobertura é necessário um quórum de 75% dos conselheiros. Então, se Kalil desistir da eleição para a presidência, os opositores não precisam aparecer na reunião do Conselho Deliberativo, dificultado que o número mínimo de presentes exigido pelo estatuto seja alcançado.

Mas a estratégia estudada divide opiniões na oposição. Um grupo, formado principalmente por conselheiros mais novos, eleitos no começo do mês, faz questão de aparecer e votar para presidente. Outra ala, com mais conselheiros veteranos, está indignada com o fato de as duas votações acontecerem no mesmo dia e defende a retirada da candidatura de Kalil e o consequente boicote.

Os opositores alegam que não viram todos os contratos sobre o projeto como uma das justificativas para não quererem decidir sobre a cobertura agora. A situação diz que eles viram os papéis pedidos.

Outra justificativa da oposição é de que os conselheiros eleitos recentemente precisam de tempo para estudar o assunto. Por sua vez, a diretoria alega que quem já viu os contratos deveria ter repassado as informações aos novatos.

Por fim, Kalil afirma que não há contrato para ser votado já que a Andrade Gutierrez que seria a parceira do clube desistiu da empreitada alegando desgaste provocado pela briga política. Para os situacionistas é possível votar o modelo de contrato discutido com a construtora, pois ele será referência para um novo acordo.

Se for para o voto, a oposição provavelmente perderá para a presidência e também na questão da cobertura. Isso porque já tinha minoria no Conselho Deliberativo, e elegeu 31 conselheiros contra 49 da situação no pleito entre os sócios.

E o grupo de Kalil ficou mais reduzido nesta semana. Segundo cabos eleitorais do opositor, 12 conselheiros abandonaram a oposição para apoiar Aidar.

Procurado pelo blog, o candidato da situação afirmou que 14 integrantes do grupo político Clube da Fé trocaram Kalil por ele. Aidar, porém, nega que tenha negociado cargo com os novos aliados, como suspeita a oposição.

O abandono virou argumento dos que querem que Kalil mantenha a candidatura. Levar a eleição até o fim deixaria escancarado que houve gente trocando de candidato às vésperas do pleito.