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Após escândalo, senador tenta destravar projeto para que TCU cuide da CBF
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 Motivado pela prisão de José Maria Marin, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) tentará acelerar a tramitação de seu projeto que prevê investigação do TCU nas contas da CBF. A proposta foi feita no ano passado, logo após a Copa do Mundo, mas está travada.

“Diante dessa investigação feita pela Justiça americana, que atingiu o futebol brasileiro, acho que o momento é propício para aprovar o projeto. Vou acompanhar isso mais de perto agora”, declarou Dias ao blog.

Escorado na tese de que o futebol é parte do patrimônio cultural brasileiro, o projeto estabelece que CBF e federações estaduais sejam obrigadas a encaminhar anualmente suas contas para apreciação do TCU (Tribunal de Contas da União).

As entidades também teriam que comunicar ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) suas operações acima de R$ 5.000. O não cumprimento prevê cortes de eventuais benefícios federais e estaduais e bloqueio de possíveis receitas geradas por loterias.

O senador também tenta transformar o projeto em uma emenda da Medida Provisória da moralização do futebol brasileiro.

Dias, que presidiu a CPI da CBF entre 2000 e 2001, disse que não ficou surpreso com a prisão de Marin e o envolvimento do empresário J.Hawilla no escândalo.

“A surpresa foi não chegarem antes aos envolvidos. Na CPI de 15 anos atrás, identificamos uma relação de corrupção entre a CBF e a Fifa. As pessoas foram indiciadas, mas na Justiça federal as ações foram sendo proteladas e até trancadas. Se houvesse uma condenação, novos delitos poderiam ter sido evitados”, declarou o senador.

 


‘Abandonado’ pela CBF, Marin conta com mulher e Conmebol na Suíça
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Pouco depois de deixar a presidência da CBF, José Maria Marin andava decepcionado com Marco Polo Del Nero por considerar que tinha sido colocado para escanteio após o amigo assumir seu posto. Agora, detido pela polícia na Suíça, ele está ainda mais esquecido pela entidade.

O cartola não teve até agora ajuda da confederação em sua defesa. “Não houve nenhuma demanda para a CBF disponibilizar advogado. Ele está sob a guarda jurídica da Conmebol (entidade da qual é membro do comitê executivo)”, disse Walter Feldman, secretário-geral da confederação.

Sem falar inglês, o ex-presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo só poderá contar com o apoio da entidade sul-americana e de sua mulher, Neusa. Segundo Feldman, ela viajou para a Suíça para tentar ver o marido. Existe preocupação de parentes com a saúde do dirigente de 83 anos.

Ainda conforme o secretário-geral, Del Nero também não recebeu informações e nem teve contato com o ex-presidente, que pode ser extraditado para os Estados Unidos.

O sentimento de abandono de Marin deve aumentar quando ele descobrir que foi afastado da vice-presidência da CBF, logo após ser banido preventivamente pela Fifa por conta das acusações de corrupção feitas pela Justiça americana. A federação que controla o futebol mundial tirou os poderes internacional e nacional do cartola.

“Apenas seguimos determinação da Fifa ao afastar Marin”, disse Feldman. Indagado se o afastamento é temporário, o secretário-geral emendou: “Vai depender da conclusão das investigações”.

Além de comprovar ou não a participação de Marin nos casos de corrupção, as investigações podem engolir mais cartolas do país. Mas mesmo com essa ameaça, a ordem na CBF é tocar a bola pra frente. Assim, nesta quinta, enquanto Marin encara uma cela na Suíça, Feldman vai se reunir em Brasília com Humberto Costa (PT-PE), líder do governo no Senado. Motivo? Discutir a Medida Provisória que cuida da moralização do futebol. A hora não poderia ser mais (in)oportuna.


Ouvir Ceni e fazer Ganso evoluir. O ‘manual’ para Osorio sobreviver no SPFC
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Se clube de futebol tivesse manual de instrução, o colombiano Juan Carlos Osorio receberia um semelhante a este elaborado pelo blog, mas em espanhol, claro. São oito “instruções” que mostram onde o novo técnico do São Paulo está pisando. Veja abaixo.

 

1 – Jamais atender a um telefonema ou se encontrar com Juvenal Juvêncio e/ou seus aliados políticos. A aproximação de quem trabalha no futebol são-paulino com o desafeto do presidente Carlos Miguel Aidar provoca curto-circuito imediatamente.

2 – Jamais dar de ombros para análises sobre o time feitas por Rogério Ceni ou tentar impedir que ele dê palestras aos demais jogadores. Em caso de dúvida, telefonar para Ney Franco, técnico que teve um atrito com o goleiro e após ser demitido, em 2013, criticou o ex-comandado. Isso apesar de a demissão só acontecer cerca de sete meses depois da divergência por conta de uma substituição recomendada pelo goleiro e ignorada pelo técnico. Não significa que Ceni tenha pedido a cabeça de Ney, mas trombar com o principal ídolo da torcida não é saudável para nenhum treinador.

3 – Jamais usar métodos de treinamento e sistemas táticos semelhantes aos adotados pela maioria dos treinadores brasileiros. A cúpula são-paulina entende que os técnicos nacionais estão defasados e são quase todos iguais no trabalho. Assim, escolheu um estrangeiro para trazer novidades. Se Osório trabalhar como os colegas daqui, correrá sério risco de diminuir sua 'vida útil' no clube.

4 – Jamais passar a mão na cabeça de jogadores que cometam atos de indisciplina ou paparicar atletas. Aidar foi aconselhado por diretores a contratar um treinador com pulso firme.

5 – Jamais desistir de fazer com que Paulo Henrique Ganso tenha ótimas atuações com frequência. A diretoria sonha em ver o meia brilhar, levar o time a grandes conquistas e ser vendido por uma fortuna para a Europa.

6 – Jamais deixar de se informar sobre as categorias de base do clube e de dar oportunidade aos jogadores formados em casa. Desde que assumiu a presidência, Aidar tem como uma de suas metas aumentar a integração entre os CTs de Cotia, onde treinam os garotos, e o centro de treinamento da Barra Funda.

7 – Jamais criticar a estrutura do CT da Barra Funda ou pedir para o time fazer períodos de treinamento em outras cidades. O local é motivo de orgulho para os cartolas.

8 – Jamais cobrar publicamente atrasos em seus pagamentos, se eles acontecerem. O clube tem atrasado com frequência direitos de imagem dos atletas e desaprova as cobranças em público.

 


Esperança do Corinthians é vender Elias para exterior após Copa América
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A diretoria do Corinthians admite que gostou da ideia de vender Elias para o Flamengo e que só não fez o negócio porque o jogador não quis. A saída do volante ajudaria o clube a reduzir seus gastos, por isso, o alvinegro não desistiu de conseguir uma transferência para ele.

Como Elias disse que apenas sai para jogar no exterior, a esperança é de que ele faça uma boa Copa América, entre junho e julho, e apareça uma proposta estrangeira.

Na análise da diretoria, o volante é um grande jogador, mas que atuou bem nos dois primeiros meses do ano e caiu de rendimento em seguida.

A questão central é que o clube não suporta mais bancar salários como o dele, na casa de R$ 500 mil. Muito menos arcar com o compromisso de pagar 4 milhões de euros por 50% de seus direitos econômicos.

O Flamengo negociava para assumir os 2 milhões de euros que o Corinthians ainda precisa pagar em 2016 e 2017 ao Sporting pela compra de Elias, além de dar uma compensação financeira que poderia incluir um jogador.

Assim, o clube explicou ao volante que continuará com sérias dificuldades para pagar a remuneração dele e dos demais atletas se não diminuir o valor da folha salarial, que é de cerca de R$ 9 milhões mensais. Por isso, seria um bom negócio para todas as partes ele aceitar jogar no Flamengo.

Elias argumentou que até toparia sair se fosse para ajudar o Corinthians, mas que seu desejo seria continuar. Porém, ele não queria correr o risco de ser chamado de mercenário pela torcida, como fazem agora alguns torcedores com Guerrero. Para isso não acontecer, o clube teria que assumir publicamente que a intenção de fechar o negócio era só dele, o que não aconteceu.

Com a transação frustrada, os cartolas corintianos acreditam que Elias pode chamar a atenção de clubes estrangeiros durante a Copa América (ele afirmou aceitar uma transferência para a Europa). Sua saída é uma das principais bombas que a atual direção precisa desarmar para tentar voltar a remunerar em dia seus jogadores. Curiosamente, foi o mesmo grupo político que está no poder que armou essa explosiva situação financeira.

 


Em protesto, torcedor diz que tem mais raça do que jogadores do Corinthians
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O Corinthians havia acabado de sair do Maracanã com um empate que o deixou na terceira posição do Brasileiro, somando os mesmos sete pontos do líder Sport. Ralf ouvia música com fones de ouvido sossegadamente. Tinha tudo para ser um tranquilo embarque para São Paulo, mas dois torcedores conseguiram chegar bem perto do elenco, nas proximidades do portão 12 do aeroporto Santos Dumont, no Rio.

Cássio, um dos melhores em campo, arregalou os olhos quando ouviu a gritaria: “Tenho mais raça que vocês”, “vão se f…”, “vim de Cuiabá, ganho R$ 1.500 por mês”, “mercenários”, foram alguns dos gritos disparados pela dupla, que chegou bem perto do paraguaio Romero, um dos últimos a chegar no local de embarque. Mas os seguranças do clube foram alertados e afastaram o jogador.

O gerente de futebol Edu Gaspar também foi cobrado pelos dois, que não vestiam camisas de torcidas organizadas. O cartola pediu calma e se afastou após a chegada dos guarda-costas. Pouco depois a situação se acalmou sem que algo grave acontecesse.

 

 

Tags : Corinthians


Corinthians já se conforma com reformulação barata do time
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O que vale para Guerrero vai valer para Elias, sondado pelo Flamengo, e para os demais jogadores do Corinthians: o clube vai priorizar a partir de agora suas finanças. Por isso, a diretoria trabalha com a certeza de que irá perder jogadores importantes e de que o time passará por uma reformulação em pleno Brasileirão.

Porém, pelo menos no discurso, os cartolas não mostram desespero. Afirmam que o mais importante agora é melhorar a saúde financeira do clube com um drástico corte na folha salarial do departamento de futebol, que hoje é de cerca de R$ 9 milhões.

Assim, a previsão é de que a reposição das peças que saírem será feita com atletas menos conhecidos ou com garotos da base. Nesse planejamento, os próximos meses serão de formação de uma nova equipe.

A avaliação dos dirigentes é de que mesmo se sofrer importantes perdas agora o elenco não poderá ser considerado fraco. E que é possível continuar brigando pela ponta da tabela do Brasileirão. Mas, para isso, é necessário acertar na reposição mesmo com contratações baratas e tirando o que há de melhor nas categorias de base. Nos últimos dias, a direção tem feito uma minuciosa avaliação dos jovens que podem ser aproveitados nessa reformulação.

 


Gasto com Cristian daria para Corinthians segurar Guerrero
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A iminente saída de Guerrero do Corinthians poderia ser evitada não fosse o erro de avaliação do clube nos gastos com algumas contratações. E não é preciso voltar até o desembarque de Alexandre Pato para se chegar a essa conclusão. Serve de exemplo um reforço que está bem mais fresco na memória do torcedor: Cristian.

Contratado para a atual temporada, o volante vai receber, em três anos de contrato, cerca de R$ 500 mil mensais em média por mês. São R$ 18 milhões em 36 meses, valor semelhante ao que Guerrero pede de luvas e o alvinegro não tem para pagar (o impasse está nas luvas, não na pedida salarial). O gasto com Cristian sobe para R$ 19,5 milhões se forem incluídas as despesas com 13º salário.

O curioso é que o clube já estava atrasando direitos de imagem e lutava para reduzir a pedida feita pelos agentes de Guerrero quando trouxe Cristian.

Como os empresários do peruano afirmam que aceitam receber a maior parte das luvas diluídas no salário, daria para usar o dinheiro gasto mensalmente com Cristian para manter o atacante. Porém, seria necessário se contentar com um volante das categorias de base ou trazer um jogador barato, em início de carreira, para a vaga do veterano.

Agora esqueça Cristian e pense em outro reserva, Vágner Love, da mesma posição de Guerrero. Em 18 meses de contrato, ele receberá cerca de R$ 9 milhões, metade do que o peruano pede de luvas. Love foi contratado em fevereiro às vésperas da eleição que elegeu o presidente Roberto de Andrade.

O cartola avalizou o negócio mesmo sabendo das dificuldades financeiras e da batalha com os representantes de Guerrero. Agora chora a falta de dinheiro. Seu antecessor, Mário Gobbi, deu liberdade para que ele começasse a montar o time de 2015 antes mesmo de saber se seria eleito.

Confiar mais nos jovens Malcom e Matheus Cassini poderia ter feito o Corinthians economizar o dinheiro gasto com Love, direcionando os recursos para manter Guerrero.

Porém, o clube preferiu nos últimos anos investir mais em atletas rodados, caros e com pouco poder de revenda, liberando jovens promessas de graça ou a preços de liquidação. Tite também demonstra preferir os medalhões.

Alguns dos garotos partem do Parque São Jorge sem nem estrear no time principal, como pode acontecer com Cassini. Caso as saídas do garoto e de Guerrero se concretizem, o Corinthians perderá dois atacantes numa tacada só. Isso sem ganhar nada pelo peruano, em fim de contrato, e embolsando R$ 3,5 milhões por 70 % dos direitos econômicos de um jovem que poderia valer muito mais amadurecendo no Parque São Jorge.


Após euforia, time do Palmeiras é chamado de medíocre no clube
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O Palmeiras começou o ano em clima de euforia graças a contratações como as de Zé Roberto, Arouca e Dudu, caixa reforçado com o patrocínio da Crefisa e as gordas arrecadações no Allianz Parque. O otimismo aumentou com a classificação para a final do Paulista sobre o Corinthians, seu maior rival. Depois, veio a perda do título para o Santos. E bastaram duas rodadas no Brasileirão (empates diante de Atlético-MG e Joinville) para o time que era motivo de esperança virar alvo de críticas internas.

O cenário de cobrança ganhou corpo na reunião do Conselho Deliberativo palmeirense, na última segunda-feira, quando conselheiros manifestaram sua insatisfação, principalmente nas conversas antes e depois da sessão.

Durante a reunião, também houve queixa. O conselheiro Antonio Carlos Blanes pediu a palavra e chamou a equipe de medíocre.

“Time medíocre pra mim é um time de médio para ruim. Não quer dizer horrível. Esse não é time para o clube que tem a camisa mas cara do Brasil, como a diretoria fala. Uma camisa de R$ 50 milhões (total arrecadado com patrocínios). Também não é um time à altura dos ingressos caros que estão cobrando. A defesa sim é horrível. Precisamos de um zagueiro e um atacante de referência”, afirmou Blanes ao blog.

Como o presidente Paulo Nobre não estava na reunião, a crítica foi rebatida pelo vice-presidente Maurício Precivalle Galiotte, que disse respeitar a opinião do conselheiro apesar de discordar dela.

O autor da reclamação votou no opositor Wlademir Pescarmona para presidente, mas afirma que seu posicionamento não é político. Um dos conselheiros que reclamaram do time fora do microfone durante a reunião foi o oposicionista Carlos Degon, que na primeira ligação do blog disse que estava ocupado e depois não atendeu aos telefonemas.

Mas as cobranças não partem só da oposição. No site “Nosso Palmeiras”, que administra, Gilto Avallone, membro do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) escreveu o seguinte sobre o jogo do próximo domingo com o Goiás: Agora não haverá desculpa, se o resultado não for a vitória, por mais que vão querer explicar, não conseguirão. Estamos entrando no sexto mês do ano, tempo mais que o necessário para se adaptarem e formarem uma equipe tiveram”. Gilto é do grupo político de Mustafá Contursi, que apoiou a reeleição de Nobre. “Palmeiras ruim, medíocre e demais adjetivos relativos”, havia escrito o conselheiro após o duelo com o Joinville.

É nesse clima de cobrança que o Palmeiras busca sua primeira vitória no Nacional, às 11h deste domingo, no Allianz Parque.

Tags : Palmeiras


Aidar agora manda mais no futebol. Veja o que muda no São Paulo
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Carlos Miguel Aidar se define como um dirigente descentralizador, diferentemente de seu antecessor, ex-aliado e atual desafeto, Juvenal Juvêncio. Por isso, Ataíde Gil Guerreiro havia assumido a vice-presidência de futebol São Paulo com amplos poderes. Porém, após a atuação do vice na frustrada tentativa de contratar o argentino Alejandro Sabella, Aidar resolveu se envolver mais nas decisões do departamento de futebol.

Além de tomar as rédeas na definição do futuro treinador do time, ele passou a ir com frequência ao CT da Barra Funda.

“Quero ficar mais próximo da área fim principal do clube”, disse o presidente são-paulino ao blog, justificando a mudança de comportamento. Mas, em tese, o que muda para o time com a nova postura do cartola? Veja abaixo.

Inovações – Aidar quer que a modernidade seja a marca registrada de sua administração. Assim, com ele na linha de frente, é de se esperar mudanças de procedimento, profissionais e a adoção de métodos que o presidente considere mais modernos para o departamento de futebol. Seu vice tem um estilo mais tradicional.

Política – Ataíde comandava o futebol sozinho, pouco ouvia os conselheiros do clube, o que gerou várias críticas a ele e até pedidos pelo seu afastamento do setor. Por ser o presidente, Aidar tem que dar mais ouvidos aos conselheiros e outros diretores. Com ele mais atuante, ganha peso a opinião dos membros do conselho e da diretoria em questões como contratações e venda de jogadores. O reflexo de cada gesto na política será avaliado. Quando tinha mais poder, Ataíde fazia o que achava ser melhor para a equipe e dava pouca bola para a politicagem.

Surpresas – Ataíde tem um estilo de trabalho definido, suas ações e preferências, em caso de jogadores e técnicos, por exemplo, são mais previsíveis por parte dos demais dirigentes. Aidar ouve palpites dos que o cercam, mas dá poucas pistas do que vai fazer. Até seus aliados têm dificuldade em antecipar os passos do cartola e o que ele pretende fazer em questões fundamentais para a equipe.

Tensão x calma – O vice de futebol tem pavio curto. É um dos motivos que o fizeram colecionar desafetos. Já o presidente tem mais jogo de cintura, tanto no trato com outros cartolas como com jogadores e comissão técnica, apesar de suas declarações polêmicas.

Torcida organizada – Ataíde está faz tempo na mira da Independente. Aidar, já deu demonstrações públicas de boa relação com a principal torcida organizada do clube. Em tese, com o presidente se dedicando mais ao time, fica mais fácil os torcedores terem acesso ao CT para protestar em eventuais momentos negativos.

Fogo-amigo – Ataíde está fora da mira da oposição formada pelo grupo de Juvenal. Pelo contrário, já recebeu vários elogios dos opositores. Aidar é o principal alvo da oposição. Com ele por perto, aumentam as chances de balas perdidas atingirem o elenco. Uma contratação conduzida pelo presidente, teoricamente, tem mais chances de ser criticada pelos opositores. Ou seja, o contratado pode ser atingido.


Flamengo vê Robinho como impossível e dupla Guerrero/Petros distante
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Bateu o desânimo na diretoria do Flamengo em relação às chances de ter Robinho como reforço. A cúpula do clube carioca já dá como certo que o atacante vai renovar com o Santos.

Depois de abrir negociação pelo jogador, a direção do time da Gávea sentiu que o desejo dele é permanecer na Vila Belmiro. A conclusão é de que ele se sente mais confortável no Santos por conhecer bem o clube, ser ídolo da torcida e morar onde gosta. O atleta não estaria disposto a encarar o desafio de mudar de ares.

Ao mesmo tempo em que o Flamengo praticamente joga a toalha, a cúpula do Santos exibe confiança na renovação. “O Robinho já foi para o Real Madrid uma vez atrás do técnico. Chegou lá, e o treinador foi embora. Ele não vai atrás de novo para o técnico sair outra vez”, disse Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, ironizando o desejo de Vanderlei Luxemburgo de contar com o atacante santista.

Com Robinho distante aumentam as chances de Guerrero jogar no Flamengo? Não é o que diz a direção do clube. Após sondar o estafe do peruano, a contratação é desejada na Gávea, mas ainda vista como muito difícil. Neste momento, o clube não tem condições de pagar o que o atacante quer ganhar. A negociação depende de uma redução drástica na pedida do goleador.

A situação é semelhante à negociação por Petros, outro sonho de Luxemburgo. Sem revelar valores, a direção do Flamengo descarta pagar o que o meia corintiano pediu.

Apesar da pressão de Luxemburgo e da torcida por reforços, a diretoria promete não ceder aos pedidos de agentes e manter a sua política de controle dos gastos. Vai arrastar todas as negociações que tentar até alcançar valores considerados razoáveis. E, se for o caso, não contratará ninguém. O entendimento é de que o time precisa se reforçar, mas que Luxa tem a obrigação de fazer o elenco atual render mais.