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Pedido para cobrar Andrés por impostos não pagos é derrotado no Corinthians
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O Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) fechou a porta para a ideia de o clube entrar com uma ação contra Andrés Sanchez e outros membros de sua administração. Nesta segunda, o órgão descartou tomar uma série de medidas pedidas pelo conselheiro Romeu Tuma Júnior. As ações propostas por ele visam, principalmente, fazer Andrés ressarcir o clube por eventuais prejuízos causados pelo não pagamento de impostos recolhidos na fonte.

Os principais pedidos foram a abertura de uma sindicância interna e a contratação de uma auditoria externa que analisaria também as contas de Mário Gobbi. Andrés e o atual presidente, que são membros do Cori, estavam presentes, falaram cobras e lagartos de Romeu e conseguiram rechaçar o requerimento dele.

A decisão do órgão foi apenas montar um grupo para enviar uma resposta formal para o conselheiro. Em sua carta, ele justificou o pacote de ações com o fato de o clube ter que pagar R$ 94,3 milhões em juros por causa da dívida fiscal. O débito gerou a acusação de crime fiscal contra Andrés, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro, Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, e André Luiz de Oliveira, ex-diretor administrativo.

Durante a reunião, o ex-presidente, defendido pelo atual com direito a tapa na mesa, disse que não pagou os impostos porque teve que quitar contas da administração anterior, como a compra de Nilmar, e ficou sem dinheiro para tocar o time de futebol.

A crise financeira corintiana também gerou o pedido do presidente do Cori, Alexandre Husni, para analisar todos os contratos firmados com jogadores e empresários nos últimos anos. Ele queria levar a documentação para seu escritório particular, solicitação que gerou protestos sob o argumento de que a papelada só pode ser examinada no clube. Husni promete fazer a análise desta forma.

O clube parcelou sua dívida fiscal em 15 anos, medida que pode extinguir a acusação contra Andrés.


Cúpula corintiana vê risco de Mano pedir demissão
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Mano Menezes

Mano Menezes


A cúpula do Corinthians não digeriu o discurso da comissão técnica de que o time está em formação e que isso justifica a campanha nada empolgante no Brasileirão. A avaliação é de que com nove meses de trabalho a equipe deveria render bem mais. Até porque o único pedido de Mano Menezes não atendido foi a contratação de Nilmar.

Mas, apesar da insatisfação, o desejo é de que o treinador continue, como disse Mário Gobbi em entrevista coletiva nesta segunda. Porém, existe o receio da direção do clube de que Mano, incomodado com a pressão, principalmente por parte da torcida, entregue o boné, se a situação não melhorar. Por menos ele pediu demissão no Flamengo, com três meses de trabalho, alegando que não conseguiu passar o que pensa sobre futebol para o grupo.

Aos olhos da cúpula alvinegra, Mano, apesar de negar,  já acusa o desgaste provocado pelas cobranças, o que é interpretado como risco de um pedido de demissão. Esse diagnóstico justifica o apoio dado a ele por Gobbi e pelos jogadores na segunda. Nesse cenário, a partida com o Atlético-MG, pela Copa do Brasil, nesta quarta, em Itaquera, ganhou ainda mais importância.

Ter que trocar de treinador agora seria um transtorno para o clube, apesar de Tite estar dando sopa. Se a mudança for feita apenas no final do ano, Gobbi pode, por exemplo, consultar as principais lideranças políticas sobre o novo técnico. O Corinthians terá eleição para presidência no começo de 2015. Um grupo de conselheiros defende a antecipação para dezembro de 2014 a fim de facilitar o planejamento da equipe.

Outra preocupação é com a possibilidade de os jogadores sentirem o esgotamento do comandante e perderem a confiança nele, algo que não foi detectado até aqui. O que é dada como praticamente certa é a saída de Mano em dezembro, quando termina seu contrato.


Campanha eleitoral deslancha mesmo com Palmeiras parado na zona da degola
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Em clube que está na zona de rebaixamento do Brasileirão, a diretoria se concentra apenas em recuperar a equipe, certo? Mas, e se faltam apenas cerca de dois meses para a eleição? Esse cenário pode atrapalhar o Palmeiras, 17º colocado do Nacional, na missão de se livrar da terceira queda para a Série B.

Mesmo com o time sem conseguir se afastar da ameaça de queda, a diretoria se preocupa com o pleito de novembro. Nesta noite, Paulo Nobre, pré-candidato à reeleição, por exemplo, tem encontro marcado numa pizzaria com um grupo de conselheiros.

A reunião faz parte da estratégia do atual presidente visando à reeleição. O cartola foi aconselhado, inclusive por Mustafá Contursi, a se reunir com membros do Conselho Deliberativo para se defender de críticas e ouvir os anseios dos conselheiros. Procurado para falar sobre a reunião desta segunda, Nobre respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que “as questões colocadas são internas e não serão discutidas no Blog do Perrone

Além disso, o presidente também já levou membros do Conselho Deliberativo para visitar o CT.

Nobre não é o único no clube que pensa em eleição em plena crise. Dois conselheiros ouvidos pelo blog afirmaram que receberam telefonemas de Mustafá que queria saber em quem eles vão votar. O ex-presidente nega que esteja fazendo pesquisa eleitoral. Mas é sabido que ele está em campanha por Nobre.

Luiz Carlos Granieri, outro pré-candidato, tem disparado telefonemas para membros do Conselho Deliberativo fazendo convites para formar a sua chapa. Por sua vez, Wlademir Pescarmona, também em campanha, divulgou recentemente um manifesto falando em nome da oposição e pregando uma trégua. Pediu para que as críticas fossem deixadas de lado e que houvesse união para manter o time na Série A.

Existe a preocupação de conselheiros de que com a proximidade das eleições os ataques se intensifiquem justamente na reta final do campeonato, possivelmente com o time ainda na briga contra a queda. E que o clima bélico contamine o vestiário por meio de críticas ao departamento de futebol.

Vale lembrar que pela primeira vez os sócios do clube terão direito a voto. Mas para poder concorrer o candidato precisa de apoio de 15% dos conselheiros, que seguem importantes no processo, pois parte deles tem influência junto aos associados.


Tite, eleição e torcida ameaçam permanência de Mano no Corinthians em 2015
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A comissão técnica do Corinthians argumenta que o time está em formação e será mais competitivo em 2015. Porém, no estafe de Mano Menezes já há quem dê como certo que o treinador não terá o seu contrato renovado ao final de 2014.

Nos últimos dias, uma série de fatores colaborou para aumentar essa sensação. O “fantasma” de Tite, as críticas da torcida e o fortalecimento da corrente de oposição no clube.

Várias entrevistas dadas por Tite fizeram com que ele crescesse no retrovisor de Mano. O ex-treinador disse que outubro é sua data limite para definir qual será o seu próximo emprego. A época, segundo ele, é boa porque já há uma definição clara de quem briga pelo título ou só por Libertadores no Brasileirão. Então os dirigentes começam a pensar na próxima temporada.

À Folha de S. Paulo, ele respondeu ter vontade de voltar ao clube do Parque São Jorge. Tite também deixou claro que topa conversar com candidatos à presidência de clubes, apesar de eles terem treinadores contratados atualmente. “Vai ter eleição no Grêmio, no Corinthians, no Palmeiras. ‘Eu vou conversar contigo, Tite, pois quero ver se tu tens o meu perfil. Tu queres conversar comigo? Pois não tenho intenção de permanecer com o técnico que lá está e o contrato dele termina no final do ano'. Pensando assim em um projeto futuro eu não vejo problema nenhum”, disse ele para a ESPN.

Essa afirmação se encaixa no quebra-cabeça político atual do Corinthians. É sabido que Mano sofre grande rejeição por parte do principal grupo de oposição do clube. Tite e Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo, são dois nomes que agradam aos opositores.

A eleição normalmente acontece em fevereiro, mas um grupo de conselheiros quer a antecipação para dezembro, justamente a fim de facilitar o planejamento do time para 2015.

Nos últimos dias, o grupo de situação se dividiu ainda mais com a pré-candidatura de Ilmar Schiavenato, diretor social e homem de confiança de Mário Gobbi, fã de Mano. Os situacionistas já tinham Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol e lançado por Andrés Sanchez como pré-candidato. Esse cenário, em tese, fortalece a oposição, grupo quase que inteiramente contrário a manter Mano.

Outro ingrediente dessa receita amarga para o atual treinador corintiano é o aumento das críticas da torcida contra ele. Após o empate em um gol com a Chapecoense, em Itaquera, a Gaviões da Fiel gritou para Mano acordar e fazer o time jogar bola. Na última sexta, foi a vez de a Camisa 12 levar faixas ao CT do clube pedindo “um treinador de verdade, que vise à vitória e que não seja retranqueiro”.

Os poucos defensores de Mano no clube consideram normal a pressão da torcida, mas reclamam das declarações de Tite. Enxergam falta de ética por parte do ex-treinador.


Gobbi não impede e pré-candidatura de diretor amplia racha com Andrés
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Ilmar Schiavenato, diretor social do Corinthians, perguntou para Mário Gobbi se o presidente do clube seria contra sua candidatura para sucedê-lo. Ouviu como resposta que o atual mandatário não faria objeção.

Oficialmente, a chapa não foi lançada, mas, a partir da liberação de Gobbi, a pré-candidatura de Schiavenato para o pleito no início do ano que vem ganhou corpo, aumentando o racha no grupo situacionista.

Andrés Sanchez já havia escolhido Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol, como concorrente da situação. Com Ilmar na pista, passam a ser dois nomes da situação como pré-candidatos. Se ambos registrarem suas chapas, os votos dos situacionistas devem se dividir, ajudando a oposição.

Gobbi ficou numa situação delicada, mas segue fiel a Andrés, apoiando quem o grupo Renovação e Transparência indicar. Ou seja, até segunda ordem, Andrade. Ao mesmo tempo, já vê homens de sua confiança fazerem campanha por Ilmar. Esses escudeiros de Gobbi avaliam que a tropa de choque de Andrés fez de tudo para atrapalhar a atual administração. É praticamente a oficialização do conflito entre os dois grupos.

A oposição ainda não escolheu seu candidato, que deve sair do quarteto formado por Antonio Roque Citadini, Paulo Garcia, Fran Papaiordanou e Osmar Stábile.

Enquanto não se decidem, os opositores saboreiam a briga entre “andresistas” e “gobbistas”.

O blog enviou e-mail para Ilmar, mas o dirigente não respondeu. Recentemente, ao diário “Lance!”, ele disse que deixará a diretoria caso sua candidatura se torne oficial.


Brunoro só não foi demitido do Palmeiras ainda para não sair como vítima
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José Carlos Brunoro está com os dias contados no Palmeiras. O diretor executivo do clube só não é demitido agora, como quer a maioria dos conselheiros, para não sair como vítima.

A tese, defendida principalmente pelo ex-presidente Mustafá Contursi e abraçada pela diretoria, é de que se fosse afastado durante o Brasileirão, Brunoro teria o argumento de que seu trabalho foi interrompido e que a direção do clube agiu de maneira amadora, cedendo a pressão política. No caso de um eventual rebaixamento, ele estaria longe do clube no pior momento.

A decisão é fazer com que, aos olhos do público, o trabalho de Brunoro seja avaliado no fim do ano, apesar de seu desempenho já ter sido reprovado. E que ele carregue a responsabilidade pelo resultado final do Palmeiras na competição.

Até lá, o dirigente segue enfraquecido, com menos poder de decisão no departamento de futebol. Neste momento, é importante para os aliados de Paulo Nobre alardearem no clube que ele não permanecerá caso o presidente seja reeleito. De sinônimo de uma gestão profissional, Brunoro virou repelente de votos no Palmeiras.


Mistério sobre compra de Pato no Corinthians envolve até a Nike
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Carta enviada pela oposição do Corinthians a Mário Gobbi há pelo menos um mês retrata cenário de traições e acusações intalado no clube. A crise teria sido provocada por ataques de aliados de Andrés Sanchez ao grupo do atual presidente .

Além do registro formal da divisão entre os situacionistas e críticas ao não pagamento de impostos durante a gestão do ex-presidente, o documento amplia a investigação feita pela oposição sobre os gastos com a compra de Alexandre Pato.

Na mensagem, líderes oposicionistas indagam se o Corinthians efetuou pagamento à empresa Providence Midia, com escritórios em São Paulo e Miami, relativo à negociação com o atacante. E se houve repasse da Nike, patrocinadora corintiana, para a mesma empresa, também por conta da operação Pato.

Esse foi o segundo questionamento feito pelos opositores sobre o assunto. No primeiro, eles também se queixaram de que não receberam resposta e alegam que ela só foi dada após o blog noticiar a demorra.

Na ocasião, Gobbi assegurou que nenhuma comissão foi paga por conta da contratação de Pato. A investigação começou depois que opositores ouviram de dois conselheiros da situação que o Corinthians poderia ter pago 10 milhões de euros por Pato, mas pagou 15 milhões de euros. O motivo desse aumento é o mistério que os oposicionistas dizem querer desvendar. Os opositores reclamam que a segunda solicitação não foi respondida pelo presidente.

Indagado pelo blog sobre a nova carta da oposição, Gobbi afirmou por meio da assessoria de imprensa do clube que já respondeu às questões sobre Pato, mas que o departamento jurídico está à disposição dos conselheiros se eles quiserem mais detalhes.

Por sua vez, a Nike respondeu que não vai se pronunciar sobre o assunto. Já a Providence Midia explicou que apenas prestou serviço de assessoria de imprensa para Pato e o assessorou numa campanha publicitária não vinculada ao meio futebolístico, mas não mantém mais relação com o jogador. Informou também que não participou da negociação do Corinthians para comprar o atacante e que não recebeu pagamentos do clube ou da Nike. Fonte ligada a Gobbi confirma que a agência só cuidou da assessoria de imprensa do jogador.

A mensagem oposicionista, também faz crítica velada ao fato de o clube pagar comissão para empresários até em renovação de contratos de jogadores e para trazer Mano Menezes, que estava desmpregado. Leia abaixo a íntegra da carta, documento essencial para quem quer entender a crise entre “gobbistas” e “andresistas”.  Os dados da Providence Midia, nome correto da empresa, foram apagados pelo blog.

Ao senhor presidente Mário Gobbi,

Pelo presente, acusamos o recebimento do email envido por Vossa Senhoria contendo os esclarecimentos por nós solicitados sobre a “contratação do atleta profissional de futebol Alexandre Pato'', e a propósito do mesmo, temos a esclarecer e solicitar o quanto segue:

Primeiramente, gostaríamos de consignar que ficamos agradecidos com a resposta enviada por essa presidência que -em termos claros- informou pontualmente que “não houve pagamento de comissão para pessoa física ou jurídica''; “não houve qualquer pagamento a titulo de comissão ou intermediação “; e que “o valor de 15 milhões de euros foi pago para o Milan''.

A informação que nos enviou, nos trouxe alegria por saber que o clube agiu de forma correta, pois sabe muito bem vossa senhoria que, nos últimos tempos, nossa agremiação tem vivenciado um quadro conturbado com várias facções da situação se atacando mutuamente com todo tipo de críticas e acusações, e ao receber uma resposta clara como essa -para nós da oposição- é motivo de tranquilidade, por dar cabo a boatos que sempre acreditamos, maldosos.

Este quadro “contaminado'' por acusações internas que extrapolam as fronteiras do Parque São Jorge, foi fortemente agravado, como bem sabe V.Sa., com a noticia de que a Justiça Federal aceitou denúncia contra quase toda a diretoria que lhe antecedeu no nosso clube, por incidência de crimes fiscais de natureza grave. É de conhecimento público, que nunca ocorreu caso como este e que a perplexidade de todos que compõe nossa agremiação se deve ao fato de que – por vários anos- foram distribuidos “Relatórios de Sustentabilidade'' que anunciavam um quadro de inédita situação fiscal e econômica, ao que parece, absolutamente fictícias. O anuncio da ação da Justiça deixou-nos todos chocados por mostrar uma realidade muito distante da que os “Relatórios'' registravam.

Agrava tudo isso, o fato de o Corinthians – a olhos vistos- ser o clube que mais “corre atrás'' de uma Lei que permita um parcelamentos de outras dívidas fiscais. Isso está a indicar que nossos problemas não se limitam a ação da Justiça Federal mas indica quadro de maior grave crise fiscal e financeira.

Ao anunciar em sua resposta que não foram pagos valores de qualquer tipo e/ou espécie de comissão por intermediação ao negócio em epígrafe, como dito, ficamos verdadeiramente satisfeitos pois assistimos hoje no futebol um quadro deletério com todo tipo de pagamento absurdo feito pelos clubes, sem qualquer zelo com os princípios da ética, moralidade, e transparência administrativas, a saber: comissão a empresário por contratar técnicos ( alguns desempregados); comissão por compra e venda de atletas; e pasme, comissão à empresário por renovação de contratos de atletas. Registre-se que nos resta claro que qualquer comissão deveria ser paga pelo atleta ou o técnico beneficiado, nunca pelo clube.

Por último, com o intuito de esclarecer definitivamente e encerrar esta questão do atleta citado, solicitamos a V.Sa. informar se algum pagamento foi efetuado a empresa Providence Media, localizada na Rua XXXXX- CNPJ XXXXXX – telefone, XXXX empresa essa que atualmente tem também séde em Miami.

Tal solicitação deve-se ao fato de que esta empresa informava ao mercado e a mídia em geral ser encarregada pelo “marketing'' de preparação para a chegada do atleta Alexandre Pato, além de anunciar também publicamente, ser a responsável por toda a carreira do jogador.

Além de eventual pagamento realizado diretamente pelo clube, solicitamos também informar se a Nike descontou do Corinthians algum valor para a esta empresa e/ou relativamente a negociação com Alexandre Pato.

Renovamos nossos agradecimentos aos esclarecimentos até aqui apresentados, e esperamos brevidade na resposta aos novos aqui solicitados, ressaltando que de nossa parte – essa tem sido nossa conduta- achamos que casos como estes devem ser tratados no âmbito das instâncias internas do SCCP, sem qualquer alarde midiático.

Respeitosamente,

Os Conselheiros Vitalicios Antonio Roque Citadini ,Antonio Rachid, Emerson Piovezan, Francisco Papaiordanou Jr, Luiz Sergio Scarpelli , Paulo Garcia , Osmar Stabile , Romeu Tuma Jr ,Valdemar Pires .

 


Conselheiros querem Leão como dirigente para enquadrar time do Palmeiras
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Conselheiros do Palmeiras ouvidos pelo blog enxergam o elenco alviverde rachado, jogadores desmotivados e a cúpula do clube mal informada sobre o que acontece. Para reconstruir a equipe após os 6 a 0 sofridos diante do Goiás eles querem a contratação de Emerson Leão como dirigente remunerado. O ex-goleiro é visto como a solução para enquadrar jogadores.

“Está na hora de chegar um cara lá que dá bico na mesa, afasta jogador. É hora de colocar um gerente de futebol como o Leão, que conhece o clube. O que adianta multar o Valdivia [expulso infantilmente contra o Flamengo]. Precisa é de alguém no vestiário que bata nele”, disse Stéfano Américo Giordano, conselheiro do clube e que chegou a bater boca no Pacaembu com Omar Feitosa, gerente de futebol do Palmeiras.

A equação que parte dos membros do Conselho Deliberativo faz é a seguinte: José Carlos Brunoro e Feitosa não têm conhecimento do que acontece no vestiário, assim, o presidente Paulo Nobre não sabe o que está acontecendo e demora a tomar atitudes enquanto o relacionamento entre os jogadores de deteriora.

“Tem mais de uma de dezena de conselheiros que sabe o que acontece no vestiário muito mais rápido do que o presidente e muito melhor. Isso acontece porque os executivos falsificados do clube não funcionam. O Palmeiras precisa de um técnico-dirigente. O treinador está perdido, todos estão perdidos, então precisa de um cara que peite jogador, que afaste dois ou três”, disse o conselheiro Mauro Marques.

Segundo ele, Leão já esteve perto de voltar para o Palmeiras quando Felipão deixou o clube para treinar a seleção brasileira. “O consenso era o Leão, mas o Marcos Assunção, liderando grupo, disse: ‘[para o ex-presidente Arnaldo] Tirone, pode ficar tranquilo, não vamos cair’. Daí não trouxeram o Leão, o Valdivia continuou rindo dos caras e o time caiu. Então, precisa de chicote. Veio um bonzinho [Gilson Kleina], como o técnico atual, e caiu”. Segundo Marques, o chileno prejudica o time porque, além de jogar pouco, faz outros jogadores que atuam mais quererem aumento, por isso, alguns acabam deixando o clube.

Vale lembrar que o ex-goleiro tem fama de não se dar bem com argentinos, e o Palmeiras tem quatro no elenco.

“Além de trazer o Leão e impor linha dura, tem que afastar Deola, Bruno, Vitorino, Felipe Menezes, Josimar [negociado após esta entevista], Brunoro e Feitosa”, afirmou o conselheiro José Corona Neto.

Em entrevista exibida pelo Sportv nesta quarta, o presidente do Palmeiras disse que vai fazer contratações ainda para o Brasileirão e descartou existir um racha no elenco.


Kléber, na Série B, está entre atacantes mais bem pagos do país. Veja lista
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Colaboraram Jeremias Wernek, do UOL em Porto Alegre,  e Pedro Ivo Almeida, do UOL no Rio de Janeiro

Ele joga na Série B do Campeonato Brasileiro, não está entre os artilheiros da competição, mas é um dos atacantes mais bem pagos do país, atrás de poucos da Série A. Essa é a situação de Kléber, do Vasco, de acordo com levantamento feito pelo blog sobre a remuneração de dez dos principais atacantes do país.

O Gladiador ganha cerca R$ 650 mil por mês, aproximadamente o dobro do que Guerrero, artilheiro do Corinthians na Série A, com sete gols. O peruano negocia um novo contrato, mas vai continuar ganhando menos do que Kléber. Isso porque o Corinthians deve aumentar seu salário de pouco mais de R$ 300 mil para R$ 500 mil.

Kléber, que estreou pelo Vasco na 11ª rodada da segunda divisão, fez 4 gols na Série B e um na Copa do Brasil. Entre os jogadores que tiveram suas remunerações pesquisadas pelo blog, o ex-palmeirense só fica atrás de Fred, dono de um salário de aproximadamente R$ 900 mil no Fluminense, e Alexandre Pato, que recebe R$ 800 mil divididos entre Corinthians e São Paulo.

A renda mensal do Gladiador foi turbinada em 2011, quando ele trocou o Palmeiras pelo Grêmio. O atacante ganhava no alviverde, entre luvas e salários, R$ 220 mil, e passou para o valor atual.

Se os principais clubes do país colocarem em prática o atual discurso de cortar despesas, o ex-palmeirense deve continuar no topo da lista. O Corinthians, por exemplo, estipulou como teto salarial R$ 500 mil.

Por sua vez, o Santos, que gasta cerca de mais de R$ 1 milhão a cada 30 dias só com Robinho e Leandro Damião (três gols no Brasileirão), tem atrasado parte dos pagamentos dos jogadores.

O blog não teve acesso aos dados salariais do cruzeirense Marcelo Moreno, artilheiro da Série A ao lado do meia Ricardo Goulart, seu colega de time, com 11 gols cada, de Rafael Sóbis (Fluminense) e Barcos (Grêmio). Apesar de não terem sido analisados os salários de todos atacantes do país, é possível afirmar que Fred é o mais bem pago do Brasil, seguido de Pato. Confira abaixo a relação completa dos salários aproximados que foram pesquisados.

Os mais bem pagos
  • Danilo Verpa/Folhapress
    Fred (Fluminense)
    8 gols no Brasileirão - R$ 900 mil
  • Buda Mendes/Getty Images
    Pato (São Paulo)
    8 gols no Brasileirão (R$ 800 mil)
  • Marcelo Sadio/vasco.com.br
    Kleber (Vasco)
    4 gols na Série B - R$ 650 mil
  • Terceiro Tempo
    Robinho (Santos)
    2 gols no Brasileirão - R$ 620 mil
  • Arte/UOL
    Luis Fabiano (São Paulo)
    4 gols no Brasileirão - R$ 550 mil
  • Buda Mendes/Getty Images
    Emerson Sheik (Botafogo)
    6 gols no Brasileirão - R$ 520 mil
  • Jeremias Wernek/UOL
    Nilmar (Internacional)
    Pelo menos R$ 500 mil (salário e luvas)
  • Friedemann Vogel/Getty Images
    Leandro Damião (Santos)
    3 gols no Brasileirão - R$ 500 mil
  • Lucas Uebel/Getty Images
    Rafael Moura (Internacional)
    5 gols no Brasileirão - R$ 415 mil
  • Friedemann Vogel/Getty Images
    Guerrero (Corinthians)
    7 gols no Brasileirão - R$ 300 mil (deve passar a ganhar R$ 500 mil)


Romário criticou financiados pela Ambev. Agora, recebeu R$ 500 mil da Ambev
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Romário

Romário

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“Não recebo dinheiro de Fifa, de CBF e nem de Ambev”, disse Romário (PSB-RJ) em 8 de novembro de 2011, durante audiência na Câmara dos Deputados sobre a Lei Geral da Copa. E em maio de 2014, em votação referente ao projeto de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes, o ex-jogador afirmou: “Esse projeto é um projeto eleitoreiro. Ou seja, deputados que vão a favor desse projeto estão pensando na sua eleição com ajuda direta ou indireta da CBF”. Na ocasião, ele atacava colegas que teriam votado de acordo com os interesses da confederação brasileira pensando no apoio da entidade e dos parceiros dela em suas campanhas na eleição de outubro.

Cerca de dois meses depois do inflamado depoimento dado em maio, no qual disse ter vergonha de ser colega de parlamentares alinhados com a CBF, Romário viu sua campanha ao Senado pelo Rio ser turbinada com R$ 250 mil da Londrina Bebidas, subsidiária integral da Ambev, patrocinadora da confederação, entidade dirigida por safados, nas palavras do ex-atacante. Em 28 de agosto, entraram nos cofres da campanha de Romário mais R$ 250 mil da subsidiária da Ambev.

As duas doações estão registradas na prestação parcial de contas do candidato entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e foram feitas primeiro à direção do PSB, que efetuou o repasse para Romário. Nos dois casos, como espécie do recurso doado pela subsidiária da Ambev, aparece no site do TSE apneas “outros créditos'', sem maiores detalhes .Ao todo, o ex-jogador declarou ter recebido até agora R$ 758.440 em doações.

Uma das bandeiras de Romário na Câmara foi a instalação de uma CPI para investigar a CBF. Investigação desse porte provavelmente esmiuçaria os contratos de patrocínio da entidade. Indagado por meio de sua assessoria de imprensa se não havia um conflito de interesses no fato de receber doação de uma empresa de um dos patrocinadores da CBF, Romário respondeu com uma pergunta: “Conflito de interesse de quem, de mim, da Ambev ou da CBF?”.

Por sua vez, a Ambev respondeu aos questionamentos do blog com a seguinte nota:

“As doações eleitorais que Ambev faz a partidos e candidatos respeitam o modelo de contribuição privada adotado no Brasil. A companhia informa que essas contribuições, como não poderia deixar de ser, obedecem ao rigor da lei, são absolutamente transparentes, realizadas de maneira formal, com prestação de contas às autoridades e à sociedade, e somam valores muito inferiores aos permitidos por lei. A Ambev reitera que não privilegia nenhum partido, candidato ou corrente política e que a distribuição das doações obedece ao critério da proporcionalidade de representação das bancadas em nível federal, estadual e municipal.”

No site do TSE não foi possível obter a relação completa das doações feitas pela Londrina Bebidas, que no dia 27 de agosto teve a sua incorporação aprovada pelo Conselho de Administração da Ambev com o objetivo de facilitar a estrutura societária e reduzir custos. Assim, a Londrina Bebidas deixará de existir, porém, seu capital e seu patrimônio líquidos já refletiam no balanço da Ambev por se tratar de uma subsidiária integral.

Abaixo, veja reprodução da prestação de contas de Romário.

Reprodução