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Conselho do Corinthians ignora “caso Malcom”
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Perrone

O Conselho Deliberativo do Corinthians tem reunião marcada para a próxima segunda, mas na pauta não está um dos assuntos que mais agitam o Parque São Jorge atualmente: a aquisição de ao menos 40% dos direitos econômicos do atacante Malcom pelo conselheiro Fernando Garcia, conforme revelou o blog.

De acordo com o estatuto, nenhum sócio pode fazer parte do conselho se tiver relação profissional com o clube na condição de procurador, agente de atleta ou que seja sócio de quem exerça tais atividades. Também é proibido receber remuneração do clube. O infrator deve perder seu cargo no conselho.

Fernando Garcia, irmão do candidato à presidência por um dos grupos de oposição Paulo Garcia, é um dos proprietários da Luis Fernando Assessoria Esportiva (LFA). A ficha cadastral da empresa na Junta Comercial do Estado de São Paulo define como atividade dela agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas. Ele aparece como sócio e administrador, assinando pela empresa.

Apesar dos indícios de infração estatutária, Ademir de Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, não pretende abrir uma investigação. “Não posso assumir o que a imprensa diz e levar o caso para o conselho sem provas. Só se algum conselheiro fizer uma representação. Até agora ninguém levou essa reclamação para o conselho”, disse Ademir ao blog.

Nem mesmo a entrevista dada por Fernando para a ESPN na qual ele admite ter adquirido 40% dos direitos de Malcom e repassado 5% para outra empresa, serve como justificativa para Ademir iniciar uma apuração. De acordo com registros do clube, o alvinegro tem 30% dos direitos de Malcon, revelado na base corintiana, a LFA conta 40% e uma empresa chamada ART e uma assessoria esportiva de São Paulo possuem 15% cada uma.

Para a ESPN, em sua defesa, Garcia disse que tudo que faz é por meio de pessoa jurídica, não como pessoa física e que isso não fere as regras corintianas, ignorando o que diz o estatuto, como mostrado acima.

Apesar de nenhuma representação ter sido enviada ao conselho, o caso provoca barulho no Parque São Jorge por pelo menos três motivos.

Para conselheiros, o episódio demonstra descuido com os jovens revelados pelo clube. Há também a indignação com o fato de um membro do conselho ter participação nos direitos econômicos do atleta, afinal, a proibição foi colocada no estatuto com o objetivo de evitar a relação financeira entre integrantes do órgão e do clube, o que é considerado um mal antigo no Corinthians.

Existe também a questão política. Além de ser irmão do candidato Paulo Garcia, Fernando, em sua entrevista à ESPN, fez críticas a Roberto de Andrade, nome apoiado por Andrés Sanchez para a eleição presidencial de fevereiro. Ele acusa Roberto de ter dado um calote nele que resultou na aquisição dos direitos de Malcon. Mas Fernando é amigo de Andrés, que recebeu doação de empresa de Paulo Garcia para sua campanha a deputado federal. Ou seja, o imbróglio envolve dois dos três postulantes à presidência. O terceiro é Ilmar Schiavenato, ex-diretor social.


Vice do São Paulo agora aumenta campanha por redução dos Estaduais
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Principal crítico dos amistosos da CBF sem interromper o Campeonato Brasileiro, o São Paulo promete intensificar sua campanha contra essa prática, mesmo após a confederação convocar só jogadores que atuam fora do país para os próximos jogos, contra Turquia e Áustria.

“Ficamos surpresos com a decisão. Esperávamos que o Ganso fosse convocado porque todo mundo estava falando isso. Mas é bom ficar claro que não somos contra a convocação dos nossos jogadores. Somos contrários ao fato de a CBF não respeitar as datas Fifa. E vamos continuar gritando contra isso. Posso lutar sozinho, mas na assembleia da CBF no ano que vem vou insistir nessa questão”, afirmou ao blog Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo.

Ao ser informado pelo blog de que Marco Polo Del Nero, presidente da confederação a partir de abril, disse que as datas reservadas pela Fifa serão respeitadas no ano que vem, o dirigente comemorou. “Fico feliz, sinal de que a nossa gritaria está dando certo. A CBF começou a ver que uma coisa não pode ser boa para ela e ruim para os clubes.”

Mas Guerreiro prometeu aumentar no ano que vem a campanha pela redução dos campeonatos estaduais, algo que Del Nero sempre evitou como presidente da Federação Paulista. “Vou lutar muito contra isso no Conselho Arbitral da federação. A reformulação do calendário do futebol brasileiro passa pela redução dos estaduais.”

Ele também continuará a cruzada do clube para que a CBF pague os salários dos jogadores enquanto estiverem convocados. “Toda vez que temos um jogador chamado, nós mandamos o valor do salário dele, mostramos quanto tempo ele ficará com a seleção e pedimos que a CBF pague a quantia referente a esse período. Vamos continuar cobrando.”


Pré-candidato diz que Corinthians precisa acabar com ações entre amigos
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Por cerca de três horas, o blog entrevistou Ilmar Schiavenato, ex-diretor social e pré-candidato à presidência do Corinthians. Veja abaixo o que o advogado e ex-remador corintiano pensa sobre o clube.

Candidatura

Ilmar afirma que resolveu ser candidato após receber pedidos de sócios do clube. Por ser diretor social, ele se aproximou dos associados. “Quando eu remava, corria à noite pelo clube, sozinho, uma vez vi um enorme rato passando. Desde aquela época me preocupo com o clube. Como diretor, comecei a resolver os problemas. Tudo que os sócios precisavam, eu levava para os outros diretores e a gente acabava resolvendo. Então, os sócios começaram a me considerar um cara ótimo e maravilhoso para o clube. E eu sou mesmo”, afirmou.

Decisão de não apoiar Roberto de Andrade, pré-candidato da situação.

Ilmar foi escolhido para ser diretor por Mário Gobbi, do grupo político de Andrés Sanchez e que afirma apoiar Roberto de Andrade. “Conversei 1h30 com o Andrés, e ele não me quer como candidato. Não quero o Roberto, porque não quero que eles fiquem no poder. O clube precisa se modernizar. Se eles ganharem, vão repetir o que já fizeram. E assim não dá”.

Principal problema do clube

“O Corinthians tem que acabar com os amigos, parar de contratar empresas porque são de amigos. Tem que contratar porque é melhor e tem o melhor preço”.

Limpeza

“Vou limpar o clube de ponta a ponta, exterminar tudo o que tem de ruim”. Indagado sobre o que significa essa limpeza, Ilmar disse que o termo é muito forte e que vai modernizar o Corinthians. “Em seis meses o clube vai ser outro.”

Combate ao tráfico de drogas

Ilmar destaca como uma de suas principais ações como diretor ter mantido no Parque São Jorge a estrutura de um circo que se apresentou por lá. “Muitos no clube tiram sarro da decisão, mas ocupamos uma área nos fundos do clube que sempre foi um problema. À noite, ninguém andava por lá, então, traficantes pulavam o muro e a faziam tráfico de drogas lá dentro. Tinha muita queixa de mães de que suas filhas quando andavam até lá eram perseguidas por esses invasores. Elas temiam estupro. Hoje, fazemos eventos lá, ficamos com uma parte do lucro [a outra fica com o dono da estrutura] e até gastamos menos com segurança”.

Categorias de base

Ilmar defende um modelo em que o clube tenha pelo menos 51% dos direitos econômicos dos jogadores que forme. “Como você explica o clube formar o atleta e ter só 20% dele? Vai querer colocar uma placa de burro na minha testa? Não adianta empresário pressionar, dizer que vai levar o jogador para outro clube. Então, pode levar. Há uma inversão de valores, o Corinthians é que tem que pressionar, não ser pressionado. Mostrar que aqui o jogador tem uma camisa forte, uma excelente estrutura para trabalhar”.

Técnico do time profissional

O contrato de Mano Menezes termina em dezembro, e a eleição acontece em fevereiro. Mário Gobbi disse que em janeiro o time ficaria sem treinador até a escolha do novo presidente. Depois, afirmou que se reuniria com os pré-candidatos para discutir o tema. “Minha opinião é que não se mexe no Mano agora. Se eu ganhar a eleição, posso dizer que meu perfil de técnico é um treinador moderno e que viva intensamente o clube. O Corinthians não pode ter um técnico robô”.

Time atual

“O elenco hoje é bom. Vai precisar de umas três mudanças para o ano que vem, o que é natural, não precisa mexer muito”.

Fazendinha

Um dos principais projetos de Ilmar é remodelar a sede social do clube e o estádio do Parque São Jorge, a Fazendinha. Ele pretende tocar um projeto apresentado por uma empresa há aproximadamente dois anos e que ficou engavetado. “Vou fazer um prédio de 22 andares no clube, porque hoje, se chover, você vai embora pra casa. Lá só tem piscina e quadra, você não tem nada pra fazer em ambiente fechado. Vamos ter três andares subterrâneos com 829 vagas de estacionamento. Teremos hotel, centro de convenções, pista de boliche, a Fazendinha vai ter teto retrátil para receber shows e pelo menos cinco mil vagas para carros”, explicou Ilmar, mostrando a planta da obra num computador. O projeto está avaliado em R$ 600 milhões. “É importante dizer que o Corinthians não vai gastar nada, não será uma nova dívida. Um fundo vai captar investidores e nós vamos ficar com uma parte do lucro, depois de 15 ou 20 anos, ficaremos com o lucro inteiro. Esse fundo não vai querer propinar porque precisa de resultados”. A previsão é de que a obra dure entre dois e três anos.

Estádio

“Não sabemos o que é a arena hoje. Não sabemos por qual motivo ainda não ficou pronta, o que deve, porque deve. Só sabemos que a dívida é grande. Como diretor, não posso fiscalizar nada lá. Não quero benefício nenhum, só quero ver o que há de errado e ajudar a melhorar. Mas os diretores são barrados fora da área dos seus ingressos. É um absurdo a gente não poder ver o que está acontecendo. Quando mexerem naquilo, vai sair muita coisa. Não estou dizendo que vai sair coisa ruim, pode sair coisa boa, mas ninguém sabe o que vai sair.”

Dívidas

“Sabemos que a situação é difícil, mas se tiver medo de dívida não pode sair de casa. Durante a minha vida inteira trabalhei recuperando empresas quebradas. Não que o Corinthians esteja quebrado, mas isso não me assusta.”

Esportes amadores

“Não entendo por qual motivo o Corinthians só tem o futsal em alto nível. Interessa a quem? No vôlei, nós mantemos as meninas até 16 anos e liberamos pra outros clubes, formadas, prontas. Isso é revoltante. Então fecha logo o vôlei. Eu quero ter um time adulto porque você liga a TV e só vê as meninas do vôlei, é um esporte popular, as empresas investem nele. Quero o vôlei e outras modalidade


Apuração de briga de torcidas leva até mais de 2 anos. Confira 5 inquéritos
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Por meio da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o blog fez levantamento sobre como andam as investigações de cinco casos de polícia envolvendo torcidas organizadas. Quatro deles aconteceram em 2014 e um em 2012. Juntos, eles geraram pelo menos nove mandados de prisões temporárias e fizeram com que ao menos 12 torcedores fossem indiciados.

Porém, a maioria dos casos ainda não foi totalmente esclarecida. Como as mortes dos integrantes da Mancha Alviverde André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli em março de 2012. Eles foram mortos por torcedores corintianos numa das maiores batalhas que já ocorreram em São Paulo entre membros de torcidas organizadas. Mais de dois anos e meio depois, a investigação ainda está sendo feita pela Polícia Civil que tenta identificar mais autores dos crimes e aguarda novos laudos. Isso porque o processo foi devolvido pela Justiça para os policiais devido à sua complexidade.

Veja abaixo as respostas da Polícia Civil para cada um desses casos. A briga entre santistas e palmeirenses no último domingo não entrou no levantamento.

 

1 – Agressão a blogueiro que é sócio do Palmeiras em jogo contra o Santos na Vila Belmiro, em março de 2014.

A Polícia Civil informa que, na ocasião, o blogueiro Conrado Cacace foi agredido e ameaçado por torcedores da Mancha Alviverde. Foi solicitada a expedição de seis mandados de busca e cinco de prisão temporária, o que foi cumprido pela Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade).

2 – Morte do torcedor santista Márcio Barreto de Toledo no dia 23 de fevereiro de 2014, perto da sede da sede da Torcida Jovem do Santos na capital. Imagens de câmeras de segurança mostram são-paulinos como agressores.

O delegado Moises Teodoro Messi Filho, responsável pelo caso, informou que oito pessoas foram indiciadas por homicídio e que, no momento, as investigações prosseguem, com análise de pistas para a identificação e prisão de outros dois suspeitos.

3 – Morte do palmeirense Gilberto Torres Pereira após briga com corintianos no dia 17 de agosto de 2014 em Franco da Rocha.

A delegada Rafaela Aparecida Acedo, da Delegacia de Franco da Rocha, informou que inquérito foi instaurado no dia dos fatos e que quatro indiciados (sendo eles da torcida do Corinthians) estão presos preventivamente. Já os palmeirenses estão respondendo em liberdade.

4 – Briga entre corintianos e santistas fora do estádio da Vila Belmiro no dia 10 de agosto de 2014.

A Polícia Civil identificou, por meio de imagens, sete torcedores envolvidos no confronto e já ouviu seis, cujos depoimentos constam de Inquérito Policial. O caso segue em investigação no 4º DP de Santos. Após a conclusão, o inquérito será relatado e estará à disposição do Ministério Público para que ofereça a denúncia junto à Justiça.

5 – Mortes dos palmeirenses Guilherme Vinicius Jovanelli e André Lezzo, após briga com corintianos em março de 2012, na Avenida Inajar de Souza.

O confronto entre torcedores das organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde consta de inquérito policial, que conta com 15 volumes, e foi relatado à Justiça em 19 de abril 2012. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Por envolver dezenas de pessoas, o inquérito retornou à Polícia Civil, que realiza diligências para identificação de outros autores do crime e também aguarda novos laudos.


Na Justiça, Laor diz que Santos pagou até refeição e carro para Neymar pai
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Em sua defesa no processo em que foi condenado a pagar R$ 20 mil por danos morais a Neymar pai, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, escancara como se curvou aos pedidos do estafe do jogador. Ele afirma que, além de passagens áreas e estadia em hotel, por contrato, o Santos pagava refeições e carros para o pai do atacante em viagens para ver o filho jogar.

“[Laor]Alega que a referência aos cafezinhos foi brincadeira, já que todas as despesas com viagens, hospedagens, veículos e refeições eram pagas pelo Santos Futebol Clube, por força de contrato”, diz trecho da sentença que condenou o ex-presidente do Santos em 1ª instância. Em entrevista à ESPN, que gerou a ação, o ex-cartola havia dito, entre críticas a Neymar pai, que pagou muito cafezinho para ele.

No clube, Laor sempre foi criticado por supostamente ter virado refém de Neymar pai, atendendo a exigências que eram consideradas absurdas. Conselheiros do clube já não concordavam com o pagamento de passagem e hospedagem por considerar que com o alto salário do filho ele não precisava que o Santos arcasse com essas despesas. Laor, no entanto, argumentava que não poderia se desentender com o responsável pela carreira de um dos jogadores mais cobiçados do mundo.

Em outro trecho curioso da sentença, está registrada declaração do ex-dirigente sobre festas na casa dos Neymar. [Diz Laor que] o entrevistador perguntou ao réu [Laor] como ele imaginava que o autor utilizaria o valor recebido do Barcelona e ele comentou que possivelmente ficaria hospedado no Picadilly ou empregaria os recursos na aquisição de imóveis, já que presenciou festa em imóvel da família do autor com muitas moças em trajes sumários.”

Leia abaixo a sentença publicada no Diário Oficial de São Paulo na última segunda.

Procedimento Ordinário – Indenização por Dano Moral – Neymar da Silva Santos –
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro – Vistos. NEYMAR DA SILVA SANTOS ajuizou a presente ação em face de LUIS ÁLVARO DE
OLIVEIRA RIBEIRO, pretendendo haver, no mínimo, vinte mil reais a título de indenização por danos morais. Afirma, a bem de
sua pretensão, que é empresário, pai e representante legal do atleta Neymar da Silva Santos Júnior e que a sua imagem,
associada à imagem desportiva do seu filho, é a sua principal fonte de recursos. Conta que por ocasião da transferência de
Neymar Júnior ao FC Barcelona foi uma das pessoas mais citadas em todos os veículos de comunicação, sujeito a inúmeras
críticas e fofocas, tendo o réu, ex-presidente do Santos, o injuriado e difamado em rede nacional, ao dizer, a um repórter da
ESPN, que era responsável por orgias, mercenário, mau caráter, mentiroso, entre outras ofensas. Sustenta que a entrevista
divulgada tomou conta de todos os noticiários (fls. 17/37) e gerou efeitos injustamente desabonadores. Cita ações judiciais
propostas pelo réu, nas quais ele requereu indenização por ofensas mais brandas publicadas em blogs (fls. 38/46). A inicial veio
aparelhada com os documentos de fls. 13/46. Sobreveio emenda (fls. 50/51). Citado (fls. 59), o réu ofertou contestação (fls.
60/76). Afirma que a petição inicial é inepta, pois dela não se extrai as ofensas cuja autoria lhe é imputada. Aduz que a entrevista
foi sobre assuntos relacionados ao Santos Futebol Clube e que apenas duas perguntas, das trinta e sete que lhe foram
formuladas, se referiram ao autor e a seu filho. Afirma que nunca foi a sua intenção macular a honra do autor e apenas expressou
a sua livre opinião sobre a negociação envolvendo Santos, Barcelona e Neymar Júnior. Conta que, na época da entrevista,
estava doente e fazia uso de 15 medicamentos diários (fls. 82/83), dentre eles alguns antidepressivos, hipnóticos e outros de
natureza psiquiátrica, que abalavam a sua capacidade de discernimento e expressão. Diz que não se dirigiu diretamente ao
autor e que apenas exerceu seu direito de opinião por considerar inaceitável que o Neymar tenha recebido dez milhões de euros
do Barcelona antes da final entre os dois times no Mundial de Clubes, fato que era negado pelo autor. Assevera que houve uma
pausa na entrevista e, em tom informal e de brincadeira, o entrevistador perguntou ao réu como ele imaginava que o autor
utilizaria o valor recebido do Barcelona e ele comentou que possivelmente ficaria hospedado no Picadilly ou empregaria os
recursos na aquisição de imóveis, já que presenciou festa em imóvel da família do autor com muitas moças em trajes sumários.
Alega que a referência aos cafezinhos foi brincadeira, já que todas as despesas com viagens, hospedagens, veículos e refeições
eram pagas pelo Santos Futebol Clube, por força de contrato. Diz que os exageros e hipérboles foram acrescidos pelo
entrevistador, que quis interpretar com adjetivos a justa indignação do réu, almejando a polêmica. Realça ainda que a opinião
pública condenou em uníssono a postura do autor nesse episódio (fls. 93/100). Os documentos de fls. 77/103 vieram com a
contestação. Réplica as fls. 111/115. As partes não indicaram outras fontes de prova (fls. 119/121 e 122). Esse é o relatório.
Fundamento e decido. Inconsistente a preliminar de inépcia da inicial, pois nela se imputa com clareza ao réu a autoria das
afirmações, devidamente descritas, tidas como injuriosas e infamantes, certo ainda que o pedido formulado avulta como lógica consequência dos fatos descritos. Os documentos juntados aos autos bastam à elucidação das questões suscitadas e as partes
não indicaram outras fontes de prova, razão por que passo desde logo ao desate da lide (art. 330, I, CPC). Na entrevista
publicada pela ESPN, em matéria intitulada Renascido e 41kg mais magro, Laor diz: dinheiro da venda de Neymar inclui
cafezinho, orgia e p…, assinada por Diego Garcia, são atribuídas ao réu as seguintes palavras: “(…) Continuo amigo do Odílio e
o pai do Neymar não quero ver na frente do meu carro, pois, senão, ao invés de brecar eu acelero. É um mentiroso, aproveitador,
só pensava em dinheiro. Para se ter uma ideia, nos últimos contratos ele exigiu uma cláusula na qual o clube deveria pagar
passagem de avião de primeira classe para ele e duas de classe executiva para os assessores dele para ver o Neymar jogar lá
fora. Fosse pela Seleção, fosse pelo Paulista de Jundiaí. Um cara com a grana que ele tem… Ganhava R$ 3 milhões por mês.
Tinha iate de 70 pés. Duas casas no Jardim Acapulco (no Guarujá, litoral de São Paulo) vizinhas de muro para o moleque fazer
farra e a mãe poder ir sem precisar ver as farras. Tinha casa em Camboriú em Santa Catarina. Então fiquei decepcionado. É
mau-caráter, mentiroso, duas caras.(…) Nesses 90 milhões estava incluído o dinheiro do cafezinho do pai do Neymar e uma
orgia no hotel Piccadilly, em Londres. Porque ele cobra qualquer coisa. Ele nunca me pagou um café. E eu paguei uns 200 cafés
para ele. Então esses 90 milhões são exagerados. Isso inclui p… (termo vulgar para prostituta).” (grifei). É fácil ver que, ao
expressar a sua opinião sobre a conduta do autor na negociação do jogador Neymar com o Barcelona, o réu foi muito além do
tom severo e indignado que lhe era lícito empregar, descambando para a injúria pura e simples. Com efeito, ao afirmar que o
autor é mentiroso, duas caras, mau caráter e aproveitador o réu exorbitou do regular exercício da liberdade de expressão e
malferiu o direto à honra do demandante. O contexto em que pronunciadas referidas palavras – após a afirmação de que o autor
mentia quando questionado a respeito de eventual negociação do jogador com clube estrangeiro – infirma de maneira contundente
a alegação de que elas foram animadas por tom jocoso, não havendo mesmo margem para qualquer dúvida acerca do deliberado
propósito do réu de atingir a honra do demandante, abalando a sua imagem e causando repercussão na mídia (fls. 30/37).
Pesava sobre o réu o ônus de provar, outrossim, a alegação de que alguns dos adjetivos pejorativos (contra os quais se insurgiu
o autor) foram acrescidos pelo jornalista, assim como lhe competia demonstrar eventual rebaixamento do discernimento – que a
entrevista não denuncia – provocado pelo uso de medicamentos psiquiátricos. Ilícita a conduta do réu, porque ao expressar a
sua opinião atingiu deliberadamente a honra do autor com expressões injuriosas e infamantes, está bem caracterizado o dever
de indenizar (art. 187 do Código Civil e art. 5º n. X da Constituição do Brasil). A liberdade de expressão, direito fundamental
assegurado em cláusula de eternidade (art. 5º n. IV c.c. art. 60 §4º n. IV, CF), não constitui licença para vulnerar a honra e a
imagem alheiras, estas também elevadas à categoria de direitos fundamentais impassíveis de supressão (art. 5º n. X c.c. art. 60
§4º n. IV, CF). Avança a dogmática jurídica para compreender que o dano moral está umbilicalmente ligado aos direitos de
personalidade, tendo função tutelar deles. De modo que o direito à reparação por dano moral se configura nas hipóteses em que
seja identificável uma lesão a direito de personalidade. E não há dúvida de que a ofensa deliberada e os adjetivos detrimentosos
imputados em mídia esportiva de ampla visibilidade são suficientes, como já afirmado, para submeter o direito à honra do autor.
No que concerne ao arbitramento da indenização, rejeita-se, porque desprovida de respaldo no direito positivo, a doutrina que
advoga a função punitiva ou pedagógica dos danos morais. Essa função punitiva é meramente acidental, podendo ou não se
verificar, de sorte que não guia a fixação do montante da reparação, que deve ter em mira apenas a extensão do dano, nos
moldes do art. 944 do Código Civil. Deve-se considerar, portanto, a extensão e intensidade da lesão ao direito de personalidade
malferido e o objetivo – compensatório – de propiciar alguma satisfação ao lesado. Tomando em conta essas circunstâncias, i.e.,
o direito de personalidade lesado, a extensão da lesão e a condição socioeconômica do autor, considero suficiente o valor
estimado na inicial, R$ 20.000,00. Posto isto, extinguindo a fase cognitiva do processo com resolução do mérito (art. 269 n. I do
Código de Processo Civil), JULGO PROCEDENTE o pedido para condenar o réu a pagar ao autor R$ 20.000,00 (vinte mil reais),
corrigidos monetariamente pela tabela prática do TJSP a partir do ajuizamento da ação (porque foi acolhido o valor estimado na
inicial) e acrescidos de juros moratórios de 1% ao mês desde maio de 2014, data do evento danoso.


Pelo menos 3 morreram em 7 brigas de torcida em SP neste ano. E nada muda
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Perrone

Só em 2014 pelo menos três torcedores morreram em sete brigas entre torcidas organizadas de São Paulo. Os relatos e imagens de alguns dos confrontos mostram que a cada dia eles estão mais violentos. Mesmo assim, pouca coisa muda no combate à violência e na relação dos clubes com as torcidas.

Odílio Rodrigues, presidente do Santos, por exemplo, defende publicamente o auxílio às organizadas, principalmente com transporte para que seus torcedores acompanhem o time. Ele foi um dos primeiros dirigentes a se recusar a assinar um acordo com o Ministério Público cortando a ajuda.

A vítima mais recente dessa guerra é um palmeirense morto ao ser atropelado em confronto com torcedores santistas que teriam sofrido uma emboscada na rodovia Anchieta neste domingo. As duas torcidas já tinham se enfrentado neste ano quando as duas equipes jogaram em Santos.

Durante o Campeonato Paulista,um santista morreu espancado por são-paulinos. Outra morte, de um palmeirense, foi registrada em agosto numa batalha com corintianos em Franco da Rocha.

Os corintianos também se envolveram numa violenta briga com Santistas na Vila Belmiro antes do duelo entre as duas equipes pelo primeiro turno do Brasileiro. A confusão deixou feridos. Em outra briga neste ano, torcedores são-paulinos foram espancados em frente à estação Luz do Metrô, mas os agressores não foram identificados. Os são-paulinos também se envolveram numa luta com santistas sem vítimas fatais.

Enquanto a diretoria do Santos admite colaborar com as organizadas, a do Palmeiras está rompida com elas e cortou os benefícios. Por sua vez, as direções de São Paulo e Corinthians negam darem auxílio. Porém, Mário Gobbi, presidente corintiano, aceitou receber torcedores uniformizados que pediam a demissão de Mano Menezes. Isso depois de organizadas do clube protestarem no CT do time. E também após o alvinegro ser punido com multa e perda de mando de um jogo por causa de briga entre uniformizadas do Corinthians em Itaquera.

Se os dirigentes não mudam de comportamento, as autoridades de segurança pública também não demonstram uma ação preventiva mais eficiente para evitar as brigas em dias de clássico como, por exemplo, testar jogos só com a torcida mandante.


Após desabafo, Cássio divide opiniões no Corinthians
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Perrone

Ídolo da torcida, Cássio virou um dos personagens centrais da crise corintiana após dizer que há jogadores que não estão preparados para atuar pelo clube. A declaração dividiu as opiniões sobre o goleiro no Parque São Jorge e gerou diferentes diagnósticos a respeito do vestiário alvinegro.

Parte dos conselheiros do clube alega que Cássio errou ao criticar os companheiros, principalmente por deixar a impressão de que atacou os mais jovens, justamente a turma mais carente de proteção. Mas há também a corrente que defende o goleiro. Esse grupo entende que ele só explodiu porque está cansado de se doar em campo por um time que teria sido mal montado pela diretoria e mal treinado por Mano Menezes.

Já para membros da comissão técnica, Cássio falou a verdade sobre a falta de qualidade de alguns colegas. Embora reprovem a atitude do atleta de lavar roupa suja em público, eles acreditam que o ataque do goleiro a outros atletas serve como defesa para o trabalho do técnico, que estaria fazendo o melhor que pode com o elenco que tem. Essa análise é contestada por uma ala da diretoria. A justificativa é de que de todos os pedidos de Mano só a contratação de Nilmar não foi atendida. Assim, o treinador não pode reclamar, pois escolheu os reforços, ainda que dentro das limitações financeiras do clube.

Além do desabafo de Cássio, as idas do goleiro ao ataque contra o Botafogo e o Atlético-MG também geram interpretações no Parque São Jorge. Para parte dos conselheiros é uma demonstração de que ele não confia mais no técnico, por isso foi desobediente. Mano havia proibido Cássio de atacar na derrota para o Flamengo, no Maracanã.

No entanto, a explicação na comissão técnica é de que não houve desobediência, pois Mano autorizou que ele tentasse o gol nos dois últimos jogos, o que não deu certo.

Apesar da polêmica que gerou, Cássio continua em alta com conselheiros e dirigentes. Só o goleiro e Guerrero do elenco atual recebem elogios, assim como acontece na maior parte da torcida.


Vaga na Libertadores vale prêmio de R$ 1,2 milhão para Mano
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Perrone

Eliminado da Copa do Brasil e distante do Cruzeiro, líder do Brasileiro, o Corinthians pega o Internacional, domingo, de olho no que sobrou nesta temporada: a vaga na Libertadores. Para Mano Menezes, alcançar esse feito representa engordar sua conta bancária em R$ 1,2 milhão, além de recuperar um pouco do prestígio perdido. Esse é o valor do prêmio oferecido pela diretoria para que ele coloque o time no torneio internacional.

A quantia, acertada quando o treinador foi contratado, corresponde à cerca de dois meses de salário do técnico, que recebe por volta de R$ 600 mil mensais. Dois dirigentes confirmaram ao blog o valor da premiação, apesar de a assessoria de imprensa do Corinthians negar que o treinador tenha assegurado um bônus só para ele em caso de classificação.

O prêmio vale apenas se a equipe conseguir diretamente um lugar na fase de grupos do torneio continental. Ir para a pré-Libertadores não dá direito à bonificação.

Se vencesse a Copa do Brasil, Mano embolsaria R$ 1,2 milhão, pois o título também assegura a participação na principal competição sul-americana. Nesse caso, a cláusula que garante o prêmio pela vaga conquistada durante o Nacional ficaria sem efeito.

Jogar a Libertadores é considerado vital para os dirigentes, não só pelas cotas de TV e prêmios distribuídos, mas muito pela renda dos jogos. A participação na elite sul-americana é vista como a grande chance de, enfim, lotar até os setores mais caros do Itaquerão. Ainda sem vender os naming rights da arena, a bilheteria é fundamental para pagar a conta da obra. Isso explica o caprichado incentivo oferecido a Mano pela conquista da vaga.


Se com Dilma está ruim para a CBF, com Aécio pode piorar
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Caso Dilma Rousseff seja reeleita presidente da República, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero vão continuar como estão: distantes do primeiro escalão do Governo Federal.

E se der Aécio Neves no segundo turno? Marin protagonizou uma homenagem ao senador do PSDB no Mineirão em 2013. E no último sábado o site da CBF divulgou que o candidato tucano à presidência telefonou duas vezes para o cartola. Um telefonema foi para desejar boa sorte à seleção brasileira, e o outro teve o intuito de parabenizar o time pela vitória no amistoso com a Argentina. Tais fatos sugerem que o atual presidente da confederação e Del Nero, seu sucessor a partir de abril, terão mais trânsito no Palácio do Planalto se Aécio bater Dilma. Mas não é bem assim.

Ainda que o candidato de oposição à presidência seja afável com os dois dirigentes, ele é apoiado por um pelotão de críticos e desafetos de Marin e Del Nero. Entre eles estão Ronaldo, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o deputado federal Sílvio Torres (PSDB-SP) e Rodrigo Paiva, ex-diretor de comunicação da CBF. O tucano também tenta o apoio de Romário, um dos principais detratores da cúpula da CBF e eleito senador no Rio de Janeiro.

Parte dessa tropa tratou de minimizar as ligações de Aécio para Marin. O argumento é de que elas foram institucionais, para a seleção brasileira. Além disso, o senador ligava frequentemente com o mesmo intuito durante a Copa das Confederações e o Mundial. Nem sempre falava com Marin. Segundo gente com trânsito na CBF chegou a telefonar para Paiva a fim de falar com Felipão.

O ex-diretor de comunicação é amigo de Aécio há cerca de duas décadas. Ele foi demitido depois da Copa do Mundo após sofrer um longo e doloroso processo de fritura. Saiu magoado com Marin e Del Nero. Certamente não tem coisas boas para falar da dupla a Aécio.

Paiva apresentou Ricardo Teixeira e Ronaldo ao tucano. O ex-jogador mergulhou na campanha do mineiro e há quem aposte que ele seja convidado para participar do governo, em caso de vitória de Aécio. Durante sua participação no COL (Comitê Organizador Local da Copa), o Fenômeno se distanciou de Marin e Del Nero, ficando ao lado de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa.

Se Ronaldo tem uma longa amizade com Aécio como lastro, Romário conta com o peso de mais de 4,6 milhões de votos que o levaram ao Senado. Seu partido, o PSB, já manifestou apoio ao candidato tucano. O ex-atacante, porém, ainda avalia se segue o mesmo caminho ou opta por ficar neutro.  Uma de suas prioridades é instalar a CPI da CBF.

Não seria a primeira investigação desse tipo enfrentada pela entidade. Em 2001, Sílvio Torres (PSDB-SP) foi relator da CPI da Nike na Câmara. Ele acaba de ser eleito deputado federal pelo partido de Aécio, assim como Álvaro Dias, reeleito para o Senado. Também em 2001, Dias presidiu a CPI do Futebol, que investigou a CBF.

Nesse cenário, caso seja eleito e se aproxime dos chefes da CBF, o mineiro irá desagradar uma legião de aliados.

Enquanto ao lado de Aécio há essa tropa contrária a Marin e Del Nero, no PT de Dilma está o agora deputado federal Andrés Sacnhez, o mais votado pelo partido do governo em São Paulo. Ele saiu da confederação com a certeza de que foi traído pela dupla e já faz forte oposição aos dois cartolas.

Assim, seja o próximo governo tucano ou petista, a previsão é de trovoadas na política para Marin e Del Nero. A bancada da bola, que conta com Vicente Cândido (PT-SP), reeleito deputado federal e sócio de Del Nero num escritório de advocacia, vai precisar de muito para-raio para proteger a dupla.


Comparação de atletas entre Tite e sucessor atrapalhou Mano no Corinthians
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Perrone

Logo após a eliminação do Corinthians no Campeonato Paulista de 2014, a direção do clube foi informada por um membro fixo da comissão técnica de que um grupo de jogadores não estava se adaptando ao estilo de Mano Menezes. Eram alguns dos atletas remanescentes do time campeão mundial e da Libertadores em 2012. Eles estranhavam as diferenças de comportamento e métodos de trabalho entre o atual treinador e Tite. Assim, o vestiário não estava em harmonia.

Na ocasião, a cúpula alvinegra avaliou ser uma situação normal em início de trabalho. Porém, após a eliminação na Copa do Brasil diante do Atlético-MG, cartola que acompanhou aquele episódio disse ao blog que algumas diferenças não foram superadas. Segundo ele, desde aquela época parte dos veteranos se incomoda com o estilo de Mano, mais durão do que Tite, considerado paizão.

Por esse relato, os incomodados identificam doses de soberba e ironia em Mano no trato com atletas que ganharam alguns dos principais títulos da história alvinegra.

Após seus dois primeiros jogos no retorno ao clube, por exemplo, Mano cobrou os jogadores até para mudarem o hábito de começarem a almoçar em momentos diferentes na concentração. Estabeleceu que todos deveriam ir para a mesa simultaneamente.

Além do temperamento de Mano, a carga de treinamento imposta por ele foi considerada mais puxada do que nos tempos do ex-treinador na opinião de alguns dos ex-comandados de Tite. Havia resistência em abandonar o sistema de trabalho que levou o elenco a triunfos históricos, apesar do fracasso no Brasileiro de 2013. Por sua vez, a diretoria avaliava que a maioria dos jogadores estava acomodada, por isso aplaudia o novo técnico.

O blog apurou que Guerrero, autor do gol do título mundial contra o Chelsea, teve uma fase crítica de descontentamento no primeiro semestre por ter sido colocado na reserva.

A análise de que o estilo de Mano ainda é indigesto para alguns dos atletas que triunfaram com Tite não é compartilhada por todos na diretoria. Existem os que confirmam o problema no início, mas entendem que eles foram superados. Principalmente com as saídas de alguns dos atletas com dificuldades para se adaptar ao estilo de Mano, como Douglas e Sheik.

Quem considera o problema resolvido diz que quando as lesões musculares rarearam e o time chegou a brigar pela liderança do Brasileiro os “órfãos” de Tite se desarmaram em relação às práticas de Mano.