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Por que o Corinthians barateou seus camarotes? Diretor explica
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Em entrevista ao blog, o diretor de marketing do Corinthians, Marcelo Passos, explicou os motivos para o clube cobrar menos do que planejava pelos camarotes de sua arena. Contou também que só em um dia vendeu 20 desses espaços. Falou ainda das dificuldades para negociar os naming rights do estádio, da busca por mais patrocínios na camisa e da operação para manter Guerrero. Confira abaixo.

Como foi o evento para a comercialização dos camarotes antes do jogo com o San Lorenzo?

Do ponto de vista de frequentadores, foi uma surpresa. Esperávamos 500 pessoas, foram 900.

Quantos camarotes foram vendidos?

Como começaram a sair algumas notas na imprensa, muita gente ligou no dia do evento, de manhã e à tarde. Então, só durante o dia foram negociados 12. À noite, foram mais oito. De 89, foram negociados 20. É um número muito bom. Não podemos deixar de comemorar, mas também não podemos criar uma expectativa muito alta porque tinha muita gente com a expetativa reprimida em relação a ter um camarote. Essas pessoas fecharam rapidamente o negócio, mas não temos como saber com qual velocidade vamos negociar os demais.

Quanto o clube já arrecadou com esses 20 camarotes?

Não posso dizer porque não estou com os dados aqui.

Enquanto estava no projeto, Luis Paulo Rosenberg (ex-vice-presidente do Corinthians) planejava alugar os camarotes por R$ 500 mil anuais. Vocês estão negociando por preços que variam entre R$ 340 mil e um pouco menos de R$ 500 mil. Por que reduziram os preços?

Os preços vão até R$ 470 mil, acho. Não sei como o Rosenberg chegou nesse número (R$ 500 mil), mas é o mercado que regula o preço. Procuramos fazer um negócio confortável para o clube e para quem adquire o camarote. Percebemos que o cara faz conta e vê que vale a pena. Eu poderia colocar a R$ 500 mil, ter dificuldades para vender, acabar dando desconto e depreciar o produto. A gente prefere sair com um preço mais firme, regulado.

Mas o clube vai arrecadar menos do que projetado. Isso não dificultará o pagamento da obra?

Não, estou trabalhando dentro dos valores que o pessoal que cuida da arena me passou que eram viáveis.

Entre os projetos do Rosenberg estavam a venda de pacotes para a temporada inteira e o direito de o torcedor revender o ingresso que não for usar por meio do clube. Isso foi abandonado?

Não. Vamos fazer as duas coisas, mas numa segunda etapa. Ainda não sabemos quando.

Vocês reduziram o preço dos naming rights também?

Vou ser direto e reto: não acho caro o que pedimos. Não acho caro também o que pedimos para o patrocínio na manga: R$ 10 milhões por ano. Nossa manga vale isso, assim como a do Santos vale o que eles pedem, e a do São Paulo também. O momento econômico é complicado, todo mundo está assustado com uma possível recessão. As empresas estão segurando investimentos. Pra pegar R$ 400 milhões, R$ 500 milhões no naming rights fica difícil. O valor é alto, o prazo de duração do contrato é longo e poucos executivos têm autonomia para assinar um contrato desses nesse momento. Não podemos ter pressa para fechar. Se abaixarmos o preço para fechar logo podemos depreciar o nosso produto. Também temos que ter calma para nenhum dos lados fazer besteira. Precisamos ser pacientes.

Pelo jeito, a venda dos naming rights do estádio não vai acontecer logo.

Não acho que isso vá acontecer rapidamente. Pra sair mais rápido, só se for com a que o Andrés está negociando faz tempo ( a companhia aérea Emirates). Estamos conversando com mais três empresas, mas acho que não é coisa rápida. E não vou estipular um prazo pra fechar porque seria chute.

E o patrocínio da manga da camisa?

Temos algumas coisas, mas não posso dar detalhes.

Parece que virou obsessão no Corinthians superar o Palmeiras no número de sócios-torcedores. Você se sente pressionado a conseguir isso?

Não me sinto porque o estádio já está cheio, temos 95% de ocupação. Não é uma pressão, é uma oportunidade de aumentar o número de sócios-torcedores. Dê uma olhada nas redes sociais, você vai ver quilos e quilos de torcedores querendo participar mais, ajudar, ter uma experiência perto do time. Pro clube é bacana porque gera mais receita. Superar o Inter, passar o Palmeiras, se distanciar do Santos não enche barriga, então não tem pressão. Precisamos é criar um círculo virtuoso, ter um time forte, gerar mais receitas e manter a equipe forte. Então a pressão é por resultados, para ter um time bom. Agora, como torcedor, eu quero passar o Palmeiras, o Inter, o Benfica, quero ser o número um do mundo. Como diretor de marketing, vejo as coisas de uma maneira técnica.

Você também trabalha para conseguir um patrocinador que garanta a permanência do Guerrero? Acha que ele tem potencial para atrair patrocinadores?

Potencial ele tem. Agora, eu trabalho para o Corinthians. O Guerrero é, podemos dizer, um patrimônio do Corinthians. Só que meu trabalho é primeiro para gerar recursos para saldar a dívida do clube com direitos de imagem dos jogadores. Depois, vai ser para segurar o Guerrero. O Corinthians não vai renovar com o Guerrero antes de pagar as dívidas com os atletas. O presidente [Roberto de Andrade] me pediu para priorizar a venda de patrocínio no ombro e nas mangas da camisa e a reestruturação do Fiel Torcedor. Quando acertarmos com os jogadores, se tiver oportunidade, vou pensar na operação Guerrero.


São Paulo já antecipou R$ 10 milhões de contrato com novo fornecedor
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O contrato do São Paulo com a Under Armour começa a valer em maio, mas, apertado financeiramente, o clube já antecipou R$ 10 milhões que teria direito a receber. O dinheiro foi entregue pela nova fornecedora de material esportiva em dezembro, junto com mais cerca de R$ 6 milhões pagos a título de luvas, que não contam como antecipação.

A quantia recebida com cinco meses de antecedência será descontada pela empresa anualmente, sem juros, segundo a direção do São Paulo.

Procurada pelo blog, a Penalty, de saída do clube, informou que o parceiro estava livre para negociar com outro fornecedor desde que o distrato foi assinado entre as partes, no início de dezembro. Assim, como sustenta a direção são-paulina, não houve irregularidade no fato de o clube receber dinheiro de um concorrente enquanto ainda vestia Penalty.

Pelo trato com a Under Armour, vão entrar nos cofres do São Paulo R$ 80 milhões em cinco anos. Porém, os uniformes fornecidos elevam o valor do acordo para cerca de R$ 131 milhões.

 


Federação Paulista negocia aluguel de camarotes na Arena Corinthians
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A Federação Paulista de Futebol é uma das primeiras interessadas em adquirir camarotes na Arena Corinthians. A entidade procurou o clube para saber o preço do aluguel de dois espaços, que se transformariam num só.

A negociação é tocada por Reinaldo Carneiro Bastos, que já aparece no site da FPF como presidente, no lugar de Marco Polo Del Nero, agora chefe na CBF.

O fato de Reinaldo estar no comando da entidade estadual ajuda no diálogo entre as duas partes, já que ele tem bom relacionamento com Andrés Sanchez, desafeto de Del Nero. A federação recebeu a tabela de preços e ficou de procurar o clube novamente.

Nesta quinta, antes da partida contra o San Lorenzo, o Corinthians faz um evento no estádio para promover a comercialização dos camarotes e outras propriedades do local. A operação, porém, acontece sem a participação de Luis Paulo Rosenberg, ex-vice alvinegro e um dos principais idealizadores do projeto comercial do estádio.

Enquanto o Corinthians, finalmente, tenta alavancar os negócios na arena, Rosenberg se preocupa em como reerguer a Portuguesa, clube que o convidou para ser consultor de marketing. “Ainda estamos trabalhando para colocar o projeto em pé”, disse o cartola ao blog, sobre os planos para a Lusa.

 


Del Nero conquista cartolas nacionais. Falta conquistar os da Fifa e Dilma
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O chefe chega, cumprimenta friamente os funcionários, nota quem não está no local de trabalho e faz com que sua observação seja notada. Já em outra sala, continua objetivo, mas é acessível e solícito com os presidentes de federações estaduais, seus eleitores.

De acordo com quem já trabalhou com ele e segundo dirigentes de entidades estaduais ouvidos pelo blog, assim é Marco Polo Del Nero, que assume hoje a presidência da CBF.

“Del Nero e Marin conseguem resolver rapidamente os problemas das federações. Antigamente, a burocracia era maior. Agora, o que o Del Nero não pode solucionar ele encaminha e consegue a resposta rapidamente. Foi assim quando pedimos que a Copa do Nordeste desse uma vaga na Sul-Americana. Ele disse que conseguiria, e logo conseguiu”. O relato é de Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana e ex-opositor de Del Nero.

Banquete

No papel de vice da confederação, mas considerado como o presidente de fato pela maioria dos dirigentes nacionais, Del Nero aniquilou a oposição, que já era pequena.

O jeito atencioso é só uma das armas usadas pelo cartola para minar as resistências. Nenhum presidente de federação admite, mas claro que a melhoria nos mimos oferecidos a eles pela confederação ajudou a aumentar a popularidade de Marco Polo. A começar pelo aumento nas verbas repassadas às entidades estaduais.

As festividades de posse indicam como Del Nero e Marin têm tratado os demais cartolas. Os convidados já começaram a chegar na quarta-feira ao Rio, com praticamente tudo pago, incluindo despesas de acompanhantes, e podem deixar a cidade na sexta. Isso já acontecia na era Teixeira, mas a qualidade da boca livre melhorou. O jantar de ontem, por exemplo, foi marcado para o restaurante Duo, na Barra, mais requintado dos que o ex-presidente costumava reservar.

Mas, se no tratamento dispensado às federações Del Nero já goleia Teixeira, no quesito influência na Fifa ele perde. Um dos desafios do novo chefão da CBF é ser mais ouvido na federação internacional para, principalmente, defender os interesses da seleção brasileira.

Membro da delegação do time nacional no Mundial do ano passado e que pediu para não ser identificado, disse ao blog que solicitações como mudanças na programação de treinamento da seleção, por exemplo, não foram atendidas. Del Nero também é criticado nos bastidores por supostamente não ter o mesmo trânsito que RT tinha junto à arbitragem, já que foi vice-presidente do órgão da Fifa que cuida dos juízes.

O recente pito dado pela entidade internacional na FPF, comandada até esta quinta por Del Nero, mostra essa falta de articulação. A federação estadual precisou cancelar o contrato com a patrocinadora do Palmeiras, a Crefisa, para bancar a arbitragem nos mata-matas do Paulista. Fosse o diálogo melhor, talvez o acordo nem tivesse sido assinado, já que fere as regras da Fifa.

Del Nero é membro do Comitê Executivo da Federação Internacional, mas não fala inglês, o que certamente dificulta o relacionamento. A língua, no entanto, não pode ser considerada a culpada para outra comunicação ruidosa enfrentada pelo poderoso dirigente. Ele não consegue se aproximar de Dilma Rousseff. Nem o fato de ter escalado um político profissional (Walter Feldman) para ser secretário-geral da Confederação Brasileira, e de ter como sócio Vicente Cândido, deputado federal petista, fez com que ele se aproximasse da presidente.

Feldman é um dos integrantes da turma de paulistas que começou invadir a praia carioca na CBF ainda na administração de Marin. Isso enquanto funcionários e cartolas da era Teixeira eram varridos do prédio, aos poucos.

O secretário-geral e outros cartolas, como Rogério Caboclo, diretor financeiro, vão aparecer nas entrevistas provavelmente com mais frequência do que o presidente, servindo de escudo para ele. E a reação dos dirigentes de clubes cariocas ao domínio do sotaque paulista na entidade instalada no Rio é uma incógnita.

Com Rubens Lopes, presidente da Federação do Rio, Del Nero hoje mantém boa relação, indício de afinação com Eurico Miranda. O vascaíno é aliado do comandante da Ferj.

Investigação da PF em curso

Desafios, porém, não costumam assustar o namorador cartola, que parece ter sete vidas. Ele já superou momentos pra lá de críticos. Em 1976, chegou a ser indiciado sob a acusação de receptação, como revelou o Blog do Rodrigo Mattos.

Na ocasião, atuando como advogado, defendia um acusado de assalto a mão armada e estava com veículo que teria sido comprado por seu cliente com dinheiro obtido por meio de crime. O carro seria vendido para que Del Nero recebesse seus honorários. “A decisão foi de absolvição em única instância”, lembrou o dirigente ao blog.

Em 2006, ele era chefe da delegação da seleção brasileira marcada pela bagunça na fase de preparação em Weggis, na Suíça. Saiu sem um arranhão, pois seu nome quase nunca foi citado na imprensa como um dos que poderiam ter evitado a algazarra.

Também escapou de ver o projeto de presidir a CBF ruir com a derrota brasileira por  7 a 1 para a Alemanha graças a uma manobra que antecipou a eleição para antes do Mundial, evitando respingos do fracasso em sua candidatura. “Ele cria as condições para alcançar seus objetivos. Admiro pessoas assim. Quando era presidente do TJD já dava para ver que tinha ambição de presidir a Federação Paulista'', disse Carlos Bernardo Facchina Nunes, ex-presidente do Palmeiras.

No comando da FPF, Del Nero protagonizou o caso Madonna, em 2008, pelo qual cumpriu suspensão de 90 dias e depois foi absolvido pelo STJD por levantar suspeita de tentativa de suborno a Wagner Tardelli, juiz de Goiás x São Paulo na última rodada do Brasileirão. O envelope suspeito não teria dinheiro, mas ingressos para um show de Madonna no Morumbi. Nenhuma manobra para manipular a arbitragem foi provada.

Há ainda a operação Durkheim, na qual Del Nero teve computador apreendido pela Polícia Federal numa investigação sobre quebra ilegal de sigilo telefônico, bancário e fiscal. O dirigente alegou na ocasião que havia contratado detetives para investigar sua namorada à época, Carolina Galante, a única após seu casamento pela qual disse a amigos estar apaixonado.

O caso na PF não está encerrado. A assessoria de imprensa da Polícia Federal disse ao blog que o inquérito no qual Del Nero está envolvido ainda não foi relatado, pois faltam perícias em computadores apreendidos durante a operação.

Ao contrário do trabalho dos policiais, o romance com Carolina chegou ao fim, e o cartola passou a desfilar com jovens beldades. Não está nem aí para o que falam sobre a diferença de idade entre ele e elas. É uma demonstração do estilo “deixe que falem” a ser implantado pelo novo presidente da confederação. Ele toca os seus planos sem ligar para repercussões negativas.


São Paulo entrou no clima de futebol amador no Uruguai
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O estádio parecia de time amador. A equipe do Danubio tem um elenco com pinta de semiprofissional e que joga como tal. Já o São Paulo vestiu uma camisa improvisada para ostentar o patrocínio da Copa Airlines. Ficou estranho, jeitão de uniforme amador.

E não é que a atmosfera amadora parece ter contaminado o clube do Morumbi? É injustificável o futebol apresentado nesta quarta por uma equipe que tem gente do calibre de Rogério Ceni, Alexandre Pato, Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano. O último ainda jogou depois de ouvir Carlos Miguel Aidar abrir a porta da rua para ele.

Sorte do São Paulo que Michel Bastos destoou do clima de várzea e ajudou a livrar seu time de ser o único do grupo a não vencer o Danubio até aqui. Mas o futebol apresentando no 2 a 1 é de tirar o sono do torcedor são-paulino.

 


São Paulo tem mudança na diretoria financeira pela terceira vez no ano
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Pela terceira vez em 2015, o São Paulo sofre mudança em sua diretoria financeira. Ricardo Haddad, que ocupava o posto, anunciou em reunião da direção, na última segunda, que deixa o cargo por motivos particulares. Por enquanto, Osvaldo Vieira de Abreu, que comandava a pasta e em janeiro havia sido promovido para a vice-presidência de administração e finanças, acumulará a função.

O clube passa por uma grave crise financeira e apresentou déficit operacional de aproximadamente R$ 54 milhões em 2014. Porém, Haddad disse ao blog que sua saída não tem a ver com as dificuldades provocadas pela falta de dinheiro e nem com a política tricolor.

“Tenho um problema de saúde na família e não terei todo o tempo necessário para cuidar do departamento financeiro'', afirmou o ex-diretor. “Aos poucos, o São Paulo vai sair dessa situação. Você paga atrasado, mas paga, e vai saindo'', completou o ex-dirigente.

Em janeiro, Carlos Miguel Aidar havia anunciado uma série de mudanças na diretoria, acomodando cartolas da oposição. Assim, conseguiu se fortalecer para a batalha com seu ex-aliado Juvenal Juvêncio.

Haddad, que era um forte nome da oposição, foi, então nomeado para a diretoria administrativa. Porém, logo trocou de cargo com José Alberto Rodrigues dos Santos, que fora anunciado no departamento de finanças.

O cartola também negou que seu afastamento tenha a ver com uma suposta influência de Abreu no departamento, alegando ter autonomia para tomar suas decisões.

Ele ainda identificou o maior problema são-paulino atualmente: os juros bancários. “Pagamos cerca de R$ 2,7 milhões de juros por mês. Isso, anualmente, dá mais do que o valor pago por um patrocinador principal'', declarou.

 


Acordo com empresa aérea rende cerca de R$ 3 milhões ao São Paulo
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O acordo que o São Paulo anunciará nesta quarta com a Copa Airlines renderá ao clube cerca de R$ 3 milhões em um ano, tempo do contrato de patrocínio, conforme apurou o blog. O valor não foi divulgado oficialmente.

A marca da empresa aérea estará na camisa do time apenas nesta quarta, no Uruguai, na partida contra o Danubio, pois o restante do trato envolve espaço no site e nos perfis são-paulinos nas redes sociais. O patrocinador também terá um camarote no Morumbi.

Por sua vez, o São Paulo vai ganhar espaço em três aeronaves da parceira, com direito a adesivos e vídeos do clube, além de passagens aéreas.

No jogo pela Libertadores, além de estampar o nome da companhia, a camisa são-paulina continuará divulgando o programa de sócio-torcedor do clube, que sofre financeiramente sem um patrocinador principal.

 


Por dinheiro público, Corinthians veta parente de presidente em eleição
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O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou nesta segunda mudanças para adequar seu estatuto às exigências para que o clube possa continuar pleiteando dinheiro via lei de incentivo ao esporte.

A principal das alterações estabelece que “o cônjuge e os parentes consanguíneos e afins ou por adoção ficam impedidos de concorrer à sucessão do presidente”.

Outra mudança de adequação importante prevê que todos os contratos do Corinthians com o poder executivo federal e suas prestações de contas sejam disponibilizadas em um site devendo ficar disponíveis por pelo menos 180 dias.

Para ter validade, a decisão terá que ser aprovada pelos sócios em assembleia ainda sem data definida.

As alterações seriam mais radicais se o clube tivesse decidido se adequar à Medida Provisória que permite o refinanciamento das dívidas com o governo e prevê, por exemplo, limite das antecipações de receitas durante o mandato do presidente.

“Nós resolvemos tratar apenas da Lei de incentivo, porque a CBF e os clubes decidiram não aderir à MP. Se fizéssemos a adaptação agora, correríamos o risco de fazer alterações desnecessárias porque a medida provisória ainda vai receber emendas no Congresso Nacional e pode mudar”, disse ao blog Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo corintiano.

Pela lei de incentivo, empresas repassam aos clubes até 1% do dinheiro que seria repassado ao Governo Federal como Imposto de Renda. Pessoas físicas podem doar até 6%. As quantias só podem ser usadas nas categorias de base do futebol ou em esporte amadores.

Além das alterações no estatuto, as contas da gestão de Mário Gobbi foram aprovadas na reunião.


Santos e CBF são condenados a pagar R$ 50,1 mil a torcedor queimado
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Aos 17 anos, o santista Erick da Cruz Nascimento foi ao Pacaembu ver a final da Libertadores de 2011 entre seu time e o Peñarol, mas saiu do estádio com queimaduras de segundo e terceiro grau, além de uma fratura na região do joelho esquerdo. Quase quatro anos depois, marcado por várias cicatrizes, ele conseguiu em primeira instância indenização de R$ 50.171 a ser paga por CBF e Santos.

O drama de Erick começou quando ele estava no tobogã do estádio municipal. Sinalizadores foram lançados por torcedores e atingiram, acredite, uma caixa com mais sinalizadores, que estava perto dele. Queimado e com a fratura na perna, ele recebeu apenas gelo e compressa no ambulatório do Pacaembu, de acordo com os autos do processo.

Seu sofrimento continuou com cinco dias de internação para se recuperar das queimaduras espalhadas pelo corpo. Também foi necessária uma cirurgia no joelho.

Por conta de todo esse estrago, a sentença da 4ª Vara Cível do Fórum de Mauá determinou que a confederação e o clube paguem ao santista R$ 25 mil por danos morais, R$ 25 mil por danos estéticos, por causa das cicatrizes deixadas pelas queimaduras, e mais R$ 171 por danos materiais referentes a gastos com medicamentos. Cabe recurso.

Em sua defesa, o Santos alegou ausência de responsabilidade e de falha. Pediu ainda a inclusão da Itaú Seguros no processo, mas a Justiça entendeu que o contrato dela com a CBF não cobre os danos sofridos por Erick.

E a CBF, o que fez para se defender? Nada. Consta no processo que ela foi citada e nem se deu ao trabalho de responder.

“É inegável que houve má execução dos deveres laterais de segurança”, decretou a sentença. Ela aponta ainda defeito na prestação do serviço no ambulatório do Pacaembu e responsabiliza Santos e CBF pelos danos causado ao torcedor.


Mais irritada, direção do Palmeiras tenta enquadrar Valdivia com silêncio
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A diretoria do Palmeiras se irritou mais com os últimos episódios envolvendo a renovação de Valdivia.

Os dirigentes não gostaram de o pai do jogador faltar a uma reunião no começo da semana passada, alegando problemas com seu voo para o Brasil. Engoliram menos ainda o fato de jogador ter dito antes que ainda não tinha recebido proposta do clube. A oferta já havia sido apresentada.

Porém, os cartolas agora se esforçam para não responder em público a Valdivia e seu estafe. A estratégia é adotar o silêncio. Além de abafarem o caso, querem passar ao jogador a mensagem de que a direção tem mais o que fazer. Planejam mostrar que estão mais preocupados com o time todo do que com ele. E que não será o fim do mundo para o Palmeiras se o chileno não renovar. A conclusão é de que falar diariamente sobre o chileno aumenta sua importância.

Nesse contexto, a disposição dos palmeirenses de ceder a reivindicações do jogador e tornar mais suave o contrato de produtividade oferecido a ele diminuiu ainda mais.

A cúpula alviverde já estava incomodada porque num primeiro momento o atleta acenou que aceitaria receber conforme sua produção. Depois, criticou esse formato.

Valdivia deve saber que Paulo Nobre é daqueles caras que não esquece fácil o que considera um desaforo. É só lembrar como Alan Kardec deixou o clube por uma diferença pequena de dinheiro. Ou do desentendimento do presidente com Walter Torre, dono da construtora do Allianz Park.

Por sua vez, o estafe do jogador também decretou o fim das declarações públicas sobre o assunto até que o caso seja encerrado com a permanência do atleta ou sua saída do Palmeiras.