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Brasileiro começa com luta de atletas mais bem pagos do país contra crises
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Dono de um salário de cerca de R$ 700 mil mensais e em atrito com as torcidas organizadas do Fluminense, Fred deu o primeiro passo para sua recuperação ao marcar um gol e jogar bem neste sábado contra o Figueirense pela primeira rodada do Brasileirão. Assim como seu companheiro de ataque Rafael Sóbis, autor de um dos gols da vitória por 3 a 0 da equipe das Laranjeiras.

Feito semelhante ao da dupla tricolor é o que busca um punhado de jogadores que estão entre os mais caros do país e começam o Brasileirão em crise. Três atletas que juntos representam investimento de R$ 99,4 milhões para os clubes que os contrataram ilustram a situação. Eles são Leandro Damião (R$ 42,5 milhões), Ganso (R$ 16,4 milhões por 32% de seus direitos econômicos) e Pato (R$ 40,5 milhões). No Campeonato Paulista o trio de quase uma centena de milhões fez junto apenas seis gols, um a menos do que, por exemplo, Bady, do São Bernardo. Foram cinco gols de Damião e um de Ganso. Pato não atuou pelo São Paulo por já ter disputado cinco partidas como atleta do Corinthians. O atacante, que recebe R$ 800 mil mensais, não marcou gols por seu ex-time no Estadual deste ano e por pouco não foi agredido por torcedores que invadiram o CT Joaquim Grava.

Dos três, a situação mais incômoda é a de Damião, criticado por conselheiros e torcedores do Santos. Eles querem o atacante na reserva para dar espaço a meninos como Gabriel e Geuvânio, autores de sete gols cada no Paulista. Entre os artilheiros do Santos, Damião ainda ficou atrás de Cícero (9 gols) e Thiago Ribeiro (6 gols).

Também entre os mais bem pagos do país, Kléber está em dívida com a torcida do Grêmio. Remunerado com pelo menos R$ 600 mil mensais, o Gladiador começou o ano falando em marcar mais gols do que na temporada passada. Porém, em fevereiro já enfrentava vaias da torcida. Uma cirurgia em março atrapalhou ainda mais seus planos de dar a volta por cima.

Em Belo Horizonte, o exemplo de medalhão em baixa é Ronaldinho Gaúcho. Em nove partidas pelo Atlético-MG neste ano ele fez apenas um gol e é criticado até por sua nova carreira musical. Torcedores reclamam de que ele estaria deixando o futebol em segundo plano. “Não tem nada a ver. Minha preocupação é só com o futebol”, disse Ronaldinho em entrevista dada recentemente sobre as cobranças.

Pressionado também está Emerson Sheik, reforço do Botafogo. Herói corintiano na conquista Libertadores, seu rendimento despencou desde o ano passado. Fora dos planos do técnico Mano Menezes, foi emprestado de graça ao Bota, numa negociação que gerou desconforto no alvinegro do Rio. Isso porque ele chega com um alto salário (R$ 500 mil mensais) num clube que tem dificuldades para pagar seus jogadores. O Corinthians vai bancar metade dos ganhos de Sheik, mas fará o pagamento integral para o atleta, recebendo R$ 250 mil do Botafogo. Assim, o atacante pode receber em dia, enquanto seus colegas sofrem com atrasos, situação nada saudável para o ambiente no clube. Pior ainda se Emerson não voltar a ser artilheiro.


Em dois anos, administração Marin na CBF acumula ao menos oito vexames
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Em dois anos, a administração José Maria Marin na CBF coleciona uma série de vexames. A maioria mostra como o cartola não está nem aí para o que os outros pensam. Leia abaixo, sem esquecer que o futuro presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, prometeu dar continuidade ao trabalho.

1 – Aumento

Pouco depois de assumir a presidência, na cara de pau, Marin aumentou seu próprio salário. A remuneração pulou de aproximadamente R$ 90 mil para cerca de R$ 160 mil.

2 – Assessor

O presidente criou o cargo de assessor especial para seu guru, Marco Polo Del Nero, que passou a ganhar aproximadamente R$ 130 mil mensais.

3 – Boca livre

Em maio de 2012, na véspera da assembleia que escolheria seu substituto como vice da CBF, Marin organizou um jantar para presidentes de federações. O cartola estava em campanha por Del Nero e enfrentava um grupo oposicionista. O encontro soou como ação eleitoreira.

4 – Voo da alegria

Em campanha pela eleição de Del Nero para a presidência da Confederação, Marin convidou todos os presidentes de federações, com direito a acompanhante, para assistirem ao jogo de abertura da Copa das Confederações, entre Brasil e Japão, em Brasília. O pacote dava direito a passagens aéreas e estadia em hotel cinco estrelas.

5 – Grampeado

Gravação disponibilizada no Youtube, em março de 2013, mostra voz que parece ser de Marin disparando críticas contra o ministro do Esporte. Aldo Rebelo é descrito como um político que não tem liberdade com a presidente Dilma Rousseff e pessoa com “raciocínio mais demorado”. Um mês depois, outra gravação com a mesma voz mostra o que seria a estratégia de Marin para convencer presidentes de federações a votar como ele quer nas assembleias da CBF.  “Tem até que dar de comer para os caras para não te agredirem “ e “tem que fazer o teatro na véspera” são algumas das afirmações registradas. A voz atribuída a Marin também fala que mandou comprar uísque e que marcou o encontro num restaurante mais fino do que a churrascaria que Ricardo Teixeira costumava usar. Nas duas ocasiões, a assessoria de imprensa de Marin disse que se tratava de manipulação grosseira de áudio e que o caso seria tratado como crime.

6 – Braços cruzados

Em 2013, a cúpula da CBF tratou com desprezo o movimento Bom Senso FC. Bateu boca com os líderes dos jogadores e passou a conviver com a ameaça de greve no final do Brasileiro do ano passado.  A pralisação continua me pauta.

7 – Medo da Copa?

No último dia 16, eleição na CBF elegeu Del Nero como presidente, mas ele só vai assumir o cargo no ano que vem. A esdrúxula situação é resultado de uma antecipação do pleito, que antes poderia acontecer entre outubro de 2014 e abril de 2015. A mudança, feita no fim da gestão de Ricardo Teixeira, evita, por exemplo, que Del Nero, perca votos em caso de fracasso da seleção na Copa do Mundo.

8 – Caso Lusa

Apesar de ter mecanismos para impedir que um atleta irregular entre em campo, Héverton, da Portuguesa, atuou suspenso na última rodada do Brasileirão. A falha provocou o rebaixamento da Lusa no STJD e abriu uma ameaça jurídica sem fim para o campeonato de 2014. O imbróglio teve lances como a um contrato de antecipação de receitas por parte da CBF que a Lusa acabou não assinando. Pela proposta, ela aceitaria disputar a Série B. O caso culminou com a Portuguesa deixando o campo antes de sua estreia na segunda divisão, nesta sexta, contra o Joinville, escoarada em liminar obtida por um torcedor, num dos maiores vexames da história do Nacional.


Aidar decide tentar mudar estatuto por cobertura do Morumbi
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Carlos Miguel Aidar, novo presidente do São Paulo, decidiu que irá propor mudança do estatuto do clube a fim de aprovar o projeto de cobertura do Morumbi. “Agora não tem mais o que fazer, vou reformar o estatuto e pronto. A decisão já está na minha cabeça e vou conversar com a minha diretoria assim que ela estivar toda nomeada para acertar tudo”, disse o dirigente ao blog.

A ideia é alterar a regra que exige quórum de 75% dos conselheiros em reunião para dar sinal verde ao projeto. A aprovação passaria a ser possível com 50% do conselho mais um conselheiro, condição que, em tese, a direção atinge com facilidade.  A estratégia já tinha sido cogitada por Juvenal Juvêncio no ano passado, após a oposição boicotar a primeira reunião sobre a reforma no estádio. Na última quarta, Kalil Rocha Abdalla, candidato de oposição, retirou sua candidatura, permitindo novo boicote. A cobertura seria votada  na mesma reunião da eleição. A obra inclui também dois estacionamentos e uma arena interna para shows.

No entendimento dos situacionistas, para a reunião de alteração estatutária vale o artigo 60 do estatuto. Ele prevê quórum de 40 conselheiros.

“Concordamos com o teor [jurídico], não há irregularidades. Mas há o que debater e trocar. O estacionamento onde está não achamos que é bom. Eles perderam a chance de fazer uma coisa bonita. Poderiam fazer só a eleição num dia. Em seguida, o Aidar diria: ‘na próxima semana vamos fazer uma plenária, fazer um debate e na outra semana a gente vota’. Acabou, se o cara não for votar é sacanagem. Mas, como sempre, tentaram empurrar goela abaixo. Eles querem colocar a oposição como vilã da história. Podem me colocar como vilão ou como protetor do patrimônio do clube”, disse o opositor Marco Aurélio Cunha  horas antes da eleição.

“A oposição do São Paulo é a oligarquia do Paulistano [clube de elite da cidade]. Eles não aceitam perder porque foram mimados desde a infância. Passaram vergonha na eleição. Nós passamos, porque é frustrante você ir para uma eleição e não ter adversário. E foram dois anos e meio de trabalho jogados no lixo, ou você acha que os investidores vão ficar esperando?”, disse Fransciso Manssur, conselheiro da situação e principal idealizador do projeto.

Para os situacionistas, sem a cobertura, o Morumbi ficará em desvantagem em relação aos estádios de Corinthians e Palmeiras. Preocupa mais a arena alviverde, vista como concorrente em shows.


Por arena, Corinthians tenta aprovar em conselho financiamento de R$ 350 mi
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A diretoria do Corinthians marcou reunião do Conselho Deliberativo no próximo dia 26 a fim de pedir autorização para assinar um aditivo no contrato de construção do novo estádio do clube. A mudança aumenta o valor da contratação.

A ata recebida pelos conselheiros não fala de quanto será o aumento. Mas explica que a diretoria também pedirá aprovação para um financiamento bancário no valor de até R$ 350 milhões “a fim de fazer frente aos compromissos financeiros assumidos no âmbito da construção da Arena Corinthians”.

Em termos comparativos, R$ 350 milhões era o valor estipulado em 2010 para o estádio que o clube pretendia fazer, sem pretensão de receber a abertura da Copa do Mundo. Depois que o jogo inaugural entrou nos planos, o orçamento pulou para R$ 820 milhões. Hoje, a previsão de custo passa de R$ 1 bilhão.

Além do valor do novo empréstimo, chama atenção o local escolhido para a reunião do conselho: o próprio estádio. Normalmente, as sessões são no Parque São Jorge. Para parte dos conselheiros, a mudança tem como objetivo impressioná-los com as instalações da arena antes de tomarem uma decisão.

Andrés Sanchez, responsável pelo estádio corintiano, não fala com o blog, por isso não foi ouvido sobre o assunto. Abaixo, veja cópia da ata da reunião.

Reprodução

 


Como presidente do SPFC, Aidar promete manter distância de Muricy
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Como presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar pretende falar o mínimo possível com o técnico Muricy Ramalho. E quando tiver que falar, vai exigir a presença de seu vice-presidente de futebol, não anunciado até a publicação deste post.

“A única coisa que já está bem clara sobre o futebol é que as pessoas da comissão técnica não vão falar comigo. Só vão conversar comigo quando o vice de futebol estiver ao meu lado porque quero uma coisa mais participativa (em relação aos demais dirigentes). O Juvenal Juvêncio fala diretamente com o técnico. Respeito, mas não vou fazer isso”, disse Aidar ao blog.

Indagado sobre se acredita que o elenco atual precisa ser reformulado, ele disse que isso vai ser decidido numa conversa entre seu futuro vice e o treinador. Ele não participará da reunião. “Eu também não vou ensinar jogador a cabecear”, afirmou. A frase remete ao ex-presidente são-paulino José Augusto Basto Neto, que teria tentado ensinar a zaga da equipe a cabecear.

O estilo pregado por Aidar é oposto ao de Juvenal, que apoiou sua candidatura. JJ chegou a afastar da concentração o zagueiro Paulo Miranda, contrariando o técnico Emerson Leão.


Retirar candidatura é opção de opositor contra cobertura do Morumbi
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A eleição para a presidência do São Paulo nesta quarta pode ter apenas o situacionista Carlos Miguel Aidar como candidato. Nas últimas horas, a oposição discutiu intensamente a possibilidade de Kalili Rocha Abdalla desistir da disputa.

O opositor tem chances remotas de vencer e a desistência seria uma estratégia para que não fosse votado, também nesta quarta, o projeto para cobrir o Morumbi. A situação marcou a decisão sobre a cobertura para o mesmo dia da eleição presidencial para evitar um boicote da oposição, igual ao que ocorreu no ano passado.

Para haver votação do projeto da cobertura é necessário um quórum de 75% dos conselheiros. Então, se Kalil desistir da eleição para a presidência, os opositores não precisam aparecer na reunião do Conselho Deliberativo, dificultado que o número mínimo de presentes exigido pelo estatuto seja alcançado.

Mas a estratégia estudada divide opiniões na oposição. Um grupo, formado principalmente por conselheiros mais novos, eleitos no começo do mês, faz questão de aparecer e votar para presidente. Outra ala, com mais conselheiros veteranos, está indignada com o fato de as duas votações acontecerem no mesmo dia e defende a retirada da candidatura de Kalil e o consequente boicote.

Os opositores alegam que não viram todos os contratos sobre o projeto como uma das justificativas para não quererem decidir sobre a cobertura agora. A situação diz que eles viram os papéis pedidos.

Outra justificativa da oposição é de que os conselheiros eleitos recentemente precisam de tempo para estudar o assunto. Por sua vez, a diretoria alega que quem já viu os contratos deveria ter repassado as informações aos novatos.

Por fim, Kalil afirma que não há contrato para ser votado já que a Andrade Gutierrez que seria a parceira do clube desistiu da empreitada alegando desgaste provocado pela briga política. Para os situacionistas é possível votar o modelo de contrato discutido com a construtora, pois ele será referência para um novo acordo.

Se for para o voto, a oposição provavelmente perderá para a presidência e também na questão da cobertura. Isso porque já tinha minoria no Conselho Deliberativo, e elegeu 31 conselheiros contra 49 da situação no pleito entre os sócios.

E o grupo de Kalil ficou mais reduzido nesta semana. Segundo cabos eleitorais do opositor, 12 conselheiros abandonaram a oposição para apoiar Aidar.

Procurado pelo blog, o candidato da situação afirmou que 14 integrantes do grupo político Clube da Fé trocaram Kalil por ele. Aidar, porém, nega que tenha negociado cargo com os novos aliados, como suspeita a oposição.

O abandono virou argumento dos que querem que Kalil mantenha a candidatura. Levar a eleição até o fim deixaria escancarado que houve gente trocando de candidato às vésperas do pleito.


Copa tem até alambrado em praia para separar seleção estrangeira
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O Diário Oficial da União publicou nesta terça uma das ações mais inusitadas dos governantes para atender a seus parceiros na Copa do Mundo. A prefeitura de Vitória foi autorizada a colocar um alambrado numa pequena faixa de praia na Ilha do Boi, bairro da capital do Espirito Santo, impondo limite aos frequentadores do local público. A justificativa é proteger as seleções de Austrália e Camarões.

A aprovação foi dada pela Superintendência do Patrimônio da União no Espírito Santo, órgão ligado ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

De acordo com a portaria, a separação será instalada numa faixa de praia de aproximadamente 3 m x 3 m na divisa do Hotel Senac com a área pública. O texto afirma também que o objetivo é oferecer uma barreira física num acesso vulnerável ao hotel que receberá as seleções de Austrália e Camarões. Porém, segundo o Portal Brasil, do Governo Federal, os camaroneses não ficarão lá, mas no Hotel Sheraton da Praia do Canto, também em Vitória.

Ainda conforme a portaria, a instalação do alambrado garante a segurança das delegações, “o que é compromisso firmado entre Município, Estado e Governo Federal com a Fifa”. Mas a medida depende de aprovação de outros órgãos das três esferas de poder, especialmente da área ambiental.

A prefeitura tem até 30 dias após o Mundial para retirar a cerca do local.

Então, estamos combinados. Durante a Copa vale até cercar um pedacinho de praia para agradar à Fifa e às  seleções participantes.

 


Sete promessas não cumpridas no estádio do Corinthians
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A Odebrecht fez hoje a entrega das chaves do estádio do Corinthians ao clube num gesto simbólico, pois os trabalhos em Itaquera vão continuar. A cerimônia acontece fora do prazo estipulado, mas é só uma das metas não cumpridas em relação à arena. Foram pelo menos sete promessas não concretizadas. Veja abaixo:

1 – Entrega

Em seu site, a Odebrecht Arenas registrou que a obra seria entregue em dezembro de 2013. O cronograma foi prejudicado principalmente pelos acidentes que provocaram três mortes e interdições na obra.

Reprodução do site da Odebrecht Arenas com previsão de entrega do estádio do Corinthians para dezembro de 2013

Reprodução do site da Odebrecht Arenas com previsão de entrega do estádio do Corinthians para dezembro de 2013

2 – Inauguração

O plano era inaugurar o estádio em janeiro de 2014. O Corinthians já disputaria o Campeonato Paulista lá. Não deu, e a CBF marcou o primeiro jogo oficial para a arena é contra o Flamengo, no próximo dia 27, mas Andrés Sanchez disse nesta terça que a primeira partida será contra o Figueirense, em 17 de maio. Também de acordo com ele, talvez aconteça mais um jogo antes da Copa, contra o Atlético-PR. Só que o dirigente havia dito em 12 de março, para a Rádio Bandeirantes, que a arena receberia sete ou oito jogos antes do Mundial, sendo dois ou três deles eventos teste.

3 – Orçamento

Em reunião no Cori (Conselho de Orientação do Corinthians), em setembro de 2010, Luis Paulo Rosenberg, assegurou que o teto para o custo do estádio era de R$ 335 milhões. Depois, a estimativa passou a ser de R$ 820 milhões e agora já ultrapassou R$ 1 bilhão. Hoje vice-presidente do clube, mas afastado do projeto, Rosenberg, assim como os demais dirigentes alvinegros, culpa as exigências da Fifa pelo gasto acima do previsto. Rosenberg argumenta também que aquele custo se referia a um estádio sem pretensões de receber a abertura da Copa e que a arena entregue hoje tem quase o dobro de área construída em relação ao projeto apresentado ao Cori.

Cópia de ata de reunião no Conselho de Orientação do Corinthians em 9 de setembro de 2010

Cópia de ata de reunião no Conselho de Orientação do Corinthians em 9 de setembro de 2010

4 – Batismo

No dia 6 de fevereiro de 2012, em sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo, Andrés Sanchez disse que “depois que o novo presidente ganhar [a eleição no clube que aconteceu cinco dias após a declaração], em 30, 40 dias sai o naming rights”. Depois de mais de dois anos da promessa, o negócio ainda não saiu.

5 – Teste

O último planejamento apresentado pelo clube à Fifa previa um teste no estádio no próximo domingo. Seria uma festa para 20 mil torcedores com ex-jogadores em campo. Mas os alvarás necessários não foram obtidos e a cerimônia foi adiada para 10 de maio, com ex-atletas do clube se enfrentando. Se a documentação sair, no dia 26 de abril acontece um evento para 5 mil ciranças e no dia 1º de maio um jogo entre trabalhadores que participaram da obra diante de quase 10 mil pessoas.

6 –  Mão no bolso

A diretoria corintiana cansou de dizer para conselheiros do clube que não colocaria um centavo em obras exigidas pela Fifa se só fossem utilizadas durante a Copa do Mundo. Conseguiu se livrar das arquibancadas provisórias, bancadas pela Ambev numa ação do Governo do Estado.  Mas, recentemente, Andrés afirmou que o Corinthians vai pagar as estruturas complementares, com custo avaliado em R$ 60 milhões. São estruturas em volta do estádio, principalmente para as áreas de mídia e segurança. Elas serão desmontadas depois do Mundial.

7 – Petrobras

Também ao Cori, a diretoria afirmou que tentaria repassar os custos da remoção de dois dutos da Petrobras que passavam pelo terreno para a empresa. Porém, teve que se comprometer a bancar a despesa, avaliada em R$ 10 milhões, depois de o Ministério Público Federal se posicionar contra a companhia pagar a conta.


Técnico do Santos é criticado por tirar Damião antes de pênaltis
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No decorrer do Campeonato Paulista, Oswaldo de Oliveira foi alvo de queixas de conselheiros do Santos por manter Leandro Damião como titular. Mas,após a perda do título para o Ituano, houve uma inversão. O treinador é criticado justamente por ter tirado o atacante no segundo tempo, quando Gabriel entrou em seu lugar.

A reclamação é de que o técnico errou ao tirar um jogador experiente diante da iminência de uma disputa por pênaltis, que aconteceu e foi vencida pelo time do interior. “Ele acabou preservando o Damião e deixando os meninos na fogueira. Damião merecia ter saído no intervalo. Agora tirar aos 33 minutos do segundo tempo foi para proteger o Damião dos penais. Oswaldo de Oliveira é um Geninho repaginado”, disse Celso Leite, conselheiro da oposição santista. O blog não conseguiu localizar Oliveira pelo telefone.

Mas não são só os opositores que criticam a substituição. Também há entre os conselheiros alinhados com a diretoria quem se queixe de Damião não ter ficado em campo para cobrar um dos pênaltis.

Apesar das críticas contra o treinador, não existe risco de ele perder o emprego agora. Internamente, dirigentes só demonstram uma ponta de insatisfação por ele ter se queixado publicamente de o time não fazer uma das partidas da decisão na Vila Belmiro. Os jogadores também reclamaram, mas os dirigentes sustentam que não poderiam ir contra o regulamento da competição, que dá à Federação Paulista o direito de definir os locais das finais.


Tite e até atacante Souza ainda têm dinheiro a receber do Corinthians
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O balanço de 2013 do Corinthians mostra que o clube terminou 2013 com R$ 3.725.000 a pagar ao técnico Tite, que não teve seu contrato renovado em dezembro. Além dele, Souza, ex-atacante do alvinegro e que agora está no Vitória, aparece no documento com  R$ 2.563.000 a receber do clube.

Os valores são referentes à situação em 31 de dezembro do ano passado, mas dois dirigentes, que pediram para não serem identificados, afirmaram ao blog que Tite e Souza continuam credores do clube.

Segundo eles, a pendência com Tite é relativa a premiações que foram parceladas, apesar de estar registrada no balanço como direitos de imagem. Por meio de sua assessoria de imprensa, o treinador afirmou que não fala sobre questões financeiras.

Souza não foi localizado pelo blog por telefone. Ele não atua pelo Corinthians desde 2010 e rescindiu seu contrato no início de 2012 para seguir no Bahia, clube para o qual havia sido emprestado. Seu crédito também está anotado como direitos de imagem.

O blog tentou ouvir a versão oficial do Corinthians sobre os créditos em nome de Tite e Souza por meio do diretor de finanças, Raul Correa da Silva, mas não obteve sucesso.

Em dezembro do ano passado, também conforme o balanço corintiano, a Alexandre Pato tinha R$ 9 milhões a receber em direitos de imagem. E Emerson Sheik fazia jus a R$ 3.492.000.

Já em nome do atacante Elton, que só atuou pelo Corinthians durante cerca de oito meses em 2012 e está emprestado ao Al Nassr, da Arábia Saudita, aparece crédito de R$ 1.422.00 em direitos de imagem.