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Corinthians teve um “Pato” de déficit nos primeiros seis meses do ano
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O departamento financeiro do Corinthians previa chegar à metade de 2014 com superávit de R$ 4,1 milhões. Esse é o valor registrado no orçamento para este ano. Errou feio. De acordo com o balancete de junho, o mais recente, o alvinegro já acumulou déficit de R$ 41,3 milhões só nos primeiros seis meses. A quantia é semelhante ao montante desembolsado para contratar Alexandre Pato, que custou cerca de R$ 40 milhões e agora está emprestado ao São Paulo.

Quando o orçamento foi feito, o clube esperava fazer pelo menos uma grande venda para manter a rotina dos últimos anos de apresentar superávit. No orçamento está anotada uma receita de R$ 25 milhões em 2014 com a transferência de atletas. Foi pensando nessa verba que a direção de finanças calculou que o ano seria de um superávit de R$ 1,2 milhão.

A situação agora é crítica. O departamento financeiro pressiona a cúpula do futebol para gastar menos e negociar jogadores ou porcentagens deles.

Dos R$ 25 milhões em vendas previstos no orçamento alvinegro, a maior parte estava projetada para o segundo semestre. Nos seis primeiros meses do ano a previsão era de que entrassem nos cofres do clube R$ 12,5 milhões. A diferença até que não foi grande. Segundo o balancete de junho, o Corinthians recebeu R$ 10,7 milhões relativos a transferências.

O problema é que o clube gastou muito mais do que o planejado e arrecadou bem menos. Se o orçamento tivesse sido seguido à risca, o departamento de futebol teria arrecadado, descontados impostos, R$ 114,5 milhões até junho. Porém, os dados oficiais mostram que entraram nos cofres R$ 93,9 milhões. Só com patrocínios e publicidade, o departamento financeiro calculara que o faturamento até junho seria de R$ 37,6 milhões. Foi de R$ 29,3 milhões, pouco menos do que os R$ 30,1 milhões arrecadados nos primeiros seis meses de 2013.

Na outra ponta, as despesas operacionais do departamento de futebol, estimadas em R$ 94,5 milhões, foram de R$ 112,9 milhões até junho.

As diferenças entre os valores previstos e os registrados de fato é tanta que o Cori (Conselho de Orientação do Corinthians) recomendou ao vice-preisdente de finanças, Raul Corrêa da Silva, que faça uma revisão orçamentária e leve o documento para análise do Conselho Deliberativo.

Procurado pelo blog, Raul não quis dar entrevista. Porém, internamente, o dirigente tem dito a seus colegas de diretoria que o fato de existir um déficit de R$ 41,3 milhões não significa que esse valor é reflexo apenas de novas dívidas contraídas noss últimos seis meses. A quantia pode se referir também a gastos de anos anteriores, segundo essa justificativa.

 


Veja as marcas de improviso no estádio do Corinthians
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Inacabado, o estádio do Corinthians ainda não oferece 100% de conforto aos frequentadores. Ao mesmo tempo em que desfrutam de excelente visão do gramado e da comodidade de ter estações de trem e metrô coladas à arena, os torcedores corintianos ainda convivem com uma estrutura improvisada.

Como o blog noticiou na última quinta, o clube reclama do ritmo das obras da Odebrecht, que assegura estar dentro do cronograma e promete finalizar seus serviços em 31 de dezembro. Veja abaixo o cenário encontrado pelo torcedor no setor sul, um dos dois mais populares do estádio orçado em cerca de R$ 1 bilhão. O ingresso nessa área custa R$ 50 sem os descontos dados pelo programa de fidelidade.

 

 

Escada sem acabamento e com corrimão solto no setor sul

Escada sem acabamento e com corrimão solto no setor sul

 

Bar improvisado no setor sul

Bar improvisado no setor sul

 

 

Iluminação provisória em volta do estádio

Iluminação provisória em volta do estádio

Piso sem acabamento no setor sul

Piso sem acabamento no setor sul

Parte enferrujada da estrutra da arquibancada móvel do setor sul

Parte enferrujada da estrutra da arquibancada móvel  sul


Palmeiras repete time que caiu em desempenho e discurso
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Com a derrota para o Internacional, neste sábado, o Palmeiras acumulou 11 jogos perdidos no Brasileirão. É o time com maior número de resultados negativos na competição. Mas, diferentemente de outros anos, a torcida apoiou a equipe até o fim, como já havia feito em partidas recentes. Nada de vaias ou tentativas de agressão que fragilizaram o elenco no passado.

Se o comportamento da torcida não lembra as atitudes tomadas por parte dela em 2012, quando o alviverde foi rebaixado pela última vez, o desempenho do time cada vez mais se assemelha com o da equipe rebaixada. A comparação entre as duas performances ajuda a medir o risco da nova queda.

Em 18 jogos, faltando um para o final do primeiro turno, o Palmeiras atual registra a metade das 22 derrotas acumuladas pelo alviverde em 2012. Atualmente venceu cinco jogos. Em 2012 foram nove triunfos no campeonato inteiro.

A média de gols levados nas duas campanhas também é semelhante. Após a derrota para o Inter, o Palmeiras terminou o sábado com a pior defesa do Brasileirão: 24 gols tomados. Média de 1,3 por jogo. Em 2012, foram 54 bolas na rede alviverde em 38 partidas, ou 1,4 por apresentação. No ataque, a média de 2014 é pior do que a de 2012: 0,7 gol marcado por partida contra 1,02.

Não é só o desempenho das duas equipes que se assemelham. As justificativas para os maus resultados também são parecidas.

“Qualidade não, qualidade nós temos. Animicamente, sim. Levamos gols que se pode evitar. Isso mina a confiança, o time sofre. Reconheço o Inter como grande time, mas há gols que são evitáveis'', disse Ricardo Gareca ao comentar a derrota diante do Inter.

Em novembro de 2012, Gilson Kleina explicou assim o empate em 2 a 2 com o Botafogo: “O sentimento é de que se o Palmeiras não estivesse nessa situação golearia o Botafogo, com todo respeito. Não iria acelerar, não iria querer definir a qualquer momento, teria mais tranquilidade na última bola. Essa situação faz a gente perder um pouquinho de calma na hora do arremate''.

Ou seja, tanto na queda consumada como no atual risco de rebaixamento, a fragilidade emocional leva a culpa pelo fraco rendimento.


Clubes miram pay-per-view contra vantagem financeira de Fla e Corinthians
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Nesta sexta, a Globo ouviu novos pedidos para diminuir a diferença entre os pagamentos que faz para a dupla Flamengo e Corinthians e aos demais clubes da Série A. Só que o alvo agora é o dinheiro do pay-per-view, sistema pelo qual o torcedor paga para ter direito aos jogos.

Numa reunião com Marcelo Campos Pinto, em Porto Alegre, Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, sugeriu uma mudança na distribuição dessa verba que também agrada a outros times, principalmente pequenos e médios.

A Globo paga uma cota mínima por ano a cada clube referente ao pay-per-view, e a divisão do bolo é feita de acordo com um ranking que leva em consideração quem tem mais torcedores no programa. No final do ano, se o valor arrecado com a venda de assinatura supera a quantia total mínima, o excedente é dividido entre os clubes de acordo com o ranking.

A proposta de Andrade é que esse valor a mais seja dividido de maneira diferente, priorizando quem ganha menos conforme estabelecido pelo ranking. “Este ano, são aproximadamente R$ 280 milhões rateados pelo ranking. O que passasse desse valor, seria divido de uma forma que desse mais equilíbrio. Isso não é para agora, só colocamos em discussão”, disse Andrade ao blog. Ele já discute a proposta com outros dirigentes interessados.

“Com essa fórmula, é possível melhorar o que os outros times ganham sem mexer no dinheiro de Corinthians e Flamengo. Apenas a divisão da verba do crescimento seria alterada. Em vez de a receita deles crescer 30%, cresceria 10%, por exemplo”, completou o cartola do Coritiba, chefe da delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo e líder dos clubes na discussão sobre o refinanciamento das dívidas fiscais.

O dinheiro do pay-per-view chamou a atenção dos cartolas porque números apresentados pela Globo a eles mostram que, enquanto as vendas do sistema por assinatura sobem, a audiência na TV aberta cai.

Andrade argumentou com a Globo que, para a audiência aumentar, é preciso existir maior equilíbrio financeiro entre os clubes. Os pequenos e médios teriam times melhores e os jogos seriam mais atraentes.

Além do dirigente do Coxa, participaram da reunião de sexta com Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes, representantes de Grêmio, Internacional, Chapecoense e Criciúma. A emissora tem feito uma série de reuniões com pequenos grupos de clubes sob a alegação de querer entender as dificuldades dos times brasileiros.

A Globo não se posicionou sobre a nova proposta, mas sua postura tem sido de manter a distribuição de cotas atual em relação à TV aberta.


Corinthians pressiona e briga com construtora por causa do Itaquerão
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Cobertura incompleta faz torcedores que pagam caro tomarem chuva no Itaquerão

Cobertura incompleta faz torcedores que pagam caro tomarem chuva no Itaquerão

O Corinthians entrou em rota de colisão com a Odebrecht nos bastidores por causa das obras que ainda precisam ser feitas para completar o estádio do clube.

Oficialmente, as duas partes negam atrito. Porém, os responsáveis pela arena criticam o ritmo dos trabalhos e afirmam que do jeito que está eles não terminarão no prazo estipulado, 31 dezembro de 2014. Pelo menos uma recente reunião entre as duas partes teve cobranças fortes feitas pelo lado corintiano.

O clube tem pressa para poder explorar a arena inteira. Mais do que isso, gostaria de poder desfrutar de algumas das novas receitas antes do fim do ano. Assim, seus representantes pressionam a parceira para acelerar as obras. Querem que mais ações sejam feitas simultaneamente, não por etapas.

A maior parte do que ainda precisa ser realizado era incompatível com o que a Fifa exigia para a Copa do Mundo. Para complicar , nenhum trabalho pode impedir os jogos no local.

Colocar mais gente para trabalhar e antecipar algumas entregas custa caro. E a Odebrecht assegura que no ritmo atual conseguirá cumprir os prazos previstos. O contrato prevê multa em caso de atraso. A construtora nega existir lentidão.

Até tudo ficar pronto, os cofres do estádio engordam menos do que necessário para pagar uma obra de aproximadamente R$ 1 bilhão. A avaliação dos corintianos é de que a arena foi projetada para render R$ 300 milhões por ano, mas no estágio atual sua capacidade de faturamento definha pelo menos para R$ 200 milhões anuais.

Operários instalam revstimento em arco da cobertura da arena na tarde da última quinta

Operários instalam revestimento em arco da cobertura da arena na tarde da última quinta

Outro tormento para os alvinegros é saber que a Caixa, por contrato, pode afastar o Corinthians da operação do estádio. Isso em caso de inadimplência no financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. O clube depende exclusivamente do desempenho da arena para conseguir o dinheiro.

No último dia 18, o Corinthians divulgou em seu site uma nota que lista mais de 20 obras que ainda serão feitas. O clube, porém, não criticou a construtora ao relacionar os trabalhos.

Além da diminuição de receitas, enquanto a arena não estiver completa, a direção não pode afrouxar o preço dos ingressos, pois depende basicamente das receitas de bilheteria para manter sua casa. Mas, ao mesmo tempo, o Corinthians não consegue entregar um estádio à altura dos preços mais caros.

Um dos principais problemas é a falta de vidros nas pontas das coberturas. Sem eles, quem paga R$ 350 por um ingresso toma chuva, o que prejudica as vendas. Nas redes sociais, torcedores reclamam da falha.

Em nota ao blog, a assessoria do Corinthians para o estádio, que responde também pela Odebrecht em relação à obra, afirmou que “a fabricação dos vidros já está em andamento”. Declarou que a montagem deles na cobertura começa em outubro e termina em dezembro. Sobre as demais obras que ainda não terminaram, a assessoria disse que várias atividades estão em andamento e que todas as que estão sob responsabilidade da Odebrecht ficarão prontas até 31 de dezembro.

Clube aguarda retirada das arquibancadas provisórias para instalar teloes

Novos telões dependem de saída de arquibancadas móveis

Impossível calcular com precisão quanto o Corinthians deixa de embolsar por causa dos clientes abastados que fogem ou fugirão em dias de chuva. Mas existem outros casos mais palpáveis, como a receita com visitas guiadas ao estádio. A expectativa é de que elas gerem até R$ 40 milhões anuais. Mas só poderão começar quando a arena estiver completa. O clube também espera arrecadar R$ 95 milhões por ano com a venda de assentos especiais em camarotes e outras áreas vips que ainda não estão prontas.

Os representantes do Corinthians no estádio que acreditam que a obra não ficará pronta até dezembro argumentam também que sem a arena inteiramente viva é muito difícil vender propriedades, como naming rights e áreas vips. Sob a condição de anonimato, um deles disse ao blog que os clientes não aguentam mais a “conversinha” sobre o que o estádio terá. Querem ver de fato o que existe para comprar.

Mas o ritmo da Odebrecht não é o único que incomoda o estafe corintiano em Itaquera. Existe a queixa de que a retirada das arquibancadas provisórias demora mais do que o esperado. Depois de um avanço inicial, a operação no setor norte teria ficado praticamente parada.

Os corintianos alegam nos bastidores que o problema seria um acréscimo de R$ 6 milhões na conta do serviço a ser pago pela Ambev para a Fast Engenharia, encarregada da montagem e desmontagem das arquibancadas móveis.

Por sua vez, a Ambev assumiu a responsabilidade de pagar pelas arquibancadas provisórias, incialmente na conta do Governo do Estado. Sem elas, a abertura da Copa do Mundo não seria na cidade.

Indagada pelo blog, a assessoria de imprensa da Fast afirmou que não comenta “questões envolvendo seu contrato com a Ambev, uma vez que o documento possui cláusulas de confidencialidade”.

A assessoria de imprensa da Ambev declarou que “o contrato das arquibancadas temporárias com a Fast está em vigor” e que as “estruturas serão desmontadas conforme cronograma previamente estabelecido”. O prazo para a retirada termina em novembro, e os trabalhos não podem impedir o Corinthians de usar o estádio.

Placa alerta operários sobre risco de dutos da Petrobras no Itaquerão

Placa alerta operários para  dutos da Petrobras

Nesta quinta, do lado de fora da arena, era possível ver operários trabalhando na desmontagem do setor Sul, mas ainda há muito trabalho a ser feito. O estafe do Corinthians esperava que pelo menos um dos dois setores que têm as estruturas provisórias ficasse livre em setembro, pois existem obras a serem feitas nesses locais. Entre elas, estão as instalações dos telões do clube. Os atuais são alugados.

A assessoria de imprensa do Corinthians e da Odebrecht para o estádio nega que tenha havido diminuição no ritmo da retirada das arquibancadas provisórias e afirma que a operação está dentro do cronograma.

Também sobram disparos dos corintianos contra a Fifa. Reclamam que funcionários contratados pela entidade quebraram degraus de escada, danificaram portas e paredes, além de outros estragos, durante a montagem e desmontagem de equipamentos e mobílias usadas na Copa. A entidade se comprometeu a cobrir os prejuízos. Magoado, o clube nem usou a expressão “modo legado'', adotada pela Fifa, e preferiu “modo Corinthians'' em nota em seu site sobre como a arena ficará depois de pronta.

Veja abaixo o que ainda precisa ser feito no estádio corintiano de acordo com o site do clube.

 

 

Falta substituir placa metálica na área de visitantes por uma mais moderna

Falta substituir placa metálica na área de visitantes por uma mais moderna

Estacionamentos. No estacionamento principal, no  lado Oeste, haverá uma área para 30 mil pessoas e outra para 5 mil disponíveis para eventos e shows. No estacionamento do leste, existirá um espaço semelhante, com capacidade para 10 mil.

 Nove lounges vips.

 Restaurantes.               

 Bares.

 Dois centros de convenções.

 Instalação de escudos do Corinthians nas fachadas laterais do prédio Oeste (dos lados Sul e Norte) e atrás da fachada principal do Oeste, centralizado atrás do vidro curvo.

 Construção de quatro banheiros no setor leste.

 Construção de oito áreas vips no setor Oeste, incluindo áreas business.

 Quiosques de mercadorias.

 Lonas de revestimento nos arcos da cobertura dos setores Norte e Sul serão colocadas para que a estrutura metálica inferior não fique aparente.

 Vidros nas pontas da cobertura nos setores Leste e Oeste.

 Instalação de vidros para dividir os setores destinados à torcida do Corinthians.

 Instalação nova divisória para separar a torcida visitante. Não será mais metálica, será de policarbonato e móvel, podendo alterar o espaço destinado aos visitantes.

No hall de entrada do setor Oeste, serão montados 200 metros de estantes onde ficarão expostos troféus do Corinthians.

Áreas para cabines de rádio, TV e pontos para trabalho da imprensa.

 Instalação de pontos de iluminação nas áreas de acesso ao estádio.


Justiça não aceita penhorar 5% das receitas do Palmeiras. Diz que é pouco
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Para ter sua CND (Certidão Negativa de Débito), o Palmeiras entrou com uma ação na Justiça oferecendo a penhora de 5% de seu faturamento mensal como garantia de pagamento de uma dívida fiscal de R$ 16.863.347,33, antes mesmo de ela ser cobrada.

Porém, o pedido já foi recusado duas vezes pela Justiça. Na segunda decisão, proferida no dia 7 de agosto, o desembargador André Nabarrete alega que as receitas ofertadas não cobrem integralmente a dívida, que inclui a acusação de recolher impostos na fonte e não fazer o repasse para a União.

No processo, os advogados do Palmeiras afirmam que o clube espera arrecadar, em 2014, R$ 217.904.651,00. Em fevereiro, sentença desfavorável ao Palmeiras na 1ª Vara Federal de São Paulo classificou como “não idônea” a garantia. A decisão foi sustentada sob a alegação de que não há respaldo para a projeção de receita e que o clube arrecadou menos em anos anteriores. Assim, a garantia não cobre o valor total da dívida.

De acordo com documentos disponíveis no site do Palmeiras, o clube arrecadou até junho deste ano R$ 84,9 milhões com esportes profissionais e amadores. Em 2013, as receitas operacionais do Palmeiras foram de 176,8 milhões.

A manobra que os palmeirenses tentam começou a virar moda entre os clubes. Antes de ser executado e perder a CND, ele oferece garantias para penhora em caso de execução. E pede uma certidão positiva de débitos com efeito de negativa, assim não tem seu crédito afetado. O Palmeiras até citou em seu processo que o Flamengo obteve êxito com estratégia semelhante e pediu tratamento igual.

No decorrer do processo, no último dia 18, a Fazenda Nacional entrou com uma ação de execução contra o Palmeiras no valor de R$ 1,2 milhão.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa disse que o clube não se pronunciaria. Os processos não informam as datas em que as dívidas foram contraídas.

Abaixo, trecho da decisão do desembargador Nabarrete sobre o caso.

A agravante confessa que a garantia ofertada não cobre a integralidade do crédito e aduz que entre as receitas comprometidas estão: a) as cotas de patrocínio; b) bilheteria de jogos; c) programa sócio torcedor – AVANTI; d) contratos de licenciamento; e) cotas da Federação Paulista de Futebol; e f) mensalidade social do clube, que têm perspectiva de aumento de renda e, consequentemente, a diminuição do tempo para a caução do crédito tributário em sua totalidade. De outro lado, aduz com argumentos vagos e sem comprovação a impossibilidade de obtenção de outros meios (p.ex. fiança bancária) para caucionar o débito, bem como ressalta a incontestável importância dos clubes, para o funcionamento das práticas esportivas olímpicas e do futebol, por se tratar de entidades que aplicam absolutamente tudo o que faturam em benefício dos sócios e dos times de futebol, razão pela qual não pode disponibilizar de valores de grande monta de imediato. Porém, diante da excepcionalidade da medida e do entendimento pacificado no STJ, a expedição de certidão e regularidade fiscal somente é viável mediante o oferecimento de garantia integral do crédito tributário, o que não ocorre no caso concreto. Assim, justifica-se a manutenção da decisão recorrida.

 

Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do CPC, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO.

Oportunamente, observadas as cautelas legais, remetam-se os autos à origem para apensamento.
Publique-se.
São Paulo, 07 de agosto de 2014.

André Nabarrete

Qatar mira Romarinho, mas Corinthians e sócios precisam convencer atleta
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O Corinthians foi avisado de que o El-Jaish quer fazer uma proposta oficial por Romarinho e aguarda a chegada do documento. A equipe do Qatar está disposta a pagar até 8 milhões de euros pelo atacante.

Dono de 40% dos direitos econômicos do jogador, o Corinthians não fará esforço para manter o atleta, se a oferta se concretizar. O negócio seria bom para o clube do Parque São Jorge e seus parceiros no atleta, a empresa do agente Carlos Leite, dono de uma fatia de 50%, e o Bragantino, detentor de 10%.

O problema é que Romarinho soube que o papo é firme e ficou com um pé bem atrás. Não está convencido de que é uma boa ir jogar no Qatar.

Como se sabe, sem a aceitação do jogador venda nenhuma é realizada. Por isso, é enorme o peso nos ombros de Romarinho, com todos à sua volta interessados na negociação.

Na análise da diretoria do Corinthians, não há motivo para brigar pela permanência do atleta, pois ele tem jogado pouco e Mano Menezes, também agenciado por Carlos Leite, insiste na contratação de mais um atacante.

O blog telefonou quatro vezes para Carlos Leite, mas ele não atendeu às ligações.

Nota do UOL Esporte: De acordo com a rádio Bradesco Esportes, Ronaldo Ximenes, diretor de futebol do Corinthians, confirmou que recebeu a proposta.


Corinthians antecipa receita da Globo para quitar impostos da era Andrés
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O Corinthians se virou como pôde para pagar dívidas tributárias que fizeram Andrés Sanchez ser acusado de crime fiscal. O clube usou receitas futuras como garantia para conseguir dinheiro emprestado a fim de quitar os débitos.

Na operação, conhecida como antecipação de receitas, foram usadas verba a ser paga pela Globo para transmitir jogos da equipe e repasse da CBF.

Praticamente de uma só vez, a direção corintiana precisou de cerca de R$ 21 milhões. De acordo com a “Folha de S.Paulo”, foram gastos R$ 15 milhões referentes a impostos que teriam sido retidos na fonte em 2010 e não repassados aos cofres públicos. O pagamento da dívida pode interromper a ação contra Andrés, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro, André Luiz de Oliveira, ex-diretor administrativo, e Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol e pré-candidato à presidência do Corinthians.

Entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões também foram desembolsados para o alvinegro conseguir a inclusão no Refis (programa de refinanciamento fiscal do Governo Federal). Esse valor foi dado como entrada a fim de parcelar dívidas fiscais de aproximadamente R$ 126 milhões feitas enquanto Andrés era presidente do clube, conforme noticiou nesta terça o blog do Rodrigo Mattos.

O gasto acontece num momento em que o clube tem dificuldades para honrar seus compromissos e em que está com o dinheiro contado para atender ao pedido de Mano Menezes e contratar mais um atacante e um zagueiro.


Corinthians reserva até 70% de novo patrocínio para contratar atacante
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Para atender ao pedido de Mano Menezes, o Corinthians está disposto a usar na contratação de mais um atacante até 70% do dinheiro que vai receber da Carsystem, nova patrocinadora do clube. A marca estampa os ombros da camisa corintiana desde 15 de agosto e assinou contrato até dezembro.

A direção corintiana admite gastar até R$ 5,8 milhões para bancar o novo atacante por um ano. O patrocínio renderá cerca de R$ 8,2 milhões.

A intenção do clube é desembolsar no primeiro ano de contrato do futuro jogador até R$ 400 mil mensais e luvas de R$ 1 milhão. Essa é a proposta máxima que os alvinegros estão dispostos a fazer para Nilmar, o preferido de Mano. Após o primeiro ano, outros recursos seriam usados.

Após uma sondagem inicial, o clube fez na semana passada um contato formal com o Orlando da Hora, empresário do atleta para dar inicio à negociação, que até segunda-feira estava na estaca zero.

Além de um atacante, o Corinthians também quer um zagueiro para substituir Cléber, negociado com o Hamburgo, da Alemanha. O alvinegro nada recebeu na transferência, pois não possuía participação nos direitos econômicos do jogador.


Torcidas driblam polícia ao trocar rede social por rádio para marcar brigas
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Perrone

Marcar brigas pela internet é coisa do passado para as torcidas organizadas. Os confrontos passaram a ser combinados em celulares que funcionam também como rádios de comunicação, de acordo com informações da polícia e do Ministério Público de São Paulo.

“A informação que eu tenho, de alguns meses, passada pela polícia, é essa. As torcidas estão usando rádio para marcar brigas. Isso não impossibilita a ação policial, mas dificulta mais”, afirmou ao blog o promotor Roberto Senise Lisboa.

As redes sociais vinham sendo monitoradas por policiais, por isso deixaram de ser seguras para as uniformizadas. Assim, os rivais passaram a se comunicar por rádio. Pelo código de procedimento das organizadas, em briga marcada e sem armas de fogo não há traição.

Só em 14 dias de agosto foram três grandes confrontos: santistas x corintianos, palmeirenses x corintianos e são-paulinos x santistas. Um palmeirense morreu no duelo com torcedores do Corinthians.

A batalha entre santistas e corintianos, em volta da Vila Belmiro, é a que tem mais indícios de ter sido combinada previamente. Os dois lados se encontraram já armados de pedaços de pau. Pouco menos de uma hora antes de o jogo começar, aconteceu perto do local da briga o que parecia ser um julgamento de corintianos que teriam corrido dos santistas. Uma roda se formou e um dos torcedores, gritando com os demais, agrediu dois deles, que não reagiram, como se aceitassem a punição. Em seguida, a polícia militar dispersou a roda com violência, mas não deteve ninguém.

“Fora do estádio, a violência aumentou, mas dentro está sobre controle. Agora, a torcida do Santos que não tinha histórico muito grande começou a se envolver mais em brigas. Além das tradicionais que se envolviam em brigas, temos mais uma”, afirmou Senise.

Apesar dos três confrontos, até o final da tarde de ontem a Federação Paulista ainda não havia recebido informações da Polícia Militar que permitissem sanções como o veto aos brigões nos estádios. O Ministério Público também espera informações para definir quais medidas adotará.