Blog do Perrone

Apesar de dificuldades, São Paulo mantém esperança de contratar Felipe Melo
Comentários Comente

Perrone

Após fazer sondagens para saber se é possível Felipe Melo trocar já a Inter de Milão pelo São Paulo, a diretoria tricolor mantém esperança de realizar a contratação.

A avaliação é de que há uma série de fatores que dificultam a negociação. Entre eles, o fato de o jogador ter mais um ano e meio de contrato, o salário que ele recebe na Itália e o hábito dele de viver  na Europa. Mas os são-paulinos afirmam que como não receberam nenhuma sinalização de que o volante não toparia voltar ao Brasil agora ou que não aceitaria iniciar tratativas com o São Pulo vão tentar a contratação.

Ao UOL Esporte, Melo disse que não teve contato com o clube brasileiro, mas afirmou que não se pode dizer não para clubes como Flamengo, outro interessado, e São Paulo.

No Morumbi, além da parte técnica, Melo é visto como possível líder de uma equipe que deve ser recheada de jovens jogadores.


Opinião: Temer e dirigentes do Inter precisam aprender com colombianos
Comentários 89

Perrone

 Uma competição para medir quem é mais sem noção entre dirigentes do Inter e Michel Temer provavelmente terminaria empatada. Impressionante como eles conseguiram dar vexame e fazer os brasileiros passarem vergonha num momento em que só precisavam ser solidários.

Não tem cabimento o presidente da República resolver entregar medalhas aos familiares das vítimas da tragédia aérea no aeroporto de Chapecó adiando ainda mais o momento de os parentes começarem a velar os corpos de seus entes queridos. A tal homenagem poderia ficar para depois. Alguém lá quer saber de medalha numa hora dessas? Os parentes querem sossego para chorar suas perdas, não holofotes e pompas.

E se o presidente queria mostrar solidariedade, deveria ir até a Arena Condá, não provocar o deslocamento dessa gente sofrida. Quem vai se preocupar com vaia nessas horas?

Michel calculou tão mal seu gesto quanto o presidente do Inter, Vitório Píffero, ao pedir que o Brasileirão não termine e afirmando que, nesse caso, o rebaixamento de seu time, hoje na zona de descenso, não seria uma boa solução. Antes dele, Fernando Carvalho, outro cartola do clube, disse que a equipe vive sua tragédia particular. Sério, falou que rebaixamento é trágico, depois do que aconteceu na Colômbia.

Como passou pela cabeça da dupla que o discurso patético poderia colar? Como eles não pensaram na vergonha que passariam? Assim como Temer, não foram realmente sensíveis com as famílias das vítimas. Os três personagens não tiveram bom senso para se tocar de que nada é mais importante do que o respeito aos familiares das vítimas da verdadeira tragédia. E de que qualquer indício de que alguém quer tirar proveito da situação causa repulsa.

Após protagonizarem atitudes tão absurdas, parece que o trio não viu o exemplo dado pela torcida do Atlético Nacional. Se viu, não entendeu a simplicidade e a força da mensagem enviada por quem seria rival da Chapecoense. Eles nada aprenderam.

Atualização

Depois de anunciar que homenagearia as famílias no aeroporto e de ser criticado pelo pai de uma das vítimas, Temer foi ao velório na Arena Condá. O presidente alegou que não confirmou sua ida antes por questões de segurança.


Presidente do Inter é alvo de críticas de cartolas por não querer jogar
Comentários 222

Perrone

Vitório Píffero, presidente do Internacional, virou alvo de duras críticas de dirigentes de outros clubes nos bastidores após defender a não realização da última rodada do Brasileirão, que ficaria incompleto. A mesma posição foi adotada por jogadores do time dele que alegam falta de condições emocionais para atuar após o desastre aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes.

Dois presidentes e um diretor de clubes da Série A confirmaram ao blog a reprovação à atitude do cartola gaúcho.

Um desses presidentes, preferindo não ser identificado, classificou o gesto do Píffero como imoral, antiético e com o objetivo de virar a mesa usando uma tragédia como pretexto, pois o Inter está hoje na zona de rebaixamento. Píffero afirmou não ser a melhor solução rebaixar o Colorado, caso o Brasileirão fique incompleto.

O cartola do Inter passou a ser visto por esses críticos como alguém que tem interesse em bagunçar o campeonato para salvar sua equipe da queda. Os dirigentes mais descontentes estão dispostos a pressionar a CBF para manter a última rodada e evitar que o campeonato seja melado.

 “Vamos esperar o velório coletivo se encerrar (para discutir o assunto)”, disse ao blog Walter Feldman, secretário-geral da CBF.

São Paulo, Grêmio, Flamengo, Santos, Corinthians, Vitória, que também luta contra o rebaixamento, e Palmeiras são alguns dos clubes que mostram disposição para entrar em campo e encerrar a competição.

“Prefiro que a última rodada seja jogada no dia 11. E que a Chapecoense seja homenageada em todos os jogos”, afirmou Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. Ele não criticou Píffero, mas acredita que manter a rodada final seria uma forma de, ao mesmo tempo, homenagear o clube catarinense e evitar discussões sobre rebaixamento e disputa de vaga para a Libertadores.

O blog apurou que o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, está entre os que são contrários a deixar o Brasileirão incompleto.


Análise do MP em 2011 já apontava erosões na área da Arena Corinthians
Comentários 22

Perrone

Erosões e cursos de água não são problemas novos na área da Arena Corinthians. Análise preliminar de danos ambientais feita por órgão ligado ao Ministério Público em 23 de agosto de 2011 e à qual o blog teve acesso mostra que o terreno já sofria com o surgimento de buracos antes de o estádio ser construído. O documento, produzido pelo CAEX (Centro de Apoio Operacional à Execução), vinculado ao MP como parte de inquérito civil instaurado em 2010, também cita a existência naquela época de “corpos d´água” que tinham sido aterrados.

Essas informações foram listadas antes de uma série de medidas serem sugeridas pelo CAEX. “Considerando… que a área próxima (ao local da construção) era uma mineração e, portanto, suas características ambientais foram muito modificadas, exigindo estudos sobre esses impactos. Em especial corpos d´água foram aterrados, foi construído um barramento, havia voçorocas (buracos de erosão causados pela água da chuva) e ainda hoje (2011) há processos erosivos. Que foram identificados corpos d´água na gleba objeto do projeto da Arena Corinthians Itaquera que, se existentes, enquadrariam a área onde não se pode ocupar e como Área de Preservação Permanente, segundo o Código Florestal. Espera-se portanto esclarecer se esses corpos d´água existem e qual a situação ambiental do terreno atualmente”, diz trecho da análise para depois sugerir que seja feito “EIA – RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) do empreendimento para a sua aprovação nos órgãos ambientais municipais e estaduais”.

Porém, na contramão do pedido do MP, em 2010 antes de a obra ser iniciada e de o CAEX produzir sua análise, o Corinthians consultou a prefeitura e recebeu um ofício informando que o empreendimento não estava sujeito ao licenciamento ambiental, mas que precisava apresentar Relatório de Impacto de Vizinhança (RIVI). Esse parecer foi emitido em 17 de novembro de 2010 pelo Decont (Departamento de Controle da Qualidade Ambiental da prefeitura). Mais de quatro anos e meio depois,em julho de 2015, quando partidas já eram realizadas no estádio, o mesmo órgão considerou que o projeto tinha atendido 24 exigências para obter o RIVI. Assim, o EIA – RIMA citado pelo MP não foi feito.

Procurada pelo blog, a Odebrecht afirmou que as erosões ocorridas em 2016 na arena e reveladas pelo blog, além de buracos que apareceram na região de um dos estacionamentos,  nada têm a ver com às relatadas pelo MP em 2011, garantindo que o terreno é seguro. A construtora sustentou suas afirmações exibindo relatórios da prefeitura sobre o impacto de vizinhança.

Sobre os corpos d´água informados pelo CAEX, a Odebrecht declarou que quando a construção começou apenas um deles existia e já estava canalizado. Porém, ele precisou ser removido e não passa por baixo da área da arquibancada.

Em 26 de junho de 2011, foi publicada no Diário Oficial de São Paulo autorização da prefeitura para o Corinthians “interferir em recurso hídrico” na área da arena para “fins de drenagem” com “canalização em tubos de concreto”.

A construtora também assegura que as infiltrações ocorridas no estádio não têm ligação com o córrego canalizado, pois são em áreas diferentes,

Abaixo, veja relatório do CAEX sobre erosões e corpos d'água na área da arena.

Rerpodução


Presidente do Santos diz que Chape não pagará salários de emprestados
Comentários 49

Perrone

Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, afirmou ao blog que seu clube vai pagar integralmente os salários de jogadores que eventualmente emprestar para a Chapecoense como parte de uma ação coletiva de agremiações brasileiras para ajudar o time catarinense a se recuperar do desastre aéreo ocorrido na Colômbia.

“Não é uma decisão só do Santos. Inicialmente, foi conversado que todos que participam do movimento vão pagar os salários dos atletas que emprestarem para que a Chapecoense não tenha custos”, disse o dirigente. Os empréstimos também serão gratuitos.

Nesta terça, clubes brasileiros lançaram um pacote de medidas em solidariedade ao time de Chapecó. Até o início da tarde, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Joinville, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo, Atlético-PR e Tupi tinham aderido ao movimento, além do Santos. Porém, o blog não conseguiu confirmar com os demais se pagarão na totalidade os salários dos jogadores que emprestarem.

Ainda existem pontos a serem acertados, como por exemplo quantos atletas serão emprestados e quantos cada time vai oferecer. “Está tudo muito recente ainda, mais para frente vamos conversar para definir os detalhes”, disse Modesto.


Assediado por xeique, Caio Júnior projetou 2017 em grande clube brasileiro
Comentários 8

Perrone

Com Danilo Lavieri, do UOL, em São Paulo

Para Marcelo Lipatin, agente de Caio Júnior, o treinador teve neste ano, pela Chapecoense, seu melhor momento na carreira. Por isso, vinha sendo assediado por clubes brasileiros e pelo futebol árabe.

“Em respeito à Chapecoense, só iríamos conversar com algum clube e decidir o futuro depois do final da temporada. Então, não tivemos propostas oficiais, mas muitas sondagens feitas por intermediários ligados a importantes clubes brasileiros que não vou falar os nomes. Um xeique ligava sempre também pedindo pra ele retornar para o futebol árabe (antes da Chape ele treinava o Al-Shabab, dos Emirados Árabes Unidos)”, disse o empresário ao blog.

O plano de Lipatin era recolocar o treinador, que estava no avião acidentado com a delegação da equipe catarinense, em um grande time do Brasil no próximo ano.

“Meu trabalho vinha sendo mostrar para o Caio que agora a parte financeira poderia esperar, por isso não seria interessante voltar ao futebol árabe. O próximo passo dele ficou logo definido: voltar a treinar uma equipe grande no Basil”, declarou o agente.

O empresário avalia à forma de trabalhar da diretoria da Chape boa parte do sucesso de Caio Júnior no clube. “A direção tem um programa de trabalho, estipulou um teto salarial, tem equilíbrio emocional para segurar um treinador e mantém o controle de tudo. O técnico apenas faz parte da engrenagem, tem uma estrutura que o permite apenas treinar o time. O Caio aceitou isso e foi tudo muito bem”, disse Lipatin.

Até as 14h desta terça, ele e a família de Caio Júnior não tinha confirmação oficial sobre nomes das vítimas fatais no acidente.


Odebrecht retoma obra polêmica na Arena Corinthians
Comentários 13

Perrone

A Odebrecht retomou nesta segunda a obra na Arena Corinthians que gerou polêmica na semana passada. Os trabalhos tinham sido paralisados depois que o clube descobriu que reparos e a retirada de lama na área de uma tubulação desacoplada estavam sendo feitos sem sua autorização.

Irritado, Roberto de Andrade, presidente corintiano, determinou que os trabalhos na arena só sejam feitos depois de o clube receber informações como causas, locais exatos e empresas que farão os serviços. O Odebrecht, então, parou os trabalhos e reclamou da atitude do clube, que já sabia de problemas no local e suspeita que a construtora agiu rapidamente para esconder falhas apontadas por auditoria encomendada pelo Corinthians.

A construtora disse que retomou a obra após enviar laudos e todas as informações referentes à operação na tubulação para o fundo que administra a arena e é formado por uma das empresas do grupo Odebrecht e pelo clube. Segundo a construtora, o fundo repassou a documentação ao Corinthians e obteve a autorização para a retomada dos trabalhos. O blog não conseguiu confirmar com o clube que houve concordância para a retomada da obra.

A Odebrecht mantém sua oposição de que apesar dos reparos não há risco estrutural na arena e que houve falha na manutenção. Ela responsabiliza o Corinthians, que diz ser o fundo o responsável pela manutenção do estádio.

Abaixo, veja nota emitida pela Odebrecht sobre o assunto.

''A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) informa que reiniciou hoje (28/11) as obras de reparos na tubulação do “piscinão” — sistema de amortecimento e escoamento de águas pluviais – situado na área externa da Arena Corinthians. O reinício dos trabalhos foi solicitado pelo Fundo de Investimento Imobiliário (FII) que controla a Arena e é composto pelo Sport Club Corinthians Paulista (SCCP) e Odebrecht Participações e Investimentos (OPI). O FII solicitou e o Clube reviu decisão tomada no dia 23/11, quando, assessorado pelo Escritório Molina & Reis, determinou a paralisação das atividades.

Tanto o FII quanto o SCCP têm em sua posse documentos e laudo mostrando que o acúmulo de lama no “piscinão” e o consequente desacoplamento de parte da tubulação são decorrência de não aplicação de rotinas de inspeção das instalações da Arena previstas no Manual de Uso, Operação e Manutenção (de posse do clube desde 2015). Estas rotinas de manutenção e inspeção estão a cargo de empresa terceirizada cuja gestão é responsabilidade do clube. Este laudo técnico e documentos também demonstram que, embora a obra na área do “piscinão” seja necessária, a ocorrência não compromete a estrutura do estádio. E, portanto, a Arena Corinthians é totalmente segura para seus frequentadores – como aliás atestam recentes vistorias técnicas realizadas recentemente pela Defesa Civil, Ministério Público Estadual e Prefeitura de São Paulo.

Mesmo não sendo a responsável pela manutenção, a CNO havia identificado, em 18/11, por meio de seus técnicos, uma deposição de lama no interior do reservatório. O fato foi informado ao Corinthians e a CNO, tomou, por precaução, providências imediatas para remover o material acumulado no piscinão e recompor a parte danificada da rede de escoamento. A CNO decidiu inspecionar a Arena Corinthians em função das recentes publicações de imprensa explorando de forma descontextualizada fotos e imagens antigas, colocando indevidamente a segurança da Arena sob suspeita. Também a decisão de fazer a limpeza e reparos na tubulação do piscinão foi tomada para salvaguardar a imagem pública da Arena e a confiança de seus frequentadores.''


Odebrecht cutuca Corinthians com manual de uso da arena
Comentários 13

Perrone

 Na última quinta, a Odebrecht entregou um manual de uso e operação da arena Corinthians na presidência do clube igual ao que já havia sido entregue quando a empresa deu as obras por concluídas. O gesto é considerado simbólico pela construtora para reforçar sua tese de que problemas no estádio possam ter ocorrido por falhas de manutenção.

A Odebrecht sustenta que o alvinegro é responsável por manter a arena, mas a direção corintiana rebate afirmando que essa responsabilidade é do fundo que cuida do estádio e tem a participação das duas partes.

Para a construtora, o problema numa tubulação que começou a ser reparada na semana passada, como mostrou o Blog do Ohata, e gerou novo atrito com o Corinthians, pode ter acontecido por erros na manutenção. Há também a suspeita de que outros imprevistos, como descolamento de placas de granito tenham ocorrido por uso incorreto de equipamentos que tenham batido na áreas afetadas abalando esses locais, por exemplo.

Por sua vez, o clube descarta essa possibilidade e segue aguardando o resultado da auditoria que vai apontar se a Odebrecht cumpriu suas obrigações contratuais e qual o estado da arena.


Opinião: não depender do dinheiro de Nobre é desafio de novo presidente
Comentários 23

Perrone

Eleito presidente do Palmeiras, Maurício Gagliotte tem como um dos principais desafios de sua gestão manter a independência administrativa e financeira em relação a seu antecessor.

Paulo Nobre recolocou o clube em lugar de destaque no futebol brasileiro, mas precisou botar a mão no bolso diversas. Além do empréstimo pelo qual o alviverde paga mensalmente, ele usou seu dinheiro pessoal para fazer contratações na base do se der lucro é do clube, se der prejuízo é do dirigente. Foi importante para o time fazer a campanha que fez no Nacional, mas é algo que não pode acontecer para permanentemente. Caso contrário, o Palmeiras passa a ter um dono.

Cabe a Gagliotte criar mecanismos para acabar com essa dependência e fazer o alviverde forte com recursos do clube. A independência financeira dificilmente virá sem liberdade administrativa. Manter Nobre na gestão formalmente ou informalmente sufocaria o novo presidente. Basta lembrarmos da personalidade forte de seu antecessor e de como costuma reagir ao ser contrariado.

 Tanto oposição como situação consideram Gagliotte o melhor quadro que despontou no Palmeiras nos últimos anos. E algumas de suas virtudes mais elogiadas são a capacidade de manter o diálogo, ouvir opiniões e conversar com todas as correntes políticas, características que a maioria não enxergava em Nobre.

Com essas habilidades, o novo presidente tem, em tese como se descolar de seu antecessor sem provocar uma ruptura política. Esse cenário seria o mais salutar para o Palmeiras.


Corinthians registra superávit de R$ 69,4 milhões até setembro
Comentários 31

Perrone

Ao mesmo tempo em que convive com atraso de 21 dias nos salários de pelo menos parte dos jogadores e da comissão técnica o Corinthians comemora um superávit de R$ 69.447.000 até setembro deste ano. O número representa mudança radical em relação a dezembro de 2015, quando foi registrado déficit de R$ 97.084.000. Os dados estão no último balancete divulgado no site oficial do clube.

O superávit permitiu uma redução de R$ 50.949.000 na dívida corintiana, que era de R$ 401.724.00 em 30 de setembro, sem contar os gastos com a construção do estádio alvinegro. Em dezembro do ano passado foi registrado endividamento de R$ 452.673.000.

A receita operacional bruta obtida pelo departamento de futebol (sem os gastos com impostos e tributos) foi de R$ 399.532.000. Ou seja, pouco inferior à dívida do clube à parte do que ainda precisa ser pago pela arena.

Já a receita operacional líquida do futebol (descontados impostos e tributos) foi de R$ 376.903.000, superando os R$ 252.404.000 registrados em todo o ano passado.

A venda de jogadores que ocasionou o desmanche da equipe campeã brasileira em 2015 é a principal responsável pela diferença entre a receita obtida até setembro e a registrada no ano passado. Foram arrecadados R$ 144.346.000 com o repasse de direitos federativos de atletas contra R$ 51.932.000 em 2015.

Porém, as despesas do Corinthians já chegaram perto do montante desembolsado em 2015. Nos primeiros nove meses de 2016, o gasto operacional do departamento de futebol foi de R$ 242.134.000. No ano passado inteiro a despesa com a modalidade ficou em R$ 250.277.000.

Os gastos foram turbinados pelas compras de jogadores, que aparecem no balancete no item custos com vendas e aquisições de atletas. A despesa até setembro foi de R$ 69.937.000 diante de R$ 34.247.000 no ano em que o Corinthians conquistou seu sexto título brasileiro.

 Em meio ao balanço positivo nas receitas, a diretoria confirma que ainda não conseguiu colocar os salários em dia e responsabiliza atrasos em pagamentos que deveria ter recebido. “Estamos trabalhando para regularizar (a folha de pagamento)”, disse Emerson Piovezan, diretor financeiro.