Blog do Perrone

Nove anos após morte de palmeirense, acusado ainda não foi julgado
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No último dia 16, a morte do palmeirense e integrante da Mancha Alviverde Diogo Lima Borges, na estação Tatuapé do metrô, com um tiro, completou nove anos. Porém, o acusado de cometer o crime, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, Diguinho, membro da Gaviões da Fiel, ainda não foi julgado.

O julgamento aconteceria na última quarta, porém, foi adiado para abril do ano que vem por causa do não comparecimento de três testemunhas, duas de acusação e uma de defesa.

“Não foi uma estratégia nossa. Já estávamos preparados para o julgamento”, disse Davi Gebara, advogado da Gaviões. Diguinho, nega a autoria do assassinato e aguarda ao julgamento em liberdade.

Em 2012, profeticamente, Damarys Borges, irmã de Diogo, disse à Folha de S. Paulo: “Eles não julgam ninguém. Mais pessoas vão morrer''. De fato, de lá para cá, mais torcedores morreram. Para ficar num exemplo recente, no domingo retrasado um palmeirense morreu após briga com santistas.


Crise financeira aumenta pressão de cartolas sobre Mano por Libertadores
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A falta de dinheiro e a perspectiva ainda mais sombria para 2015 aumentam a pressão de dirigentes do Corinthians sobre Mano Menezes pela conquista de uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Os cartolas temem uma catástrofe financeira caso o clube não dispute a competição sul-americana. Isso porque, não bastassem as dívidas atuais, os dirigentes acreditam que só a Libertadores é capaz de lotar até os lugares mais caros do estádio alvinegro. E um aumento na média de arrecadação é visto como fundamental para que o clube pague a construção da arena sem prejudicar os investimentos na equipe. Só até junho deste ano o Corinthians acumulou um déficit de R$ 41,3 milhões.

Para a cartolagem, Mano tem a obrigação de assegurar um lugar no torneio continental. Isso porque tem o melhor salário do Brasileirão (R$ 633 mil mensais, como mostrou o blog) e um time que também está entre os mais caros do país, com praticamente todos os jogadores que o treinador queria. Só faltou Nilmar.

Assim, os dirigentes entendem que será um fracasso retumbante a eventual perda da vaga na Libertadores. E motivo de sobra para tirar o sono do futuro presidente do clube, que será eleito no início de fevereiro.


Corinthians não antecipa técnico, mas antecipa receita até de 2017
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Mário Gobbi decidiu não renovar o contrato de Mano Menezes ao fim de dezembro e nem contratar outro treinador em respeito ao próximo presidente do clube. Tomou essa posição também em atenção ao próprio técnico, que poderia ser dispensado em fevereiro, quando seu sucessor na presidência será escolhido. Um interino comandará o time até o pleito. Porém, o mesmo raciocínio não vale para as receitas alvinegras. Quem for eleito para o cargo máximo do clube não terá em mãos a totalidade dos recursos gerados até 2017.

A informação foi dada pelo diretor de finanças Raul Correa da Silva ao ser sabatinado pelos conselheiros Luiz Sergio Scarpelli e Rubens Gomes em reunião do Conselho Deliberativo na última segunda.

Numa de suas respostas, Raul disse que o Corinthians antecipou R$ 70 milhões em receitas que entrariam no clube entre 2015 e 2017. De acordo com a direção, a antecipação foi inevitável (ao contrário do caso do treinador). Isso porque o dinheiro era necessário para pagar impostos e contratações, além de salários e direitos de imagem.

No primeiro semestre deste ano, o conselho autorizou a antecipação de até R$ 70 milhões. A diretoria, então, preferiu dividir o dinheiro em três anos a usar só recursos de 2015, o que sacrificaria mais a próxima temporada.

As principais fontes de receita são os contratos com a Globo, e a antecipação funciona assim: o Corinthians faz empréstimos em instituições financeiras e a emissora se compromete a repassar o dinheiro que seria do clube para elas.

Os dois conselheiros que fizeram os questionamentos demonstram preocupação com o fato de o próximo presidente ter à sua disposição menos verba para, por exemplo, contratar jogadores e pagar salários. Há o temor entre boa parte dos integrantes do conselho de que o nível do elenco para a próxima temporada desabe por causa da diminuição de receitas.


Ex-diretor do Santos rebate crítica de Laor
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Em novo round na guerra política do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição, ex-diretor de futebol do clube, disparou e-mail para conselheiros respondendo a críticas que sofreu recentemente. Elas foram feitas por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, ex-presidente santista, em programa da ESPN.

Laor afirmara que o diretor de futebol do clube entre 2010 e 2011 (Conceição) não entendia nem 1% de futebol.

No texto remetido a conselheiros, Conceição diz que o ex-presidente era adepto do caos administrativo, pois não exigia respeito à hierarquia, era apaixonado pelos holofotes e intolerante a críticas. Afirma também que Laor adota a filosofia do “Eu ganhei, nós empatamos, eles perderam!”.

Luiz Alvaro apoia Fernando Silva, um dos candidatos de oposição à presidência do clube na eleição de 6 de dezembro. Por sua vez, Conceição está com empresário Nabil Khaznadar, candidato da chapa situacionista, “Avança, Santos”.

O blog telefonou para Laor, mas a pessoa que atendeu seu celular disse que eles estavam em consulta médica.

Leia na íntegra a mensagem de Conceição com críticas ao ex-presidente.

“Eu ganhei, nós empatamos, eles perderam!

 Já ouvi, assim como o leitor, muitas histórias do futebol que acabam se tornando folclóricas, verdadeiras ou não. Uma delas versa sobre um técnico renomado, já falecido, que sempre assumia a responsabilidade das vitórias, dividia com os atletas os empates e jogava para seus comandados e/ou comandantes toda a responsabilidade sobre as derrotas. Por uma questão de respeito, já que o suposto já não está mais entre nós e não poderá defender-se, não vou citar seu nome.

Diferentemente das histórias do futebol, há os fatos e as suas testemunhas. Vou citar alguns fatos, do qual sou apenas uma das testemunhas oculares.

O mercado é o mesmo, o do futebol. As circunstâncias também, o personagem fica somente com o bônus, jogando o ônus para os outros. O personagem, além de estar vivíssimo, não é técnico, mas sim um ex-dirigente, que reprova a sua própria gestão. Parece um ato de humildade mas, como veremos, está longe disso.

Ele comandou um dos maiores clubes de futebol do mundo durante 2 gestões que, somadas, lhe garantiram 5 anos (60 meses) à frente dos destinos deste clube. Por motivos de saúde, licenciou-se em agosto de 2013, após cumprir 3 anos e 8 meses, ou seja, 44 meses ou 73% dos seus mandatos. Renunciou em julho de 2014, portanto, faltando cumprir apenas 5 meses.

Conhecido pela sua eloquência, por vezes conseguiu envolver seus ouvintes pela capacidadecriativa em multiplicar por dez a importância dos feitos realizados e em minimizar as consequências dos erros cometidos. Aos mais próximos, na vivência do dia a dia, mostrava-se cada vez mais intolerante com as críticas e apaixonado pelos holofotes. A quem ousou criticá-lo, ainda que de maneira transparente, respeitosa e reservada, o destino era o isolamento.

Adepto do caos administrativo, pois não exigia de nenhum dos profissionais sob o seu comando o respeito à hierarquia aos seus superiores, sempre dependendo da simpatia pessoal que nutria pelas pessoas, nunca cansou de conjugar todos os verbos na primeira pessoa: “Eu fiz, eu consegui, eu decidi, eu ganhei”…

Cego com o aparelhamento imposto à gestão por Parte do grupo político, no primeiro mandato de 2 anos, não se rendeu às evidências de que o desaparelhamento era necessário, até mesmo fundamental para o segundo e último mandato, este de 3 anos.

Hoje, 14 meses após o seu afastamento, 5 meses após a sua renúncia e às vésperas da eleição que ocorrerá no dia 06 de dezembro próximo, ele mais uma vez não resiste aos holofotes, reaparece em alto estilo, porém, de forma deselegante, traiçoeira e, desculpem, pouco inteligente: criticando a sua própria gestão.

Não sei dizer se é trágico, se é cômico, pois o seu retorno se dá para apoiar um candidato da oposição, que foi apenas um consultor de futebol do clube, por sinal muito bem remunerado, mas que se auto intitula diretamente responsável pelo sucesso do futebol do

Parece que o “eu ganhei, nós empatamos, eles perderam” continua a fazer seguidores. Neste caso, o cômico é que o ex dirigente que presidiu o clube de 2010 à agosto de 2013, defendeu em janeiro de 2012 que não se renovasse o contrato deste mesmo consultor de futebol, alegando razões inconfessáveis, no que foi seguido por todos os seus pares do Comitê de Gestão, por unanimidade.

Cômica também foi a recente aparição no programa Bola da Vez, na ESPN Brasil (olha os holofotes aí de novo, pessoal), ao afirmar que o “chefe” do consultor de futebol em 2010 e 2011 não entendia 1% (um por cento) de futebol.

Este ex dirigente, ultimamente adquiriu um olhar estranho. Dizem que os olhos são o espelho da alma. Se é assim, pode-se supor que sua doença foi além do coração e dos pulmões, cujas debilidades levaram-no primeiramente a licenciar-se e, em seguida, a renunciar ao cargo. Apesar de nossas divergências, que se agravaram no segundo mandato, sinceramente eu preferia que não tivesse sido assim. Desejaria que o ex-presidente não tivesse adoecido.

Agora, só desejo que sua saúde esteja totalmente restabelecida. A esta altura, por óbvio, todos já sabem que o ex dirigente e ex presidente ao qual me refiro

é o Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Laor. O consultor de futebol, hoje candidato, que se diz conhecedor de futebol, antes de ser consultor no Santos F.C. exerceu a mesma atividade no Santa Cruz do Recife, quando o clube estava na 4a divisão do futebol brasileiro. Depois de ser consultor no Santos F.C., apesar de entender muito de futebol, segundo ele e seu principal apoiador, passou a ser consultor no Monte Azul, da 4a divisão do futebol paulista.

Parece que o mercado do futebol ainda não descobriu o enorme talento deste consultor,apesar de ter sido o responsável , mais uma vez segundo ele próprio e seu principal apoiador, pelos títulos conquistados no Santos Futebol Clube em 2010 e 2011. A esta altura, por óbvio também, todos já sabem que o consultor e hoje candidato ao qual me refiro é o Fernando Silva.

Agora o trágico: não tendo o seu contrato de consultor remunerado renovado com o clube,Fernando Silva retornou ao seu lugar no Conselho Deliberativo, do qual estava licenciado. Foi o primeiro a puxar a fila do desaparelhamento político do clube. Com o passar do tempo, apesar da resistência de Laor, outros também foram desligados para dar sequência ao desaparelhamento. Como todos eram conselheiros licenciados, também retornaram aos seus lugares e no início deste ano de 2014 reprovaram as contas do clube de 2013. Logo eles, pagos religiosamente pelo clube com polpudos salários, juntamente com Fernando Silva, todos votaram pela reprovação das contas da gestão de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ele. Agora preciso revelar o que talvez não seja tão óbvio quanto a menção que fiz ao expresidente e ao atual candidato. O “chefe” do consultor de futebol ao qual o Laor se referiu no programa da ESPN, era em 2010 e 2011 o Diretor de Futebol do Clube, por coincidência eu mesmo, o que assina este texto.

Prefiro continuar sem conhecer nem 1% de futebol, do que ser um expert e o mercado não reconhecer as minhas qualidades, exceção feita a alguns clubes da 4a divisão. Mas posso garantir-lhes que com mão de ferro, como comandante de um grupo de trabalho coeso, do qual o já citado consultor de futebol fazia parte, GANHAMOS títulos inesquecíveis

Sem tragédia nem comédia, a vida e os fatos comprovam que certas pessoas só ganham algum destaque quando bem comandadas. Quando precisam comandar, demonstram não estar preparadas para a responsabilidade. É o caso de Fernando Silva. A vida e os fatos,  da mesma forma, nos ensinam que alguns valores pouco nobres são capazes de produzir cegueira assustadora. Como no caso do Luis Alvaro. O leitor agora, ouvidas todas as partes, poderá tirar suas próprias conclusões.

Saudações Alvinegras Santistas!

Pedro Luiz Nunes Conceição

(empresário, sócio do SFC há 36 anos, conselheiro do clube em 3 mandatos, diretor de futebol )

2010/2011 e membro do Comitê de Gestão de 2012 até agosto de 2013)


Criticado, Mano é o técnico mais bem pago do Brasileiro
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Criticado pela torcida e até por dirigentes do Corinthians, Mano Menezes é o técnico mais bem pago do Campeonato Brasileiro. O comandante do quinto colocado do Nacional recebe R$ 633 mil mensais. São R$ 183 mil por mês a mais do que Marcelo Oliveira, treinador do atual campeão e líder do Brasileirão. Esses números fazem parte de levantamento do blog sobre os salários de técnicos de 10 equipes da Série A.

Além de Corinthians e Cruzeiro, foram pesquisadas as remunerações dos técnicos de Atlético-MG, Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense, Internacional, Palmeiras, São Paulo e Santos. As informações foram obtidas junto a dirigentes, mas não são oficiais dos clubes. O blog não teve acesso ao salário do gremista Luis Felipe Scolari, mas é possível afirmar que ele ganha menos do que Mano.

Apesar do sucesso, Oliveira aparece apenas com a quarta maior remuneração da lista. Veja abaixo a relação completa.

Mano Menezes (Corinthians) – R$ 633 mil

Abel Braga (Internacional) – R$ 550 mil

Muricy Ramalho (São Paulo) – cerca de R$ 500 mil

Marcelo Oliveira (Cruzeiro) – R$ 450 mil

Levir Culpi (Atlético-MG) – cerca de R$ 300 mil

Vanderlei Luxemburgo (Flamengo) – cerca de R$ 300 mil

Dorival Júnior (Palmeiras) – cerca de R$ 300 mil

Enderson Moreira (Santos) – cerca de R$ 200 mil

Cristóvão Borges (Fluminense)– cerca de R$ 200 mil

Vagner Mancini (Botafogo) – pouco menos de R$ 200 mil

Colaboraram Pedro Ivo Almeida, do UOL, no Rio de Janeiro, Jermias Wernek, do UOL, em Porto Alegre, Guilherme Palenzuela, do UOL em São Paulo, e UOL em Belo Horizonte.


Para corintianos, vitória de Dilma deixará Andrés menos ocupado com clube
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A reeleição de Dilma Rousseff para a presidência deve deixar Andrés Sanchez menos envolvido com o Corinthians do que atualmente. Essa é a expectativa de conselheiros de situação e oposição no clube.

A avaliação é de que, como deputado federal com mais votos em São Paulo pelo PT, ele ganhe carta branca do partido para guerrear com a CBF, de seus desafetos Marco Polo Del Nero e José Maria Marin. O Governo pode, por exemplo, trabalhar para que ele seja presidente da Comissão de Esporte da Câmara. O ex-presidente corintiano terá também, no mínimo, bom trânsito no Ministério do Esporte. Assim, ele teria muito trabalho fora do clube.

Hoje há queixas de diretores de que ele ainda exerce influência no Parque São Jorge e sufoca o presidente Mário Gobbi. Andrés nega que se envolva com assuntos que não sejam relativos ao estádio do clube.

Havia o temor de conselheiros de que, caso Aécio Neves vencesse, Andrés, como opositor em Brasília, ficasse enfraquecido a ponto de ter tempo de sobra para o Corinthians.


Neymar decidiu apoiar Aécio após Ronaldo se irritar com falso apoio a Dilma
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O vídeo gravado por Neymar em apoio a Aécio Neves foi motivado, entre outros fatores, pela montagem espalhada na internet com o jogador segurando cartaz favorável Dilma Roussef.

A falsa propaganda gerou desconforto não só no estafe do jogador, mas especialmente em Ronaldo, engajado na campanha do tucano. Tanto é que a 9ine, empresa do Fenômeno, parceira da NR Sports, responsável por gerenciar a imagem do atacante, emitiu uma nota denunciando a montagem. Segundo ela, o comunicado foi feito a pedido do craque do Barça.

Neymar normalmente se manifesta sem intermediários nas redes sociais ou por meio de sua assessoria de imprensa.

Integrante do estafe do atleta confirmou ao blog que o desgaste provocado pela montagem devido à relação entre Aécio e Ronaldo ajudou a motivar o jogador a gravar depoimento favorável ao candidato à presidência. Porém, negou que tenha sido um pedido do ex-atacante. Afirma também que Neymar se sentiu no dever de tornar pública sua escolha eleitoral. Foi uma mudança de posição, pois a nota da 9ine diz que ele não declara seu voto.


Citadini se afasta de campanha da oposição no Corinthians
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Antonio Roque Citadini, vice-presidente de futebol do Corinthians entre 2001 e 2004, decidiu deixar a coordenação da campanha da principal ala da oposição à presidência do clube. Ele era um dos articuladores da candidatura ao lado de Fran Papaiordanou.

Citadini resolveu se afastar depois de ouvir em sua casa, na última quarta-feira, que Paulo Garcia pretendia ser candidato. Osmar Stábile, outro componente do grupo, não via com bons olhos a possível candidatura de Citadini, que era um dos mais cotados. Os dois nunca se deram bem. Citadini não vê qualidade nos correligionários do desafeto. Chegou até a entrar na conta de um conselheiro de oposição no Facebook para desmentir que faria parte de uma chapa com Sábile.

Agora, o ex-vice de futebol tem sido aconselhado a montar uma nova chapa de oposição. Ele também pode fazer uma composição com dissidentes da atual situação, com quem deve se reunir na próxima terça. Inicialmente, o encontro seria para discutir a união da chapa opositora com o pré-candidato Ilmar Schiavenato, ex-diretor social do clube. Outra possibilidade estudada por Citadini é votar em Garcia, mas sem fazer campanha para ele.

A insatisfação é tão grande que Roque, como é chamado no Parque São Jorge, não está disposto nem a entregar para a campanha de Garcia dados que coletou para a candidatura. Ele tem um cadastro com cerca de três mil sócios e manda diariamente e-mails para alguns deles. Inclusive, já enviou um texto sobre o ocorrido na última quarta. Seu pensamento agora é de que agora, o restante do grupo terá que organizar a candidatura sozinho.

Os demais apoiadores de Garcia, no entanto, consideram natural que o candidato passe a assumir a linha de frente no lugar de Citadini. E não acreditam em racha da oposição, pois não houve bate-boca entre Roque e Garcia, apesar das posições contrárias. Esperam que o ex-vice retorne à campanha, que estava na rua faz tempo, mesmo sem candidato definido.

No começo de 2014, Citadini disse a Garcia que a oposição precisava se organizar melhor de que nas outras vezes em que o colega foi candidato e cuidou da organização. Por isso assumiu as costuras políticas ao lado de Fran, combinando que a definição do postulante à presidência seria mais tarde. Com o passar do tempo, Garcia não foi para a trincheira, causando a expectativa de que Roque seria o candidato.

Enquanto trabalhava na campana, Citadini enxergava pontos falhos em Garcia e externou a preocupação ao grupo. Dizia que, se fosse candidato, ele teria dificuldades para explicar a doação de mais de R$ 300 mil à campanha do situacionista Andrés Sanchez a deputado federal.

Outro problema apontado por ele é o fato de Luis Fernando Garcia, irmão de Paulo, ser dono de uma empresa que agencia jogadores e ter atletas no Corinhtians. A Luis Fernando Assessoria, por exemplo, adquiriu pelo menos 40% dos direitos econômicos de Malcom (depois teria repassado 5% para outra empresa). Assim, aos olhos de Citadini, Garcia seria um candidato de oposição que teria que defender algumas ações da situação, como as negociações com seu irmão. Por sua vez, Roque poderia atacar livremente o fato de o clube negociar jogadores da base com empresários e até conselheiro, caso de Luis Fernando e que configura relação proibida pelo estatuto alvinegro.

Uma das bandeiras de Citadini é o fim das negociações dos direitos de jogadores da base e a diminuição do número de comissões pagas a empresários.

Nesse cenário, a missão de Paulo é mostrar que sua campanha tem musculatura para sobreviver sem Citadini e com o peso da doação de uma de suas empresas para Andrés somado à carga de ter um irmão empresário e conselheiro com jogadores no Corinthians. A eleição acontece em fevereiro de 2015.


Conselho do Corinthians ignora “caso Malcom”
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O Conselho Deliberativo do Corinthians tem reunião marcada para a próxima segunda, mas na pauta não está um dos assuntos que mais agitam o Parque São Jorge atualmente: a aquisição de ao menos 40% dos direitos econômicos do atacante Malcom pelo conselheiro Fernando Garcia, conforme revelou o blog.

De acordo com o estatuto, nenhum sócio pode fazer parte do conselho se tiver relação profissional com o clube na condição de procurador, agente de atleta ou que seja sócio de quem exerça tais atividades. Também é proibido receber remuneração do clube. O infrator deve perder seu cargo no conselho.

Fernando Garcia, irmão do candidato à presidência por um dos grupos de oposição Paulo Garcia, é um dos proprietários da Luis Fernando Assessoria Esportiva (LFA). A ficha cadastral da empresa na Junta Comercial do Estado de São Paulo define como atividade dela agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas. Ele aparece como sócio e administrador, assinando pela empresa.

Apesar dos indícios de infração estatutária, Ademir de Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, não pretende abrir uma investigação. “Não posso assumir o que a imprensa diz e levar o caso para o conselho sem provas. Só se algum conselheiro fizer uma representação. Até agora ninguém levou essa reclamação para o conselho”, disse Ademir ao blog.

Nem mesmo a entrevista dada por Fernando para a ESPN na qual ele admite ter adquirido 40% dos direitos de Malcom e repassado 5% para outra empresa, serve como justificativa para Ademir iniciar uma apuração. De acordo com registros do clube, o alvinegro tem 30% dos direitos de Malcom, revelado na base corintiana, a LFA conta 40% e uma empresa chamada ART e uma assessoria esportiva de São Paulo possuem 15% cada uma.

Para a ESPN, em sua defesa, Garcia disse que tudo que faz é por meio de pessoa jurídica, não como pessoa física e que isso não fere as regras corintianas, ignorando o que diz o estatuto, como mostrado acima.

Apesar de nenhuma representação ter sido enviada ao conselho, o caso provoca barulho no Parque São Jorge por pelo menos três motivos.

Para conselheiros, o episódio demonstra descuido com os jovens revelados pelo clube. Há também a indignação com o fato de um membro do conselho ter participação nos direitos econômicos do atleta, afinal, a proibição foi colocada no estatuto com o objetivo de evitar a relação financeira entre integrantes do órgão e do clube, o que é considerado um mal antigo no Corinthians.

Existe também a questão política. Além de ser irmão do candidato Paulo Garcia, Fernando, em sua entrevista à ESPN, fez críticas a Roberto de Andrade, nome apoiado por Andrés Sanchez para a eleição presidencial de fevereiro. Ele acusa Roberto de ter dado um calote nele que resultou na aquisição dos direitos de Malcon. Mas Fernando é amigo de Andrés, que recebeu doação de empresa de Paulo Garcia para sua campanha a deputado federal. Ou seja, o imbróglio envolve dois dos três postulantes à presidência. O terceiro é Ilmar Schiavenato, ex-diretor social.


Vice do São Paulo agora aumenta campanha por redução dos Estaduais
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Principal crítico dos amistosos da CBF sem interromper o Campeonato Brasileiro, o São Paulo promete intensificar sua campanha contra essa prática, mesmo após a confederação convocar só jogadores que atuam fora do país para os próximos jogos, contra Turquia e Áustria.

“Ficamos surpresos com a decisão. Esperávamos que o Ganso fosse convocado porque todo mundo estava falando isso. Mas é bom ficar claro que não somos contra a convocação dos nossos jogadores. Somos contrários ao fato de a CBF não respeitar as datas Fifa. E vamos continuar gritando contra isso. Posso lutar sozinho, mas na assembleia da CBF no ano que vem vou insistir nessa questão”, afirmou ao blog Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo.

Ao ser informado pelo blog de que Marco Polo Del Nero, presidente da confederação a partir de abril, disse que as datas reservadas pela Fifa serão respeitadas no ano que vem, o dirigente comemorou. “Fico feliz, sinal de que a nossa gritaria está dando certo. A CBF começou a ver que uma coisa não pode ser boa para ela e ruim para os clubes.”

Mas Guerreiro prometeu aumentar no ano que vem a campanha pela redução dos campeonatos estaduais, algo que Del Nero sempre evitou como presidente da Federação Paulista. “Vou lutar muito contra isso no Conselho Arbitral da federação. A reformulação do calendário do futebol brasileiro passa pela redução dos estaduais.”

Ele também continuará a cruzada do clube para que a CBF pague os salários dos jogadores enquanto estiverem convocados. “Toda vez que temos um jogador chamado, nós mandamos o valor do salário dele, mostramos quanto tempo ele ficará com a seleção e pedimos que a CBF pague a quantia referente a esse período. Vamos continuar cobrando.”