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Corinthians tem aumento de dívida recorde: mais de R$ 73 milhões
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Nos dez primeiros meses de 2014, a dívida do Corinthians aumentou R$ 73.285.000 em relação a 2013, de acordo com balancete de outubro publicado no site do clube. Em dezembro do ano passado, o débito era de R$ 193,6 milhões. Em outubro, o valor chegou a R$ 266,9 milhões.

No site estão registrados os balancetes desde 2007. De lá para cá, a dívida nunca tinha crescido tanto de um ano para outro. Esse quadro só mudará até o final de dezembro caso o clube arrecade altos valores com a negociação de jogadores.

Até agora, o maior crescimento da dívida de um ano para o outro havia sido de R$ 56,4 milhões, registrado entre 2010 e 2011.

Segundo Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do Corinthians, vários fatores explicam o aumento recorde da dívida. Entre eles estão retração do mercado, altos investimentos no futebol e em obras (sem contar o estádio), além de as rendas na arena não entrarem no caixa do clube, pois a maior parte do dinheiro fica reservada para o pagamento da construção por meio do fundo que controla a casa corintiana. Até outubro de 2014, o clube investiu R$ 54,4 milhões em contratações, incluindo pagamentos em parcelas anuais, como o de Elias, e em obras.

Os números apresentados no site do Corinthians mostram que desde 2007, a dívida cresceu R$ 165,4 milhões. Ela era de R$ 101,5 milhões.

Confira abaixo a evolução da dívida corintiana.

2007 – R$ 101,5 milhões

2008 – R$ 97,2 milhões

Redução – R$ 4,3 milhões

2009 – R$ 99,8 milhões

Aumento – R$ 2,6 milhões

2010 – R$ 122 milhões

Aumento – R$ 22,2 milhões

2011 – R$ 178,4 milhões

Aumento – R$ 56,4 milhões

2012 – R$ 177 milhões

Redução – R$ 1,4 milhão

2013 – R$ 193,6 milhões

Aumento –  R$ 16,6 milhões

Outubro de 2014 – R$ 266,9 milhões

Aumento –  R$ 73,28 milhões


‘Primeira-dama’ do SPFC dá palpite em tudo e terá contrato investigado
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Na última segunda, Juvenal Juvêncio foi pela primeira vez a uma reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo desde que deixou a presidência. A noite era de festa, com coquetel e distribuição de panetones e até de cópias de uma entrevista de Carlos Miguel Aidar, atual presidente e crítico das mordomias dadas por seu antecessor aos conselheiros.

Juvenal tinha participação discreta, até que Aidar foi indagado sobre as relações de sua namorada, Cinira Maturana, com o clube e respondeu que ela tem um contrato comercial. Fica com 20% do valor dos negócios que apresentar.

“Aí eu entrei. Disse que estava estranhando. Antes a gente discutia futebol, mas agora estava discutindo assunto de namorada do presidente. Não ligo pra fofocas, mas tinha que deixar bem claro o que estava acontecendo [a confirmação de Aidar sobre o contrato]”, afirmou Juvenal ao blog.

O assunto incomodava conselheiros da oposição havia meses. A queixa é de que Cinira dá palpite em quase tudo. Até de uma reunião para a venda de Douglas ao Barcelona ela participou. Também esteve ao menos em um encontro sobre o projeto de cobertura do Morumbi , além de já ter sido fotografada no CT são-paulino.

Sua constante presença, apesar de se dividir entre São Paulo e Brasília, onde trabalha, rendeu a Cinira o apelido de Primeira-dama. E agora vai gerar uma investigação da oposição, que pedirá para o contrato ser exibido.

O grupo de Juvenal Juvêncio esmiúça o estatuto para saber se negociar com parentes (ou namorada) é passível de punição ao presidente.

Desde o início da tarde desta quarta, o blog tentou contato com a amada de Aidar. “Não tenho nenhum problema em falar, mas meu avião está decolando”, disse no primeiro contato. Depois, falou que estava pousando e conversaria mais tarde. À noite seu telefone estava ocupado e, em seguida, desligado.

Por sua vez Aidar deu entrevista coletiva na qual afirmou que ela “não trouxe um único negócio, embora tenha prospectado vários. Nós ficamos somente depois da Copa do Mundo, por volta do mês de agosto. Começamos a ter uma relação pessoal, e se ela tivesse trazido algum negócio não seria feito. Portanto, esse contrato é um zero à esquerda.”

Aidar também afirmou que não quer mais pronunciar o nome de Juvenal. Horas antes, JJ havia dito ao blog que na reunião do conselho proibiu o sucessor de falar seu nome a partir de agora. “Disse que ele precisa parar de falar de mim e começar a trabalhar pelo clube. Ele chega em casa e olha embaixo da cama para ver se estou lá”, declarou Juvenal.

Pelo tom bélico dos dois, ficou claro que, involuntariamente, Cinira ajudou a aumentar o ódio entre os amigos que viraram inimigos.


Santos busca dinheiro para não perder jogadores por falta de pagamento
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O Santos precisa de dinheiro para evitar que no quinto dia útil de janeiro complete três meses de salários atrasados, sem contar direito de imagem. Se isso acontecer, seus jogadores poderão pedir na Justiça o desligamento do clube, sem pagar indenização.

Além dos valores registrados nas carteiras de trabalho, há atrasos em direitos de imagem. Esse débito também dá margem para que os atletas tentem a quebra do vínculo a partir do terceiro mês, desde que o juiz entenda o direito de imagem como salário.

Um dos casos que preocupam é o de Arouca, que interessa ao Palmeiras e poderia aproveitar o calote para facilitar sua saída.

Ciente das dificuldades financeiras do clube, Modesto Roma Júnior, presidente eleito do Santos, visitou a Federação Paulista e aproveitou para saber se o clube tem valores para receber da entidade. Ouviu não como resposta.

Procurado pelo blog, no entanto, Modestinho, como é mais chamado na Vila Belmiro, não demonstrou preocupação por acreditar que seus antecessores cuidarão do assunto. “A diretoria atual ainda tem seus compromissos para honrar”. Ele toma possa na segunda-feira à noite.

De fato, Odílio Rodrigues, atual presidente, trabalha em busca de uma saída. A alternativa mais viável é acelerar a assinatura do contrato de patrocínio com a Huawei, acertado verbalmente, para que antes do próximo dia de pagamento, em janeiro, a empresa já libere uma verba ao clube. Ela deve pagar R$ 18 milhões para ser a patrocinadora principal da camisa santista por um ano.

Apesar dos atrasos com os atletas, os salários dos funcionários e da comissão técnica estão em dia.


Jogadores que viraram micos aquecem mercado
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Seus clubes investiram alto neles, mas de repente ficaram com micos nas mãos. Porém, as histórias de recente insucesso não assustam rivais interessados em apostar nesses atletas em baixa.

Abaixo, seis histórias assim que aquecem o mercado do futebol brasileiro nesse período de transferências.

Leandro Damião

Contratado por R$ 42 milhões, ele marcou só 6 gols no Brasileirão e caiu em desgraça no Santos. Mesmo assim entrou na mira do bicampeão nacional. O Cruzeiro cogita pagar metade do meio milhão que o atacante recebe mensalmente. Por sua vez, o Santos precisa dramaticamente aliviar sua folha salarial, mas luta por uma negociação mais vantajosa.

Wesley

Em 2012, o Palmeiras tentou até fazer uma vaquinha pelos 6 milhões de euros necessários para contratar o volante junto ao Werder Bremen. Os torcedores não ajudaram, e o clube deu seu jeito. Em janeiro de 2014, a Justiça chegou a bloquear cota da Globo em nome do Palmeiras para ficar como garantia de pagamento à empresa Angeloni & Cia, que ajudou a trazer Wesley. No entanto, o jogador terminou o ano como um dos mais ofendidos pela torcida. Depois de todo o esforço, o volante deve sair de graça. Seu futuro gera uma das maiores expectativas do mercado por contra do pré-contrato que teria assinado com o São Paulo.

Kléber

Após marcar apenas cinco gols na Série B pelo Vasco, o Gladiador tem volta agendada para o Grêmio em janeiro, quando seu salário passará de R$ 620 mil para cerca de R$ 660 mil. O valor não cabe no bolso do tricolor gaúcho, que torce para que uma das sondagens recebidas vinguem. Existem pelo menos um interessado no Brasil e outro no exterior. Os gremistas já ficarão aliviados se conseguirem um empréstimo com o parceiro pagando a metade da remuneração do atacante, que tem mais dois anos e meio de contrato.

Osvaldo

Quando contratou o atacante em 2012, o São Paulo superou a concorrência de rivais como Corinthians e Cruzeiro. Ele chegou a agradar a torcida tricolor, mas foi perdendo espaço e terminou 2014 na reserva. Agora, após recusar uma oferta milionária do futebol árabe, o São Paulo pode negociar o atacante com clubes brasileiros por menos dinheiro. Internacional e Palmeiras já demonstraram interesse.

Breno

Vendido por cerca de R$ 30 milhões em 2007 para o Bayern, o brasileiro virou um mico internacional. Enfrentou problemas pessoais e foi preso acusado de colocar fogo em sua casa. Ainda na prisão, fez um acordo para voltar ao São Paulo e é novidade certa no clube em janeiro.

Emerson Sheik

O atacante provocou uma das principais expectativas na volta de Tite ao Corinthians. A imprensa estava ansiosa para saber se o treinador quer o jogador, dispensado antes do fim de seu empréstimo com o Botafogo. Sheik passou a ser tratado como mico no Parque São Jorge pouco após renovar contrato por R$ 520 mil mensais. Para os cartolas, virou símbolo de jogador acomodado após a conquista do Mundial de Clubes. Tite afirmou desejar contar com ele, que está no radar do Atlético-MG.


Guerrero ‘enrola’ Corinthians desde 2013, segundo Gobbi
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Criticado por torcedores e até por Andrés Sanchez pela arrastada negociação para renovar o contrato de Guerrero, Mário Gobbi se defendeu nesta segunda. Em reunião do Conselho Delibertativo, o presidente corintiano disse que desde 2013 tenta um acordo com o jogador.

Afirmou que em determinado momento o atacante aceitou a proposta do clube, mas mudou de ideia e não quis assinar o novo contrato. O dirigente declarou que o fato de o peruano trocar de empresários durante as tratativas também fez com que a negociação ficasse mais lenta.

Assim, o cartola tenta mostrar que não deixou para renovar com Guerrero apenas um mês antes de ele poder assinar pré-contrato com outro clube. O compromisso atual termina em julho de 2015. Seis meses antes do final dos contratos os atletas já estão livres para firmarem pré-contratos.

A negociação com o peruano está parada. O jogador pede US$ 7 milhões de luvas (US$ 5 milhões à vista e o restante diluído no contrato), e o clube oferece US$ 5 milhões.

Invasão

A reunião do Conselho Deliberativo também foi marcada pela invasão de um grupo de aproximadamente 20 pessoas, entre sócios e torcedores.

Sem violência, eles divulgaram um manifesto que pede mudanças estatutárias, como direito a voto para os sócios-torcedores e regras que facilitem os associados a serem eleitos para o conselho.

Os invasores também apoiaram o pedido de um conselheiro para que o órgão julgue o caso do  membro do conselho Fernando Garcia, que é empresário de Malcolm, entre outros jogadores do clube. O estatuto prevê que conselheiros que tenham relação comercial com o Corinthians percam seus cargos.


São-paulino Osvaldo interessa ao Palmeiras
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O atacante Osvaldo, que vinha sendo mais uma opção de banco para Muricy no final do ano

O atacante Osvaldo, que vinha sendo mais uma opção de banco para Muricy no final do ano

Rafael Sóbis, do Fluminense, não é o único atacante que está na mira do Palmeiras. O alviverde também tem interesse na contratação de Osvaldo, do São Paulo.

O são-paulino tem contrato até o final de 2015, mas já deixou claro em entrevista que seus representantes conversariam com a diretoria tricolor sobre a possibilidade de ele se transferir.

Em tese, o péssimo relacionamento entre os presidentes dos dois clubes joga contra o plano palmeirense. Paulo Nobre rompeu relações com o São Paulo, de Carlos Miguel Aidar, após perder Alan Kardec para o rival.

Em compensação, o fato de Osvaldo ser agenciado pela mesma empresa que cuida da carreira de Jadson pode ajudar. Bruno Paiva, um dos agentes da empresa, costurou a troca de Pato por Jadson, envolvendo os rivais Corinthians e São Paulo. O empresário tem bom trânsito no Morumbi.

Rafael Sóbis em ação pelo Fluminense; atacante interessa ao Palmeiras

Rafael Sóbis em ação pelo Fluminense; atacante interessa ao Palmeiras

Foto do Osvaldo: Adriano Vizoni-5.mar.2014/Folhapress

Foto do Rafael Sóbis: NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.


Itaquerão corre risco de ser concluído só em abril
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O estafe corintiano que cuida da arena do clube já trabalha com a possibilidade de as obras do estádio serem concluídas apenas em abril, o que representa um novo adiamento.

Em agosto, a assessoria de imprensa do Corinthians havia informado ao blog que todas as obras de responsabilidade da Odebrecht estariam prontas em dezembro. E que as concessões de bares deveriam ser concluídas até janeiro.

Recentemente, Andrés Sanchez disse em programa da TV Gazeta que a conclusão aconteceria em fevereiro ou março. Porém, a previsão mais atualizada é de que o término dos trabalhos aconteça entre março e abril.

A demora tira o sono dos corintianos porque enquanto tudo não estiver pronto o clube não pode explorar integralmente as receitas de seu estádio, tendo mais dificuldade para pagar a obra. O custo é de pouco mais de R$ 1 bilhão.

Camarotes, restaurante e uma parte dos estacionamentos estão entre as obras que ainda não foram finalizadas.

A assessoria de imprensa do Corinthians que responde pelo estádio e também pela Odebrecht nas questões referentes à arena não respondeu ao blog sobre o assunto.


Saiba o que cobrar do novo presidente do Santos
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Para ler, guardar e cobrar: oito promessas de campanha feitas por Modesto Roma Júnior, eleito neste sábado presidente do Santos.

1 – Modernização da Vila Belmiro

Buscar parceiros para reformar a casa do Santos ,transformando o local em “estádio boutique” a fim de aumentar as receitas.

2 – Novo CT

Construção de mais um Centro de Treinamento para as categorias de base.

3 – Padrão

Uniformizar o estilo de jogo do clube em todas as categorias. E obrigar os técnicos a se encaixarem no modo de atuar da equipe.

4 – Escolinha

Formar treinadores e oferecer a eles um plano de carreira no Santos.

5 – Pés no chão

Implantação de severa política de austeridade financeira.

6 – Livro aberto

Criação de um portal de transparência sobre as ações da administração.

7 – Presidencialismo

Devolver o poder de decisão ao presidente do clube por meio de uma mudança no estatuto. Hoje, as decisões são tomadas pelo Comitê Gestor, que seria transformado num Conselho de Administração. As funções do órgão passariam a ser principalmente escolher uma auditoria independente, assessorar a administração e definir estratégias.

8 – Atração

Criação de um parque temático do Santos.


Depósitos em nome de Laor dividiam grupo do ex-presidente santista
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Detalhe de comprovante de pagamento da Resgate Santista em nome de Laor

Detalhe de comprovante de pagamento da Resgate Santista em nome de Laor

Segunda parte de resumo de extrato bancário da Resgate com depósito em nome de Laor

Segunda parte de resumo de extrato bancário da Resgate com depósito em nome de Laor

Cinco conselheiros ligados ao grupo que apoiava Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro afirmaram ao blog que tinham conhecimento de transferências feitas pela Associação Movimento Resgate Santisa para conta identificada como sendo do então presidente entre 2010 e 2011. Os documentos referentes aos depósitos foram revelados por esta coluna nesta sexta-feira. Porém, o quinteto conta que a documentação era guardada como um segredo de Estado.

Eles afirmam que as transferências eram polêmicas. Parte do grupo não concordava. E um dos membros sugeriu levar o caso para o Ministério Público ao ter conhecimento, mas foi convencido pelos colegas a desistir.

Ainda de acordo com esses relatos, os depósitos eram vistos como uma forma de remunerar Laor para presidir o Santos. No entanto, o ex-presidente nega ter recebido esse dinheiro ou qualquer forma de remuneração para dirigir o clube. Ele disse ao blog que alguém pode ter depositado as quantias em sua conta apenas para prejudicá-lo e que não tinha controle sobre as movimentações porque nomeou um procurador para tomar conta de suas coisas.

Marcos Zeli, ex-diretor financeiro da Resgate, confirma as transferências sem saber dizer qual o motivo para elas terem sido feitas e declara ter acatado determinação do grupo, responsabilizando diretamente Fernando Silva, candidato apoiado por Laor na eleição santista neste sábado. Antes de Zeli se manifestar, Silva já tinha negado conhecimento das transferências e apontado Zeli como o único que poderia esclarecer os depósitos.

Após a revelação feita pelo blog, a atual diretoria da Resgate divulgou uma nota oficial dizendo desconhecer o tema e afirmando que não teve acesso à documentação contábil da entidade naquela época. Gerson Lima Duarte, atual diretor jurídico do grupo, disse que pretende entrar com uma ação na Justiça contra Zeli para ter acesso aos documentos. O ex-diretor financeiro, por sua vez, alega que já entregou a documentação ao Conselho Fiscal da Resgate.

Leia baixo a nota da Resgate.

Em função de artigo publicado hoje no Blog do Perrone (clique para ler) a Associação Movimento Resgate Santista vem oficialmente esclarecer que sua atual gestão não está envolvida no esquema informado.

1- Os mandatos na Resgate são de três anos. Dessa forma, Luiz Roberto Serrano foi o presidente eleito para o triênio 2008/09/10 e Celso Pires wpara 2011/12/13 (incompletos);

2- Em ambos os mandatos o Diretor Financeiro da Resgate foi Marcos Zeli;

3- A partir da segunda eleição de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, com posse em janeiro de 2012, houve uma tentativa da direção recém-eleita do Santos Futebol Clube de aparelhar a Resgate e diminuir o caráter fiscalizador, “alinhando-a” à gestão do clube.

4- Dentro da Resgate, quem era contra a “submissão ao SFC” combateu e venceu (gestão atual) e quem queria aparelhar perdeu e pediu desligamento (gestões anteriores). Foi assim que, em meados de 2012, houve um racha na Resgate, que levou ao surgimento da primeira dissidência (ESS), hoje Chapa 2 – Avança Santos.

5- Entre os primeiros que renunciaram estava o Diretor Financeiro Marcos Zeli, substituído provisoriamente por Henry Gonzalez até as novas eleições da Associação, realizadas em novembro de 2012. Nessa ocasião a atual gestão venceu e assumiu, com Fábio Vianna eleito presidente para o triênio 2013/2014/15.

6- Mesmo após a saída dos golpistas para a ESS e com a posse da nova direção da Resgate, ainda restaram na Associação alguns membros que queriam manter um poder paralelo e impor candidaturas para dezembro de 2014. Essas pessoas também saíram da Resgate e hoje estão, em sua maioria, ligadas à chapa 5 – Mar Branco.

7- A Resgate notificou o Senhor Marcos Zeli em 21 de novembro de 2013 para que este entregasse toda a documentação contábil relativa à Associação, mas sem sucesso.

Associação Movimento Resgate Santista


Grupo depositava dinheiro para Laor enquanto ele presidia Santos
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Detalhe de comprovante de pagamento da Resgate Santista em nome de Laor

Detalhe de comprovante de pagamento da Resgate Santista em nome de Laor

 

Segunda parte de resumo de extrato bancário da Resgate com depósito em nome de Laor

Segunda parte de resumo de extrato bancário da Resgate com depósito em nome de Laor

Em novembro, durante entrevista ao diário “Lance!'', Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro disse: “Nunca recebi dinheiro direta ou indiretamente”. Ele negava que tivesse pedido a seus aliados salário para presidir o Santos. No entanto, nesta quinta-feira, o blog obteve com exclusividade documentos que mostram transferências bancárias feitas pelo Associação Movimento Resgate Santista para Laor entre 2010 e 2011. Nesse período, ele ocupava a presidência do clube.

Extratos de uma conta do grupo político no Banco Real-Santander mostram que em pelo menos cinco meses, entre 2010 e 2011, a associação depositou cerca R$ 25 mil mensais numa conta identificada com o nome de Luis Alvaro.

O ex-dirigente, porém, nega o recebimento. Ao blog, ele levantou a suspeita de uma armação para prejudicar Fernando Silva, ex-integrante da Resgate, como Laor, e que é um dos candidatos de oposição à presidência. Mas Marcos Zeli, que era diretor financeiro do grupo na ocasião, confirma a realização das transferências para Luis Alvaro, porém não sabe explicar a razão delas. Alega que não tomava deliberações, apenas cumpria o que era deliberado.

“Nunca recebi nada para dirigir o Santos, a Resgate nunca fez depósitos para mim”, afirmou Laor. Ao ser informado que o blog teve acesso aos comprovantes das transferências, ele sugeriu o complô. “Enquanto fui presidente nomeei um procurador. Eu não mexia nas minhas contas. Não prova nada existirem depósitos em meu nome. Se alguém quiser prejudicar o Papa, por exemplo, vai lá e faz um depósito na conta dele. Sua Santidade nem deve mexer nas contas dela porque tem coisas mais importantes para fazer, como o presidente do Santos”.

Mas Laor disse que teve outro tipo de ajuda da seus aliados na Vila Belmiro. “Como ia ficar em tempo integral no clube, pedi que eles me ajudassem arrumando trabalho para a minha empresa. Eles arrumaram. Acho estranho isso aparecer às vésperas da eleição, qualquer um pode ter feito isso para me prejudicar e prejudicar o Fernando Silva”, declarou o ex-cartola. O ex-presidente apoia Silva na eleição deste sábado.

Durante a gestão de Luis Alvaro, conselheiros do clube afirmavam que ele recebia uma remuneração da Resgate para poder se dedicar integralmente ao clube. Aliás, essa é uma das discussões que embalam a disputa eleitoral. Existe uma corrente que defende que o presidente precisa estar com a vida ganha para poder se dedicar ao clube, pois o cargo não é remunerado.

Os documentos obtidos pelo blog mostram três transferências em fevereiro de 2010. Somadas, elas chegam a R$ 24.999,99. No mês seguinte, R$ 25 mil foram transferidos em duas operações de R$ 10 mil e outra de R$ 5 mil. Nos dias 1º e 6 de abril foram realizadas pela resgate duas Teds (Transferência Eletrônica Disponível) de R$ 18.000 e R$ 7.000 (R$ 25 mil no total) para conta identificada como sendo de Luis Alvaro.

Em março de 2011, no extrato da mesma conta da Resgate, Laor aparece como beneficiário de transferências de R$ 18.250, no dia 4, e de R$ 6.750, no dia 14. Elas foram registradas como comprovante de pagamento e, somadas, também atingem R$ 25 mil. Nos dias 6 e 11 de abril transferências nos mesmos valores se repetem para conta anotada com o nome de Laor.

Os documentos obtidos pelo blog mostram ainda que, entre janeiro de 2010 e maio de 2011, a Resgate fez outras dez operações que resultaram em transferências mensais no valor de R$ 25 mil para uma conta que não tem seu dono identificado.

Mensalidade

Os extratos indicam ainda que os membros da Resgate faziam contribuições mensais para o grupo político, que se esfacelou durante a administração de Laor e hoje apoia o oposicionista Orlando Rollo.

Entre os comprovantes de contribuição, aparecem membros do grupo que viraram funcionários do clube e pagavam os valores mais altos da relação obtida pelo blog: R$ 300 reais cada. São os casos do agora candidato Fernando Silva, que na ocasião era gerente de futebol do clube, Fábio Gonzalez, à época gerente jurídico, e Luiz Fernando Vela, que ocupava o posto de diretor de patrimônio do Santos.

“Sempre fiz as contribuições. Não era uma obrigação. Se não fizesse você não perdia nenhum direito. Existiam várias faixas e sempre optei pelo valor mais alto, mesmo antes de ser gerente. É um absurdo imaginar que porque era remunerado no clube tinha que dar dinheiro para o grupo pagar alguém. E nunca ouvi falar sobre remuneração para o Laor”, disse Gonzalez.

“As doações, como em qualquer associação, tinham como objetivo mantê-la viva. Minhas contribuições foram as mesmas de sempre [R$ 300}. Não posso falar pelos demais”, disse Fernando Silva.

O candidato também afirmou desconhecer pagamentos a Laor. “Mesmo porque jamais tive qualquer cargo diretivo na Resgate. Quem pode falar melhor sobre o assunto é o sr. Marcos Zeli, que foi diretor financeiro do partido e hoje está na chapa do Nabil [Khaznadar, candidato situacionista]“, disse. Indagado se, caso vença a eleição, cogita encontrar uma fórmula para remunerar o presidente indiretamente, já que o estatuto não permite pagamento de salário, Silva afirmou: “Se for verdade [que Laor recebeu ajuda da Resgate], é algo condenável. Certamente não será uma prática da nossa gestão”. Assim como Laor, ele não tem mais vínculo com o grupo político.

Fabio Vianna, atual presidente da Resgate, também disse que Zeli é quem sabe sobre o tema. “Na nossa gestão isso nunca aconteceu. É proibido'', declarou Vianna.

Tanto os depósitos em nome de Laor quanto as contribuições feitas por funcionários do Santos ao grupo político não constituem ilegalidade ou ato lesivo ao clube.

Por sua vez, Zeli diz que fazia os depósitos para Luis Alvaro por determinação do partido. “E quem mandava na Resgate era o Fernando Silva, mesmo sem ser presidente. Ele deliberou [os pagamentos] e eu cumpri o que foi determinado'', rebateu o ex-diretor financeiro.

Veja abaixo os documentos que mostram transferências da Resgate para conta identificada como sendo de Laor.

 

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