Blog do Perrone

Arquivo : setembro 2010

Vontade do São Paulo é afastar jogadores
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Ninguém no clube falou publicamente sobre o assunto, mas a diretoria do São Paulo cogita afastar alguns jogadores do elenco. Os cartolas concluíram que um pequeno grupo de atletas atrapalhou o trabalho de Sérgio Baresi, que vai deixar o comando do time.

Na avaliação de diretores, faltou comprometimento com a equipe e obediência ao treinador por parte  desses atletas. Cléber Santana e Dagoberto estão entre os alvos da diretoria. O temor é que a tal falta de comprometimento  se espalhe entre os demais. Mas a diretoria também teme acabar enfraquecendo o elenco, se afastá-los agora.

 Um dos cartolas do clube disse ao blog que o o mais sensato é esperar a chegada do novo treinador e tomar a decisão em conjunto com ele. Em suas palavras, esses jogadores prejudicaram o clube, mas também ficarão desvalorizados se forem afastados.

Os dirigentes não chegaram a identificar um conflito entre o elenco e Baresi, mas acreditam que parte da equipe sempre teve a sensação de estar aguardando a chegada de um treinador mais graduado. Só para lembrar, foi decisão da diretoria não efetivar Baresi.

 O blog não conseguiu localizar Cléber Santana e Dagoberto para falar sobre o assunto.


São Paulo quer técnico de R$ 200 mil
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A diretoria do São Paulo não tinha procurado nenhum treinador até as 15 horas desta quinta-feira. Os cartolas, porém, já tinham decidido quanto querem pagar ao novo treinador: R$ 200 mil mensais.

Sérgio Baresi continua no cargo, mas os dirigentes têm pressa em definir o sucessor. Além de uma tentativa de interromper os maus resultados, os são-paulinos afirmam que a troca tem de ser rápida para não queimar de vez Baresi com a torcida. O temor é que a irritação dos torcedores com ele seja tanta que inviabilize a volta dele ao cargo no futuro, ainda que interinamente. Sé é que isso ainda não aconteceu.

Depois de perder Dorival Júnior ao anunciar que não o contrataria, a diretoria evitar excluir publicamente algum treinador. Mesmo assim, as chances de Vanderlei Luxemburgo são pequenas, segundo os cartolas.  Principalmente por ser considerado um treinador caro. O São Paulo admite até pagar pouco mais de R$ 200 mil ao novo técnico e avalia que Luxemburgo ganhava por volta de R$ 500 mil no Atlético-MG. Em termos de comparação, Cuca recebe R$ 230 mil no Cruzeiro.


Palmeiras estuda rescisões e fim do time B
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O conselho gestor que colabora com o presidente interino do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia, prepara um pacote de medidas visando reduzir os gastos do clube.

Entre as ações estudadas estão a rescisão dos contratos de jogadores que não são aproveitados por Luiz Felipe Scolari e a extinção do Palmeiras B. A primeira medida seria tomada nos próximos dias. A segunda seria aplicada assim que a equipe B encerrar suas atividades nesta temporada.

“O conselho gestor está analisando os contratos de todos os jogadores. Depois deste estudo, vamos tomar uma decisão. Dependendo dos valores, do tempo de contrato a ser cumprido, podemos, sem dúvida, rescindir com alguns atletas que não estão sendo utilizados”, disse ao blog Wlademir Pescarmona, escolhido por Palaia para comandar o futebol.

“Se você me perguntar na lata, vou dizer que sou contra a continuidade do Palmeiras B. Mas primeiro precisamos fazer uma análise com calma”, completou Pescarmona, que também integra o conselho gestor.

Ele diz que, apesar de a licença do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo valer por apenas 45 dias, o grupo quer preparar o terreno para a próxima temporada. Outra meta é fortalecer as categorias de base.


A disputa do trio-de-ferro por shows
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Além da corrida para reformar ou erguer seu estádio primeiro, de olho na Copa de 2014, os três principais clubes paulistanos travam uma acirrada disputa pelos grandes shows na capital.

Hoje praticamente sem concorrentes no que se refere a palcos para grandes eventos, o São Paulo corre para vender o naming right de uma pequena arena dentro do Morumbi. Com palco atrás de um dos gols, ela permitirá shows para 25 mil pessoas, sem afetar o gramado. O dinheiro da venda do nome seria usado também para a sonhada cobertura do estádio.

O São Paulo sabe que há uma demanda na cidade por locais para shows com público inferior aos que ocorrem no Morumbi, porém com mais gente do que as casas de espetáculos da capital paulista podem abrigar.

O Corinthians sabe disso, por isso quer reformar o Parque São Jorge para poder receber shows para cerca de 15 mil pessoas. Antes de ouvir falar no plano da arena reduzida do São Paulo, Andrés Sanchez chegou a dizer que ninguém vai querer fazer shows no Morumbi se puder alugar um estádio menor, mais fácil de encher.

Por sua vez, a diretoria do Palmeiras diz comemorar o fato de o futuro estádio corintiano, em Itaquera, ter sido escolhido para a Copa. Avalia que assim a Arena Palestra deixou de ganhar um concorrente na disputa por shows. Para os palmeirenses, a Zona Leste não agrada aos organizadores destes eventos por sua localização. Pensamento igual ao dos são-paulinos.


Palaia empresta dinheiro ao Palmeiras para pagar atrasados
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Horas antes da partida contra o Internacional, nesta quarta-feira, o Palmeiras pagou um mês de direitos de imagem atrasados. Parte do dinheiro foi emprestada pelo presidente interino Salvador Hugo Palaia, de acordo com três dirigentes palmeirenses.

Foi pago cerca de R$ 1,5 milhão aos jogadores. Além da verba emprestada por Palaia, foi usado do dinheiro do próprio clube.

Nesta quinta, a diretoria espera conseguir, finalmente, a liberação da segunda parte do empréstimo que fez junto ao BMG para quitar o outro mês de direitos de imagem atrasados. A verba está demorando para sair por falta de garantias ao banco. Agora, os cartolas costuram um acordo com a Fiat que deve apresentar um documento se comprometendo a repassar à instituição dinheiro que o Palmeiras tem a receber da montadora.

O conselho gestor criado para ajudar Palaia enquanto Luiz Gonzaga Belluzzo está licenciado entendia que precisava demonstrar aos jogadores uma mudança de postura da diretoria.

Procurado pelo blog para falar sobre o assunto, o diretor financeiro do Palmeiras, Francisco Campizzi Busico, disse que não está autorizado a dar entrevistas. Ebem Gualtieri, indicado pelo conselho gestor para falar com jornalistas, afirmou que estava dirigindo e não poderia falar ao celular. Palaia não atendeu às ligações.


Governo prepara pedido ao BNDES sem Copa no Morumbi
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Alguns dirigentes do São Paulo ainda sonham em recolocar o Morumbi na Copa de 2014. Porém, o governo paulista dá cada vez mais sinais de que o estádio já é página virada no Mundial.

O governo estadual está refazendo o pedido de financiamento ao BNDES para obras da linha 17  do metrô, que terá uma estação próxima ao Cícero Pompeu de Toledo. Pelo projeto inicial. o dinheiro seria usado para obras de infraestrutura em volta do estádio. O novo pedido dá ao governo a possibilidade de espalhar as obras por várias estações.

Se recebesse o Mundial, a área próxima ao estádio são-paulino receberia sozinha melhorias nos sistemas viário e de drenagem, além de investimentos em urbanização.  

O gasto total com a linha será de R$ 3,1 bilhão, sendo que   R$ 250 milhões devem vir do BNDES. Pelo menos por enquanto, o governo não fez nenhum pedido ao banco referente ao futuro estádio do Corinthians.


O gol de honra do Brasil contra a Fifa
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O pacote de isenções fiscais para a Fifa, que ainda aguarda aprovação  no Congresso Nacional, está desfalcado apenas de dois importantes pontos exigidos pela federação internacional e recusados pelo governo.

Um dos motivos que impediram uma vitória completa da Fifa foi a decisão do governo de impedir ganho de capital da entidade no Brasil sem o pagamento de impostos. A controladora do futebol mundial queria o direito de, por exemplo, fazer aplicações no país, antes ou durante a Copa de 2014, obter lucros e não pagar impostos. Ou comprar um imóvel três anos antes do Mundial e vendê-lo depois da Copa, também sem pagar taxas referentes ao lucro. A Receita Federal bateu o pé até o fim contra o privilégio.

O veto foi explicado pacientemente ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, em uma de suas vindas ao Brasil.

O governo também fez um retoque na isenção de impostos para importações envolvendo a organização do Mundial. Agora, equipamentos que entrarem no país sem pagamento de taxa terão de sair depois da Copa. Se ficarem, o imposto será cobrado.

O temor era o de que equipamentos isentos de impostos fossem repassados a empresas brasileiras depois do Mundial. A isenção total só vale para o que for usado na construção dos estádios.

Estudo feito pelo Governo Federal mostra que a Fifa exigiu muito mais do Brasil do que da Alemanha na Copa de 2006.


Palmeiras fecha com a Tim e terá diretor de orçamento
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A diretoria de marketing do Palmeiras acertou um contrato de patrocínio com a Tim, que vai estampar o espaço junto ao número das camisas. O acordo vai render ao clube no total cerca de R$ 2 milhões.

Outra novidade é a criação do cargo de diretor de orçamento. Sua função será impedir que os departamentos gastem mais do que o previsto no início do ano. O maior desafio será evitar exageros no futebol. O nome do novo profissional não foi anunciado.


Corinthians fez festa de R$ 2,5 milhões
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Até os convidados vips saíram do jantar do centenário corintiano, na última segunda, impressionados com a festa. Bebida e comida de primeira, convidados famosos, como a primeira dama Marisa Letícia, e um show com o cantor Roberto Carlos. Ficaram mais impressionados ainda os que ouviram da cartolagem corintiana o valor do evento: R$ 2,5 milhões.

Deste total, R$ 500 mil foram bancados pelo BMG, que fez um acordo com o clube. Os outros R$ 2 milhões não significam muito para as contas do Timão, se comparados à arrecadação de aproximadamente R$ 180 milhões do Corinthians em 2009. O dinheiro da festa não seria suficiente para cobrir a folha de pagamento mensal corintiana, mas daria para quitar um mês de salários de Ronaldo e Adilson Batista juntos.

Alguns conselheiros da oposição saíram do Anhembi falando que valeu fazer um evento tão caro por se tratar de uma data comemorada a cada cem anos.

Além de festejar o centenário do clube, a festa marcou a escalada social de Andrés Sanchez, que antes de assumir a presidência do Corinthians era chamado no clube de integrante do baixo clero. Dono da festa, recepcionou políticos importantes e assistiu ao show na primeira fila, onde estavam também a primeira dama e Ronaldo.


Santos é pressionado a fazer mais jogos na Vila
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Um dos grupos que ajudaram o presidente do Santos, Luís Álvaro Ribeiro, a assumir a presidência do clube começa a se voltar contra o cartola. Um dos motivos de insatisfação é em relação aos jogos no Pacaembu.

O atual presidente pertence ao grupo político baseado na capital e fez um acordo com uma das alas de conselheiros que moram em Santos para se eleger. Durante a campanha, avisou que faria partidas no Pacaembu. Mas, em reunião do conselho na semana passada, o conselheiro Celso Leite se manifestou, afirmando que o combinado era a realização de menos jogos fora da Vila Belmiro e com adversários mais fracos.

Só que a diretoria segue na direção contrária. Quer mais partidas na capital, em busca de receitas melhores. Por isso decidiu dizer ao técnico que for escolhido para a vaga de Dorival Júnior que ele terá de aceitar atuar na capital quantas vezes os dirigentes quiserem.

Uma crise com essa ala santista dificultaria a administração de Luís Álvaro, pois o grupo ocupa cargos em órgãos importantes do clube.