Blog do Perrone

Arquivo : dezembro 2010

Desejo que em 2011 …
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Perrone

… o Corinthians jogue a Libertadores com a mesma naturalidade com que disputa o Campeonato Paulista.

… o Grêmio não se arrependa do esforço que está fazendo para tentar contratar Ronaldinho Gaúcho.

… o Cruzeiro esqueça de uma vez por todas de Kléber.

… Juvenal Juvêncio não tente mais uma reeleição no São Paulo, driblando o estatuto.

… o Internacional supere o trauma do mico no Mundial de Clubes.

… o Bahia consiga acomodar sua imensa torcida com dignidade na volta ao Brasileirão.

… o Palmeiras encontre a paz política.

… a amizade do novo presidente do Fluminense com o presidente da Unimed ajude a harmonizar a administração do futebol nas Laranjeiras.

… o Flamengo perceba que dar carta branca a um treinador, seja lá quem for, não é uma boa ideia.

… Richarlyson tenha no Galo a paz para trabalhar que não teve no São Paulo.

… Joel Santana tenha vida longa no Botafogo.

… que sejam mais palpáveis os resultados do Vasco por manter Rodrigo Caetano, tido no meio como o mais competente diretor remunerado de futebol do país.

… o Santos respeite mais Adilson Batista do que respeitou Dorival Júnior. E mais do que o Corinthians respeitou o próprio Adilson.

…. o  torcedor brasileiro aprenda que, no futebol, marmelada sempre dá indigestão. Cedo ou tarde.


Sevilla libera Luís Fabiano por 9 milhões de euros, diz agente
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A multa rescisória de Luís Fabiano no Sevilla é de 20 milhões de euros. Segundo seu agente, Jose Fuentes, o time espanhol aceitaria vendê-lo por cerca de 9 milhões de euros. Valor que nenhum clube brasileiro pode pagar. Ele descarta a chance de empréstimo do jogador.

Em termos comparativos, o Milan pede 8 milhões de euros para liberar Ronaldinho (muito mais negócio investir no ex-são-paulino).  A principal diferença é que o desejo de voltar do milanista é bem maior, o que vai facilitar a negociação e permitir o seu retorno ao Brasil.

Como costuma dizer o agente de Luís Fabiano, só tem interesse em voltar  quem está mal na Europa. Apesar de estar longe de seus melhores momentos, o jogador do Sevilla ainda não tem motivos para querer jogar tudo para o alto. Nem a crise financeira vivida pelos clubes da Espanha justificaria isso. Ainda que a situação comece a preocupar.

O Sevilla costuma pagar no meio do ano os salários da temporada inteira. Em 2010, precisou fazer um acordo com os jogadores. Parcelou o pagamento em duas vezes. A última parcela foi paga com três meses de atraso em relação ao prazo inicial. Muito pouco para justificar uma forçada de barra para voltar ao Brasil.


Em contratos com empresa de conselheiros, Santos transfere para cidade de São Paulo decisão de conflitos
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Historicamente o Santos indica em seus contratos o fórum de sua cidade como local para discussão sobre eventuais pendências entre as partes. Nos acordos com a Terceira Estrela Investimentos (Teisa), porém, está definido que controvérsias serão julgadas em São Paulo.

Obtive cópia do contrato que o clube preparou para vender 10% do goleiro Rafael para a Teisa. A cópia não está assinada, mas prevê que dúvidas e controvérsias devem ser dirimidas através de procedimento arbitral  em São Paulo, na Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Antigos parceiros do clube tentaram em vão fazer o mesmo, alegando que vencer essas disputas em Santos seria mais difícil. Os conselheiros do clube reclamam que hoje decisões importantes são tomadas na capital paulista, nas reuniões do  Grupo Guia, formado por consultores do presidente Luís Álvaro. Eles são conselheiros, sócios da Teisa e moram em São Paulo.

A cláusula que transfere as discussões para São Paulo está presente também no contrato de venda de 20% dos direitos de Arouca para a empresa desses conselheiros.

Veja abaixo a cópia do documento feito para a venda de parte dos direitos de Rafael em outubro. No começo de dezembro,  escrevi que o Santos tinha acertado a venda de10% dos direitos do goleiro para a Teisa por R$ 300 mil. Esses são os números que estão no documento. A diretoria disse na ocasião que não fez a venda. E mantém essa informação, mas não esclareceu ao blog o motivo para a existência de um contrato de venda sem assinatura. Clique no documento para melhorar a imagem.


Prejuízo do Palmeiras no futebol passa de R$ 9,5 milhões em 2010
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O  departamento de futebol do Palmeiras registrou até 30 de novembro um déficit de R$ 9.543.688,92 em 2010. Só no mês passado o prejuízo foi de R$ 4,3 milhões.

A diretoria não pode reclamar de escassez de receitas. O futebol gerou uma arrecadação de R$ 112 ,2 milhões em 11 meses. A maioria dos clubes brasileiros não tem uma verba como essa. São R$ 10,2 milhões por mês entrando nos cofres do clube em média. Só que o gasto médio mensal com o futebol é mais impressionante ainda: 11 milhões.

O prejuízo total do Palmeiras em novembro foi de R$ 6,2 milhões.  A dívida com bancos, clubes e terceiros no ano já chegou a R$ 86,7 milhões. Os números refletem a política adotada pela diretoria de gastar alto apostando no retorno que seria gerado pelos títulos. Mas as conquistas não vieram e as contas terão de ser pagas. Veja abaixo o balancete oficial do clube com os detalhes da contabilidade até o fim de novembro. Vale lembrar que novamente as contas mensais foram rejeitadas pelo Conselho de Orientação e Fiscalização.  Clique dentro dos quadros para melhorar a visualização.


A fritura de Jamelli no Santos
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O emprego de Jamelli no Santos está por um fio. De acordo com dois cartolas do clube, o desgaste entre o gerente de futebol e a diretoria aumentou com as últimas contratações, durante viagem de férias do ex-jogador.

 Aos poucos, Jamelli foi perdendo espaço. Segundo os mesmos cartolas, a situação ficou ainda mais delicada com a contratação do goleiro Aranha, depois de Jamelli encaminhar uma negociação com Diego Cavalieri. A demissão do ex-atacante abriria mais espaço no futebol santista para o consultor Fernando Silva.


Brasileiros ainda apostam no divórcio entre Ronaldinho e Milan
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Não foi só o Grêmio que deu de ombros para a declaração de um dos diretores do Milan garantindo a permanência de Ronaldinho no time italiano. Flamenguistas e palmeirenses também seguem tocando seus projetos para contar com o jogador.

Os três clubes avaliam que o problema é definir os detalhes do divórcio entre Ronaldinho e Milan. As principais pendências, segundo os dirigentes brasileiros são:

1 – Quem vai assumir  a vontade de terminar o casamento?

O Milan quer que Ronaldinho admita publicamente o desejo de sair. Assim, o time italiano evita ser criticado por liberá-lo. Mas o brasileiro pisaria em ovos ao fazer o anúncio para não ferir o orgulho dos milanistas.

2 – Quem vai pagar a conta?

É preciso costurar um acordo pelo qual o Milan abra mão da multa rescisória e Ronaldinho dos salários que ainda teria para receber até o final do contrato. Os dois lados demonstram interesse na rescisão, mas ambos têm dinheiro em jogo.

3 – E se outro clube do exterior topar pagar ao Milan pela liberação?

Ronaldinho já teria garantido que, se isso acontecer, ele simplesmente vai dizer que não concorda com a transferência. E que só aceita se mudar para um time brasileiro.


Contratação de atacante, finanças e eleição pressionam Andrés
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Andrés Sanchez termina o ano pressionado. Aliados do presidente corintiano cobram diariamente a contratação de um atacante. Avaliam que o cartola, em seu último ano de mandato, está mais preocupado em controlar as finanças do que em reforçar o time.

Em 2010, o clube precisou fazer muitos empréstimos bancários. De acordo com os próprios dirigentes até amigos de Andrés foram avalistas em alguns deles.  Só até outubro foram R$ 53,9 milhões em empréstimos. É louvável que ele esteja preocupado em pagar as contas antes de passar o bastão.

Mas, a agenda do presidente às vésperas do Natal revelou outra preocupação de Andrés: a eleição para presidente do clube. Ele já está em ritmo eleitoral, apesar de ter um ano inteiro de mandato pela frente. Conversou com opositores e almoçou com Paulo Garcia, pré-candidato da oposição e que já está em campanha. Um gesto de aproximação difícil de ser interpretado. A não ser como termômetro de como a política pode tomar espaço do futebol em mais um ano de luta do Corinthians pelo inédito título da Libertadores.


Altos salários de brasileiros emperram vendas
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Representantes de clubes estrangeiros afirmam que está cada vez mais difícil contratar jogadores brasileiros por causa dos bons salários que as equipes do país estão pagando.

Os agentes contam que antes um salário de 1 milhão de euros por ano era atraente para bons atletas (sem contar os fora de série). Isso representa cerca de 83,3 mil euros por mês ou R$ 184 mil. É quase o mesmo que o corintiano Souza vai continuar ganhando no Bahia, com os dois clubes dividindo o salário.

Jogadores que ainda não construíram carreiras na seleção brasileira já pedem 1,5 milhão de euros por ano para deixar o país. As negociações ficam mais duras ainda porque os estrangeiros estão cansados de brasileiros que fazem bate e volta na Europa. Querem pagar por metas e médias de jogos disputados, critérios que causam calafrios nos brasileiros.

É bom ver os times com maior poder para segurar jogadores. Mas, ao mesmo tempo, é preocupante. É só ver a quantidade de grandes equipes que estão atrasando salários. E que continuam pagando cada vez mais. A qualquer momento a bolha pode estourar.


Grupo Sonda retoma na Justiça fatias de jogadores do Santos
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O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu um efeito suspensivo para a DIS (braço esportivo do Grupo Sonda) anulando decisão anterior que tirava da empresa porcentagens de sete jogadores que pertencem ao Santos. Na relação estão 25% de Paulo Henrique Ganso.

A decisão anterior anulava os contratos assinados entre o clube e a empresa ainda na gestão de Marcelo Teixeira. A nova diretoria foi à Justiça alegando que as vendas foram feitas por quantias bem abaixo dos valores de mercado, sendo lesivas ao clube. A DIS recuperou também o direito de receber sua parte na venda de Wesley, ainda não repassada pelo clube.

A nova decisão não é definitiva. Por ora, a DIS pode vender as fatias que tem para quem quiser, desde que o Santos não se interesse em comprá-las. E deve ser esse o caminho a ser tomado pela empresa. Luciano Moita, do departamento jurídico do Santos, disse ao blog que está de férias e ainda não sabia sobre a decisão.


Ex-diretor de futebol do São Paulo desponta como candidato de oposição
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Os conselheiros de oposição do São Paulo levam a eleição de abril em banho-maria. Recentemente, se reuniram e decidiram que é melhor esperar para lançar um candidato. Definir um nome agora seria deixá-lo exposto por mais tempo.

Também, pelo menos por enquanto, faltam cartolas que mostrem disposição para encarar o pleito em que a situação é favorita. De acordo com alguns líderes da oposição, até agora só o ex-diretor de futebol José Dias demonstrou motivação para se candidatar.

Procurado pelo blog, ele disse que ainda é cedo para definições. Afirmou que seu grupo não falou em nomes, mas não descartou a candidatura.