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Contratação de William reforça República de Ronaldo

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08/02/2011 10h19

Nomear William como gerente de futebol do Corinthians foi como chamar um ex-aluno, amigo da turma do fundão, para tomar conta da classe. O ex-beque era um dos chapas de Ronaldo no elenco corintiano.

Agora, além de ser amigo do peito do presidente Andrés Sanches, do consultor médico Joaquim Grava, do diretor-adjunto Duílio Monteiro Alves e dos patrocinadores, Ronaldo também é íntimo do gerente.

Depois dos primeiros atos de vandalismo da torcida corintiana após a derrota para o Tolima, Ronaldo chegou a dizer a um amigo que não vestiria mais a camisa do clube. A maior parte da diretoria ficou preocupada, pois temia que os patrocinadores com contratos atrelados à imagem do atacante saíssem junto com ele.

A nomeação de um amigão para trabalhar diretamente com o elenco, porém, deve acalmar o atacante. Ele terá por perto mais uma pessoa em que pode confiar. Quem defende a contratação de William afirma que a diretoria também vai sair ganhando. Isso porque passará a ter no grupo alguém que conhece intimamente os jogadores. E que terá mais facilidade para ouvir os problemas dos atletas, detectar possíveis rachas no elenco e, claro, repassar rapidamente as informações para os dirigentes.

Assim, a República de Ronaldo, fragilizada com o fiasco na Colômbia, foi rapidamente vitaminada.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.