Blog do Perrone

Arquivo : abril 2011

Santistas isentam herói Muricy de culpa na lesão de Elano
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Assim que terminou o clássico com o São Paulo, Elano foi para um hospital realizar dois exames que indicariam a gravidade de sua lesão muscular. Minutos antes de escrever esse post, conversei com um dirigente santista. Ele me disse serem pequenas as chances de o meia viajar para o México.

Havia até a possibilidade de o atleta passar a noite no hospital na tentativa de acelerar a recuperação.

Em outra situação, a contusão seria um prato cheio para a diretoria crucificar o treinador por escalar os titulares às vésperas de uma partida decisiva na Libertadores. Mas os cartolas santistas não criticam Muricy Ramalho. Estão eufóricos com o treinador, anestesiados.

 Merecidamente, creditam a ele a maior parte dos méritos pela vitória na semifinal do Paulista. A mudança no sistema de jogo do time, que passou a atuar no 3-5-2 após o intervalo, foi fundamental para a vitória.

Além de estarem encantados com o treinador, afirmam que a comissão técnica estava cercando Elano de cuidados. Como escrevi no post na manhã deste sábado, o estafe de Muricy considerava que o meia sentia o desgaste da parte da temporada que disputou na europa.

Elano estava sendo monitorado por exames que indicam o cansaço dos jogadores. E foi escalado porque a comissão técnica o considerou apto. A lesão pode estar relacionada ao desgaste ou não. Nunca saberemos.

O fato concreto é que, apesar de não ter sido brilhante em suas últimas apresentações, Elano fará muita falta ao Santos se não puder enfrentar o América do México. Mesmo assim, concordo com os que não cornetam Muricy por escalar o que tinha de melhor contra o São Paulo. Se não o fizesse e perdesse, seria malhado.


São Paulo é o grande paulista que menos arrecadou com patrocínio em 2010
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Foi difícil encontrar um patrocinador fixo para a camisa do São Paulo no ano passado. Por isso o clube adotou patrocinadores descartáveis, para um ou alguns jogos. Os balanços publicados pelos clubes agora mostram o tamanho do estrago.

O São Paulo arrecadou com publicidade e patrocínio em 2010 R$ 17.884.000. Pouco mais da metade do obtido em 2009, quando os contratos rendaram R$ 31.344.000.

A receita obtida pelos tricolores foi a menor entre os grandes paulistas. Bom de marketing nos últimos anos, o São Paulo não conseguiu superar o Santos, que colocou as mãos em R$ 18.781.000 graças à publicidade e a patrocínio.

A diferença se transforma em goleada quando os valores registrados pelo São Paulo são comparados aos de seus outros dois grandes rivais estaduais. O Palmeiras arrecadou R$ 43,8 milhões e bate o adversário mesmo se forem descontados os R$ 13 milhões antecipados que pegou no ano passado da Adidas, segundo a atual diretoria. Já o Corinthians, líder desse ranking, faturou R$ 47,3 milhões.

Talvez para compensar o fraco desempenho com patrocínios, o balanço do São Paulo festeja os resultados obtidos por seu departamento de marketing com o licenciamento de produtos. Um chamativo quadro mostra a evolução de receitas do clube nessa fatia do mercado. A arrecadação pulou de R$ 1.463.000 em 2002 para R$ 8.640.00 em 2010. Em 2009, os licenciamentos renderam R$ 6,9 milhões.


Elano divide torcida do Santos; namorada e Europa levam a culpa
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Até bem pouco tempo, Elano era considerado pela torcida do Santos a melhor contratação da temporada no Brasil. Mereceu o título. Teve um retorno arrasador à Vila Belmiro. Mas o meia já não é unanimidade entre os torcedores.

Substituído nos últimos dois jogos, ele foi vaiado por parte da torcida ao sair no confronto contra o América do México. A outra metade do estádio reagiu aplaudindo o jogador. A crítica maior é a de que ele fica sem gás rapidamente e no segundo tempo anda em campo.

Nas arquibancadas da Vila, quem reclama do jogador mistura a vida pessoal dele com a profissisonal. Os torcedores fazem coro para dizer que seu desempenho despencou desde que começou a namorar a atriz Nívea Stelmann.

Entre os cartolas, há outra explicação, que é atribuída à comissão técnica. Elano chegou a Santos na ponta dos cascos. Estava em atividade na Europa e mais bem preparado em relação aos brasileiros, que estavam em início de temporada. Mas agora a situação mudou. Seus colegas estão embalados, enquanto o meia carrega o peso do calendário europeu. Faz sentido.


Auditoria contratada por Belluzzo aponta falhas no balanço da gestão do ex-presidente palmeirense
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O Palmeiras publicou nesta sexta no site da Federação Paulista e em sua página o balanço de 2010. O clube separou o balanço em dois. Um apresentado pela antiga diretoria, com data de 31 de dezembro do ano passado, e outro de 1º de janeiro de 2011.

O parecer da auditoria independente, a Grandt Thorton, contratada durante a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo, aponta que o balanço da antiga administração apresentou um déficit com pelo menos R$ 71, 7  milhões a menos do que o valor considerado real pela auditoria. O parecer diz que o documento está em desacordo com as práticas contábeis. Isso é um troféu para a atual diretoria, que reprovou as contas de Belluzzo.

Nesses R$ 71,7 milhões estão R$ 40 milhões referentes à redução no patrimônio do clube com a demolição de seu estádio. Esse valor será recuperado com a nova arena. Aumentam o déficit  R$ 23 milhões relativos a direitos de TV do Paulista e ao contrato com a Adidas que a auditoria considerou antecipações e a antiga diretoria não. No entender da empresa, essa receita deveria ser espalhada através dos anos de contrato. Há ainda R$ 2,5 milhões de juros referentes à dívidas, como direitos de imagem de Valdívia, que não teriam sido contabilizados, entre outras falhas.

A nova diretoria ajustou o balanço aumentando o déficit de R$ 25 milhões para R$ 110 milhões, computados aí os R$ 40 milhões do estádio. “O parecer da auditoria contratada pela administração anterior mostra a lisura técnica do balanço que produzimos. Estamos abertos ao debate, mas nada vai mudar o fato  de que o déficit foi de R$ 110 milhões. Com os R$ 41 milhões de déficit em 2009, temos um biênio desastroso”, afirmou Piraci Oliveira, conselheiro palmeirense que participou da confecção do novo balanço.

O blog telefonou para Belluzzo, mas ele não atendeu.


Santos perde conforto em viagem e um dia no México por problema com voo fretado
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O Santos pediu à Federação Paulista que marcasse seu jogo com o São Paulo para sábado. Planejava viajar logo após a partida para o México, onde enfrenta o América na terça. O clube se cercou de cuidados, fretou um avião para dar mais conforto ao time e garantir que os jogadores já passassem o domingo inteiro em terras mexicanas.

Porém uma empresa estrangeira foi contratada e não conseguiu autorização para decolar de São Paulo. O time precisou desistir do fretamento e mudar os planos. Deve viajar só no domingo, por volta das 12h30, em voo de carreira.

Além de um dia a menos no México, a viagem não deve ser tão agradável como planejou a diretoria. No avião fretado, 20 lugares eram de primeira classe. Neles embarcariam os atletas escalados para a semifinal do Paulista.

Os demais viajariam na classe econômica, mas com duas poltronas à disposição. Haveria lugar de sobra no avião. Sem o fretamento fica impossível garantir essas condições. Segundo a assessoria de imprensa do clube, será possível acomodar todos os atletas em classe executiva.

A diretoria vê um lado positivo na história. Acredita que será bom para os atletas dormirem num hotel depois do confronto com o São Paulo. Mas não é preciso ser um profundo conhecedor de Muricy Ramalho para desconfiar que o treinador não deve  estar satisfeito com a alteração. Conselheiros da oposição, por sua vez, falam em erro da direção no planejamento.


WTorre deixa Palmeiras à vontade para trocar de construtora
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WTorre e Palmeiras tiveram duas reuniões nesta semana. A construtora falou das dificuldades que tem encontrado para gerar receitas com o projeto nessa fase, apesar de assegurar ter recursos para honrar o compromisso. O naming right não foi negociado. A venda de cadeiras cativas e camarotes não saiu do papel. A verba a ser gerada com essas comercializações ajudaria a empresa a tocar a obra.

A  WTorre deixou o Palmeiras à vontade para trocar de construtora, desde que a reembolse. Walter Torre afirma ter investido até aqui R$ 40 milhões.

Os cartolas já buscam alternativas no mercado. Um dos nomes comentados é o da Odebrecht, que irá erguer o estádio corintiano.

Na última reunião, a WTorre afirmou que esperava formar uma parceria com o conselheiro palmeirense Paulo Nobre para arrecadar dinheiro já na fase inicial do projeto. Mas ele teria desistido e ela ficou na mão.

Nobre foi candidato à presidência na última eleição. “Eu conversei mesmo com a WTorre no sentido de ajudar a conseguir investidores estrangeiros interessados no projeto. Não me lembro o motivo, mas isso acabou não avançando. Nem cheguei a iniciar a procura”, afirmou Nobre ao blog.

A assessoria de  imprensa da WTorre afirmou desconhecer o teor das discussões. Disse apenas que as duas partes combinaram não falar publicamente sobre o que foi conversado para evitar novos atritos.


Jogo do Santos tem até cambista de 11 anos, e Pacaembu atrai cada vez mais
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Quem foi à Vila Belmiro assistir Santos x América do México ficou impressionado com a quantidade de cambistas em volta do estádio. E mais ainda quando foi anunciado um público de apenas cerca de 11 mil pessoas.

Em meio aos marmanjos que vendiam os bilhetes, se destacava uma criança com a camisa do Santos. Um colaborador do blog puxou papo com o menino, que disse ter 11 anos e jogar futsal no clube.

A diretoria afirma que não tem como descobrir o caminho dos ingressos até aos cambistas. Os torcedores reclamam da dificuldade para comprar os bilhetes e chiam ainda mais ao enxergar muitos espaços vazios no estádio. Não entendem como foi anunciado o fim dos ingressos de arquibancada na partida de ontem se apenas 11 mil pessoas compareceram.

Por outro lado, os dirigentes afirmam que a capacidade da Vila Belmiro é muito reduzida, ainda mais em jogos da Libertadores. Nessas partidas, 350 ingressos vão para os patrocinadores da Conmebol.

Além disso, em qualquer jogo do Santos cada patrocinador da equipe tem direito a 100 convites. As organizadas recebem de graça, juntas, cerca de 600. A diretoria diz que se pegar algum ingresso cedido para elas com cambista ou se elas brigarem cancela o acordo.

Por questões de segurança, a Polícia Militar bloqueia cerca de 600 lugares na casa santista. Na Vila ou em qualquer estádio em que o Santos precisa mandar seus jogos, cerca de 6 mil assentos são reservados para os donos de cativas especiais e camarotes, mesmo que eles não apareçam. Em média, só a metade deles é ocupada.

Ainda existe o setor Visa, onde o ingresso chega a custar R$ 150. Antigamente o espaço era destinado a bilhetes populares.

Com todas essas limitações, a diretoria avalia que consegue colocar à venda nas bilheterias no máximo 12.800 ingressos. Por isso, cada vez mais os cartolas se convencem de que financeiramente é melhor para o clube jogar no Pacaembu, com mais espaço, cerca de 35 mil lugares. Isso desagrada aos conselheiros que moram em Santos e reclamam da ala paulistana da diretoria.


Globo deixou naming rights fora de contratos
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Palmeiras e Corinthians insistiram para a Globo colocar em contrato que se comprometeria a falar o nome de eventuais patrocinadores de seus futuros estádios. Cartolas do alvinegro chegaram até a dizer que não fechariam com a emissora se ela não concordasse com essa cláusula.

A pressão não adiantou. A Globo afirma que nenhum dos novos contratos obriga a emissora a falar o nome dos compradores de naming rights de estádios.

O Palmeiras só não assinou antes com a Globo porque seu departamento jurídico tentou, em vão, trocar uma cláusula que dizia que a emissora divulgaria os patrocinadores quando possível. O clube sugeriu uma redação mais firme, mas a parceira rejeitou.

Para todos os clubes com a pretensão de erguer um estádio, o naming right é parte fundamental do projeto financeiro. O Corinthians, por exemplo, conta com essa verba para pagar a construtora Odebrecht.

A decisão da Globo, porém, torna essas marcas menos valorizadas. A atitude vai na contramão do discurso da emissora que se apresenta como grande parceira do futebol brasileiro para justificar sua tese de que dinheiro não é o que mais conta na negociação dos direitos de transmissão do Nacional.


Palmeiras negociou estreia no DF por R$ 300 mil, mas FPF vetou
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O Palmeiras negociou com a BWA por R$ 300 mil o direito de escolher o local da partida de estreia do time no Brasileirão. A empresa, que ficaria com a receita de bilheteria, decidiu levar o jogo para o estádio Bezerrão, no Distrito Federal, mas a Federação Paulista barrou os planos.

A assessoria de imprensa da FPF disse ao blog que a partida não será no DF. Afirmou que a federação não tem poder de proibir, mas pede para que seus filiados não atuem como mandantes fora de São Paulo. Alegou que o jogo é de responsabilidade da FPF e sua realização em outro Estado traria dificuldades operacionais para a entidade.

O problema é que o Palmeiras já recebeu o sinal da BWA pela negociação, de acordo com dois cartolas do clube. O alviverde não pode jogar na capital paulista porque precisa cumprir punição de um jogo fora da cidade referente ainda ao Brasileiro de 2010.

“A federação soube que estávamos negociando, se antecipou e nos disse que não quer a partida em outro Estado. Temos que respeitar sua vontade”, afirmou ao blog Roberto Frizzo, vice de futebol palmeirense. Ele disse não saber se o clube já recebeu da BWA parte do dinheiro pela negociação. “Não sei das questões financeiras, mas sei que o contrato não foi assinado”, declarou.

Além do imbróglio com a FPF, o acordo para jogar no Bezerrão colocou mais lenha na fogueira da política palmeirense. Dirigentes do clube afirmam que havia uma proposta para fazer a estreia em São José do Rio Preto, recebendo mais do que os R$ 300 mil oferecidos pela BWA. Só que a oferta teria sido rejeitada. Argumentam que além de ganhar mais dinheiro no interior, a torcida seria praticamente só alviverde. No DF, o Botafogo teria mais fãs do que em Rio Preto.

Conselheiros desafetos de Frizzo afirmam que ele é o responsável pela negociação para jogar no Bezerrão e chamam a ação de “frizzada”, em referência a atitudes que o vice toma sozinho e que não dão certo, segundo seus detratores.

“Eu jamais levaria o Palmeiras para Brasília se tivesse uma proposta maior para levar para outro lugar, nem se a Dilma Rousseff pedisse”, disse Frizzo, negando que tenha recebido oferta superior. “Mas isso é histórico no Palmeiras, depois que você fecha um negócio aparece alguém dizendo que tinha um melhor. Não faria isso para favorecer a BWA ou qualquer outra empresa”. completou.

 Frizzo disse que a BWA, concorrente da empresa que cuida dos ingressos do Palmeiras, apenas transmitiu ao clube o desejo do governo do DF de receber a partida. E que a proposta era boa. Outras alternativas serão estudadas agora.


Corintianos adiam votação de balanço por suposta ligação de auditoria com diretor
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O Conselho de Orientação do Corinthians (Cori) votaria nesta terça-feira o balanço de 2010. Porém, a votação foi adiada para esta quarta após um dos conselheiros pedir que as contas fossem analisadas por outra auditoria independente. Ele alegou ligação da empresa responsável pelo parecer com a firma de um dos diretores do clube.

A questão foi levantada pelo conselheiro Rubens Gomes. Ele argumentou que a BDO, responsável pela auditoria, passou a ser representada no Brasil em 1º de abril pela empresa de Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do Corinthians.

Durante a reunião, Gomes afirmou que tal situação feria o conceito de que a auditoria deve ter total independência em relação à entidade auditada, pois provavelmente as duas partes negociavam enquanto o balanço era examinado.

Raul explicou ao blog que uma das maiores empresas de contabilidade do mundo, a KPMG, adquiriu em abril as operações da BDO no Brasil, absorvendo seus funcionários e clientes. Assim, quem analisou o balanço corintiano, fechado em 31 de janeiro,  hoje trabalha para KPMG.

O diretor disse também que sua empresa, a RCS, passou a representar a BDO internacional no Brasil e que não tem nenhuma ligação com as pessoas que auditaram as contas corintianas.

Para resolver o impasse, o dirigente ficou de apresentar nesta quarta ao Cori um documento da KPMG comprovando não haver ligação entre a sua empresa e o escritório que auditou o balanço. Depois disso, o Cori votará as contas. Em seguida, o parecer do órgão será levado ao Conselho Deliberativo para nova apreciação.