Blog do Perrone

Arquivo : fevereiro 2012

Saúde e depósito em conta de filha abalam Ricardo Teixeira
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Presidentes de confederações que conversaram informalmente com Ricardo Teixeira antes da assembleia desta quarta ouviram queixas sobre seu estado de saúde e reclamações em relação à notícia envolvendo um depósito milionário na conta de sua filha de 11 anos.

Alguns interpretaram o desabafo como um indício de que ele deixaria o cargo. De acordo com os relatos, o dirigente se disse cansado fisicamente por causa dos problemas médicos, sem dar detalhes.

Sobre sua filha, a queixa é de que a informação, publicada pelo colega Juca Kfouri, trouxe dissabores familiares e um desgaste para a criança. Como noticiou Juca, a menina recebeu um depósito milionário feito por Sandro Rossell, presidente do Barcelona.

Além desses dois desabafos, ele voltou a dizer que está de “saco cheio” das seguidas denúncias. Curiosamente, mesmo com tudo isso, não largou o osso ainda.


Cartola paulista faz campanha contra bairrismo e cita Jânio Quadros
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Conversei rapidamente com José Maria Marin, ex-governador de São Paulo vice-presidente mais velho da CBF e primeiro da lista na sucessão de Ricardo Teixeira em caso de renúncia.

O dirigente paulista rejeita o discurso das federações rebeldes de que São Paulo tem poder exagerado na CBF e que por isso não pretendem deixá-lo assumir a presidência.

“Estou com o Ricardo, não quero que ele saia, mas se for o escolhido para assumir, vou trabalhar com todas as federações. Essa história de bairrismo não combina com São Paulo. Nós elegemos Jânio Quadros, do Mato Grosso do Sul, como prefeito, recebemos em nossa cidade italianos, árabes, gente de todas as partes. Jamais São Paulo olharia só por seus interesses”, disse Marin.

A entrevista foi no saguão do hotel em que se hospedeu antes da assembleia da CBF, enquanto colegas de outros Estados tinham saído para almoçar.

Uma das metas dos rebeldes, como gaúchos, baianos, paranaenses, cariocas e catarinenses, é tentar impedir que o paulista seja indicado por Teixeira, caso o presidente volte a pedir licença. Pelo estatuto, o mais velho só tem o poder assegurado se o presidente sair definitivamente. Em caso de interinidade, Ricardo escolhe o seu sucessor entre os vices.


Manobra pode transformar filho de Sarney em sucessor de Ricardo Teixeira
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Uma das articulações defendidas por cartolas que se rebelaram na CBF é a transformação de Fernando Sarney, vice da Confederação Brasileira, em primeiro na linha sucessória na entidade.

A manobra, já discutida com Ricardo Teixeira, segundo presidentes de federações, passa por convencer o paulista José Maria Marin a abrir mão da vice-presidência em troca de um posto no COL (Comitê Organizador Local da Copa-14).

Mais velho vice da CBF, ele seria o sucessor em caso de renúncia ou nova licença de Teixeira. Porém, a influência da Federação Paulista na entidade gerou a rebeldia de outras federações, que se acalmariam com um nordestino como Sarney. Ele herdaria o direito de assumir a presidência por ser o segundo vice mais velho.

Contra a sua indicação, o filho do ex-presidente e atual senador José Sarney, tem o fato também estampar uma imagem desgastada por denúncias.

O mistério sobre o futuro de Teixeira deve acabar durante a assembleia da CBF nesta tarde no Rio.

 


Presidente do Palmeiras cobra doações de dirigentes, e cartolas colocam a mão no bolso por Wesley
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Arnaldo Tirone tem telefonado para diretores e conselheiros do Palmeiras pedindo doações para a contratação de Wesley. E a estratégia tem dado resultados. Cartolas alviverdes são responsáveis por algumas das principais colaborações.

O recordista é o diretor jurídico Piraci Oliveira. Ele começou a quarta-feira como o principal doador com 120 c0tas de R$ 100 cada. Seu nome, sem o sobrenome, aparece no site que registra as doações. O gerente César Sampaio, ex-sócio de um dos administradores do projeto, prometeu ajudar com 50 cotas. Essa é a quantidade que o site credita a um doador identificado apenas como César.

Tirone e Walter Munhoz, diretor financeiro, são outros que colocaram a mão no bolso. O presidente não revela sua colaboração. Por sua vez, Munhoz se recusou a responder ao blog se é ele o Walter que aparece com 101 cotas.

Apesar do esforço dos dirigentes, até o início da quarta-feira, a campanha tinha arrecadado apenas cerca de 1% dos R$ 21,3 milhões necessários para a contratação de Wesley, contando impostos e comissões. Em dois dias, foram obtidos R$ 263.600.

 


Paulistas e cariocas apostam em saída de Ricardo Teixeira
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Em conversas reservadas, três importantes dirigentes de São Paulo asseguram que Ricardo Teixeira renunciará à presidência da CBF nesta quarta-feira, durante assembleia da entidade no Rio de Janeiro. Ao menos um graúdo cartola carioca a acredita no mesmo desfecho para a crise.

Além da saída imediata, no Rio de Janeiro, onde estou desde a manhã de terça-feira, é aventada a hipótese de Teixeira pedir uma nova licença até abril, quando sairia definitivamente. No mesmo mês aconteceria uma eleição, que não está prevista no estatuto, mas atende a um pedido dos dirigentes rebeldes. Gaúchos, cariocas, baianos e catarinenses, entre outros, querem um novo pleito para não entregar o cargo ao paulista José Maria Marin, o vice mais velho da CBF.

O afastamento de Ricardo, segundo quem aposta na hipótese, será justificado como um pedido da família, desgastada pelas últimas denúncias envolvendo o dirigente.

Ao chegarem no hotel de luxo em que estão hospedados por conta da CBF na Barra, presidentes de federações ouvidos pelo blog se queixaram da falta de informações sobre o que irá acontecer nesta quarta. Não sabem nem dizer qual será a mudança estatutária proposta pelo presidente.


Alex Silva vive no Flamengo entre ameaça de punição e desculpas forçadas
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O departamento jurídico do Flamengo estuda se é o caso de punir Alex Silva por não ter voltado aos treinos. A intenção da diretoria é de que o zagueiro trabalhe separadamente dos colegas.

Porém, há no clube quem defenda um tratamento diferente para o caso. A ideia é convencer Alex a pedir desculpas para a direção, a torcida e os colegas. Assim, voltaria a treinar normalmente, desde que Joel Santana não seja contra.

Quem é a favor dessa medida afirma que dessa forma seria mais fácil o clube conseguir emprestá-lo e parar de pagar o salário de cerca de R$ 300 mil mensais. O beque entrou na Justiça contra o Flamengo, alegando atrasos em seus vencimentos, e não aceitou uma oferta da China.

A reintegração seria mais para melhorar a imagem do jogador no mercado e para mantê-lo em forma do que para aproveitá-lo. Hoje, a chance de punição é maior do que de retorno.


Rebeldes da CBF jogam Ricardo Teixeira contra Fifa
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A ala de federações rebeladas contra Ricardo Teixeira estava adormecida. Até ter a informação de que Marco Polo Del Nero soube detalhes dos planos do presidente da CBF para a reunião desta quarta, enquanto eles continuavam desinformados. Irritados, voltaram a falar grosso.

Gaúchos, baianos e catarinenses, entre outros, prometem, durante o encontro, bater na tecla de que só aceitaram estender o mandato de Teixeira até 2015 porque foram pressionados pela Fifa. Afirmam que na ocasião o departamento jurídico da CBF apresentou uma carta na qual a federação internacional dizia que a troca no comando da Confederação Brasileira poderia deixar o Brasil sem o Mundial de 2014.

Os revoltosos dizem também que na ocasião surgiu a dúvida sobre o que aconteceria se o presidente deixasse a CBF para assumir a Fifa. Alegam que ficou acordado que uma eleição seria marcada para definir o sucessor, já que a reeleição antecipada era um voto de confiança dado exclusivamente para Teixeira. Por isso, sustentam que em caso de renúncia há a necessidade de um novo pleito, impedindo que o paulista José Maria Marin, vice mais velho, ocupe o posto.

A estratégia pode não ser eficiente, mas o simples fato de remexer no passado e relembrar com detalhes a pressão da Fifa é uma maneira de atacar Ricardo. A federação internacional tenta manter a imagem de que não se envolve em questão internas das entidades nacionais. Tudo que ela quer é ficar livre de polêmicas. E é justamente o que menos acontece quando o nome do dirigente brasileiro aparece.  

 


Ex-sócio de César Sampaio organiza ‘vaquinha’ por Wesley
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Um dos responsáveis pelo sistema contratado pelo Palmeiras para arrecadar dinheiro visando a compra de Wesley é ex-sócio de César Sampaio. André Barros foi parceiro do atual gerente de futebol do Palmeiras na C2B Sports, que gerenciou o Rio Claro.

A empresa contratada pelo alviverde para arrecadar R$ 21,3 milhões por meio de doações da torcida receberá uma taxa pelo serviço, não revelada pelo clube. Mas apenas se a quantia estipulada for atingida.

Sampaio foi criticado por dirigentes palmeirenses por permitir que Wesley aparecesse para treinar no CT do clube, uniformizado, mesmo sem ter contrato. A aparição foi considerada uma forma de pressionar o presidente Arnaldo Tirone a fechar o negócio. Na ocasião, a cartolas do clube, o gerente disse que recebeu ordens para levar o jogador ao Centro de Treinamento.

O blog não conseguiu localizar Sampaio para falar sobre o assunto.


Defesa já está na mira da direção são-paulina
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A paciência da diretoria do São Paulo com o setor defensivo da equipe está chegando ao limite. A cúpula do clube está irritada com as falhas individuais e os 14 gols tomados em dez jogos. Dirigentes até assistiram à gravação de alguns lances para identificar os erros.

O desconforto maior acontece porque Juvenal Juvêncio não está disposto a gastar mais com contratações. Não passa pela cabeça do cartola substituir atletas por deficiência técnica. Até porque, na opinião do presidente, o São Paulo foi o clube que contratou melhor. Não será surpresa se, em breve, Juvenal distribuir puxões de orelha, método que considera eficiente para melhorar o desempenho da equipe.


Rebeldes se contentam com pouco e falam em vitória por atrapalhar planos de Ricardo Teixeira
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O cheiro de pizza é cada vez mais forte. O grupo de federações que se rebelou contra Ricardo Teixeira já se diz vitorioso e deixou de endurecer o discurso contra o cartola.

Antes, a ala que tem como integrantes, entre outros, gaúchos, catarinenses e baianos, afirmava que passaria a fiscalizar mais e cobrar mudanças de atitude do presidente da CBF.

O papo agora é de que o grupo já obteve uma vitória ao melar o plano do cartola de renunciar e entregar o cargo definitivamente ao paulista José Maria Marin, escoltado por Marco Polo Del Nero, presidente da FPF.

Os amotinados argumentam que o barulho feito por eles impediu Teixeira de renunciar às vésperas do Carnaval, apesar de o cartola nunca ter admitido tal intenção. Agora, os rebeldes adotam uma posição passiva, preferem esperar para ouvir que o presidente tem a dizer na assembleia marcada para a próxima quarta.