Blog do Perrone

Arquivo : abril 2012

Fla ainda tenta pagar R10 com dinheiro da Traffic, mas empresa pede programa sócio-torcedor em troca
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Ao ser notificada por Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho por causa de atrasos no salário do atleta, a diretoria do Flamengo reagiu acenando com dinheiro da Traffic.

Os flamenguistas argumentam que a empresa deve ao clube por não ter dado sua parte  no pagamento dos salários do jogador, durante quatro meses, enquanto ainda mantinham uma parceria. Por isso, fala em conseguir que a Traffic libere uma nova verba com a qual seria quitado o débito. O acordo evitaria também uma briga na Justiça.

Mas não é tão simples. A Traffic acha que não deve nada e que ainda tem dinheiro a receber do Fla. Por isso, nas últimas reuniões entre as duas partes, a ex-parceira afirmou que só coloca dinheiro novo na Gávea se fizer um contrato para explorar o programa sócio-torcedor do clube.

Mas os flamenguistas ainda não se convenceram de que seria um bom negócio. Por isso o impasse continua. O estafe de Ronaldinho não acredita que a solução virá dos cofres da Traffic. E o motivo alegado é simples: se estivesse disposta a pagar, a empresa já teria feito isso.


Clubes da Segundona ameaçam rebelião contra FPF
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Revoltados com erros de arbitragem que teriam ajudado Atlético Sorocaba e Penapolense a consquistar vaga na Primeira Divisão em 2013, dirigentes de três times da Segundona prometem iniciar um motim na FPF.

Os cartolas pedem para os nomes dos clubes não serem divulgados até protestarem formalmente na Federação Paulista.

A ideia é ir bem além de reclamar contra erros de juízes. Caso vingue, o movimento fará uma série de questionamentos. A começar sobre se há pagamento para determinados cargos na entidade e quais os valores.

Os primeiros alvos são o vice-presidente eleito, Reinaldo Carneiro Bastos, que também é diretor da CBF, e Rogério Caboclo, vice de finanças ligado ao São Paulo.

A proposta é exigir também documentos relativos a pagamentos feitos a empresas terceirizadas para saber se há diretores recebendo por meio de prestação de serviços.

Os dirigentes insatisfeitos ainda reclamam de que Marco Polo Del Nero tem passado mais tempo com José Maria Marin, presidente da CBF do que na FPF.

Sobrou até para os concorridos almoços que acontecem na sede da federação. Os cartolas afirmam que  o presidente deve explicar os critérios para convites de quem não é dirigente, como magistrados e políticos. Além de detalhar os gastos com os almoços.

O estopim da crise foi a maneira espetacular com que o Atlético Sorocaba obteve sua vaga na elite, após estar perdendo por 2 a 0 do União Barbarense. A reação começou no final do jogo e foi coroada com um gol de pênalti aos 54 minutos, com o adversário esfacelado por três expulsões.

Conforme escreveu o colega Juca Kfouri em seu blog neste domingo, o Atlético Sorocaba pertence ao reverendo Moon, cliente de Del Nero, que é advogado.

Agora é esperar para ver se a indignação dos dirigentes que começou fim de semana vai morrer nos próximos dias ou se de fato haverá a tentativa de abrir a caixa-preta da FPF.


Corinthians tenta substituir Hypermarcas por concorrente
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Praticamente sem esperança de renovar contrato com a Hypermarcas, dirigentes do Corinthians conversam justamente com uma concorrente da patrocinadora para ocupar o espaço principal na camisa do clube.

A Unilever mantém negociação com o clube do Parque São Jorge. Os corintianos ainda definem o negócio como morno. A pedida alvinegra é de R$ 30 milhões anuais.

A ideia é que a Unilever use a camisa para divulgar diferentes produtos, exatamente como faz a Hypermarcas. No Parque São Jorge, a informação é de que a linha voltada para higiene pessoal Dove é uma das cotadas para estampar a camisa do clube, se o negócio vingar.


Oposição do São Paulo usa eliminação para protestar contra busto para Juvenal
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A eliminação do São Paulo nas semifinais do Paulista já virou munição para a oposição do clube. Edson Lapolla, candidato derrotado por Juvenal Juvêncio na última eleição, manifestou-se logo após a derrota para o Santos.

O conselheiro disparou e-mails alfinetando ao mesmo tempo o desempenho da equipe e a decisão do Conselho Deliberativo do clube de erguer um busto para Juvenal Juvêncio no CT de Cotia.

“JJ é disparado o ‘presidente’ que mais títulos perdeu na história do clube”, diz a mensagem emcaminhada pelo opositor com o título “Busto Merecido”.


Palmeiras culpa técnica contábil por déficit de R$ 22,7 milhões
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Recebi telefonema de Walter Munhoz, vice-presidente financeiro do Palmeiras, após publicar no sábado que o clube foi o único deficitário entre os grandes paulistas em 2011. O dirigente afirmou que o resultado negativo só foi apresentado porque o alviverde registrou como antecipação as luvas de R$ 42 milhões do novo contrato com Globo, válido a partir de 2012.

“Se o Palmeiras tivesse lançado esse dinheiro como receita, da mesma forma que outros clubes fizeram, teríamos superávit de cerca de R$ 20 milhões. Mas mantivemos nosso critério por considerá-lo adequado”, explicou Munhoz.

O clube do Palestra Itália anotou déficit de R$ 22,7 milhões, enquanto seus rivais apresentam superávit.


São Paulo dispensa 143 da base, sobe 14 e gasta R$ 19 mi, bem mais do que santistas
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Investir mais nas categorias de base não significa necessariamente sucesso maior do que um rival menos gastador. Prova disso está na comparação entre os balanços de São Paulo e Santos, adversários nas semifinais do Paulista.

O São Paulo de Lucas, que começou a carreira no Corinthians, gastou em 2011 R$ 19,3 milhões com a formação de atletas, de acordo com seu relatório financeiro. A despesa é superior aos R$ 12,8 milhões gastos com formação pelo Santos, mais badalado revelador de jogadores do país.

Já o Corinthians, que tinha o goleiro Júlio César como única cria de seu famoso terrão no time titular, relata um investimento de R$ 9,7 milhões com jogadores em formação. E o Palmeiras também anotou despesa menor que a dos são-paulinos: R$ 6,6 milhões com atletas formados e em formação.

O balanço do São Paulo mostra ainda que o ano passado foi agitado nas categorias de base em busca de sucesso. Ao mesmo tempo em que a diretoria se dizia insatisfeita com o número de atletas aproveitados na equipe principal, uma dispensa em massa acontecia no “berçário” de Cotia. Foram dispensados 143 jogadores. Em 2010 a degola tinha atingido 97 garotos.

Os são-paulinos registram como despesa de R$ 11,5 milhões a baixa desses atletas. Mais da metade do gasto total com a formação de novos talentos.

No ano passado, apenas 14 jogadores foram considerados formados pelo São Paulo, que até dezembro contava 356 atletas nas categorias de base.

Em 2012, os tricolores repetem que planejam logo ter um time formado basicamente por pratas da casa. Os detalhes revelados pelo balanço, porém, dão uma ideia de como será difícil alcançar a meta.


F-Indy veta venda de produtos de bicampeão da F-1
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Uma das surpresas de quem compareceu aos treinos da Fórmula Indy no sambódromo, no sábado, foi descobrir que há pelo menos um quiosque com venda de produtos da concorrente F-1.

Lá chamam atenção camisetas, bonés e capas de celulares com as grifes Ayrton Sena e Ferrari. Havia também produtos da Red Bull, como gorros do bicampeão Sebastian Vettel.

Porém, eles logo saíram de circulação. Constrangida, uma vendedora informava que a organização da prova proibiu a venda da linha Red Bull/Vettel. Isso porque o energético que dá nome à equipe do alemão é concorrente do TNT, do mesmo grupo que a Itaipava, principal patrocinadora da prova de São Paulo ao lado da Nestlé.

Mas essa não é a única “reserva de mercado” da etapa paulista. Uma bem mais marcante é percebida na entrada do Anhembi. Quem leva comida de casa é obrigado a deixá-la no chão, ao lado dos fiscais. Nenhum alimento pode entrar no sambódromo.

Medida polêmica e que deu confusão no Pan do Rio. Na ocasião, o promotor Rodrigo Terra entendeu que os organizadores não poderiam vetar a entrada de alimentos. A menos que a organização oferecesse produtos com preços iguais aos praticados do lado de fora. Na Indy um espetinho custa R$ 6.

Num evento como a Indy, no qual a prefeitura despeja milhões, Gilberto Kassab deveria prestar atenção nessa controversa proibição. Bem ou mal, trata-se de uma parceria entre entidades pública e privada. Não combina com atitudes tão radicais como restringir as opções de alimentação de quem paga caro pelo ingresso. Preservar a liberdade de escolha do torcedor poderia ser a contrapartida exigida dos organizadores para compensar o dinheiro público injetado.


Representantes do PSG vão a clássico analisar Lucas; SPFC vê ação de agente
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Observadores do Paris Saint-Germain devem ir ao Morumbi para analisar o desempenho do são-paulino Lucas na semifinal do Paulista contra o Santos, neste domingo. São especialistas em levantar estatísticas de jogadores que interessam ao PSG.

A observação acontece justamente no momento em que a diretoria de futebol do São Paulo está em pé de guerra com o agente do jogador, Wagner Ribeiro.

O empresário é acusado de oferecer freneticamente o atleta a clubes europeus, como Inter de Milão, Real Madri e Chelsea. Ribeiro alega que são os gringos que estão de olho em Lucas.


Santos vai até a Fifa reclamar de bolivianos
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A Fifa será usada pelo Santos como instrumento de pressão para que a Conmebol puna o Bolívar. Membro do comitê que cuida do Mundial de Clubes da federação internacional, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, levará à entidade as queixas contra o tratamento recebido por seu time na Bolívia.

O presidente santista planeja entregar dossiê semelhante ao que já enviou à CBF e à Conmebol com imagens que mostram frutas, entre elas uma banana, segundo o cartola, sendo arremessadas contra Neymar.

Além de apontar a hostilidade dos bolivianos, o dirigente também encaminhou vídeo mostrando o que chama de rodízio de faltas em seu principal atacante. “No Brasil, isso já melhorou, a arbitragem está tentando coibir esse massacre em cima do Neymar. Agora precisamos mudar isso lá fora”, disse o cartola ao blog.


Palmeiras é único grande de SP deficitário em 2011, mas bate rivais em patrocínio
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O Palmeiras foi o clube grande de São Paulo que arrecadou menos e o único deficitário em 2011, de acordo com os balanços publicados no site da Federação Paulista de Futebol. A situação financeira crítica do clube valeu um registro no relatório feito pela empresa que auditou suas contas.

Nem o fato de o alviverde ter sido a equipe paulista que mais colocou dinheiro nos cofres graças a contratos de patrocínio evitou a situação incômoda.

“O clube apresentou sucessivos déficits em exercícios anteriores e no exercício atual e ainda mantém capital circulante líquido negativo e passivo a descoberto. A administração reconhece a situação e vem adotando diversas medidas com o objetivo de assegurar a recuperação financeira e obter o equilíbrio econômico financeiro de suas atividades”, diz trecho do parecer da GF Auditores, que analisou as contas palmeirenses.

Capital circulante líquido negativo significa que, se fosse uma empresa, o Palmeiras não teria dinheiro nem mercadorias em estoque para quitar seus compromissos que vencerão no prazo de um ano, incluindo salários. O Santos está na mesma situação.

Só que o time de Neymar apresentou superávit de R$ 7,3 milhões, melhor também do que os resultados de Corinthians e São Paulo. Já o Palmeiras registrou déficit de R$ 22,7 milhões.

O alviverde foi também quem arrecadou menos dinheiro com venda de ingressos. Ficou R$ 6 milhões atrás do São Paulo, penúltimo colocado entre os quatro em faturamento com bilheteria.

Mas a equipe do Palestra Itália carimbou a faixa corintiana de campeão de receitas. Apresentou um resultado melhor em arrecadação com patrocínio e publicidade, considerados potes de ouro no Parque São Jorge. Faturou R$ 44,6 milhões contra R$ 44,3 de seu principal adversário e foi quem mais ganhou dinheiro com patrocinadores entre os quatro maiores do Estado.

 Compare a seguir o desempenho financeiro de Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo, de acordo com seus balanços.

Receitas com direitos de transmissão

Palmeiras – R$ 46,7 milhões

Corinthians – R$ 112, 4 milhões

Santos – R$ 59,4 milhões

São Paulo – R$ 67,1 milhões

Patrocínios e publicidade

Palmeiras – R$ 44,6 milhões

Corinthians – R$ 44,3 milhões

Santos – R$ 28,9 milhões

São Paulo – R$ 30,6 milhões

Bilheteria

Palmeiras – R$ 12 milhões

Corinthians – R$ 27,1 milhões

Santos (inclui cotas por participação em campeonatos) - R$ 28,5 milhões

São Paulo – 18,1 milhões

Receita do futebol

Corinthians – R$ 258,4 milhões

Palmeiras – R$ 121,1 milhões

Santos – R$ 155,1 milhões

São Paulo – R$ 159,2 milhões

Despesas do futebol

Palmeiras – R$ 114 milhões

Corinthians – R$ 197,3 milhões

Santos – R$ 124,3 milhões

São Paulo – R$ 145,8 milhões

Resultado em 2011

Palmeiras – Déficit de R$ 22,7 milhões

Corinthians – Superávit de R$ 5,3 milhões

Santos – Superávit de R$ 7,3 milhões

São Paulo – Superávit de R$ 220 mil