Palmeiras gastou cerca de R$ 1,8 milhão para liberar Pierre
Perrone
Na operação em que liberou Pierre para o Atlético-MG, o Palmeiras teve um gasto de pelo menos R$ 1.850 000. O caso está sendo investigado pelo COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do clube que quer saber se houve desperdício de dinheiro.
O Palmeiras liberou Pierre, que tinha contrato até dezembro para o Atlético-MG em troca de Daniel Carvalho mais uma quantia em dinheiro (entre R$ 200 mil e R$ 300 mil).
Em tese, o clube teria um lucro na operação. Porém, o COF recebeu documento que mostra um pagamento de R$ 2.150.000 à empresa de assessoria esportiva de Albio Carvalho, pai de Daniel. O documento fala em pagamento de comissão por intermediação e venda de 20% dos direitos econômicos do atleta.
Assim, a empresa faturou por intermediar a negociação dos direitos que pertenciam ao filho do dono. No futebol, é comum os jogadores colocarem as fatias que possuem de seus próprios direitos em nome de empresas controladas por parentes.
“Nós compramos 20% dos direitos do próprio Daniel para que o Palmeiras ganhasse alguma coisa se ele fosse vendido. Foi uma medida para evitar que ele se valorizasse aqui e saísse sem o clube receber algo”, disse ao blog César Sampaio, dirigente remunerado do Palmeiras.
Daniel assinou contrato até dezembro, com opção de renovação. Seu compromisso acabará no mesmo mês em que acabaria o vínculo com Pierre. “A gente não queria liberar o Pierre, mas ele veio e pediu para a liberação”, declarou Sampaio.
O COF investiga uma série de pagamentos de comissões. Seus integrantes avaliam como altos os valores pagos pelo clube.
Colaborou Danilo Lavieri


