Blog do Perrone

Arquivo : junho 2012

Vitória sobre o Cruzeiro é deixa para São Paulo mudar de ideia e efetivar Milton Cruz
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A vitória por 3 a 2 sobre o Cruzeiro pode deixar no são-paulino a sensação de que a diretoria merece nota 10 por ter demitido Emerson Leão. Em tese, o time correu mais para mostrar que estava insatisfeito com o treinador (e vários jogadores estavam mesmo). O resultado também sugere que os dirigentes acertaram ao forçar a ida de Casemiro para reserva.

Mas o buraco é bem mais profundo. Não é a primeira vez que o São Paulo ou qualquer outro time vence após a troca de treinador. A reação imediata não é garantia de força prolongada. Pelo contrário. Até aqui a cúpula são-paulina só mostrou que voltou a recorrer a soluções imediatistas. Uma fórmula manjada.

Para sair do lugar comum, Juvenal Juvêncio deveria enfim efetivar Milton Cruz como técnico, algo que o auxiliar nunca quis. O triunfo em Minas deveria ser degustado pelo eterno assistente como uma dose de coragem para que ele pedisse para ficar no cargo. Chegou a hora de Milton e da diretoria saírem da zona de conforto e assumirem responsabilidades maiores. Está muito fácil para a diretoria trocar de treinador, posar de sabichona com o interino e depois voltar a viver um caos. E Milton deveria ter ambição maior. Afinal de contas, existe treinador mais afinado com a diretoria são-paulina do que ele?


São Paulo e Palmeiras rechaçaram contratação de Romarinho, além do Santos
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Antes de vender Romarinho para o Corinthians, o Bragantino bateu em várias portas para tentar negociá-lo. Precisando de dinheiro para pagar as contas do clube, Marquinho Chedid conversou com Palmeiras e São Paulo, além do Santos. Colecionou negativas.

Até mesmo o acerto com o time do Parque São Jorge foi difícil. Num dos momentos de desencontro com a diretoria corintiana, Chedid conversou com Roberto Frizzo e César Sampaio, cartolas do Palmeiras.

Disse que os dois clubes tinham um histórico de bons negócios e estava disposto a retomar a parceria. Perguntou se o alviverde tinha interesse em algum jogador do Braga. Dias depois, ouviu como resposta que Felipão tinha sido consultado e ninguém do Bragantino interessava ao treinador.

“Nesse momento, nós tínhamos Valdivia, Patrick, Pedro Carmona e o Felipe estava voltando de empréstimo. Resolvemos dar prioridade pro Felipinho porque foi formado na nossa base e vinha jogando muito bem”, disse Sampaio ao blog.

Chedid também tentou negociar com o São Paulo. Ele se encontrou com Adalberto Baptista e João Paulo de Jesus Lopes, dirigentes são-paulinos no Morumbi, após o confronto entre as duas equipes nos mata-matas do Estadual. Disse à dupla que o jogador que o Bragantino tinha para estourar era Romarinho. E estava disposto a negociá-lo. Mas os são-paulinos responderam que queriam um zagueiro.

As conversas com o Corinthians tinham esfriado. Chedid recebeu um recado da diretoria alvinegra sobre Mário Gobbi ter dito que o clube não tinha dinheiro para investir em Romarinho. Mas o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez entrou no circuito, telefonou para Chedid e disse que queria o atacante no Parque São Jorge.

Depois disso, Chedid se reuniu com o vice de futebol do Corinthians, Roberto de Andrade, e chegou a um acordo. Além de uma quantia em dinheiro, parcelada em seis vezes, ele emprestou ao Bragantino Anderson, Matheus, Moisés e Gomes. Em troca, o Corinthians ficou com 40% dos direitos econômicos de seu novo xodó. O empresário Carlos Leite tem 50% e o Bragantino 10%. Além da intervenção de Andrés, Tite insistiu na contratação, ajudando a acabar com a relutância de Gobbi.

Rivais do Corinthians rejeitaram Romarinho

Chedid só foi atrás de outros clubes depois que o Santos descartou a contratação. Procurado por Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, ele deu ao time da Vila Belmiro, que já tinha perdido Paulinho para o Corinthians, prioridade para contratar o atacante.

A negociação não andou. Quem acompanhou as tratativas diz que o Santos queria Romarinho de graça e ainda 20% do valor obtido numa possível negociação, caso ele arrebentasse no time de Neymar. O argumento de que todo mundo quer jogar no Santos, usado pelo clube litorâneo não amoleceu o dirigente do interior. 

Chedid chegou a usar Reinaldo Carneiro Bastos, vice da FPF, como intermediário para perguntar ao mandatário do Santos se o Braga estava mesmo liberado para negociar Romarinho.

Assim, o atacante desembarcou no Parque São Jorge  após ser rejeitado pelos maiores rivais de seu atual time.


Investidor quer colocar Obina no Palmeiras em troca de espaço para outro atacante
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O Palmeiras está disposto a fechar negócio com um investidor interessado em bancar a contratação de Obina. Ele aceita pagar a compra ou o empréstimo do atacante em troca de colocar no Palmeiras outro jogador, mais jovem.

O blog não teve acesso aos nomes do investidor e do atleta que chegaria junto com Obina. Trata-se também um atacante. A ideia do investidor é usar o Palmeiras como vitrine. Para isso está disposto a pagar um pedágio, que é justamente arcar com os gastos da vinda de Obina.

Se o negócio der certo, o alviverde ficará com 20% dos direitos do jogador indicado pelo investidor. É o tipo de negociação que Felipão não costuma gostar. Ele torce o nariz para parcerias com empresários. A diretoria promete que só baterá o martelo com a aprovação do treinador.


Com Romarinho, Corinthians reforça política de confiar em agentes e abrir mão de “patrimônio”
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O sucesso instantâneo de Romarinho indica que o Corinthians não abrirá mão da polêmica política de contratações que adotou nos últimos anos.

 Dois ou três  agentes e investidores nos quais a cartolagem confia sugerem jogadores desconhecidos e em muitos casos com currículos nada animadores. Se o técnico dá o aval, os portões do Parque São Jorge se abrem para a promessa. O novato chega com seus direitos fatiados. Quase sempre o clube tem a menor fatia.

 São vários os exemplos de sucesso. Jogadores que atropelaram a desconfiança da torcida e viraram ídolos. Foi assim com Jucilei, Paulinho, Ralf e Elias, que veio com a ajuda financeira do agente Carlos Leite, agora dono de 50% dos direitos de Romarinho e agente de Souza, um dos maiores fracassos da história recente do alvinegro. Ele também é o empresário do goleiro Cássio, outro que chegou sob desconfiança no Parque São Jorge e se firmou.

Romarinho reascende polêmica sobre jogadores com direitos fatiados

 

Mas essa fórmula é fortemente contestada no clube por gente da oposição e da situação. Principalmente porque os jogadores de investidores tiraram espaço dos atletas da base corintiana, apesar de os currículos serem semelhantes. Não há hoje um jogador forjado no terrão com status de ídolo da torcida.

Além disso, o clube enfrenta outro problema crônico. Não tem poder para segurar suas estrelas. Investidores e agentes, donos da maior parte dos direitos, decidem o melhor momento para vender seus jogadores. O dinheiro que pinga no cofre corintiano é insuficiente para trazer um substituto à altura. Assim, o Corinthians entra num círculo vicioso e recorre novamente a seus parceiros. Essa novela está prestes a se repetir com Paulinho, que já tem um pé na Europa e só 10% dos seus direitos vinculados ao clube.

Pelo menos, a fatia alvinegra de Romarinho não é tão fina. São 40% do clube. O Bragantno tem 10%. Mas o Corinthians não é o sócio majoritário. “Mas é o clube quem decide se vende ou não o jogador porque ele é dono dos direitos federativos”, disse ao blog Carlos Leite.


Frieza em comemoração de gols torna insustentável situação de Elano no Santos
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A diretoria do Santos não suporta mais Elano. E a gota d’água foi o fato de o jogador não comemorar os dois gols no empate sobre o Coritiba no, no fim de semana passado, pelo Brasileiro, apesar de participar das duas jogadas decisivas.

A cúpula santista não fala publicamente, mas avalia que o gesto escancarou o que os cartolas chamam de falta de comprometimento do jogador. Eles acredtiam que o elenco ta,bém vê Elano descompromissado.

Para a direção santista, a não comemoração foi um desrespeito com o clube que sofre para pagar cerca de R$ 500 mil mensais ao meia.

Se dependesse apenas da vontade dos dirigentes, Elano já estaria longe da Vila Belmiro. Preferiam ter vendido o ex-jogador da seleção e ter segurado Ibson. Manter a dupla era difícil financeiramente. No entanto, Elano recusou as propostas que teve.

 Os cartolas não querem perder a nova oportunidade de despachar o jogador, sondado por um clube da China. E o atleta, como já escrevi aqui, sentiu a fritura na Vila Belmiro. Está disposto a negociar com outro clube.


Romarinho já tem seu nome gravado na Bombonera
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Acima, pichação feita pela torcida do Corinthians no setor de visitantes da Bombonera, homenageando Romarinho e provocando Maradona. Não deixa de ser também um ato de vandalismo da torcida corintiana, que ainda provocou um tumulto. Pelo menos três pessoas ficaram feridas após serem empurradas na arquibancada por integrantes da Gaviões em busca de espaço para a bateria da organizada.

 O conto de fadas Romarinho foi destaque na imprensa argentina, que se encantou com seu brilho-relâmpago.

Os argentinos também se derreteram em elogios para Paulinho, que marca e é insinuante nas palavras dos comentaristas locais. Poderiam ter destacado também que a cada jogo o volante está mais perto de jogar na Europa.

Talvez, o comentário que mais mereça reflexão foi feito no Diário Olé. O colunista Walter Vargas escreveu que o Corinthians destoa da maioria das equipes brasileiras. Segundo ele, ingênuas taticamente, sem garra e que pouco contam com suas torcidas para ganhar gás em campo. Uma lástima para o Boca, como diz a capa do Olé, reproduzida abaixo.

 


Nova negociação deixa tenso clima entre Santos e Ganso
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A nova tentativa do Santos de renovar o contrato de Ganso voltou e deixar a relação entre o meia e a diretoria tensa. De acordo com interlocutor do atleta, ele não gostou da maneira como as conversas foram conduzidas e nem da proposta. Sentiu-se até ofendido.

Nesse cenário, uma nova oferta do exterior deverá balançar o jogador. E o estafe do craque acredita que ela chegue em breve da Europa.

O Santos voltou a exigir 50% dos contratos de marketing de Paulo Henrique, mas ele prefere ficar livre para explorar a sua imagem. E o salário oferecido foi de R$ 350 mil, mesma quantia sugerida na conversa anterior, logo após a última cirurgia feita por PH. Ganso já tinha recusado até uma oferta melhor do clube, de R$ 450 mil.

 Além desses desencontros, detalhes da negociação vazaram, o que incomodou Ganso. Principalmente a notícia de que teria pedido R$ 1 milhão mensais. Ficou no ar um cheiro de que o clube teria jogado o meia contra a torcida.

Desta vez, o Santos negociou diretamente com Ganso, sem participação dos empresários da DIS, empresa que tem a maior parte dos direitos do jogador e que cuida de sua carreira. A fórmula era considerada infalível pelo presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro. Mas falhou. E o Peixe ficou sem a boa notícia que precisa para esquecer os últimos tropeços em campo.

Atualização

Após a publicação do post, a assessoria de imprensa do Santos entrou em contato para negar que o clube tenha pedido 50% da receita publicitária do jogador e que a oferta tenha sido de R$ 350 mil mensais. A proposta é de 30% da imagem para o Santos e o salário maior, segundo a assessoria. O blog mantém as informações publicadas.


Bombonera tem Andrés na arquibancada com desafeto de Gobbi e “Romarinho melhor do que Maradona”
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Cenas e histórias que este blogueiro viu e ouviu durante a noite dos corintianos na Bombonera, na arquibancada dos visitantes.

Andrés na arquibancada

Cerca de uma hora antes de o jogo com o Boca começar, Andrés Sanchez entrou na arquibancada corintiana. “Estou com a minha família inteira”, dizia enquanto procurava espaço entre os torcedores.

Sua comitiva tinha, entre outros, André Negão, ex-vice administrativo, que foi cabo eleitoral do atual presidente e agora é desafeto de Mário Gobbi. O vice Luís Paulo Rosenberg, criticado por colegas de diretoria e pela aposição após declarações polêmicas em meio às semifinais da Libertadores, também estava por lá.

Tumulto

Com o jogo já em andamento, torcedores da Gaviões da Fiel abriram espaço na marra para componentes da sua bateria. Empurraram quem estava atrapalhando com instrumentos e dezenas de corintianos despencaram pelos degraus das arquibancadas. Teve gente machucada.

Suborno

“Paguei 400 paus para um cara me colocar pra dentro sem ingresso. Ele estava levando um grupo de sete pessoas e falei pra ele levar mais um. Aqui os caras só querem saber de dinheiro”, de um torcedor ao encontrar os amigos na arquibancada.

Achados e perdidos

Estava do lado de fora sem ingresso. De repente vi uma entrada no chão. Peguei e tentei passar pela catraca. Passou”, de um torcedor que entrou pouco antes de o jogo começar. No centro de Buenos Aires, horas depois da partida, outro alvinegro se lamentava perder o ingresso.

Golpe

Um pequeno grupo de corintianos dizia ter pago cerca de R$ 300 para entrar sem ingressos a um argentino que montou uma caravana ilegal até com torcedores do Boca. O dinheiro seria para subornar funcionários que permitiriam a entrada. O “guia” sumiu na confusão depois de receber o dinheiro. E ninguém entrou. Assistiram à partida pela TV.

Ponto cego

Boa parte dos corintianos presentes não viu a bola entrar no gol de Romarinho. Faixas das organizadas e alegorias levadas pelos torcedores impediam a visão.

 Craque

“Romarinho é melhor do que Maradona”, frase pichada pelos corintianos num dos muros da arquibancada de visitantes da Bombonera. E o grito “Maradona, vai se f…, o Romarinho é melhor do que você”, tem tudo para virar hit no jogo de volta.


Eliminação diante do Corinthians fez público em jantar do centenário santista cair pelo menos pela metade
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O jantar oficial do centenário do Santos, no último sábado teve a presença de quase 700 pessoas, segundo a assessoria de imprensa do clube. Inicialmente, a festa estava programada para 1.200 convidados, mas foi esvaziada pela eliminação nas semifinais da Libertadores.

 A venda de convites ocorreu em meio à decisão da vaga na final com o Corinthians. Coincidência, de acordo com o Santos. Otimismo exagerado, para alguns conselheiros. E a diretoria admite que a desclassificação deixou muita gente em casa. A assessoria de imprensa, porém, nega informações de conselheiros que falam num esvaziamento muito maior. Eles calculam cercam de 400 santistas no jantar dançante.

Conforme a venda de convites foi empacando, a celebração foi sendo adaptada para um público menor. E não houve prejuízo para o clube porque um patrocinador bancou o jantar, segundo a assessoria de imprensa.


Corinthians espera que Boca libere mais dois mil ingressos para evitar tumulto
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Faltando poucas horas da abertura da final da Libertadores, a diretoria do Corinthians ainda tem um fio de esperança de que o Boca Juniors coloque uma nova carga de ingressos à venda para a torcida visitante. Os alvinegros acreditam que os argentinos podem tomar a media para evitar tumultos na Bombonera. Isso porque são muitos os brasileiros sem ingresso em Buenos Aires. E existe espaço sobrando no setor de visitantes.

O Boca segurou 2.050 bilhetes, pois queria receber 4.500 entradas para seus fãs no Pacaembu. Como não conseguiu, decidiu ceder apenas R$ 2.450 ingressos, carga semelhante à destinada aos argentinos para a partida de volta.

Na opinião dos corintianos, há grande risco de confusão nos arredores do estádio com uma multidão sem ingressos tentando entrar. Por isso, seria uma medida sensata realizar uma nova venda.

Sem bilhetes, os corintianos desde cedo foram para a Bombonera tentar conseguir os tíquetes. Como o blog mostrou, há até argentinos oferecendo um esquema ilegal que promete colocar o torcedor dentro do estádio sem ingresso.