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Vaga na final da Libertadores coloca Tite na elite; Muricy fica em xeque

Perrone

Ao colocar o Corinthians na final da Libertadores, Tite, enfim, pega a sua carteirinha do seleto grupo considerado a elite dos treinadores brasileiros. Seu triunfo, ao mesmo tempo, deixa em xeque Muricy Ramalho, que até outro dia era tido como o melhor do Brasil, quase que de maneira unânime.

Tite, campeão brasileiro no ano passado, penou para calar seus críticos dentro e fora do Parque São Jorge. Havia até quem defendia sua troca, mesmo com a faixa de campeão no peito. Agora, com a inédita (para ele e para o clube) final do torneio continental, o gaúcho vê sua fama de retranqueiro se transformar em elogio. O que era chamado de retranca agora atende pelo nome de  aplicação tática ou padrão de jogo, justamente algo que Muricy não conseguiu dar ao Santos.

Nas próximas horas, Muricy estará entregue a uma pressão que não sofreu nem quando perdeu o Mundial para o Barcelona. A diferença é que agora o revés foi diante de um time para o qual o santista não admite perder. E que dessa vez não dá para “acusar” o adversário de jogar outro esporte ou de ser de outro planeta, justificativas que amenizaram o fracasso diante do Barcelona.