Blog do Perrone

Arquivo : julho 2012

Conselho Fiscal cobra diretoria do Palmeiras por demora em ação contra Corinthians
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 Sobrou para a diretoria do Palmeiras a demora do STJ em julgar ação na qual o clube cobra mais de R$ 30 milhões do Corinthians. O caso envolve transferência do lateral Rogério em 2000.

Nesta segunda-feira, o COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) cobrou da diretoria uma série de documentos. Entre eles, pediu um relatório sobre a ação na Justiça. Alguns dos “cofistas” davam o processo como ganho. E queriam saber o motivo para o Palmeiras não pressionar o rival a pagar.

“Não podemos receber simplesmente porque o caso ainda não foi julgado. Falta uma decisão final do STJ”, disse ao blog Piraci de Oliveira, diretor jurídico palmeirense.

Mas há também no COF quem reclame de que o Corinthians trabalha nos bastidores para adiar o julgamento em Brasília. E de que o Palmeiras não consegue reverter a situação. A diretoria, porém, descarta existir tal situação.

A demora causa ansiedade no Palestra Itália porque em março a diretoria dizia esperar o julgamento já em abril.

Rogério se desligou do Palmeiras por meio de uma ação na Justiça do Trabalho, sem nada pagar ao Palmeiras. Depois acertou com o Corinthians.

Além do caso Rogério, membros do COF cobraram a diretoria para apresentar contratos e nomes dos investidores envolvidos nas contratações de Wesley e Henrique. Querem também cópias dos acordos com o banco Banif e a patrocinadora Kia.

Os “cofistas” dizem que há uma caixa-preta a ser aberta no clube. “Nunca nos negamos a mostrar nada. Os documentos estão à disposição de todos os conselheiros. Basta ir ao departamento financeiro e pedir para ver”, disse Piraci


Com pouco dinheiro para contratar, Santos banca viagem de luxo para pai de Neymar em Londres
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Ao mesmo tempo em que Muricy Ramalho reclama da falta de reforços e o Santos enfrenta dificuldades financeiras para contratar, a diretoria do clube banca uma luxuosa viagem do pai de Neymar para ver de perto a Olimpíada.

Por contrato, como já escrevi aqui, Neymar pai tem direito a acompanhar todos os jogos do filho pela seleção brasileira com as despesas custeadas pelo alvinegro. Porém, recentemente, o presidente santista confirmou ao blog que as passagens precisam ser de primeira classe e os hotéis cinco estrelas.

Assim, o clube vive uma situação contraditória. Não tem dinheiro para fechar contratações como as de Romarinho e Matínez, ambos no Corinthians, mas gasta para garantir conforto ao pai de seu maior craque.

Indagada pelo blog se o custo da viagem olímpica de Neymar pai é de aproximadamente R$ 100 mil, a assessoria de imprensa do Santos respondeu ainda não saber o valor dos gastos. Confirmou, porém, que Eduardo Musa, o Duda, do departamento de marketing santista, viajou com o pai do astro, como costuma fazer. Disse ainda que o clube cumpre tudo o que é previsto em contrato, mas não comenta sobre os acordos.

Em sites de compra de passagens, os bilhetes aéreos mais baratos de ida e volta para Londres, em primeira classe custam R$ 18 mil. Já a diária mais em conta para duas pessoas num hotel luxuoso em Londres, como o InterContinental na badalada região de Park Lane, custa R$ 1.217.

Se o Brasil chegar à final Olímpica ou à disputa do bronze e o pai de Neymar ficar em Londres até o fim, aa viagem vai durar pelo menos 18 dias, com gastos de no mínimo aproximadamente R$ 20 mil só em diárias de hotel. Numa estimativa modesta, a viagem inteira custaria pelo menos R$ 56 mil, suficientes para pagar pouco mais de um mês de salário de Adriano. O volante não entra em acordo com a diretoria para renovar seu contrato e recebe entre R$ 30 e R$ 40 mil mensais.

Conselheiros santistas reclamam das mordomias dadas ao pai do atacante, mas não falam publicamente com receio da reação da torcida.

Recentemente, Laor, como é conhecido o presidente santista, afirmou ao blog que os valores gastos com Neymar pai são trocados perto do retorno que o craque da ao time. E que quem reclama é gente interessada apenas em criticar e tumultuar o ambiente político.


Após medalhas, Governo passa constrangimento ao ver judoca apoiada por dinheiro público bater boca pelo twitter
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Depois de se orgulhar das medalhas de Sarah Menezes (ouro) e Felipe Kitadai (bronze), o Ministério do Esporte passou constrangimento com uma judoca que ajuda a bancar.

Rafaela Silva, que bateu boca com uma seguidora no twitter após ser eliminada em Londres por aplicar um golpe ilegal, é beneficiária do programa bolsa-atleta. Ela reagiu com ofensas após ler que deveria voltar a nado para o Brasil por ter feito uma “burrice” em sua luta.

Rafaela está na categoria atleta nacional, com direito a uma ajuda de custo base de R$ 925 por mês. E ela pertence a uma modalidade amplamente apoiada pelo Governo Federal. São dez  judocas olímpicos apoiados pelo bolsa-atleta. Além do patrocínio da Infraero à Confederação Brasileira de Judô. Veja abaixo a troca de mensagens entre Rafaela, que mais tarde se desculpou, e uma de suas seguidoras.


Convocação de Paulinho revive polêmicas nos bastidores
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A não convocação de Paulinho para amistosos da seleção na reta final da Libertadores causou indignação do presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Na ocasião, ele acreditou que seu time foi prejudicado por Mano Menezes, ex-técnico corintiano, que chamou jogadores dos Santos, mas não levou Castán, Paulinho e Ralf.

O treinador se defendeu afirmando que estava chamando jogadores que seriam aproveitados na Olimpíada.

Agora, sem Libertadores, Paulinho foi chamado para o amistoso contra a Suécia. Impossível não lembrar das queixas de Laor. Apesar de justa, a ida do volante corintiano ao time nacional remete a outra discussão. Dirigentes do Audax, dono de 45% dois direitos de Paulinho, desconfiaram de que  o volante recebeu a promessa de que seria convocado caso recusasse proposta da Inter e ficasse no Parque São Jorge.

José Carlos Brunoro, cartola do Audax, chegou a dizer ao blog esperar que cumprissem tudo o que prometeram a Paulinho no Parque São Jorge. E que não tivessem prometido convocação para o time nacional. Ele reclamava de Ronaldo, afinado com a diretoria corintiana, ter aconselhado Paulinho a ficar. Hoje, no entanto, a empresa trata a convocação como justiça ao trabalho do atleta.


Brilho de Neymar ofusca importância de Oscar para seleção
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Neymar brilhou tanto contra Belarus que deixou a impressão de ter carregado sozinho a seleção. Números do Datafolha, porém, mostram que o time de Mano Menezes depende muito mesmo do santista. Mas revelam ainda a importância de Oscar para a equipe nacional.

O novo jogador do Chelsea é um pouco menos brilhante ofensivamente do que Neymar e um pouco menos eficiente defensivamente do que o volante Rômulo.  Combinação que dá ao ex-Colorado um interessante equilíbrio entre poderio ofensivo e de marcação.

Contra Belarus, Oscar fez oito desarmes completos contra 12 de Rômulo e quatro de Neymar.

 O meia obteve o segundo melhor desempenho nos fundamentos ofensivos, atrás apenas do santista. Confira abaixo os números de Oscar e Neymar na partida. Os dados são do Datafolha.


Falta de opções derruba resistência de Lucas contra Manchester
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 Segundo um dos envolvidos na negociação do Manchester United com Lucas, o jogador não queria atuar na Inglaterra. Mas a resistência caiu por falta de opções. A única conversa firme com o São Paulo no momento é a dos ingleses.

Lucas preferia a Itália, segundo seus interlocutores. Como decidiu que chegou o momento de atuar fora do Brasil, passou a estudar com carinho a possibilidade de defender o United.

A principal dificuldade no momento é equacionar o dinheiro referente aos 20% dos direitos econômicos do jogador que pertencem ao próprio atleta.

 Representantes do São Paulo chegaram a dizer ao Manchester que aceitariam os cerca de 30 milhões de euros oferecidos pelos ingleses desde que esse fosse o preço pago pelos 80% dos direitos pertencentes ao clube.

Houve um recuo na posição são-paulina, mas os 20% do jogador também dependem de uma divisão entre seus parentes. Lucas foi tranquilizado por seus representantes com a informação de que a legislação inglesa permite o pagamento a terceiros que não sejam clubes de futebol. Assim, ele não corre o risco de ver todo o dinheiro entrar na conta do São Paulo para receber depois.

No Morumbi, muita gente faz figa para o martelo ser batido logo. Em agosto, por força contratual, o atleta passa a ter 30% de seus direitos, se não for vendido.


Vitórias com sustos não asseguram emprego de Mano
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 Mano Menezes certamente está otimista em relação às chances de medalha de ouro. Seu time não encanta coletivamente, mas conquistou diante de Belarus a segunda vitória olímpica e mostra força para ser campeão.

Em situações normais seria o suficiente para o treinador garantir seu emprego. Mas não é o caso. O roteiro seguido pelo Brasil na Inglaterra é um prato cheio para os críticos de Mano. A eventual conquista do ouro com sobressaltos será interpretada como indício de que o Brasil está no caminho errado rumo à Copa-14. Nesse cenário, Mano terá sua cabeça pedida por aliados de José Maria Marin. Pelo menos, esse é o discurso adotado por eles antes mesmo de a competição começar.

Assim, o comandante do time nacional vive uma situação curiosa. Tem a confiança de estar montando um time competitivo e que vai crescer durante a Olimpíada. Ao mesmo tempo, porém, engorda seus detratores, que reclamam por já não assistirem a um time pronto desde o início dos Jogos Olímpicos.


Para DIS, presidente do Santos libera Ganso até para arquirrival
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 Recente declaração do presidente do Santos causou surpresa e estranheza a membros da DIS (braço esportivo do Grupo Sonda). Ele afirmou que não interessa de onde vem o cheque no caso de Ganso ser vendido.

Para gente da empresa, a afirmação de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro ao site Globoesporte.com significa que o presidente santista não tentará dificultar a negociação se um rival paulista, como o Corinthians, tentar levar o jogador.

“Pode ser que a DIS pague, está interessada. Não importa de que lugar vem o cheque. Sendo o Sonda ou não, depositando na conta do Santos e completando o ritual do contrato, não tenho nenhuma preferência” é a declaração do presidente na íntegra.

Indagado pelo blog se de fato não se incomodaria em ver Ganso no Corinthians ou se falava apenas sobre uma possível parceria entre Sonda e Inter, o dirigente santista disse que não queria responder.

Já a assessoria de imprensa do clube afirmou que “a situação é clara: há contrato e uma multa pré-estabelecida. Se o atleta quiser sair, paga a multa e sai. Se um time quiser contratá-lo, faz a proposta. O Santos decide se aceita ou não. Ponto final”.

A sensação na diretoria é de que a DIS está interessada numa guerra por meio da imprensa e de que o clube não pode aceitar o embate.

Interlocutor de Ganso diz que o atleta também ficou surpreso ao saber do “tanto faz” presidencial. Até agora, ele trabalhava com a informação de que o Santos não o liberaria para o Corinthians, em caso de proposta, por um valor abaixo da multa.

Apesar das palavras de Laor, a Delcir Sonda continua dando prioridade a colocar o meia no Inter, time de coração do dono da empresa detentora de 55% dos direitos econômicos do craque.

Numa das crises entre Ganso e Santos, teria havido interesse do Corinthians, negado em livro publicado recentemente pelo corintiano Andrés Sanchez.

Hoje, não se fala publicamente no Parque São Jorge na contratação de Ganso, mas há uma corrente no clube favorável a um nome de impacto para atrair patrocinadores. E segundo reportagem de Samir Carvalho no UOL Esporte houve uma reunião recente entre cartolas corintianos e o estafe de Ganso.


Medalhas no judô reforçam política brasileira de bancar esporte com dinheiro público
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As medalhas de Sarah Menezes (ouro) e Felipe Kitadai (bronze) no judô em Londres são frutos da polêmica política esportiva escolhida pelo Brasil: o investimento de dinheiro público na formação de atletas.

De acordo com o site do Ministério do Esporte, a campeã recebe ao menos R$ 3.100 mensais pelo programa bolsa-atleta na categoria olímpica. É a segunda maior ajuda. A primeira é para a categoria pódio, que oferece até R$ 15 mil mensais.

Kitadai, por sua vez, ganha um mínimo de R$ 1.850 mil por mês do governo como bolsista na categoria internacional.

O judô brasileiro é um dos principais exemplos da escolha governamental, feita  sem uma recomendável consulta popular. São dez bolsistas na delegação olímpica. E a confederação é patrocinada pela Infraero, além de contar com dinheiro da Lei de Incentivo ao esporte.

O bom desempenho dos judocas nacionais no início da Olimpíada é um alento para quem se acostumou a ver os programas do Ministério do Esporte envolvidos em acusações de mau uso do dinheiro público. Um exemplo de que pode dar certo.


São Paulo barra agente de Lucas como negociador com Manchester e vê corrida por comissão milionária
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A diretoria do São Paulo está, mais uma vez, em rota de colisão com Wagner Ribeiro, agente de Lucas. Apesar de dizerem que são pequenas as chances de Lucas ser vendido até o final de agosto para o Manchester United, os dirigentes já decidiram que não darão comissão para o empresário do atleta.

Ribeiro foi avisado da decisão. Ele não fala com a imprensa sobre o assunto, mas o blog apurou que o agente acredita ser o responsável pela negociação. A interlocutores diz que fez a ponte entre as duas partes, por isso julga ter direito a 10% de comissão, se Lucas vestir a camisa do United (incorretamente, na primeira versão do post foi publicado Manchester City).

Na outra ponta, os tricolores alegam que falaram sempre diretamente com o Manchester. E que só vão pagar comissão se alguém de fato trabalhar para a conclusão da venda.

Já há outros empresários com trânsito no clube inglês dispostos a fazer o papel de facilitador da operação. Em jogo está uma comissão de aproximadamente 3 milhões de euros. Ninguém quer aparecer agora. Só que se a venda for feita, quem ficar sem comissão deve iniciar uma lavagem de roupa suja proporcional ao tamanho da bolada em disputa. Com direito há muita troca de acusação em público.