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Com Ney Franco São Paulo aposta que terá mais jovens na seleção

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05/07/2012 17h15

Ney Franco não é o nome de peso que a diretoria do São Paulo queria para evitar protestos da torcida nos primeiros maus resultados do novo técnico. Para sua escolha, porém, pesou a obsessão da cúpula tricolor em lucrar mais com suas categorias de base.

Há tempos Juvenal Juvêncio admira Franco como treinador. Os cartolas do Morumbi afirmam que o fato de ele já ter trabalhado com quatro jogadores do São Paulo (João Felipe, Rodrigo, Henrique e Ademilson) nas seleções de base é importante para o clube. Pois o novo comandante conhece os meninos e poderá conduzi-los com calma no time de cima.

Mas não é só isso. Com a contratação de Franco para substituir Leão, o São Paulo acredita que poderá emplacar mais jogadores nas seleções de jovens. Ney sai da CBF mas deixa por lá seu estafe e tem todas as portas da entidade abertas. Quem se destacar com ele no clube já terá feito metade do caminho para chegar à seleção.

E Juvenal precisa disso para valorizar seus garotos e conseguir boas vendas. Até quem não é aproveitado na equipe principal vale mais no exterior ao colecionar convocações. Além disso, o São Paulo gasta alto na formação de atletas, mas tem sempre a sensação de que poderia tirar mais proveito desse investimento.

Sobre o Autor

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

Sobre o Blog

Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.