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Começa pressão para Marin cortar pagamento a Ricardo Teixeira por causa de caso de corrupção

Perrone

Desafetos de Ricardo Teixeira começam a fazer barulho nos bastidores para que José Maria Marin corte a “mesada'' que a CBF ainda dá ao ex-presidente. O movimento é tímido, mas tende a ganhar corpo.

O argumento é de que a confederação não pode continuar usando os serviços de um cartola que acaba de ter o nome confirmado pela Justiça da Suíça como envolvido em caso de corrupção.

De acordo com documentos publicados no site da Fifa, o ex-presidente da CBF e seu ex-sogro, João Havelange, fizeram um acordo financeiro com a Justiça suíça para não serem condenados por corrupção. Teriam recebido juntos R$ 45 milhões em propinas.

Teixeira segue recebendo da CBF para prestar consultoria ao atual presidente. Sem constrangimento, Marin diz que seu antecessor merece ganhar pela ajuda que dá. Afinal, passa seus conhecimentos ao sucessor.

Manter os pagamentos significa continuar dando uma dose (cavalar) de poder ao ex-cartola, que se estivesse no poder precisaria se esquivar de um arsenal de provas capazes de destituí-lo. Se haveria contundente justificativa para Teixeira ser afastado da presidência, não há o que justifique sua manutenção como consultor, muito menos como presidente informal.