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Ao mesmo tempo, Palmeiras protege e ameaça perseguir “baladeiros”

Perrone

 O Palmeiras voltou a conviver com um antigo fantasma: a suspeita de que seus jogadores exageram nas baladas. E o caso é tratado de maneira antagônica pela diretoria. Publicamente, ela tenta proteger os “baladeiros”. Internamente, porém, promete ser implacável com eles.

A proteção acaba de ser demonstrada no episódio em que um jogador é acusado de chegar para treinar com sinais de embriaguez. A cartolagem confirma o episódio, ao menos longe dos microfones, mas não revela o nome do atleta.

A preocupação é grande porque não foi o primeiro deslize recente de um jogador do grupo. Entre outros casos, em Belo Horizonte, depois da partida contra o Cruzeiro, um reserva (também com o nome protegido) perdeu a hora de voltar para a concentração. Ficou mais longe do que nunca da equipe titular.

Betinho, autor do gol do título da Copa do Brasil, também deu dor de cabeça depois que um vizinho procurou a diretoria para reclamar de churrascos e de barulho exagerado na madrugada em seu apartamento. O jogador nega o problema.

Na diretoria há quem desconfie que a falta de cuidados com o corpo fora de campo seja responsável por algumas das lesões sofridas por jogadores. E membros da comissão técnica também reclamam do comportamento inadequado de alguns.

Internamente, os cartolas prometem punições pesadas para quem não souber se comportar. Nesse clima, um funcionário chegou a alertar os atletas de que seguranças do Palmeiras fariam rondas nas baladas boleiras de São Paulo à caça dos “baladeiros.”