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Corintiano de 17 anos vai dizer que fez disparo acidental e que não houve revista na Bolívia

Perrone

Reprodução de perfil de torcida do San Jose no Facebook com homenagem a Kevin

Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel, confirmou ao blog que um garoto de 17 anos irá se entregar à Justiça brasileira nesta segunda como autor do disparo de sinalizador que matou Kevin Douglas Beltran.

“Ele já queria se entregar na Bolívia, mas como estava sob responsabilidade da torcida, a primeira preocupação foi entregar o garoto para a família”, disse Cabral.

Segundo ele, o menor alega que houve um disparo acidental. Ele afirma ter comprado seis sinalizadores de um camelô na Rua 25 de Março, em São Paulo. Só que dois deles eram de um modelo que o torcedor não conhecia, disparado com a retirada de uma trava de segurança. O corintiano tentava descobrir como fazia o disparo quando houve o acidente.

“Ele nunca tinha usado esse tipo de sinalizador. Foi acidental, tanto que quase acertou os corintianos que estavam ao lado dele”, declarou o advogado.

O torcedor assegura também que não houve revista na Bolívia e que os torcedores presos não sabiam de sua atitude. O advogado enviará as declarações e uma foto do menino na carteirinha da Gaviões para as autoridades bolivianas. Espera que a foto seja confrontada com imagens de TV para comprovar que ele foi o autor. Assim, o advogado acredita que conseguirá a liberação dos 12 que estão detidos.

Ao chegar no Brasil, o menor ouviu de sua mãe que ela o entregaria à Justiça, se ele não fizesse isso espontaneamente.

O garoto deve ser liberado após a confissão. Os bolivianos podem pedir sua extradição, mas as autoridades brasileiras não extraditam brasileiros.

Ainda de acordo com o advogado, faz cerca de dois anos que o garoto é membro da Gaviões. Ele estuda e trabalha.