Blog do Perrone

Presidente corintiano diz que contrato de lojas oficiais é lesivo ao clube

Perrone

Já são sete anos de parceria entre SPR Franquias e Corinthians. No final do ano passado, o contrato para exploração da rede de Lojas Poderoso Timão foi renovado antecipadamente até 2019. Cerca de oito meses após a renovação feita por Mário Gobbi, seu antecessor e eleitor, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, surpreendeu conselheiros alvinegros ao dizer que o contrato é “lesivo” ao clube.

A declaração foi feita na última segunda em reunião do conselho deliberativo e gerou cobranças por parte de membros do conselho que não entendem porque a parceria durou tanto tempo e foi renovada pelo mesmo grupo político se é ruim para o Corinthians.

“Se o contrato é lesivo, não é desde hoje, é desde quando foi assinado. Quero saber por qual motivo assinaram se é ruim para o clube. A quem interessa isso?”, disse ao blog o conselheiro Rubens Gomes.

O blog tentou falar com Andrade, mas a assessoria de imprensa do Corinthians não respondeu ao pedido de entrevista. Gobbi também não foi localizado para falar sobre o assunto.

Quem falou foi Rogério Mollica, diretor de negócios jurídicos do clube. “Ele (Andrade) quis dizer que (o contrato) é muito mais vantajoso para SPR do que para o Corinthians, (quis dizer) que poderia ser melhor negociado”, afirmou o dirigente.

Mollica disse ainda que o contrato previa a realização de uma auditoria e que a empresa KPMG foi contratada para analisar o acordo.

“O contrato prevê arbitragem (em caso de divergências). Estamos aguardando o resultado da auditoria e vamos apurar as denúncias dos franqueados. Aí verificaremos o que será feito”, disse Mollica.

Um grupo de franqueados da rede Poderoso Timão está em litígio com a SPR, alegando que uma série de ações da empresa prejudica seu faturamento e provoca o fechamento de lojas por causa de dívidas.

Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a SPR disse que não se manifestaria sobre a declaração do presidente corintiano dada ao conselho. A empresa nega irregularidades na relação com os lojistas.