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MP vai apurar acusação de crimes nas categorias de base do Corinthians

Perrone

O Ministério Público de São Paulo vai investigar supostos crimes cometidos nas categorias de base do Corinthians. O promotor Paulo Castilho recebeu nesta sexta uma representação criminal entregue pelo conselheiro corintiano Romeu Tuma Júnior. Ele relata a acusação do americano Helmut Niki Apaza, que alega ter sido vítima de golpes aplicado por ex-funcionário do futebol amador corintiano e ao menos um conselheiro do clube.

Castilho afirmou que na semana que vem será instaurado procedimento investigatório no Juizado do Torcedor sobre o caso. “Vai ficar a cargo do (promotor) Pedro Elias e eu vou auxiliar. Pela lei, todos os crimes decorrentes do futebol estão relacionados ao Juizado do Torcedor. Vamos apurar se houve ação criminosa”, afirmou Castilho ao blog.

Apaza alega que pagou US$ 60 mil por 20% dos direitos econômicos de Alysson, jogador que tinha menos de 16 anos, assim não tinha contrato profissional e não existia o que ser vendido. Ele também afirma que pagou US$ 50 mil por uma carta que lhe dava o direito de representar o clube nos Estados Unidos. O documento é assinado por Eduardo Ferreira, diretor de futebol, que afirma que a carta que o americano alega ter comprado foi outra, sem assinaturas.

Em sua representação, Tuma Júnior pede que seja investigado se foram praticados estelionato, falsidade ideológica (no caso de a carta ser assinada sem autorização do presidente do corintiano, Roberto de Andrade) e crime contra o consumidor, além de uma apuração para saber se ocorreram episódios semelhantes no futebol amador corintiano.

“Minha preocupação é preservar o clube no caso de eventuais punições da Fifa, se ela apontar irregularidades na operação. E também preservar o torcedor e o sócio-torcedor. Se o Corinthians for prejudicado, eles também serão”, disse Tuma Júnior.

Clique aqui e aqui para ler sobre as denúncias feitas por Apaza.