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MP cobra Corinthians por obras sociais ligadas à arena. São até R$ 12 mi

Perrone

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) cobra na Justiça o Corinthians e a Prefeitura por não cumprimento de acordo que manteve a cessão ao Corinthians do terreno em que foi construído o estádio do clube, em Itaquera (zona leste da capital).

A cobrança pode chegar a R$ 12 milhões (mais correção), valor total das contrapartidas prometidas, que incluíam a construção de uma creche ainda não entregue. A quantia deve ser paga pelo clube, de acordo com o que está escrito em sentença de 2011 pela qual o trato foi homologado.

No último dia 9, a Justiça deu 20 dias para Corinthians e Prefeitura se manifestarem. E ainda pediu para o MP esclarecer se o Tribunal de Contas do Município não pode entrar no caso. Uma cópia da decisão foi enviada também para a BRL Trust, que cuida do fundo que administra a arena corintiana.

Por sua vez, o departamento jurídico do alvinegro confirmou a cobrança ao blog e afirmou que vai explicar nos autos todas as contrapartidas que já foram entregues. Disse ainda que a creche exigida no acordo está sendo finalizada.

O acordo previa que o Corinthians precisava reservar R$ 300 mil mensais para obras sociais (como hospitais e escolas, além de creches). Assim, assumiu uma dívida com a Prefeitura referente às contrapartidas até 2019. Seriam R$ 4 milhões em obras sociais até 2014 e o restante nos cinco anos seguintes. Como há o entendimento por parte do MP de que o investimento não foi feito, o valor total deve ser cobrado antecipadamente conforme prevê o acordo.

O clube pode conseguir descontar da cobrança o valor que já foi gasto.

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