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Mensagens de vice aumentam lista de casos a serem apurados pelo Corinthians

Perrone

As mensagens enviadas a ex-aliados pelo primeiro vice-presidente do Corinthians, André Luiz Oliveira, o André Negão, em tom de ameaça e reveladas pelo blog, geraram indignação entre conselheiros. Pelo menos um grupo se mobiliza para pedir que ele explique ao Conselho Deliberativo quem “levou dinheiro do clube” e por que nada foi feito até agora sobre o que ele diz saber.

O episódio aumenta a lista de casos recentes não elucidados e que exigem investigação interna do clube. Confira abaixo outras quatro situações que precisam ser explicadas.

1 – Lava Jato.

Nenhum questionamento formal foi feito até agora no Conselho Deliberativo  e nem em sua comissão de ética a Andrés Sanchez sobre acusações contra o ex-presidente corintiano,  que teria sido beneficiado pela Odebrecht. O caso ganhou novo fôlego recentemente com a informação publicada pela Folha de S.Paulo de que  a delação de Marcelo Odebrecht aponta remessa de R$ 2,5 milhões para caixa 2 da campanha a deputado federal de Andrés. Aparentemente um caso pessoal, o episódio tem reflexos no clube por envolver o principal responsável alvinegro pela Arena Corinthians e a construtora do estádio. Conselheiros prometem entregar ao Conselho Deliberativo pedido para que Sanchez seja questionado sobre o tema. O ex-presidente nega ter cometido irregularidades.

2 – Categorias de base

Há uma série de denúncias no departamento de formação de atletas não investigadas. Além disso ocorreram seguidas trocas na direção do setor e recentemente parentes e apadrinhados de conselheiros assumiram postos não remunerados de assessores. No caso mais recente, revelado pelo UOL Esporte, atletas com desempenho ruim em vários quesitos assinaram contrato, mas não jogam pelo alvinegro. Guilherme Gonçalves Strenger deve chamar Carlos Nujud, novo diretor das categorias de base, para apresentar um relatório.

3 –  Estacionamento

Em fevereiro, o clube anunciou uma parceria com a empresa Indigo para gerir o estacionamento da Arena Corinthians. Porém, a antiga gestora, a Omni, não aceitou a rescisão e se recusou a sair. A diretoria não se posicionou mais sobre o caso sem explicar em que pé está a administração do estacionamento.

4- Contratações na Arena

Não há no clube investigações em andamento para saber quais os parâmetros usados para a série de contratações de prestadores de serviços na arena, gerida por um fundo do qual o Corinthians faz parte. Estão sem respostas perguntas como: Foram feitas tomadas de preço? Não havia nenhuma empresa mais indicada para o estacionamento do que a Omni, que nem tinha em seu objeto social a gestão desse tipo de área? Por que uma empresa especializada em festas de formatura, a Stilo’s, apresentada por Andrés, foi a responsável por integrar as obras de instalação das estruturas provisórias na arena para a Copa do Mundo, recebendo R$ 15 milhões, como mostrou o site da Época?