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CET obtém vitória contra Santos em cobrança de R$ 872 mil
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A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) obteve vitória em primeira instância em ação na qual cobra R$ 872.080,38 por serviços de orientação de trânsito em dias de jogos do clube. Decisão publicada nesta quarta no Diário Oficial de Justiça julga parcialmente procedente o pedido do órgão, mas não informa o valor que será cobrado.

Serão somadas 37 cobranças de taxas acrescidas de juros e correção. Cabe recurso.

Além do alvinegro do litoral, o órgão cobra na Justiça Palmeiras, Corinthians e São Paulo. A quantia exigida dos quatro clubes é de R$ 25 milhões.

A companhia alega na ação que a partir de 2005 ficou determinado por lei municipal que as agremiações pagassem pelo serviço em dias de jogos. No ano seguinte, os clubes conseguiram liminar suspendendo o pagamento, mas a decisão foi revertida depois.

Antes de entrar com a ação, a CET se reuniu com os clubes para fazer a cobrança amigável, mas não conseguiu receber, segundo argumenta no processo.

 


Como derrota para o Palmeiras virou munição política no São Paulo
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A derrota por 3 a 0 para o Palmeiras no último sábado alimentou a fogueira política no São Paulo, que terá eleição presidencial em abril. A temperatura aumentou logo depois do clássico em um grupo de troca de mensagens formado por conselheiros.

Opositores criticavam o time e o planejamento da diretoria para a temporada. Um deles pediu para Marco Aurélio Cunha, ex-diretor executivo de futebol na atual gestão, dar a sua opinião. O goleiro Denis, a contratação de Douglas, a defesa e a suposta dependência em relação a Cueva tinham sido alvos de críticas.

Atualmente trabalhando na CBF, como coordenador de futebol feminino, Cunha não se esquivou. Pelo contrário, chegou disparando. Disse que bastou uma derrota dura para haver aproveitamento político. Afirmou ainda que continua vendo um ótimo trabalho e falou para os opositores aproveitarem porque serão poucas as chances de falar mal (do time), além de pedir para que não misturem política e futebol.

 “Quando ganhou do Santos na Vila, ninguém apareceu, nem para elogiar. Transferir para a gestão o resultado do jogo é que diminui o poder de análise”, declarou Cunha ao blog, resumindo o que afirmou durante a discussão.

Os oposicionistas que fizeram as críticas não foram localizados para falar a respeito do assunto.

Sobre Denis, o ex-diretor admitiu a falha do goleiro no terceiro gol, mas não no golaço de cobertura feito por Dudu. Para ele, a pintura foi mérito do palmeirense, que aproveitou uma brecha dada pelo estilo de jogo são-paulino, com o goleiro adiantado para facilitar a saída de bola.

O episódio ilustra como a disputa eleitoral pode respingar no time.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que tenta a reeleição, e José Eduardo Mesquita Pimenta são os candidatos.


Em primeira reunião, Apfut discute sobre antecipação de receitas dos clubes
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Na tarde desta segunda, no Rio, a Apfut (Autoridade Pública de Governança do Futebol) se reúne para discutir temas relacionados ao Profut, lei que refinanciou dívidas fiscais dos clubes e estabeleceu uma série de contrapartidas. Entre os itens da pauta do encontro está a análise do conceito de antecipação de receitas, tema sensível para as agremiações.

Uma das principais divergências nos clubes nesse quesito é sobre se luvas de contratos, como os de transmissão de jogos pela TV, podem ser consideradas verbas antecipadas.

A lei considera antecipar ou comprometer receitas que atinjam futuras administrações ato de gestão irregular ou temerária, a menos que o valor não ultrapasse 30% da verba referente ao primeiro ano do mandato seguinte ou se o dinheiro for usado para redução de dívida.

Caso que ilustra a divergência sobre o entendimento dessa regra aconteceu em dezembro do ano passado quando o Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou a proposta apresentada pela diretoria para renovar seu contrato com a Globo. A oposição defendeu na ocasião que o clube poderia ferir o Profut com o montante recebido como luvas. Já a diretoria via a operação como legal, mas a maioria dos conselheiros optou pela rejeição.

Também será analisado o processo de fiscalização das agremiações por parte da Apfut. Conselheiros de pelo menos parte dos clubes consideram que ela não é feita de maneira eficiente.

Apesar de os membros do órgão terem sido apresentados em maio do ano passado, essa será a primeira reunião plenária do grupo. Só agora será votado o regimento interno.

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, é o representante titular dos clubes. O santista Modesto Roma Júnior é o suplente.


Opinião: contratar Bruno é comprar uma grande crise
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Se eu fosse dirigente jamais contrataria Bruno. Não por pré-julgamento ou preconceito. Nem chegaria a analisar se o goleiro é ou não culpado por matar Eliza Samudio, o que não seria minha atribuição. Tampouco tentaria avaliar o caráter dele e sua possível influência no grupo.

Eu barraria a contratação antes de pensar nesses aspectos. A ideia seria descartada ao tentar responder a duas perguntas iniciais: que tipo de prejuízo a presença do ex-flamenguista pode trazer ao clube? Sua condição técnica trará benefício que compense esse eventual mal?

A resposta para primeira é clara. Contratar Bruno significa levar para o clube uma grande crise que não pertence a ele. Quando estiver em entrevistas coletivas por seu time, o arqueiro terá que responder a perguntas sobre a acusação de assassinato. Seus colegas e treinador também.

Mas a parte pior é a certeza de que o goleiro será muito vaiado e xingado pelos torcedores rivais. Essa pressão pode gerar nervosismo e causar erros durante as partidas. E não só dele. Há a chance de companheiros serem afetados também. E a equipe do Boa corre o risco de ser muito hostilizada por onde passar. A repercussão nas redes sociais em relação à contratação indica isso.

A segunda indagação também não é difícil de se responder. Bruno é agora uma incógnita como goleiro. Ficou muito tempo parado e não se sabe o estrago que isso pode ter feito. Vai precisar de tempo pra tentar se recuperar. Logo não é seguro que ele traga benefício técnico para o Boa capaz de compensar todos os efeitos colaterais. Melhor optar por um jogador em atividade de quem se conhece o real potencial e que não venha com um pacote .

E há ainda a situação jurídica do reforço da equipe de Varginha. Bruno recorre à condenação em liberdade. Ou seja, pode voltar a ser preso, o que significa o risco de ter de abandonar o elenco de uma hora para outra.

Por tudo isso, não daria nem tempo de eu pensar na colocação do momento entre os que defendem o reforço escolhido pelo Boa: todo mundo merece uma segunda chance. Esse não é o ponto.


Por que mecenas emplacam no Palmeiras, mas não no São Paulo?
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De um lado uma equipe que se fortaleceu e levantou taças com a ajuda dos braços fortes de ricaços apaixonados pelo clube, além de interessados na vida política da agremiação. Do outro, um time no qual quem colocou dinheiro o fez uma vez e parou. Ou investiu muito menos em outras áreas sem ser na contratação de craques. Esse é o retrato de Palmeiras e São Pulo que se enfrentam nesta tarde pelo Campeonato Paulista. Mas por que os mecenas decolaram no alviverde e patinaram no tricolor?

A resposta está na forma diferente com que os conselheiros palmeirenses Paulo Nobre, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira encararam a relação entre paixão pelo clube, ambição política e colaboração em comparação com são-paulinos endinheirados, como Abilio Diniz e o diretor de marketing Vinícius Pinotti.

Indagada pelo blog sobre o que motiva os seguidos investimentos feitos pela empresa dela e de seu marido no Palmeiras, donos da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas), Leila respondeu o seguinte por meio de sua assessoria de imprensa: “nossa enorme paixão pelo clube e a ótima relação que temos com os dirigentes do clube”. Ela virou palmeirense por causa do marido, sempre palestrino.

Por sua vez, Abilio escreveu em 2015 em seu blog no UOL duas afirmações que mostram a maneira de pensar diferente em relação à empresária palmeirense. “O São Paulo não precisa de caridade de seus torcedores. Não é dar o peixe, mas ensinar a pescar”. Na ocasião, havia a expectativa da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar de que ele participasse de um fundo que colocaria pelo menos R$ 100 milhões nos cofres tricolores, mas que nunca saiu do papel.

Cifras mostram o tamanho da diferença com que os ricos palmeirenses e são-paulinos em questão atuam em seus clubes.

Crefisa e FAM renovaram seus patrocínios com o Palmeiras por cerca de R$ 80 milhões anuais mais bônus por conquistas. O compromisso anterior rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano à agremiação.

Nobre, enquanto reinou na presidência, tirou do bolso a título de empréstimo aproximadamente R$ 200 milhões para tocar o clube e reforçar o time. Recentemente, ele recebeu de volta R$ 43 milhões.

No lado são-paulino as quantias envolvidas não podem ser consideradas mixaria, mas são bem menores.

Abilio, cobrado por adversários políticos por nunca ter patrocinado o São Paulo, bancou a atuação de duas renomadas empresas de consultoria avaliada pelo entorno do empresário em cerca de R$ 2 milhões. O objetivo do trabalho foi verificar a verdadeira situação do clube, incluindo o CT das categorias de base, em Cotia, para permitir o melhor uso dos recursos, aumentar a geração de receitas e equacionar o pagamento de dívidas. Ou seja, a ação seguiu a linha de raciocínio de que é melhor criar condições para um faturamento maior do que injetar dinheiro para contratações.

 Pinotti, antes de ser diretor, emprestou cerca de R$ 19 milhões para a contratação de Centurión. Por causa da correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), a dívida com ele hoje passa de R$ 20 milhões. O jogador não emplacou, foi emprestado para o Boca Juniors e Pinotti nunca mais emprestou dinheiro para o clube.

O dirigente não quis dar entrevista sobre o assunto, mas, internamente, ele afirma que o fato de não ter feito novos empréstimos está desconectado do fracasso de Centurión no Cícero Pompeu de Toledo. A opção do cartola foi por contribuir com o São Paulo conseguindo novos patrocinadores.

Investimento alto em patrocínio dá retorno?

A distância mantida por Pinotti e Diniz do formato de patrocinar o time do coração leva à pergunta se comercialmente compensa investir pesado em patrocínio, como fazem Crefisa e FAM.

Ao ser indagada pelo blog se o retorno dado às suas empresas pela exposição na camisa do Palmeiras é satisfatório ou inferior ao dinheiro investido, Leila afirmou: “o retorno foi muito positivo, porém a maior satisfação que temos é poder contribuir para o sucesso de um projeto e ficamos extremamente felizes pela alegria que o Palmeiras proporciona aos torcedores”.

Nos clubes adversários é comum ouvir dirigentes afirmando que o preço pago pelas duas empresas ao atual campeão brasileiro é muito superior ao de mercado. E no Palmeiras, conselheiros argumentam que a empolgação com o título brasileiro e a popularidade alcançada pela dupla de empresários contribuíram para o aumento no aporte financeiro. Tais fatores não existem hoje no lado são-paulino da moeda.

“Nosso amor pelo Palmeiras e nossa confiança com o clube ajudaram muito em nossas tomadas de decisão. Ver os torcedores felizes, muito contentes por ter um time muito competitivo é gratificante”, afirmou Leila sobre o incremento nos investimentos.

Política

Apesar de pensarem de maneiras distintas sobre como ajudar o time de coração, Abilio, Pinotti, Paulo Nobre, Leila e Lamacchia têm um ponto em comum na relação com seus clubes: o envolvimento político.

O casal da Crefisa e da Fam acaba de colocar dinheiro na campanha por vagas no Conselho Deliberativo palmeirense. Após a vitória esmagadora, ambos podem participar da vida política do clube. Nobre, bem antes de ser eleito presidente, já estava engajado politicamente no alviverde.

No Morumbi, Pinotti apoia Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, na tentativa de se reeleger à presidência. Porém, é visto mais como cartola do que político. Abilio está do outro lado da trincheira. É incentivador do candidato de oposição no pleito de abril, José Eduardo Mesquita Pimenta. Alex Bourgeois, ex-CEO do clube e homem de confiança do empresário, é um dos principais articuladores da campanha do oposicionista.

Os estilos distintos de pensar de quem tem conta bancária para ser mecenas de seus times, obviamente teve influência na montagem das equipes dos rivais desta tarde para a temporada. O reflexo mais emblemático é o fato de Pratto, o principal contrato do São Paulo, ter habitado os sonhos de Leila, mas acabar sendo preterido por Borja, mais caro e badalado.


Diretor explica como está negociação por nome da Arena Corinthians
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Como andam as negociações pelos naming rights da Arena Corinthians, tantas vezes dadas por cartolas alvinegros como quase fechadas? Quem respondeu à pergunta ao blog foi Fernando Salles, diretor de marketing do clube.

“Estamos conversando com duas empresas, uma delas é multinacional. É um negócio complexo, duro de ser fechado. Não dá para fazer previsões”, explicou o dirigente.

Segundo ele, por enquanto, não há nada praticamente fechado, apenas conversas. Ou seja, a torcida, que já sonhou com diversos nomes para a casa corintiana, não deve se empolgar neste momento.

Salles não revelou o nome das empresas que negociam, mas afirmou que a multinacional em questão não é a Qatar Airways, companhia com quem já houve tratativas. No entanto, ele não descarta que ela volte a se interessar.

A comercialização dos naming rights é fundamental para o Corinthians conseguir pagar a dívida gerada pela construção do estádio. No plano de negócios inicial enviado para a Caixa Econômica  a fim de viabilizar o empréstimo de R$ 400 milhões junto ao BNDES, o preço estipulado era de R$ 25 milhões anuais.

Em abril do ano passado, com a concordância da Caixa, o pagamento do empréstimo deixou de ser feito enquanto são negociadas novas condições. Só os juros estavam sendo pagos. Porém, em novembro do ano passado, a Caixa dispensou também a quitação dos juros até abril de 2017.


Corinthians negocia renovação com Caixa por mesma quantia mensal atual
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O Corinthians aceita fechar com a Caixa a renovação do contrato de patrocínio na parte frontal da camisa do clube sem aumento. As negociações estão em andamento. Segundo Fernando Salles, diretor de marketing do alvinegro, se o martelo for batido, o valor mensal deve ser praticamente o mesmo do atual.

A diferença, segundo ele, é que o banco não faz mais contratos que passem de um ano para o outro. Assim, um novo trato terá validade até dezembro. Por isso, o valor total a ser recebido será inferior aos R$ 30 milhões combinados pelos últimos 12 meses. A negociação relativa à quantia está bem encaminhada, conforme disse o cartola.

“A maior preocupação não é com a parte financeira, é com outros ativos. São propriedades que a Caixa está vetando em parcerias com outras instituições, e nós estamos tentando liberar”, declarou Salles ao blog.

No acordo atual, válido até abril, o patrocinador liberou o Corinthians para ter parceiros ligados a instituições financeiras que trabalhem com produtos que não são alvos do acordo com ela. Por exemplo, a venda de seguro ou cartões de crédito e débito com a marca do clube, mas administrados por outra empresa, poderia ser feita.  Porém, segundo o dirigente, agora ela tenta retomar o veto.

O diretor não revelou números, mas o blog apurou que a negociação começou com o banco querendo pagar um valor mensal menor em relação ao atual, enquanto o Corinthians queria uma quantia maior.

A Caixa não fala sobre negociações em andamento.


Presidente do Santos tenta convencer Dorival de que não existem ‘sombras’
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O presidente do Santos quer aproveitar os dias de convivência com Dorival Júnior no Peru para tentar convencer o treinador de  que a sombra de Vanderlei Luxemburgo ou de outro técnico não ronda a Vila Belmiro.

Modesto Roma Júnior pretende conversar muito com Dorival antes da partida desta quinta contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, com a intenção de acalmar o treinador que, como noticiou o UOL Esporte, acredita que há um trabalho de pessoas no clube para promover o retorno de Vanderlei Luxemburgo.

“Enquanto eu for presidente, o Luxemburgo não trabalha no Santos. Acho que a época dele já passou. Não existe treinador melhor do que o Dorival disponível no mercado”, afirmou Modesto ao blog.

Ele deve repetir esse discurso ao técnico, além de já ter dito algo semelhante para o empresário de Dorival, Edson Khodor, que procurou o dirigente para saber se procedia o interesse em Luxa.

No caso específico de uma troca por Luxemburgo, o blog apurou que Modesto tem usado o discurso de que nem Marcelo Teixeira, ex-presidente e alinhado com o atual mandatário defende o retorno do treinador, com quem trabalhou no clube.

Apesar da defesa feita por Modesto, Dorival recebe muitas críticas de conselheiros situacionistas. Também na contramão do discurso do presidente, conforme mostrou o UOL Esporte, Levir Culpi está no radar do alvinegro.


Relacionamento abalado entre elenco e direção faz parte da crise santista
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Entre os ingredientes da atual crise do Santos está o relacionamento abalado entre parte significativa do elenco e a diretoria. O motivo é a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas, que ainda não foi assimilada por muitos do grupo.

O ex-funcionário fazia a ligação entre a comissão técnica e a direção, além de ser próximo do elenco e visto como conselheiro que conseguia contornar eventuais incômodos dos jogadores em relação à diretoria. Essa mediação ficou prejudicada com sua saída.

Após a demissão, em fevereiro, os santistas protestaram não dando entrevistas depois de baterem o Red Bull por 3 a 2, no último dia 12. A manifestação irritou Modesto Roma Júnior. O presidente santista cobrou os atletas por falta de profissionalismo no episódio na opinião dele.

O cartola deixa claro que não aceita interferência dos atletas em questões administrativas.

Parte dos jogadores se sente sem diálogo com a diretoria e desamparada desde a saída do gerente, apesar de nenhuma nova manifestação pública ter sido feita.

Já a direção alega que não foi procurada por  descontente, não acredita em insatisfação e nem vê motivos para jogador ainda fazer bico por causa do afastamento do funcionário.


Ex-diretor cita fim da “Marginal sem número” para exaltar Arena Corinthians
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Fonte de aflições no Parque São Jorge por conta da dívida gerada e alvo de auditorias para saber se ela foi entregue como previa o contrato, a Arena Corinthians é usada pelo ex-diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, para destacar o trabalho da antiga diretoria alvinegra. Ele cita entre os acertos dos ex-dirigentes o fim do apelido “Marginal sem número”, usado por torcedores rivais na época em que o time jogava no Pacaembu. Parte do antigo estádio do clube fica voltada para a Marginal do Tietê.

A citação foi feita por Raul em carta ao Conselho Deliberativo para se defender da acusação de que teria maquiado o balanço patrimonial do clube de 2014 em R$ 328 milhões.

“Por fim, registro que a atuação diligente da antiga gestão no registro contábil da participação da arena foi apenas mais uma das diversas medidas implementadas para conferir maior transparência e eficiência à administração do SCCP – inclusive acabando com a história de Marginal sem número –, …” diz trecho da mensagem enviada pelo ex-dirigente.

Ele decidiu se manifestar após reportagem da Folha de S.Paulo que mostrava carta de seus sucessor no cargo, Emerson Piovezan, também aos conselheiros. O atual dirigente explicava que em reunião do órgão disse que usou a expressão “maquiado” de maneira coloquial para definir o balanço preparado pelo antecessor. Mas afirmou que a suposta informação errada distorceu a análise dos conselheiros, que acabaram aprovando a peça.

A maquiagem teria acontecido porque as cotas pertencentes ao clube no Arena Fundo, ligado ao estádio, foram computadas como receita direta tornando o balanço superavitário. Para Piovezan, elas deveriam ser registradas como patrimônio líquido, o que teria causado déficit.

Em sua carta, Raul negou a maquiagem. Ele escreveu que a forma como foram registradas as cotas observou estritamente as regras do Conselho Federal de Contabilidade. Entre outras explicações, disse também que a regularidade da maneira como incluiu as cotas no balanço foi atestada por uma auditoria independente e um escritório de advocacia.