Blog do Perrone

Arquivo : outubro 2011

Adilson passou a mão na cabeça de atletas e caiu contra Inter, diz Juvenal
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Perrone

Entrevista com Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Ele faz a primeira pergunta.

Juvenal Juvêncio - Ainda não li suas matérias hoje, qual a maldade que você está fazendo comigo dessa vez?

Blog do Perrone – Nenhuma.

Juvenal – Você faz parte da imprensa corintiana. Vive fazendo maldades comigo. Agora disse que eu era corintiano, amigo do Wadih Helu (ex-presidente do Corinthians). Vocês ficaram bravos porque falei a história do mobral para o Andrés e me atacaram. A imprensa corintiana é assim, o Andrés faz piquenique comigo e ninguém fala nada. Eu dou uma e vocês dizem: “ele ofendeu os homens do povo”. Não vou ficar entrando em bola dividida com o Andrés como vocês querem. Só em bola grande.

Blog – Se eu fosse da imprensa corintiana (se é que ela existe) o Andrés não se recusaria a me dar entrevistas. Mas vou fazer uma pergunta mesmo que o senhor diga que se trata de corintianismo. O São Paulo perdeu aquele estilo diferenciado de não trocar treinadores rapidamente. O que está acontecendo?

Juvenal -   Gestor tem que ter convicção de que o técnico tem que sair. Essa convicção eu tive  no jogo contra o Internacional. Ele cometeu alguns erros lá e somei com a análise de todo o trabalho. Fiz a lista dos fatos positivos e negativos e tive a convicção. Digo que para demitir o técnico você precisa ter o momento certo. Ele fez o momento.

Blog – Como assim?

Juvenal - Ele dizia pra imprensa: ‘Vocês vão ver em Goiânia como o time vai mudar. Critiquem depois do jogo com o Atlético-Go. Como técnico tem convicção de
que vai vencer? Ele disse que ganharia e não ganhou, era o momento de demitir. Eu tinha a convicção, depois chegou o momento, mas faltava o terceiro fator necessário para a troca de um técnico: o substituto.

Blog – Mas ele foi demitido assim mesmo.

Juvenal - Faltava e ainda falta o substituto. Mas dessa vez teve que ser assim, fora das regras habituais.  O que é pior?  Ficar sem tecnico ou ficar do barranco, vendo a vaca ir  pro brejo? Pelo que leio nos jornais e pelas mensagens que recebo, as pessoas entendem que tomei a decisão certa.

Blog – Quais foram os erros do Adilson?

Juvenal - Não quero deixar exposto o treinador, que é uma excelente pessoa. Mas o mal dele foi querer ficar bem com o grupo. Queria agradar aos jogadores, às vezes passava a mão na cabeça deles, e eu dizia: “você tem que agradar à instituição, não ao grupo”. Tem jogador que precisa ser punido fortemente em vez de ter benesses. Ele errou em algumas substituições. E não é só ele, está em alguma cartilha que o técnico tem que esperar os 30 minutos do segundo tempo para tirar quem está mal? Às vezes tem que tirar já no primeiro tempo. Não pode ficar preocupado com essa história de queimar o jogador. Não pode é queimar a instituição deixando quem está mal em campo.

Blog – O que acha de o Palmeiras tentar o Dagoberto?

Juvenal – Acho que foi uma homenagem ao Dagoberto. Tive uma boa conversa com ele. Não sei se o Dagoberto vai ficar, mas estamos conversando. Falei para ele não ficar bravo comigo e ele está pensando na situação.

Blog – Escolheu o novo técnico? Felipão?

Juvenal – Está difícil.  Não tem nenhum papa, aquele que agrade a todos. O Felipão está no Palmeiras, cada dia a situação dele parece que muda… Mas ele está lá.

Blog – Milton Cruz fica até dezembro?

Juvenal – Se estiver ganhando pode ser.

Blog – Itaquerão deve ser anunciado na quinta como estádio da abertura da Copa. Ainda alimenta esperanças de o Morumbi entrar no Mundial?

Juvenal – Estou fora dessa discussão, não estou machucado. Conseguimos as melhorias de infraestrutura para o Morumbi, isso é o que conta. Até o fim do ano podemos acertar o patrocínio para fazer a cobertura. Agora, sempre que forem contar a história da Copa de 2014 vão ter que falar do Morumbi. Explicar isso, aquilo. É uma história que vai ser contada mais tarde, depois de 2014.


Logo após Adilson cair, são-paulino inicia sondagem a Felipão
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Minutos após o São Paulo anunciar a demissão de Adilson Batista, um dirigente tricolor telefonou para um amigo de Luiz Felipe Scolari. Pediu o número do celular de Felipão, perguntou quando ele volta de Portugal e qual a sua real situação no Palmeiras.

 Não foi uma ligação oficial, com a chancela de Juvenal Juvêncio, mas o presidente são-paulino não esconde sua admiração pelo treinador do rival. No Morumbi, todos sabem que seria difícil tirá-lo agora do Palestra Itália. Por isso, a ala que já defendia Milton Cruz como interino até dezembro, fará mais barulho agora.

Por outro lado, a queda de Adilson fortalece Felipão, que trava um braço de ferro com a cúpula palmeirense por causa de promessas que não têm sido cumpridas.


Sombra de Milton Cruz e multa baixa pressionam Adilson no São Paulo
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Uma ala da diretoria do São Paulo defende a troca imediata de Adilson Batista pelo auxiliar Milton Cruz. A ideia é deixar o assistente no comando do time até dezembro. O clube esperaria a dança das cadeiras no final do ano para contratar um substituto.

Os defensores da manobra alegam que um dos motivos para a diretoria não ter que aturar o técnico é o fato de sua multa rescisória ser equivalente a apenas um mês de salário.

Apesar de não estar satisfeito com o desempenho de seu treinador, Juvenal Juvêncio diz descartar demiti-lo agora, principalmente pela falta de bons nomes disponíveis no mercado. Como Milton Cruz é um dos homens de confiança do presidente, os cartolas que fritam Adilson enxergam na interinidade do assistente uma maneira de convencer Juvenal.

O presidente deve manter o seu estilo de ouvir mais do que falar, sem dar pistas sobre seus planos. Enquanto isso, a temperatura da frigideira aumenta.


Hélio dos Anjos é observado no Morumbi
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Hélio dos Anjos, rodado técnico do Atlético-GO, arranca suspiros no Morumbi. Ao mesmo tempo, ninguém no São Paulo morre de amores por Adilson Batista.

O trabalho dos dois é comparado. O que se ouve é que Hélio conseguiu dar um padrão de jogo a seu time e mantém uma campanha regular, com seguidas boas atuações. Enquanto isso, Adilson não é capaz de emplacar uma série de bons jogos.

Quem elogia o técnico do Atlético-GO sabe que uma eventual contratação dele pelo São Paulo causaria polêmica entre conselheiros e torcedores. A pressão seria grande. Mesmo assim, haverá defensores da ideia caso Adilson perca o emprego no final do ano.


Para cartola do São Paulo, Adilson Batista desrespeitou torcida
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Não foram só os torcedores que reclamaram do técnico Adilson Batista na partida contra o Flamengo. Parte da diretoria concorda que o treinador errou ao tirar do time Luís Fabiano, após a expulsão de Lucas.

Sem gravar entrevista, conversei com um integrante da cúpula do São Paulo que mostrou estar irritado com o técnico. Em sua opinião, ele falhou taticamente por sacar Luís Fabiano. O argumento é de que, ao perder um atacante, o treinador não poderia abrir mão do estreante, mesmo que tivesse planejado sua saída anteriormente.

Na opinião do mesmo cartola, Adilson não respeitou os cerca de 64.000 torcedores que foram ao Morumbi para ver a estreia de Luis Fabiano. Acredita que o técnico deveria ter levado em consideração a cumplicidade com a torcida.

Mas essa não é única bronca. Há um desconforto em parte da direção em relação a Rivaldo. A opinião é de que o técnico deveria escalá-lo desde o início. Assim, fcaria claro se o veterano tem ou não condições de atuar 90 minutos.

Começa a ganhar força no Morumbi a tese de que o São Paulo é o único dos que brigam pelo título que não consegue encaixar uma sequência de boas atuações. Apesar de todas as críticas, pelo menos por ora, ninguém fala em demitir Adilson.


Adilson Batista precisa de título para seguir no São Paulo em 2012
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A cúpula do São Paulo está convencida de que a irregularidade do time é mais culpa dos jogadores do que de Adilson Batista. Mesmo assim, o treinador não encanta os cartolas. Contratado por falta de opções, não conseguiu, na opinião da maioria dos dirigentes, domar os atletas mais jovens e deixá-los focados no Brasileirão. Pelo menos até agora.

Na avaliação da diretoria, Adilson não é o nome ideal para conduzir o time na próxima Libertadores, caso a vaga seja conquistada. Por isso, os dirigentes afirmam em conversas informais que ele só continua no clube se conquistar o Brasileiro. Apostam que em dezembro existam técnicos desempregados mais ao gosto de Juvenal Juvêncio.

O curto contrato atual de Adilson, válido até dezembro, mas com uma cláusula de renovação, é uma clara demonstração da fragilidade do voto de confiança dado a ele pelo presidente são-paulino. O tratamento dispensado ao treinador mostra que o São Paulo abandonou de vez a filosofia de dar tempo a seus técnicos na formação de equipes vencedoras.


Se sobreviver até dezembro, Adilson Batista terá aumento em 2012
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A diretoria do São Paulo não topou pagar quanto Adilson Batista queria. Fez uma proposta alternativa, e o treinador aceitou. Colocou no contrato, válido até dezembro de 2011, a cláusula que possibilita a extensão por mais um ano. Seus vencimentos seriam reajustados a partir de janeiro de 2012.

Mas, para isso, o treinador tem que fazer o mínimo que se espera dele: colocar o time na Libertadores. Se fracassar nessa missão, não comemorará o ano novo como técnico da equipe.

É de conhecimento público que Adilson Batista não era a primeira opção dos cartolas. Nem a segunda. Talvez, também não fosse a terceira. Por isso, os dirigentes resolveram se proteger oferecendo um salário melhor apenas se ele agradar nos primeiros meses.

Entre conselheiros, Adilson já é visto como um treinador de tiro curto, que vai segurar por pouco tempo a prancheta tricolor. Principalmente porque a diretoria tem trocado a aposta em trabalhos duradouros, como nos tempos de Muricy Ramalho, por planejamentos imediatistas.


A divergência tática entre Adilson e Roberto Carlos
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No Parque São Jorge, Roberto Carlos virou um dos exemplos preferidos para se explicar o fracasso de Adilson Batista no comando do time. Quem vive a rotina diária da equipe diz que, desde a chegada do treinador, o lateral sentiu que teria dificuldades para cumprir o que o técnico pedia: atacar mais.

De fato, quando chegou ao clube RC disse que sua prioridade era defender. Não queria se expor atacando. Mas Adilson o queria mais na frente. O jogador não estava satisfeito, mas seguiu jogando. Até se sentir esgotado fisicamente por tentar avançar mais do que se sentia capaz e pedir para não jogar contra o Atlético-GO. No clube não se fala em boicote do lateral. Só em cansaço.

O exemplo é usado pelos corintianos para justificar uma incompatibilidade entre a forma que o treinador queria que o time jogasse (mais ofensivamente) e o estilo implantado por  Mano Menezes, apostando nos contra-ataques.

Enfim, o treinador queria que o time se adaptasse a ele. E os jogadores desejavam o contrário. Encontrar uma fórmula intermediária ou estipular um período de transição foi impossível. E agora o novo técnico terá de encarar um prato feito:  jogar como Mano Menezes jogava. Não é que esse estilo combina com Parreira?