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Arquivo : Aldo Rebello

Para Governo, Fifa aumenta animosidade e desgasta secretário-geral ao enviá-lo ao Brasil
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A sensação no Governo Federal é de que a Fifa cometeu um erro estratégico ao escalar Jérôme Valcke para substituir Joseph Blatter em audiência pública no Senado, dia 11.

A presença do cartola, célebre por sugerir um chute no traseiro do Brasil para acelerar as obras da Copa, é vista como um motivo para os ânimos ficarem mais acirrados. Além de dar chance a senadores de aparecerem como defensores do país . Em outras palavras, não faltará senador para apertar o dirigente e pintar no Jornal Nacional enquadrando a Fifa.

Jérôme também estaria numa saia-justa porque se elogiar a organização do Brasil para a Copa estará desmentindo tudo o que disse até agora. E se voltar a fazer críticas tomará o troco dos senadores. Ministério do Esporte e o estafe de Dilma Rousseff, no entanto, asseguram que não irão se envolver.

A audiência, marcada para tratar da Lei Geral da Copa e da organização do Mundial, ainda depende da Comissão de Educação e Esporte do Senado decidir se vale a pena mantê-la mesmo com Valcke no lugar de Blatter e com Aldo Rebello, ministro do Esporte, falando um dia antes do francês. A ideia original era que os dois fossem ouvidos juntos. Em Brasília é dado como certo que os senadores não irão perder a oportunidade.


Mágoa de ministro deve manter secretário da Fifa afastado do Governo Federal e limitado a encontros estaduais
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A declaração de Joseph Blatter sobre manter Jérôme Valcke trabalhando na Copa de 2014 não é uma surpresa para o Governo Federal. No Palácio do Planalto ninguém esperava que ele levasse do chefe um chute no traseiro. Desde sexta-feira, quando o presidente da Fifa se reuniu com Dilma Rousseff, a expectativa em Brasília é a de que ele continue afastado das negociações com o Governo Federal.

Essa crença vem da irritação que Aldo Rebelo ainda demonstra em relação ao secretário-geral da Fifa, que suegeriu um chute no traseiro do Brasil. Segundo interlocutores do ministro do Esporte, ele ainda não quer voltar a conversar com o francês. E faz questão de dialogar apenas com Blatter.

Mas tanto o ministro quanto a presidente da República sabem que não podem dar ordens no chefe da federação internacional. Por isso nunca esperaram que ele tirasse Valcke da Copa de 2014. Porém, no ministério e na presidência existe a certeza de que Blatter não quer passar o constrangimento de ver seu número dois dar com a porta na cara quando for a Brasília.

Por isso, no Governo Federal, o papel que se imagina para Jérôme é de homem da Fifa que vai discutir no máximo com representantes de prefeituras e governos estaduais. Ficará preso a questões técnicas, sem se envolver em relações diplomáticas com Brasília. E a declaração dada hoje por Blatter sobre sua manutenção não muda esse sentimento.


Após crise, Ministério do Esporte já vê presidente da Fifa como novo interlocutor
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Sai Jérôme Valcke, entra Joseph Blatter no posto de interlocutor do Governo Federal nomeado pela Fifa para assuntos da Copa de 2014. Esse é o saldo da crise com a federação internacional na avaliação de integrantes do Ministério do Esporte, incluindo o ministro Aldo Rebelo.

O fato de Blatter afirmar que quer negociar diretamente com Dilma Rousseff e com o ministro em sua próxima viagem ao Brasil foi interpretado como anúncio de que o número 1 da Fifa é o novo interlocutor. A promessa de que o problema (declaração ofensiva feita por Valcke) não vai se repetir,  foi traduzida como uma garantida de que o secretário-geral é carta fora do baralho nas tratativas.

Assim, a reação de Blatter foi comemorada no ministério, já que Rebelo havia pedido a troca de interlocutor depois de Valcke afirmar que o Brasil precisava levar um pé no traseiro para acelerar obras e a aprovação da Lei Geral da Copa.

Para o estafe do ministro, Valcke terminou o episódio desgastado com seu próprio chefe. Isso porque Blatter precisou interromper seus afazeres na Ásia par cuidar de uma crise iniciada pelo secretário-geral.

O sentimento de vitória aumentou depois de ser desmentida a versão do cartola de que falou em francês sobre o pé no traseiro e que o conteúdo acabou distorcido  na tradução para o inglês. A agência de notícias AP sustenta que a entrevista original foi dada na língua inglesa.

Considerando Valcke desmoralizado, o ministério agora trabalha para que a presidenta receba Blatter e construa uma boa relação com o dirigente. Seria uma forma de não deixar brechas para o francês voltar.