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Arquivo : Andrés Sanchez

Erros de juiz coincidem com fragilidade corintiana nos bastidores
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Os erros de Carlos Amarilla no Pacaembu coincidem com a falta de poder atual do Corinthians nos bastidores. Foi o primeiro grande transtorno do clube com a arbitragem desde que Andrés Sanchez virou oposição na CBF e na FPF.

O rompimento com Marco Polo Del Nero, também dirigente da Conmebol,  faz com que seja mais difícil o clube paulista ter as suas queixas contra o juiz ouvidas na entidade. Assim como já tornara improdutiva qualquer tentativa dos corintianos de vetar esse ou aquele árbitro.

Nesse cenário, a cartolagem alvinegra pouco tem a fazer além de engolir o choro e se acostumar com a nova fase, bem diferente dos tempos em que ser o time de Andrés era sinal de prestígio. E essa fragilidade política tende a aumentar conforme se aproxima as eleições da CBF, no ano que vem, com Andrés na oposição à candidatura de Del Nero.


Presidente do Galo é visto como candidato a novo Andrés
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“Andrés do Pão de Queijo”. Já tem cartola se referindo a Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, desta forma.

Isso porque ele virou um dos principais aliados da cúpula da CBF, tem sido hábil nos bastidores ao defender seu clube, dá declarações polêmicas, cutuca o maior  rival do Galo e peitou o são-paulino Juvenal Juvêncio.

Tudo muito parecido com o que Andrés Sanchez fez para ganhar peso político na era Ricardo Texieira. Certamente Kalil aprendeu com o corintiano quando duelaram no processo de implosão do Clube dos 13.

Ao contrário de Andrés, provável candidato à presidência da CBF, o atleticano não vai disputarr  o cargo em 2014. O roteiro traçado por Kalil parece ter como objetivo garantir a ele mais poder do que um novo posto.

Com a Federação Mineira distante de José Maria Marin, ele aparece como interlocutor natural para os mineiros que quiserem ter acesso ao presidente da CBF. Isso ajuda a aumentar seu cacife político.

Já o prestígio junto a Marin e Marco Polo Del Nero ajuda a ganhar novas brigas pelo Galo, como fez ao emplacar juiz estrangeiro contra o São Paulo. Nesse ritmo, ele trilha o caminho para ser tão idolatrado pelos atleticanos quanto Andrés pela maioria dos corintianos. E ter uma massa de torcedores ao seu lado é uma usina de poder.


Presidente do Galo também irrita corintianos
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Não é só o São Paulo que está irritado com Alexandre Kalil. Dirigentes do Corinthians também estão bufando por causa da ida do atleticano à Conmebol, de carona no avião da CBF, antes do início dos mata-matas da Libertadores.

Rival do tricolor paulista nas oitavas, o Galo cruzará o time do Parque São Jorge nas semifinais, se ambos chegarem até lá. Mas o fato de um possível adversário ter a chance de influenciar na escolha dos árbitros, como teme o São Paulo, não é o único motivo que chateia os corintianos.

Grande parte do incômodo se deve à CBF ter aberto as portas da Conmebol para Kalil logo depois de ele dizer que Andrés Sanchez implodiu o Clube dos 13 para ganhar um estádio, episódio negado pelo ex-presidente corintiano.

No Parque São Jorge fala-se que o presidente do Galo foi recompensado pela CBF com uma ajuda nos bastidores da Conmebol. Isso por disparar contra Andrés, inimigo de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

Por sua vez, Kalil se defende afirmando que todos participantes da Libertadores tem o direito de ir à sede da entidade.

E a CBF responde que levaria quem pedisse. Mas, longe dos microfones, a conversa na confederação é de que ninguém anda de braços dados com inimigos. Assim, é natural que Marin e Del Nero viagem com um (novo) amigo, como Kalil.


Nova suspeita de favorecimento a time de cliente de Del Nero fortalece Andrés em guerra política
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Nova polêmica envolvendo o Atlético de Sorocaba, conhecido como “time do reverendo Moon” apimenta a disputa política na Federação Paulista e fortalece Andrés Sanchez. Moon, morto no fim do ano passado, era cliente do advogado Marco Polo Del Nero. Sua equipe subiu para a primeira divisão sob a suspeita de ser favorecida por erros de arbitragem em 2012. E agora se manteve na elite da mesma forma.

No fim de semana passado, o Atlético venceu o Oeste por um a zero com gol em lance duvidoso aos 50 minutos do segundo tempo e escapou do rebaixamento. A bola teria saído pela linha de fundo antes do gol.

Em 2012, a equipe de Sorocaba conquistou a vaga na elite após estar perdendo por 2 a 0 do União Barbarense. Virou com um gol de pênalti aos 54 minutos em cima de adversário esfacelado por três expulsões.

Na ocasião clubes do interior chegaram a conversar sobre lançar um candidato de oposição ao grupo de Del Nero na entidade. Reclamavam de vários lances que teriam beneficiado o time do cliente do presidente da FPF.

Após o episódio da rodada anterior, voltou a ser discutida uma forma de combater o poder de Del Nero. Coincidentemente, no auge das discussões, o cartola reconduziu à vice-presidência Fran Papaiordanou, conselheiro corintiano ligado a Paulo Garcia, visto como possível candidato de oposição. Garcia e Andrés tinham se aproximado.

Dirigentes de clubes pequenos que se sentem prejudicados com o suposto favorecimento ao Atlético de Sorocaba agora miram uma aliança Andrés, considerado por eles o único capaz de derrotar o grupo de  Del Nero. Não querem que o próximo presidente da federação seja controlado por Marco Polo, favorito para vencer a eleição à presidência da CBF. Os dois pleitos acontecem no ano que vem.


Lula vira trunfo de Andrés em sucessão na CBF
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Um dos principais assuntos entre os cartolas que participarão da assembleia geral da CBF para aprovação de contas nesta terça é a eleição do ano que vem. Mesmo sem ligação direta com as entidades estaduais, Lula virou alvo das discussões.

O ex-presidente é visto por dirigentes de diferentes Estados como um dos pontos de desiquilíbrio do pleito, marcado para o primeiro semestre de 2014.

É dado como certo pelos cartolas que ele será cabo-eleitoral de Andrés Sanchez, ou de quem o corintiano apoiar. A expectativa é de que Lula atue junto a caciques políticos com influência nas federações para conquistar o voto para Andrés. O alvinegro ou alguém de sua confiança, como Ronaldo, deve bater de frente com Marco Polo Del Nero, provável candidato da situação.

Quem é contra o corintiano, mesmo sem apoiar Del Nero, já sente calafrios ao imaginar a força que a presença de Lula e Ronaldo, “marqueteiro” assumido de Andrés, num “comício” pode ter.


CBF quer Rosenberg para cuidar de licenciamentos sem cutucar homem de confiança de Ricardo Teixeira
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A CBF nega que sua intenção ao convidar Luiz Paulo Rosenberg para trabalhar na entidade seja provocar Andrés Sanchez. A avaliação dos cartolas é de que a confederação explora mal o licenciamento de produtos, apesar da marca forte da seleção. Rosenberg chegaria justamente para cuidar dessa seara.

No Corinthians, o ex-vice-presidente alavancou a venda de produtos licenciados. Parceiros do clube passaram a vender praticamente de tudo após. Ele também criou o hábito de explorar camisas comemorativas.

Deixando Rosenberg cuidar de licenciamentos, a CBF não relará em Carlos Salim, diretor de marketing e homem de confiança de Ricardo Teixeira. Afastar o atual diretor seria desagradar a Teixeira.

A ideia é que José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e Salim, este apenas formalmente, cuidem dos patrocínios, mina de ouro da CBF.  Rosenberg, que ainda não respondeu se aceita o convite da entidade, ficaria um degrau abaixo do diretor de marketing.


CBF é criticada por supostamente usar seleção para se aproximar do Corinthians e minar Andrés
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Praticamente ao mesmo tempo, a CBF executou duas manobras que atingem diretamente Andrés Sanchez, opositor da atual gestão e possível rival na eleição do ano que vem. Mas a movimentação política em época de preparação para Copa das Confederações e Mundial já causa desconforto nos bastidores.

A confederação convidou Luís Paulo Rosenberg para integrar seu departamento de marketing, ameaçando a estabilidade política de Andrés no Corinthians. Rosenberg foi o principal dirigente corintiano abaixo de Sanchez. Se aceitar o cargo oferecido por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, Rosenberg terá de receber ordens dos desafetos de seu amigo. Difícil não encarar como uma mudança de lado.

Rosenberg criticava a federação de Del Nero, que pode ser seu chefe

Além disso, a CBF conversa com a Federação Boliviana para jogar de graça contra a seleção de lá como forma de tentar confortar os bolivianos após a morte do torcedor Kevin Douglas Beltran.

A proposta soa como um agrado a Mário Gobbi, outro aliado histórico de Andrés e que está enrascado na Conmebol por causa da morte do fã do San Jose em jogo com o Corinthians.

A CBF não admite cunho político em suas ações, mas elas já geram críticas. O primeiro a disparar publicamente foi Marco Antônio Teixeira, ex-secretário-geral da confederação e tio de Ricardo Teixeira.

“Amistoso com a Bolívia, provavelmente com jogadores que atuam no Brasil terá qual valor técnico para o Felipão? Só vai atrapalhar os nossos clubes em favor da politicagem. Essa atitude contradiz o que Marin disse no programa “Bem Amigos” (Sportv). Ele falou que não deixaria a eleição de 2014 interferir na seleção. Mas está usando o time pra fazer politicagem”, disse Marco Antônio, desafeto de Del Nero.

Para a Del Nero, provável candidato, é importante minar Andrés e ter o apoio do Corinthians na eleição.

A assessoria de imprensa da CBF não respondeu ao blog sobre a crítica de Marco Antônio.


Andrés ignora crise corintiana com a Conmebol ao atacar Marin e Del Nero
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Montagem sobre foto de Almeida Rocha/Folhapress

Em pleno conflito entre Corinthians e Conmebol, Andrés Sanchez golpeou de novo Marco Polo Del Nero e José Maria Marin no fígado.  Dessa vez, foi em entrevista à Folha de S.Paulo. “Contra eles? Qualquer um do mundo do futebol”, disse o corintiano ao ser indagado se apoia algum candidato à presidência da CBF. A eleição será no ano que vem.

Antes, o ex-diretor de seleções da CBF disse que nesse momento não trabalha com a hipótese de se candidatar, mas que “o futuro a Deus pertence.”

Outra informação publicada na edição desta sexta da Folha de S.Paulo dá a noção da ousadia de Andrés ao cutucar a dupla de cartolas neste momento. A coluna Painel FC diz que Marin e Del Nero, presidente e vice da CBF, encontrariam Nicolás Leoz, da Conmebol, no Paraguai. Entre outros temas, falariam sobre a punição da Confederação Sul-Americana ao Corinthians.

Del Nero é membro do comitê executivo da entidade e um dos idealizadores do tribunal responsável por julgar o time brasileiro. Fica claro que, politicamente, não seria bom cutucar o dirigente agora. Mas Andrés é especialista em batalhas como essa. Certamente tem seus motivos para mandar o recado.


Julgamento na Conmebol faz Corinthians depender de desafeto de Andrés
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Corintianos detidos na Bolívia

Dirigentes corintianos temem que o desentendimento entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanchez prejudique o clube no julgamento da Conmebol sobre a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Del Nero é membro do Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana. É também um dos principais mentores do recém-criado Código Disciplinar da entidade e do novo tribunal, que julgará o time paulista.

O polivalente dirigente conhece todos os atalhos da entidade. Na visão de cartolas corintianos poderia até ter ajudado politicamente a evitar a pena preliminar de jogar com portões fechados.

Procurar Del Nero em busca de ajuda política seria prudente, mas Mário Gobbi ficou numa saia justa. Se for atrás do presidente da FPF e vice da CBF pode desagradar a Andrés. E ficar devendo um favor a Del Nero ou dar a impressão de que mudou de lado.

Se não pedir socorro a ele corre o risco de ser criticado internamente caso o clube não consiga amenizar a punição.

Andrés rompeu com Del Nero ao se demitir do cargo de diretor da CBF por suspeitar que a demissão de Mano Menezes foi  tramada sem seu conhecimento bem antes do anúncio oficial.


Líder de movimento desiste de mudança favorável a retorno de Andrés à presidência do Corinthians
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O líder do movimento para mudar o estatuto do Corinthians a fim de que Andrés Sanchez seja candidato à presidência na próxima eleição, abortou a operação. André Luiz Oliveira, ex-diretor administrativo do clube, afirmou ao blog que não tentará colocar a alteração em votação no Conselho Deliberativo.

“Se é para a felicidade geral da nação, não vamos mais discutir isso. Não quero gerar discórdia”, afirmou André. O presidente Mário Gobbi era contra a mudança. A proposta havia transformado o Parque São Jorge num caldeirão político fora de hora.

Pelo estatuto atual, quem deixa a presidência precisa ficar duas eleições sem se candidatar. A mudança previa que a ausência fosse necessária em só um pleito. Como já não disputou a última votação, Andrés poderia retornar na próxima.

Esta não deve ser a única alteração engavetada. Em reunião nesta segunda, o CORI (Conselho de Orientação) decidiu recomendar ao Conselho Deliberativo que não aceite nenhuma das propostas de mudança. Brecar todas as alterações foi uma sugestão de Andrés.

A alteração que permitiria a candidatura do ex-presidente no final de 2014 foi retirada do pacote antes mesmo da análise do CORI. Mas ela poderia ser apresentada separadamente ao Conselho Deliberativo, coisa que o pai da criança diz ter desistido de fazer.