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Arquivo : Andrés

Em guerra com Andrés, Del Nero reconduz opositor corintiano à vice-presidência da FPF
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Enquanto trava uma guerra com Andrés Sanchez, Marco Polo Del Nero se aproxima da oposição corintiana. Fran Papaiordanou, que está entre os principais opositores no Corinthians, foi reconduzido nesta quarta a um dos cargos de vice-presidente da Federação Paulista.

Ele havia se afastado para participar da campanha oposicionista na eleição corintiana, que aconteceu em fevereiro do ano passado, mas até agora não tinha sido convidado para voltar.

Apesar de Fran ser da oposição, Andrés e seu grupo se aproximaram recentemente  dele em busca de aliados contra Del Nero.

A volta do corintiano acontece justamente um dia após Luis Paulo Rosenberg, vice do Corinthians, afirmar ao canal Sportv que os clubes não precisam da CBF e que iniciarão a reforma do futebol brasileiro pelas eleições nas federações.

Ronseberg, escudeiro de Andrés, foi convidado para trabalhar na CBF, mas não houve acordo.


Ala comandada por Andrés no Corinthians critica Gobbi por não tentar Ganso
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A novela Ganso teve reflexos até no Parque São Jorge. A ala política capitaneada por Andrés Sanchez critica o presidente Mário Gobbi por não ter entrado na disputa pelo meia.

O argumento é de que o clube pensou pequeno ao se manter longe da corrida por Ganso. E que o alvinegro deveria ter entrado na disputa para no mínimo fazer o São Paulo gastar mais.

Não é o único caso que gera protestos. O mesmo grupo de conselheiros alega que de maneira geral Gobbi abandonou a política de Andrés baseada em grandes contratações para investir apenas em promessas. Isso não combina com a estratégia da administração anterior de sempre deixar o Corinthians em evidência na mídia.

As diferenças no estilo de gestão cada vez mais afastam o a turma do ex-presidente de Gobbi e seus escudeiros.


Bombonera tem Andrés na arquibancada com desafeto de Gobbi e “Romarinho melhor do que Maradona”
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Cenas e histórias que este blogueiro viu e ouviu durante a noite dos corintianos na Bombonera, na arquibancada dos visitantes.

Andrés na arquibancada

Cerca de uma hora antes de o jogo com o Boca começar, Andrés Sanchez entrou na arquibancada corintiana. “Estou com a minha família inteira”, dizia enquanto procurava espaço entre os torcedores.

Sua comitiva tinha, entre outros, André Negão, ex-vice administrativo, que foi cabo eleitoral do atual presidente e agora é desafeto de Mário Gobbi. O vice Luís Paulo Rosenberg, criticado por colegas de diretoria e pela aposição após declarações polêmicas em meio às semifinais da Libertadores, também estava por lá.

Tumulto

Com o jogo já em andamento, torcedores da Gaviões da Fiel abriram espaço na marra para componentes da sua bateria. Empurraram quem estava atrapalhando com instrumentos e dezenas de corintianos despencaram pelos degraus das arquibancadas. Teve gente machucada.

Suborno

“Paguei 400 paus para um cara me colocar pra dentro sem ingresso. Ele estava levando um grupo de sete pessoas e falei pra ele levar mais um. Aqui os caras só querem saber de dinheiro”, de um torcedor ao encontrar os amigos na arquibancada.

Achados e perdidos

Estava do lado de fora sem ingresso. De repente vi uma entrada no chão. Peguei e tentei passar pela catraca. Passou”, de um torcedor que entrou pouco antes de o jogo começar. No centro de Buenos Aires, horas depois da partida, outro alvinegro se lamentava perder o ingresso.

Golpe

Um pequeno grupo de corintianos dizia ter pago cerca de R$ 300 para entrar sem ingressos a um argentino que montou uma caravana ilegal até com torcedores do Boca. O dinheiro seria para subornar funcionários que permitiriam a entrada. O “guia” sumiu na confusão depois de receber o dinheiro. E ninguém entrou. Assistiram à partida pela TV.

Ponto cego

Boa parte dos corintianos presentes não viu a bola entrar no gol de Romarinho. Faixas das organizadas e alegorias levadas pelos torcedores impediam a visão.

 Craque

“Romarinho é melhor do que Maradona”, frase pichada pelos corintianos num dos muros da arquibancada de visitantes da Bombonera. E o grito “Maradona, vai se f…, o Romarinho é melhor do que você”, tem tudo para virar hit no jogo de volta.


Aliados de Andrés tentam mudança no Corinthians para permitir candidatura de ex-presidente na próxima eleição
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Uma das medidas estudadas pela comissão que analisa mudanças no estatuto do Corinthians abre caminho para Andrés Sanchez disputar as próximas eleições presidenciais no clube.

Pelas regras atuais, quem cumpre seu mandato fica inelegível por duas votações seguidas. Os pleitos acontecem a cada três anos.

Porém, aliados de Andrés que não são próximos de Mário Gobbi trabalham para que após a primeira eleição fora da disputa os ex-presidentes já possam se candidatar.

Se a ideia for aprovada em votação no clube, Sanchez estará apto a tentar suceder Gobbi, eleito para ficar no poder até 2014. Pelas regras atuais, ele só poderia voltar à presidência em 2018.

A mudança foi sugerida por André Luiz de Oliveira, o André Negão. Ex-diretor administrativo e que perdeu espaço com Gobbi, apesar de ter sido decisivo em sua campanha.

“Fiz essa sugestão porque três anos afastado já é uma punição suficiente para quem fez uma boa administração”, declarou André ao blog.

A proposta instalou um clima pré-eleitoral no Parque São Jorge. A oposição passou a ser procurada por defensores da ideia e também pelo grupo mais ligado a Gobbi, que é radicalmente contra a sugestão.

“Caso não queiram a volta do Andrés, se estiverem com medo, adianto que vou me candidatar se não aceitarem a mudança”, disse André, que flerta com a oposição e que poderia formar um novo grupo nas próximas eleições.

Interlocutores de Andrés afirmam que ele foi um dos incentivadores da regra atual e que não gostaria da mudança.

Porém, a discussão sobre abrir a brecha para antecipar o retorno do ex-presidente acontece num momento em que ele está fragilizado na CBF, enfrentando um processo de fritura. Se perder o cargo de diretor de seleções da confederação, é natural que Andrés seja atraído pela política corintiana.


Andrés cai em contradição sobre prejuízo com Adriano e é cobrado por conselheiros
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Conselheiros corintianos cobram uma explicação de Andrés Sanchez sobre ter dito à revista GQ que o investimento em Adriano deu errado. Em outras palavras, o Corinthians vai continuar perdendo dinheiro até o fim do contrato do jogador.

Os descontentes lembram que ao trazer o Imperador o presidente, hoje licenciado, assegurou que o contrato previa a demissão de Adriano sem prejuízo para o clube caso ele faltasse seguidamente.

Além da entrevista, o presidente em exercício do Corinthians, Roberto de Andrade, disse que para demitir Adriano o Corinthians teria que pagar os salários que ele tem a receber até o final de junho, mesmo com as seguidas mancadas do atacante.

Os queixosos que, se confirmada impossibilidade de estancar os gastos com Adriano, Andrés terá iludido não só os conselheiros, mas também a torcida. O cartola não atende ao blog.


Guerra política ameaça vestiário do líder Corinthians
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Uma atitude do presidente Andrés Sanchez deflagrou uma guerra eleitoral antecipada no Parque São Jorge. Justamente quando os jogadores do Corinthians mais precisam de tranquilidade e amparo para a disputa do título Brasileiro.

O estopim da crise foi a decisão do presidente alvinegro de marcar uma reunião do Conselho Deliberativo para o próximo dia 17. Serão discutidos  temas relativos à eleição de fevereiro de 2012.

A oposição não gostou por entender que Andrés desrespeitou o estatuto, pois deveria pedir autorização ao presidente do Conselho Deliberativo. A diretoria interpreta as regras do clube de maneira diferente. Andrés chamou Carlos Senger, responsável pela presidência do Conselho, de inerte. Certamente levará o troco.

Os opositores ameaçam regiar com uma entrevista bombástica de Paulo Garcia, um de seus candidatos. O conflito parece não ter potencial para atingir o vestiário, mas tem.

 O primeiro reflexo é a cúpula do clube ter que dividir sua atenção entre o futebol e a política. Neste momento, ela deveria estar mergulhada nos problemas do futebol.

Além disso, para atacar a diretoria, a oposição pode antecipar ataques que envolvem gastos considerados exagerados com alguns jogadores e despesas com comissões a empresários ligados a atletas do elenco, o que pode ferir alguns dos que entram em campo em busca da taça nacional.

A reunião da discórdia vai discutir principalmente se a eleição será com urna eletrônica, como quer Andrés, ou com voto no papel, vontade da oposição.

Os adversários da diretoria, porém, afirmam que eventuais  mudanças no estatuto agora podem ser usadas em fevereiro para o grupo de Andrés alegar que ele pode se candidatar, pois seria o seu primeiro mandato com o estatuto novo. Argumento semelhante foi usado por Juvenal Juvêncio para se manter no São Paulo. O presidente corintiano nega que isso vá ocorrer.


Doença de Lula aumenta críticas contra Andrés no Corinthians
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A notícia de que o ex-presidente Lula tem câncer na laringe fez com que conselheiros do Corinthians disparassem novas críticas contra Andrés Sanchez. O argumento é o de que ele desrespeitou principalmente os membros do Conselho Deliberativo do clube que têm câncer ou parentes que lutam contra a doença.

Lula é o mais ilustre membro do conselho corintiano. Na semana passada, em seminário na Trevisan, o cartola disse que “essa história de conselho em clube é um câncer”.

Agora, integrantes da oposição querem que Andrés se desculpe publicamente com o ex-presidente e com o candidato de oposição Paulo Garcia, que acompanha a luta de sua mãe contra um câncer.

Sábado, os mais inflamados no Parque São Jorge queriam telefonar para Lula e pedir desculpas em nome do cartola, mas foram alertados de que não seria de bom tom.

O site oficial do Corinthians divulgou uma nota para expressar a torcida do clube pela recuperação do ex-presidente. Mas o comunicado não diminuiu o constrangimento causado pela desastrosa declaração de Andrés.


Cartolas são-paulinos e corintianos usam Homem-Picanha e passado “alvinegro” de Juvenal em briga
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 Colaborou Renan Prates

A mais recente troca de farpas entre Juvenal Juvêncio e Andrés Sanchez gerou críticas de conselherios corintanos e são-paulinos. Reclamam que os presidentes deveriam ter uma postura menos agressiva.

Porém, o ódio entre os cartolas se alastrou pelas duas diretorias e atingiu também os conselheiros, que agem como a dupla. Na sexta passada, por exemplo, um diretor do São Paulo se divertia no CT do clube falando diante dos jornalistas que o Corinthians tinha acertado patrocínio com um frigorífico. Homem-Picanha seria o garoto-propaganda e teria um namorado no Parque São Jorge. Espalhou a piada, mas pediu anonimato.

Faz alguns meses, um conselheiro corintiano postou no Youtube um vídeo no qual mostra a numeração do CT do São Paulo na avenida Marques de São Vicente: 2724. Fez graça com o número 24, que representa o veado no jogo do bicho.

Os alvinegros também costumam dizer que Juvenal Juvêncio foi corintiano quando mais jovem. Cheguei a ouvir essa versão do ex-presidente do Corinthians Wadih Helu, que disse ter trabalhado com Juvenal. Ele afirmou que os dois frequentavam o Pacaembu juntos para torcer pelo time do Parque São Jorge. E jurou estar falando sério.

Wadih, morto em junho, foi fonte de informações de Andrés sobre o passado do são-paulino. O ex-presidente era o principal cacique corintiano quando abençoou a entrada de Sanchez na política alvinegra.


Juvenal foi pressionado a contra-atacar Andrés e ensaiou frase sobre mobral
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Fazia tempo que diretores e conselheiros do São Paulo pressionavam Juvenal Juvêncio para responder aos ataques de Andrés Sanchez. O presidente tricolor chegou, por mais de uma vez, a dizer que daria entrevista falando sobre o rival ter o “mobral inconcluso”. Mas sempre guardou a provocação na gaveta. Até minutos antes do jogo com o Inter, em Barueri.

Juvenal ouvia de seus aliados que Andrés usa o São Paulo para fazer média com a CBF e tirar os holofotes das crises corintianas. Suas declarações eram vistas também como uma maneira de perturbar um postulante ao título Brasileiro.

O fato de o são-paulino não responder aos disparos gerava críticas internas a ele. Principalmente depois de Andrés dizer que o clube estava contratando Dagoberto.

Juvenal, então, decidiu reagir. Escolheu um tema que ferve o sangue do adversário. Segundo cartolas são-paulinos, Andrés já disse para eles que não se incomoda quando falam da virgindade de seu time na Libertadores.

Mas o corintiano deixou escapar que sai do sério se dizem que ele não estudou e que comete erros de português. Sabendo disso, Juvenal fez um ataque cirúrgico e está certo de que o desafeto acusou o golpe.

Porém, no Morumbi, há quem critique o presidente afirmando que nem uma figura tão antipática para o clube merecia tamanha grosseria. O episódio destoou da imagem cavalheiresca que os são-paulinos sempre disseram fazer parte de seu DNA.


Eleição corintiana já vira caso de polícia
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A campanha eleitoral no Corinthians mal começou e já tem o seu primeiro caso de polícia. O conselheiro Romeu Tuma Júnior acionou seu advogado para registrar uma acusação de incitação à violência e ameaça contra o presidente Andrés Sanchez.

O opositor alega que o cartola colocou sua segurança em risco baseado em uma nota publicada pelo “Painel FC”, da Folha de S.Paulo. A coluna afirma que o dirigente comentou com seus aliados que teve vontade de parar as obras do Itaquerão e deixar que Tuma e Carlos Senger, presidente do Conselho Deliberativo, se explicassem com os torcedores (provavelmente furiosos).

Os dois tinham dito ao blog que cobravam transparência da diretoria nas obras do estádio. “O Andrés jogou a torcida contra a gente. Se algo acontecer comigo, já sabem quem foi o mandante. Acho que outra vez eles não vão levar a gente para a Libertadores, vão nos levar de novo para a polícia. No Corinthians, quando você pede transparência parece que está xingando a mãe dos caras”, declarou Tuma Júnior.

Ele também usará como argumento nota divulgada por Senger, que repreendeu o presidente por entender que o dirigente jogou a torcida contra quem pede explicações. Tuminha deverá solicitar a abertura de um processo no Conselho contra o Sanchez.

Andrés não responde ao blog nem por meio de sua assessoria de imprensa. Segundo interlocutores do presidente, ele telefonou para o opositor e negou a declaração.

O caso mostra como o estádio será usado na eleição de fevereiro. O grupo de Andrés acredita que só um desastre com as obras pode tirar a vitória de Mário Gobbi. Uma das estratégias é pintar a oposição como uma força contrária à arena.

Por sua vez,  os adversários continuarão batendo na falta de transparência, mas os pré-candidatos Paulo Garcia e Osmar Stábile devem dar declarações simpáticas à construção.