Blog do Perrone

Arquivo : Arena Corinthians

Talento individual + força coletiva = igual a outra vitória do Brasil
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O Paraguai foi um adversário complicado na Arena Corinthians, apesar da derrota por 3 a 0. Teve pouco apetite ofensivo, mas foi faminto na marcação. Diminuiu espaços para a seleção brasileira e poderia ter dificultado muito mais as coisas. Não complicou por causa da combinação entre organização tática e talento individual, que já se tornou uma característica da equipe comandada por Tite.

Foi a disciplina tática que permitiu ao volante Paulinho (ele mais uma vez) apoiar o ataque sem comprometer a defesa e ajudar na abertura do placar. Os talentos do ex-corintiano e de Philippe Coutinho para se virar sem espaço completaram o lance que culminou com o primeiro gol brasileiro.

Também organizado taticamente, o Paraguai não se desesperou e nem abriu a porteira. De quebra viu seu goleiro defender um pênalti cobrado por Neymar, que na base do talento individual fez o segundo do Brasil. Os brasileiros  buscaram o gol sem abrir buracos que permitissem o contra-ataque paraguaio.

No final, após receber de Coutinho, Paulinho, de novo, serviu com maestria Marcelo, autor de mais um golaço da equipe de Tite. Assim, um jogo que poderia ser suado terminou com o folgado placar de 3 a 0 em mais uma demonstração de como a aplicação tática favorece os jogadores habilidosos dessa seleção.


Entrega de auditoria na Arena Corinthians é adiada por mais um mês
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Terminou nesta quarta o prazo estipulado pela empresa responsável por auditar a obra da Arena Corinthians do ponto de vista de engenharia e arquitetura para entregar o seu relatório. Porém, o trabalho não foi concluído. Os responsáveis acreditam que precisarão de mais um mês. Assim, a entrega agora está agenda para 15 de abril.

O escritório Cláudio Cunha Engenharia Consultiva atribui a necessidade de mais tempo à dificuldade em manipular arquivos que estão sendo analisados e à complexidade da atividade.

Além de apontar obras que eventualmente não tenham sido feitas pela Odebrecht ou que precisam ser refeitas, a auditoria pretende indicar soluções. Mostrar o que precisa ser executado e quanto custará cada intervenção. Isso, segundo os profissionais responsáveis, exige mais tempo do que o imaginado inicialmente.

Com o novo adiamento, o trabalho que foi planejado para levar 90 dias atingirá quase oito meses. Antes, a dificuldade de obter documentos junto a Odebrecht, que alegou cláusulas de sigilo, foi apresentada como principal motivo da demora. O trabalho é importante para o Corinthians decidir se avalia que a construtora cumpriu ou não o contrato.

Outro relatório, feito pelo escritório Molina & Reis Advogados, já foi entregue.

 


Diretor explica como está negociação por nome da Arena Corinthians
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Como andam as negociações pelos naming rights da Arena Corinthians, tantas vezes dadas por cartolas alvinegros como quase fechadas? Quem respondeu à pergunta ao blog foi Fernando Salles, diretor de marketing do clube.

“Estamos conversando com duas empresas, uma delas é multinacional. É um negócio complexo, duro de ser fechado. Não dá para fazer previsões”, explicou o dirigente.

Segundo ele, por enquanto, não há nada praticamente fechado, apenas conversas. Ou seja, a torcida, que já sonhou com diversos nomes para a casa corintiana, não deve se empolgar neste momento.

Salles não revelou o nome das empresas que negociam, mas afirmou que a multinacional em questão não é a Qatar Airways, companhia com quem já houve tratativas. No entanto, ele não descarta que ela volte a se interessar.

A comercialização dos naming rights é fundamental para o Corinthians conseguir pagar a dívida gerada pela construção do estádio. No plano de negócios inicial enviado para a Caixa Econômica  a fim de viabilizar o empréstimo de R$ 400 milhões junto ao BNDES, o preço estipulado era de R$ 25 milhões anuais.

Em abril do ano passado, com a concordância da Caixa, o pagamento do empréstimo deixou de ser feito enquanto são negociadas novas condições. Só os juros estavam sendo pagos. Porém, em novembro do ano passado, a Caixa dispensou também a quitação dos juros até abril de 2017.


Em 2015 e 2016, Arena Corinthians obteve R$ 156 mi de R$ 424 mi esperados
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Uma dúvida que tira o sono de cartolas do Corinthians e de parte considerável da torcida é como pagar a construção da arena do clube se as receitas estão longe do esperado. A distância entre sonho e realidade é medida com precisão na comparação entre o plano de negócios original do estádio e as receitas obtidas.

O blog teve acesso ao plano de negócios que foi apresentado para a Caixa a fim de que fosse obtido o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES.

O documento previa que entre 2015 e 2016 seriam arrecadados na casa corintiana R$ 424.554.000. Porém, de acordo com dados obtidos pelo blog, nesse período a arena gerou cerca de R$ 156 milhões.

A diferença entre a verba prevista e o que entrou nos cofres ajuda a explicar porque desde abril do ano passado o Corinthians, com a concordância da Caixa, parou de pagar as mensalidades do financiamento, arcando só com juros, enquanto negocia a extensão do prazo para quitar o débito.

Em alguns casos, não entrou nenhum centavo previsto. O episódio mais conhecido é o da venda dos naming rights. Pelo plano original, a expectativa era de que ele gerasse R$ 25 milhões por ano. Como não houve negociação, nada foi arrecadado. Com sports bar dentro da arena era prevista receita de R$ 215 mil no primeiro ano. O projeto não saiu do papel.  O espaço existe, mas até agora não foi negociado. Havia até a previsão de faturamento com clube do charuto, que também não se materializou.

Outro projeto em que os corintianos colocaram suas fichas foi o tour pela arena, com previsão de 280 visitas diárias em 150 dias por ano. Mas só no último dia 2 foi anunciada a assinatura do contrato com a empresa que administrará a operação. A visitação está prevista para começar em abril.

A área de marketing é a que mais impressiona no quesito não rolou. De acordo com o plano de negócios, o estádio teria 18 patrocinadores já em 2015. Hoje se tem conhecimento de apenas dois: Honda e Strella Galicia. Os demais que aparecem em telões e painéis do estádio são empresas que têm camarotes no local.

Em 2015, quando o estádio funcionou com obras na maior parte do ano, a arrecadação esperada com marketing era de R$ 43 milhões, mas foi de cerca R$ 240 mil.

A aposta em lugares vips também não vingou. Virou rotina ver camarotes vazios na arena. E outros espaços nobres continuam longe de fazer sucesso. Pelo plano de negócios, essas áreas, batizadas de premium, seriam responsáveis em 2015 por 41% da receita total do estádio. Ou seja, ganharam o status de carro chefe, mas levantaram menos de 10% da verba obtida pela arena naquele ano (R$ 7,5 milhões de R$ 85 milhões). Eram esperados R$ 84 milhões só com esses espaços luxuosos.

Se o potencial de arrecadação com áreas nobres parece ter sido superestimado no plano de negócios, o contrário aconteceu com a receita relativa à venda de ingressos em 2015, ano de título brasileiro. A projeção era de que essa fosse a segunda fonte de recursos do estádio, representando 29% do total obtido, mas acabou sendo a primeira, pois cerca de 88% do dinheiro que entrou veio da venda de tíquetes em 2015.

O blog não traz números detalhados da receita de 2016, mas é possível afirmar que com a campanha decepcionante no Nacional a arrecadação foi inferior à projetada. A previsão feita no plano de negócios era de R$ 63 milhões, mas os ingressos renderam R$ 52,2 milhões de acordo com os boletins financeiros das partidas. Seguramente a bilheteria foi o setor que deu mais dinheiro à arena em 2016. A arrecadação total do estádio foi de aproximadamente R$ 71 milhões.

A diferença entre as receitas projetadas e realizadas nestes dois anos materializam uma discussão que existe no Corinthians desde antes do estádio ganhar forma. Parte dos conselheiros entende que houve erro ao se apostar em áreas luxuosas e caras e de tratar o marketing como mina de ouro a ser explorada em Itaquera. Essa ala defende que assentos e instalações simples combinados com times competitivos ajudariam muito mais o clube a pagar a conta da construção.

A mesma divergência existe entre Odebrecht e cartolas defensores do projeto inicial no clube. O blog apurou que executivos da construtora avaliam que o Corinthians sofreria muito menos para pagar a obra se o estádio fosse mais enxuto e as receitas com marketing e áreas vips estimadas com mais modéstia.

No clube, o discurso é de que a demora da Odebrecht para entregar a obra atrapalhou a geração de receitas, como na venda de camarotes. A construtora considera que concluiu a construção no final de setembro de 2015, mas dirigentes se queixam nos bastidores de que a arena ainda está incompleta e que isso dificulta algumas arrecadações. A Odebrecht diz que deixou de executar cerca de R$ 40 milhões em obras por causa de um estouro no orçamento, mas sem ferir o contrato, pois alega ter realizado serviços em valor semelhante e que estavam sem preço estipulado.

 Há uma queda de braço nos bastidores entre a empresa e Luis Paulo Rosenberg, pai do plano de negócios, e Aníbal Coutinho, arquiteto autor do projeto, arquitetônico do estádio.

O blog procurou Rosenberg, ex-vice-presidente do clube e que não participa da gestão da arena, mas ele não quis falar justamente por estar afastado do processo.

As assessorias de imprensa do Corinthians responsáveis pela arena e pelo presidente Roberto de Andrade não responderam às perguntas enviadas no último dia 17 até a publicação deste post.

Abaixo, compare as receitas projetadas e realizadas na Arena Corinthians em valores aproximados

Receita total projetada para 2015 – R$ 205.535.000

Receita total realizada em 2015  – cerca de R$ 85.000.000

Receita total projetada para 2016 – R$ 219.019.000

Receita total realizada em 2016 – R$ 71.000.000

Receita projetada em dois anos – R$ 424.554.000

Receita realizada em dois anos – R$ 156.000.000

Dados de 2015 em valores aproximados

Produtos premium (camarotes e assentos vips)

Receita projetada – R$ 84 milhões

Receita realizada – R$ 7,5 milhões

Marketing

Receita projetada – R$ 43 milhões, sendo R$ 25 milhões com naming rights

Receita realizada – R$ 240 mil, sendo que nada foi arrecadado com naming rights

Receitas operacionais (aluguel do estádio, concessões e estacionamentos, entre outras fontes de recursos)

Receita projetada – R$ 16 milhões

Receita realizada – R$ 1 milhão

Bilheteria

Receita projetada – R$ 59 milhões

Receita realizada – R$ 74 milhões


Troca em estacionamento da arena gera novo problema para Roberto de Andrade
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A troca da Omni, empresa do Omnigroup, pela Indigo como responsável pelo estacionamento da arena Corinthians trouxe mais problemas para a diretoria comandada por Roberto de Andrade, alvo de um processo de impeachment.

Agora a dor de cabeça para a direção é que a troca foi feita sem que o Conselho Deliberativo fosse consultado. “Na última reunião (em 30 de janeiro), ficou estabelecido que contratos relevantes envolvendo a arena não poderiam ser feitos sem passar pelo conselho. Então, agora estou pedindo o distrato com a Omni e o contrato com a Indigo, se eles foram de fato feitos”, afirmou ao blog, Carlos Guilherme Strenger, presidente do conselho.

Como há uma comissão criada no conselho para discutir tudo que envolve a casa alvinegra, o conselheiro Romeu Tuma Júnior sugeriu que nenhum documento importante relativo a arena fosse assinado sem prévia autorização dos integrantes do órgão. A medida foi aprovada na presença de Andrade. “Se um contrato foi rescindido, e outro foi assinado, ele (presidente do clube) descumpriu duas vezes a decisão unânime do conselho”, afirmou Tuma Júnior.

O caso se torna mais sensível porque o contrato com a Omni é um dos atos de Andrade que embasam o pedido de impeachment. Ele foi assinado com uma data na qual o cartola ainda não era presidente. Além disso, o acordo era considerado lesivo ao clube por conselheiros. O dirigente alega que assinou a papelada depois de tomar posse e que houve apenas um erro na data.

Procurada, a assessoria de imprensa do Corinthians responsável pela arena afirmou que o “tema (mudança na operação do estacionamento) foi conduzido pelo Arena Fundo de Investimento (que tem Corinthians e uma das empresas da Odebrecht como cotistas)”. Ou seja, a iniciativa não teria partido de Andrade ou de sua diretoria.

Porém, no site da arena, quem deu declaração sobre a troca foi o presidente corintiano, não um representante do fundo. Ele deixou clara a participação do clube na formalização da nova parceria. “Pensamos sempre em proporcionar a melhor experiência aos torcedores que vem à Arena Corinthians, seja por um jogo ou simplesmente para visitação. Por isso, estamos muito satisfeitos em formalizar este acordo, que vem sendo discutido desde o ano passado”, disse o dirigente à página oficial.

Ao revelar que as conversas com a nova responsável pelo estacionamento acontecem desde 2016, Andrade joga um ponto de interrogação em sua defesa por escrito contra o impeachment, pedido no final do ano passado. Na peça, o presidente e seu advogado, Alberto Bussab, diretor jurídico alvinegro, defendem o contrato com o Omnigroup. Eles escreveram que a escolha da antiga parceira foi feita com a concordância dos cotistas do fundo em “razão da plataforma tecnológica já utilizada pela empresa na venda de ingressos e no controle de acesso aos jogos do SCCP, envolvendo inclusive o plano Fiel Torcedor, o que facilita a operação com a utilização da mesma plataforma pelos interessados em estacionar seus veículos”.

Apesar de esse argumento ter sido escrito recentemente, agora o presidente avalia, como disse ao site do estádio, que a nova parceria trará muitos benefícios aos torcedores que vão aos jogos de carro. E, pelo barulho feito pela mudança, muitos pedidos de explicação feitos por conselheiros à diretoria e acusações de desrespeito ao órgão.

 


Gestão da Arena Corinthians fala em centenas de falhas vistas por auditores
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O site da Arena Corinthians divulgou resposta ao post publicado no último dia 6 pelo blog sobre os trabalhos que a Odebrecht afirma que não fará no estádio por falta de verba. A construtora alega que o orçamento foi estourado, principalmente por causa de exigências do arquiteto Anibal Coutinho, responsável pelo projeto.

Procurado, na ocasião, Coutinho disse que não poderia se manifestar sem autorização de seu cliente, o Corinthians, já que o contrato contém cláusula de sigilo. Por sua vez, o clube aguarda o fim de uma auditoria para determinar o que foi feito ou não.

A resposta, assinada pela administração da arena, sem o nome de dirigentes ou funcionários, afirma que os materiais especificados pelos escritórios de arquitetura contratados pelo Corinthians estavam previstos em aditivo contratual e atendem à demanda do clube, sem alterações contrárias ao contrato.

A nota também aponta que “de acordo com relatórios já produzidos pela auditoria, contam-se às centenas os pontos de desatendimento aos projetos integrantes do contrato”. A Odebrecht diz ter respeitado integralmente o contrato.

Em outro ponto, a administração da arena cita que serviços incompletos referentes ao piso estão entre os motivos para as constantes infiltrações na arena.

Confira na íntegra, abaixo, a nota publicada no site da arena.

Resposta à matéria publicada em 6 de dezembro de 2016 , no “Blog do Perrone”, sob o título “O que a Odebrecht diz que não fará na arena Arena Corinthians por falta de verba.

1. O Valor Global da Obra, definido pelo Quinto Aditivo Contratual, firmado em 15 de maio de 2014, é de R$ 985 milhões de reais, inclusos nestes, R$ 32 milhões de resultado bruto e R$ 27 milhões de resultado líquido, tendo sido valor este definido em reunião de 17/02/14, transcrita em ata de mesma data, que “…os custos incorridos e projetados serão informados ao SCCP sempre que solicitados, respeitando o compromisso da CNO, da obra quando finalizada, não ter resultado, ou seja lucro líquido abaixo previsto (nota: refere-se a quadro demonstrativo de valores) suportando eventuais variações”. Ou seja, o lucro líquido constituir-se-ia em verba de contingência para valores não previstos ou acréscimos que poderiam vir a ser necessários.

2. Os materiais especificados pelos escritórios de arquitetura contratados pelo SCCP limitam-se ao estritamente constante dos anexos do referido aditivo contratual e atendem às demandas solicitadas pelo clube, não havendo alterações contrárias ao disposto no contrato.

3. Não houve por parte do clube nenhuma alteração dos itens contratuais, nem de suas especificações projetuais, nem mesmo, autorização para tanto.

4. As parcerias referidas na matéria, “para minimizar custos”, não são referentes a nenhum dos itens do contrato firmado com a construtora e desconhecidas pelo clube.

5. As fachadas, bem como seus vidros (Quinto Aditivo contratual, item 13 do “Anexo – Relação dos Serviços”), já estavam comprados e executados quando da assinatura deste aditivo, sendo constituintes do preço acordado.

6. Da mesma maneira, o gramado (“campo de futebol”), ponto principal do estádio, já estava executado, como o item 5, acima, e integrante, também, do valor acordado (Quinto Aditivo contratual, item 11 do “Anexo – Relação dos Serviços”).

7. A escolha do sistema de extração de fumaça deveu-se ao que mais proteção ao usuário proporcionaria – extração total da fumaça dos pavimentos e, não somente, limitada às escadas, tendo sido concebido junto com o projeto e, ao contrário do que se afirma na matéria, a construtora é que quis alterá-lo para solução mais econômica. O valor determinado em contrato (Quinto Aditivo contratual, item 111 do “Anexo – Relação dos Serviços”), R$ 2,5 milhões, foi estimado pela construtora, sendo sua, e somente sua, a responsabilidade desta estimativa. Neste item encontra-se uma divergência considerável – os supostos R$ 14 milhões de custo que foram declarados à reportagem, eram, em orçamento enviado à imprensa pela própria construtora quando da sua saída da obra, exatos R$ 11.525.257,72. De qualquer maneira, esta diferença a maior, R$ 9.025.257,72, está amplamente coberta pelo descrito no item 1, acima, apesar de não ter o seu rito de contratação submetido à aprovação do clube, como acordado na ata de reunião de 17/02/16, já referida no item 1.

8. As vitrines e estantes de troféus (Quinto Aditivo contratual, item 86 do “Anexo – Relação dos Serviços”) estavam previstas em R$ 2 milhões, tendo sido executados só 50% do serviço e pelo preço acordado. Vale, aqui, um esclarecimento – todos os vidros do
estádio são de mesma qualidade, extraclaros, sem possibilidade de esverdeamento. Para tanto foi firmado acordo com a Asahi Glass Company, AGC, para fornecimento de placas deste tipo de vidro, francês, por preço fortemente subsidiado, em troca de divulgação à época da Copa do Mundo. Caso houvesse um impedimento de ordem legal, como alegado, para a complementação do serviço, deveria ter este sido abatido do preço, com seus respectivos BDI, TAC e resultado.

9. O piso da esplanada externa (Quinto Aditivo contratual, item 135 do “Anexo – Relação dos Serviços”) encontra-se totalmente incluso (R$ 9.550.000,00), igualmente, no valor do contrato. Neste item – contrapiso, argamassa e piso de granito, apenas parcialmente, encontram-se executadas partes do contrapiso, sendo uma das razões de constantes infiltrações no edifício. Note-se aí, que a não execução deste piso impediu a execução de outros itens contratuais, em todo ou parte(Quinto Aditivo contratual, itens 7, 8, 9, 30, 31, 54, 65, 82, 83, 123, 125 e 134 do “Anexo – Relação dos Serviços”).

10. Os elevadores para portadores de necessidades especiais não foram executados, apesar de constantes no contrato pelo valor de R$ 560 mil (Quinto Aditivo contratual, item 120 do “Anexo – Relação dos Serviços”), não tendo a construtora qualquer delegação do clube para acordos com quaisquer autoridades que envolvam cortes não autorizados de partes essenciais do projeto, esta, especialmente.

11. Revestimentos dos H´s, os halls dos elevadores, chamados pejorativamente de chapas decorativas, também não executados. Estas paredes, cujas luminárias de LED´s encontram-se adquiridas, mas sem instalação elétrica executada, receberiam imagens dos maiores momentos da história do clube, suas conquistas heroicas e, principalmente, da Fiel, todas com retroiluminação, num forte efeito visual interno. Previstas no orçamento (Quinto Aditivo contratual, item 107 do “Anexo – Relação dos Serviços”).

12. Espelho d´água da esplanada, fontes e equipamentos. Previstos dentro do valor contratual (Quinto Aditivo contratual, item 82 do “Anexo – Relação dos Serviços”).

13. Revestimentos e acabamentos dos terraços. Previstos em diversos itens contratuais, principalmente no Quinto Aditivo contratual, item 22 do “Anexo – Relação dos Serviços”.

14. Revestimento dos vãos dos refletores do campo. Previsto dentro do valor contratual (Quinto Aditivo contratual, item 117 do “Anexo – Relação dos Serviços”).

15. Monitores de TV. Previsto no valor contratual até o limite de R$ 2 milhões. Acima deste valor, caso o clube desejasse, seriam efetuadas permutas ((Quinto Aditivo contratual, item 148 do “Anexo – Relação dos Serviços”). Cabe acrescentar que, segundo relatório da auditoria, quase em sua totalidade, as instalações elétricas para a conexão dos monitores não foram executadas.

16. Guarda-corpos dos setores norte e sul. Previstos dentro do valor contratual (Quinto Aditivo contratual, item 30 do “Anexo – Relação dos Serviços”).

Respondidos, assim, os itens relatados na matéria, sem deixar margem a dúvidas, uma vez que estão, não só descritos, mas também os detalhes e quantidades mencionados no anexo contratual, com listagem de documentos que dirimem qualquer divergência que se possa alegar. Importante, igualmente, que os itens a executar não sejam banalizados e simplificados em tão curta relação de itens, uma vez que dos 180 itens do “Anexo – Relação dos Serviços” do já referido aditivo contratual, foram executados em sua totalidade apenas 51, sendo que 129 não foram executados total ou parcialmente.

De acordo com os relatórios já produzidos pela auditoria, contam-se às centenas os pontos de desatendimento aos projetos integrantes do contrato, sendo portanto, uma simplificação confortável restringir-se as infrações contratuais a tão poucos pontos.

São Paulo, 13 de dezembro de 2016.

Administração Arena Corinthians

 


O que a Odebrecht diz que não fará na Arena Corinthians por falta de verba
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O blog visitou a Arena Corinthians acompanhado de representantes da Odebrecht que deram a versão da construtora para itens que não foram feitos e são alvos de uma discussão com o clube.

A empresa afirma que deixou de executar vários pontos da obra porque o orçamento foi estourado. 

Pela explicação da Odebrecht, havia sido combinado inicialmente que o preço da construção seria de R$ 820 milhões, porém, esse valor subiu para R$ 985 milhões e foi registrado em um aditivo contratual. A Odebrecht alega que nesse montante não há lucro para ela, como afirma ter sido combinado pelas partes.

Entre os motivos para o estouro do orçamento listados pela construtora está uma relação de itens não especificados, ou seja com valores inicialmente indefinidos. A construtora afirma que o arquiteto responsável pela obra, Anibal Coutinho, pediu materiais muito caros nessa lista. Ela alega que, com a concordância do clube, foram executados trabalhos no valor de R$ 33 milhões referentes à essa relação, faltando outros R$ 38 milhões. Além desses materiais, parcerias que seriam feitas pelo clube para minimizar custos não foram efetivadas, segundo a Odebrecht, ajudando no não cumprimento orçamentário. Um dos exemplos dados pela empresa para justificar o encarecimento é a curvatura dos vidros da fachada do estádio. O projeto inicial, segundo a construtora, era reto, mas houve um gasto adicional de R$ 6,5 milhões para que fosse feita a curvatura dos vidros.

Curvatura que encareceu obra, segundo Odebrecht. Toto: Ricardo Perrone

Curvatura que encareceu obra, segundo Odebrecht. Foto: Ricardo Perrone/UOL

O custo do gramado passou, segundo a empresa, de R$ 4 milhões para R$ 7 milhões. Ainda conforme a construtora, o gasto com o sistema de extração de fumaça subiu de R$ 2 milhões para R$ 14 milhões porque o arquiteto não aceitou uma solução mais barata, que previa a cobertura de uma escada, que ficaria isolada em caso de incêndio.

Outro ponto citado pela construtora é a vitrine que protege o memorial com itens históricos do clube. Ela ficou 100% mais cara, segundo a empresa, por causa da exigência de vidros belgas. Seu custo foi de R$ 975 mil.

Vitrine de quase R$ 1 milhão, segundo Odebrecht Foto: Ricardo Perrone/UOL

Vitrine de quase R$ 1 milhão, segundo Odebrecht                    Foto: Ricardo Perrone/UOL

Procurado, o arquiteto Coutinho disse que precisava consultar seu cliente, o Corinthians, para saber se poderia responder ao blog, pois os contratos são protegidos por cláusula de confidencialidade. “Tenho mantido sigilo dos itens contratuais. Se eles forem revelados, os fatos serão em desfavor da parte que agora revela esses itens (Odebrecht). Se meu cliente liberar a revelação, isso será totalmente favorável ao clube”, afirmou o arquiteto.

O Corinthians aguarda o fim de uma auditoria para dizer o que considera feito ou não pela construtora.

Abaixo, veja a lista de itens que a Odebrecht diz que deixou de fazer, quase todos por falta de dinheiro. O blog apurou que para o clube a relação é muito maior.

Granito

O piso da esplanada externa (a área em volta do estádio) e dos setores norte e sul seria todo de granito, como nas áreas oeste e leste. A construtora no entanto, alega que faltou dinheiro para bancar a obra, que custaria R$ 9.550.000. Assim, essas áreas foram entregues sem acabamento, apenas com contrapiso.

Por falta de verba, o piso de granito não foi colocado no setor sul. Foto: Diego Canha

Estante para troféus

No hall da entrada oeste, a mais luxuosa do estádio, ela custaria cerca de R$ 1 milhão, segundo a Odebrecht e exibiria taças conquistadas pelo clube. O espaço chegou a ser reservado e está isolado por questões de segurança. De acordo com a construtora, o Corpo de Bombeiros vetou a ideia por causa do vidro que protegeria os troféus e poderia ser usado como arma em eventuais brigas.

Local reservado para estante de troféus que não será instalada Foto: Ricardo Perrone/UOL

Local reservado para estante de troféus que não será instalada              Foto: Ricardo Perrone/UOL

Elevadores para portadores de necessidades especiais

Seriam dois, instalados nos setores norte e sul para levar os torcedores com dificuldade de locomoção até o andar inferior, onde ficam os banheiros construídos para eles. Por falta de dinheiro não foram instalados. Segundo a Odebrecht, ficou acordado com o Ministério Público que a operação do estádio se responsabilizaria em levar essas pessoas para os banheiros especiais no andar das arquibancadas nos outros setores da arena. Porém, há banheiros químicos instalados para eles nas áreas sul e norte.

Chapas decorativas

Oito chapas perfuradas que seriam instaladas nas paredes do setor oeste foram descartadas porque custariam R$ 2,4 milhões nas contas da construtora.

Espelhos d´água

Eles ficariam do lado de fora da arena e foram cortados por questões financeiras.

Acabamento em terraço

Parte do revestimento do terraço do camarote festa, um dos locais considerados cruciais no projeto para a arrecadação de dinheiro, não foi instalado apesar de ter sido comprado. Segundo a Odebrecht, o instalador subiu o preço depois da Copa do Mundo, o que teria inviabilizado a colocação.

Acabamento incompleto de terraço na arena Forto: Ricardo Perrone/UOL

Acabamento incompleto de terraço                 Foto: Ricardo Perrone/UOL

Refletores

Uma lona preta, avaliada pela Odebrecht em R$ 150 mil, deixou de ser comprada por falta de dinheiro. Ela seria instalada em volta deles.

Monitores de TV

Em algumas áreas do estádio, há espaços nas paredes para a colocação de televisores que permitiriam aos torcedores acompanharem os jogos enquanto circulassem pela arena. Segundo a Odebrecht, eles não foram instalados porque o Corinthians ficou de fazer permutas para obter os aparelhos, mas não fechou os acordos comercias.

Espaço para monitor de TV no setor oeste Foto: Ricardo Perrone

Espaço para monitor de TV no setor oeste Foto: Ricardo Perrone/UOL

Guarda-corpos

Até hoje o estádio tem nos setores norte e sul guarda-corpos que seriam provisórios para a Copa do Mundo. Segundo a Odebrecht, eles não foram instalados pela empresa e não estavam previstos no projeto original.


Odebrecht retoma obra polêmica na Arena Corinthians
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A Odebrecht retomou nesta segunda a obra na Arena Corinthians que gerou polêmica na semana passada. Os trabalhos tinham sido paralisados depois que o clube descobriu que reparos e a retirada de lama na área de uma tubulação desacoplada estavam sendo feitos sem sua autorização.

Irritado, Roberto de Andrade, presidente corintiano, determinou que os trabalhos na arena só sejam feitos depois de o clube receber informações como causas, locais exatos e empresas que farão os serviços. O Odebrecht, então, parou os trabalhos e reclamou da atitude do clube, que já sabia de problemas no local e suspeita que a construtora agiu rapidamente para esconder falhas apontadas por auditoria encomendada pelo Corinthians.

A construtora disse que retomou a obra após enviar laudos e todas as informações referentes à operação na tubulação para o fundo que administra a arena e é formado por uma das empresas do grupo Odebrecht e pelo clube. Segundo a construtora, o fundo repassou a documentação ao Corinthians e obteve a autorização para a retomada dos trabalhos. O blog não conseguiu confirmar com o clube que houve concordância para a retomada da obra.

A Odebrecht mantém sua oposição de que apesar dos reparos não há risco estrutural na arena e que houve falha na manutenção. Ela responsabiliza o Corinthians, que diz ser o fundo o responsável pela manutenção do estádio.

Abaixo, veja nota emitida pela Odebrecht sobre o assunto.

“A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) informa que reiniciou hoje (28/11) as obras de reparos na tubulação do “piscinão” — sistema de amortecimento e escoamento de águas pluviais – situado na área externa da Arena Corinthians. O reinício dos trabalhos foi solicitado pelo Fundo de Investimento Imobiliário (FII) que controla a Arena e é composto pelo Sport Club Corinthians Paulista (SCCP) e Odebrecht Participações e Investimentos (OPI). O FII solicitou e o Clube reviu decisão tomada no dia 23/11, quando, assessorado pelo Escritório Molina & Reis, determinou a paralisação das atividades.

Tanto o FII quanto o SCCP têm em sua posse documentos e laudo mostrando que o acúmulo de lama no “piscinão” e o consequente desacoplamento de parte da tubulação são decorrência de não aplicação de rotinas de inspeção das instalações da Arena previstas no Manual de Uso, Operação e Manutenção (de posse do clube desde 2015). Estas rotinas de manutenção e inspeção estão a cargo de empresa terceirizada cuja gestão é responsabilidade do clube. Este laudo técnico e documentos também demonstram que, embora a obra na área do “piscinão” seja necessária, a ocorrência não compromete a estrutura do estádio. E, portanto, a Arena Corinthians é totalmente segura para seus frequentadores – como aliás atestam recentes vistorias técnicas realizadas recentemente pela Defesa Civil, Ministério Público Estadual e Prefeitura de São Paulo.

Mesmo não sendo a responsável pela manutenção, a CNO havia identificado, em 18/11, por meio de seus técnicos, uma deposição de lama no interior do reservatório. O fato foi informado ao Corinthians e a CNO, tomou, por precaução, providências imediatas para remover o material acumulado no piscinão e recompor a parte danificada da rede de escoamento. A CNO decidiu inspecionar a Arena Corinthians em função das recentes publicações de imprensa explorando de forma descontextualizada fotos e imagens antigas, colocando indevidamente a segurança da Arena sob suspeita. Também a decisão de fazer a limpeza e reparos na tubulação do piscinão foi tomada para salvaguardar a imagem pública da Arena e a confiança de seus frequentadores.”


Com equipe própria, Corinthians põe ‘expert’ em sites para vender camarotes
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Perrone

No primeiro semestre deste ano, a diretoria do Corinthians montou uma equipe de especialistas em vendas para tentar alavancar a negociação de propriedades do estádio, como a maioria dos camarotes encalhados desde a inauguração da arena. Porém, recentemente, o clube fechou um acordo coma a ESM (Entertainment Sports Management) pelo qual ela é a única empresa com o direito de comercializar esses espaços pelo menos até o final do ano. É um período de testes que pode ser prorrogado.

Assim, apesar de ter criado seu próprio time para fazer as vendas, o clube dará comissão a terceiros, se eles conseguirem fechar negócios. Segundo Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, o trato está valendo há cerca de três meses, mas nenhum camarote foi negociado.  A ESM, por sua vez, diz que está prestes a formalizar o período de testes, por isso ainda não vendeu nada.

Em seu site, a ESM não se apresenta como uma especialista em venda de camarotes, atividade recente no Brasil. “Administramos sites e redes sociais dos principais times do país. Formamos e gerenciamos banco de dados de torcedores/consumidores de esportes. Planejamento de projetos sob medida para empresas que querem conectar suas marcas aos valores do esporte. A ESM trabalha em parceria com os clubes de futebol como uma extensão de seus departamentos de marketing e comunicação no desenvolvimento de execução de projetos costumizados”, dizem trechos da descrição das atividades da emprea em seu site.

Além do Corinthians, ela se apresenta como parceira de Santos, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Internacional e Cruzeiro. Seu principal negócio é cuidar de sites de vendas de produtos oficiais. Na Junta Comercial de São Paulo, a empresa está cadastrada como ESM Participações e Consultoria. Como objeto social aparecem desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet, além de outras atividades de prestação de serviços de informação, produção e promoção de eventos esportivos e outras atividades esportivas.

Para Piovezan, não é uma contradição colocar uma empresa para vender camarotes após o clube montar sua própria equipe. “É um teste que estamos fazendo. Se der certo continuamos, mas isso não atrapalha o nosso trabalho. Nossa equipe continua trabalhando nas vendas. Se nós vendermos não temos quer dar nada para a empresa”, afirmou o dirigente. Sobre nenhum camarote ter sido negociado pela parceira, ele disse que a crise econômica no país faz com que vendas sejam difíceis em qualquer ramo.

A equipe corintiana também não tinha conseguido destravar as negociações dos camarotes.

Uma série de fatores, como alto preço inicial, demora na conclusão e estrutura inferior à projetada em seu entorno transformaram esses espaços em micos na arena.

Apesar de Piovezan afirmar que o período de testes já começou, Eduardo José Veronese Generoso, um dos sócios da ESM, disse ao blog que o acordo está em fase final para ser oficializado. “Por isso não começamos a vender os camarotes”, declarou ele.


Arena Corinthians tem novo descolamento de placa de granito
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Perrone

Em outubro, a Arena Corinthians voltou a sofrer descolamento de uma placa de granito perto de um de seus elevadores. A peça que se soltou pesa cerca de 40 quilos. Ela ficava acima da porta do elevador.

O problema ocorreu no mesmo local no qual em setembro duas placas de granito, com cerca de 2 metros de altura, maiores do que a peça da nova ocorrência, se soltaram da parede.

Existe a preocupação entre os envolvidos com a Arena de que o problema seja crônico e que um novo episódio possa ocorrer em dia de jogo, o que aumentaria o risco de alguém se ferir. Os dois casos aconteceram quanto a arena não estava sendo usada pelo time.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Odebrecht, responsável pela construção do estádio, disse que não comentaria o assunto.

O blog também questionou a diretoria do Corinthians sobre o novo problema e indagou se as placas afetadas anteriormente foram repostas e se houve análise para detectar o motivo dos descolamentos. A assessoria de imprensa do clube respondeu que “tudo que é relacionado à obra, como é de conhecimento público, está passando por processo de auditoria e continuará sento tratado internamente”.