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Cartolas tentam união contra CBF, mas são vistos com descrença por colegas
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Dirigentes dos principais clubes do país batem cabeça na tentativa de reagir à mudança estatutária na CBF que reduziu o poder de voto deles diante das federações.

Parte dos cartolas tenta marcar reunião para decidir uma postura coletiva contra Marco Polo Del Nero, mas é vista com descrença por outros colegas. Os descrentes não enxergam capacidade de união na classe, além de entenderem que não há como fazer a entidade voltar atrás na decisão que deu peso três aos votos das federações, dois aos dos times da Série A e um aos da B. Isso sem convocar as equipes para a assembleia que definiu a alteração.

O ato foi irregular, segundo o deputado federal Otávio Leite (PSDB), porque, de acordo com sua interpretação, a Lei Pelé obriga a convocação das agremiações para as assembleias da confederação presidida por Del Nero.

No grupo de dirigentes que tentam combinar uma estratégia também existem divergências. Elas estão basicamente concentradas entre entrar com uma ação na Justiça para anular a assembleia ou fazer pressão política para tentar minar o presidente da CBF. A segunda opção é a preferida pelos que defendem uma postura firme, mas não acreditam em mudança pela via judicial.

Flamengo e Santos estão entre os clubes que tentam marcar um encontro de dirigentes para discutir o assunto. Atlético-MG e Grêmio fazem parte dos que não acreditam na capacidade dos clubes de se unirem a fim de tentar mudar a situação, embora estejam indignados com a CBF.

O gremista Romildo Bolzan Júnior, descontente com o fato de os clubes não terem sido chamados para a assembleia, avalia que era previsível que Del Nero fosse tentar mudar o estatuto para manter as federações com mais poder, mas acredita que os dirigentes não se mobilizaram para tentar impedir a manobra. Agora é tarde, na opinião dele. “Esta conversa de mudança estava correndo havia mais de um ano. Mas nós (clubes) não soubemos reagir. Antes de reclamarmos precisamos identificar nossos defeitos”, declarou Bolzan ao blog.

Para o presidente do Grêmio, mais do que uma ação pontual contra a CBF, sua classe precisa mudar a cultura de desunião que já resultou na implosão do Clube dos 13 e causou praticamente o mesmo na Primeira Liga.

Enquanto os dirigentes não se acertam, Otávio Leite, relator do Profut, lei que refinanciou a dívida fiscal dos clubes e alterou a Lei Pelé dando poder de voto na CBF também aos times da Série B, estuda como ir à Justiça para anular a assembleia. Antes da alteração na legislação só votavam times da primeira divisão e entidades estaduais, todos tinham o mesmo peso. Porém, as federações estavam em maior número no colégio eleitoral, o que assegurava mais poder a elas.


Enquanto procura técnico, SPFC vê até Dilma ser usada em nova ‘guerra’
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Enquanto procura um substituto para o técnico Edgardo Bauza, o São Paulo vive uma disputa política tão acirrada que parece que o clube irá escolher seu novo presidente no próximo sábado. Na verdade, a briga é pelos votos do associado para aprovar ou não uma reforma estatutária e referendar ou não todas mudanças no estatuto do clube desde 2003, o que pode encerrar uma disputa na Justiça até agora desfavorável para a situação, que tem poucas chances de reverter o quadro.

A briga tem gerado situações inusitadas e envolvido até personagem distante do Morumbi, como a presidente afastada Dilma Rousseff. Os dois lados se organizaram nas redes sociais, há ataques oposicionistas com vídeos enviados por celular e até já existe uma vítima que não faz parte do clube. Um colaborador da rádio Jovem Pan que perdeu sua vaga em um programa. Abaixo veja os lances mais curiosos dessa briga.

Fora do ar

Num grupo de conselheiros no wathsapp, membro da oposição postou uma entrevista com um colega, Olten Ayres de Abreu Júnior, defendendo o voto contra a reforma estatutária e o referendo. O entrevistador fala como se estivesse no programa do jornalista Flávio Prado na Rádio Jovem Pan. Só que a conversa nunca foi exibida na emissora e nem será. Situacionistas acusam a oposição de forjar uma entrevista para apresentar seu ponto de vista. Por sua vez, os oposicionistas suspeitam de que membros da situação agiram na emissora para impedir a veiculação da conversa e ainda conseguiram o afastamento do colaborador da rádio, um jovem que pediu para não ter a história publicada neste espaço. Ao blog, por e-mail, o jornalista Wanderley Nogueira disse que a entrevista foi feita por um dos colaboradores do programa de Prado sem autorização ou solicitação da emissora. E que quando Prado tomou conhecimento de que o áudio estava em redes sociais informou ao colaborador que não seria mais necessária sua participação no programa.

Leco igual a Dilma?

Também nas redes sociais, a oposição veiculou vídeo no qual a presidente afastada Dilma Rousseff aparece pedalando. Em seguida, são comparadas as pedaladas fiscais das quais ela é acusada e as pedaladas jurídicas, termo criado pelos opositores para batizar a assembleia marcada por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente são-paulino. A oposição alega que a única intenção do dirigente é fazer com que os sócios aprovem mudanças estatutárias feitas sem o consentimento deles para tentar encerrar ação na Justiça que anula todos os atos administrativos do clube desde 2004 por causa de alterações no estatuto que não passaram pelo voto dos associados. O processo pode anular o mandato de Leco e dos conselheiros causando a nomeação de um interventor. A situação responde classificando o vídeo de “mais uma baixaria” da campanha feita pelo opositores. E sustenta que objetivo principal da diretoria é mudar o estatuto para modernizar o clube.

Aidar dos dois lados

Outra situação curiosa envolve o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que renunciou no ano passado após uma série de denúncias. Numa das peças produzidas pela oposição ele aparece como defensor do “sim”, voto defendido por Leco. Só que a situação divulgou uma mensagem de celular atribuída ao ex-presidente na qual ele pede para um conselheiro dizer no clube que votará pelo “não”. Aidar não atendeu às ligações do blog. Mensagem enviada a ele sobre o assunto foi visualizada e não respondida.

Vira-casaca

Em outro vídeo divulgado pela oposição, Luiz Antônio da Cunha, que pediu demissão do cargo de diretor de futebol, declara que votará pelo não. O apoio do ex-dirigente foi um dos mais comemorados pelo grupo oposicionista.


Assembleia de SP autoriza empréstimo de R$ 360 mi para região do Itaquerão
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A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta terça projeto de lei que permitirá ao Governo do Estado fazer um empréstimo de até R$ 360 milhões para investir na região do futuro estádio do Corinthians.

A nova lei permite que o governo assine contratos de empréstimos com instituições financeiras internacionais e com as que são controladas pela União para investir em projetos específicos. Um deles é o Polo Institucional de Itaquera,.

O governo se comprometeu a investir na região R$ 397,9 milhões. Mas até agora, com a Copa do Mundo próxima,  só colocou R$ 37,9 milhões.  Por isso, houve esforço para aprovar rapidamente o projeto que permite os empréstimos internacionais. Ao todo, contando outras regiões, operações de R$ 3,3 bilhões devem ser feitas para permitir investimentos em transporte na cidade.

De acordo com o Diário Oficial de São Paulo desta quarta, o governo estadual avalia que 7,4 milhões de moradores serão beneficiados com as obras viárias na área em que está sendo construído o estádio corintiano.

O orçamento das obras na região já estourou em R$ 52 milhões. O custo, incluindo investimentos da prefeitura e do governo, está estimado agora em 530,2 milhões.


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