Blog do Perrone

Arquivo : balanço

Ex-diretor cita fim da “Marginal sem número” para exaltar Arena Corinthians
Comentários Comente

Perrone

Fonte de aflições no Parque São Jorge por conta da dívida gerada e alvo de auditorias para saber se ela foi entregue como previa o contrato, a Arena Corinthians é usada pelo ex-diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, para destacar o trabalho da antiga diretoria alvinegra. Ele cita entre os acertos dos ex-dirigentes o fim do apelido “Marginal sem número”, usado por torcedores rivais na época em que o time jogava no Pacaembu. Parte do antigo estádio do clube fica voltada para a Marginal do Tietê.

A citação foi feita por Raul em carta ao Conselho Deliberativo para se defender da acusação de que teria maquiado o balanço patrimonial do clube de 2014 em R$ 328 milhões.

“Por fim, registro que a atuação diligente da antiga gestão no registro contábil da participação da arena foi apenas mais uma das diversas medidas implementadas para conferir maior transparência e eficiência à administração do SCCP – inclusive acabando com a história de Marginal sem número –, …” diz trecho da mensagem enviada pelo ex-dirigente.

Ele decidiu se manifestar após reportagem da Folha de S.Paulo que mostrava carta de seus sucessor no cargo, Emerson Piovezan, também aos conselheiros. O atual dirigente explicava que em reunião do órgão disse que usou a expressão “maquiado” de maneira coloquial para definir o balanço preparado pelo antecessor. Mas afirmou que a suposta informação errada distorceu a análise dos conselheiros, que acabaram aprovando a peça.

A maquiagem teria acontecido porque as cotas pertencentes ao clube no Arena Fundo, ligado ao estádio, foram computadas como receita direta tornando o balanço superavitário. Para Piovezan, elas deveriam ser registradas como patrimônio líquido, o que teria causado déficit.

Em sua carta, Raul negou a maquiagem. Ele escreveu que a forma como foram registradas as cotas observou estritamente as regras do Conselho Federal de Contabilidade. Entre outras explicações, disse também que a regularidade da maneira como incluiu as cotas no balanço foi atestada por uma auditoria independente e um escritório de advocacia.


Balanço mostra como o SPFC antecipou R$ 50 milhões das cotas da Globo
Comentários Comente

Perrone

O balanço de 2014 publicado pelo São Paulo detalha como o clube antecipou R$ 50 milhões de seu contrato com a Globo referente ao Brasileirão. Foram comprometidas parcialmente cotas que vencem até 2017.

A operação foi feita da seguinte forma, em março do ano passado, durante a administração de Juvenal Juvêncio: o São Paulo cedeu ao Polo Clubes Fundo de Investimento o direito de receber R$ 50 milhões da Globo parcelados em 40 vezes, com vencimento final em 2017. Em troca, o clube recebeu o dinheiro à vista dos investidores.

Porém, nessas transações, os investidores cobram juros, o que reduz a quantia recebida pelos clubes. O balanço são-paulino não divulga a taxa de juros cobrados pelo Polo Clubes, mas um quadro explicativo registra R$ 48 milhões como valor da operação com o fundo de investimento.

“O que posso dizer é que, em média, pagamos 1,5% de juros ao mês nas operações que fazemos com diferentes instituições”, disse ao blog Osvaldo Vieira de Abreu, vice-presidente de administração e finanças do clube.

Para se ter uma ideia de qual é o impacto da antecipação de R$ 50 milhões que seriam recebidos entre 2014 e 2017, no ano passado o clube tinha direito a R$ 77,9 milhões da Globo.

A antecipação feita em março é só um dos exemplos da crise financeira encarada pelo São Paulo. O maior deles é o déficit de R$ 100,1 milhões apresentado no ano passado.

“Estamos sem patrocinador principal e não fizemos uma venda como a do Lucas (para o PSG), isso explica esse resultado. Se tivéssemos vendido ‘meio Lucas’ no ano passado teríamos uma reviravolta nas nossas contas”, afirmou Abreu.

O discurso do dirigente é respaldado pelos números do balanço. A receita operacional do departamento de futebol do São Paulo diminuiu R$ 109,5 milhões de 2013 para 2014 (foi de R$ 253,3 milhões). A arrecadação com a venda de jogadores caiu R$ 107 milhões do ano retrasado (quando foi contabilizada a negociação de Lucas) para o passado. Já a receita com publicidade e patrocínio foi reduzida de R$ 33 milhões em 2013 para R$ 22,5 milhões no ano passado.

 

Abaixo veja reprodução de trecho do balanço são-paulino sobre a antecipação.

 

Reprodução

 

 

 


Após déficit de R$ 40,6 milhões, Santos ataca auditoria
Comentários Comente

Perrone

Depois de apresentar um déficit de R$ 40,6 milhões no ano em que vendeu Neymar, o Santos abriu guerra contra a EY (novo nome da Ernest Young), responsável por auditar suas contas.

O Conselho Fiscal do clube emitiu um parecer com uma série de críticas à atuação da empresa. O documento diz que “pelo imbróglio causado pela auditoria no atraso de seu parecer” foi feito um levantamento no trabalho de três anos da EY para o alvinegro. E que o resultado é a decisão do órgão de não mais aprovar a contratação desta empresa ou de outra que não cumpra prazos ou não apresente “condições comerciais condizentes”.

A diretoria foi criticada por conselheiros pelo fato de ter publicado o balanço de 2013 sem a aprovação do Conselho Deliberativo e se defende alegando que o atraso foi da EY. O Conselho Fiscal também diz que a auditoria cobrou valor exorbitante, não observou algumas normas contábeis, deixou de prestar assessoria num determinado momento e não se reuniu com poderes do clube.

Procurada, a assessoria de imprensa da EY afirmou que não comentaria o assunto porque existe cláusula de confidencialidade entre ela e seus clientes.

Apesar de atacar a EY, o Conselho Fiscal admite que o Santos cometeu algumas falhas apontadas pela empresa. É o caso do relato da auditoria sobre haver deficiências no controle interno do clube que não permitem uma conclusão sobre os valores obtidos com licenciamento de produtos. O Conselho Fiscal diz que o problema ocorreu por falta de relatórios do departamento de marketing e sugeriu melhorias no controle. O órgão ainda elogia o rigor da auditoria na análise das contas.

O documento do Conselho Fiscal foi lido na reunião do Conselho Deliberativo, nesta segunda, em que o balanço de 2013 foi aprovado, apesar de duras críticas da oposição. Um dos pontos ressaltados pelos opositores é o trecho do relatório da EY que aponta a “necessidade de captação ou aporte de relevantes recursos no curto prazo para possibilitar a manutenção” das atividades do Santos.

Veja abaixo trechos do parecer do Conselho Fiscal do Santos.

Reprodução

 

Reprodução

 

 


Cruzeiro destoa de rivais e depende menos de TV e venda de atletas
Comentários Comente

Perrone

Na temporada em que conquistou o título Brasileiro, o Cruzeiro fugiu dos padrões do futebol nacional e não teve o dinheiro da TV ou a venda de atletas como principal receita. O balanço do clube mostra que em 2013 o campeão do Brasileirão arrecadou mais com bilheteria e premiação do que com transmissão de jogos ou negociando jogadores.

De nove balanços analisados pelo blog, só o cruzeirense não aponta a TV ou o repasse de direitos de atletas como maior receita. Flamengo, Corinthians, Fluminense, Palmeiras e Portuguesa ganharam mais em 2013 com a Globo. São Paulo, Santos e Botafogo registraram ganho maior com transações de jogadores.

No Cruzeiro, foram R$ 63,7 milhões com venda de ingressos e prêmios (o clube conta os dois itens juntos) contra R$ 60 milhões de publicidade e transmissões de TV.  A venda de jogadores gerou R$ 24,6 milhões

Em termos comparativos, no ano anterior o Cruzeiro tinha arrecado R$ 10,5 milhões com venda de tíquetes e prêmios diante de uma receita de R$ 52 milhões com a transmissão de jogos e R$ 23,5 milhões com a negociação de atletas.

O Flamengo, bom de venda de ingressos, por exemplo, recebeu da Globo no ano passado R$ 110 milhões e arrecadou R$ 48,2 milhões com bilheteria e mais R$ 5,1 milhões em prêmios. O clube da Gávea não registrou receita com a saída de atletas.

Já o Corinthians levou R$ 102,5 milhões da TV, faturou R$ 61,9 milhões com a negociação de jogadores e arrecadou R$ 32 milhões em seus jogos.

O bom desempenho em campo e nas bilheterias, no entanto, não impediu o Cruzeiro de fechar 2013 com déficit operacional de R$ 22,8 milhões.


Santos só tem 100% de um entre 45 atletas formados em casa, segundo balanço
Comentários Comente

Perrone

Publicado nesta quarta, o balanço financeiro do Santos referente a 2013 traz uma relação de 45 jogadores formados em casa. Porém, conforme o documento, o clube só tem 100% dos direitos econômicos de um desses Meninos da Vila.

Ele é Wanderson de Jesus Martins, lateral do time sub-20, que aparece com um custo de formação de R$ 101 mil.

Já o zagueiro Lucas Veríssimo da Silva, também da equipe Sub-20, tem apenas 20% de seus direitos econômicos nas mãos do Santos. O balanço não mostra quem são os parceiros do clube nos jogadores.

Entre os revelados em casa, Gabriel Barbosa, o Gabigol, é quem aparece com o maior custo: R$ 693 mil. O Santos detém 60% dos direitos do atacante, um dos mais badalados da nova safra.

Em relação ao meio-campista Geovane, o alvinegro é detentor da metade dos direitos econômicos. Ele apresenta um custo de R$ 90 mil.

Participação maior o Santos tem em relação ao também meio-campista Alison: 70%. O custo de formação dele é de R$ 263 mil.

Artilheiro da última Copa São Paulo pelo clube, Stéfano Yuri aparece na lista de atletas contratados.  A equipe do litoral só possui 30% de seus direitos. Na mesma relação estão o atacante Geuvânio (70%), ex-Penapolense, e o zagueiro Jubal (70%).

O balanço santista registra que o clube teve déficit de R$ 40,6 milhões em 2013, apesar da venda de Neymar, registrada em R$ 26,9 milhões.

Reprodução

 


Em 2013, Palmeiras arrecada menos da metade do que desafeto SPFC
Comentários Comente

Perrone

No mesmo dia em que o presidente do São Paulo disse que o Palmeiras se apequena, por causa do episódio Alan Kardec, o clube alviverde publicou o seu balanço de 2013. Os números mostram uma diferença abissal nas receitas obtidas pelos dois rivais no ano passado.

O clube do Morumbi registrou uma receita operacional no futebol profissional e no amador de R$ 305,7 milhões, mais que o dobro da marca atingida pelo adversário. No mesmo segmento, os palmeirenses, que disputaram a Série B do Brasileiro, anotaram receita de R$ 137,7 milhões.

No total de receitas operacionais, contando todas as áreas do clube, o São Paulo também obteve mais de que o dobro do valor arrecadado pelo concorrente. Foram R$ 362,8 milhões dos tricolores contra R$ 176,8 milhões dos alviverdes.

A maior vantagem do São Paulo, no entanto, acontece no quesito venda de jogadores, graças à transferência de Lucas para o PSG. Foram R$ 147,9 milhões gerados pela negociação de atletas diante de apenas R$ 6 milhões com a venda de jogadores do Palmeiras.

Com publicidade e patrocínios entraram nos cofres são-paulinos no ano passado R$ 33 milhões, enquanto o adversário faturou R$ 24,4 milhões.

Em bilheteria, o Palmeiras bateu o rival por R$ 26,3 milhões x R$ 25,4 milhões. O alviverde também recebeu mais dinheiro da TV em 2013: R$ 76,29 milhões x R$ 72,28 milhões.

Nesta segunda, ao explicar a arrastada negociação com Kardec, o presidente palmeirense, Paulo Nobre, afirmou que briga por cada centavo para sanear as finanças do clube. E suas despesas operacionais foram pouco superiores a metade dos gastos do rival: R$ 175,2 milhões x R$ 339,3 milhões.

No âmbito interno, Paulo Nobre enxugou os gastos em  R$ 2,6 milhões.

A comparação entre os dois balanços também mostra que o Palmeiras teve um déficit de R$ 22,6 milhões, enquanto o São Paulo apresentou superávit de R$ 23,5 milhões.


Tite e até atacante Souza ainda têm dinheiro a receber do Corinthians
Comentários Comente

Perrone

O balanço de 2013 do Corinthians mostra que o clube terminou 2013 com R$ 3.725.000 a pagar ao técnico Tite, que não teve seu contrato renovado em dezembro. Além dele, Souza, ex-atacante do alvinegro e que agora está no Vitória, aparece no documento com  R$ 2.563.000 a receber do clube.

Os valores são referentes à situação em 31 de dezembro do ano passado, mas dois dirigentes, que pediram para não serem identificados, afirmaram ao blog que Tite e Souza continuam credores do clube.

Segundo eles, a pendência com Tite é relativa a premiações que foram parceladas, apesar de estar registrada no balanço como direitos de imagem. Por meio de sua assessoria de imprensa, o treinador afirmou que não fala sobre questões financeiras.

Souza não foi localizado pelo blog por telefone. Ele não atua pelo Corinthians desde 2010 e rescindiu seu contrato no início de 2012 para seguir no Bahia, clube para o qual havia sido emprestado. Seu crédito também está anotado como direitos de imagem.

O blog tentou ouvir a versão oficial do Corinthians sobre os créditos em nome de Tite e Souza por meio do diretor de finanças, Raul Correa da Silva, mas não obteve sucesso.

Em dezembro do ano passado, também conforme o balanço corintiano, a Alexandre Pato tinha R$ 9 milhões a receber em direitos de imagem. E Emerson Sheik fazia jus a R$ 3.492.000.

Já em nome do atacante Elton, que só atuou pelo Corinthians durante cerca de oito meses em 2012 e está emprestado ao Al Nassr, da Arábia Saudita, aparece crédito de R$ 1.422.00 em direitos de imagem.


Futebol do Corinthians teve queda de R$ 31,8 mi em receitas no ano passado
Comentários Comente

Perrone

Em 2013, ano em que o Corinthians desafinou na Libertadores e no Brasileiro, o departamento de futebol do clube teve uma queda de R$ 31,8 milhões em receitas brutas (cerca de 10%), sem descontar os impostos. É o que mostra o balanço financeiro do alvinegro.

No ano passado, a arrecadação bruta do futebol foi de R$ 279,1 milhões contra R$ 310,9 em 2012, ano de conquista da Libertadores e do bicampeonato mundial.

A maior queda, no entanto, é referente ao dinheiro da TV e já estava programada. A receita caiu de R$ 153,7 milhões para R$ 102,5 milhões.

Com patrocínio e publicidade, entraram nos cofres corintianos em 2013 R$ 60,1 milhões. No ano anterior, essa arrecadação tinha sido de R$ 64,6 milhões.

Também houve diminuição na venda de ingressos: de R$ 35,1 para R$ 32 milhões. Não é possível saber exatamente quanto o clube perdeu com seu programa de sócio-torcedor. Isso porque esse valor é calculado junto com premiações, loterias e outras receitas. A redução foi de R$ 23,5 milhões para R$ 15,3 milhões.

O que aumentou foi a receita com venda de atletas. Ela subiu de R$ 33,8 milhões para R$ 69,1 milhões.

Já as despesas do futebol cresceram de R$ 233,2 milhões para R$ 248,2 milhões.

Na soma dos números do clube inteiro, o Corinthians apresentou em 2013 um superávit de R$ 1 milhão. Tinha sido de R$ 7,5 milhões no ano anterior.


Lucro do São Paulo com Morumbi cai 37% em 2013
Comentários Comente

Perrone

De acordo com o balanço de 2013, divulgado pelo São Paulo nesta semana, o lucro obtido com o Morumbi caiu aproximadamente 37% em um ano. Desceu de R$ 23,7 milhões em 2012 para R$ 14,8 milhões no ano passado.

A queda acontece num momento em que os dirigentes tricolores estão preocupados com a concorrência das futuras arenas de Palmeiras, principalmente, e Corinthians, o que justifica a briga interna com a oposição para aprovar o projeto de cobertura do estádio. Além de mais moderno, ele ganhará outro espaço para shows menores, aumentando as possibilidades de receber mais dinheiro com aluguel.

Foi justamente a redução na arrecadação com aluguéis o que mais prejudicou o desempenho do Morumbi. Em 2013, a casa são-paulina faturou R$ 3,7 milhões nesse quesito contra R$ 8,4 milhões em 2012. A receita com camarotes e cadeiras cativas diminuiu de R$ 18,8 milhões para R$ 16,7 milhões. O dinheiro que entrou com publicidade foi um pouco maior no ano passado: R$ 6,6 milhões diante de R$ 6 milhões.

A receita geral do estádio, sem contar venda de ingressos, foi de R$ 29,7 milhões no ano passado. Em 2012 tinha sido de R$ 36,2 milhões.

Ao mesmo tempo em que a arrecadação diminuiu, a despesa subiu de R$ 12,5 milhões do ano retrasado para R$ 14,9 milhões em 2013.

Apesar de ter sobrado menos dinheiro com o Cícero Pompeu de Toledo,  o lucro referente ao Morumbi continua significativo para o clube. Representa pouco menos da metade dos R$ 33 milhões obtidos pelo departamento de futebol com patrocínio e publicidade. Ou mais do que 50% do superávit de R$ 23,5 milhões apresentado pelo São Paulo em 2013 .


São Paulo aprova balanço de 2013 com superávit de R$ 23,5 milhões
Comentários Comente

Perrone

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quinta o balanço de 2013 do clube com superávit de aproximadamente R$ 23,5 milhões. Em 2012, as contas tinham sido superavitárias em R$ 826 mil.

No ano passado, o superávit milionário se explica principalmente pela venda de jogadores. A receita obtida com negociações de atletas foi de cerca de R$ 113 milhões. Em 2012, foram arrecadados R$ 46,2 milhões com as transferências de atletas.

A maior  parte do dinheiro obtido com negociações de jogadores em 2013 veio da venda de Lucas para o PSG. Ele foi liberado por R$ 115,8 milhões, mas tinha 25% de seus direitos econômicos.

Já a receita todal do São Paulo no período foi de aproximadamente R$ 362,8 milhões contra R$ 282,8 milhões registrados em 2012.

Apesar de estar em período eleitoral, com pleito marcado para abril, a diretoria são-paulina não teve dificuldade para aprovar suas contas. Houve apenas um voto contra o balanço.