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Corinthians vai pagar mais de R$ 7 mi em direitos de imagem para Jô em 2017
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Colaborou Rodrigo Mattos, do UOL, no Rio de Janeiro

De acordo com o balanço do Corinthians referente a 2016, Jô receberá R$ 7.250.000 em 2017 como direitos de imagem. A quantia equivale a R$ 604.166,6 mensais.

O valor está registrado no item exploração de imagens a pagar (circulante) do documento divulgado pelo clube, conforme prevê a legislação. Entram nessa rubrica valores que precisam ser pagos no ano seguinte (2017). Dos jogadores identificados, Jô é o que aparece com o maior montante.

Há casos em que junto com os direitos de imagem são pagas luvas, mas não existe esse detalhamento nas demonstrações financeiras corintianas.

 Atletas que recebem direitos de imagem também ganham uma quantia registrada em carteira de trabalho. Ela não foi especificada no balanço, mas seguramente é bem inferior.

Jô foi contratado sob desconfiança da torcida, pois estava sem clube. Porém, se transformou em destaque do agora favorito ao título do Campeonato Paulista marcando gols em todos os clássicos disputados por ele no Estadual. O atacante é o artilheiro corintiano na competição. Balançou as redes seis vezes.

Pelo balanço, é possível comparar a situação de Jô com apenas as de três companheiros. Por meio de empresas de seus agentes estão anotados R$ 458 mil para Rodriguinho, R$ 1.868.000 para Romero e R$ 385 mil para Danilo. Esses valores devem ser pagos no decorrer de 2017. São os únicos do elenco com direitos de imagem a receber citados diretamente no documento. Há também uma série de empresas sem identificação da ligação delas com jogadores.

Um dos registros indica R$ 11.279.000 em “outros contratos de direitos uso de imagem”, sem identificação de atletas.

O balanço ainda mostra que em dezembro de 2016 o Corinthians devia direitos de imagem para profissionais que já deixaram o clube. Todos os registros aparecem em nome de empresas com a indicação do profissional correspondente. Entre eles estão Tite (R$ 215 mil), Fábio Santos (R$ 276 mil), Elias (R$ 1.414.000), o zagueiro Anderson Martins (R$ 1.300.000), Petros (R$ 300 mil), duas empresas que foram relacionadas a Renato Augusto (cerca de R$ 2 milhões), o atacante Elton (R$ 259 mil) e Lodeiro (R$ 166 mil).

Como não circulante, são registrados R$ 4,5 milhões a serem pagos para a empresa do volante Cristian em direitos de imagem. Mas, por ser não circulante, não existe previsão de que o pagamento seja feito todo em 2017.

Abaixo, veja reprodução de trecho do balanço corintiano sobre direitos de imagem.


Análises notam falta de transparência em contas corintianas e regra ferida
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Relatórios do Conselho Fiscal do Corinthians e de empresa de auditoria contratada para analisar o balanço do clube referente a 2016 apontam dificuldade na obtenção de documentos essenciais para análise. Por conta dos relatos de falta de transparência, opositores estudam medidas para tentar anular a aprovação feita nesta quinta pelo Conselho Deliberativo e até um novo pedido de impeachment.

O artigo 81 do estatuto diz que o conselho deve apreciar o relatório geral do presidente da diretoria sobre as contas, que não foi apresentado ao conselho deliberativo. Além disso, o conselho fiscal do clube aponta em parecer que não recebeu o relatório da diretoria, ao contrário do que determina o estatuto. Desobediência às regras do clube é um dos motivos para pedidos de impeachment. Ela precisa ser comprovada e o afastamento aprovado pelo conselho, que já rejeitou um processo de destituição contra Andrade.

Em seu parecer, o Conselho Fiscal corintiano afirma que analisou as contas sem os relatórios de gestão de diretoria e de auditoria interna, além de não receber informações sobre operações realizadas. “Nos foi disposto um prazo curto para o balanço do exercício de 2016, para uma análise e aprovação ou não, sem elementos para um estudo minucioso e necessário”, afirma o relatório.

Mesmo assim, o conselho fiscal considerou as demonstrações contábeis aptas a serem votadas pelos conselheiros. O artigo 102 do estatuto diz que o órgão tem que examinar o balanço anexado ao relatório anual da auditoria, que não foi apresentado, segundo o parecer.

Incerteza sobre arena

O blog teve acesso também à minuta do relatório da Parker Randall Brasil, especializada em auditoria, feito sobre o balanço de 2016 (leia aqui). A minuta foi enviada aos conselheiros, sem assinatura. Num de seus trechos mais importantes, o parecer encaminhado para a diretoria a fim de ser discutido, afirma que há “incerteza significativa relacionada à continuidade operacional do investimento Arena Fundo de Investimento Imobiliário”, responsável pelo estádio corintiano. Essa é uma das três ressalvas feitas às contas apresentadas.

A incerteza existe, segundo a análise dos auditores, por conta da decisão da administradora BRL Trust de sair do fundo. “Solicitamos apresentação formal dos consultores jurídicos do clube para avaliação dos potenciais riscos contingenciais daquela decisão (saída) do gestor do fundo. Até a emissão desse relatório não havia sido apresentada a resposta…”, diz trecho da minuta.

O relatório lembra que o fundo tem como principal ativo o estádio alvinegro e que a continuidade operacional do empreendimento depende da geração de receitas para fazer face à manutenção de sua estrutura operacional, assim como para o cumprimento da liquidação dos passivos e demais fontes de investimento relacionadas à construção do empreendimento.”

Em outra ressalva, o documento afirma que os auditores não obtiveram resposta à totalidade das solicitações de confirmação direta de resposta sobre quatro assessores jurídicos. O saldo da dívida do Corinthians com eles seria de R$ 20,4 milhões.

No mesmo item está registrado que a auditoria não recebeu confirmação de depósitos e empréstimos de Caixa, Polo Fundo de Investimento, Horizonte Conteúdos e Bradesco com saldos de R$ 1,3 milhão (ativo) e R$ 30,9 milhões (passivo). Também não foram obtidas confirmações de valores a receber de Globo, Federação Paulista, Caixa, Apollo Sports Solution, Estrella de Galícia Importadora e Comércio de Bebidas, AMC assessoria em negócios, Boca Juniors e valores a pagar para fornecedores.

Em mais uma ressalva, o parecer contesta a reavaliação de bens do ativo imobilizado do clube. Afirma que ela foi feita em desacordo com práticas contábeis e que em 31 de dezembro de 2016 os saldos imobilizado e do patrimônio líquido foram apresentados a maior em R$ 407,7 milhões.

O blog enviou mensagem por celular para Emerson Piovezan, diretor financeiro do Corinthians, mas ele não mandou resposta até a publicação do post, apesar de visualizar o texto. Roberto de Andrade não atendeu à ligação do blog.


Ex-diretor cita fim da “Marginal sem número” para exaltar Arena Corinthians
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Fonte de aflições no Parque São Jorge por conta da dívida gerada e alvo de auditorias para saber se ela foi entregue como previa o contrato, a Arena Corinthians é usada pelo ex-diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, para destacar o trabalho da antiga diretoria alvinegra. Ele cita entre os acertos dos ex-dirigentes o fim do apelido “Marginal sem número”, usado por torcedores rivais na época em que o time jogava no Pacaembu. Parte do antigo estádio do clube fica voltada para a Marginal do Tietê.

A citação foi feita por Raul em carta ao Conselho Deliberativo para se defender da acusação de que teria maquiado o balanço patrimonial do clube de 2014 em R$ 328 milhões.

“Por fim, registro que a atuação diligente da antiga gestão no registro contábil da participação da arena foi apenas mais uma das diversas medidas implementadas para conferir maior transparência e eficiência à administração do SCCP – inclusive acabando com a história de Marginal sem número –, …” diz trecho da mensagem enviada pelo ex-dirigente.

Ele decidiu se manifestar após reportagem da Folha de S.Paulo que mostrava carta de seus sucessor no cargo, Emerson Piovezan, também aos conselheiros. O atual dirigente explicava que em reunião do órgão disse que usou a expressão “maquiado” de maneira coloquial para definir o balanço preparado pelo antecessor. Mas afirmou que a suposta informação errada distorceu a análise dos conselheiros, que acabaram aprovando a peça.

A maquiagem teria acontecido porque as cotas pertencentes ao clube no Arena Fundo, ligado ao estádio, foram computadas como receita direta tornando o balanço superavitário. Para Piovezan, elas deveriam ser registradas como patrimônio líquido, o que teria causado déficit.

Em sua carta, Raul negou a maquiagem. Ele escreveu que a forma como foram registradas as cotas observou estritamente as regras do Conselho Federal de Contabilidade. Entre outras explicações, disse também que a regularidade da maneira como incluiu as cotas no balanço foi atestada por uma auditoria independente e um escritório de advocacia.


Balanço mostra como o SPFC antecipou R$ 50 milhões das cotas da Globo
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O balanço de 2014 publicado pelo São Paulo detalha como o clube antecipou R$ 50 milhões de seu contrato com a Globo referente ao Brasileirão. Foram comprometidas parcialmente cotas que vencem até 2017.

A operação foi feita da seguinte forma, em março do ano passado, durante a administração de Juvenal Juvêncio: o São Paulo cedeu ao Polo Clubes Fundo de Investimento o direito de receber R$ 50 milhões da Globo parcelados em 40 vezes, com vencimento final em 2017. Em troca, o clube recebeu o dinheiro à vista dos investidores.

Porém, nessas transações, os investidores cobram juros, o que reduz a quantia recebida pelos clubes. O balanço são-paulino não divulga a taxa de juros cobrados pelo Polo Clubes, mas um quadro explicativo registra R$ 48 milhões como valor da operação com o fundo de investimento.

“O que posso dizer é que, em média, pagamos 1,5% de juros ao mês nas operações que fazemos com diferentes instituições”, disse ao blog Osvaldo Vieira de Abreu, vice-presidente de administração e finanças do clube.

Para se ter uma ideia de qual é o impacto da antecipação de R$ 50 milhões que seriam recebidos entre 2014 e 2017, no ano passado o clube tinha direito a R$ 77,9 milhões da Globo.

A antecipação feita em março é só um dos exemplos da crise financeira encarada pelo São Paulo. O maior deles é o déficit de R$ 100,1 milhões apresentado no ano passado.

“Estamos sem patrocinador principal e não fizemos uma venda como a do Lucas (para o PSG), isso explica esse resultado. Se tivéssemos vendido ‘meio Lucas’ no ano passado teríamos uma reviravolta nas nossas contas”, afirmou Abreu.

O discurso do dirigente é respaldado pelos números do balanço. A receita operacional do departamento de futebol do São Paulo diminuiu R$ 109,5 milhões de 2013 para 2014 (foi de R$ 253,3 milhões). A arrecadação com a venda de jogadores caiu R$ 107 milhões do ano retrasado (quando foi contabilizada a negociação de Lucas) para o passado. Já a receita com publicidade e patrocínio foi reduzida de R$ 33 milhões em 2013 para R$ 22,5 milhões no ano passado.

 

Abaixo veja reprodução de trecho do balanço são-paulino sobre a antecipação.

 

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Após déficit de R$ 40,6 milhões, Santos ataca auditoria
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Depois de apresentar um déficit de R$ 40,6 milhões no ano em que vendeu Neymar, o Santos abriu guerra contra a EY (novo nome da Ernest Young), responsável por auditar suas contas.

O Conselho Fiscal do clube emitiu um parecer com uma série de críticas à atuação da empresa. O documento diz que “pelo imbróglio causado pela auditoria no atraso de seu parecer” foi feito um levantamento no trabalho de três anos da EY para o alvinegro. E que o resultado é a decisão do órgão de não mais aprovar a contratação desta empresa ou de outra que não cumpra prazos ou não apresente “condições comerciais condizentes”.

A diretoria foi criticada por conselheiros pelo fato de ter publicado o balanço de 2013 sem a aprovação do Conselho Deliberativo e se defende alegando que o atraso foi da EY. O Conselho Fiscal também diz que a auditoria cobrou valor exorbitante, não observou algumas normas contábeis, deixou de prestar assessoria num determinado momento e não se reuniu com poderes do clube.

Procurada, a assessoria de imprensa da EY afirmou que não comentaria o assunto porque existe cláusula de confidencialidade entre ela e seus clientes.

Apesar de atacar a EY, o Conselho Fiscal admite que o Santos cometeu algumas falhas apontadas pela empresa. É o caso do relato da auditoria sobre haver deficiências no controle interno do clube que não permitem uma conclusão sobre os valores obtidos com licenciamento de produtos. O Conselho Fiscal diz que o problema ocorreu por falta de relatórios do departamento de marketing e sugeriu melhorias no controle. O órgão ainda elogia o rigor da auditoria na análise das contas.

O documento do Conselho Fiscal foi lido na reunião do Conselho Deliberativo, nesta segunda, em que o balanço de 2013 foi aprovado, apesar de duras críticas da oposição. Um dos pontos ressaltados pelos opositores é o trecho do relatório da EY que aponta a “necessidade de captação ou aporte de relevantes recursos no curto prazo para possibilitar a manutenção” das atividades do Santos.

Veja abaixo trechos do parecer do Conselho Fiscal do Santos.

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Cruzeiro destoa de rivais e depende menos de TV e venda de atletas
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Na temporada em que conquistou o título Brasileiro, o Cruzeiro fugiu dos padrões do futebol nacional e não teve o dinheiro da TV ou a venda de atletas como principal receita. O balanço do clube mostra que em 2013 o campeão do Brasileirão arrecadou mais com bilheteria e premiação do que com transmissão de jogos ou negociando jogadores.

De nove balanços analisados pelo blog, só o cruzeirense não aponta a TV ou o repasse de direitos de atletas como maior receita. Flamengo, Corinthians, Fluminense, Palmeiras e Portuguesa ganharam mais em 2013 com a Globo. São Paulo, Santos e Botafogo registraram ganho maior com transações de jogadores.

No Cruzeiro, foram R$ 63,7 milhões com venda de ingressos e prêmios (o clube conta os dois itens juntos) contra R$ 60 milhões de publicidade e transmissões de TV.  A venda de jogadores gerou R$ 24,6 milhões

Em termos comparativos, no ano anterior o Cruzeiro tinha arrecado R$ 10,5 milhões com venda de tíquetes e prêmios diante de uma receita de R$ 52 milhões com a transmissão de jogos e R$ 23,5 milhões com a negociação de atletas.

O Flamengo, bom de venda de ingressos, por exemplo, recebeu da Globo no ano passado R$ 110 milhões e arrecadou R$ 48,2 milhões com bilheteria e mais R$ 5,1 milhões em prêmios. O clube da Gávea não registrou receita com a saída de atletas.

Já o Corinthians levou R$ 102,5 milhões da TV, faturou R$ 61,9 milhões com a negociação de jogadores e arrecadou R$ 32 milhões em seus jogos.

O bom desempenho em campo e nas bilheterias, no entanto, não impediu o Cruzeiro de fechar 2013 com déficit operacional de R$ 22,8 milhões.


Santos só tem 100% de um entre 45 atletas formados em casa, segundo balanço
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Publicado nesta quarta, o balanço financeiro do Santos referente a 2013 traz uma relação de 45 jogadores formados em casa. Porém, conforme o documento, o clube só tem 100% dos direitos econômicos de um desses Meninos da Vila.

Ele é Wanderson de Jesus Martins, lateral do time sub-20, que aparece com um custo de formação de R$ 101 mil.

Já o zagueiro Lucas Veríssimo da Silva, também da equipe Sub-20, tem apenas 20% de seus direitos econômicos nas mãos do Santos. O balanço não mostra quem são os parceiros do clube nos jogadores.

Entre os revelados em casa, Gabriel Barbosa, o Gabigol, é quem aparece com o maior custo: R$ 693 mil. O Santos detém 60% dos direitos do atacante, um dos mais badalados da nova safra.

Em relação ao meio-campista Geovane, o alvinegro é detentor da metade dos direitos econômicos. Ele apresenta um custo de R$ 90 mil.

Participação maior o Santos tem em relação ao também meio-campista Alison: 70%. O custo de formação dele é de R$ 263 mil.

Artilheiro da última Copa São Paulo pelo clube, Stéfano Yuri aparece na lista de atletas contratados.  A equipe do litoral só possui 30% de seus direitos. Na mesma relação estão o atacante Geuvânio (70%), ex-Penapolense, e o zagueiro Jubal (70%).

O balanço santista registra que o clube teve déficit de R$ 40,6 milhões em 2013, apesar da venda de Neymar, registrada em R$ 26,9 milhões.

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Em 2013, Palmeiras arrecada menos da metade do que desafeto SPFC
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No mesmo dia em que o presidente do São Paulo disse que o Palmeiras se apequena, por causa do episódio Alan Kardec, o clube alviverde publicou o seu balanço de 2013. Os números mostram uma diferença abissal nas receitas obtidas pelos dois rivais no ano passado.

O clube do Morumbi registrou uma receita operacional no futebol profissional e no amador de R$ 305,7 milhões, mais que o dobro da marca atingida pelo adversário. No mesmo segmento, os palmeirenses, que disputaram a Série B do Brasileiro, anotaram receita de R$ 137,7 milhões.

No total de receitas operacionais, contando todas as áreas do clube, o São Paulo também obteve mais de que o dobro do valor arrecadado pelo concorrente. Foram R$ 362,8 milhões dos tricolores contra R$ 176,8 milhões dos alviverdes.

A maior vantagem do São Paulo, no entanto, acontece no quesito venda de jogadores, graças à transferência de Lucas para o PSG. Foram R$ 147,9 milhões gerados pela negociação de atletas diante de apenas R$ 6 milhões com a venda de jogadores do Palmeiras.

Com publicidade e patrocínios entraram nos cofres são-paulinos no ano passado R$ 33 milhões, enquanto o adversário faturou R$ 24,4 milhões.

Em bilheteria, o Palmeiras bateu o rival por R$ 26,3 milhões x R$ 25,4 milhões. O alviverde também recebeu mais dinheiro da TV em 2013: R$ 76,29 milhões x R$ 72,28 milhões.

Nesta segunda, ao explicar a arrastada negociação com Kardec, o presidente palmeirense, Paulo Nobre, afirmou que briga por cada centavo para sanear as finanças do clube. E suas despesas operacionais foram pouco superiores a metade dos gastos do rival: R$ 175,2 milhões x R$ 339,3 milhões.

No âmbito interno, Paulo Nobre enxugou os gastos em  R$ 2,6 milhões.

A comparação entre os dois balanços também mostra que o Palmeiras teve um déficit de R$ 22,6 milhões, enquanto o São Paulo apresentou superávit de R$ 23,5 milhões.


Tite e até atacante Souza ainda têm dinheiro a receber do Corinthians
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O balanço de 2013 do Corinthians mostra que o clube terminou 2013 com R$ 3.725.000 a pagar ao técnico Tite, que não teve seu contrato renovado em dezembro. Além dele, Souza, ex-atacante do alvinegro e que agora está no Vitória, aparece no documento com  R$ 2.563.000 a receber do clube.

Os valores são referentes à situação em 31 de dezembro do ano passado, mas dois dirigentes, que pediram para não serem identificados, afirmaram ao blog que Tite e Souza continuam credores do clube.

Segundo eles, a pendência com Tite é relativa a premiações que foram parceladas, apesar de estar registrada no balanço como direitos de imagem. Por meio de sua assessoria de imprensa, o treinador afirmou que não fala sobre questões financeiras.

Souza não foi localizado pelo blog por telefone. Ele não atua pelo Corinthians desde 2010 e rescindiu seu contrato no início de 2012 para seguir no Bahia, clube para o qual havia sido emprestado. Seu crédito também está anotado como direitos de imagem.

O blog tentou ouvir a versão oficial do Corinthians sobre os créditos em nome de Tite e Souza por meio do diretor de finanças, Raul Correa da Silva, mas não obteve sucesso.

Em dezembro do ano passado, também conforme o balanço corintiano, a Alexandre Pato tinha R$ 9 milhões a receber em direitos de imagem. E Emerson Sheik fazia jus a R$ 3.492.000.

Já em nome do atacante Elton, que só atuou pelo Corinthians durante cerca de oito meses em 2012 e está emprestado ao Al Nassr, da Arábia Saudita, aparece crédito de R$ 1.422.00 em direitos de imagem.


Futebol do Corinthians teve queda de R$ 31,8 mi em receitas no ano passado
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Em 2013, ano em que o Corinthians desafinou na Libertadores e no Brasileiro, o departamento de futebol do clube teve uma queda de R$ 31,8 milhões em receitas brutas (cerca de 10%), sem descontar os impostos. É o que mostra o balanço financeiro do alvinegro.

No ano passado, a arrecadação bruta do futebol foi de R$ 279,1 milhões contra R$ 310,9 em 2012, ano de conquista da Libertadores e do bicampeonato mundial.

A maior queda, no entanto, é referente ao dinheiro da TV e já estava programada. A receita caiu de R$ 153,7 milhões para R$ 102,5 milhões.

Com patrocínio e publicidade, entraram nos cofres corintianos em 2013 R$ 60,1 milhões. No ano anterior, essa arrecadação tinha sido de R$ 64,6 milhões.

Também houve diminuição na venda de ingressos: de R$ 35,1 para R$ 32 milhões. Não é possível saber exatamente quanto o clube perdeu com seu programa de sócio-torcedor. Isso porque esse valor é calculado junto com premiações, loterias e outras receitas. A redução foi de R$ 23,5 milhões para R$ 15,3 milhões.

O que aumentou foi a receita com venda de atletas. Ela subiu de R$ 33,8 milhões para R$ 69,1 milhões.

Já as despesas do futebol cresceram de R$ 233,2 milhões para R$ 248,2 milhões.

Na soma dos números do clube inteiro, o Corinthians apresentou em 2013 um superávit de R$ 1 milhão. Tinha sido de R$ 7,5 milhões no ano anterior.