Blog do Perrone

Arquivo : maio 2013

Erros de juiz coincidem com fragilidade corintiana nos bastidores
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Os erros de Carlos Amarilla no Pacaembu coincidem com a falta de poder atual do Corinthians nos bastidores. Foi o primeiro grande transtorno do clube com a arbitragem desde que Andrés Sanchez virou oposição na CBF e na FPF.

O rompimento com Marco Polo Del Nero, também dirigente da Conmebol,  faz com que seja mais difícil o clube paulista ter as suas queixas contra o juiz ouvidas na entidade. Assim como já tornara improdutiva qualquer tentativa dos corintianos de vetar esse ou aquele árbitro.

Nesse cenário, a cartolagem alvinegra pouco tem a fazer além de engolir o choro e se acostumar com a nova fase, bem diferente dos tempos em que ser o time de Andrés era sinal de prestígio. E essa fragilidade política tende a aumentar conforme se aproxima as eleições da CBF, no ano que vem, com Andrés na oposição à candidatura de Del Nero.


Obrigado a marcar pelo menos dois gols, Corinthians deixa no banco seu atacante que mais finaliza
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Gols não tiram Pato da reserva

Forçado a ganhar do Boca por dois gols de diferença (vitória por 1 a 0 provoca disputa de pênaltis), o Corinthians manterá no banco seu atacante que mais finaliza em média nesta temporada.

Vice-artilheiro do clube em 2013, com sete gols, Alexandre Pato tenta balançar as redes, em média, 2,5 vezes por partida, segundo o Datafolha. Desempenho um pouco superior ao do segundo colocado entre os atacantes alvinegros, Sheik, que ostenta média de 2,3 finalizações.

O rendimento do reserva nesse quesito é bem superior ao de Romarinho, que faz em média 0,8 arremate por jogo. Pato supera também Guerrero, dono da marca de 1,9 finalização por partida.

O ex-jogador do Milan talvez não consiga encantar Tite por fazer apenas 1,8 desarme, em média. Perde para Guerrero (2,5), Sheik (4,9) e Romarinho (3,7).

A opção de Tite é mais um teste para a paciência de Pato, que com poucas chances de jogar acaba de perder vaga na Copa das Confederações.

Se o Corinthians não se classificar para as quartas-de-final da Libertadores, certamente, uma das primeiras cobranças sobre o treinador será em relação à  situação de Pato.


Corintianos ignoram punição e tentam entrar “disfarçados” no estádio do Boca
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Site do Boca vende ingresso vip a US$ 500

Torcedores corintianos deram de ombros para o veto da Conmebol e decidiram embarcar para a Argentina a fim de ver o jogo contra o Boca, nesta quarta.

A entidade proibiu a venda de ingressos para os alvinegros como visitantes por 18 meses depois da morte do boliviano Kevin Douglas Beltran Espada.

Nesse cenário, os corintianos que vão ao estádio assumem o risco de assistir ao jogo cercado por torcedores adversários. Para entrar, basta que não vistam camisa do Corinthians.

Com a maioria dos ingressos já foi  vendida, uma das poucas alternativas é pagar cerca de R$ 1 mil num bilhete oferecido para turistas em setor vip.

O blog ouviu três corintianos que tentarão entrar disfarçados. Certamente, o número será muito maior. Um convite para brigas espalhadas pela Bombonera.


Nas oitavas, Atlético-MG herda do Corinthians pressão por título inédito
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Time mais festejado na primeira fase da Libertadores, o Atlético-MG passa a conviver nos mata-matas com o incômodo de nunca ter sido campeão do torneio. Pressão que por anos atormentou e prejudicou o Corinthians. O atual campeão por duas vezes foi o melhor da etapa inicial sem obter o título inédito.

A dificuldade do Galo será ainda maior por enfrentar o São Paulo, que abalou seu status na competição. O tricolor paulista entra revigorado pela combinação de garra e técnica demonstrada na partida de quarta.

Entre os brasileiros, os são-paulinos só não iniciam as oitavas mais aliviados do que os palmeirenses. O alviverde enfrentará o Tijuana com a leveza de quem já chegou onde pouca gente acreditava.

Alívio é o que Corinthians e Boca não sentiram ao serem empurrados para reprisar já nas oitavas a final do ano passado. Antes alvo de chacota, agora o time paulista mete medo na torcida dos argentinos.

Mas o campeão ainda não joga tão bem quanto na temporada anterior. Assim como o Fluminense, que também pressionado a buscar a taça inédita pega o Emelec. Sem reencontrar o futebol de 2012, o Flu penou num grupo que só tinha de forte o Grêmio, também classificado no sufoco.

Pelo menos em tese, os gaúchos devem ter menos dificuldade agora contra o Independiente Santa Fé, da Colômbia.


Libertadores turbina política corintiana de apostar em megalomania e provocações
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Reprodução do site do Corinthians com novas camisas à venda

Imediatamente após a conquista da Libertadores, a diretoria do Corinthians indicou que vai apostar ainda mais na sua política de lucrar explorando a rivalidade com os adversários e alimentando uma certa megalomania por parte de sua torcida.

As novas camisas à venda no site oficial do clube, com temas como “contra tudo e contra todos” e “cala boca” deixam clara essa intenção. Assim como a exaltação das conquistas alvinegras e a autodenominação de “incontestável”. Arrogância calculada para dar lucro.

Do ponto de vista do que é politicamente correto, a estratégia corintiana é discutível. Mas é incontestável em termos de resultados financeiros. O marketing corintiano tem hoje uma cara bem definida e afinada com sua torcida, combinação fundamental para o clube faturar com a paixão da Fiel.


Corinthians derruba seis mitos ao ser campeão invicto
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Os mitos que o time de Parque São Jorge derrubou ao conquistar a Libertadores sem conhecer derrota:

1 – O Corinthians nunca vai ganhar a Libertadores

Muito corintiano tinha medo de a lenda virar verdade, mas o time de Tite colocou  um ponto final nessa história.

2 – Corintiano treme em mata-mata da Libertadores

A sina de ser eliminado após perder jogadores expulsos por puro descontrole emocional foi finalmente interrompida. Com raras exceções, como a expulsão de Sheik contra o Santos, o equilíbrio emocional foi um dos pontos fortes do time na conquista do título de forma invicta.

3 – São Januário, Vila Belmiro e La Bombonera jogam sozinhos nos mata-matas

Os três alçapões mitificados não foram suficientes para derrubar o Corinthians, que saiu desse Triângulo das Bermudas para visitantes com uma vitória e dois empates.

4- O Boca sempre é campeão quando partida final da Libertadores é no Brasil

Ninguém tira dos argentinos três conquistas continentais em solo brasileiro. Mas o mito não é o mesmo após o triunfo corintiano.

 

5 – Tite não é técnico de ponta

Até Andrés Sanchez, que o manteve após a queda diante do Tolima, dizia aos amigos que Tite não era seu treinador preferido. Hoje, após ajudar o Corinthians a superar Muricy Ramalho, Neymar e a força do Boca, ele definitivamente está no topo entre os brasileiros. Já é admirado até por exigentes cartolas do São Paulo.

6 – Para ser campeão da Libertadores, o planejamento tem que ser perfeito

A diretoria alvinegra cometeu algumas falhas grosseiras, como deixar o garoto Marquinhos se apresentar para um embarque internacional com o time sem autorização dos pais. Apostar em Adriano e em Douglas, ambos fora de forma, além de não blindar como deveria o elenco de negociações às vésperas da final, foram outras barbeiragens. Tite e os jogadores tiveram habilidade para desviar das cascas de banana.


Corinthians e Boca oferecem premiação igual por título
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Boca e Corinthians oferecem praticamente a mesma premiação para seus jogadores em caso de conquista do título da Libertadores nesta noite, segundo agentes de atletas dos dois times ouvidos pelo blog. Prometem pagar R$ 200 mil por cabeça.

A diferença é que o clube argentino usa como referência a moeda americana (ofereceu US$ 100 mil), e os cartolas brasileiros podem turbinar o bicho campeão com bônus a serem pagos por seus patrocinadores. Os atletas alvinegros ouviram da diretoria que R$ 200 mil é a premiação mínima.

Igualar a quantia estipulada pelo Corinthians pode ser considerado um feito e tanto por parte da diretoria argentina. Já que as receitas obtidas pelo Boca são inferiores aos ganhos do time brasileiro, apesar da falta de um patrocinador master do lado corintiano.


Saiba identificar ingresso falso para final da Libertadores
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Abaixo, foto de ingresso falso para a final da Libertadores apreendido com cambista pela 2ª Delegacia de Investigações de Crimes Contra o Consumidor. Frente e verso.

 

Compare a falsificação com a frente do ingresso original, um cartão de Fiel Torcedor reproduzido do site oficial do programa para torcedores corintianos. Não aparece no modelo abaixo, mas o original traz o nome do sócio na parte inferior, além do número de matrícula e data de nascimento.


Final da Libertadores tem até vip como cambista
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De acordo com um dirigente paulista ouvido pelo blog, há um comércio paralelo de convites para vips na final da Libertadores. Por esse relato, gente que recebeu convites de patrocinadores ou por indicação da Conmebol e da Federação Paulista tenta negociar suas entradas.

Os valores ultrapassam R$ 2 mil e o público alvo é composto por endinheirados com amigos no futebol. O preço sobe de acordo com o poder aquisitivo do interessado.

Para dificultar a venda dos convites, eles são nominais e intransferíveis. Assim, quem comprar corre o risco de não entrar no Pacaembu para assistir Corinthians x Boca. Fiscais do clube brasileiro, respaldados pela Policia Militar, foram orientados a checar os documentos de identidade dos portadores de cartões de sócio-torcedor e convites.


Corinthians busca título com heróis que recebem menos do que atletas em baixa
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Principal talismã corintiano na final contra o Boca, Romarinho recebe cerca de R$ 40 mil mensais, quase dez vezes menos do que Douglas, achincalhado pela torcida, abandonado na reserva e dono de um salário de R$ 300 mil.

Paulinho, grande ídolo alvinegro no momento, ao lado de Ralf, ganha pouco mais da metade do que Liedson, que já viveu seu apogeu no Parque São Jorge e agora está em baixa. O volante fatura R$ 180 mil mensais contra R$ 300 mil do atacante.

E os abismos salarias no clube que pode conquistar hoje sua primeira Copa Libertadores não param por aí. Cássio, inesperada solução para o gol corintiano, e Leandro Castán, de quem a Fiel já sente saudades antes mesmo de ele se mandar para a Itália, ganham juntos menos do que os R$ 500 mil mensais embolsados por Alex. Titular, o meia  não encanta como a diretoria esperava ao contratá-lo e ainda não caiu nas graças da maioria da torcida.

As distorções salariais no elenco alvinegro são frutos de alguns erros de avaliação dos dirigentes, como endeusar Douglas, que já estava mal no Grêmio. E, principalmente, reflete a política de Tite, que não se acanhou e botou no banco jogadores que custaram caro para o clube. Aconteceu com Alex e Danilo também, além dos casos de Douglas e Liedson. A atitude do treinador foi fundamental para o alvinegro chegar mais longe do que nunca na Libertadores.