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Arquivo : BRL Trust

Novo gestor de fundo da Arena Corinthians vem de lista liderada por bancos
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No último dia 3, o Arena Fundo de Investimento Imobiliário, responsável pela Arena Corinthians, se reuniu para definir seu novo administrador diante da decisão da BRL Trust de deixar a operação. Porém, a escolha ainda não foi feita. Ficou combinado que o antigo parceiro ficará no posto até um substituto ser escolhido.

A seleção será feita entre empresas sugeridas pelos cotistas do fundo (Odebrecht e Corinthians), mas o “critério inicial de seleção terá que observar o ranking de fundos divulgados pela Anbima (Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais), conforme foi registrado em ata.

Em abril, os rankings de administradores e gestores, que levam em conta o patrimônio líquido dos fundos, foram, como de costume, liderados por grandes bancos, perfil diferente ao da BRL Trust, que não aparece entre os dez primeiros. As listas de administradores e gestores são têm em primeiro lugar o BB DTVM (Banco do Brasil), que é seguido nas duas relações por Bradesco, Itaú, Caixa e Santander.

Na ata da reunião do Arena Fundo está registrado que a BRL Trust explicou as razões para ter decidido sair. Porém, os motivos não foram anotados no documento.


Fundo da Arena Corinthians não paga parcela de empréstimo e espera acordo
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O fundo que administra a Arena Corinthians não pagou a parcela de aproximadamente R$ 5,7 milhões vencida em 15 de abril do empréstimo feito junto à Caixa, intermediária do repasse de R$ 400 milhões do BNDES. A informação foi confirmada ao blog por Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube.

Segundo o dirigente, a quitação não foi feita porque o fundo espera concretizar em breve acordo para ter nova carência no pagamento. “Está no escopo da negociação (o fato de não pagar a prestação) com a Caixa pela nova carência. Se isso pode ser postergado, por que vou pagar agora?” afirmou o cartola.

Mas e se a nova carência não for concedida? “Nesse caso, temos como pagar, mas estamos otimistas em relação a um acordo, a situação está sob controle”, rebateu Piovezan.

Ainda de acordo com o diretor, representantes do fundo vão se reunir com o banco, na sede da Caixa, nesta terça-feira, para tratar do assunto. O Corinthians espera que o trato seja selado nesse encontro. Porém, também é necessária a anuência do BNDES.

Indagada sobre se aconteceria a reunião, a assessoria do banco disse que não comentaria o assunto. “A Caixa Econômica Federal informa que as operações envolvendo a Arena Corinthians são protegidas por sigilo bancário, conforme prevê a lei complementar nº 105/2001, motivo pelo qual não irá se manifestar”, diz a resposta em nota por e-mail.

O clube pede a carência por entender que teve menos tempo para começar a pagar a conta em relação aos outros estádios do Mundial de 2014.

Se as parcelas do financiamento não forem pagas, a Caixa poderá executar as garantias dadas pela Odebrecht. Segundo disse Rodrigo Cavalcante, diretor de da BRL Trust, que administra o fundo, terrenos do Parque São Jorge garantem outro empréstimo feito junto à Caixa. Assim, não estariam ameaçados pelo não pagamento agora. Conforme revelou o Blog do Rodrigo Mattos, em caso de inadimplência o banco pode pedir a exclusão do Corinthians da operação do estádio.

Na reunião em que explicou a situação financeira da arena, Cavalcante também afirmou que só um milagre faria com que a próxima parcela fosse paga se não acontecesse a venda dos naming rights ou não fosse obtida a carência.

Os cartolas corintianos esperam anunciar o acordo pelo nome da arena em até 15 dias.


Pela conta de gestor, agora só milagre faz Arena Corinthians pagar parcela
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O Corinthians não conseguiu vender os naming rights de sua arena até o final de março como esperava. Agora, só um “milagre inerente” é capaz de fazer com que seja paga parcela de aproximadamente R$ 5,7 milhões para a Caixa Econômica referente ao empréstimo de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES para bancar parte da obra. A expressão “milagre inerente” está entre aspas porque foi usada por Rodrigo Cavalcante, diretor do BRL Trust, que administra o fundo contolador do estádio corintiano, em reunião do Conselho Deliberativo do clube no último dia 7.

“Então, março é risco de default (não conseguir pagar a parcela), a não ser que aconteça (a venda dos) um naming rights ou aconteça algum milagre inerente”, disse Cavalcante na reunião ao responder à pergunta do Conselheiro Tomas Lico Martins.

Indagado pelo blog sobre o assunto, Emerson Piovezan, diretor financeiro alvinegro, pintou um quadro menos dramático. “A próxima parcela vence em 15 de abril. Esperamos que até lá a gente consiga a nova carência de 19 meses para o pagamento que estamos pedindo. Se não conseguirmos, vamos atrás do dinheiro para pagar. Os naming rights não têm nada a ver com esse pagamento”, declarou o dirigente.

O clube pede a carência por entender que teve menos tempo para começar a pagar a conta em relação aos outros estádios da Copa do Mundo.

Cavalcante, por sua vez, não atendeu ao blog.

Se as parcelas do financiamento de R$ 400 milhões não forem pagas, a Caixa poderá executar as garantias dadas pela Odebrecht, segundo explicou o representante da construtora no encontro.

De acordo com ele, os terrenos do Parque São Jorge garantem outro empréstimo feito junto à Caixa.

Na mesma reunião, o diretor da BRL Trust e Ricardo Corrégio, da Odebrecht, apontaram como um dos principais problemas do estádio o alto custo de manutenção e operação, cerca de R$ 2,7 milhões por mês. Rodrigo disse que clube e fundo já pensaram até em utilizar trabalho voluntário para diminuir os custos. Entre outras medidas de redução de despesas estão corte de gastos com energia elétrica, renegociação do seguro do estádio e suspensão dos ingressos de cortesia dados a conselheiros, já que o clube tem que pagar ao fundo pelos bilhetes.

A demora na venda dos naming rights e a mudança do cenário econômico do pais em relação à época em que o projeto comercial da arena foi feito foram outras explicações dadas para o aperto financeiro.

O ex-presidente Andrés Sanchez, também participou da reunião e apontou a baixa ocupação na parte mais cara do setor oeste, como complicador.

“Quem está, e eu tenho que assumir isso, pagando o estádio é a classe média e a classe baixa: é o (setor) norte, o sul, o leste em baixo e o oeste em cima. Os ditos ricos, que o projeto do plano era (de) aluguéis e cadeiras, que eu acho que são oito, nove mil cadeiras, e os camarotes, as vendas estão irrisórias”, afirmou Sanchez aos conselheiros.

Abaixo, veja trechos da ata da reunião.

Trecho em que representante do fundo fala em milagre

Trecho em que representante do fundo fala em milagre

 

 

Representante do fundo explica empréstimos para a construção da arena

Representante do fundo explica empréstimos para a construção da arena

Rodrigo Cavalcante mostra o desempenho financeiro da arena

Rodrigo Cavalcante mostra o desempenho financeiro da arena

 

Representante da Odebrecht explica as garantias dadas para a Caixa

Representante da Odebrecht explica as garantias dadas para a Caixa

Representante do fundo relata o que já foi pago para a Odebrecht, contando os R$ 400 milhões que vieram do BNDES via Caixa

Representante do fundo relata o que já foi pago para a Odebrecht, contando o uso de R$ 400 milhões que vieram do BNDES


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