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Corinthians negocia renovação com Caixa por mesma quantia mensal atual
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O Corinthians aceita fechar com a Caixa a renovação do contrato de patrocínio na parte frontal da camisa do clube sem aumento. As negociações estão em andamento. Segundo Fernando Salles, diretor de marketing do alvinegro, se o martelo for batido, o valor mensal deve ser praticamente o mesmo do atual.

A diferença, segundo ele, é que o banco não faz mais contratos que passem de um ano para o outro. Assim, um novo trato terá validade até dezembro. Por isso, o valor total a ser recebido será inferior aos R$ 30 milhões combinados pelos últimos 12 meses. A negociação relativa à quantia está bem encaminhada, conforme disse o cartola.

“A maior preocupação não é com a parte financeira, é com outros ativos. São propriedades que a Caixa está vetando em parcerias com outras instituições, e nós estamos tentando liberar”, declarou Salles ao blog.

No acordo atual, válido até abril, o patrocinador liberou o Corinthians para ter parceiros ligados a instituições financeiras que trabalhem com produtos que não são alvos do acordo com ela. Por exemplo, a venda de seguro ou cartões de crédito e débito com a marca do clube, mas administrados por outra empresa, poderia ser feita.  Porém, segundo o dirigente, agora ela tenta retomar o veto.

O diretor não revelou números, mas o blog apurou que a negociação começou com o banco querendo pagar um valor mensal menor em relação ao atual, enquanto o Corinthians queria uma quantia maior.

A Caixa não fala sobre negociações em andamento.


Conselho votará se autoriza Corinthians a aumentar prazo de financiamento
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Novo acordo encaminhado pela diretoria do Corinthians com a Caixa para prorrogar o financiamento de R$ 400 milhões para bancar parte da arena corintiana gera polêmica no clube e deverá ser analisado pelo Conselho Deliberativo.

Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do órgão, fez um aditivo na convocação da reunião do próximo dia 30 para que os conselheiros aprovem ou não o trato que prorroga de 12 para 20 anos o prazo de pagamento da dívida com a Caixa, intermediária do empréstimo feito pelo BNDES. A reengenharia financeira aumentará o débito por causa dos juros. Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, o montante passaria de R$ 1,6 bilhão para R$ 2 bilhões. Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, discorda desse cálculo, mas não fala sobre os novos valores. O pagamento mensal deve cair de cerca de R$ 5 milhões para aproximadamente R$ 3 milhões.

Além de avaliarem que o acordo apalavrado, mas ainda não formalizado segundo Piovezan, pode ser lesivo aos cofres alvinegros, conselheiros protestam contra o fato de a dívida invadir novas gestões. O Profut, lei que refinanciou débitos fiscais dos clubes permite o comprometimento de receitas futuras em até 30% da arrecadação do primeiro ano da administração seguinte ou para a diminuição do endividamento. Em outros casos, o comprometimento é considerado gestão temerária. O Corinthians aderiu ao Profut.

“Pelo estatuto, o aditamento no contrato não teria obrigatoriamente que passar pelo conselho, mas pela relevância do tema e por quanto ele pode impactar nas finanças do clube, concluí que precisamos analisar o acordo e autorizar ou não sua assinatura. Considero o estatuto omisso nesse caso (sobre a necessidade de aprovação dos conselheiros). Em casos omissos, cabe ao presidente do conselho decidir”, afirmou Strenger ao blog.

Por sua vez, Piovezan disse que não poderia comentar modificação no contrato já que ela ainda não está formalizada.

Segundo Strenger, estatutariamente, a diretoria tem a obrigação de aprovar a mudança contratual no Cori (Conselho de Orientação).

Inicialmente, o tema central da reunião de 30 de janeiro seria a análise das contas de 2016.


Corinthians termina reunião com Caixa sem assinar acordo sobre dívida
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Nesta quinta, nova reunião com a Caixa terminou sem acordo definitivo sobre as mudanças que o Corinthians pede nos pagamentos das prestações do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES por meio de sua patrocinadora, segundo Emerson Piovezan, diretor financeiro do clube.

Inicialmente, em setembro do ano passado, o alvinegro pediu uma nova carência de 17 meses para pagar a dívida, alegando que teve prazo inferior em relação a outros estádios usados na Copa do Mundo. Recentemente, o clube passou a pleitear uma mudança no plano de negócios da arena para poder vender camarotes abaixo dos preços mínimos estipulados atualmente. Assim, acredita que conseguirá desencalhar os espaços mais nobres do estádio e agilizar a quitação do débito.

No caso da carência, o BNDES também precisa dar seu aval.

Apesar de o martelo não ter sido batido, o clima no clube é de otimismo em relação a ter sua proposta atendida pelo banco.

Desde maio, com dificuldades financeiras para honrar o compromisso, o Corinthians paga apenas os juros do débito com o consentimento da Caixa.


Feijoada e pagode estão entre apostas para Arena Corinthians render mais
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É consenso na diretoria do Corinthians que o plano de negócios original da arena do clube não funcionou. O alto valor de propriedades como os camarotes e a demora para a entrega da obra, entre outros problemas, dificultaram a geração de receitas. Várias mudanças já foram feitas em relação à estratégia inicial, elaborada por Andrés Sanchez, e um novo pacote está sendo criado num momento em que a participação do ex-presidente na gestão do estádio diminuiu.

O custo da obra supera 1,5 bilhão, contando juros. Desde maio, graças a um acordo com a Caixa, o fundo responsável por administrar a casa corintiana só paga os juros da dívida referente aos R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES enquanto o clube espera a decisão sobre se terá uma nova carência para o pagamento.

Conheça os principais planos para tentar melhorar o potencial financeiro da Arena Corinthians.

Seminário

Na última quarta-feira começou um seminário com todos os envolvidos na operação do estádio a fim de que sejam discutidas novas ideias para tornar a arena mais rentável. Serão cinco módulos em diferentes semanas. No próximo, os funcionários devem voltar com ideias consolidadas para serem discutidas em grupo.

Churrasco e pagode

Uma das vocações da arena na opinião da direção corintiana é receber churrascos, feijoadas e pagodes antes das partidas no lugar conhecido como camarote festa. Já foram realizados alguns eventos assim e os resultados foram considerados animadores. Eles podem ser feitos com uma empresa alugando o espaço e vendendo os ingressos ou com a própria equipe da arena na organização. “Quando o pessoal da arena organiza, a rentabilidade é maior”, diz Emerson Piovezan, diretor financeiro do Corinthians.

Camarotes para poucos jogos

A dificuldade em alugar os camarotes do estádio se transformou num dos maiores pesadelos da direção corintiana. Várias estratégias já foram desenvolvidas mas eles continuam às moscas. A aposta agora é oferecer pacotes por períodos curtos, não só pela temporada inteira, o que encarece os espaços. “Queremos negociar camarotes por uns três jogos. O preço por partida fica mais caro em relação ao pacote completo, mas como a quantia de dinheiro envolvida é bem menor, os camarotes ficam mais acessíveis”, disse Piovezan.

Shows

O plano é aumentar a realização de eventos que já têm acontecido num dos estacionamentos da arena. A meta é transformar o local num dos principais espaços para shows na Zona Leste. Essa é a única forma encontrada pelos corintianos para receber espetáculos mantendo o conceito original de não colocar o gramado em risco com outras atividades. Alugar o campo para shows continua sendo uma opção descartada.

Renegociação do contrato

Outra meta é tirar do papel o velho sonho da direção corintiana de renegociar com a Odebrecht e o fundo que administra arena o contrato que engessa o plano de negócios. O principal objetivo é reduzir os preços mínimos das propriedades estipulados nos acordos.


Fundo da Arena Corinthians não paga parcela de empréstimo e espera acordo
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O fundo que administra a Arena Corinthians não pagou a parcela de aproximadamente R$ 5,7 milhões vencida em 15 de abril do empréstimo feito junto à Caixa, intermediária do repasse de R$ 400 milhões do BNDES. A informação foi confirmada ao blog por Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube.

Segundo o dirigente, a quitação não foi feita porque o fundo espera concretizar em breve acordo para ter nova carência no pagamento. “Está no escopo da negociação (o fato de não pagar a prestação) com a Caixa pela nova carência. Se isso pode ser postergado, por que vou pagar agora?” afirmou o cartola.

Mas e se a nova carência não for concedida? “Nesse caso, temos como pagar, mas estamos otimistas em relação a um acordo, a situação está sob controle”, rebateu Piovezan.

Ainda de acordo com o diretor, representantes do fundo vão se reunir com o banco, na sede da Caixa, nesta terça-feira, para tratar do assunto. O Corinthians espera que o trato seja selado nesse encontro. Porém, também é necessária a anuência do BNDES.

Indagada sobre se aconteceria a reunião, a assessoria do banco disse que não comentaria o assunto. “A Caixa Econômica Federal informa que as operações envolvendo a Arena Corinthians são protegidas por sigilo bancário, conforme prevê a lei complementar nº 105/2001, motivo pelo qual não irá se manifestar”, diz a resposta em nota por e-mail.

O clube pede a carência por entender que teve menos tempo para começar a pagar a conta em relação aos outros estádios do Mundial de 2014.

Se as parcelas do financiamento não forem pagas, a Caixa poderá executar as garantias dadas pela Odebrecht. Segundo disse Rodrigo Cavalcante, diretor de da BRL Trust, que administra o fundo, terrenos do Parque São Jorge garantem outro empréstimo feito junto à Caixa. Assim, não estariam ameaçados pelo não pagamento agora. Conforme revelou o Blog do Rodrigo Mattos, em caso de inadimplência o banco pode pedir a exclusão do Corinthians da operação do estádio.

Na reunião em que explicou a situação financeira da arena, Cavalcante também afirmou que só um milagre faria com que a próxima parcela fosse paga se não acontecesse a venda dos naming rights ou não fosse obtida a carência.

Os cartolas corintianos esperam anunciar o acordo pelo nome da arena em até 15 dias.


Caixa desistiu de ‘batizar’ Arena Corinthians por medo de ser ignorada
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NELSON ALMEIDA/AFP

NELSON ALMEIDA/AFP

 

Entrevista com Gerson Bordignon, superintendente nacional de promoções e eventos da Caixa Econômica.

A Caixa já definiu um investimento de R$ 83 milhões em patrocínios no futebol em 2016 e conversa com mais clubes. Por que investir tanto em tempos de crise?

Minha opinião pessoal é que na crise você tem que investir. A Caixa tem concorrente que investe na Copa do Mundo, outro nas Olimpíadas, então, precisa também estar presente no meio esportivo. E está forte no futebol.

Além dos clubes já anunciados (Flamengo, Cruzeiro, Atlético-MG, Sport, Vitória, Atlético-PR, Coritiba, Figueirense, Chapecoense e CRB), com quem o banco continua conversando?

Com Corinthians, Atlético- GO e Vasco.

Existe dinheiro para fechar com os três? (Diário Oficial divulga patrocínios da Caixa; veja quanto cada clube ganhará)

Sim, o cobertor dá para os três.

Quais os critérios de escolha dos clubes patrocinados?

Entendemos que para ter uma relação marcante com o torcedor o patrocínio tem que ser de longo prazo, então, nossa prioridade foi renovar os contratos que já tínhamos e entrar no mercado mineiro, que é muito importante para nós.

Em Belo Horizonte vocês entraram com os dois rivais (Cruzeiro e Atlético-MG). Em São Paulo só patrocinam o Corinthians.

São Paulo e Rio de Janeiro são mercados com características diferentes de Minas Gerais. Com quatro times, a rivalidade se dilui. Em Belo Horizonte, não tem jeito, tem que ser os dois. Temos algumas avaliações que mostram isso e não queremos arriscar.

Qual o entrave para renovar com o Corinthians?

A conversa com o Corinthians foi preliminar porque o contrato não acabou, então não tem entrave. Nossa data limite é 23 de fevereiro, e acredito que não vai ser difícil renovar.

A Caixa tem interesse nos naming rights do estádio do Corinthians? (Como divulgou o blog do Rodrigo Mattos, o banco tem preferência na aquisição do nome da arena corintiana)

Conversamos sobre naming rights, não só com o Corinthians, mas com outros donos de estádio também, e entendemos que não vale a pena porque o mercado não entrega o nome que você compra. A imprensa sempre chama (a arena) pelo nome de batismo. A cultura aqui é diferente da que existe nos Estados Unidos. Lá eles falam o nome da empresa. Como isso não acontece aqui, descartamos as possibilidades que tivemos.

Mas a diretoria do Corinthians afirma ter segurança de que a Globo vai falar o nome do patrocinador do estádio.

Nós não temos essa segurança que o Corinthians tem. Já fizemos alguns testes em outros esportes, até com a Globo, e não deu certo. Nos próximos anos essa possibilidade está descartada. Se mais para frente isso mudar, houver uma mexida no mercado e começarem a falar o nome das empresas podemos nos interessar.

Quem dá mais retorno, Corinthians ou Flamengo?

O retorno é bem similar. São grandes torcidas, com características diferentes. O Flamengo mais nacional, a do Corinthians mais localizada em São Paulo, se bem que tem crescido nacionalmente também. Os contratos são diferentes, então o Corinthians dá um pouquinho mais de retorno porque temos a frente e as costas da camisa. No Flamengo, só temos a frente.

Como vocês lidam com a pressão política para patrocinar clubes que estão sem patrocínio?

Não existe pressão política, por mais que exista uma ou outra reunião com um político, nunca teve pressão. Nossas escolhas são técnicas. Às vezes, você chega numa cidade para assinar um contrato, um político local chega lá e fala para a mídia regional que foi ele que conseguiu o patrocínio. Não é verdade, mas não temos como impedir isso.

Como a Caixa reage a críticas de que banco público não deve investir em futebol?

É uma questão de opinião. A Caixa é um banco comercial, tem concorrentes e tem que fazer publicidade. Precisa ter clientes, captar dinheiro para poder fazer financiamentos. E entendemos que o futebol é um grande mural para expor nossa marca.

Mesmo com a imagem dos dirigentes de futebol tão desgastada como agora?

Entendemos que o futebol continua sendo a grande paixão nacional.


Corinthians corre contra tempo por carência em empréstimo já em dezembro
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O Corinthians corre contra o tempo para conseguir a partir de dezembro um prazo de 17 meses sem pagar as prestações do financiamento de R$ 400 milhões junto à Caixa para construir seu estádio.

As negociações para uma nova carência no pagamento se arrastam há mais de dois meses. Na última quarta, houve um novo encontro com representantes do banco. A negociação evoluiu, mas o martelo ainda não foi batido.

A pressa se explica porque o clube teme que a partir de dezembro não consiga mais pagar as prestações mensais de R$ 5 milhões em dia. Por isso, o desejo corintiano é de que a nova carência comece a valer no último mês do ano.

Mas além de clube e Odebrecht, integrantes do fundo responsável pela Arena Corinthians, e Caixa se entenderem, também é necessário o aval do BNDES. É que a Caixa tomou o empréstimo junto ao BNDES e repassou o dinheiro para o fundo.

Segundo o clube, todas as parcelas foram pagas em dia até agora. Só que o atraso nas obras impediu a venda das propriedades da maneira esperada, o que dificultou a obtenção de receitas. Os cartolas alvinegros alegam que todos os estádios erguidos para a Copa de 2014 tiveram uma carência de 36 meses para pagar seus empréstimos. Pelo contrato firmado com a Caixa, porém, o prazo para a arena corintiana foi inferior a pouco menos da metade do tempo dado aos demais. A nova carência completaria esse período. Por outro lado, deixaria o estádio ainda mais caro, pois os juros seriam maiores.

No início das conversas, a Caixa enviou um questionário para saber em detalhes o plano de comercialização que vai gerar as receitas para que o empréstimo continue sendo pago. Nesse ponto houve divergências entre o que queriam Odebrecht e Corinthians, mas a maioria delas foi superada.

 


Corinthians cumpre etapa para tentar ficar 17 meses sem pagar financiamento
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Na última terça, o Corinthians deu um importante passo para tentar ficar 17 meses sem pagar as prestações do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES e usados na construção de seu estádio. O fundo que administra a arena enviou as respostas do questionário feito pela Caixa como exigência para ampliar o prazo de pagamento.

Agora, o clube aguarda a decisão da Caixa, que também deve consultar o BNDES.

Havia mais de um mês que a resposta do fundo estava travada por divergências entre seus integrantes, entre eles representantes da Odebrecht e do Corinthians.

Um dos principais problemas era o fato e a Caixa querer saber como o estádio vai gerar receitas para que a dívida seja paga. O Corinthians defende uma mudança no contrato de comercialização das propriedades da arena. Considera que os preços são mais altos do que a realidade permite, já que foram estipulados em outro momento da economia nacional e com um projeto diferente do que foi entregue.

Conforme o blog apurou, a Odebrecht diverge de parte das mudanças propostas pelo alvinegro. Mas as os parceiros chegaram a um acordo preliminar para responder aos questionamentos da Caixa. As conversas sobre alterações no contrato de comercialização, no entanto, vão continuar.

Desde julho, o Corinthians tem que pagar R$ 5 milhões por mês como prestação do financiamento. As parcelas estão em dia, segundo o clube. Mas, o atraso nas obras impediu a venda de propriedades e gerou uma receita menor do que a esperada. Se não conseguir suspender o pagamento provisoriamente, há risco de atrasos.

Nesse cenário, o clube argumenta que os outros estádios da Copa ganharam uma carência de 36 meses para começar a pagar seus financiamentos junto ao BNDES. Mas, pelo contrato assinado com a Caixa, o alvinegro teve pouco menos da metade desse prazo. Assim, acha justo conseguir um fôlego de mais 17 meses. Porém, se a carência for concedida, mais dinheiro será gasto com juros.


Corinthians quer mudar acordo que dita vendas na arena para não dar calote
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O plano de vendas das propriedades da Arena Corinthians, feito antes de o estádio ser construído, não condiz com a realidade. Se ele não for alterado, o alvinegro fracassará na missão de conseguir pagar em dia o que deve pela obra. Essa é a conclusão a que o clube chegou. Por isso, negocia com o fundo que administra sua casa a mudança no contrato de comercialização.

Apesar de todos envolvidos entenderem a necessidade de alteração, há divergências entre Odebrecht e Corinthians sobre o assunto. As diferenças, aliás, impediram que o fundo já tivesse respondido ao questionário feito pela Caixa para conceder uma nova carência no pagamento do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES.

Entre outras questões, a Caixa, intermediária do financiamento, quer saber exatamente como o estádio vai gerar receitas para quitar a dívida. É aí que a roda pega. O contrato de comercialização estabeleceu uma série de amarras que impedem o Corinthians de negociar melhores preços e condições para seus clientes.

Existem valores mínimos para vendas. Se o clube quiser dar desconto, não pode. Quando o contrato foi assinado, o Corinthians fez questão de estipular o piso de valores comerciais, mas hoje considera grande parte dessas quantias altas. Elas dificultam a venda, e consequentemente o pagamento das parcelas da dívida, apesar de não haver atraso, segundo a direção.

O argumento corintiano é de que vários fatores fizeram com que os valores determinados não correspondessem à realidade. O atraso nas obras, as notícias negativas sobre a construção, o fato de o estádio não ter ficado como o planejado (o clube reclama que muitos itens não teriam sido feitos, o que a construtora nega) e a crise financeira do país afugentaram clientes na opinião dos alvinegros. Assim, existe a necessidade de tornar o contrato de comercialização mais realista.

Apesar das divergências em relação às alterações, os corintianos estão otimistas, esperam entre esta sexta e o início da próxima semana responder às perguntas da Caixa já com dados baseados no plano de negócios a ser alterado em seguida. “A Odebrecht está finalizando com o clube os últimos ajustes em relação aos esclarecimentos solicitados pela Caixa”, afirmou a assessoria de imprensa da construtora ao blog, sem responder sobre a alteração no contrato solicitada pelo Corinthians.

Vale lembrar que mesmo considerando o modelo de comercialização atual fora de sintonia com a realidade, a direção alvinegra não crê que o estádio seja financeiramente inviável atualmente. A avaliação é de que, ainda que incompleta na visão dos corintianos, a arena é excelente e sustentável. O que ela não consegue sem mudanças, na opinião do clube, é garantir o pagamento da dívida nos prazos estipulados.


Corinthians fica perto de acordo com Caixa para adiar pagamento de arena
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Em reunião na segunda-feira da semana passada, o fundo que administra o estádio do Corinthians encaminhou um acordo com a Caixa para adiar o pagamento de parcelas do empréstimo de R$ 400 milhões junto ao BNDES.

O blog apurou que a Caixa se mostrou disposta a atender ao pedido e aguarda a proposta corintiana por escrito para formalizar o acordo. Só que o BNDES, que emprestou o dinheiro para a Caixa repassar ao clube, ainda não foi informado oficialmente sobre o plano do fundo. Assim, não se manifestou sobre o assunto.

O Corinthians começou a pagar o empréstimo em julho, como manda o contrato, mas quer uma nova carência. Alega que todos os donos de arenas da Copa do Mundo tiveram 36 meses para começar a quitar o financiamento. Se esse prazo fosse dado no caso do estádio alvinegro, a primeira parcela só venceria em novembro de 2016.

Publicamente, a diretoria não fala em dificuldade para pagar as prestações de R$ 5 milhões.  Porém, internamente, dirigentes afirmam temer não conseguir manter os pagamentos em dia enquanto o estádio não estiver pronto.

Sem a conclusão da obra, o potencial de receita cai. Os principais problemas são não poder explorar o restaurante e o centro de convenções, inacabados.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa da Caixa disse apenas que a operação atual está em dia e que não vai se manifestar no caso de qualquer negociação futura por conta do sigilo bancário.