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Opinião: quatro pontos em que Carille foi superior a rivais
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Em seu primeiro trabalho como treinador, o corintiano Fábio Carille conquistou o campeonato paulista. Claro que não ganhou sozinho, além dos jogadores contou com a importante ajuda do assistente Osmar Loss. Óbvio também que ainda é um técnico em formação. Em termos de análise, é justo que se compare seu desempenho com os de colegas que comandaram os outros grandes do Estado na competição. Na opinião deste blogueiro, ele superou os rivais em pelo menos quatro fatores. Veja abaixo.

Defesa

Já na pré-temporada, Carille mostrou um sistema defensivo forte. Foi o primeiro setor da equipe arrumado por ele. O trabalho resultou no time menos vazado do Paulista com 11 gols sofridos. Novato como o corintiano, Rogério Ceni teve como sua maior dificuldade fazer o São Paulo tomar menos gols. O clube do Morumbi viu suas redes serem balançadas 23 vezes.

Organização tática

A equipe de Carille foi a mais organizada taticamente entre as quatro grandes. Baptista, Ceni e Dorival não conseguiram o mesmo equilíbrio entre ataque e defesa, nem eficiência tática semelhante à alcançada pelo corintiano.

Vestiário sob controle

Carille não enfrentou rebeldias de atletas e conviveu com um vestiário em paz. Cristian fez reclamações públicas, mas o alvo foi a diretoria. Já Eduardo Baptista, demitido na semana passada pelo Palmeiras, teve que tentar explicar que não havia crise entre alguns jogadores. Felipe Melo discutiu com Roger Guedes num treino. Borja se irritou ao ser substituído no segundo jogo contra a Ponte Preta pelas semifinais, e o treinador respondeu em entrevista dizendo que o atacante foi contratado a peso de ouro, mas não estava rendendo o esperado. Para conselheiros do clube, Baptista perdeu o controle do vestiário, e alguns atletas não corriam por ele.

Força fora de casa

Nas semifinais e na final, Carille fez o Corinthians jogar para vencer fora de casa. Mais do que isso. A postura foi de quem queria resolver o confronto já no primeiro duelo. Tanto que o alvinegro venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 0, e a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas. O Santos de Dorival Júnior não conseguiu mostrar no interior a mesma força que exibe na Vila Belmiro e perdeu da Ponte por 1 a 0. No Palmeiras, a apatia da equipe e a falta de poder de reação na derrota como visitante diante do alvinegro campineiro por 3 a 0 foram motivos que contribuíram para a demissão de Baptista.


Cambista cobra até cerca de 20 vezes mais por ingresso da final do Paulista
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Cambistas pedem até cerca de 20 vezes mais do que o valor de face de ingressos para a partida deste domingo entre Corinthians e Ponte Preta pela final do Campeonato Paulista. É o caso do tíquete do setor sul, pelo qual um dos vendedores pedia durante a semana R$ 800. Com descontos para os sócios-torcedores mais assíduos, o mesmo bilhete custava R$ 40,50.

Neste sábado (6) a presença de cambistas na arena corintiana era pequena. Um deles oferecia ingressos das áreas sul e norte (R$ 32 com descontos) por R$ 600. E o comprador teria que retirar o bilhete com outra pessoa em frente ao Parque São Jorge.

Longe da arena, outro cambista, por telefone, oferecia bilhete do setor oeste superior por R$ 300. Na venda oficial, o mesmo ingresso valia de R$ 40,80 a  R$ 136, de acordo com o desconto.

Na partida de abertura da decisão, em Campinas, a pedida era de R$ 200 pela entrada de visitante, vendida oficialmente por R$ 80.

Vale lembrar que, apesar da falta de cerimônia dos cambistas, a prática é proibida.


Como repetição da final de 1977 em SP explica mudanças no futebol do Brasil
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Quarenta anos após a épica final do Campeonato Paulista de 1977, Corinthians e Ponte Pretafazem um reencontro na decisão do estadual marcado por diferenças que ajudam a entender o que aconteceu nas últimas quatro décadas com o futebol brasileiro. Confira abaixo.

Debandada de jovens talentos e força de empresários

Em 1977, a Ponte Preta chegou à final com vários destaques formados em casa e que fizeram história no clube, antes de vingarem em times maiores e até na seleção.

Em 2017, a Macaca tem entre seus principais nomes jogadores formados fora de Campinas. Alguns devem sair depois do Paulista, como Clayson, desejado pelo Corinthians, e Pottker, acertado com o Inter. Outro nome importante é o de Lucca, emprestado pelo adversário na final. O goleiro Aranha foi formado em casa, mas rodou antes de voltar ao time.

Na Ponte de 1977, Carlos, Oscar, Polozzi e Dicá, por exemplo, iniciaram a carreira profissional na Macaca e fizeram mais temporadas pela equipe depois de se destacarem no ano do vice-campeonato estadual.

A diferença entre passado e presente explica como os clubes brasileiros, não só os do interior, passaram a se desfazer de seus jovens talentosos muito cedo. Ninguém consegue segurar craque como há 40 anos.

O futebol ficou mais caro, o dinheiro rareou e os estrangeiros passaram a monitorar as promessas brasileiras desde cedo.

Tal situação costuma ser embalada por discussões acaloradas sobre o efeito que a Lei Pelé teve nos clubes brasileiros. Ela acabou com o passe, que ajudava os times a prender seus jogadores, deu lugar à multa contratual e valorizou o direito econômico, que passou a ser adquirido por empresários como joia. Eles ganharam poder diante dos clubes. Porém, agora estão proibidos de fazer essas aquisições por regras da Fifa. Muitos se associaram com times que mal jogam ou compraram agremiações para manter os rendimentos.

Local do último jogo explica de briga à Copa e Lava Jato

Em 1977, os três jogos da decisão foram no Morumbi. Na ocasião a Ponte topou atuar fora de Campinas por uma renda melhor. O alvinegro da capital não tinha estádio e a casa do São Paulo era adotada com naturalidade em grandes jogos. Agora serão dois confrontos. O primeiro será no Moisés Lucarelli e o segundo na Arena Corinthians.

A situação mudou porque a equipe paulistana, na gestão de Andrés Sanchez, entrou em rota de colisão com o São Paulo.

Como parte da briga, o então presidente corintiano trabalhou para tomar do Cícero Pompeu de Toledo o posto de favorito a palco de abertura da Copa de 2014 com a construção da arena corintiana.

No lançamento do projeto, o ex-presidente Lula foi ao Parque São Jorge fazer discurso como um dos mentores da obra. Agradeceu a Emílio Odebrecht por topar o negócio. Hoje, a história de como nasceu a Arena Corinthians está registrada nos volumosos arquivos da Lava Jato, maior operação de combate à corrupção no país. A investigação escancarou as relações inescrupulosas entre políticos e donos de construtoras.

Sanchez foi citado em delação premiada de Marcelo Odebrecht, segundo a Follha de S.Paulo, como recebedor de dinheiro de caixa 2 para sua campanha a deputado federal. Ele nega. Existem também registros em planilhas da Odebrecht que indicam suspeitas de pagamentos de propinas referentes à arena alvinegra, o que Andrés também diz não ter acontecido.

Sem invasão corintiana

Um ano antes da final lendária contra a Ponte, a Fiel protagonizou um dos maiores momentos de sua história ao invadir o Rio e dividir o Maracanã com a torcida do Fluminense na semifinal do Brasileirão.

 Isso não vai acontecer amanhã porque o procedimento de divisão de ingressos começou a mudar em 2009, quando Juvenal Juvêncio decidiu dar apenas 10% dos bilhetes disponíveis  para o Corinthians como visitante contra o São Paulo. “É uma tendência, é inexorável”, disse o presidente são-paulino na ocasião.

 A decisão gerou a reação corintiana de não jogar mais no Morumbi (citada acima) e com o tempo se tornou regra no país. Para a partida de abertura da final, a diretoria da Ponte diz ter cedido 2.200 ingressos aos adversários por receber a mesma carga para a finalíssima na Arena Corinthians.

Decadência de técnicos experientes

Quando Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram em 1977, no comando do time da capital estava o veterano Osvaldo Brandão. Havia sido com ele o último título conquistado pelo Corinthians, o Paulista de 1954. O treinador retornou ao Parque São Jorge e tirou o clube da fila.

Em 2017, quem segura a prancheta corintiana é Fábio Carille, que disputa sua primeira temporada desde o início como técnico de um time profissional.

 A presença do novato explica o que aconteceu com parte dos treinadores mais experientes do Brasil nos últimos anos. Eles perderam prestígio, principalmente após a derrota por 7 a 1 da seleção para a Alemanha na Copa de 2014 com Felipão no comando.

 Os mais antigos ficaram com rótulo de desatualizados e perderam espaço para jovens com salários mais baixos e pinta de atualizados, como Jair Ventura (Botafogo), Rogério Ceni (São Paulo) e Zé Ricardo (Flamengo). Virou moda técnico brasileiro visitar clube europeu e se esforçar para mostrar ser moderno.

Mecenas

Há 40 anos, a Ponte tinha um dos times mais fortes do País. Sua trajetória de 1977 para cá simboliza em parte o que aconteceu com a maioria dos clubes do interior do país. A Macaca quase faliu e foi rebaixada até no Campeonato Paulista.

A recuperação dela também indica o modo de sobrevivência de muita equipe de menor porte: a ajuda de um mecenas. Sérgio Carnielli, no caso da Ponte.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o clube deve R$ 102 milhões para ele, que é presidente de honra. E não são só os times menores que recorrem à ajuda de endinheirados apaixonados. Paulo Nobre chegou a colocar no Palmeiras R$ 180 milhões enquanto era presidente do clube. O caminhão de dinheiro foi fundamental para recolocar o alviverde no topo do futebol.  A dívida com ele hoje é de cerca de R$ 60 milhões.


Corinthians conta com avanço em mata-mata para compensar público na arena
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O Corinthians viu sua média de público pagante como mandante na primeira fase do Paulistão cair de 28.939 por jogo em 2016 para 20.935,3 na atual temporada, de acordo com os boletins financeiros dos jogos.

A renda bruta (sem descontar as despesas) média em casa desceu de R$ 1.503.254,18 para R$ 991.215.83.

Contra o Novorizontino, pela primeira fase do Paulista atual, a Arena Corinthians registrou o pior público da sua história em jogos do time profissional: 11.708 pagantes. A marca representa pouco mais da metade da menor presença de torcedores na casa alvinegra na etapa de grupos do Estadual do ano passado. Ela foi de 22.029 pagantes diante da Ponte Preta.

 Em 2017, apenas em duas das seis partidas da primeira fase do Paulista o público foi superior a 19 mil pessoas. Isso só aconteceu nos clássicos contra Palmeiras (30.727 pagantes) e Santos (36.111 torcedores). Na temporada anterior, a marca dos 30 mil pagantes na arena foi superada contra XV de Piracicaba, Linense, São Paulo e Novorizontino. Ou seja, na metade das atuações em Itaquera na etapa inicial.

Diante da queda demonstrada pelas comparações, o discurso corintiano não é de preocupação por enquanto. A expectativa é de que o clube siga avançando no Paulista e na Copa do Brasil para compensar públicos considerados fracos.

“Como venho informando há anos, o Corinthians trabalha na questão da venda de ingressos se planejando para uma temporada, não para um jogo. Precisamos esperar a temporada acabar para avaliar nosso desempenho”, afirmou Lúcio Blanco, gerente de operações da Arena Corinthians.

Indagado sobre quais as médias de público e renda projetadas pelo clube para a atual temporada, ele afirmou que os números não podem ser divulgadas.

Não custa lembrar que as rendas dos jogos são importantes para o pagamento da dívida pela construção do estádio.


Opinião: FPF mata o Paulistinha ao beneficiar São Paulo com 2 jogos em casa
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A Federação Paulista matou a credibilidade de seu principal campeonato ao beneficiar o São Paulo com dois jogos no Morumbi contra o Linense nas quartas de final do Estadual.

Inversão de mando é uma das práticas mais condenáveis no esporte. Já aconteceu antes no Paulista e foi repugnante​ do mesmo jeito.

E se um ou mais dos outros três grandes apanharem no interior e acabarem eliminados? Será justo se isso acontecer e o São Paulo passar para as semifinais?

Caso os quatro principais clubes paulistas se classifiquem será certo o São Paulo ter o desgaste de uma partida fora de casa a menos?

O equilíbrio da competição foi aniquilado.

Pior será se os outros seis times vivos no campeonato não protestarem.

Se o Linense quer ganhar mais dinheiro que procure um estádio maior fora da capital. O clube não possui uma casa em condições de receber o jogo? Então, deveria ter sido barrado do campeonato.

Só não poderia dar um mando de presente pro São Paulo em troca de dinheiro. É um gesto ético favorecer seu concorrente e ainda botar uma grana no bolso? Na minha opinião não é.

A FPF tinha a obrigação de impedir isso, mas preferiu tratar o campeonato como um torneio interno de colégio. Até intercolegial costuma ter mais cuidado com mandos de jogos.

 

 


Opinião: Corinthians redescobre como é fácil agradar aos seus torcedores
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Sem dar espetáculo, sem contratações bombásticas e sem astros, o Corinthians é líder geral do Campeonato Paulista. Já venceu dois rivais em clássicos: Palmeiras e Santos. É o que bastou para Fiel, antes cabisbaixa, voltar a sorrir.

Não foram necessárias goleadas e nem atuações de gala. Bastaram correria, vontade, aplicação tática, garotos da base em campo e solidez defensiva. Assim, o alvinegro redescobre como é fácil satisfazer à sua torcida. Não é preciso gastar como arqui-inimigo Palmeiras, desde que esses elementos estejam em campo.

Foi assim no início do trabalho de Tite em 2012 (tirando a parte da molecada), quando o time era de operários dedicados. Não se trata de comparar as duas equipes, pois a de hoje não dá, pelo menos por enquanto, indícios de que pode chegar onde aquela chegou. A comparação é na simplicidade que satisfez o torcedor.

Se mantiver esse ritmo e não ganhar o Paulista e permanecer na briga pela Copa do Brasil, nenhuma catástrofe acontecerá em Itaquera. Carille provavelmente poderá seguir seu trabalho.

Antes considerado por muitos a quarta força de São Paulo, hoje o Corinthians pode pensar no título Estadual, mesmo com a natural evolução do favorito Palmeiras. Pois em campeonato com mata-mata, não dá pra duvidar de time que tem a pegada demonstrada pelo alvinegro.


Como eliminações atrapalham quitação de empréstimo pela Arena Corinthians
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Atualizado às 10h55*

As eliminações nas oitavas de final da Libertadores e nas semifinais do Paulista significam um golpe para o Corinthians em termos de pagamento da conta de sua arena. Tendo como base as arrecadações nas últimas partidas do time nas duas competições, o alvinegro deixará de obter pelo menos cerca de R$ 5,3 milhões em renda bruta (sem contar as despesas). Cada parcela inteira do financiamento de R$ 400 milhões feito junto ao BNDES via Caixa Econômica para quitar parte da obra custa cerca de R$ 5,7 milhões.

Nas eliminações contra Nacional e Audax as rendas brutas foram de, respectivamente, cerca de R$ 2,8 milhões e R$ 2,5 milhões (R$ 1,3 milhão descontadas as despesas). A receita com a venda de bilhetes vai para o fundo que administra o estádio pagar o parcelamento. Além disso, há o gasto aproximado de R$ 2,7 milhões mensais com manutenção e operação da arena.

O cálculo feito pelo blog leva em conta a receita bruta que o clube teria na final do Estadual e nas quartas de final da Libertadores. Se chegasse na final do torneio continental, o alvinegro poderia arrecadar cerca de R$ 5,6 milhões com jogos em casa com a venda de bilhetes, mas teria que descontar as despesas antes de pagar o parcelamento. Ou seja, não ser finalista das duas competições significou deixar de levantar aproximadamente R$ 10,9 milhões com arrecadação bruta. As despesas na partida contra o Audax, divulgadas pelo clube, foram pouco superiores a 50% do total arrecadado. Tomando por base esse dado, os R$ 10,9 milhões se transformariam em pouco mais de R$ 5,4 milhões suficientes para pagar uma prestação.

A diretoria e o fundo que administra o estádio admitiram em reunião do Conselho Deliberativo as dificuldades para quitar as prestações. No último dia 15, a parcela de abril não foi paga, e o departamento financeiro do Corinthians alegou ao blog que não fez o pagamento porque espera conseguir uma nova carência de 19 meses no financiamento para igualar o prazo obtido por outros estádios da Copa de 2014. A Arena Corinthians foi inaugurada em 2014 pouco antes do Mundial.

*A versão inicial do post não esclarecia que foram citadas receitas brutas.


Santos vê retaliação da Globo por negociar com concorrente. Emissora nega
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A diretoria do Santos está incomodada com o fato de o time ter apenas um jogo com transmissão pela Globo anunciado no Campeonato Paulista até agora, contra o Corinthians, pela primeira fase. A FPF divulgou a programação de televisionamento só das dez primeiras rodadas.

A situação do time de Lucas Lima hoje é igual, por exemplo, à do São Bento, que também só tem programada na Globo partida diante do Corinthians.

Nos bastidores, a direção santista afirma que está sofrendo retaliação da Globo por negociar a transmissão dos jogos do clube em TV fechada no Brasileirão a partir de 2019 com o EI (Esporte Interativo), pertencente ao Grupo Turner.

O alvinegro do litoral é um dos times mais animados da negociação. Os cartolas acreditam que, se assinarem com o EI, o Santos vai sumir de vez da grade Globo até o fim do contrato atual do Brasileirão, válido até o final de 2018. Tradicionalmente, os santistas reclamam de pouca exposição.

Em nota, o departamento de comunicação da Globo disse que a emissora ficou surpresa com o relato do blog de desconforto dos dirigentes do Santos, negou retaliação e afirmou que a escolha dos jogos depende da audiência gerada pelas equipes.

“Além da citada negociação não dizer respeito à TV aberta, a Globo ainda não definiu todos os jogos que serão exibidos na primeira fase. Só escolhemos até a décima rodada das 15 da primeira fase. Nas cinco últimas certamente haverá outro jogo do Santos. Os jogos são escolhidos em função do interesse do público e, portanto, da audiência”, diz a nota da Globo.

A emissora também citou partidas transmitidas no ano passado para afirmar que não existe retaliação ao Santos: “Como termo de comparação, em 2015, também exibimos dois jogos do Santos na primeira fase. Sem vínculo, portanto, com qualquer negociação ou outro critério que não seja o do interesse do público”.

Porém, o site da FPF registra três jogos do Santos na Globo na primeira fase do Paulista de 2015, dois deles nas dez primeiras rodadas da competição, mais do que o programado atualmente.

A direção alvinegra avalia que se os jogos do time na Globo diminuírem poderá ouvir queixas de seus patrocinadores pela redução de exposição na emissora. Mas, mesmo assim, a análise é de que compensa assinar com o Esporte Interativo por questões financeiras, por acreditar que terá mais espaço com a nova parceira e por que a mudança de emissora representaria uma chacoalhada importante no futebol brasileiro.

Como o blog mostrou nesta quarta, a Turner afirma nas reuniões com os clubes que sua proposta total é cerca de nove vezes superior ao que a Globo paga pela transmissão em TV fechada.

Enquanto encaminha um amargo divórcio com a Globo, o Santos já vive em clima de namoro com o EI, que comprou os direitos para transmitir o amistoso de pré-temporada da equipe com o Bahia, outro interessado em mudar de canal.

 


Globo chega a acordo com FPF e times por mais 3 anos de Campeonato Paulista
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Globo, Federação Paulista e clubes acertaram verbalmente a renovação do contrato da emissora para transmitir os jogos do Estadual entre 2016 e 2018. A assinatura do acordo depende apenas de detalhes burocráticos.

Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos irão receber cerca de R$ 17 milhões cada por temporada pelo Paulista. Os times também terão direito a luvas pela a assinatura. Os cartolas contam com a entrada desse dinheiro em breve para aliviar o sufoco financeiro que seus times enfrentam. Eles esperavam ter assinado os contratos até sexta-feira passada. A previsão agora é de que assinem nesta semana.

O canal Esporte Interativo concorreu pela transmissão do Paulista, de acordo com clubes envolvidos, mas foi derrotado pela Globo sem grandes problemas.

 


Santos corta salário em mais de 50%. Palmeiras cresce em mais de R$ 650 mil
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Em janeiro, às vésperas do início do Campeonato Paulista, os novos diretores do Santos sentiam um frio na barriga. Ninguém sabia ao certo como seria o rendimento do time após uma drástica redução de despesas.

A folha de pagamento da equipe caiu de cerca de R$ 6,5 milhões para aproximadamente R$ 3 milhões. O corte não significou, como temiam os cartolas, queda de produção, e o alvinegro decide hoje o Campeonato Paulista contra o Palmeiras, que passou pelo processo inverso.

O frio na barriga dos dirigentes palmeirenses acontecera em dezembro, quando o time penou para escapar do rebaixamento no Brasileiro. A quase tragédia e um certo alívio na situação financeira fizeram o alviverde investir mais, apesar de sua política de produtividade.

A despesa com a folha de pagamento de jogadores e da comissão técnica aumentou de R$ 4.767.129,91 em dezembro para R$ 5.421.246,09 em março, de acordo com balancetes oficiais do clube. O crescimento foi de R$ 654,1 mil, mas aumenta se forem usadas na comparação as despesas de novembro. Naquele mês, o gasto foi de R$ 3.523.275,70. Ou seja, em março o clube gastou com salários R$ 1.897.970,39 a mais do que em novembro. A diferença entre o penúltimo e o último mês de 2014 acontece porque em dezembro a despesa com a comissão técnica pulou de R$ 385.112,74 para R$ 1.038.060,45.

Os relatórios palmeirenses, porém, registram os gastos com todos os jogadores profissionais do clube: 79 no terceiro mês do ano.

Na Vila Belmiro, a contenção de despesas foi como unir o útil ao agradável. Além de gastar menos com a saída de atletas considerados caros, como Edu Dracena, Leandro Damião e Arouca, a diretoria acredita que a mudança acabou com um racha entre jovens e jogadores mais velhos.

No Palmeiras, o aumento reflete o investimento em atletas experientes, como o ex-santista Arouca e Zé Roberto, além da vitória na briga com rivais por jogadores como Robinho e Dudu.

Outra diferença entre os finalistas é que o Santos, apesar de enxugar seus gastos, não consegue pagar em dia seus jogadores. Há atletas com sete direitos de imagem atrasados. No Palmeiras, o mês tem 30 dias.