Blog do Perrone

Arquivo : janeiro 2013

Diretoria do Palmeiras breca iniciativa de Sampaio de definir prêmio por título da Libertadores
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Sampaio está sem contrato

O gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, decidiu definir logo no início do ano quanto o Palmeiras pagará a seus jogadores em caso de conquista da Libertadores. O ex-volante enviou um e-mail para a diretoria explicando o que planejava.

Pela proposta de Sampaio, o Palmeiras dividiria a premiação dada pela Conmebol ao campeão em 37 cotas, uma para cada jogador e membros da comissão técnica.

Só que a iniciativa não foi bem aceita. Essa está longe de ser a prioridade alviverde. Antônio Henrique Silva, do departamento financeiro, respondeu ao gerente que o assunto não deve ser discutido agora. Principalmente porque não haverá jogo da Libertadores antes da eleição para presidente do clube, no próximo dia 21. O tema é de responsabilidade da nova diretoria.

A atitude de Sampaio incomodou alguns dirigentes que consideraram o gerente afoito. Ele ainda nem sabe se vai permanecer no Palestra Itália. Seu contrato terminou em dezembro. Mesmo assim, continua trabalhando.

As participações do gerente nas discussões sobre premiações desagradou aos cartolas no ano passado. Isso porque ele também recebe as gratificações.

Desde quarta-feira, o blog telefona para Sampaio sem sucesso. Seu celular está desligado e a telefonista do CT alviverde disse que ele não estava na sala nas três vezes em que o blog telefonou para lá. De acordo com a assessoria de imprensa do Palmeiras, Sampaio ligou (uma vez) para este blogueiro e também não conseguiu falar. O número estava ocupado.


César Sampaio e Roberto Frizzo superam críticos, ganham apoio de presidente e levam Palmeiras às compras
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Frizzo é elogiado por Tirone

Alvos de pesados ataques de dirigentes e conselheiros, Roberto Frizzo e César Sampaio ganharam apoio público do presidente do Palmeiras e já comandam a reformulação do time.

“Falam do Frizzo, mas ele ajudou muito. Nos últimos dias não estava por perto porque teve problemas de saúde, perdeu peso. E o Sampaio foi muito útil no vestiário, diferentemente do que dizem. Por mim, ele continua no ano que vem, ainda pode contribuir muito”, disse Arnaldo Tirone ao blog.

O vice de futebol saiu de uma longa hibernação e se juntou ao ex-volante para cuidar de contratações. Os dois se reuniram na segunda no escritório de Frizzo para discutir nomes. Antonio Henrique Silva, diretor financeiro e que tem comandado o futebol, também participou do encontro.

Ao menos um empresário já foi acionado para ajudar na busca pelos jogadores pretendidos. A rapidez no planejamento não leva em conta o fato de o clube ter eleição marcada para janeiro.

Tirone pediu autorização a pré-candidatos para que Frizzo e Antônio Henrique participassem de reunião com ele nesta quarta. Mas não foram falados nomes de possíveis reforços para saber se os planos agradam a quem podem assumir a presidência.

O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) também pediu para ser consultado antes de eventuais contratações ainda neste ano. Quer saber se o time tem dinheiro para pagar os reforços antes de as negociações serem fechadas. Porém, o órgão ainda não foi procurado.

Como Frizzo e Sampaio ganharam fama de gastadores, há o temor no clube de que novas dívidas sejam feitas em troca de reforços arriscados.


Reincidente em rebaixamento, César Sampaio é candidato a inaugurar “degolas” no Palmeiras
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Contrato de Sampaio termina em dezembro

César Sampaio é o principal candidato a inaugurar a temporada de caça às bruxas após o rebaixamento do Palmeiras. O dirigente remunerado recebe críticas internas da diretoria e também da oposição. Ou seja, está com o cargo ameaçado independentemente de quem vença as próximas eleições.

O ex-volante foi contratado para ser o homem forte do presidente Arnaldo Tirone no futebol. Tinha como funções cobrar tecnicamente Felipão, então treinador do time, dividir poderes com o vice de futebol, Roberto Frizzo, e manter a cúpula informada sobre o que acontecia no vestiário.

A avaliação dos cartolas é de que ele não questionou Scolari e se alinhou mais com Frizzo do que com o presidente. Porém, o maior pecado teria sido se preocupar em demasia com contratações, esquecendo-se do vestiário.

 Em conversas informais, dirigentes dizem que por conta disso custaram a notar que o relacionamento entre Felipão e os jogadores tinha apodrecido.

E até o passado de Sampaio é relembrado pelos que defendem sua saída. A queda com o alviverde não foi o primeiro desastre em sua carreira de dirigente. Ele também caiu para a segunda divisão do Paulista como cartola remunerado do Rio Claro, em 2010.

O blog telefonou para o ex-jogador, mas ele não atendeu ao celular. Ao UOL Esporte, após o jogo com o Flamengo, ele disse que não será demitido porque seu contrato termina em dezembro de 2012. Mas afirmou que espera continuar. Acredita poder contribuir muito em 2013.


Funcionário do Palmeiras busca técnico no lugar de Sampaio e Frizzo, enquanto cartola campeão da Série B ganha lobby no Palmeiras
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Minados por críticas de conselheiros e torcedores, Roberto Frizzo e César Sampaio estão em segundo plano na busca por um novo técnico para o Palmeiras. O presidente Arnaldo Tirone trabalha diretamente com Marcos Bagatella, funcionário do departamento financeiro. Ele já foi da Parmalat e provoca muito ciúmes hoje no Palestra Itália.

Ao mesmo tempo, está em curso um lobby para o vice-presidente Mário Giannini virar o novo homem forte do futebol na luta contra o rebaixamento. Ele foi diretor do departamento na conquista da Série B, em 2003. Membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) estão entre os que apoiam a indicação de Giannini.

A fritura de Sampaio e Frizzo aumentou após a saída de Felipão. Os órfãos do treinador acusam a dupla de tornar insustentável a permanência do técnico. O vice de futebol por fazer contratações que desagradavam ao treinador. E o gerente por ficar ao lado de Frizzo, quando Scolari esperava seu apoio.

“Fico feliz com críticas de algumas pessoas. Sou diferente deles. Ficaria preocupado se eles me elogiassem”, disse Frizzo. Ele se refere a ataques de opositores como Wlademir Pescarmona. Mas há gente da atual diretoria que também combate o vice. Sampaio não atendeu aos telefonemas do blog.


Dia seguinte à queda de Felipão tem racha dentro e fora de campo
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A diretoria do Palmeiras esperava acalmar o ambiente com a saída de Felipão. Mas o dia seguinte à queda do treinador foi tenso. De acordo com um dirigente do clube, o pequeno grupo de jogadores que defendia Scolari está de cara amarrada para a maioria do elenco, favorável à troca de comando.

Fora de campo, começa uma perseguição de desafetos de Felipão aos aliados dele que permaneceram no Palestra Itália. O alvo dos principais ataques por enquanto é um funcionário que cuida da logística do time e era apegado ao treinador.

Também é desconfortável situação de César Sampaio, que já vinha sendo criticado por gente da diretoria e conselheiros que não gostaram de algumas declarações dele. De acordo com dois conselheiros e um membro da diretoria, antes de sair, Felipão teve uma conversa ríspida com o gerente de futebol, disparando várias críticas. O ex-volante era mais próximo do vice de futebol, Roberto Frizzo, do que de Scolari. Procurado pelo blog, Sampaio não atendeu às ligações.

Noutro canto do Palestra Itália, órfãos do treinador afirmam que sem ele por perto vão proliferar contratações que exigem caras comissões para empresários.

Para piorar, o ambiente político também ferve. O momento frágil do time transformou Frizzo em vidraça. Voltou a ser moda falar mal do dirigente e de suas contratações. Entre os críticos há gente interessada em fazer uma composição com o presidente Arnaldo Tirone na eleição do início de 2013. Isso, desde que fique com o comando do futebol.

É nesse cenário de terra arrasada que o Palmeiras vai para o clássico de domingo contra o Corinthians.


Crise palmeirense tem fritura de auxiliares de Felipão
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 Por trás da situação delicada de Felipão no Palmeiras, está uma crise que envolve três de seus auxiliares. Carlos Pracidelli, preparador de goleiros, Anselmo Sbragia, preparador físico, e Flávio Teixeira, o Murtosa, assistente técnico, enfrentam processos de fritura.

Murtosa é criticado na diretoria por supostamente não ter bom relacionamento com os jogadores. Os cartolas ouvem queixas de que o assistente é ríspido no trato com os boleiros.

Por sua vez, Pracidelli paga a conta pelo fato de nenhum goleiro ter se consolidado como substituto de Marcos. Sem espaço, Deola foi negociado, Bruno é alvo de críticas, e Raphael Alemão, o preferido de parte da diretoria, segue na reserva.

Em uma palavra, o site do Palmeiras define a situação de Felipão e da equipe no Brasileirão

O problema principal de Sbragia é explicar a falta de fôlego do time no segundo tempo. Nos últimos dois jogos, por exemplo, foram cinco gols sofridos na etapa final.

Quem também pega carona na crise é César Sampaio, cobrado por não resolver esses problemas, além de ser criticado por declarações recentes.

Há no Palestra Itália quem defenda apenas a troca de um ou outro membro da comissão técnica. Mas isso seria como forçar Scolari a pedir demissão. Então, derrubar o técnico dá no mesmo.


Palmeirense César Sampaio é criticado por defender aumento de bicho que ele mesmo recebe
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 Ao se declarar favorável a engordar o bicho dos jogadores palmeirenses para motivar o time contra o rebaixamento, César Sampaio arrumou briga no Palestra Itália.

Conselheiros de diferentes grupos políticos e até gente da diretoria não gostaram da afirmação. Na opinião dos ofendidos, Sampaio não apresentou uma estratégia para salvar a equipe, foi grosseiro, deu a entender que o problema do time é dinheiro e abriu uma brecha para a torcida chamar os atletas de mercenários.

Outro foco de irritação é o fato de o gerente ganhar prêmios por vitória como os jogadores. Assim, ele teria legislado em causa própria ao afirmar em entrevista coletiva na última segunda que acha bom aumentar o bicho para incentivar o elenco.

 Não é de hoje que conselheiros do Palmeiras pedem para que Sampaio não se envolva nas discussões sobre premiação por ser parte interessada. Mas ele segue como um dos responsáveis pela negociação com os atletas.

No ano passado, a equipe já recebeu premiações reforçadas para sair do atoleiro. Ou seja, financeiramente, ficar na rabeira do Brasileirão não tem sido ruim para os jogadores palmeirenses em termos financeiros.

O blog telefonou entre às 18h30 e às 22h25 para Sampaio, mas ele não atendeu às ligações.


Declaração de César Sampaio gera turbulência no Palmeiras em véspera de jogo com Grêmio
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Na véspera de uma partida importante para o Palmeiras na luta contra o rebaixamento, diante do Grêmio, o Palestra Itália ficou em polvorosa por causa da caça ao dedo-duro que entregou João Vítor. O assunto teima em atormentar os palmeirenses.

Nesta sexta, uma declaração de César Sampaio ao UOL Esporte provocou a turbulência.

O resultado foi uma série de protestos de conselheiros contra o gerente de futebol, pedidos para que membros do Conselho Deliberativo, funcionários e até o segurança de Felipão sejam proibidos de chegar perto do vestiário alviverde. Todos suspeitos de alimentar a imprensa.

Sampaio disse que está disposto a descobrir quem vazou para a imprensa que João Vítor chegou com hálito de álcool a um treinamento. Prometeu entregar o X9 para a temida Mancha Alviverde. A afirmação causou indignação de conselheiros. Eles alegam que o gerente incitou a violência e prejudicou a imagem do clube. Sampaio não atendeu aos telefonemas do blog.

Reclamam também que o ex-jogador deveria estar preocupado em resolver os problemas do time e em dar respaldo para Felipão. Mas que acabou jogando combustível na fogueira.

 

A declaração repercutiu também na FPF. Foi recebida com preocupação por gente da área de segurança da entidade.

Fora do clube, outra movimentação alimentou mais o assunto. Acaz Fellegger, assessor de imprensa de Scolari, divulgou uma nota de esclarecimento por ter sido citado por Sampaio na reportagem do UOL Esporte, que assinei com Danilo Lavieri.

Em seu comunicado, explicou que informou ao Jornal da Tarde e ao Estado de S.Paulo que Felipão não se pronunciaria em matéria sobre a suspeita de haver “chinelinhos” no elenco. A reportagem dizia que a comissão técnica desconfiava de corpo mole de alguns atleta.

Como o assessor agora admitiu que não negou existir desconfiança por parte do treinador, deu margem para os jogadores continuarem suspeitando de que Scolari autorizou o vazamento.

Nesse cenário, é improvável que a perseguição ao dedo-duro logo termine. Assim, dirigentes, jogadores e membros da comissão técnica continuarão fazendo reuniões e gastando tempo em busca do tal informante.

Poderiam aproveitar melhor toda essa energia tentando colocar atletas em forma, buscando brecar as seguidas lesões e corrigindo falhas.

Ironciamente, enfrentarão o time de Kléber, que deixou o Palmeiras acusado de conturbar o vestiário. E de contribuir para o vazamento de informações por meio de seu empresário, Pepinho, que sempre negou as acusações.


Fracasso diante da Lusa reflete desacerto entre diretoria e comissão técnica do Palmeiras
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A derrota por 3 a 0 para a Portuguesa e a dificuldade em sair da zona do rebaixamento do Brasileirão refletem a falta de sintonia entre diretoria e comissão técnica do Palmeiras nos últimos dias.

Os dirigentes falam em renovar com Felipão, mas não acertam o novo contrato. Para piorar, passou a ser ventilada no clube uma oferta salarial de R$ 1,2 milhão para o treinador, que nem conversou sobre valores com os cartolas. E ele odeia que falem de seus vencimentos.

Além disso, a diretoria anuncia contratações de peso para a Libertadores do ano que vem, mas não traz os jogadores que Felipão quer ainda para este Brasileirão. Antes do encerramento da janela de transferências, o técnico indicou pelo menos cinco nomes junto com Obina, mas não foi atendido.

As dificuldades para contratar estouram em César Sampaio, cartola remunerado, e Roberto Frizzo, vice de futebol. A dupla é criticada no Palestra Itália por não trazer os preferidos de Felipão.

O cenário ficou mais conturbado ainda com as críticas ao goleiro Bruno, que abriram uma disputa no clube. Todo mundo quer sugerir contratações para a posição.

Ao mesmo tempo em que o time cai de produção, o presidente Arnaldo Tirone perde apoio para se candidatar na eleição do ano que vem. No clube é dado como certo que as cúpulas da CBF e da FPF (são praticamente a mesma) querem Affonso Della Monica como candidato no lugar de Tirone. Isso representaria perda de força nos bastidores do Brasileirão, principalmente em relação à arbitragem.

Claro que Scolari não está satisfeito com tudo isso. No início da semana, numa reunião com a presença dos ex-jogadores Galeano e César Sampaio, entre outros cartolas, ele deixou clara a insatisfação.

Há na diretoria alviverde quem diga que os problemas tiram a concentração do treinador. E que quando isso acontece, ele pena para colocar o time nos trilhos.


Palmeiras aumentou bicho para não perder grupo, mas medida é vista como erro no clube
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A decisão de pagar R$ 15 mil de bicho a cada jogador, caso o Palmeiras passe para as semifinais da Copa do Brasil, foi para evitar desagradar aos atletas num momento decisivo.

Sem falar sobre valores, César Sampaio disse ao blog que a quantia é semelhante à oferecida na mesma competição no ano passado. E, como em 2011, foi usada como referência a premiação paga aos clubes semifinalistas pela CBF. Um valor inferior ao dado na última temporada poderia gerar irritação no elenco, segundo a diretoria.

Mas o prêmio, bem superior aos pagos nas outras fases ou em jogos do Brasileirão, gerou críticas por parte de integrantes da própria diretoria. Eles queriam que o bicho fosse dividido em duas partes. A primeira seria paga após a classificação. E a segunda só seria entregue em caso de título.

O argumento dos descontentes é que o clube não tem dinheiro para pagar uma bolada a cada novo estágio e depois não lucrar com a conquista do torneio. Ou, se for campeão, despejar outra grande quantia nas contas dos jogadores, além dos prêmios paga chegar à semifinal e à final.

Há também quem veja motivação política. A cúpula palmeirense estaria disposta a gastar o que não tem para conquistar um título, pensando nas eleições do ano que vem.

No Campeonato Paulista, por iniciativa do departamento financeiro, funcionava o sistema em que o bicho integral só seria recebido se o time desse a volta olímpica.

“Foi um método muito bom. Mas optamos por não usá-lo agora porque os jogadores tinham a expectativa de receber algo semelhante ao que foi pago no ano passado. Eles usavam como referência os valores de 2011. E quando você não corresponde à expectativa do jogador, ele não se sente ouvido, isso é ruim para o clube. Você pode perder o grupo, e isso é complicado”, disse Sampaio ao blog.

Também pesaram na decisão, segundo o gerente, os valores dos bichos oferecidos pelos outros grandes do país a seus atletas. “Os jogadores se falam, todos sabem quanto os outros times pagam. Eles têm essa referência também”, justificou Sampaio.

O gerente sofre críticas não só por causa do montante e da forma de pagamento. Alguns dirigentes alegam que ele não deveria participar da decisão sobre premiações, já que também recebe bicho. Estaria legislando em causa própria.

“Ninguém reclamou disso pra mim. Mas se a diretoria entender que ela deve tocar isso sem a minha participação, estou à disposição para fazer o que a direção achar melhor”, respondeu.