Blog do Perrone

Arquivo : abril 2013

Aliados de Marin querem que dirigente peça licença médica para evitar novos constrangimentos
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O deputado estadual Campos Machado, do PTB, partido de Marin, protocolou pedido no Ministério Público-SP para a abertura de investigação criminal sobre gravações publicadas no Youtube com declarações polêmicas atribuídas ao presidente da CBF e do COL

Grupo de aliados de José Maria Marin defende que o presidente da CBF e do COL entre com um pedido de licença nas duas entidades, alegando questões de saúde.

São dirigentes que enxergam no cartola sinais de desgaste físico. E que estão mais preocupados ainda com constrangimentos que ele pode provocar durante a Copa das Confederações, minando de vez sua gestão. Avaliam também que sair de cena agora poderia estancar os ataques.

Em eventos oficiais, Marin costuma ter a sombra Marco Polo Del Nero, vice da CBF e da Federação Paulista de Futebol. O amigo está sempre atento para evitar atitudes desconcertantes. Embora, não tenha impedido, por exemplo, o episódio da medalha embolsada na Copa São Paulo.

Gilberto Barbosa, vice-presidente de relações públicas da FPF, é outro que costuma estar por perto de Marin. Acontece que em diversas ocasiões na Copa das Confederações, esses anjos da guarda não poderão acompanhar o presidente por não serem membros do COL. Daí o temor de que ele faça novas lambanças.

Entre os opositores de Marin na CBF, já existe a crença de que ele pedirá licença até o final do ano. A situação tem semelhanças com a que precedeu a queda de Ricardo Teixeira. Ele pediu licença médica antes de se afastar definitivamente.


Vazamento de áudio afasta ainda mais Marin do Governo Federal
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O vazamento de um áudio no Youtube com críticas supostamente feitas por José Maria Marin ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deixou o dirigente ainda mais distante do Governo Federal.

Conforme apurou o blog, o ministro não digeriu críticas que aparecem no áudio, como a de que teria raciocínio lento. Já a CBF trata a grvação como um material manipulado por meio de edição e classifica a ação de criminosa.

O episódio consolidou o desejo de integrantes do Governo Federal de aparecer o mínimo possível ao lado do presidente do COL (Comitê Organizador Local) da Copa.

Justamente nesse momento, a Fifa anuncia que Joseph Blatter e Jérôme Valcke se reunirão nesta terça com Rebelo, na Suíça. Apesar de o encontro ser para a tratar da organização da Copa das Confederações e do Mundial de 2014, o nome do presidente do COL não aparece como um dos participantes da reunião no comunicado distribuído pela federação internacional à imprensa.

Marin, que já tinha dificuldades para se aproximar da presidente Dilma Rousseff, fica cada vez mais isolado. Duas fontes ligadas à organização da Copa disseram ao blog que a tendência é o cartola ter ainda menos visibilidade após a conclusão de todos os estádios do Mundial.


Rejeição a Del Nero evita fritura de Marin por parte de dirigentes da Fifa e integrantes do Governo
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Mesmo com o filme queimado na Fifa e no Governo Federal, José Maria Marin não enfrenta um processo de fritura semelhante ao que Ricardo Teixeira encarou  nas duas esferas.  Apesar de o nível de irritação com os dois ser semelhante. Um dos motivos para isso é a rejeição a Marco Polo Del Nero.

O blog apurou que na federação internacional e em Brasília a avaliação é de que o estilo controlador de Del Nero preocupa mais do que os constrangimentos provocados pelo presidente da CBF.

É possível neutralizar Marin e deixar o cartola em segundo plano, algo que o presidente da Federação Paulista e vice da CBF não aceitaria. Assim, por falta de opções, o sentimento é de que não vale tentar aumentar o desgaste do presidente do COL (Comitê Organizador Local) agora. Ainda mais tão perto do Mundial.


Marin já incomoda como Teixeira e vira ‘café com leite’ para membros da Fifa e do Governo
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Ronaldo sobe no conceito da Fifa; Marin desce

O constrangimento de integrantes do Governo Federal e da Fifa com José Maria Marin chegou a um nível semelhante ao alcançado por Ricardo Teixeira antes de se mudar para os Estados Unidos.

A gota d´água foi a informação publicada pelo Blog do Juca de que o presidente da CBF e do COL fez um gato na instalação elétrica de um vizinho. Por conta do episódio, a cúpula da Fifa foi procurada informalmente por gente do governo para saber se a federação faria algo a respeito. No final, as duas partes concluíram que tanto a entidade internacional como as autoridades brasileiras não têm uma maneira objetiva de afastar o cartola. É dor de cabeça que não se cura na canetada.

Mas a explicação dos cartolas da entidade é de que há como evitar a contaminação da Copa pelos escândalos protagonizados por Marin. E que isso já está sendo feito, com Ronaldo emprestando sua a cara ao Mundial. E Ricardo Trade, principal executivo do COL,  chefiando as operações.

Assim, Marin é levado pelas duas pontas responsáveis pela Copa como “café com leite”. Sua ausência nas recentes visitas a Belo Horizonte e a Recife trouxe alívio para parte dos participantes. Ronaldo e Trade representaram  o COL.

O desejo de figurões  da federação e de Brasília é que cada vez menos Marin mostre publicamente seu sorriso. Nesta quinta, no entanto, ele participará de reunião do COL no Rio.

Segundo a assessoria de imprensa do Comitê, o dirigente não compareceu às visitas porque não é função dele. São eventos técnicos.


COL reduz exigências com estruturas provisórias, prevê economia de 15%, mas cidades ainda reclamam
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O COL (Comitê Organizador Local da Copa-14) cortou parte de suas exigências para estruturas provisórias da Copa das Confederações e reduziu as despesas entre 12% e 15%. A medida foi tomada após cidades e Estados que receberão a competição reclamarem do alto custo dessas instalações.

O novo planejamento, que deve valer também para a Copa do Mundo, ainda não agrada às sedes, apesar de elas terem assinado contratos se comprometendo a atender às exigências.

De acordo com cálculos informais do COL, o projeto inicial previa investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões com as estruturas provisórias. Então, o corte reduziria esse valor para até R$ 34 milhões.

As estruturas provisórias são aquelas consideradas grandes demais para serem definitivas. Transformariam os estádios em elefantes brancos. Mas são necessárias para as duas competições da Fifa.

O comitê alega que na  versão atual não há mais o que ser cortado. Uma nova eliminação de equipamentos inviabilizaria as duas competições.


Quebra de sigilo revela que Fifa mudou contrato com cidades da Copa para incluir cláusula contra corrupção
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Para atender à determinação do Ministério Público Federal, a prefeitura de São Paulo publicou em seu portal sobre a Copa do Mundo acordo assinado com a Fifa para ser uma das cidades do Mundial.

O contrato tem uma cláusula de confidencialidade, mas a quebra é permitida em caso de ordem judicial. Revelado por São Paulo, o documento é igual para todas as cidades.

Complexo, o acordo já passou por modificações. Numa delas foi introduzido um item óbvio, porém emblemático. É a “cláusula anti-corrupção”. “As partes reconhecem que a oferta e aceitação de suborno podem levar a processos criminais de acordo com o direito brasileiro e suíço”, diz o texto.

A regra que parece desnecessária de tão evidente que é. Foi incluída em 16 de março de 2011. Ricardo Teixeira, pelo COL (Comitê Organizador Local), Jérôme Valcke (Fifa) e Gilberto Kassab estão entre os signatários.

Na ocasião, já fervia na Fifa o caso em que Teixeira fez um acordo financeiro com a Justiça da Suíça para evitar uma condenação por ser acusado de receber propina. Um ano após a inclusão da cláusula sobre corrupção, o dirigente renunciou a seus cargos no COL e na CBF. Pouco depois o processo na Suíça foi revelado.

Em outra mudança, a cidade se compromete a fazer um seguro para garantir indenizações de 10 milhões de euros em casos de ferimentos e danos financeiros ou materiais. A Fifa e o COL, assim como seus representantes, devem ser incluídos como segurados internacionais.

Outro trecho do documento obriga a cidade a comprar ingressos para os jogos que ela receberá, se a Fifa e o COL entenderem que é necessário. As duas entidades determinam a quantidade. Em tese, a medida evita prejuízo da federação e do comitê com a eventual falta de interesse do público pelas partidas.

As sedes são obrigadas a fornecer de graça salas para as vendas de ingresso e espaços para o COL montar seus escritórios. O equipamentos desses escritórios também ficam por conta das prefeituras, que devem priorizar os parceiros da Fifa na compra de material.

A estética da cidade faz parte do acordo. O município se compromete a tomar as medidas necessárias para seu embelezamento. Deve, por exemplo, obstruir da visão do público construções que fiquem perto de locais de grande movimento. Nenhuma construção deve ser tocada durante o período dos jogos.

O contrato confirma a forte preocupação Fifa em proteger suas marcas e as de seus parceiros. Por isso, a cidade sede se compromete a oferecer agentes que serão treinados e trabalharão durante o Mundial para combater a pirataria.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação do COL disse que não fala sobre o conteúdo dos contratos.

Atualização

Após o post publicado, o departamento de comuinicação do COL disse ao blog que as cidades não são obrigadas a comprar ingressos para os jogos que irá receber. Alega que as sedes terão o direito de adquirir entradas para essas partidas dentro de um limite combinado com o comitê.

Veja a abaixo a reprodução de algumas das cláusulas do documento.

Apesar dessa cláusula, o COL nega que as cidades sejam obrigadas a comprar ingressos

 

 

A cláusula sobre corrupção diz o óbvio

Responsabilidade da Fifa e do COL é limitada

Medida que pode deixar o trânsito de São Paulo ainda mais caótico


Pupilo de Del Nero já é mais poderoso do COL, mas erros de arbitragem atrapalham planos de cartola
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Último a chegar no COL (Comitê Organizador Local), Rogério Caboclo, homem de confiança de Marco Polo Del Nero, já é o mais poderoso do órgão. Está subordinado apenas ao presidente, José Maria Marin.

Caboclo é  diretor institucional, cuida da área financeira e tem autonomia para dar ordens aos outros membros do comitê.

Vice de finanças da Federação Paulista, ele aumenta o número de colaboradores de Del Nero no centro nervoso do futebol brasileiro. O presidente da FPF já tem seus homens no STJD e até em áreas como tecnologia da informação e contabilidade da CBF.

Desde que Ricardo Teixeira saiu, Del Nero conseguiu alcançar quase todas as suas metas. Transformou federações opositoras, como as da Bahia e Rio de Janeiro, em aliadas. Mas há pelo menos uma lacuna importante: moralizar a arbitragem.

Os sucessivos erros no Brasileirão são eterna fonte de descontentamento de dirigentes de diferentes Estados. Algo indesejado para o vice que planeja ser o próximo presidente da CBF.


Ronaldo repete comportamento de cartolas ao seu lado
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Ronaldo não vê conflito de interesses ao integrar o Comitê Organizador da Copa e manter uma agência que trabalha para empresas interessadas em contratos do Mundial. Caso da Marfinite Arenas, contratante da 9ine e vencedora de concorrência privada para os assentos da Fonte Nova, como mostra reportagem de Rodrigo Mattos no UOL Esporte.

Assim como o Fenômeno, Andrés Sanchez disse como diretor de seleções não serem conflitantes seus cargos na CBF e no conselho da mesma 9ine, responsável por cuidar da imagem de jovens jogadores selecionáveis.

Da mesma forma, um dos chefes de Andrés, Marco Polo Del Nero, vice da CBF e membro do Comitê Executivo da Fifa, não enxerga conflito ao ver seu escritório de advocacia defendendo a empresa BWA em processo pelo controle do Castelão, arena da Copa.

Único acima de Del Nero na hierarquia da CBF, José Maria Marin também não detecta problemas ao remunerar como consultor da confederação Ricardo Teixeira, metido num dos casos mais cabeludos de suborno do futebol mundial.

Como empresário e dirigente, Ronaldo pode queimar seu filme

Não serve como justificativa, mas fica claro que o empresário e dirigente Ronaldo repete o comportamento dos diversos cartolas com quem conviveu durante a carreira. Azar do Fenômeno, único nesse clubinho que tem o rótulo de ídolo para lustrar.

Será vacilo demais queimar agora seu filme, após resistir a longos períodos de inatividade, convulsão em final de Copa do Mundo, escândalo em boate, barraco com travesti e excesso de peso. Ronaldo não precisava correr esse risco.


Marin desiste de nomear ex-escudeiro de Teixeira como diretor do COL
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 José Maria Marin desistiu de nomear Mário Rosa, escudeiro de Ricardo Teixeira por quase uma década, para a diretoria de Comunicação do COL, o Comitê Organizador da Copa-14. Sem alarde, o presidente da CBF já empossou no cargo Saint-Clair Milesi. Ele já trabalhava no departamento de comunicação do órgão.

Rosa ganhou a confiança de Teixeira quando articulou alianças políticas para o cartola na época das CPIs que investigaram o futebol brasileiro. Chegou a ser diretor institucional do COL, mas se afastou por divergências com Ricardo.

As conversas de Marin com Rosa para que ele voltasse ao Comitê causaram estranheza nos bastidores por causa do distanciamento atual entre Teixeira e seu ex-funcionário.

O cargo estava vago devido à decisão de Rodrigo Paiva, outro escudeiro de RT, ter se afastado para ficar apenas como diretor de comunicação da CBF. O fato de um dos principais assessores de Teixeira ter ocupado a vaga mostra como o posto é estratégico.

A nomeação de Saint-Clair mata a expectativa de dirigentes próximos à CBF de que Marin indicaria alguém da Federação Paulista.


Marin indica vice da FPF são-paulino para integrar COL
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José Maria Marin indicou Rogério Caboclo, vice de finanças da Federação Paulista, para fazer parte do COL, o Comitê Organizador da Copa-14. Assim, Marco Polo Del Nero, homem forte da CBF desde o naufrágio de Ricardo Teixeira, amplia sua influência no COL.

Caboclo é o braço direito de Del Nero na federação. É também conselheiro do São Paulo e filho do diretor de relações internacionais do clube do Morumbi, Carlos Caboclo. Motivo de alegria para Juvenal Juvêncio, desafeto do COL nos tempos de Teixeira e amigo do também tricolor Marin.

A nomeação oficial do novo membro ainda não aconteceu, mas deve ser feita em breve por Marin, presidente do COL e da CBF, além de ser unha e carne com Del Nero.

O blog apurou que Cabloco irá receber cerca de R$ 70 mil mensais para trabalhar no comitê. Sua nomeação vai aumentar as críticas internas, até agora bem abafadas pela nova cúpula do futebol brasileiro, contra o que tem sido chamado por cartolas de outros Estados de “paulistério”.

A indicação também cria uma expectativa em relação ao relacionamento de Caboclo com Joana Havelange, toda-toda do COL durante o reinado de seu pai. Se agir como na FPF, Rogério não será mero  espectador.