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Arquivo : corrupção

Quebra de sigilo revela que Fifa mudou contrato com cidades da Copa para incluir cláusula contra corrupção
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Para atender à determinação do Ministério Público Federal, a prefeitura de São Paulo publicou em seu portal sobre a Copa do Mundo acordo assinado com a Fifa para ser uma das cidades do Mundial.

O contrato tem uma cláusula de confidencialidade, mas a quebra é permitida em caso de ordem judicial. Revelado por São Paulo, o documento é igual para todas as cidades.

Complexo, o acordo já passou por modificações. Numa delas foi introduzido um item óbvio, porém emblemático. É a “cláusula anti-corrupção”. “As partes reconhecem que a oferta e aceitação de suborno podem levar a processos criminais de acordo com o direito brasileiro e suíço”, diz o texto.

A regra que parece desnecessária de tão evidente que é. Foi incluída em 16 de março de 2011. Ricardo Teixeira, pelo COL (Comitê Organizador Local), Jérôme Valcke (Fifa) e Gilberto Kassab estão entre os signatários.

Na ocasião, já fervia na Fifa o caso em que Teixeira fez um acordo financeiro com a Justiça da Suíça para evitar uma condenação por ser acusado de receber propina. Um ano após a inclusão da cláusula sobre corrupção, o dirigente renunciou a seus cargos no COL e na CBF. Pouco depois o processo na Suíça foi revelado.

Em outra mudança, a cidade se compromete a fazer um seguro para garantir indenizações de 10 milhões de euros em casos de ferimentos e danos financeiros ou materiais. A Fifa e o COL, assim como seus representantes, devem ser incluídos como segurados internacionais.

Outro trecho do documento obriga a cidade a comprar ingressos para os jogos que ela receberá, se a Fifa e o COL entenderem que é necessário. As duas entidades determinam a quantidade. Em tese, a medida evita prejuízo da federação e do comitê com a eventual falta de interesse do público pelas partidas.

As sedes são obrigadas a fornecer de graça salas para as vendas de ingresso e espaços para o COL montar seus escritórios. O equipamentos desses escritórios também ficam por conta das prefeituras, que devem priorizar os parceiros da Fifa na compra de material.

A estética da cidade faz parte do acordo. O município se compromete a tomar as medidas necessárias para seu embelezamento. Deve, por exemplo, obstruir da visão do público construções que fiquem perto de locais de grande movimento. Nenhuma construção deve ser tocada durante o período dos jogos.

O contrato confirma a forte preocupação Fifa em proteger suas marcas e as de seus parceiros. Por isso, a cidade sede se compromete a oferecer agentes que serão treinados e trabalharão durante o Mundial para combater a pirataria.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação do COL disse que não fala sobre o conteúdo dos contratos.

Atualização

Após o post publicado, o departamento de comuinicação do COL disse ao blog que as cidades não são obrigadas a comprar ingressos para os jogos que irá receber. Alega que as sedes terão o direito de adquirir entradas para essas partidas dentro de um limite combinado com o comitê.

Veja a abaixo a reprodução de algumas das cláusulas do documento.

Apesar dessa cláusula, o COL nega que as cidades sejam obrigadas a comprar ingressos

 

 

A cláusula sobre corrupção diz o óbvio

Responsabilidade da Fifa e do COL é limitada

Medida que pode deixar o trânsito de São Paulo ainda mais caótico


Começa pressão para Marin cortar pagamento a Ricardo Teixeira por causa de caso de corrupção
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Desafetos de Ricardo Teixeira começam a fazer barulho nos bastidores para que José Maria Marin corte a “mesada” que a CBF ainda dá ao ex-presidente. O movimento é tímido, mas tende a ganhar corpo.

O argumento é de que a confederação não pode continuar usando os serviços de um cartola que acaba de ter o nome confirmado pela Justiça da Suíça como envolvido em caso de corrupção.

De acordo com documentos publicados no site da Fifa, o ex-presidente da CBF e seu ex-sogro, João Havelange, fizeram um acordo financeiro com a Justiça suíça para não serem condenados por corrupção. Teriam recebido juntos R$ 45 milhões em propinas.

Teixeira segue recebendo da CBF para prestar consultoria ao atual presidente. Sem constrangimento, Marin diz que seu antecessor merece ganhar pela ajuda que dá. Afinal, passa seus conhecimentos ao sucessor.

Manter os pagamentos significa continuar dando uma dose (cavalar) de poder ao ex-cartola, que se estivesse no poder precisaria se esquivar de um arsenal de provas capazes de destituí-lo. Se haveria contundente justificativa para Teixeira ser afastado da presidência, não há o que justifique sua manutenção como consultor, muito menos como presidente informal.


Ministério do Esporte vê acusador desesperado e acusação cinematográfica
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A estratégia de Orlando Silva Júnior para se defender da acusação de corrupção publicada pela Veja será desqualificar o acusador e alegar falta de provas.  No Ministério do Esporte, a entrevista do policial miliar João Dias Ferreira foi classificada como uma atitude desesperada de quem tem nada a perder.

Esse será o tom da defesa ministerial. Ferreira foi preso e sofre uma série de acusações, por isso, enfrentar um processo a mais do ministro não faria diferença. A versão de que Orlando teria recebido dinheiro de propina numa caixa na garagem do Ministério é descrita como cinematográfica.

Principalmente por incluir um relato de agressão com conhoradas de revólver envolvendo outros personagens. A tese é de que o local é movimentado e as cenas parecidas com as de um filme de ação teriam chamado atenção.

Para a tropa de choque do ministro, faltam provas e a única testemunha do PM seria parte interessada, pois trabalhava para Dias.

Apesar de minar o acusador e desdenhar da acusação, o time de Orlando sabe que o caso vai iniciar um novo processo de fritura do ministro, chefe de uma das pastas mais desejadas do Governo, turbinada pela Copa.

Orlando já sobreviveu a alguns escândalos, como a compra de tapioca com cartão de crédito corporativo e reverteu a rejeição de Dilma Rousseff, que desejava trocá-lo quando assumiu. Agora sua capacidade de resistência terá o maior teste.

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