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Arquivo : Criciúma

O que trava a negociação do Corinthians por atacante do Criciúma
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A negociação do Corinthians com o Criciúma por Gustavo, artilheiro da Série B do Campeonato Brasileiro, está travada por causa de uma diferença de R$ 3,5 milhões.

Como mostrou o UOL Esporte, o time catarinense, ao ser consultado, informou ao alvinegro que só liberaria o jogador por R$ 12 milhões, valor da multa rescisória, e o clube paulista pretendia gastar até R$ 5 milhões por 100% dos direitos econômicos do atacante.

Para tentar viabilizar a compra, o Corinthians acenou com R$ 2,5 milhões por uma fatia de 50%, mas o Criciúma calcula que nesse caso deve receber a metade da quantia referente à multa, ou R$ 6 milhões, conforme apurou o blog. A diretoria corintiana não confirma a negociação, mas pode chegar até R$ 3 milhões pela metade dos direitos econômicos de Gustavo.

Sabendo do interesse do time de Santa Catarina em Alan Mineiro, que não emplacou em seu empréstimo ao América-MG, o Corinthians sinalizou que emprestaria o meia de graça, pagando seus salários de aproximadamente R$ 60 mil mensais, caso ficasse com Gustavo. O Criciúma estudava bancar metade da remuneração de Alan, mas a vinculação dele na negociação pelo atacante acabou emperrando também a situação do meia.

Alan ainda tem condições de defender outra equipe nesta temporada, pois o regulamento de transferências da CBF, alinhado ao da Fifa, só impede o atleta de atuar por três equipes no mesmo ano em competições nacionais organizadas pela CBF. Mineiro não disputou o Brasileiro pelo Corinthians.

Além da falta de acerto em relação ao valor a ser pago, o clube paulista também enfrenta a concorrência de outras equipes brasileiras que estão de olho em Gustavo e tentam manter o interesse em sigilo. O blog não obteve a confirmação de outros clubes que já tenham feito proposta oficial pelo autor de 11 gols na Série B deste ano.


Testemunha diz ter sido intimidada, e MP decreta sigilo no “caso Maidana”
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O procedimento do Ministério Público paulista que investiga se houve lavagem de dinheiro na transferência de Iago Maidana para o São Paulo no ano passado teve seu sigilo decretado.

A medida foi tomada pelo promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos), porque ao menos uma testemunha afirmou ter sido intimidada. Assim, o segredo sobre o que for dito e apurado tem a intenção de proteger os envolvidos, de acordo com o MP.

Por conta do sigilo, não é possível saber quem alega ter sido intimidado, a identidade do suposto intimidador e o que foi feito exatamente. O certo é que agora a promotoria investiga também essa acusação.

Enquanto o procedimento era público, o blog teve acesso a ele e revelou que houve uma denúncia de suposto uso do dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) para a compra de Maidana pelo Monte Cristo, de Goiás, junto ao Criciúma, com dinheiro da Itaquerão Soccer. O clube goiano e a empresa afirmaram ao blog que a origem do dinheiro é lícita.

O atleta foi comprado pelo Monte Cristo por R$ 400 mil e revendido em seguida para o São Paulo por R$ 2 milhões. Como mostrou o blog, Maidana disse ao MP que acertou seus salários com o São Paulo antes de rescindir o contrato com o Criciúma e assinar com o Monte Cristo, clube no qual ele admite que nem chegou a pisar.


Clubes miram pay-per-view contra vantagem financeira de Fla e Corinthians
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Nesta sexta, a Globo ouviu novos pedidos para diminuir a diferença entre os pagamentos que faz para a dupla Flamengo e Corinthians e aos demais clubes da Série A. Só que o alvo agora é o dinheiro do pay-per-view, sistema pelo qual o torcedor paga para ter direito aos jogos.

Numa reunião com Marcelo Campos Pinto, em Porto Alegre, Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, sugeriu uma mudança na distribuição dessa verba que também agrada a outros times, principalmente pequenos e médios.

A Globo paga uma cota mínima por ano a cada clube referente ao pay-per-view, e a divisão do bolo é feita de acordo com um ranking que leva em consideração quem tem mais torcedores no programa. No final do ano, se o valor arrecado com a venda de assinatura supera a quantia total mínima, o excedente é dividido entre os clubes de acordo com o ranking.

A proposta de Andrade é que esse valor a mais seja dividido de maneira diferente, priorizando quem ganha menos conforme estabelecido pelo ranking. “Este ano, são aproximadamente R$ 280 milhões rateados pelo ranking. O que passasse desse valor, seria divido de uma forma que desse mais equilíbrio. Isso não é para agora, só colocamos em discussão”, disse Andrade ao blog. Ele já discute a proposta com outros dirigentes interessados.

“Com essa fórmula, é possível melhorar o que os outros times ganham sem mexer no dinheiro de Corinthians e Flamengo. Apenas a divisão da verba do crescimento seria alterada. Em vez de a receita deles crescer 30%, cresceria 10%, por exemplo”, completou o cartola do Coritiba, chefe da delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo e líder dos clubes na discussão sobre o refinanciamento das dívidas fiscais.

O dinheiro do pay-per-view chamou a atenção dos cartolas porque números apresentados pela Globo a eles mostram que, enquanto as vendas do sistema por assinatura sobem, a audiência na TV aberta cai.

Andrade argumentou com a Globo que, para a audiência aumentar, é preciso existir maior equilíbrio financeiro entre os clubes. Os pequenos e médios teriam times melhores e os jogos seriam mais atraentes.

Além do dirigente do Coxa, participaram da reunião de sexta com Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes, representantes de Grêmio, Internacional, Chapecoense e Criciúma. A emissora tem feito uma série de reuniões com pequenos grupos de clubes sob a alegação de querer entender as dificuldades dos times brasileiros.

A Globo não se posicionou sobre a nova proposta, mas sua postura tem sido de manter a distribuição de cotas atual em relação à TV aberta.


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