Blog do Perrone

Arquivo : Dilma Rousseff

PT inclui até arenas de Estados da oposição em sua propaganda
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Propaganda do PT  divulgada em horário nobre na televisão, com Lula e Dilma Rousseff, é um trailer de como Copa do Mundo será explorada nas eleições de 2014. Entre as transformações pelas quais o Brasil passou desde que o partido assumiu a presidência, são citados na publicidade os 12 estádios do Mundial.

Não há menção individual âs arenas. Nem ao fato de várias delas terem sido construídas em Estados governados por outros partidos. E nenhum lembrete sobre existirem arenas privadas, como as de  Corinthians, Inter e Atlético-PR,

Faz tempo que integrantes do PT defendem a tese de que com financiamento do BNDES e/ou isenção de impostos, os 12 palcos do Mundial têm algo do Governo Federal em seu DNA. E que Dilma precisa reforçar a imagem desse governo como um dos “patrocinadores” da competição.

Apenas duas arenas estaduais são em locais em que o governador é petista: Bahia e Distrito Federal. O Rio Grande do Sul também é controlado pelo partido, mas o estádio é privado.  No entanto, teve financiamento aprovado pelo BNDES.

Como a narração se refere “aos 12 estádios”,  até o Mineirão, do Estado do tucano Aécio Neves, provável principal adversário de Dilma nas eleições de 2014, acabou entrando no pacote publicitário.


Para responder à advogada de corintianos, Itamaraty cita atuação de Dilma a favor de presos
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Havia tempos o Itamaraty estava incomodado com críticas de que o governo brasileiro não tem ajudado os corintianos presos na Bolívia. Na última segunda à noite, enfim, veio a resposta. O site oficial do Itamaraty publicou as ações que tem tomado para ajudar os torcedores acusados de envolvimento na morte de Kevin Douglas Beltran Espada.

Destaque para a atuação da presidente no caso: “ Em 22 de fevereiro – dois dias, portanto, depois do incidente em Oruro –, a Presidenta Dilma Rousseff suscitou a questão com o Presidente Evo Morales”, diz trecho do comunicado.

A nota soa como uma resposta à Maristela Basso, advogada contratada pela Gaviões e que declarou ao UOL Esporte o seguinte: “Sinto-me completamente isolada neste caso. Não temos nenhuma colaboração. É preciso que o governo se explique.”

Ela não foi a única a bater no Ministério das Relações exteriores. O deputado estadual de São Paulo Fernando Capez (PSDB) chegou a avaliar como lenta a atuação do governo.

Verdade seja dita: a assistência tem sido praticamente diária aos corintianos. Assim, as queixas da advogada parecem choradeira de quem quer mais ajuda ainda.

A situação é curiosa. De um lado o Itamaraty apanha por não ajudar os cidadãos brasileiros presos em Oruro. Do outro, leva pancada por gastar energia e dinheiro público com membros de torcidas organizadas com currículo recheado por atos violentos.

Veha abaixo a nota do Itamaraty na íntegra.

O Governo brasileiro, desde o momento em que tomou conhecimento da prisão preventiva de doze brasileiros em Oruro, Bolívia, vem-lhes prestando assistência consular, com sentido de urgência e prioridade.

Por meio da Embaixada do Brasil em La Paz, o Itamaraty tem-lhes dado todo apoio, com empenho em assegurar o respeito aos direitos dos brasileiros detidos, inclusive no que se refere à garantia de condições minimamente dignas de detenção e ao adequado seguimento dos trâmites legais pertinentes. Além de prestar-lhes assistência jurídica desde o começo, a Embaixada mantém contato continuado com as autoridades bolivianas envolvidas (Poder Judiciário, Ministério Público, Autoridades Penitenciárias, Chancelaria e outros Ministérios). Diplomatas da Embaixada do Brasil em La Paz – inclusive o Embaixador – vêm fazendo visitas regulares aos detidos, algumas das quais em companhia de parlamentares brasileiros. Por meio das constantes visitas, os representantes brasileiros puderam, igualmente, verificar a necessidade de auxílios específicos (colchões, agasalhos, alimentos, material de higiene, medicação) e de encaminhamento de detentos com problemas de saúde para assistência médica.

A Embaixada do Brasil em La Paz não é parte processual, nem tem competência legal para intervir diretamente no inquérito penal boliviano, que segue os trâmites previstos na legislação local. Recorde-se que, de acordo com o artigo 41 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do Decreto n.º 56.435, de 8 de junho de 1965, o Brasil compromete-se a não se imiscuir nos assuntos internos de outros Estados. A atuação do Governo brasileiro tem sido pautada, portanto, pela observância dos compromissos internacionais acordados pelo País, respeitando a soberania boliviana e a atuação do Poder Judiciário local, sem descuidar da prestação de toda a assistência possível aos brasileiros detidos. No limite de suas atribuições, a Embaixada tem realizado todas as gestões cabíveis para assegurar o encaminhamento satisfatório do caso.

Gestões políticas do mais alto nível vêm sendo realizadas junto ao Governo boliviano. Em 22 de fevereiro – dois dias, portanto, depois do incidente em Oruro –, a Presidenta Dilma Rousseff suscitou a questão com o Presidente Evo Morales em Malabo, Guiné Equatorial, onde estavam para a III Cúpula ASA (América do Sul-África). Em 02 de março, o Ministro Antonio de Aguiar Patriota enfatizou ao Presidente Morales e ao Chanceler David Choquehuanca, em visita a Cochabamba, a mais elevada importância que o Brasil atribui ao adequado tratamento dispensado aos brasileiros detidos em Oruro, à plena observância das garantias do direito de defesa, do devido processo legal e de condições dignas de detenção. Outras altas autoridades do Governo brasileiro também vêm mantendo contato continuado com autoridades bolivianas.

O Governo brasileiro repudia referências ao caso dos doze nacionais presos em Oruro para fins que não sejam a solução definitiva do próprio caso. Em Audiência no Senado Federal, em 04 de abril, o Ministro das Relações Exteriores afirmou que “nenhum cidadão brasileiro pode ser moeda de troca para coisa alguma”, em alusão à tentativa de vincular a questão dos brasileiros detidos em Oruro com outros temas da agenda bilateral com a Bolívia. Ignorar as circunstâncias políticas, diplomáticas e jurídicas que caracterizam a situação desses brasileiros em nada contribui para a solução rápida, eficiente e satisfatória do caso. O Governo brasileiro reitera aos familiares dos detidos que continuará a prestar-lhes toda a assistência possível e a velar pelo bom encaminhamento do caso.


Dilma assina ‘reforma’ da Lei Pelé e faz dinheiro recebido por clubes das loterias ser fiscalizado como verba pública
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Dilma Rousseff assinou nesta segunda o decreto regulamentador da Lei Pelé. O ato foi comemorado no Ministério do Esporte como uma evolução da legislação.

Em um de seus principais itens, o decreto deixa claro que receita gerada pelas loterias federais para os clubes é verba pública. Assim, essas quantias estão sujeitas aos mesmos procedimentos de fiscalização válidos para entidades governamentais.

“A observância dos princípios gerais da administração pública estende-se à aplicação, pela Confederação Brasileira de Clubes – CBC, dos recursos previstos” oriundos da loteria. É o que determina o parágrafo primeiro do artigo 20 do decreto. O mesmo vale para o COB e o Comitê Paraolímpico, que também recebem dinheiro das loterias.

Consultado pelo blog, Wladimyr Camargos, ex-funcionário do Ministério do Esporte e que trabalhou nas mudanças, afirmou entender que o decreto permite que órgãos de controle fiscalizem como os clubes aplicam o dinheiro arrecadado nos concursos lotéricos. Em tese, se um dirigente for acusado de irreguladridade no uso do dinheiro recebido das loterias, o TCU (Tribunal de Contas da União) poderá entrar no circuito. E mesmo que não haja suspeita, os clubes ficam sujeitos à prestação de contas.

A reforma, entre outras coisas, também detalha como devem ser tratados os atletas das categorias de base para que uma entidade possa receber como clube formador. Isso facilita a fiscalização em relação ao tratamento dado aos jovens nos CTs espalhados pelo país.

O decreto mira ainda os repasses de verbas públicas feitos pelo COB às federações. O Comitê Olímpico tem que justificar os critérios usados na divisão de dinheiro. Algumas entidades reclamam serem injustiçadas nos repasses. O rigor com o cumprimento de metas a serem atingidas com o uso do dinheiro do Estado também aumentou.


Fifa faz concessão, e concorrentes da Globo têm acesso a discurso integral de Dilma
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O Governo Federal pediu, e a Fifa aceitou. As concorrentes da Globo, que não pagaram pelos direitos de transmissão do sorteio da Copa das Confederações, poderão exibir na íntegra o discurso da presidenta Dilma Rousseff durante o evento deste sábado.

A gravação será entregue pela Fifa ao Governo que irá disponibilizar para todos os interessados. Pela Lei Geral da Copa só quem paga poderia ter direito ao material integral. Porém, a Fifa se entendeu com a Globo para dar uma demonstração de boa vontade ao Governo.


Seleção brasileira vira atração de segunda linha e justifica críticas de ministro
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 Depois do mico na cidade argentina de Resistencia, a seleção brasileira (14ª do ranking Fifa) se apresenta para outro público desacostumado com a elite do futebol Mundial. A partida contra o Iraque, 80º na lista da Fifa, em Malmo, na Suécia, diante de menos de 30 mil torcedores, reforça a recente vocação do Brasil para protagonizar espetáculos de segunda linha. E dá razão a críticos de peso da preparação para a Copa do Mundo, como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Na próxima terça, mais um jogo seguirá o script. O duelo será com Japão (23º colocado no ranking da federação internacional) na polonesa Wroclaw, que também não tem time de primeira classe na Europa, mas ao menos conta com um estádio moderno e que recebeu jogos da última Euro.

Recentemente, em entrevista à Veja, Rebelo falou em “vulgarização” da seleção e criticou os amistosos escolhidos por critérios apenas comerciais.

Vexame no jogo do apagão na Argentina

E se não fosse por uma questão comercial, o Brasil não faria um bate-volta entre Polônia e Suécia para jogos que pouco devem ajudar Mano Menezes a montar o time para Copa. Independentemente dos resultados, o ministro ganha força para pressionar a CBF, entidade privada e que nunca deu bola para o pensamento do Governo.

Mas os tempos mudaram. Ricardo Teixeira chegou num estágio em que fazia doce até para falar com Lula. José Maria Marin, seu substituto, não consegue chegar perto de Dilma Rousseff. O cartola vai se afastar ainda mais do Planalto se o ministro aumentar o tom das críticas. Rebelo tem um bom motivo para pressionar por uma equipe melhor. Ele sabe que vencer a Copa no Brasil em ano de eleição presidencial é fundamental para o Governo.


Nem presidente da Câmara aproxima Marin de Dilma
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Se a intenção de José Maria Marin era colar em Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados e petista, para se aproximar de Dilma Rousseff, o cartola vai se decepcionar.

No Planalto, o entendimento é de que a presidente não aceitará Maia como “porta-voz” da CBF. E muito menos está disposta a atender um eventual apelo do deputado pra receber Marin.

Aldo Rebelo, ministro do Esporte, segue como a pessoa destacada por Dilma para conversar com a CBF e a Fifa. O fato de o presidente da Câmara chefiar a delegação da seleção brasileira na Suíça não muda em nada a opinião presidencial.

Recentemente, outros parlamentares e ministros tentaram fazer a ponte entre Dilma e Marin, mas fracassaram. A presidente está disposta a tratar o novo presidente da CBF como tratava Ricardo Teixeira: mantendo distância.


Dilma aceita pedido e recebe Blatter em Londres
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Dilma Rousseff vai abrir um espaço em sua agenda olímpica para receber Joseph Blatter. O encontro foi agendado para as 15 horas (de Londres) desta quinta no hotel em que o estafe presidencial está hospedado em Londres.

O presidente da Fifa fez o pedido ao ministro do Esporte, seguindo o trâmite desejado no Planalto. A presidenta faz questão de que Aldo Rebelo seja o intermediário de todas as conversas com a federação internacional.

A reunião deve ser rápida e servirá para uma atualização sobre os preparativos para a Copa-14. O escândalo envolvendo Ricardo Teixeira, João Havelange e propinas não está na pauta.


Dilma vai liberar mais dinheiro para cidades da Copa e mostra boa vontade para Fifa
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O Governo Federal planeja liberar até o fim desta semana mais uma parcela de dinheiro para obras de infraestrutura nas cidades da Copa. O anúncio logo depois da reunião do Ministério do Esporte com a Fifa seria uma forma de mostrar que o Brasil está fazendo a sua parte no trato: esquecer as rusgas e trabalhar para o Mundial dar certo.

A presidente Dilma Rousseff está pessoalmente empenhada na missão de fazer a Copa decolar e mostrar os esforços do Governo.

Como prova de sua preocupação, Dilma cuidou diretamente dos temas que deveriam ser tratados por Aldo Rebelo no encontro de ontem na Fifa. Queria que a paz entre o ministro do Esporte e Jeróme Valcke fosse selada de maneira objetiva e definitiva. Também pediu que a apresentação brasileira mostrasse que a Lei da Copa está praticamente resolvida e a maioria dos estádios bem encaminhada.

Tanto empenho faz sentido. Um fracasso na realização do Mundial teria efeitos devastadores nas eleições de 2014.


Em jantar secreto, ex-líder do governo articulou para Valcke receber ministro do Esporte
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O ministério do Esporte faz questão de ressaltar que partiu da Fifa a iniciativa de marcar uma reunião no próximo dia 8 com a presença dos desafetos Aldo Rebelo e Jerôme Valcke.

Porém, o blog apurou que a sugestão do encontro foi feita pelo ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP). Há pouco mais de um mês o deputado federal deu a ideia para Valcke durante um jantar organizado sob sigilo em Zurique.

Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira e integrante do COL, também participou do encontro realizado num restaurante. Vaccarezza havia acabado de deixar a liderança do governo na Câmara e viajou para  a Europa. Após encontrar um amigo com trânsito na Fifa, teve a ideia do jantar.

O deputado, que disparou contra Valcke no episódio do chute no traseiro, faz parte da ala governista com receio de atrasos na organização da Copa de 2014 provocados pelo rompimento com o secretário-geral da federação, liderado por Aldo.

O mesmo grupo entende que Valcke é quem manda em termos de Copa dentro da Fifa, mais do que o presidente da entidade. Por tanto, manter-se afastado do francês seria um erro grave cometido pelo Ministério do Esporte. A atitude teria um efeito congelante nos preparativos para 2014.

Valcke, que já conhecia o deputado, concordou com a ideia de abrir as portas da Fifa para reaproximação do ministro. Em seguida, Joseph Blatter fez o convite formal para Aldo. No próximo dia 8, o brasileiro estará na Fifa.

Interlocutores de Aldo afirmam que ele ainda está arredio em relação a fazer as pazes com Valcke, apesar de ter confirmado presença no evento. Mas na Fifa há quem acredite que o próprio ministro queria a realização do encontro.

O ministro tem sido alertado por governistas de que está arriscado a ser responsabilizado por atrasos devastadores para o Mundial. E que, se isso acontecer, poderá ser acusado de pensar mais em alavancar sua imagem como defensor do país do que no bem da Copa. Pegaria muito mal junto ao eleitorado.


Mágoa de ministro deve manter secretário da Fifa afastado do Governo Federal e limitado a encontros estaduais
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A declaração de Joseph Blatter sobre manter Jérôme Valcke trabalhando na Copa de 2014 não é uma surpresa para o Governo Federal. No Palácio do Planalto ninguém esperava que ele levasse do chefe um chute no traseiro. Desde sexta-feira, quando o presidente da Fifa se reuniu com Dilma Rousseff, a expectativa em Brasília é a de que ele continue afastado das negociações com o Governo Federal.

Essa crença vem da irritação que Aldo Rebelo ainda demonstra em relação ao secretário-geral da Fifa, que suegeriu um chute no traseiro do Brasil. Segundo interlocutores do ministro do Esporte, ele ainda não quer voltar a conversar com o francês. E faz questão de dialogar apenas com Blatter.

Mas tanto o ministro quanto a presidente da República sabem que não podem dar ordens no chefe da federação internacional. Por isso nunca esperaram que ele tirasse Valcke da Copa de 2014. Porém, no ministério e na presidência existe a certeza de que Blatter não quer passar o constrangimento de ver seu número dois dar com a porta na cara quando for a Brasília.

Por isso, no Governo Federal, o papel que se imagina para Jérôme é de homem da Fifa que vai discutir no máximo com representantes de prefeituras e governos estaduais. Ficará preso a questões técnicas, sem se envolver em relações diplomáticas com Brasília. E a declaração dada hoje por Blatter sobre sua manutenção não muda esse sentimento.