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Arquivo : Eduardo Baptista

Opinião: quatro pontos em que Carille foi superior a rivais
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Em seu primeiro trabalho como treinador, o corintiano Fábio Carille conquistou o campeonato paulista. Claro que não ganhou sozinho, além dos jogadores contou com a importante ajuda do assistente Osmar Loss. Óbvio também que ainda é um técnico em formação. Em termos de análise, é justo que se compare seu desempenho com os de colegas que comandaram os outros grandes do Estado na competição. Na opinião deste blogueiro, ele superou os rivais em pelo menos quatro fatores. Veja abaixo.

Defesa

Já na pré-temporada, Carille mostrou um sistema defensivo forte. Foi o primeiro setor da equipe arrumado por ele. O trabalho resultou no time menos vazado do Paulista com 11 gols sofridos. Novato como o corintiano, Rogério Ceni teve como sua maior dificuldade fazer o São Paulo tomar menos gols. O clube do Morumbi viu suas redes serem balançadas 23 vezes.

Organização tática

A equipe de Carille foi a mais organizada taticamente entre as quatro grandes. Baptista, Ceni e Dorival não conseguiram o mesmo equilíbrio entre ataque e defesa, nem eficiência tática semelhante à alcançada pelo corintiano.

Vestiário sob controle

Carille não enfrentou rebeldias de atletas e conviveu com um vestiário em paz. Cristian fez reclamações públicas, mas o alvo foi a diretoria. Já Eduardo Baptista, demitido na semana passada pelo Palmeiras, teve que tentar explicar que não havia crise entre alguns jogadores. Felipe Melo discutiu com Roger Guedes num treino. Borja se irritou ao ser substituído no segundo jogo contra a Ponte Preta pelas semifinais, e o treinador respondeu em entrevista dizendo que o atacante foi contratado a peso de ouro, mas não estava rendendo o esperado. Para conselheiros do clube, Baptista perdeu o controle do vestiário, e alguns atletas não corriam por ele.

Força fora de casa

Nas semifinais e na final, Carille fez o Corinthians jogar para vencer fora de casa. Mais do que isso. A postura foi de quem queria resolver o confronto já no primeiro duelo. Tanto que o alvinegro venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 0, e a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas. O Santos de Dorival Júnior não conseguiu mostrar no interior a mesma força que exibe na Vila Belmiro e perdeu da Ponte por 1 a 0. No Palmeiras, a apatia da equipe e a falta de poder de reação na derrota como visitante diante do alvinegro campineiro por 3 a 0 foram motivos que contribuíram para a demissão de Baptista.


Opinião: Cuca foi no mínimo deselegante com Baptista
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Ao decidir voltar para o Palmeiras apenas cinco meses após deixar o clube, Cuca foi no mínimo deselegante com Eduardo Baptista. Na opinião deste blogueiro seu modo de agir beirou a falta de ética. Isso porque a partir do momento em que o retorno foi sacramentado, aumentou a certeza de que seu “fantasma” foi determinante para queda do ex-treinador alviverde.

Conselheiros pressionavam a direção pela demissão de Baptista alegando, entre outros motivos, que Cuca estava disposto a voltar. Tivemos a confirmação de que estava mesmo. Não era papo furado de corneteiro.

Ainda que o atual campeão brasileiro não tenha conversado com a diretoria palmeirense antes da queda de seu sucessor, acabou fazendo muito mal a quem estava no comando do time.

Após deixar o Palmeiras, Cuca deveria ter tido a elegância de colaborar para que o novo escolhido tivesse paz para trabalhar. Seria elegante mostrar publicamente desapego ao cargo e no momento de fritura de Baptista se posicionar firmemente no sentido de não ter interesse em retornar ao alviverde. Claro que não da boca pra fora. Cuca deveria ter seguido seu plano original de ficar afastado do futebol por mais tempo porque do jeito como as coisas aconteceram é possível imaginar que ele sempre planejou um breve retorno.

Apesar de não ter feito o time render o que deveria, Baptista enfrentou algo próximo à covardia. Trabalhou desde o primeiro dia com a faca em seu pescoço. Em nome da gentileza, Cuca poderia ter ajudado a afastar o punhal de seu sucessor.

Na minha opinião, a imagem do novo velho técnico palmeirense foi arranhada no episódio. Fica a figura de um profissional que com sua postura pressionou um colega empregado e na primeira oportunidade agarrou o emprego de volta. Acredito que seria mais ético recusar o convite do Palmeiras em respeito a Baptista. Afinal, o plano não era ficar mais tempo parado?


Como Crefisa, Cuca e vestiário viraram argumentos para queda de Baptista
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Além de querer aproveitar a chance de realizar uma mini-temporada com um novo treinador, como mostrou o UOL Esporte, a diretoria do Palmeiras foi pressionada por conselheiros a demitir Eduardo Baptista com argumentos que envolviam o clima no vestiário, a defesa do time, a Crefisa e Cuca.

Os críticos de Baptista bateram na tecla de que o treinador perdeu o controle do vestiário. Na visão deles, não era respeitado por parte dos jogadores como deveria e não conseguia manter a ordem. Por conta disso, alguns atletas não corriam por ele, na opinião desses conselheiros, de diferentes correntes.

A pressão contra Baptista também inclui contas sobre o número de gol tomados: dez nos últimos cinco jogos. O cálculo foi usado para dizer à direção que Baptista não conseguiu arrumar o setor defensivo.

José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM, também teve seu nome citado na avalanche de argumentos contra a permanência de Baptista. Conselheiros afirmaram aos dirigentes que temiam a irritação do patrocinador. Ele investiu pesado na formação do time, que não rendia o esperado. O descontentamento poderia gerar atrito com o empresário. Lamacchia tem boa relação e linha direta com o presidente do clube, Maurício Galiotte.

Para completar a tese favorável à saída de Baptista, conselheiros espalharam no clube que Cuca estaria disposto a retornar ao alviverde. Até o fato de ele manter amizade com os atletas que comandou no ano passado foi usado como sinal de interesse em voltar.

Membros do conselho não têm poder para definir troca de técnico. Mas manter bom relacionamento com a maioria deles é importante para o presidente ter paz ao administrar o clube.

Galiotte diz que time de Baptista oscilou muito e tem pressa por substituto


Desempenho de técnico do Corinthians pressiona treinador do Palmeiras
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O desempenho do novato Fábio Carille no Corinthians ajuda a pressionar Eduardo Baptista no Palmeiras.

Conselheiros de diferentes correntes políticas, incluindo a situação, querem a demissão do treinador. E usam a comparação com o corintiano para robustecer seus argumentos. A tese é de que o ex-auxiliar alvinegro, sem a mesma experiência que o palmeirense e com um elenco muito mais barato, levou seu time à final do Paulista, enquanto o alviverde caiu nas semifinais diante da Ponte Preta.

A avaliação é de que Carille sabe escalar e armar sua equipe taticamente melhor do que Baptista. E que também consegue controlar mais o vestiário do que o palmeirense.

A recente insatisfação de Borja ao ser substituído é usada como indício de falta de controle do vestiário. Como mostrou o UOL Esporte, o técnico age para tentar manter as rédeas da situação.

O substituto de Cuca também é criticado por supostamente transformar a organização tática herdada de seu antecessor em amontoado de jogadores.

Nesse cenário, o palmeirense é visto mais como iniciante do que o corintiano. “O Maurício (Galiotte) diz que o Baptista é estudioso. Então faz uma matrícula para ele na FAM (Faculdade das Américas, patrocinadora do clube). O Palmeiras não pode ter um técnico aprendiz”, afirmou o conselheiro José Corona Neto.

Ele faz parte dos que sugerem, além da demissão do treinador, a contratação de Cuca ou Abel Braga como substituto. Caso Baptista deixe o cargo, em tese, os dois nomes são difíceis. Cuca porque saiu do Palmeiras falando em ficar um ano sem trabalhar. E Abel por estar bem no Fluminense.

Diante da pressão, Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras, tem assegurado a permanência de Baptista até o final do ano.

 


Nem salário abaixo do teto reduz resistência de Andrade a lobby por Luxa
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Roberto de Andrade é o principal obstáculo para o lobby feito por alguns conselheiros e amigos de Vanderlei Luxemburgo pelo retorno do treinador ao Corinthians já ou ao final do Brasileirão.

Como parte da campanha, os defensores de Luxemburgo afirmam que ele aceitaria ganhar bem menos do que os R$ 430 mil mensais que eram pagos a Tite, sem contar bônus milionários a que o atual treinador da seleção brasileira tinha direito em caso de títulos. Essa quantia é o teto estipulado pelo departamento financeiro alvinegro para um novo técnico.

O argumento, porém, não mudou a opinião do presidente corintiano. O blog apurou que ele é um dos que mais rejeitam o nome de Luxemburgo. Entre os motivos para a rejeição estão os maus resultados recentes obtidos por Luxa e o fato de ele normalmente pedir reforços de peso, o que vai na contramão da política de redução de custos do clube.

Quem argumenta a favor de Luxemburgo diz que o técnico precisa do Corinthians para voltar a se destacar e que por isso estaria disposto a aceitar todas as regras impostas pela diretoria. Porém, a resistência de Andrade não caiu, e a chance de uma reviravolta é remota.

Neste momento, Osvaldo de Oliveira, do Sport, e Eduardo Baptista, da Ponte Preta, são os nomes mais fortes. A efetivação de Fábio Carille após dezembro não é levada em conta hoje já que a diretoria entende que o time precisa de um técnico mais experiente.


Oswaldo de Oliveira e Baptista são os nomes mais fortes no Corinthians
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Eduardo Baptista, da Ponte Preta, e Oswaldo de Oliveira, do Sport, são hoje os nomes mais fortes para assumir o cargo de técnico do Corinthians. Roger Machado, ex-Grêmio, perdeu força, porém a direção não descarta ninguém, nem Vanderlei Luxemburgo, com enorme rejeição no Parque São Jorge.

A ideia inicial dos dirigentes é manter o auxiliar Fábio Carille até o final do ano, mas a pressão de conselheiros para que a troca já seja feita é grande.

Baptista tem a seu favor o bom trabalho atual na Ponte Preta e o fato de ser visto como um técnico com potencial para crescer em um clube com a estrutura do Corinthians. Contra ele, porém, pesa a falta de uma experiência vencedora em um grande time.

Rodagem é justamente o que mais fortalece Oliveira. É grande a corrente no clube que entende ser fundamental a contratação de um treinador experiente para lidar com a pressão interna e principalmente da torcida. Mas nessa ala Oswaldo enfrenta resistência por não ter um título recente.

Favorito da torcida assim que Cristóvão Borges foi demitido, Roger é rotulado como inexperiente pelos que defendem um treinador mais rodado.

Pressionada, e com os nomes de Oswaldo e Baptista no topo da lista, a direção alvinegra quer abafar o assunto para negociar em sigilo com quem escolher, enquanto espera que Carille consiga acertar o time.


Luxemburgo tem maior rejeição entre ‘candidatos’ a técnico do Corinthians
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A ideia de contratar já um treinador mais experiente do que o ex-auxiliar Fábio Carille ganha cada vez mais força no Parque São Jorge. A contratação é considerada vital para que o time consiga uma vaga na próxima Libertadores.

Da mesma forma com que essa certeza cresceu nos últimos dias, aumentou na diretoria a resistência ao nome de Vanderlei Luxemburgo, que tem lobby por ele no Parque São Jorge, assim como têm Roger Machado e Eduardo Baptista.

Dos três, Luxa é o que enfrenta a maior rejeição. Principalmente por causa de seus maus resultados recentes, da fama de treinador caro e que costuma pedir reforços de peso.

Os que defendem sua vinda afirmam que na tentativa de dar um novo impulso na carreira ele aceitaria um contrato com salário modesto para os padrões dos principais clubes brasileiros e sem o desejo de grandes contratações.

Porém, esses argumentos até agora não decolaram e Luxa pode ser considerado azarão na disputa, sem ser descartado até o momento.

Roger Machado, por sua vez, tem como vantagem sobre Baptista o fato de estar desempregado. Em tese, sua contratação seria mais fácil do que a do colega, que tem vínculo com a Ponte Preta.


Opinião: Desleixo da diretoria faz Corinthians passar sufoco por técnico
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O Corinthians passa sufoco para definir o sucessor de Tite por bobeada de sua diretoria. Pelo menos desde 2015 era esperado que a vaga de Dunga caísse no colo do agora ex-técnico corintiano. E o que os cartolas alvinegros fizeram para se preparar? Nada.

Pior. O presidente Roberto de Andrade disse, sem ficar corado, que foi surpreendido com a ida de Tite para CBF.

O caminho óbvio era, no ano passado ou até antes, ter convencido Tite a preparar um auxiliar para assumir seu cargo. A transição não teria custos e o novato estaria apto a dar continuidade ao trabalho de seu antecessor.

Se o clube quer Sylvinho agora, deveria ter oferecido um plano de carreira antes de ele deixar o posto de assistente de Tite com a garantia de que seria o sucessor do chefe. Talvez ele preferisse isso a ser assistente na Itália.

Porém, os dirigentes deixaram o tempo passar e agora passam pelo constrangimento de ver treinadores dizendo publicamente ou indiretamente, como Eduardo Baptista e Roger Machado, que não querem assumir o clube. Tem também o caso de Sylvinho, que afirmou priorizar seus estudos na Europa, sem descartar voltar ao Parque São Jorge.

Além do desconforto de colecionar negativas, existe a parte pior, que é saber que não há neste momento um plano de trabalho para equipe. Vai depender de quem assumir a prancheta corintiana.

Indefinição costuma ser letal em campeonato de pontos corridos, como o Brasileirão. Quanto mais demorar para sair a fumaça branca, fica mais difícil de o Corinthians conquistar o segundo título nacional seguido. Pelo menos em tese.

Duro para o torcedor é saber que toda essa sangria poderia ser evitada com uma dose de planejamento.


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