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Arquivo : Emerson Piovezan

Ex-diretor cita fim da “Marginal sem número” para exaltar Arena Corinthians
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Fonte de aflições no Parque São Jorge por conta da dívida gerada e alvo de auditorias para saber se ela foi entregue como previa o contrato, a Arena Corinthians é usada pelo ex-diretor financeiro do clube, Raul Corrêa da Silva, para destacar o trabalho da antiga diretoria alvinegra. Ele cita entre os acertos dos ex-dirigentes o fim do apelido “Marginal sem número”, usado por torcedores rivais na época em que o time jogava no Pacaembu. Parte do antigo estádio do clube fica voltada para a Marginal do Tietê.

A citação foi feita por Raul em carta ao Conselho Deliberativo para se defender da acusação de que teria maquiado o balanço patrimonial do clube de 2014 em R$ 328 milhões.

“Por fim, registro que a atuação diligente da antiga gestão no registro contábil da participação da arena foi apenas mais uma das diversas medidas implementadas para conferir maior transparência e eficiência à administração do SCCP – inclusive acabando com a história de Marginal sem número –, …” diz trecho da mensagem enviada pelo ex-dirigente.

Ele decidiu se manifestar após reportagem da Folha de S.Paulo que mostrava carta de seus sucessor no cargo, Emerson Piovezan, também aos conselheiros. O atual dirigente explicava que em reunião do órgão disse que usou a expressão “maquiado” de maneira coloquial para definir o balanço preparado pelo antecessor. Mas afirmou que a suposta informação errada distorceu a análise dos conselheiros, que acabaram aprovando a peça.

A maquiagem teria acontecido porque as cotas pertencentes ao clube no Arena Fundo, ligado ao estádio, foram computadas como receita direta tornando o balanço superavitário. Para Piovezan, elas deveriam ser registradas como patrimônio líquido, o que teria causado déficit.

Em sua carta, Raul negou a maquiagem. Ele escreveu que a forma como foram registradas as cotas observou estritamente as regras do Conselho Federal de Contabilidade. Entre outras explicações, disse também que a regularidade da maneira como incluiu as cotas no balanço foi atestada por uma auditoria independente e um escritório de advocacia.


Por que não é esperada mudança radical de Andrade após vitória no conselho
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Para conseguir apoio contra o pedido de seu impeachment, Roberto de Andrade acenou com um “governo de coalizão” atraindo até alguns críticos ferrenhos. Vencida a batalha, o presidente do Corinthians ficou de colocar o plano em prática após o Carnaval.

Porém, não há esperança de mudança radical entre parte dos que aceitaram o argumento do cartola. A expectativa dos menos otimistas em relação à transformação do modo de o dirigente administrar o clube é de que ele relute em demitir diretores importantes para colocar no lugar quem o criticou recentemente. Para manter o acordo em pé, ele chamaria conselheiros experientes que têm discordado de sua gestão para colaborar informalmente. Sem cargo, eles auxiliariam os diretores em questões relevantes. Assim, Andrade cumpriria a promessa de ouvir todos que queiram ajudar o Corinthians, feita após afastar a ameaça de impeachment sem o trauma de afastar os diretores atuais.

Esse modelo teria como principal obstáculo juntar no mesmo barco gente que tem profundas divergências. Por exemplo, Raul Corrêa da Silva, ex-diretor financeiro, tem sua presença no departamento financeiro pedida por aliados de Andrés Sanchez. Só que ele e Emerson Piovezan, atual diretor, divergem em muitos pontos. Seria difícil, pelo menos em tese, entrarem em consenso.

Os próximos passos de Andrade serão decisivos para a nova batalha que ele enfrentará no conselho: a aprovação das contas de 2016, ainda sem data marcada para acontecer. O estatuto prevê que a reprovação delas é motivo para o impeachment do presidente.


Por que o Corinthians atrasa pagamentos em ano de receita recorde?
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Como pode um clube quebrar recorde de receitas e atrasar uma série de pagamentos na mesma temporada? Essa é a situação do Corinthians em 2016. A resposta, segundo Emerson Piovezan, diretor de futebol, passa por dívidas herdadas da gestão anterior, do mesmo grupo político atualmente no poder, pelos gastos com contratações e calotes dados por outros times.

“Não tenho dificuldade para explicar isso. Simplesmente, pegamos o clube (no início de 2015) com problemas enormes. Nessa época do ano passado ainda tínhamos R$ 5 milhões para pagar da compra do Pato. Tivemos um grande aumento nas receitas, mas a herança de dívidas também era grande. Assumimos com cerca de R$ 120 milhões em dívidas (a curto prazo) e sete meses de direitos de imagem atrasados”, disse Piovezan ao blog.

Vale lembrar que Roberto de Andrade, atual presidente, comandou o futebol na maior parte da gestão anterior e foi um dos responsáveis pela contratação de Pato.

Indagado sobre a explicação do sucessor, Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro nas gestões anteriores afirmou que “Piovezan é um bom moço, bem intencionado, o sogro dele foi um conselheiro de respeito no clube, mas ele está equivocado. Só isso que posso dizer”, afirmou Corrêa.

O ex-dirigente sustenta que a situação atual do Corinthians não é diferente do que todos os clubes brasileiros costumam enfrentar e que não é grave.

Já para Piovezan, o quadro era pior em 2015. “Você fala que a situação é caótica. Caótica era no ano passado, mas o time foi campeão brasileiro e ninguém falou nada”, respondeu o dirigente ao ouvir que a situação parece caótica. “Não nego que temos dificuldades, mas não tem nada de caótico. É o mesmo que acontece com a maioria do clubes”, completou.

O aperto financeiro contrasta com a grande entrada de dinheiro nos cofres corintianos em 2016 impulsionada pelo desmanche do time campeão brasileiro no ano passado e por luvas recebidas de novo contrato com a Globo.

Até setembro, de acordo com balancete divulgado no site corintiano, a receita operacional líquida do departamento de futebol era de R$ 376,9 milhões, marca recorde no clube. No ano passado inteiro, a receita operacional líquida foi de R$ 262,4 milhões.

Só que a grande entrada de dinheiro não impediu vários atrasos em pagamentos. Os salários dos jogadores atrasaram, segundo a diretoria por receitas que não entraram quando deveriam. Empresários reclamam que suas comissões estão atrasadas. O Atlético-MG também não recebeu quantias referentes à venda de Giovanni Augusto. A compra de Marlone, que pode ir para o Galo, junto à Penapolense, registra parcelas atrasadas.

 Piovezan não nega os atrasos. “Já foi amplamente explicado porque tivemos um pequeno atraso nos salários. Está tudo em dia hoje. Com o Atlético-MG estamos conversando, é uma situação normal entre clubes. Agora, se um clube não me paga em dia, como o Porto não me pagou, como vou pagar a comissão da negociação para o empresário?”, afirmou o dirigente.

Mas ele também admite que despesas altas, principalmente com contratações consumiram os milhões arrecadados.

“Arrecadamos R$ 144 milhões com a venda de jogadores, mas gastamos R$ 70 milhões com tributos (referentes a essas operações e comissões pagas a intermediários). Sobraram R$ 74 milhões, mas gastamos R$ 77 milhões para montar o time atual porque a gente precisava reforçar a equipe”, disse Piovezan mostrando que do dinheiro da venda de atletas nada sobrou.

A despesa operacional do clube até setembro foi de R$ 242,1 milhões contra R$ 260,2 em 2015 inteiro, no primeiro ano sob a administração de Andrade. Em 2014, último ano da gestão de Gobbi, essa despesa foi de R$ 288,3 milhões.

O clube deve terminar 2016 com gastos em direitos econômicos e imobilizado (investimentos em seu patrimônio, como obras) no valor de R$ 70,5 milhões, mais que o dobro dos R$ 30,4 milhões desembolsados em 2015, ano de conquista de título brasileiro e menos do que os R$ 77,1 milhões da última temporada sob o comando de Gobbi.

Ao final de 2014 o endividamento a curto prazo do Corinthians era de R$ 127,4 milhões. No ano seguinte, esse número subiu para R$142,1 milhões e deve cair ao final deste mês para R$ 104,4 milhões

Apesar de não enxergar o cenário financeiro atual como caótico, a diretoria admite que não tem dinheiro para grandes investimentos em contratações. Assim, as trocas, jogadores que exigem apenas gastos com os salários e valorização das categorias de base devem ser as principais estratégias para a montagem do time para 2017.


Corinthians registra superávit de R$ 69,4 milhões até setembro
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Ao mesmo tempo em que convive com atraso de 21 dias nos salários de pelo menos parte dos jogadores e da comissão técnica o Corinthians comemora um superávit de R$ 69.447.000 até setembro deste ano. O número representa mudança radical em relação a dezembro de 2015, quando foi registrado déficit de R$ 97.084.000. Os dados estão no último balancete divulgado no site oficial do clube.

O superávit permitiu uma redução de R$ 50.949.000 na dívida corintiana, que era de R$ 401.724.00 em 30 de setembro, sem contar os gastos com a construção do estádio alvinegro. Em dezembro do ano passado foi registrado endividamento de R$ 452.673.000.

A receita operacional bruta obtida pelo departamento de futebol (sem os gastos com impostos e tributos) foi de R$ 399.532.000. Ou seja, pouco inferior à dívida do clube à parte do que ainda precisa ser pago pela arena.

Já a receita operacional líquida do futebol (descontados impostos e tributos) foi de R$ 376.903.000, superando os R$ 252.404.000 registrados em todo o ano passado.

A venda de jogadores que ocasionou o desmanche da equipe campeã brasileira em 2015 é a principal responsável pela diferença entre a receita obtida até setembro e a registrada no ano passado. Foram arrecadados R$ 144.346.000 com o repasse de direitos federativos de atletas contra R$ 51.932.000 em 2015.

Porém, as despesas do Corinthians já chegaram perto do montante desembolsado em 2015. Nos primeiros nove meses de 2016, o gasto operacional do departamento de futebol foi de R$ 242.134.000. No ano passado inteiro a despesa com a modalidade ficou em R$ 250.277.000.

Os gastos foram turbinados pelas compras de jogadores, que aparecem no balancete no item custos com vendas e aquisições de atletas. A despesa até setembro foi de R$ 69.937.000 diante de R$ 34.247.000 no ano em que o Corinthians conquistou seu sexto título brasileiro.

 Em meio ao balanço positivo nas receitas, a diretoria confirma que ainda não conseguiu colocar os salários em dia e responsabiliza atrasos em pagamentos que deveria ter recebido. “Estamos trabalhando para regularizar (a folha de pagamento)”, disse Emerson Piovezan, diretor financeiro.


Faltou crédito ao abastecer ônibus da base, e Corinthians culpou burocracia
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Por pelo menos duas vezes nesta semana dirigentes das categorias de base do Corinthians passaram por situação inusitada ao tentarem abastecer ônibus que transporta seus jogadores. O cartão corporativo do clube foi recusado pelo posto no momento do pagamento por falta de crédito. Para poderem transportar a molecada, eles precisaram pagar a conta do próprio bolso.

Emerson Piovezan, diretor financeiro, confirmou o problema ao blog, mas negou que tenha faltado dinheiro para pagar a conta do cartão.

 “Foi uma questão burocrática. Antes de recarregar o cartão, precisamos checar todas as despesas feitas com ele no mês anterior. Houve uma demora (na conferência), por isso o cartão não tinha sido recarregado. Se alguém falar que faltou dinheiro no Corinthians para abastecer um ônibus, nem respondo, seria uma bobagem muito grande. É uma quantia muito pequena perto do dinheiro que o clube movimenta mensalmente”, declarou o dirigente.

O cartão usado pelos cartolas das categorias de base dá direito a um gasto de R$ 9 mil mensais só com combustível para ônibus dos times.


Com equipe própria, Corinthians põe ‘expert’ em sites para vender camarotes
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No primeiro semestre deste ano, a diretoria do Corinthians montou uma equipe de especialistas em vendas para tentar alavancar a negociação de propriedades do estádio, como a maioria dos camarotes encalhados desde a inauguração da arena. Porém, recentemente, o clube fechou um acordo coma a ESM (Entertainment Sports Management) pelo qual ela é a única empresa com o direito de comercializar esses espaços pelo menos até o final do ano. É um período de testes que pode ser prorrogado.

Assim, apesar de ter criado seu próprio time para fazer as vendas, o clube dará comissão a terceiros, se eles conseguirem fechar negócios. Segundo Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, o trato está valendo há cerca de três meses, mas nenhum camarote foi negociado.  A ESM, por sua vez, diz que está prestes a formalizar o período de testes, por isso ainda não vendeu nada.

Em seu site, a ESM não se apresenta como uma especialista em venda de camarotes, atividade recente no Brasil. “Administramos sites e redes sociais dos principais times do país. Formamos e gerenciamos banco de dados de torcedores/consumidores de esportes. Planejamento de projetos sob medida para empresas que querem conectar suas marcas aos valores do esporte. A ESM trabalha em parceria com os clubes de futebol como uma extensão de seus departamentos de marketing e comunicação no desenvolvimento de execução de projetos costumizados”, dizem trechos da descrição das atividades da emprea em seu site.

Além do Corinthians, ela se apresenta como parceira de Santos, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Internacional e Cruzeiro. Seu principal negócio é cuidar de sites de vendas de produtos oficiais. Na Junta Comercial de São Paulo, a empresa está cadastrada como ESM Participações e Consultoria. Como objeto social aparecem desenvolvimento de programas de computador sob encomenda, tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet, além de outras atividades de prestação de serviços de informação, produção e promoção de eventos esportivos e outras atividades esportivas.

Para Piovezan, não é uma contradição colocar uma empresa para vender camarotes após o clube montar sua própria equipe. “É um teste que estamos fazendo. Se der certo continuamos, mas isso não atrapalha o nosso trabalho. Nossa equipe continua trabalhando nas vendas. Se nós vendermos não temos quer dar nada para a empresa”, afirmou o dirigente. Sobre nenhum camarote ter sido negociado pela parceira, ele disse que a crise econômica no país faz com que vendas sejam difíceis em qualquer ramo.

A equipe corintiana também não tinha conseguido destravar as negociações dos camarotes.

Uma série de fatores, como alto preço inicial, demora na conclusão e estrutura inferior à projetada em seu entorno transformaram esses espaços em micos na arena.

Apesar de Piovezan afirmar que o período de testes já começou, Eduardo José Veronese Generoso, um dos sócios da ESM, disse ao blog que o acordo está em fase final para ser oficializado. “Por isso não começamos a vender os camarotes”, declarou ele.


Feijoada e pagode estão entre apostas para Arena Corinthians render mais
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É consenso na diretoria do Corinthians que o plano de negócios original da arena do clube não funcionou. O alto valor de propriedades como os camarotes e a demora para a entrega da obra, entre outros problemas, dificultaram a geração de receitas. Várias mudanças já foram feitas em relação à estratégia inicial, elaborada por Andrés Sanchez, e um novo pacote está sendo criado num momento em que a participação do ex-presidente na gestão do estádio diminuiu.

O custo da obra supera 1,5 bilhão, contando juros. Desde maio, graças a um acordo com a Caixa, o fundo responsável por administrar a casa corintiana só paga os juros da dívida referente aos R$ 400 milhões emprestados pelo BNDES enquanto o clube espera a decisão sobre se terá uma nova carência para o pagamento.

Conheça os principais planos para tentar melhorar o potencial financeiro da Arena Corinthians.

Seminário

Na última quarta-feira começou um seminário com todos os envolvidos na operação do estádio a fim de que sejam discutidas novas ideias para tornar a arena mais rentável. Serão cinco módulos em diferentes semanas. No próximo, os funcionários devem voltar com ideias consolidadas para serem discutidas em grupo.

Churrasco e pagode

Uma das vocações da arena na opinião da direção corintiana é receber churrascos, feijoadas e pagodes antes das partidas no lugar conhecido como camarote festa. Já foram realizados alguns eventos assim e os resultados foram considerados animadores. Eles podem ser feitos com uma empresa alugando o espaço e vendendo os ingressos ou com a própria equipe da arena na organização. “Quando o pessoal da arena organiza, a rentabilidade é maior”, diz Emerson Piovezan, diretor financeiro do Corinthians.

Camarotes para poucos jogos

A dificuldade em alugar os camarotes do estádio se transformou num dos maiores pesadelos da direção corintiana. Várias estratégias já foram desenvolvidas mas eles continuam às moscas. A aposta agora é oferecer pacotes por períodos curtos, não só pela temporada inteira, o que encarece os espaços. “Queremos negociar camarotes por uns três jogos. O preço por partida fica mais caro em relação ao pacote completo, mas como a quantia de dinheiro envolvida é bem menor, os camarotes ficam mais acessíveis”, disse Piovezan.

Shows

O plano é aumentar a realização de eventos que já têm acontecido num dos estacionamentos da arena. A meta é transformar o local num dos principais espaços para shows na Zona Leste. Essa é a única forma encontrada pelos corintianos para receber espetáculos mantendo o conceito original de não colocar o gramado em risco com outras atividades. Alugar o campo para shows continua sendo uma opção descartada.

Renegociação do contrato

Outra meta é tirar do papel o velho sonho da direção corintiana de renegociar com a Odebrecht e o fundo que administra arena o contrato que engessa o plano de negócios. O principal objetivo é reduzir os preços mínimos das propriedades estipulados nos acordos.


Em três meses, Corinthians não alugou um camarote da arena
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A missão era simples: comercializar dois camarotes da Arena Corinthians no primeiro trimestre de 2016. Porém, ela não foi alcançada. Nenhum desses espaços foi negociado no período, segundo informação dada por Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube, em reunião do Conselho Deliberativo alvinegro em 18 de abril e registrada em ata obtida pelo blog.

Ao mostrar os resultados do plano de negócios do estádio em 2016, ele também afirmou que a receita obtida com a venda de ingressos nos três primeiros meses do ano ficou abaixo do que se esperava. “Tínhamos como meta de bilheteria R$ 17,5 milhões e conseguimos R$ 14,6 milhões”, declarou o cartola.

Sem entrar em detalhes, ele ainda disse que a meta de novos projetos foi superada e que, mesmo assim, o objetivo geral de arrecadação da arena no primeiro trimestre não foi alcançado, principalmente por ser o início de um novo sistema implantado.

Após revelar que nenhum camarote foi negociado em três meses, o diretor pediu a ajuda de seus colegas de conselho para tentar alavancar as vendas das propriedades do estádio. “Então, se vocês puderem trazer pessoas que possam contribuir conosco, eu ficaria muito grato”, disse o dirigente.

Na mesma reunião, o presidente do clube, Roberto de Andrade, afirmou que sua diretoria está fazendo na arena uma gestão que “sem medo de ofender ninguém, nunca foi feita”.

“A arena era uma parte nossa que estava praticamente andando por si só. Hoje, integramos todo o departamento financeiro num só. Todos os funcionários sob a batuta da gente”, declarou o presidente. As afirmações realçam a principal mudança na administração do estádio, que deixou de ser centralizada no ex-presidente Andrés Sanchez.

Andrade também falou da busca de profissionais no mercado para melhorar o desempenho comercial da casa corintiana. Porém, o setor de venda de propriedades tem sofrido com constantes mudanças. No início do ano, a funcionária que cuidava da área se transferiu para o palmeirense Allianz Parque. Felipe Chacon foi contratado para seu lugar, mas desde o começo de julho não está mais no cargo.

Atualização

Depois da publicação da primeira versão do post, Lúcio Blanco, que cuida da operação da arena corintiana, respondeu a perguntas que tinham sido feitas pelo blog. Ele afirmou que Chacon não presta mais serviços para a arena por questões administrativas e internas. E que a seu pedido, Márcio, funcionário do clube, passou a atuar no marketing do estádio como parte do organograma em que as áreas comercial e de marketing da casa corintiana ficam sob os cuidados da direção alvinegra. Alegou que a arena continua sob a responsabilidade de Andrés mas confirmou que Piovezan atua nela como representante da diretoria.

“Por uma questão prática e pelo histórico que tenho no Corinthians acabo sendo um ponto de apoio para os dois, mas minha função principal continua sendo a gestão operacional. Quando precisam de mim nas outras áreas contribuo também”, disse Blanco, apontado no Corinthians como um funcionário que acumula poderes na arena.

Indagado sobre quantos camarotes foram vendidos depois do primeiro trimestre, ele disse que “é melhor fazer um balanço por temporada. Como costumo atuar no processo de venda de ingressos, considerando ainda ajustes que estão em curso em algumas áreas da arena, não é possível fazer análise nesse momento”.

Abaixo, leia reproduções de trechos da ata da reunião com as explicações de Piovezan.

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Fundo da Arena Corinthians não paga parcela de empréstimo e espera acordo
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O fundo que administra a Arena Corinthians não pagou a parcela de aproximadamente R$ 5,7 milhões vencida em 15 de abril do empréstimo feito junto à Caixa, intermediária do repasse de R$ 400 milhões do BNDES. A informação foi confirmada ao blog por Emerson Piovezan, diretor de finanças do clube.

Segundo o dirigente, a quitação não foi feita porque o fundo espera concretizar em breve acordo para ter nova carência no pagamento. “Está no escopo da negociação (o fato de não pagar a prestação) com a Caixa pela nova carência. Se isso pode ser postergado, por que vou pagar agora?” afirmou o cartola.

Mas e se a nova carência não for concedida? “Nesse caso, temos como pagar, mas estamos otimistas em relação a um acordo, a situação está sob controle”, rebateu Piovezan.

Ainda de acordo com o diretor, representantes do fundo vão se reunir com o banco, na sede da Caixa, nesta terça-feira, para tratar do assunto. O Corinthians espera que o trato seja selado nesse encontro. Porém, também é necessária a anuência do BNDES.

Indagada sobre se aconteceria a reunião, a assessoria do banco disse que não comentaria o assunto. “A Caixa Econômica Federal informa que as operações envolvendo a Arena Corinthians são protegidas por sigilo bancário, conforme prevê a lei complementar nº 105/2001, motivo pelo qual não irá se manifestar”, diz a resposta em nota por e-mail.

O clube pede a carência por entender que teve menos tempo para começar a pagar a conta em relação aos outros estádios do Mundial de 2014.

Se as parcelas do financiamento não forem pagas, a Caixa poderá executar as garantias dadas pela Odebrecht. Segundo disse Rodrigo Cavalcante, diretor de da BRL Trust, que administra o fundo, terrenos do Parque São Jorge garantem outro empréstimo feito junto à Caixa. Assim, não estariam ameaçados pelo não pagamento agora. Conforme revelou o Blog do Rodrigo Mattos, em caso de inadimplência o banco pode pedir a exclusão do Corinthians da operação do estádio.

Na reunião em que explicou a situação financeira da arena, Cavalcante também afirmou que só um milagre faria com que a próxima parcela fosse paga se não acontecesse a venda dos naming rights ou não fosse obtida a carência.

Os cartolas corintianos esperam anunciar o acordo pelo nome da arena em até 15 dias.


Corinthians prevê lucrar quase o dobro com sócio-torcedor em 2016
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Em 2016, o Corinthians espera uma explosão na receita obtida com seu programa de sócio-torcedor. O orçamento do clube para o próximo ano, publicado no site corintiano, prevê uma arrecadação de R$ 23 milhões com o Fiel Torcedor. Em 2015, o lucro com o sistema de fidelização de fãs foi de aproximadamente R$ 9 milhões, segundo o diretor financeiro Emerson Piovezan.

Para próximo ano, ele projeta despesas de R$ 8,9 milhões para gerenciar o programa. Assim, o lucro pularia para R$ 14,1 milhões.

“Procuramos fazer um orçamento realista. O time foi campeão brasileiro, está na Libertadores e criamos (durante 2015) duas novas modalidades de sócio-torcedor. Tudo isso deve levar a esse aumento significativo da receita com o Fiel Torcedor”, afirmou Piovezan ao blog.

Outra arrecadação que será incrementada é a relativa ao dinheiro que o clube recebe da Globo. A previsão é de que entrem nos cofres alvinegros R$ 141,2 milhões vindos da emissora. Em 2015, a projeção era de R$ 118 milhões recebidos pela transmissão de jogos pela televisão. O aumento se deve aos novos contratos com a Globo relativos ao Campeonato Brasileiro e ao Paulistão.

A previsão é de que, ao todo, o Corinthians tenha em 2016, uma receita liquida (já descontados impostos e outros gastos) de R$ 267,4 milhões. “Ainda não tenho os números fechados, mas devemos terminar 2015 com uma receita líquida entre R$ 220 milhões e R$ 230 milhões”, declarou Piovezan.

E quanto o alvinegro vai investir na contratação de jogadores? Apenas R$ 10 milhões, segundo o orçamento. É a mesma quantia prevista para 2015 e que foi extrapolada. O mesmo deve acontecer em 2016. “Esse número pode mudar, depende muito do que vai acontecer. Por exemplo, não esperávamos vender o Jadson. Vai entrar um dinheiro com o qual não contávamos. Então, se entra uma verba maior você pode gastar mais. Além disso as contratações são parceladas. O importante é que o clube não vai deixar de ter um time forte”, disse Piovezan.

Já a expectativa de arrecadação com a venda de atletas é de R$ 45 milhões. Ela era de R$ 38 milhões em 2015. Esse é um dos itens mais subjetivos do orçamento.