Blog do Perrone

Arquivo : janeiro 2013

Corinthians afirma que Andrés trabalha de graça em estádio
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Andrés e Lula no canteiro de obras de Itaquera

Indagada pelo blog, a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que Andrés Sanchez não será remunerado para trabalhar no projeto do estádio corintiano.

Ao UOL Esporte, Mário Gobbi disse que agora que saiu da CBF Andrés supervisiona as obras do Itaquerão, apesar de não assumir formalmente um cargo. Cabe a ele negociar com fornecedores e tratar com o fundo responsável pelo estádio sobre a liberação do empréstimo por parte do BNDES, entre outras ações.

De acordo com o próprio cartola, como diretor de seleções da CBF ele recebia R$ 75 mil mensais. Caso a diretoria corintiana desejasse remunerar Andrés, ele teria que se afastar do Conselho Deliberativo, por força do estatuto. Se não tem salário, Andrés pode ao menos se manter em atividade no futebol.

Ao retomar a dianteira do Itaquerão, certamente o ex-presidente ouvirá pedidos de explicação por parte dos conselheiros corintianos. Membros do Conselho Deliberativo pertencentes a diferentes correntes, inclusive da situação, reclamam que ninguém no clube sabe direito o que se passa com o estádio. Afirmam que só os executivos do fundo de investimentos têm o controle da situação.

A ala menos radical diz que advogados contratados pelo clube sabem mais do que os cartolas. A diretoria, por sua vez, nega que operação para viabilizar a arena tenha virado uma caixa-preta. Afirma que Mário Gobbi participa de reuniões frequentemente. E que as informações são divulgadas nas reuniões do Conselho Deliberativo.


Em reunião tensa, vice-presidente do Corinthians ofende vereadores
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O Conselho Deliberativo do Corinthians testemunhou uma das reuniões com o nível mais baixo da história recente do clube.

Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente, foi um dos protagonistas ao ofender vereadores. “…as bichonas da Câmara que votaram contra [os interesses do Corinthians em relação a seu futuro estádio]…”, disse o dirigente ao falar sobre a arena corintiana. Ele não respondeu e-mail enviado pelo blog sobre o assunto.

Rosenberg também afirmou que “o estádio será do Corinthians em 15 anos”. Como mostrou o blog, o contrato para a construção da arena foi alterado. O fundo que receberá as receitas geradas pelo estádio duraria apenas 16 anos, mas o prazo aumentou para 30 anos.

Antes da reunião, o conselheiro Edgard Ortiz enviou carta com documentos para seus colegas sobre essa e outras mudanças que teriam sido feitas no contrato sem autorização dos conselheiros.

Ao defender que o assunto fosse discutido em fevereiro para não gerar turbulência no clube antes do Mundial, o conselheiro Romeu Tuma Júnior recebeu uma estrondosa vaia.

Já o presidente Mário Gobbi disse que assinou o contrato do jeito que recebeu. Empolgado em seu discurso, acertou sem querer o pedestal de seu microfone que foi ao chão.

Ele detonou conselheiros que vazam documentos na imprensa e que atrapalham a administração. Chegou a falar em expulsões. Andrés Sanchez, alvo de fritura na CBF, também fez um discurso deselegante e inflamado, apesar de demonstrar abatimento. Ele ainda chamou atenção por aparecer antes do encontro ao lado de Vicente Cândido, deputado federal ligado a Zé Dirceu e conselheiro do clube.

No final, Ortiz disse estar satisfeito com as explicações dadas. E os conselheiros votaram a favor de um parecer do Conselho de Orientação que legitima mudanças no contrato. Houve protestos porque na pauta da reunião não estaria prevista a votação.

Atualização

Depois da publicação do post, Wilson Bento Júnior, conselheiro da situação, telefonou para o blog. Negou que Rosenberg tenha ofendido vereadores. Disse porém, que o dirigente brincou com o São Paulo, falando em “Vila Sônia” e “panetone cheio de frutinhas”, em relação ao Morumbi.

O blog mantém as informações publicadas.


Falta de auditoria financeira atrapalha liberação de incentivos para estádio corintiano
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A Odebrecht enfrenta novo contratempo para obter recursos a serem usados na construção do estádio do Corinthians.

A construtora apresentou a papelada para a prefeitura liberar os Cids (Certificados de Incentivo de Desenvolvimento). São documentos que serão vendidos pela Odebrecht e usados pelos compradores para pagar até 60% de impostos municipais. Acontece que a documentação não foi aprovada.

O Comitê Paulista para a Copa sentiu falta de uma auditoria financeira na obra do estádio. Por lei, o órgão exige que seja comprovada a realização dos investimentos mediante a apresentação de parecer de uma auditoria independente e de relatórios de engenharia.

A Odebrecht alega que apresentou a auditoria de avanço físico (comprovante de que as obras foram realizadas) e que, então, o comitê pediu um relatório sobre o avanço financeiro da obra. Ele está sendo providenciado (veja a resposta completa no final do post).

A construtora avalia que o contratempo não atrapalhará o andamento da obra, desde que os Cids sejam liberados até dezembro.

Não é o primeiro imprevisto da construção. A Odebrecht enfrenta dificuldades para conseguir a liberação dos R$ 420 milhões financiados pelo BNDS por causa das garantias exigidas pelo banco. Há o temor de que a falta de dinheiro diminua o ritmo no canteiro de Obras.

Vista noturna das obras do estádio do Corinthians

Leia abaixo a resposta enviada pela Odebrecht ao blog sobre o tema.

 

Para atestar o avanço da obra, a construtora contratou uma empresa especializada (Concremat) em concordância prévia com o Comitê de Construção do Estádio da Copa do Mundo de Futebol 2014. É o Comitê da Prefeitura criado através da Lei 15413 de 20 julho de 2011, que dispõe sobre incentivos fiscais para construção de estádio na Zona Leste.

Este Comitê é o responsável por todo processo de aprovação, emissão , liberação dos Cids. Uma vez concluído o avanço físico, foi solicitado também, pelo mesmo Comitê, um parecer do avanço financeiro da obra a ser feito por uma empresa que se enquadrasse nas resoluções do Conselho Federal de Contabilidade n. 1019 de 18-02-1985, que rege o CNAI – Cadastro Nacional de Auditores Independentes. A solicitação foi prontamente atendida pela construtora.

A atestação pela auditoria independente está em elaboração e tão logo seja concluída será incorporada ao processo de solicitação dos Cids para avaliação do Comitê de Construção do Estádio da Copa. Espera-se que isto aconteça nos próximos dias.

[O novo imprevisto provoca] Nenhum prejuízo para o avanço das obras, pois já era esperada a primeira emissão [dos Cids] para o fim de 2012. Para que o fluxo de caixa previsto seja normalmente cumprido, a primeira emissão poderá ocorrer até dezembro de 2012.

 


Risco de rebaixamento já preocupa construtora de estádio do Palmeiras
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 O medo de ver o Palmeiras na segunda divisão chegou à WTorre. A construtora responsável pelo novo estádio do clube teme que a venda antecipada de camarotes seja prejudicada pela queda, se ela acontecer.

A comercialização de cadeiras cativas e camarotes ainda não começou, mas é importante para a empresa, pois permitirá uma antecipação de receitas. Ela poderá receber dinheiro antes de o estádio ficar pronto.

Dirigentes do clube comentam que a venda pode começar ainda neste ano. Mas iniciar a comercialização em meio à luta contra o rebaixamento não seria a melhor das estratégias de marketing.

Se a venda só acontecer no ano que vem, e o time estiver na Série B, a empresa prevê grandes dificuldades. A equipe precisa estar bem para motivar o torcedor.

Ao mesmo tempo em que integrantes da WTorre demonstram preocupação, a diretoria palmeirense é criticada internamente por reagir com uma certa apatia diante do momento crítico.

Para piorar, o próximo jogo, contra o Sport, concorrente na luta conta a degola, é encarado como uma guerra pelos pernambucanos.

“Gostaria que o Brasil inteiro ficasse de olho no juiz nessa partida. A nova arbitragem da CBF continua favorecendo os grandes. O Palmeiras é o time do Marco Polo Del Nero (vice regional da CBF). E time grande em desespero apela para todas as armas”, disse ao blog Guilherme Beltrão, diretor de futebol do Sport.

Enquanto isso, a cúpula palmeirense segue preocupada com a eleição no início de 2013 e empenhada na interminável caça aos responsáveis por vazar informações para a imprensa.


Conselheiros querem explicação sobre estouro em orçamento do Itaquerão
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Uma ala do Cori, o Conselho de Orientação do Corinthians, defende a convocação da diretoria para explicar o estouro do orçamento do futuro estádio do clube.

E os conselheiros nem estão colocando na ponta do lápis valor calculado pela Odebrecht (aproximadamente R$ 1 bilhão). Reclamam que Luís Paulo Rosenberg assegurou ao órgão que um estádio para 50 mil pessoas sairia por menos de R$ 350 milhões. A promessa está registrada em ata de reunião realizada no ano passado, conforme mostra matéria publicada pelo Uol Esporte e que assinei com o colega Alexandre Sinato.

Agora, o diretor de marketing fala numa arena com capacidade para pouco mais de 60 mil pessoas com custo inferior a R$ 700 milhões.

“Vão fazer um estádio com um valor suficiente para fazer dois, se compararmos com o que foi prometido antes. Então, ele tem que voltar ao Cori, mostrar exatamente o que mudou no projeto, explicar o motivo do aumento e dizer quanto a mais o clube vai gastar”, afirmou Rubens Gomes, membro do Conselho de Orientação. Ele defende que o projeto passe por nova aprovação no órgão.

Rosenberg bate na tecla que o Corinthians não vai gastar nada a mais do que o combinado. Afirma que a ampliação será bancada com os incentivos fiscais concedidos pela prefeitura para quem investir na Zona Leste.

Antônio Roque Citadini, presidente do Cori, é cauteloso. “Primeiro, precisamos confimar que houve alteração no projeto. Só depois poderemos pedir explicações”, declarou ele ao blog.

 Leia abaixo as atas das reuniões em que Rosenberg detalha o projeto de Itaquera.


Alvará palmeirense demora cerca de oito vezes mais do que corintiano
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Em setembro de 2008, a prefeitura recebeu o projeto de reforma do Palestra Itália. No dia 6 de outubro de 2010, o prefeito Gilberto Kassab entregou a Luiz Gonzaga Belluzzo o alvará autorizando o início das obras.

Foram 25 meses e muita burocracia até que a WTorre recebesse sinal verde para trabalhar no estádio. Espera bem maior do que a enfrentada pela Odebrecht para ser autorizada a instalar o canteiro de obras no terreno de Itaquera. Isso ainda sem o alvará definitvo para a construção ter sido emitido.

O projeto do estádio corintiano foi apresentado à prefeitura oficialmente em fevereiro deste ano, segundo cartolas do clube. Na última quarta-feira, cerca de três meses depois, foi publicada a autorização. Assim, o alvará palmeirense demorou mais de oito vezes do que o corintiano para sair.

A diferença também é grande quando a comparação é entre as datas em que os conselheiros dos dois clubes aprovaram os planos. Do dia em que o Conselho Deliberativo alviverde disse sim à parceria com a WTorre até o alvará foram 28 meses. Depois, os sócios também tiveram que autorizar a obra.

No Parque São Jorge,  o Cori (Conselho de Orientação) escolheu no dia 9 de setembro de 2010 fazer o estádio em Itaquera. A autorização da prefeitura  para a instalação do canteiro de obras foi emitida no dia 25 de maio, pouco mais de oito meses depois. 

A assessoria de imprensa da Secretaria da Habitação de São Paulo disse ao blog que não houve influência política na liberação dos alvarás. Lembrou que o do Corinthians ainda não é definitivo. E explicou que  uma série de fatores tornaram mais demorado o processo do Palestra Itália. Entre eles, a decisão de moradores da região de contestar o Relatório de Impacto de Vizinhança. Enquanto isso, a população de Itaquera abraçou o estádio corintiano.

Outra justificativa é o fato de um escritório português ter tocado o projeto alviverde. Segundo a assessoria, a empresa não dominava a legislação brasileira, por isso cometeu erros. Essas falhas tiveram que ser corrigidas e atrasaram o processo. A Odebrecht domina melhor o assunto e foi mais ágil, segundo a assessoria.

Conversei também informalmente com gente da prefeitura sobre o projeto alvinegro ter andado muito mais rápido. Recebi praticamente as mesmas informações dadas pela assessoria de imprensa. Mas ouvi também que a prefeitura se sentiu pressionada a pisar mais no acelerador ao lidar com o estádio de Itaquera. Porém, sem permitir irregularidades. Isso porque o município, oficialmente, abraçou a arena corintiana como palco da Copa do Mundo e não podia correr o risco de levar a culpa por um eventual fracasso da cidade na empreitada.

Preocupante agora é saber que, mesmo com uma força-tarefa a favor, os trabalhos ainda não começaram na Zona Leste. Falta ainda algo tão desejado quanto difícil de conseguir: dinheiro para deixar o estádio como a Fifa quer para a abertura da Copa do Mundo.


Criado por Lula e Andrés, Itaquerão fugiu do controle
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Tudo começou quando Andrés Sanchez pediu ao então presidente da República que ajudasse o time de ambos a ter um estádio. Lula não viu mal nenhum. Convenceu até Juvenal Juvêncio de que meteria a colher só para  que o Corinthians tivesse sua casa própria. Nada a ver com Copa.

A sugestão do presidente comoveu a Odebrecht. No Conselho Deliberativo corintiano, o projeto foi vendido como uma casa humilde.

Com Andrés e Ricardo Teixeira desfilando de novos melhores amigos de infância, ficou fácil prever que o Morumbi teria problemas para ser o palco da abertura do Mundial. A brincadeira de casinha virou coisa de gente grande quando finalmente o estádio do São Paulo saiu do mapa da Copa.

A arena basiquinha virou um projeto suntuoso para abrigar a abertura. Empresários amigos de Ricardo Teixeira e cartolas corintianos antes afirmavam ser fácil arrumar investidores e patrocinadores. Mas não apareceram com uma proposta concreta.

Odebrecht e Corinthians passaram a se estapear por causa do tamanho da conta. Lula, um dos pais da criança, foi chamado para tentar forçar o início das obras. Outra interferência que exige antiácido para ser digerida. Ao menos para quem examina o caso sem paixão clubística.

Depois do novo empurrão do ex-presidente, a largada foi marcada para a próxima terça, mas deve ser a adiada para o final do mês ou para o início de junho.

Claro. Apesar da intervenção de Lula ninguém quer pagar a conta. Enquanto isso, o jogo fica cada vez mais pesado. O ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, pressiona o Governo do Estado a ajudar financeiramente.

Curiosamente, uma ala da diretoria corintiana acusa o ministro de querer ver o governo do PSDB perder a abertura da Copa. Estranho. Poucas horas depois de pressionar numa reunião o governador Geraldo Alckmin para botar a mão no bolso, Orlando e Andrés participaram juntos de uma roda de samba. Prova de sintonia.

Nesse cenário, o monstro criado pelo presidente corintiano e por Lula segue descontrolado. Enquanto isso, gente graúda esfrega as mãos esperando a partida inaugural do Mundial acontecer em seu quintal.

 Brasília foi pintada pelo Comitê Organizador como favorita. Mas Aécio Neves, futuro candidato à presidência e amigo do peito de Teixeira, quer o jogo em Belo Horizonte. Talvez, a pane paulistana e a briga entre BH e Brasília façam com que a fita da Copa seja cortada no Rio.

Não seria desagradável para o presidente da CBF e do comitê. Ele já defendeu publicamente que a cidade concentre eventos importantes do Mundial. Sem falar que o Maracanã, público e aparentemente sem um teto para gastos, já estará adequado para abertura. Ela será  feita nos mesmos moldes da final, que é do Rio e ninguém tasca.


Corinthians desconfia de lucro exagerado da Odebrecht
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A tensão entre Corinthians e Odebrecht pode ser explicada de maneira bem simples. A cúpula do clube acredita que a construtora jogou lá em cima o orçamento do estádio de Itaquera. Assim, pode obter um lucro maior, caso consiga gastar menos.

Os corintianos afirmam ter certeza de que é possível fazer a obra por menos de R$ 1 bilhão, contrariando o último orçamento da empresa. Dois conselheiros ligados à diretoria afirmaram ter ouvido do presidente Andrés Sanchez que os R$ 300 milhões de estouro no orçamento acabariam ficando no caixa da construtora.

As declarações foram feitas diante de aproximadamente 40 conselheiros num jantar oferecido pelo oposicionista Antônio Roque Citadini, na última quarta.

Pelos dois relatos, Andrés não foi nada suitl quando falou do tema e demonstrou irritação com a construtora. O blog apurou que o dirigente teve uma conversa ríspida com representantes da Odebrecht. Disse a eles que não aceitaria um custo elevado no estádio corintiano para justificar o orçamento salgado de outras arenas. Em outras palavras, seria difícil de explicar uma arena privada mais barata diante de outras bem mais caras erguidas com verba pública.

Ouvi também de dois membros da diretoria a suspeita de lucro exagerado por parte da Odebrecht. Procurei a assessoria de imprensa da construtora, mas a resposta foi que só o Corinthians pode falar oficialmente sobre o estádio.

Nas conversas com o clube, a parceira alegou que os custos saltaram de R$ 700 milhões para R$ 1 bilhão por causa de novas exigências feitas pela Fifa para abertura do Mundial. Apesar da desconfiança corintiana, vale lembrar que os cartolas do São Paulo também se queixaram do aumento de gastos provocados por alterações feitas pela entidade. Isso quando o Morumbi era o candidato ao jogo inaugural.


Corinthians recusa ajuda de parceira do Palmeiras
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A diretoria do Corinthians não vai aceitar a oferta de ajuda da WTorre para tocar as obras do estádio de Itaquera. Pelo contrário, a decisão de Walter Torre de procurar Andrés Sanchez para se colocar à disposição foi alvo de ironia no alvinegro.

Gente da diretoria afirma que o clube não vai conversar com a parceira do Palmeiras porque não quer destruir o Parque São Jorge e sim construir um novo estádio. Uma alfinetada por causa dos problemas envolvendo a arena Palestra Itália, após a demolição parcial do estádio antigo.

Apesar da recusa, a situação da futura casa corintiana não é confortável. Isso mesmo depois da reunião entre Andrés, o ex-presidente Lula e Marcelo Odebrecht, durante o encontro de milionários da América Latina, em Comandatuba, na Bahia.

O clube não aceita o estouro de R$ 300 milhões no orçamento da obra, que chegou a R$ 1 bilhão. Se o preço não for substancialmente reduzido, a diretoria ameaça procurar outra construtora, desde que não seja a WTorre.

Enquanto isso, a oposição corintiana, não faz barulho, mas vê com preocupação o fato de nem os R$ 700 milhões do orçamento anterior terem chegado. A diretoria conta com R$ 400 milhões que virão do BNDES e mais R$ 300 milhões em bônus dados pela prefeitura a quem investir na região. Calcula que com esse valor dá pra fazer o estádio da abertura.

Mas os opositores argumentam que, como nem o empréstimo junto ao BNDES foi pedido, hoje o clube não tem verba para fazer nem a arena para 40 mil pessoas.


Corintianos se irritam com ministro e aliança por estádio fica abalada
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Desde o início do projeto de Itaquera, o Corinthians teve no ministro do Esporte um forte aliado. Orlando Silva Júnior até assinou como testemunha o protocolo de intenções entre o clube e a Odebrecht. Foi um ato simbólico de apoio do Governo Federal.

Mas a aliança perdeu força nos últimos dias. Na segunda-feira, Orlando ironizou notícia sobre o início das obras do estádio corintiano estar prestes a acontecer. Disse que ouve isso faz tempo e calculou ser impossível a arena ficar pronta para a Copa das Confederações.

A declaração irritou os corintianos, ainda que não queiram responder publicamente ao ministro. Os alvinegros já disseram em outras ocasiões, longe dos microfones, que não acreditam ser possível entregar o estádio para a Copa das Confederações. Mas avaliam que foi desnecessário o cutucão do ministro, membro do PC do B.

Enxergaram um tom político na declaração. Argumentam que perder a Copa das Confederações seria um golpe para PSDB, do Governador Geraldo Alckmin, e PSD, do prefeito Gilberto Kassab.  

Além disso, o fracasso de São Paulo na busca pela Copa das Confederações poderia ajudar Brasília na disputa pela abertura do Mundial. E o Distrito Federal é governado por Agnelo Queiroz, do PT e com quem Orlando trabalhou quando o colega era ministro do Esporte.

Na era Lula, para evitar uma crise com o ministério bastaria Andrés Sanchez dar um telefonema para o presidente. Mas ele não tem a mesma facilidade para falar com Dilma Rousseff. A situação não está sob controle.