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Arquivo : Federação Paulista

Promotor dá prazo para FPF implementar identificação biométrica em estádios
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Perrone

O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) enviou na última sexta-feira (12) recomendação administrativa para o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, no sentido de que em até 30 dias a entidade elabore um projeto e que em 90 dias comece a implementar sistema de identificação biométrica nos estádios do Estado.

Caso a recomendação não seja atendida, o Ministério Público vai entrar com uma ação na Justiça pedindo a destituição de Reinaldo sob a alegação de ferir o estatuto do torcedor. No documento, Milani lembra ser a prevenção da violência relacionada a esportes responsabilidade de federações, poder público e clubes e que o descumprimento das regras pode “ensejar como sanção até mesmo a destituição de seu dirigentes”.

“Ele (Reinaldo) vai ser obrigado a cumprir (as medidas propostas). Pelo bem ou nas barras do tribunal”, declarou o promotor ao blog.

 Procurado, o departamento de comunicação da FPF afirmou que ainda não tinha recebido a recomendação do promotor.

Milani pede que instalação do sistema de identificação digital comece pelos estádios de Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo. Também pede que a FPF estude com a prefeitura como implementar o método no Pacaembu. A entidade deve ainda estabelecer prazos com os demais clubes do Estado a fim de que todos os estádios tenham o sistema.

O promotor recomenda que seja feito o cadastramento dos torcedores que estão proibidos de assistir aos jogos. A despesa seria menor do que no caso de coletar dados de todos os frequentadores de estádios. Ele pede um sistema ágil, que evite tumultos nas entradas dos jogos.

Milani também recomendou que em 30 dias sejam instaladas nos mesmos estádios câmeras junto às catracas e sistema de arquivamento de imagens.

As medidas são resultado de inquérito que tem como objetivo apurar atos de violência praticados por torcedores e eventual omissão por parte de organizadores e da Secretaria de Segurança Pública.

O promotor afirma que “ao longo do presente inquérito civil foi apurado que não constam na referida lista nomes de torcedores envolvidos em casos de violência nos estádios – muitas vezes torcedores que até foram presos”. A falha, segundo ele, fere o estatuto do torcedor.

Uma recomendação administrativa também foi enviada no mesmo dia para o comando da Polícia Militar de São Paulo. Nela o promotor pediu que em 30 dias seja elaborado um plano abrangente e detalhado com o intuito de coibir a violência entre torcedores. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa da PM não respondeu ao questionamento do blog sobre o assunto.


Opinião: ajuda ao São Paulo e golpe em clubes mostram cartolas mais ousados
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Passado o susto da operação do FBI que atingiu duramente Fifa e CBF, além de outras confederações, os cartolas brasileiros demonstram estar mais ousados após um período de timidez.

Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, comandante da Federação Paulista, são provas disso.

Del Nero deu uma banana para os clubes, descumpriu a promessa de ampliar a participação deles na confederação, feita quando estava mais acuado pela caçada do FBI a dirigentes. Fez uma reunião sem chamar as agremiações e aumentou o peso dos votos das federações, mantendo o poder na mão delas.

 Agora, o cartola vê o Ministério Público ser acionado pelo deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), que tenta anular a assembleia responsável por dar peso três aos votos das entidades estaduais, dois aos dos clubes da Série A e um aos da série B na eleição da CBF. Antes só votavam membros da Série A e federações com o mesmo peso, mas a nova legislação obrigou a entrada dos integrantes da segunda divisão no colégio eleitoral, que diminuiria a força das instituições estaduais. Relator do Profut, o parlamentar alega que a não convocação dos representantes dos times para a reunião é ilegal.

Parecendo querer competir com o colega, Reinaldo roubou os holofotes ao permitir dois jogos do São Paulo como mandante no Morumbi diante do Linense pelas quartas de final do Campeonato Paulista. É claro o desrespeito ao equilíbrio da competição e o favorecimento ao clube do Morumbi, apesar de o time do interior ter feito questão de jogar duas vezes como visitante alegando não ter estrutura para receber a partida e estar de olho numa arrecadação maior. O mais deprimente nesse caso é a reação favorável de  parcela da torcida são-paulina. Exemplo do condenável sentimento de que “a meu favor tudo vale”.

Com a afronta à lisura do certame, o presidente da FPF joga na lata do lixo sua tentativa de se vender como um cartola reciclado. Após anos como vice de Del Nero, ele assumiu a entidade promovendo mudanças, contratando profissionais que teriam a missão de modernizar a federação. Fez um esforço para tentar convencer a todos de que não era mais um dinossauro engravatado no futebol brasileiro. Porém, na canetada benéfica ao São Paulo, Reinaldo destroçou a campanha por uma imagem diferenciada. Comprovou ser mais do mesmo e que a FPF ainda exala um cheiro de embrulhar o estômago.

O golpe duplo no fio de esperança de novos tempos no futebol brasileiro indica que, apesar do FBI, tudo continuará igual. Se no campo as coisas forem bem, caso da seleção de Tite, a cartolagem age como se ninguém enxergasse suas atitudes retrógradas e antiéticas. Sempre foi assim e não há tira que dê jeito.


Nota oficial mostra que PM errou com Gaviões em episódio das faixas
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A confusão entre policiais militares e membros da Gaviões da Fiel na última quinta em Itaquera começou por causa de um erro de interpretação da PM em relação à punição imposta pela Federação Paulista à torcida. A conclusão é baseada em nota oficial enviada ao blog na última sexta, e assinada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

O comunicado diz que a Gaviões “cumpria punição da Federação Paulista de Futebol (FPF) para não portar faixas durante o jogo”. E que “alguns torcedores descumpriram a regra e tentaram estender uma faixa no estádio”. A briga começou quando policiais decidiram retirar da arquibancada membros da organizada que se recusaram a entregar a faixa.

Os escritos protestavam contra a Globo e a falta de transparência na prestação de contas da arena corintiana. Acontece que a punição imposta pela FPF diz que por 60 dias, a partir de 27 de janeiro, a Gaviões da Fiel está proibida de entrar nos estádios com “objetos (faixas, bandeiras, instrumentos musicais) que identifiquem” a torcida.

As faixas exibidas, porém, não identificavam a Gaviões. Ou seja, de acordo com a resposta oficial da PM via Secretaria de Segurança Pública, os policiais equivocadamente entenderam que a punição impede qualquer tipo de faixa (o que poderia ser considerado um abuso contra a liberdade de expressão).

Existe ainda outra versão, dada à Folha de S.Paulo pelo major Luiz Gonzaga. Ele afirmou que a PM agiu baseada no Estatuto do Torcedor. A regra a qual o policial se refere veta cartazes, bandeiras ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo. Assim, de acordo com o que declarou o major ao jornal, a polícia só pode ter entendido como ofensivo a torcida dizer que o Corinthians não é quintal da Globo e/ou perguntar onde estão as contas relativas à construção do estádio.

Opinião

A PM cometeu um erro grosseiro ao tentar retirar a faixa. Além disso, se no entender da PM nenhum tipo de faixa da Gaviões poderia entrar, houve também falha na revista. Como ocorreu na final da Copa São Paulo, jogo em que a torcida entrou com sinalizadores e acabou punida.

Nos dois casos, a Polícia Militar precisa ser cobrada por seus erros. Ela não faz um favor aos clubes e aos torcedores trabalhando nos estádios. A corporação recebe para estar lá. No jogo entre Corinthians e Capivariano, na noite do episódio das faixas, recebeu R$ 56.951,96, que foram descontados da arrecadação da partida.

O Corinthians, que pagou a conta, deveria cobrar da PM explicações. Não se trata de defender a organizada, mas de exigir qualidade na prestação do serviço pelo qual paga. Afinal, se a confusão tivesse maior proporção, o Corinthians poderia ser punido como mandante da partida.

Abaixo veja a nota assinada pela Secretaria de Segurança Pública na íntegra e a resolução da FPF punindo a Gaviões

 

 

 

 

 


Ministério Público investiga FPF por mudança em regulamento do Paulista
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O Ministério Público de São Paulo vai instaurar inquérito civil para investigar se a Federação Paulista de Futebol violou o direito de informação do torcedor ao mudar o regulamento do Campeonato Paulista durante a competição.

De acordo com o estatuto do torcedor “é vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva”. Ferir essa regra é violar o direito de informação do consumidor.

A FPF alterou seu regulamento ao marcar o jogo entre Palmeiras e Botafogo, pelas quartas de final do Estadual, para o Allianz Parque. Isso porque, de acordo com as regras estabelecidas pela entidade, caso mais de dois times da capital se classificassem, o clube que tivesse pior desempenho na fase de grupos não poderia jogar em seu estádio. Por questões de segurança, deveria atuar fora da capital. O Palmeiras ficou atrás de Corinthians e São Paulo.

“Vou notificar a federação, instaurar o inquérito, ouvir as justificativas dela e analisar se é o caso de uma ação indenizatória contra ela”, disse o promotor de Justiça da Defesa do Consumidor Roberto Senise Lisboa, após ser indagado pelo blog se a FPF feriu o estatuto.

Porém, ele descarta acionar a Justiça para tentar impedir a realização do jogo, marcado para o próximo domingo.

Nesse tipo de ação, em caso de condenação, o dinheiro da indenização vai para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses dos Direitos Difusos, controlado pela Secretaria de Justiça. O dinheiro é usado para ressarcir a coletividade por danos causados ao consumidor, entre outras finalidades.

Por sua vez, o Estatuto do Torcedor prevê suspensão de seis meses para o presidente da entidade (Marco Polo Del Nero, no caso da FPF) e para o dirigente responsável diretamente por ferir a lei.

O promotor vai estudar ainda se o patrocínio da Crefisa, também patrocinadora do Palmeiras, aos árbitros do Paulista, merece inquérito para apurar se houve violação da lei.

Diz o estatuto que “é direito do torcedor que a arbitragem das competições desportivas seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões”. Ele decreta também que a remuneração do árbitro e de seus auxiliares é de responsabilidade da entidade de administração do evento”. Em sua conta no Twitter, a FPF anunciou que a Crefisa vai arcar com todas as despesas de arbitragem. Porém, se o pagamento for feito pela federação, usando o dinheiro arrecadado junto ao patrocinador, não há irregularidade nesse aspecto.

O blog telefonou e enviou e-mail para a assessoria de imprensa da Federação Paulista, mas não obteve resposta até as 0h16 desta sexta.

Abaixo veja o que diz o regulamento do Campeonato Paulista sobre os jogos dos times da capital nas quartas de final:

Art. 6º – A designação do local onde serão realizadas as partidas entre Santos Futebol Clube, São Paulo Futebol Clube, Sociedade Esportiva Palmeiras e Sport Club Corinthians Paulista competirá ao DCO. § 1º – A designação do local onde serão realizadas as partidas da fase de quartas de final, semifinal e final da Competição caberá ao DCO. § 2º – Caso para a fase de quartas de final classifiquem-se mais de 02 (dois) Clubes da cidade de São Paulo, aplicando-se critérios técnicos, somente os 02 (dois) Clubes que tiverem obtido as melhores campanhas, na primeira fase da competição, terão o direito de jogar em seus estádios. Os demais devem jogar fora do município, visando atender as normas de segurança das partidas. § 3º – Entende-se por melhor campanha, para efeitos deste Artigo, o quanto disposto no caput do Artigo 14, Parágrafo 3º deste REC. § 4º – Qualquer alteração no local de realização das partidas deverá respeitar as respectivas normas constantes do RGC. DA PRIMEIRA FASE  
 A seguir, trecho do Estatuto do Torcedor:
“É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva, salvo nas hipóteses de:

 I – apresentação de novo calendário anual de eventos oficiais para o ano subseqüente, desde que aprovado pelo Conselho Nacional do Esporte –“ CNE;

II – após dois anos de vigência do mesmo regulamento, observado o procedimento de que trata este artigo.”

 


Mudança de regra ajuda o Palmeiras, time que tem mesmo patrocínio da FPF
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A Federação Paulista de Futebol anunciou nesta quinta que a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, vai patrocinar também os árbitros do Estadual. Um absurdo tão visível que não precisa ser explicado. No mesmo dia, a entidade confirmou que rasgou seu próprio regulamento. E quem pode ter sido beneficiado com a mudança? O Palmeiras. O mesmo time que tem em seu Conselho Deliberativo o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, e seu filho, além de, a partir de agora, ser o clube do mesmo patrocinador dos juízes da federação.

O regulamento do campeonato previa que no caso de mais de dois times da capital chegarem às quartas de final, somente os dois com melhor campanha poderiam jogar em seu estádio. E que os demais “devem jogar fora do município” devido a razões de segurança. Corinthians e São Paulo, com 37 e 32 pontos, fizeram campanhas melhores que a do Palmeiras na primeira fase. Assim, o alviverde jogaria longe de sua arena.

Buscando ainda o histórico do campeonato. Logo na primeira rodada, a federação autorizou o Audax a mandar seu jogo contra o Palmeiras no estádio do alviverde. O fato incomum deu ao clube presidido por Paulo Nobre quatro jogos seguidos em casa, algo que seus rivais não tiveram.

Uma das partidas dessa sequência foi contra o Corinthians, que reclamou de uma suposta manobra da FPF para ajudar o Palmeiras. Mário Gobbi, então presidente alvinegro, disse na ocasião que a FPF tentou dar um passa-moleque no Corinthians para colaborar com o alviverde. Ele se referia ao fato de a federação atender à determinação do Ministério Público para que só a torcida mandante fosse ao clássico. A medida, porém, foi derrubada na Justiça.


Saiba como o Corinthians deu um ‘passa-moleque’ no Palmeiras e na FPF
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A diretoria do Corinthians comemora o fim da torcida única no clássico de domingo como um nó tático aplicado no Palmeiras e na Federação Paulista. Os corintianos acreditam que desarmaram uma operação para ajudar o alviverde montada pela FPF, presidida por Marco Polo Del Nero, conselheiro palmeirense e que tem seu filho homônimo concorrendo a mais um mandato no Conselho do mesmo clube neste sábado. Del Nero, no entanto, não estava na sede da entidade nos últimos dias e, pelo menos oficialmente, não participou do processo relativo aos ingressos.

Tudo começou quando a direção alvinegra identificou o nome do desembargador Sérgio Ribas como incentivador do pedido do Ministério Público para que a torcida visitante fosse barrada do clássico. O simples fato de Ribas, que atua no Jecrim (Juizado Especial Criminal), ser palmeirense, além de torcedor do Coritiba, bastou para deixar os corintianos com um pé atrás. Na entrevista que concedeu nesta sexta-feira, Mário Gobbi disse que a FPF e o Palmeiras tinham dado um passa-moleque no Corinthians e citou uma suposta grande amizade de Ribas com Paulo Nobre.

‘É um absurdo falarem isso.Conheço a seriedade do desembargador Ribas”, afirmou o promotor Paulo Castilho, do Jecrim, e um dos autores do pedido pela torcida única. O blog não conseguiu entrar em contato com Ribas.

Após a solicitação do MP, o Corinthians desconfiou de que a federação não se esforçou para peitar os promotores porque estava disposta a colaborar com o Palmeiras, apesar de dizer ser contrária à torcida única.

Com isso na cabeça, cartolas corintianos, reunidos no fim da tarde de quinta para se despedir de Gobbi, que após a eleição deste sábado deixa o clube, passaram a traçar a estratégia para bater a FPF e o Palmeiras.

A tática adotada pelo departamento jurídico foi entrar na Justiça para, além de tentar uma ordem judicial a favor da venda de ingressos para os visitantes, impedir que o MP pudesse tomar sanções contra a FPF, caso não houvesse torcida única no jogo. A primeira parte não deu certo, mas a segunda funcionou. Era o que o Corinthians queria: tirar da FPF a justificativa de que não podia manter o jogo com duas torcidas. A partir de então, a entidade liberaria os ingressos para os alvinegros ou deixaria claro que estava do lado palmeirense, algo que a federação sempre negou.

Com a decisão da Justiça em mãos, o Corinthians telefonou para Reinaldo Carneiro Bastos, substituto de Del Nero na FPF, e ficou apreensivo quando ouviu um pedido para esperar a definição da entidade. Em seguida, Marcos Marinho, dirigente responsável pela área de segurança nos estádios da federação, disse ao UOL Esporte que estava mantida a torcida única, só com os mandantes.

O Corinthians não foi comunicado oficialmente da decisão. Irritado, Gobbi ainda tentou pedir por telefone a liberação dos ingressos ao presidente do Palmeiras, mas não foi atendido.

O cartola alvinegro havia dito no dia anterior a seus diretores que não impediria o time de ir a campo, caso ficasse sem as entradas. Mas os acontecimentos das últimas horas tinham feito o dirigente balançar. A Gaviões da Fiel soltara um comunicado pedindo para a equipe não entrar em campo. Havia a ameaça de um bloqueio em frente ao CT do clube para impedir a saída da delegação no domingo. Além disso, uma faixa foi estendida no Parque São Jorge cobrando a diretoria contra a medida do MP.

A pressão da torcida somada à decisão parcialmente favorável da Justiça fizeram Gobbi mudar de ideia e anunciar que o time não iria para o estádio do Palmeiras sem a Fiel. O cartola marcou uma entrevista coletiva para falar sobre o assunto.

Então, entrou em cena Rogério Caboclo, diretor financeiro da FPF e da CBF, com carreira política no São Paulo e um dos principais conselheiros de Del Nero. Ele telefonou para acalmar Gobbi. Pediu para o presidente não dizer em entrevista coletiva que seu time se recusaria a entrar em campo e o orientou a conversar com calma com a Federação. O corintiano perguntou se teria os ingressos, mas Caboclo não assegurou a entrada dos alvinegros no estádio. A FPF ainda não tinha oficializado uma decisão sobre o tema, a não ser pelas declarações de Marinho.

O presidente do Corinthians, então, resolveu ir para a entrevista. Enquanto disparava contra federação e Palmeiras, ouviu o diretor de futebol Ronaldo Ximenes cochichar em seu ouvido que a FPF mudara de ideia e anunciara o fim da torcida única.

Foi a senha para Gobbi relaxar. Depois disso, até cantou durante a entrevista e passou sua última noite como presidente corintiano saboreando uma suada vitória nos bastidores.

Leia abaixo a decisão da Justiça parcialmente favorável ao Corinthians.

Juiz(a)deDireito:Dr(a). LuizaBarrosRozas
Vistos.
1.  Primeiramente,  observo  não  ser  o  caso  de  suspensão  da  partida  a  ser  realizada
no  dia  08.02.2015.  Com  efeito,  a  tabela  da  competição  foi  divulgada  em  01.12.2014  (fls.  25),  de
acordo  com  calendário  previamente  estabelecido,  e  eventual  suspensão  ensejaria  prejuízo  não
apenas  ao  Campeonato  Paulista,  mas  também  aos  torcedores,  muitos  deles  já  com  ingressos
adquiridos.
No que tange à Recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo  (fls.
21/24,  observo  se  tratar  de  medida  bem  intencionada  no  sentido  de  evitar  permanentes  conflitos
dentro  das  praças  desportivas,  que  tumultuam  os  espetáculos  e  colocam  em  risco  a  incolumidade
dos  torcedores,  preservando,  assim,  a  segurança,  a  ordem  pública  e  a  incolumidade  de  todos
aqueles  que  assistem  às  partidas  de  futebol.  Com  efeito,  é  fato  público  e  notório  que  as  torcidas
organizadas  de  clubes  de  futebol  do  Estado  de  São  Paulo,  há  mais  de  uma  década,  têm
transformado  as  partidas  esportivas  em  autênticas  praças  de  guerra,  levando  à  morte  diversos
torcedores, além  de  enormes  danos  materiais, com  a  depredação  dos  meios de transporte  públicos
das  cidades,  sendo  certo  que  tal  situação  ainda  perdura,  apesar  das  várias  providências  adotadas
pelas autoridades públicas.
Vale  ressaltar,  ainda, que a recomendação da torcida única revela a dificuldade do
Estado em  lidar com  a  questão da segurança  pública, uma vez que é  dever do  Poder Público  zelar
pela  manutenção  da  ordem  nos  estádios  de  futebol,  garantindo  a  segurança  de  todos  os  que
participam da partida, dentro da razoabilidade e da proporcionalidade esperadas.
Contudo,  em  que  pese  o  mérito  da  aludida  Recomendação  do  Parquet,  a  mesma
não  tem  força  de  lei,  não  podendo  impor  sanções  na  hipótese  de  seu  descumprimento.  Vale
ressaltar  que  lei  é  ato  normativo  dotado  de  generalidade  e  impessoalidade,  dirigindo-se  a  todas  as
pessoas  indistintamente. Estabelece o  art.  5º, inciso  II, da Constituição  Federal que “ninguém será
obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude lei”.
No  caso  em  tela,  a  Recomendação  foi  editada  às  vésperas  da  partida,  ou  seja,  no
dia 04.02.2015  e, ao que tudo  indica, sem prévia participação de todos os interessados. Outrossim,
dirige-se  exclusivamente  ao  jogo  do  próximo  domingo,  a fim  de  impedir  a entrada  dos  torcedores
do time visitante. Não ostenta, portanto, caráter coercitivo.
Deste  modo,  as  únicas  sanções  passíveis  de  serem  impostas  são  aquelas  previstas
em  lei,  na  hipótese  de  eventual  ocorrência  de  ato  ou  dano  que  enseje  responsabilidade  civil  ou
criminal.  Ora,  recomendação,  como  o  próprio  nome  diz,  é  mero  mandado  de  otimização,  não
ostentando  força  normativa.  Funciona  como  meio  de  “pressão  política”  e  se  expressa  como  uma
sugestão,  um  convite,  servindo  apenas  de  elemento  demarcador  da  responsabilidade  civil  e
criminal.
Desnecessária, contudo, a concessão de ordem judicial para permitir a aquisição de
ingressos  para  os  torcedores  do  time  visitante,  uma  vez  que  não  consta  proibição  expressa  nesse
sentido,  tratando-se  de  mera  recomendação  do  órgão  ministerial,  a  qual  não  pode  ser  atribuída
força coercitiva, conforme já ressaltado. Outrossim, a Federação Paulista de Futebol não é parte no
presente feito.
Eventuais  danos  ocorridos  durante  a  partida  e  sua  reparação  reclamam  ação
própria e efetiva demonstração.
Diante  do  exposto,  DEFIRO  PARCIALMENTE  o  pedido  de  tutela  antecipada
para suspender a sanção prevista na Recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo,
in  verbis  “o  descumprimento  da  presente  recomendação  acarretará  a  adoção  das  medidas  cíveis  e
criminais cabíveis”.
2. Oficie-se a Federação Paulista de Futebol, via faz, com urgência, para ciência da
presente decisão.
3.  Com  objetivo  de  zelar  pela  segurança  pública,  oficiem-se,  com  urgência,  a
Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública para que prestem o necessário apoio ao jogo de
domingo, reforçando o efetivo antes, durante a após a partida do dia 08.02.2015.
4. Cite-se, com as cautelas de praxe.
5. Valendo esta como mandado e/ou ofício.
Intime-se e ciência ao Ministério Público.


Del Nero tem estratégia para combater críticos de ‘paulistanização’ da CBF
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Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista, afirma a seus interlocutores que vai morar no Rio de Janeiro, sede da CBF, entidade que presidirá a partir de 2015. O anúncio abafa críticas de presidentes de clubes e de federações contra a “paulistanização” da confederação. Recentemente, ele já passou a frequentar mais a cidade.

Apesar de se eleger sem precisar enfrentar um opositor, Del Nero, atual vice da CBF, é criticado juntamente com o presidente atual, José Maria Marin, por deixar a confederação com sotaque paulista. A dupla não despacha diariamente no Rio. E desde que Marin substituiu Ricardo Teixeira, funcionários e dirigentes da Federação Paulista passaram a atuar na confederação.

É o caso de Dino Gentile, dirigente da FPF, que atuou na reforma da Granja Comary e na construção da nova sede da CBF. Paulo Sérgio Feuz, advogado do escritório de Del Nero e diretor da Federação Paulista, e Ronaldo Piacenti Filho, ex-presidente do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) da Federação Paulista, foram para o STJD da CBF.

Nos corredores da sede da confederação é dado como certo que o próximo passo do processo que deixa a CBF com as marcas de Del Nero é a troca da Volkswagen pela Chevrolet como patrocinadora da entidade. A Chevrolet patrocina o Campeonato Paulista e com a ajuda de Marco Polo passou a ser parceira de outros Estaduais.

A mudança do cartola para o Rio ataca o principal foco de insatisfação. Dirigentes de clubes cariocas e a federação local são ferrenhos críticos da “paulistanização” da CBF. Nos bastidores, eles falam em combater um aumento de poder dos clubes de São Paulo.


Torcidas pequenas copiam no interior de SP violência das grandes
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Perrone

Três torcidas organizadas foram punidas pela Federação Paulista de Futebol em 2014. E todas são do interior do Estado, numa comprovação de que a violência das grandes uniformizadas se repete nas pequenas.

Uma das punidas é a Mancha Alvinegra, do Comercial, impedida de comparecer uniformizada nos estádios por 30 dias a partir de 13 de fevereiro. O caso lembra a invasão ao CT do Corinthians, pois também foi um episódio de fogo amigo. A uniformizada da equipe de Ribeirão Preto é acusada de tentar invadir o vestiário de seu time após a derrota por 2 a 1 para o Rio Claro. O jogo aconteceu em 1º de fevereiro, mesmo dia do vandalismo no Centro de Treinamento corintiano, mas horas depois.

As outras duas torcidas punidas em 2014 apoiam a Francana, da Série A-3 do Estadual. São elas Dragões da Veterana e Comando Alviverde. Ambas estão impedidas de entrar nos estádios com camisas, faixas e instrumentos desde o último dia 21. O castigo vale pelo menos até a apuração das ocorrências, segundo o site da FPF. Ambas são acusadas de ameaça e incitação à violência  ao tentarem invadir o gramado em jogos do time de Franca.

O site da FPF também registra que, no dia 19 de fevereiro, a Torcida Jovem do Penapolense foi liberada para voltar a usar seus uniformes nos estádios depois de uma punição aplicada no segundo semestre do ano passado. A organizada foi acusada de arremessar objetos e disparar rojões antes de jogo de seu time contra o Santo André em 2013.

“Todas as organizadas merecem preocupação. Existe uma tendência de brigas também nas torcidas pequenas porque elas estão copiando o que acontece de ruim aqui [na capital]”, afirmou Marcos Marinho, responsável  na  Federação Paulista por segurança nos estádios, além de comandar a comissão de arbitragem.

“Estamos estendendo o cadastramento para organizadas de times de todas as divisões. Todas torcidas no Estado precisam estar legalizadas, com estatuto, CNPJ. Isso até dificulta para elas, porque quando você pede muitos documentos algumas desistem”, completou Marinho.

Segundo ele, nenhuma organizada dos times grandes foi punida neste ano porque a Policia Militar da Capital pede para que não seja vetado uso de camisas das uniformizadas, pois sem as camisetas a identificação dos torcedores no estádio ficaria mais difícil. Algumas punições, como o veto às faixas, são aplicadas diretamente pela PM.  Já o entendimento do policiamento do interior é de que a federação deve continuar aplicando as penas de proibição ao uso de uniformes.

Marinho também afirmou que a FPF ainda não conseguiu colocar em prática o controle facial para a  identificação dos torcedores nos estádios por continuar procurando o sistema ideal e com preço viável.


Vice deixa FPF e dispara críticas
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Após um ano no cargo, Orlando Rollo, conselheiro do Santos, deixou a vice-presidência da Federação Paulista para a região da Baixada Santista. Nas redes sociais,disparou contra as cúpulas da FPF e de seu clube. Fez duras críticas e afirmou ter pedido demissão após a entidade marcar dois jogos dos Santos para o mesmo dia em locais diferentes. Na última terça o time enfrentou o Audax pelo Campeonato Paulista no Pacaembu e o Atlético-MG pela Copa São Paulo em Barueri.

Procurado pelo blog, Marco Polo Del Nero, presidente da FPF, evitou rebater as críticas. Porém, ele negou ter recebido um pedido de demissão do vice. Afirmou que é costume em dezembro um dos integrantes da diretoria comunicar que todos colocam seus cargos à disposição. O vice da Baixada Santista e Miguel Arcanjo Rollo, diretor de futebol amador, são os únicos não reconduzidos a seus postos, segundo Del Nero. Odílio Rodrigues, presidente em exercício do Santos, foi procurado, mas não atendeu a ligação.

Leia a seguir entrevista com Orlando Rollo. Ao final dela, leia as declarações de Del Nero

O senhor pediu demissão?

Pedi e ela já foi aceita.

Quais os motivos?

Uma série de fatores. Havia um desgaste com questões envolvendo a Portuguesa Santista, outros clubes, o Santos. Tentava defender o Santos na FPF e nem os dirigentes do Santos demonstravam interesse em defender o clube.  Isso culminou com dois jogos importantes no mesmo dia, foi a gota d´água.

Tentou evitar os dois jogos no mesmo dia em locais diferentes?

 Entrei em contato com coronel Isidro Suita, vice de competições da federação. Ele disse que as datas já tinham sido divulgadas, por isso não poderia mudar.Também ouvi que se o Santos não reclamou, eu não tinha legitimidade para reclamar. Isso mostra que o clube está jogado às traças. Tentei falar com o Odílio Rodrigues [presidente em exercício do clube] mas ele não me atendeu.

 

O que mais viu na FPF que não concordou?

 As assembleias da Federação são piadas, são reuniões de faz de conta. No site da Federação Paulista você vê que o Marco Polo Del Nero foi reeleito com  100% de aprovação.  Tem essa aprovação porque criou um círculo vicioso que faz todo mundo aplaudir quem está no poder. E não é só lá, acredito que seja em todas federações. É impossível alguém conseguir ganhar uma eleição em federação sendo da oposição. Os clubes ficam de chapéu na mão e são obrigados a aceitar tudo por causa de questões financeiras. Não vejo transparência administrativa e financeira e os diretores agem como vaquinha de presépio. Acredito que em em todas as federações estaduais seja assim.

Deu alguma sugestão que foi rejeitada?

Apresentei uma alternativa para essa esdrúxula fórmula do Campeonato Paulista, mas não fui atendido. Essa fórmula nenhum torcedor consegue explicar. Mas o Marco Polo só vê os interesses dele. Minha sugestão era com dois grupos de dez,  com jogos de ida e volta, depois os campeões de cada grupo fariam a final. Mas acho que isso seria muito simples para o torcedor entender.

A seguir, depoimento de Marco Polo Del Nero ao blog

Sobre as declarações de Rollo

Não tenho nada a declarar sobre o que ele disse. Converso com presidente de clube e o clube está ciente de sua obrigações  e direitos. O Odílio Rodrigues é um grande presidente, sempre atuante.

Sobre a saída do vice-presidente

Todo final de ano os diretores colocam seus cargos à disposição. Eu mantenho ou não. Um diretor que costumeiramente faz isso disse que toda a diretoria colocava os cargos à disposição. No caso dele (Rollo), decidi que ele não seria reconduzido.

Mandei uma carta de agradecimento pelo trabalho prestado, então não teve pedido de demissão.


Caos não impede Del Nero de ser aclamado
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Perrone

Apesar de:

os clubes do interior estarem na miséria, enquanto a Federação Paulista está instalada numa suntuosa sede;

às vésperas da eleição, a CBF, da qual Marco Polo Del Nero é vice-presidente, ser acusada de oferecer  antecipação de R$ 4 milhões para a Lusa em troca de o clube desistir de brigar na Justiça para permanecer na Série A do Brasileiro;

de Del Nero ser candidato à presidência da CBF;

de o esdrúxulo Campeonato Paulista, o mais inchado dos estaduais,  terminar a primeira rodada com um grupo em que nenhum clube marcou pontos;

e de Reinaldo Carneiro Bastos (reeleito vice da FPF) aguardar ansiosamente sua vez de ser presidente da entidade estadual,

Marco Polo Del Nero foi reeleito nesta segunda,  por aclamação segundo o site da entidade, para mais um mandato (2015 a 2018) como presidente da Federação Paulista. O próximo obstáculo a ser superado pelo rolo compressor em que se transformou o dirigente paulista é derrotar a rachada oposição na eleição da CBF. Pelo histórico do cartola, não parece tarefa difícil.