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Arquivo : Fernando Alba

Ex-diretores criam grupo para ser “terceira via” no Corinthians
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Ex-diretores do Corinthians nas gestões comandadas pelo Grupo Renovação e Transparência, liderada por Andrés Sanchez, criaram um  grupo político que pretende se colocar como “terceira via” no clube. A proposta é ser uma alternativa entre a situação atual e a oposição tradicional.

O Corinthians Grande, nome do novo “partido”, se concentra primeiro em montar um projeto de gestão para a agremiação e lançar uma chapa de 25 candidatos ao conselho. Mas a tendência é que a mobilização culmine com o lançamento de uma candidatura à presidência na eleição de fevereiro de 2018. Não há nome definido por enquanto.

Entre os líderes da ala estão Fernando Alba, diretor nas administrações de Andrés e Mário Gobbi, Sérgio Mendonça Alvarenga, diretor jurídico de Sanchez e assessor de Gobbi, além de hoje ser vice-presidente do Conselho Deliberativo, e Felipe Ezabella, responsável pelos esportes terrestres na era Andrés. Todos integravam o Renovação e Transparência.

“Existe uma cultura no Corinthians de os grupos políticos serem vinculados a um nome, um líder que personifica o grupo. Queremos mudar isso. Não dá para ter um chefe, se o chefe está em baixa e sucumbe, o grupo sucumbe junto. Nosso grupo não vai ter uma personificação, mas um projeto bem amplo”, disse Alba ao blog.

Ele também rechaça o rótulo de oposição ao Renovação e Transparência. “Não é uma bandeira contra o Andrés, contra ninguém. Quem quiser participar das nossas reuniões, inclusive o Andrés, pode participar. Ele acertou muito. Queremos mudar nos pontos em que nós (do Renovação e Transparência) erramos”, declarou.

Entre os erros apontados está o fato de o clube não ter conseguido se fortalecer financeiramente para aos poucos deixar de depender de empréstimos, principalmente de empresários de futebol.

O blog apurou que também há no grupo conselheiros que permanecem na diretoria de Roberto de Andrade, porém os nomes são mantidos em sigilo.


Corinthians manda de volta para casa juniores com brinco e boné
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Uma medida adotada pela diretoria de futebol amador gera polêmica nas categorias de base do Corinthians. Os jogadores não podem se apresentar para treinar usando boné, brincos ou chinelos. Quem desrespeita a regra é impedido de participar do treinamento.

Na semana passada, quatro jovens do Corinthians B, mantido em parceria com o Flamengo de Guarulhos, foram mandados de volta para casa antes mesmo que o treinador fosse consultado sobre o caso. Foram punidos por usarem bonés e brincos.

“É norma e quem não cumprir vai voltar para casa mesmo. Essa medida foi adotada há oito meses e nunca ninguém a descumpriu. Agora, no meio da confusão, quatro aparecem assim no mesmo dia. Foi muito estranho”, afirmou Ferando Alba, diretor de futebol amador. Ele desconfia que os atletas foram influenciados por alguém para agir assim e tumultuar ainda mais a equipe, última colocada de seu grupo na Copa Paulista.

Questionado pelo blog sobre como usar boné e brincos pode atrapalhar os jovens, Alba respondeu: “Base é mais do que botar para jogar, temos que  formar o atleta e ele precisa aprender a valorizar o lugar em que está. Não acho legal ir treinar de boné. É fácil o jogador se perder”.

Mas como boné e brinco podem fazer o atleta se perder? “Estudei em colégio de padres, as regras eram rígidas, era obrigatório o uso de uniforme. Acho que precisamos ser rígidos também para formar os jogadores. Não acho legal vir treinar com camisa aberta no peito, correntão, chinelo… Para perder os valores, hoje em dia, não demora muito”, respondeu o dirigente.

O curioso é que, dessa forma, o Corinthians impede os novatos de se vestirem como muitos dos que estão no time principal e servem de exemplo para eles, assim como astros até da seleção brasileira. Nesta segunda, por exemplo, Neymar deu entrevista no CT do Santos com camisa de treino, boné, brinco e chinelo.


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