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Cambista cobra até cerca de 20 vezes mais por ingresso da final do Paulista
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Cambistas pedem até cerca de 20 vezes mais do que o valor de face de ingressos para a partida deste domingo entre Corinthians e Ponte Preta pela final do Campeonato Paulista. É o caso do tíquete do setor sul, pelo qual um dos vendedores pedia durante a semana R$ 800. Com descontos para os sócios-torcedores mais assíduos, o mesmo bilhete custava R$ 40,50.

Neste sábado (6) a presença de cambistas na arena corintiana era pequena. Um deles oferecia ingressos das áreas sul e norte (R$ 32 com descontos) por R$ 600. E o comprador teria que retirar o bilhete com outra pessoa em frente ao Parque São Jorge.

Longe da arena, outro cambista, por telefone, oferecia bilhete do setor oeste superior por R$ 300. Na venda oficial, o mesmo ingresso valia de R$ 40,80 a  R$ 136, de acordo com o desconto.

Na partida de abertura da decisão, em Campinas, a pedida era de R$ 200 pela entrada de visitante, vendida oficialmente por R$ 80.

Vale lembrar que, apesar da falta de cerimônia dos cambistas, a prática é proibida.


Como repetição da final de 1977 em SP explica mudanças no futebol do Brasil
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Quarenta anos após a épica final do Campeonato Paulista de 1977, Corinthians e Ponte Pretafazem um reencontro na decisão do estadual marcado por diferenças que ajudam a entender o que aconteceu nas últimas quatro décadas com o futebol brasileiro. Confira abaixo.

Debandada de jovens talentos e força de empresários

Em 1977, a Ponte Preta chegou à final com vários destaques formados em casa e que fizeram história no clube, antes de vingarem em times maiores e até na seleção.

Em 2017, a Macaca tem entre seus principais nomes jogadores formados fora de Campinas. Alguns devem sair depois do Paulista, como Clayson, desejado pelo Corinthians, e Pottker, acertado com o Inter. Outro nome importante é o de Lucca, emprestado pelo adversário na final. O goleiro Aranha foi formado em casa, mas rodou antes de voltar ao time.

Na Ponte de 1977, Carlos, Oscar, Polozzi e Dicá, por exemplo, iniciaram a carreira profissional na Macaca e fizeram mais temporadas pela equipe depois de se destacarem no ano do vice-campeonato estadual.

A diferença entre passado e presente explica como os clubes brasileiros, não só os do interior, passaram a se desfazer de seus jovens talentosos muito cedo. Ninguém consegue segurar craque como há 40 anos.

O futebol ficou mais caro, o dinheiro rareou e os estrangeiros passaram a monitorar as promessas brasileiras desde cedo.

Tal situação costuma ser embalada por discussões acaloradas sobre o efeito que a Lei Pelé teve nos clubes brasileiros. Ela acabou com o passe, que ajudava os times a prender seus jogadores, deu lugar à multa contratual e valorizou o direito econômico, que passou a ser adquirido por empresários como joia. Eles ganharam poder diante dos clubes. Porém, agora estão proibidos de fazer essas aquisições por regras da Fifa. Muitos se associaram com times que mal jogam ou compraram agremiações para manter os rendimentos.

Local do último jogo explica de briga à Copa e Lava Jato

Em 1977, os três jogos da decisão foram no Morumbi. Na ocasião a Ponte topou atuar fora de Campinas por uma renda melhor. O alvinegro da capital não tinha estádio e a casa do São Paulo era adotada com naturalidade em grandes jogos. Agora serão dois confrontos. O primeiro será no Moisés Lucarelli e o segundo na Arena Corinthians.

A situação mudou porque a equipe paulistana, na gestão de Andrés Sanchez, entrou em rota de colisão com o São Paulo.

Como parte da briga, o então presidente corintiano trabalhou para tomar do Cícero Pompeu de Toledo o posto de favorito a palco de abertura da Copa de 2014 com a construção da arena corintiana.

No lançamento do projeto, o ex-presidente Lula foi ao Parque São Jorge fazer discurso como um dos mentores da obra. Agradeceu a Emílio Odebrecht por topar o negócio. Hoje, a história de como nasceu a Arena Corinthians está registrada nos volumosos arquivos da Lava Jato, maior operação de combate à corrupção no país. A investigação escancarou as relações inescrupulosas entre políticos e donos de construtoras.

Sanchez foi citado em delação premiada de Marcelo Odebrecht, segundo a Follha de S.Paulo, como recebedor de dinheiro de caixa 2 para sua campanha a deputado federal. Ele nega. Existem também registros em planilhas da Odebrecht que indicam suspeitas de pagamentos de propinas referentes à arena alvinegra, o que Andrés também diz não ter acontecido.

Sem invasão corintiana

Um ano antes da final lendária contra a Ponte, a Fiel protagonizou um dos maiores momentos de sua história ao invadir o Rio e dividir o Maracanã com a torcida do Fluminense na semifinal do Brasileirão.

 Isso não vai acontecer amanhã porque o procedimento de divisão de ingressos começou a mudar em 2009, quando Juvenal Juvêncio decidiu dar apenas 10% dos bilhetes disponíveis  para o Corinthians como visitante contra o São Paulo. “É uma tendência, é inexorável”, disse o presidente são-paulino na ocasião.

 A decisão gerou a reação corintiana de não jogar mais no Morumbi (citada acima) e com o tempo se tornou regra no país. Para a partida de abertura da final, a diretoria da Ponte diz ter cedido 2.200 ingressos aos adversários por receber a mesma carga para a finalíssima na Arena Corinthians.

Decadência de técnicos experientes

Quando Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram em 1977, no comando do time da capital estava o veterano Osvaldo Brandão. Havia sido com ele o último título conquistado pelo Corinthians, o Paulista de 1954. O treinador retornou ao Parque São Jorge e tirou o clube da fila.

Em 2017, quem segura a prancheta corintiana é Fábio Carille, que disputa sua primeira temporada desde o início como técnico de um time profissional.

 A presença do novato explica o que aconteceu com parte dos treinadores mais experientes do Brasil nos últimos anos. Eles perderam prestígio, principalmente após a derrota por 7 a 1 da seleção para a Alemanha na Copa de 2014 com Felipão no comando.

 Os mais antigos ficaram com rótulo de desatualizados e perderam espaço para jovens com salários mais baixos e pinta de atualizados, como Jair Ventura (Botafogo), Rogério Ceni (São Paulo) e Zé Ricardo (Flamengo). Virou moda técnico brasileiro visitar clube europeu e se esforçar para mostrar ser moderno.

Mecenas

Há 40 anos, a Ponte tinha um dos times mais fortes do País. Sua trajetória de 1977 para cá simboliza em parte o que aconteceu com a maioria dos clubes do interior do país. A Macaca quase faliu e foi rebaixada até no Campeonato Paulista.

A recuperação dela também indica o modo de sobrevivência de muita equipe de menor porte: a ajuda de um mecenas. Sérgio Carnielli, no caso da Ponte.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o clube deve R$ 102 milhões para ele, que é presidente de honra. E não são só os times menores que recorrem à ajuda de endinheirados apaixonados. Paulo Nobre chegou a colocar no Palmeiras R$ 180 milhões enquanto era presidente do clube. O caminhão de dinheiro foi fundamental para recolocar o alviverde no topo do futebol.  A dívida com ele hoje é de cerca de R$ 60 milhões.


Sem dinheiro, Santos não combina prêmio por título. Vai dar o que tiver
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Reveja as melhores fotos de Santos x SP

Veja Álbum de fotos

A falta de dinheiro fez o Santos quebrar uma tradição seguida por clubes que chegam a finais: fazer reunião com os jogadores e definir a premiação pelo título.

Em meio a uma grave crise financeira, a diretoria do clube preferiu não prometer um valor fixo. Temia não conseguir cumprir a promessa e estragar o que chama de excelente relacionamento com os atletas.

Se o time bater o Palmeiras na decisão do Estadual, haverá premiação, mas a quantia será a que o clube tiver disponível. A nova postura não significa um problema, porque os atletas não cobraram a definição do bônus.

“Eles não pediram reunião para discutir prêmio, então, não marcamos nada pra falar disso. Agora, como vou prometer um valor que não tenho? Mas eles vão ser recompensados, pode ter certeza disso”, afirmou ao blog Modesto Roma Júnior, presidente santista.

Oferecer uma gorda recompensa agora também seria uma contradição dolorida para jogadores que estão com até sete meses de direitos de imagem atrasados. Os salários registrados em carteira de trabalho e os bichos por vitória estão sendo pagos.

Até aqui, os atletas não demonstram irritação por conta dos atrasos, que se acumulam desde o ano passado, durante a gestão de Odílio Rodrigues.

Diretores e o presidente atuais atribuem a compreensão do elenco, entre outros fatores, a uma conversa franca com o grupo em janeiro. No vestiário, também estava o ex-presidente Marcelo Teixeira. Depois de Modesto explicar a situação em que assumiu o clube, Robinho tomou a palavra e perguntou se a diretoria garantia que todas as remunerações atrasadas seriam quitadas. A resposta foi afirmativa, e o atacante declarou que o elenco compreenderia a situação.

Para ganhar a confiança dos atletas, a diretoria diz que no começo do ano quitou os salários de janeiro, o décimo terceiro e mais três salários atrasados de 2014. Só que nenhum direito de imagem foi pago.

“O segredo é ser verdadeiro com eles, com os funcionários de modo geral. Tem que mostrar que você não está sacaneando, está trabalhando para arrumar o dinheiro e vai pagar”, disse Modesto.


No Galo finalista da Libertadores, Ronaldinho vira apenas um dos bons jogadores
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A dramática classificação para a final da Libertadores, com vitória nos pênaltis sobre o  Newells ,reforça que o Atlético-MG hoje depende muito menos das jogadas individuais de  Ronaldinho Gaúcho do que no início da competição. O astro agora é apenas mais um dos bons jogadores do time.

Isso não significa que ele tenha deixado de ser importante. Como foi ao converter em gol sua cobrança na disputa de pênaltis. Ficou evidente também sua importância como líder do time, palestrando para os colegas nos momentos cruciais do jogo.

A diferença agora é que Ronaldinho não precisa desequilibrar para o Galo triunfar. Vítor, Bernard, Guilherme, Jô e Tardelli deixaram suas marcas na caminhada rumo à final tanto quanto o colega mais badalado. Essa distribuição de forças no elenco talvez seja a maior justificativa para a torcida atleticana soltar seu grito de guerra nesta noite: “eu acredito”.


Em final, Muricy busca paz que Tite tenta manter
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Conquistar o título paulista neste domingo vale para Muricy Ramalho conseguir paz para preparar o Santos visando o Brasileiro.

A intolerância de conselheiros com o treinador é tanta que até o fato de ele mirar jogadores de times do interior para reforçar a equipe virou alvo de críticas.

A queixa é de que o clube já gastou muito com contratações e que ele não fez o time jogar bem. Se deseja fortalecer o elenco, deve buscar soluções baratas na base, dizem seus detratores. Até parte da diretoria reclama de Muricy, principalmente pelo desempenho do time.

Enquanto isso, o corintiano Tite precisa do título para manter a tranquilidade conquistada nos últimos anos. Há um desconforto no Parque São Jorge com a insistência do treinador em manter Pato no banco nos últimos meses e com a queda de rendimento do campeão mundial.

Um novo tropeço após a Libertadores colocará em risco o status de técnico incontestável que ele alcançou no clube.


Regulamento impede relação entre clube e árbitro, mas chefe vê Braghetto vítima de ciúmes
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O artigo 15 de regulamento geral da arbitragem da Federação Paulista é claro: “a condição de árbitro é incompatível com o exercício de qualquer cargo executivo em  órgãos ou entidades ligadas à FPF., ou a qualquer clube de futebol”.

Assim, Rodrigo Braghetto vinha atuando em situação irregular, pois é dono de uma empresa que presta serviços ao departamento amador do Corinthians.

“Sabia que ele tinha a empresa, mas não sabia pra quem ela presta serviço. Não sou babá de árbitro para ficar vigiando o trabalho deles. Ele conhecia o regulamento”, disse ao blog Marcos Marinho, chefe da arbitragem da Federação Paulista.

Apesar do afastamento de Braghetto da final entre Santos e Corinthians, após o Blog do Paulinho revelar a ligação, ele diz que pessoalmente, não vê problemas na atividade profissional do juiz.

“Existe muita hipocrisia quando falam de ética. Ele foi prejudicado, existem empresas concorrentes da empresa dele, provavelmente alguém estava com ciúmes e queria prejudicar o Graghetto. Conseguiu porque essa final seria a coroação da carreira dele. Ele apitou Corinthians e Ponte, no ano passado, o Corinthians foi eliminado e ninguém questionou isso”, completou Marinho.


Santos busca tetra com seu time que menos marca gols e dribla em 4 anos
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A missão de dar ao Santos o inédito tetracampeonato paulista cabe ao time menos brilhante no ataque que o clube teve nos últimos quatro Estaduais.

A equipe que começa a decidir o título neste domingo, contra o Corinthians, marca menos gols, em média, do que as que levantaram o tri, segundo o Datafolha.

Das quatro últimas formações que o Santos teve no Estadual, a atual também é a que menos dribla, em média.

O levantamento feito pelo Datafolha a pedido do blog dá razão aos santistas que sentem saudades do time campeão em 2010. Dono de um futebol insinuante, aquele elenco registrou as melhores médias de dribles e gols marcados  do clube nas quatro últimas edições do campeonato. A defesa, porém, é a que tem a maior média de gols sofridos.

Abaixo, o levantamento do Datafolha.

 

 


Punição em tempo recorde para Gaviões enfraquece desafeto da FPF em final
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Na segunda-feira, o Corinthians bateu o pé para fazer um jogo da final do Paulista no Pacaembu, rejeitando o Morumbi e passando por cima do regulamento que dá ao departamento de competições da FPF o poder de decidir os locais dessas partidas.

Na quarta, soube que o caldeirão do Pacaembu ferverá um pouco menos neste domingo, no jogo com o Santos porque a Gaviões da Fiel foi vetada pela FPF.

A punição aplicada à principal organizada do Corinthians foi rápida como todas deveriam ser. A federação anunciou o castigo apenas três dias após o jogo contra o São Paulo, no qual a torcida foi acusada pela PM de agir com violência.

Em 17 punições divulgadas este ano pela federação em seu site, a média é de um prazo de 13,4 dias entre o fato ocorrido e a publicação da pena. Nesse ritmo, o Corinthians, desafeto de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade, contaria com a Gaviões na final.

Apenas em outros dois jogos, nenhum deles na capital, o castigo demorou só três dias para sair. Os envolvidos nessas outras punições em tempo recorde foram integrantes de torcidas de Guarani, Botafogo e São Bernardo.

As maiores demoras aconteceram em penas dadas para a Torcida Jovem do Santos (31 dias) e a Independente, do São Paulo (27 dias).

“O caso da Gaviões foi mais rápido porque demorou menos para o relatório da Polícia Militar chegar na Federação. Aqui é assim, chegou, punimos. Não existe decisão política”, disse Marcos Marinho, responsável na federação pelo departamento de segurança nos estádios.

Vale lembrar que integrantes da torcida poderão entrar no estádio, sem uniformes, faixas e instrumentos musicais. Farão menos barulho do que normalmente.

 


Site revende por R$ 3,5 mil ingresso de R$ 418 para final da Copa das Confederações
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Famoso por revender ingressos para a final da última Libertadores a preços estratosféricos, o site Ticketbis já anuncia bilhetes para a Copa das Confederações também com valores pra lá de altos.

A entrada na categoria 1 para a partida de abertura, entre Brasil e Japão, em Brasília, é oferecida por até R$ 2.500. A Fifa colocou à venda o mesmo tíquete por R$ 266.

Pelo site de revenda, a final no Maracanã pode custar até R$ 3.499 na categoria 1. Na Fifa, o preço é R$ 418.

O Ticketbis não tem a chancela da federação internacional e já foi alvo do Procon por causa da comercialização de bilhetes durante a Libertadores. A página abre espaço para quem já comprou ingressos revender. Cada revendedor estipula o seu preço.

A Fifa já fez uma pré-venda por cartão de crédito. Na segunda começa a fase de vendas por sorteios pelo www.fifa.com.

Reprodução de anúncios do site Ticketbis para final da Copa das Confederações

 


Polícia prende cambista com ingresso falso e teme derrame de entradas frias no Pacaembu
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A Polícia Civil prendeu nesta tarde um homem acusado de tentar vender ingresso falso para a final da Libertadores nesta quarta no Pacaembu. Ele negociava por R$ 200 um bilhete frio para o tobogã, setor atrás  de um dos gols.

O cambista havia iniciado a negociação com um torcedor por R$ 500. O cartão estampava o preço de R$ 50. Ele foi preso em flagrante pela equipe da 2ª Delegacia de Investigação de Crimes Contra o Consumidor. Acusado de tentativa de estelionato, aguardava a definição da fiança até a publicação deste post. Ele foi surpreendido por um investigador na praça em frente ao portão principal do Pacaembu.

“O falsificador usou um ingresso de papel. O Corinthians e a Omni (adminsitradora do programa sócio-torcedor do clube) já avisaram que não há bilhetes assim.  Existem apenas cartões magnéticos do Fiel Torcedor, intransferíveis. Só achamos um bilhete falso, mas acreditamos que possa haver um derrame de ingressos falsificados”, disse ao blog o delegado  Archimedes Cassão Veras Júnior, responsável pelo caso.