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Nova suspeita de favorecimento a time de cliente de Del Nero fortalece Andrés em guerra política
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Nova polêmica envolvendo o Atlético de Sorocaba, conhecido como “time do reverendo Moon” apimenta a disputa política na Federação Paulista e fortalece Andrés Sanchez. Moon, morto no fim do ano passado, era cliente do advogado Marco Polo Del Nero. Sua equipe subiu para a primeira divisão sob a suspeita de ser favorecida por erros de arbitragem em 2012. E agora se manteve na elite da mesma forma.

No fim de semana passado, o Atlético venceu o Oeste por um a zero com gol em lance duvidoso aos 50 minutos do segundo tempo e escapou do rebaixamento. A bola teria saído pela linha de fundo antes do gol.

Em 2012, a equipe de Sorocaba conquistou a vaga na elite após estar perdendo por 2 a 0 do União Barbarense. Virou com um gol de pênalti aos 54 minutos em cima de adversário esfacelado por três expulsões.

Na ocasião clubes do interior chegaram a conversar sobre lançar um candidato de oposição ao grupo de Del Nero na entidade. Reclamavam de vários lances que teriam beneficiado o time do cliente do presidente da FPF.

Após o episódio da rodada anterior, voltou a ser discutida uma forma de combater o poder de Del Nero. Coincidentemente, no auge das discussões, o cartola reconduziu à vice-presidência Fran Papaiordanou, conselheiro corintiano ligado a Paulo Garcia, visto como possível candidato de oposição. Garcia e Andrés tinham se aproximado.

Dirigentes de clubes pequenos que se sentem prejudicados com o suposto favorecimento ao Atlético de Sorocaba agora miram uma aliança Andrés, considerado por eles o único capaz de derrotar o grupo de  Del Nero. Não querem que o próximo presidente da federação seja controlado por Marco Polo, favorito para vencer a eleição à presidência da CBF. Os dois pleitos acontecem no ano que vem.


Mais um aliado de Del Nero ronda a CBF, agora para cuidar do patrimônio da entidade
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Del Nero: caso sobre suposta venda dados sigilosos por policiais

Em meio a um pedido de CPI da CBF e uma investigação da Polícia Federal, Marco Polo Del Nero está emplacando mais um aliado na confederação. Dino Gentile, diretor de inclusão social da Federação Paulista de Futebol, tem participado de decisões sobre a reforma na Granja Comary, que é o CT da Seleção, e a respeito da nova sede da entidade.

São dois assuntos estratégicos para a Confederação Brasileira. Segundo funcionários da entidade, Gentile já age como diretor de patrimônio. Ele está cotado para assumir oficialmente o posto.

O site da confederação, no entanto, não relaciona a diretoria de patrimônio entre as cadeiras existentes na CBF.

Del Nero já conseguiu ser eleito vice da confederação, passou a ter o vice de finanças da FPF, Rogério Caboclo, como diretor de relações institucionais do Comitê Organizador Local da Copa e conta com aliados também no STJD. Isso sem falar no presidente, José Maria Marin, unha e carne com ele. Tantos amigos de Marco Polo no poder incomodam altos dirigentes da FIFA.

Procurada pelo blog, a direção de comunicação da CBF disse que Gentile não foi nomeado diretor e não soube dizer se ele irá assumir o cargo. Já a assessoria de imprensa da FPF afirmou que o dirigente não atendeu à ligação para seu celular.


Fifa e Ministério do Esporte querem distância de Del Nero e se aproximam de Ronaldo
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Valcke e Aldo preferem a companhia de Ronaldo

Jérôme Valcke e Aldo Rebelo jantaram juntos nesta segunda no Rio. O único prato indigesto do cardápio foi o envolvimento de Marco Polo Del Nero em investigação da Polícia Federal.

Secretário-geral da Fifa e ministro do Esporte digeriram o caso da mesma maneira. Ambos acreditam que a presença de Del Nero em eventos oficiais levará sua crise particular para a Copa do Mundo. Preferem ter por perto Ronaldo, membro do COL (Comitê Organizador Local).

O caso Del Nero estourou numa semana de agenda cheia. Na segunda, sem Marco Polo e José Maria Marin, mas com Ronaldo, houve visita ao Rio. Nesta terça é a vez de Curitiba, também sem a dupla de cartolas. Quarta, a ida será ao Itaquerão. E no sábado acontece o sorteio dos jogos da Copa das Confederações.

Manter distância do presidente da Federação Paulista, vice da CBF, dirigente da Conmebol e membro do Comitê Executivo da Fifa durante essa programação é o desejo de Valcke e de Aldo.

Del Nero: filme queimado na Fifa

Ambos concordam que seria constrangedor, por exemplo, Del Nero ser indagado por jornalistas num evento Fifa sobre seu problema policial.  Ele teve computadores apreendidos e precisou depor por suspeita de compra de informações sigilosas vendidas com a ajuda de policiais.

 O cartola nega ter cometido crime. O caso não tem a ver com suas atividades no futebol. Ele afirma ter contrato um detetive particular para levantar informações públicas sobre uma pessoa com quem teria relação comercial.

Para Fifa e Ministério do Esporte, porém, o escândalo é apenas mais um ponto negativo para Del Nero. A gestão da dupla na CBF é criticada. Altos salários pagos a eles mesmos (Marin aumentou sua própria remuneração) incomodam.

Também causa desconforto a estratégia de Del Nero colocar em posições estratégicas homens de sua confiança, apesar de não ser ele o presidente da CBF e do COL. No Comitê Organizador, por exemplo, foi nomeado por Marin Rogério Caboclo, vice de finanças da FPF. Ele é considerado olhos e ouvidos de Del Nero no órgão.

Pelo conjunto da obra, o cartola paulista é visto na Fifa como um problema de solução desconhecida. Assim como foi um dia Ricardo Teixeira. A diferença é que o cartola de múltiplas funções conseguiu tostar seu filme em muito menos tempo do que o ex-presidente da confederação.


Marin desiste de nomear ex-escudeiro de Teixeira como diretor do COL
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 José Maria Marin desistiu de nomear Mário Rosa, escudeiro de Ricardo Teixeira por quase uma década, para a diretoria de Comunicação do COL, o Comitê Organizador da Copa-14. Sem alarde, o presidente da CBF já empossou no cargo Saint-Clair Milesi. Ele já trabalhava no departamento de comunicação do órgão.

Rosa ganhou a confiança de Teixeira quando articulou alianças políticas para o cartola na época das CPIs que investigaram o futebol brasileiro. Chegou a ser diretor institucional do COL, mas se afastou por divergências com Ricardo.

As conversas de Marin com Rosa para que ele voltasse ao Comitê causaram estranheza nos bastidores por causa do distanciamento atual entre Teixeira e seu ex-funcionário.

O cargo estava vago devido à decisão de Rodrigo Paiva, outro escudeiro de RT, ter se afastado para ficar apenas como diretor de comunicação da CBF. O fato de um dos principais assessores de Teixeira ter ocupado a vaga mostra como o posto é estratégico.

A nomeação de Saint-Clair mata a expectativa de dirigentes próximos à CBF de que Marin indicaria alguém da Federação Paulista.


Só Ganso não aproveita vitrine olímpica
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Na primeira fase da competição olímpica, quem mais precisava mostrar futebol para seduzir clubes europeus mostrou, exceção feita a Ganso. Com uma nova lesão, o meia aumentou sua coleção de contusões e diminuiu ainda mais as chances de se transferir agora para a Europa. Por ora, não conseguiu nem a estimular o Internacional a brigar mais por sua contratação.

Já Lucas, disposto a ficar no continente europeu depois dos Jogos Olímpicos, aproveitou bem a chance que teve contra a Nova Zelândia. Segundo o Datafolha, o são-paulino deu mais passes do que Neymar (46 a 25), errou só um a mais (4 a 3), desarmou mais (4 a 1) e recebeu mais bolas do que o principal astro do time (51 a 35).

Leandro Damião, outro que está exposto na vitrine do time nacional, também soube mostrar seu valor. Contra a fraca Nova Zelândia. Precisou de duas finalizações para fazer um gol. Neymar tentou seis arremates, mas passou em branco.

Quem não precisa mais impressionar compradores europeus, como Marcelo, Oscar e Neymar, aproveitou a fase inicial do torneio para lustrar sua imagem. Mano Menezes saiu vivo do primeiro estágio do desafio. Evitou o vexame de uma desclassificação prematura, que provocaria sua demissão.

E claro, convidados da CBF (presidentes de federações) e da FPF (que levou vários dirigentes para o Reino Unido) também aproveitaram a primeira fase para curtir os Jogos Olímpicos sem suar.


Repórter que é musa da FPF engrossa estafe de Marco Polo em viagem do presidente da CBF
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As digitais da Federação Paulista em volta de José Maria Marin, aumentaram na recente viagem do presidente da CBF ao Chile. A equipe da TV FPF  cobriu a comemoração dos 50 anos do bicampeonato mundial do Brasil.

Marin, como de costume, foi escoltado ao Chile por Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista e consultor do substituto de Ricardo Teixeira.

 As entrevistas para o canal da entidade estadual foram feitas por Carolina Galan, repórter considerada musa dos dirigentes paulistas.

Reprodução de imagem da CBF TV com Carolina Galan, da FPF, Marin e o ex-jogador Zito, no Chile

Em mais uma prova de como está cada dia mais difícil diferenciar a confederação da federação, as entrevistas produzidas pela TV FPF estão disponíveis na CBF TV, no site da confederação. A assessoria de imprensa da instituição comandada por Del Nero afirma que as imagens foram cedidas e que a equipe do canal da federação não trabalha para a confederação.

Além de Del Nero, Reinaldo Carneiro Bastos, vice da FPF e diretor da CBF, também costuma acompanhar José Maria Marin.


Presidente da FPF ganha mais críticos por grudar em Marin
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Cartolas de clubes paulistas engrossam o coro de cariocas, gaúchos e baianos, contra a proximidade do presidente da FPF com o substituo de Ricardo Teixeira.

Apesar de preferirem não se identificar, eles se queixam de que Marco Polo Del Nero, mais novo integrante do COL (Comitê Organizador da Copa), pouco fica na Federação Paulista desde que José Maria Marin assumiu a CBF. Nesta terça, por exemplo, ele está na Suíça, onde participou de reunião da Fifa.

O blog dá algumas dicas sobre onde Del Nero pode ser encontrado. Confira.

 
 
                                                                                     Foto: CBF

MARCAÇÃO Com Marin e Romário

 

Foto: Leonardo Soares/UOL

AMIGO É PRA ESSAS COISAS Ao lado de Marin e das Gatas do Paulistão

Foto: Fifa.com

                              CAMISA 10 Mimando o presidente da Fifa

 

                                                                                                                             Foto: Sergio Lima/Folhapress

 

FALA QUE EU TE ESCUTO Durante sessão na Câmara

 

 

 

Com finais no Morumbi, FPF esquece promessa, aproveita seu camarote e fortalece São Paulo
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Ao marcar as finais do Paulista para o Morumbi, a FPF descumpriu a promessa que havia feito de respeitar a vontade dos clubes sobre onde jogar a partir das oitavas-de-final do Estadual.

Marco Polo Del Nero fez essa afirmação ao blog, no dia 29 de fevereiro, antes de participar de assembleia geral da CBF.

Na ocasião, o blog havia apurado a existência de um lobby para fazer semifinais e finais no estádio são-paulino, o que Del Nero negou. A ideia, segundo dirigentes paulistas, era convencer os principais clubes do Estado de que o melhor seria usar a casa tricolor.

Naquele momento, os presidentes da FPF e do São Paulo, Juvenal Juvêncio, acabavam de selar a reconciliação entre as duas partes, após um longo período de desavenças.

Agora, cartolas dos finalistas Santos e Guarani dizem que queriam jogar em seus estádios. Del Nero afirma que não foram obrigados, mas convencidos de que o Cícero Pompeu de Toledo é a melhor escolha.

Com a final no Morumbi, Marco Polo reforça o novo status de Juvenal, agora um dos cartolas com mais trânsito na cúpula do futebol brasileiro. O são-paulino também é unha e carne com José Maria Marin, presidente da CBF.

Além de fazer o Morumbi voltar a ser palco de grandes jogos que não envolvem o São Paulo, reforçando o caixa tricolor com a cobrança de aluguel, a federação prestigia seu próprio camarote no estádio.

O espaço vip havia sido tomado da entidade no auge do conflito e agora está de novo nas mãos da FPF. A tribuna é útil para receber autoridades e dirigentes de outros estados, ainda mais bem-vindos em época de campanha eleitoral (Del Nero é candidato a vice da CBF) e de fortalecimento de Marin no poder.


Presidente da FPF se recusa a falar sobre assessoria à CBF e aumenta polêmica
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Dirigentes de federações trabalham com a informação de que Marco Polo Del Nero, por meio de uma empresa, presta assessoria remunerada a José Maria Marin. Seria uma forma, não de ganhar dinheiro, mas de poder escoltar seu protegido na presidência da CBF.

O presidente da FPF é candidato a vice na confederação e está ao lado de Marin em todos os momentos importantes. O certo é que formalmente ou informalmente, ele ajuda o amigo.

Dirigentes de outros Estados consideram privilégio o cartola da FPF estar tão grudado em Marin. E a polêmica só aumenta diante da postura que Del Nero adotou sobre o caso: ele não confirma nem nega que preste assessoria remunerada ao cartola da CBF.

Após três e-mails e mais de uma semana de espera, a assessoria de imprensa da FPF respondeu nesta sexta ao blog que Del Nero não fala sobre o assunto. Assim, o presidente que prega a transparência na FPF prefere, sabe-se lá por qual motivo, não dar uma resposta esclarecedora.


Por cima, Juvenal Juvêncio homenageia Andrés Sanchez
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Juvenal Juvêncio participa hoje de homenagem a seu desafeto Andrés Sachez. Será num almoço entre dirigentes dos quatro grandes paulistas.

O encontro é uma espécie de bota-fora do ex-presidente corintiano e bota-dentro do atual, Mário Gobbi.

Será a primeira reunião formal dos presidentes dos clubes do G4 (Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos), com a presença de Andrés, após a reviravolta no futebol brasileiro provocada pela saída de Ricardo Teixeira da CBF.

A novidade é que Juvenal está por cima. Antes bombardeado na CBF, com a ajuda de Andrés, e rompido com a FPF, sofria com o poder do corintiano. Hoje, Sanchez é quem pisa num campo minado dominado por amigos de Juvenal. Como diretor de seleções, recebe ordens de José Maria Marin, são-paulino e aliado de Juvenal.

Outrora, Andrés posava de bem informado nesses encontros por sua proximidade com Teixeira. Agora é a vez de o presidente são-paulino assumir esse papel.

Havia a expectativa entre dirigentes de que JJ testasse seu novo status no almoço tentando emplacar o Morumbi como palco das semifinais e finais do Paulista. Porém, com o Corinthians de Andrés fora e o mando assegurado do São Paulo contra o Santos, não terá esse trabalho. E ainda poderá gozar o corintiano por causa da eliminação alvinegra.