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Arquivo : Gaviões da Fiel

Arena Corinthians tem tumulto com PM e torcedor acusado de tráfico
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No primeiro jogo do Corinthians com o setor de sua arena destinado para as torcidas organizadas do clube interditado pelo STJD houve tumulto entre torcedores e policiais militares na área sul, para onde membros de uniformizadas foram remanejados.

A confusão aconteceu no intervalo da partida com o Fluminense, neste domingo, perto do banheiro masculino. Segundo o tentente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do 2º Batalhão de Choque, houve no local um flagrante de tráfico de drogas. “Um torcedor foi preso vendendo cocaína no banheiro. Ele estava com 30 papelotes, uma quantidade considerável”, afirmou o policial ao blog. O tenente-coronel disse não ter o nome do acusado no momento da entrevista.

Durante a ação, houve correria e torcedores que estavam perto do banheiro reclamaram de terem sido agredidos sem motivo pela PM com golpes de cassetete. “Teve uma tentativa de fuga e isso pode ter provocado um pequeno entrevero”, declarou Gonzaga.

Pouco depois da confusão, o blog presenciou um torcedor sendo preso sob a acusação de desacato à autoridade. “Quem é você pra me mandar tomar no c… Você não é trabalhador, trabalhador sai de casa para trabalhar, não pra me mandar tomar no c…”, dizia o policial para o homem detido. O PM chegou a desferir uma cabeçada que não atingiu seu desafeto.

A diretoria do Corinthians informou a seus sócios-torcedores que conseguiu junto ao STJD a liberação parcial do setor norte para o confronto com o Cruzeiro, na próxima quarta pela Copa do Brasil. Porém, o clube segue proibido de vender bilhetes para Gaviões da Fiel e Estopim da Fiel.


Em 2016, organizadas paulistas zombam uma vez por mês de autoridades
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Em 2016, pelo menos uma vez por mês, em média,  membros de torcidas organizadas paulistas debocharam das autoridades de segurança pública do Estado. Até abril, foram registrados ao menos quatro casos em que esses torcedores agiram como se estivessem caçoando de policiais militares e civis, promotores e juízes.

A sequência começou na final da Copa São Paulo. Integrantes da Gaviões da Fiel acenderam sinalizadores no jogo contra o Flamengo no Pacaembu. Além de mostrarem que não estavam nem aí para o fato de Federação Paulista punir torcidas nesses casos, eles desmoralizaram a revista feita pela PM. Deixaram claro que quando querem entrar com algo vetado nos jogos têm boa chance de conseguir.

No final de fevereiro, para o espanto de juízes, promotores e policiais, o ex-presidente da Gaviões, Douglas Deúngaro, o Metaleiro, ameaçou Alex Sandro Gomes, o Minduim, também integrante torcida, dentro de uma sala do fórum de Santana. Diante de policiais militares ele chegou a dizer que arrancaria o pescoço de desafeto, que é assessor do deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.

Prova maior de ousadia seria dada apenas dois dias depois, no início de março. Minutos após deixarem o fórum da Barra Funda, onde as principais torcidas paulistas tinham se reunido com o Ministério Público, o presidente da Gaviões, Diguinho, e seu secretário, Cris foram espancados no estacionamento do centro de compras em que tinham deixado o carro. Ou seja, o MP acabou sendo usado para um acerto de contas entre torcidas rivais, já que o ataque foi perto do fórum.

Os agressores mostraram não terem nenhum receio de serem pegos ao agirem debaixo do nariz do Ministério Público. E os agredidos não tiveram constrangimento, segundo investigação da polícia, de recolher objetos que teriam sido usados na ação. Para os policiais, eles não têm interesse em que os rivais sejam punidos pela Justiça. Preferem a vingança.

Em abril, a polícia prendeu um membro da Mancha Alviverde acusado de participação na emboscada a Diguinho. No mesmo dia, policiais reviraram a sede da Gaviões em busca de porretes que teriam sido usados na agressão e recolhidos. Nada foi encontrado, mas a demonstração de que as autoridades estavam apertando o cerco sobre torcedores violentos tinha sido dada.

A sensação de que a situação estava sob controle, porém, virou pó dois dias depois, quando palmeirenses e corintianos protagonizaram pelo menos quatro brigas na cidade antes e após o jogo entre os dois times no Pacaembu. O serviço de inteligência não foi capaz de evitar os confrontos. Assim como o esquema de segurança montado para tirar os corintianos do Pacaembu não impediu que eles agredissem palmeirenses perto do estádio.

O saldo do domingo sangrento foi uma pessoa, que não era ligada à torcida organizada, morta longe do Pacaembu, antes do jogo.

Apesar de os líderes das organizadas negarem que as brigas tenham sido combinadas pelas cúpulas das torcidas, é possível interpretar as confusões em diferentes cantos da cidade como mais um desafio às autoridades e demonstração de que os vândalos não temem ser punidos.

 


Nota oficial mostra que PM errou com Gaviões em episódio das faixas
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A confusão entre policiais militares e membros da Gaviões da Fiel na última quinta em Itaquera começou por causa de um erro de interpretação da PM em relação à punição imposta pela Federação Paulista à torcida. A conclusão é baseada em nota oficial enviada ao blog na última sexta, e assinada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

O comunicado diz que a Gaviões “cumpria punição da Federação Paulista de Futebol (FPF) para não portar faixas durante o jogo”. E que “alguns torcedores descumpriram a regra e tentaram estender uma faixa no estádio”. A briga começou quando policiais decidiram retirar da arquibancada membros da organizada que se recusaram a entregar a faixa.

Os escritos protestavam contra a Globo e a falta de transparência na prestação de contas da arena corintiana. Acontece que a punição imposta pela FPF diz que por 60 dias, a partir de 27 de janeiro, a Gaviões da Fiel está proibida de entrar nos estádios com “objetos (faixas, bandeiras, instrumentos musicais) que identifiquem” a torcida.

As faixas exibidas, porém, não identificavam a Gaviões. Ou seja, de acordo com a resposta oficial da PM via Secretaria de Segurança Pública, os policiais equivocadamente entenderam que a punição impede qualquer tipo de faixa (o que poderia ser considerado um abuso contra a liberdade de expressão).

Existe ainda outra versão, dada à Folha de S.Paulo pelo major Luiz Gonzaga. Ele afirmou que a PM agiu baseada no Estatuto do Torcedor. A regra a qual o policial se refere veta cartazes, bandeiras ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo. Assim, de acordo com o que declarou o major ao jornal, a polícia só pode ter entendido como ofensivo a torcida dizer que o Corinthians não é quintal da Globo e/ou perguntar onde estão as contas relativas à construção do estádio.

Opinião

A PM cometeu um erro grosseiro ao tentar retirar a faixa. Além disso, se no entender da PM nenhum tipo de faixa da Gaviões poderia entrar, houve também falha na revista. Como ocorreu na final da Copa São Paulo, jogo em que a torcida entrou com sinalizadores e acabou punida.

Nos dois casos, a Polícia Militar precisa ser cobrada por seus erros. Ela não faz um favor aos clubes e aos torcedores trabalhando nos estádios. A corporação recebe para estar lá. No jogo entre Corinthians e Capivariano, na noite do episódio das faixas, recebeu R$ 56.951,96, que foram descontados da arrecadação da partida.

O Corinthians, que pagou a conta, deveria cobrar da PM explicações. Não se trata de defender a organizada, mas de exigir qualidade na prestação do serviço pelo qual paga. Afinal, se a confusão tivesse maior proporção, o Corinthians poderia ser punido como mandante da partida.

Abaixo veja a nota assinada pela Secretaria de Segurança Pública na íntegra e a resolução da FPF punindo a Gaviões

 

 

 

 

 


Torcidas causam 4 confusões em um mês, mas tentam mudar imagem
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Em cerca de um mês com bola rolando, torcidas de Corinthians, São Paulo e Palmeiras já se envolveram em pelo menos quatro confusões, sem contar protestos feitos pela Gaviões da Fiel em frente à sede da Federação Paulista.

Curiosamente, enquanto brigam, causam tumultos, depredam, apavoram até garotos das categorias de base, as uniformizadas tentam demonstrar uma mudança de postura.

O principal exemplo é a são-paulina Independente, que protagonizou briga com policiais e atos de vandalismo em Mogi das Cruzes, que recebeu jogo da equipe contra o Rondonópolis pela Copa São Paulo. A prefeitura local cobrou o prejuízo de São Paulo e FPF, mas a uniformizada se comprometeu a pagar a conta de R$ 68,8 mil. Uma reunião acontecerá após o Carnaval para torcida e município acertarem os detalhes.

Vale lembrar que o jogo aconteceu em estádio menor do que o que vinha sendo usado para as partidas do time tricolor e muitos torcedores não conseguiram entrar, dando início aos tumultos.

Já os líderes da Gaviões da Fiel e da Mancha Alviverde enviaram mensagens para seus membros evitarem confrontos na última quinta durante seus deslocamentos, criticando a federação por colocar os dois times para jogar no mesmo dia. O tom das rivais agora é de que o inimigo em comum é a FPF.

As duas torcidas também já se envolveram em confusões em 2016. A Gaviões ascendeu sinalizadores durante a final da Copinha e foi suspensa, o que gerou protestos diante do prédio da federação. Além disso, torcedores corintianos cercaram o ônibus do time sub-15 do Corinthians após eliminação na Copa do Brasil.

Por sua vez, sócios da Mancha brigaram em sua sede com integrantes da vascaína Força Jovem, convidada para a festa de aniversário da torcida palmeirense.


Impasse entre PM e Justiça deixa brigões de Gaviões e Mancha sem ‘castigo’
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O caso é emblemático no que diz respeito às dificuldades enfrentadas e, muitas vezes, criadas pelas autoridades para manter brigões longe dos estádios brasileiros.

Desde o dia 17 de março, seis integrantes da Gaviões da Fiel e dois da Mancha Alviverde, todos acusados de participação em briga que matou dois palmeirense em 2012, estão obrigados a se apresentar num batalhão da Polícia Militar. Isso nos dias de jogos de seus times como mandantes em São Paulo e até o julgamento do caso. Mas, por causa de um impasse que envolve Justiça e a PM, eles não estão cumprindo a medida restritiva aplicada pelo juiz. Nunca chegaram a cumprir, segundo um dos advogados de defesa.

O problema acontece porque a Polícia Militar, escorada numa determinação da Secretaria de Segurança Pública, não aceita a receber os réus. Assim, por enquanto, eles não têm onde ficar durante as partidas.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública enviou nota ao blog informando que “foram alterados os locais de cumprimento de medidas restritivas para torcedores”. E que agora “elas são realizadas no Corpo de Bombeiros, Instituto Médico Legal, Instituto de Criminalística e Rede de Reabilitação Lucy Montoro”. A resposta diz ainda que os locais de cumprimento são definidos pela Central de Penas e Medidas Alternativas, da Secretaria de Administração Penitenciária.

Procurada, a assessoria de imprensa da central não respondeu ao blog até a publicação deste post.

Por sua vez, Claudia Mac Dowell, promotora que ofereceu a denúncia contra os torcedores, confirmou que os réus não estão cumprindo a medida porque não foram recebidos pela PM. Ela disse também que, até esta quinta, não estava definido o local em que eles passarão a ficar. “Mais um motivo para muita frustração. A Polícia Militar diz que essa recusa teria ficado acertada numa reunião com a Secretaria de Segurança Pública para a qual eu não fui convidada, nem me consta que o juiz tenha sido”, escreveu a promotora em resposta ao blog, por mensagem via celular.

A falta de local não é o único problema. O despacho sobre a medida restritiva não fala que os réus têm que prestar serviços comunitários durante os jogos. Assim, o advogado de parte deles disse ao blog que não aceita que seus clientes sejam encaminhados para instituições em que teriam que desempenhar essas funções. Sob a condição de não ser identificado, o mesmo defensor afirmou que orientou os réus a ficarem em casa, com testemunhas, nos dias de jogos. E explicou ainda que eles não chegaram a cumprir a medida nenhuma vez, por conta da decisão da PM.

Nesse cenário, é praticamente impossível que, caso tentem, os corintianos atingidos pela medida não entrem no Morumbi para assistirem ao clássico de seu time com o São Paulo, neste domingo. Já os palmeirenses podem ir ao Mineirão porque a medida que valia para todos os jogos de Corinthians e Palmeiras no Brasil foi atenuada apenas para partidas em São Paulo, com seus clubes como mandantes ou no confronto entre ambos. Além disso, um dos integrantes da Mancha já tinha sido dispensado de se apresentar à PM nos dias de jogos por estar cursando faculdade de engenharia. Ele precisa apenas apresentar relatórios de frequência na faculdade.

Abaixo, veja na íntegra nota enviada ao blog pela assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública.

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Justiça decreta prisão preventiva de integrante da Gaviões da Fiel
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 Após ser acusado de participar de briga com torcedores do Vasco no aeroporto de Natal, na semana passada, Carlos Roberto de Britto Júnior, o “Neguinho”, integrante da Gaviões da Fiel, teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz Raphael Garcia Pinto no último dia 24. A partir desta quinta, ele passou a ser considerado foragido da Justiça, de acordo com a promotora Claudia Mac Dowell, que requisitou a prisão.

Ele é acusado de homicídio e formação de quadrilha com outros 14 corintianos da Gaviões. Todos teriam participado em 2012 de briga em que dois palmeirenses da Mancha Alviverde morreram.

Conforme mostrou o blog, em decisão inicial da Justiça, tomada em março, Neguinho e outros acusados estavam proibidos a ir a jogos do Corinthians em qualquer estádio do Brasil, tendo que comparecer a um batalhão da Polícia Militar duas horas antes das partidas. Porém, em maio, a medida foi alterada. Ficou vetada a presença deles apenas em partidas no Estado de São Paulo com o Corinthians como mandante. E em confrontos contra o Palmeiras também com mando do alviverde.

Em seu despacho, Pinto afirmou que a prisão cautelar de “Neguinho” é “medida que se impõe para garantir a ordem pública”.

“Todavia, ao que consta dos autos, mais uma vez o acusado encontra-se envolvido em brigas, tumultos e atos de violência entre torcedores organizados, evidenciando tratar-se de pessoa perigosa, violenta, audaciosa, que desrespeita a ordem pública, zomba do poder judiciário e acredita estar acima da lei”, escreveu o juiz.

O blog não conseguiu entrevistar David Gebara, advogado da Gaviões da Fiel, até a publicação deste post.

 


Detido em Natal tinha sido vetado em jogos fora, mas juiz aliviou ‘castigo’
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No dia 17 de março, o juiz Paulo de Abreu Lorenzino decidiu que Carlos Roberto de Brito Júnior, o “Neguinho”, entre outros membros da Gaviões da Fiel, estava proibido de frequentar estádios de futebol do Brasil em dias de jogos do Corinthians. Medida tomada, segundo ele, a fim de evitar novos episódios de violência.

Em 11 de maio, no entanto, o juiz modificou sua decisão. Determinou então, que Neguinho e os demais réus só fossem proibidos de ir aos jogos do Corinthians como mandante no Estado de São Paulo, devendo se apresentar a um batalhão da PM duas horas antes das partidas.

Pouco mais de dois meses após a decisão que o permitiu acompanhar o Corinthians pelo Brasil, Neguinho se envolveu em confusão. Ele é um dos corintianos que foram presos acusados de brigar e roubar o celular de um vascaíno em Natal, onde os dois times jogaram nesta quarta contra adversários diferentes.

A nova confusão, em tese, dá força ao recurso da promotora Claudia Mac Dowell, que tenta novamente estender a proibição para todos os jogos do Corinthians, em qualquer cidade do Brasil, como mandante ou visitante. Ela fez o pedido em março ao ser aceita sua denúncia contra 14 corintianos e 11 palmeirenses por, segundo ela, envolvimento na briga entre Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel que matou dois palmeirenses em 2012, na avenida Inajar de Souza, em São Paulo. A proibição de ir a todos os estádios do país enquanto correr o processo também foi pedida para os palmeirenses em jogos do alviverde.

“Prescindível que haja a segregação dos réus quando da ocorrência de jogos em outro Estado, que não o de São Paulo, bem como quando o jogo não for de mando do respectivo time”, escreveu o juiz ao mudar sua decisão.

A alteração foi feita após pedido dos defensores do palmeirense Tiago Lezo, membro da Mancha, para que ele fosse dispensado de se apresentar no batalhão da PM nos dias de jogos do time. Alegaram que a medida prejudicaria suas aulas na faculdade de engenharia.

Lorenzino, então, acatou a solicitação e dispensou o torcedor dessa obrigação. Em troca, ele tem que apresentar relatórios de sua frequência nas aulas a cada dois meses. Tiago é irmão de André, um dos mortos na briga na Inajar, que também provocou a morte de outro integrante da Mancha Alviverde, Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira.

A promotora disse ser impossível identificar os autores dos golpes que mataram o palmeirense.

Neguinho e outros torcedores foram acusados por ela de homicídio qualificado e formação de quadrilha ou bando.

Abaixo veja como era a decisão original do juiz. O nome de Neguinho aparece com erro.

 

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Agora veja como ficou a decisão após a mudança.

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Justiça não acha assessor de Andrés que é réu por morte de rivais. É fácil
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 Nesta quarta, às 17h42, o blog telefonou para o escritório do deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP) em São Paulo procurando por Alex Sandro Gomes, o “Minduín”, secretário parlamentar do ex-presidente corintiano. Ele não estava, mas, às 18h04, ligou de volta. Ou seja, foi possível fazer em 22 minutos algo que a Justiça não conseguiu em meses: saber onde ele pode ser encontrado.

Gomes é um dos réus em processo referente ao assassinato de dois palmeirenses da Mancha Alviverde por corintianos da Gaviões da Fiel em 2012. Apesar de ser funcionário público nomeado por um deputado, com direito a publicação no Diário Oficial da União, ele está em local incerto e não sabido para a Justiça.

Por isso, no último dia 14, foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo um edital comunicando a denúncia feita contra Gomes e outros acusados não localizados para que eles se defendam por escrito em dez dias.

“Se não forem localizados, o processo pode ficar suspenso em relação a eles por 20 anos, sem prescrição de pena, mas segue em relação aos outros”, explicou ao blog a promotora Cláudia Ferreira Mac Dowell, que apresentou a denúncia, aceita pela Justiça em março deste ano.

Por sua vez, “Minduín” diz que nem estava no local do crime, a avenida Inajar de Souza, onde aconteceu uma das mais violentas batalhas entre as duas torcidas organizadas. “Achei que você estava me ligando para dizer que retiraram a acusação. Só fico sabendo desse processo por você (o blog telefonou para ele quando a denúncia foi feita). Não recebei nada da Justiça, não conheço a denúncia”.

Não recebeu porque os oficiais de Justiça não foram ao escritório de Andrés, onde Gomes trabalha. Ele foi procurado em outros três endereços em que não estava. Entre eles, o Sindicato dos Bancários.

“Pode me mandar o número do processo? Vou ver, mostrar para meu advogado e depois te respondo”, disse o secretário parlamentar. Ele não entrou mais em contato com o blog.

Além de Gomes, até ontem não tinham sido localizados pela Justiça os réus Damião Rogério Fagundes de Oliveira, Jefferson Lucena de Oliveira e Bruno Sérgio da Silva.

O secretário parlamentar e mais 13 integrantes da Gaviões são acusados de homicídio qualificado (por motivo torpe) e formação de bando ou quadrilha. Onze membros da Mancha foram denunciados formação de quadrilha ou bando por causa da mesma briga. Na batalha morreram Andrés Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira.

Ninguém foi acusado de dar os golpes que provocaram as mortes, pois foi impossível identificar os autores. Mas a denúncia do Ministério Público aponta “Minduín” e outros corintianos como organizadores e participantes do confronto. Além de convocar membros da torcida para a batalha, eles teriam acompanhado o deslocamento dos brigões por rádio e celular.

 


Relatos de novas brigas entre Gaviões e Independente ampliam tensão em jogo
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Relatos de torcedores sobre duas brigas que teriam ocorrido no último domingo envolvendo membros da Gaviões da Fiel e da Independente aumentaram o risco de episódios violentos antes, durante e depois da partida desta quarta entre Corinthians e São Paulo pela Libertadores, no Morumbi.

Os confrontos, conforme relatado, aconteceram na Zona Sul de São Paulo e em Guarulhos. Numa das brigas um dos líderes da Independente, Henrique Gomes, conhecido como Baby, teria ficado ferido.

É evidente o risco de os são-paulinos buscarem vingança no caminho de ida ou de volta do Morumbi. Até mesmo ao redor do estádio, apesar do intenso policiamento.

Mas, quem conhece o cotidiano das organizadas sabe que depois das batalhas é comum os líderes punirem a socos e pontapés integrantes que, na visão deles, correram da briga. Assim, pode haver até conflito interno.

O blog telefonou para a sede da Independente. Um torcedor que se identificou como Bruno e membro da diretoria informou que Baby não estava lá e negou que brigas tenham ocorrido recentemente com a Gaviões.

Porém, no perfil de Baby no Facebook, outro integrante da Independente desejou melhoras ao líder, que não respondeu. Horas depois, a mensagem desapareceu da página.

Por sua vez, a assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que não tinha como confirmar se os confrontos ocorreram.

No final do clássico, as brigas já renderam provocações, a Gaviões cantou para Independente: “Deixaram o vice (Baby) na mão”, “Banguelo, o vice tá banguelo”, e “Cidade Dutra (bairro em que teria ocorrido uma das pancadarias)”.


Julgamento de presidente da Gaviões é suspenso após destruição de vídeo
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Na última sexta (27),  a Justiça concedeu liminar a Rodrigo de Azevedo Fonseca Lopes, presidente da Gaviões da Fiel. A decisão deve impedir que ele vá a júri no próximo dia 22 pela morte de um palmeirense.

Diguinho, como é conhecido o corintiano, é acusado de matar Diogo Lima Borges, da Mancha Alviverde, em 2005.  Mas o advogado da Gaviões da Fiel, David Gebara, obteve a suspensão do processo ao alegar que uma importante prova foi destruída por decisão da Justiça.

A destruição foi de um CD com imagens da briga entre Gaviões e Mancha no metrô Tatuapé, em 2005. A ordem foi dada pela Justiça, como sustenta a defesa, após imagens do conflito serem impressas e anexadas ao processo.

Acontece que o advogado do réu alega que não aparecem nos autos as cenas do início da confusão, que estariam no CD destruído. Assim, ele entrou com um mandado de segurança pedindo que as imagens apresentadas fossem retiradas do processo. Como não mostram o início da batalha, elas prejudicam a defesa do presidente da Gaviões, segundo a defesa.

Também foi pedida e concedida uma liminar para que o processo fosse suspenso até a decisão sobre se as imagens serão retiradas dos autos. Assim, a ida do réu a júri deve ser adiada.

O início da briga é importante para defesa sustentar a tese de que houve rixa, com os envolvidos assumindo o risco de morte. O CD destruído teria imagens de corintianos e palmeirenses armados com paus.

Se a tese de rixa vingar, Diguinho não responderá por homicídio.

Procurado, Gebara disse que não daria entrevista.

O presidente da Gaviões também é acusado de homicídio e formação de bando ou quadrilha, com 13 colegas em processo sobre a morte de dois palmeirenses em 2012.