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Punição em tempo recorde para Gaviões enfraquece desafeto da FPF em final
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Na segunda-feira, o Corinthians bateu o pé para fazer um jogo da final do Paulista no Pacaembu, rejeitando o Morumbi e passando por cima do regulamento que dá ao departamento de competições da FPF o poder de decidir os locais dessas partidas.

Na quarta, soube que o caldeirão do Pacaembu ferverá um pouco menos neste domingo, no jogo com o Santos porque a Gaviões da Fiel foi vetada pela FPF.

A punição aplicada à principal organizada do Corinthians foi rápida como todas deveriam ser. A federação anunciou o castigo apenas três dias após o jogo contra o São Paulo, no qual a torcida foi acusada pela PM de agir com violência.

Em 17 punições divulgadas este ano pela federação em seu site, a média é de um prazo de 13,4 dias entre o fato ocorrido e a publicação da pena. Nesse ritmo, o Corinthians, desafeto de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade, contaria com a Gaviões na final.

Apenas em outros dois jogos, nenhum deles na capital, o castigo demorou só três dias para sair. Os envolvidos nessas outras punições em tempo recorde foram integrantes de torcidas de Guarani, Botafogo e São Bernardo.

As maiores demoras aconteceram em penas dadas para a Torcida Jovem do Santos (31 dias) e a Independente, do São Paulo (27 dias).

“O caso da Gaviões foi mais rápido porque demorou menos para o relatório da Polícia Militar chegar na Federação. Aqui é assim, chegou, punimos. Não existe decisão política”, disse Marcos Marinho, responsável na federação pelo departamento de segurança nos estádios.

Vale lembrar que integrantes da torcida poderão entrar no estádio, sem uniformes, faixas e instrumentos musicais. Farão menos barulho do que normalmente.

 


Um ano após morte de palmeirense, caso tem sete indiciados e nenhum preso
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Quase um ano após a morte do palmeirense André Alves Lezo, as investigações sobre o caso continuam e ninguém está preso, segundo Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel.

O Ministério Público indiciou sete torcedores da Gaviões no ano passado. Entre as acusações estão  homicídio simples e formação de quadrilha.

A polícia chegou a fazer várias prisões, mas todos os envolvidos ganharam o direito de responder ao processo em liberdade.

Douglas Deungaro, ex-presidente da organizada corintiana, chegou a ser preso, mas não foi indiciado. Aparece no processo apenas como declarante.

Antônio Alan Souza Silva, o Donizete, presidente da Gaviões, também foi  preso em maio do ano passado. Saiu dias depois e não está entre os indiciados. Ele foi proibido de assistir aos jogos do Corinthians, mas derrubou a decisão na Justiça.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o caso foi remetido  para a Polícia Civil em dezembro para novas averiguações. O site do TJ registra o local físico do processo como “mesa do escrevente”.

A expectativa de advogados que trabalham no caso é de que o julgamento não aconteça antes de mais dois anos. No entanto, policiais e torcedores afirmam saber quem matou o integrante da Mancha. No último confronto entre Corinthians e Palmeiras, a Gaviões fez coro para chamar a uniformizada alviverde de torcida de “cagueta”. Referência ao fato de que a rival teria entregado à polícia o nome do assassino.


Gaviões diz pagar advogado ligado à embaixada após Itamaraty informar que Corinthians pagaria
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Corintianos têm novo advogado

Corinthians e Itamaraty apresentaram versões conflitantes sobre quem paga o novo advogado boliviano dos corintianos presos em Oruro. O órgão do Governo Federal afirmou ter a informação de que a contratação foi feita pelo clube. Por sua vez, os corintianos negaram firmemente o fato.

Ao blog, Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel, encerrou a celeuma afirmando por meio de uma mensagem pelo celular que a torcida paga os honorários de seu colega.

Desde a prisão dos torcedores, o Itamaraty enviou para acompanhar o caso um advogado que presta consultoria para a Embaixada do Brasil na Bolívia. Ele estava no processo só como observador, mas nesta terça foi contratado para assumir a defesa dos corintianos. Os advogados bolivianos que atuavam até então foram dispensados.

A assessoria de imprensa do Itamaraty desmentiu ao blog informação de veículos de comunicação de que a Embaixada escalou seu advogado para trabalhar para os corintianos.

Funeral do boliviano Kevin Douglas

De acordo com a assessoria, o Itamaraty não paga advogados para brasileiros em apuros no exterior. Apenas coloca seus consultores como observadores quando julga necessário.

A assessoria explicou ainda que a notícia que chegou ao Itamaraty é de que o Corinthians fez a contratação. Para o departamento de comunicação do clube, porém, houve um equívoco. Desde o começo do caso a direção corintiana sustenta que não ajuda financeiramente suas torcidas organizadas.


Corinthians entra com mandado de segurança para tentar recuperar dinheiro apreendido com torcida
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O Corinthians impetrou um mandado de segurança para tentar recuperar dinheiro apreendido pela polícia na sede da Gaviões. O clube alega ser o dono de aproximadamente R$ 150 mil achados pelos policiais. A quantia seria referente à venda de ingressos feita pela torcida para jogos do time.

O caso se arrasta desde março, e o Corinthians já teve um pedido de liminar para reaver o dinheiro negado. Para a Justiça, o clube não conseguiu comprovar ser o dono da bolada.

A apreensão fez parte da investigação sobre a morte de dois torcedores do Mancha em briga com a Gaviões. Por ora, Justiça alega que o dinheiro deve seguir retido até o final do processo.

“Nós temos como comprovar que essa quantia é nossa. A polícia apreendeu também máquinas de ingressos e por meio delas deve ser possível comprovar quanto foi vendido”, disse ao blog Luiz Alberto Bussab, diretor de negócios jurídicos do Corinthians.

Segundo ele, organizada costumava entregar a receita arrecadada com a comercialização dos bilhetes um ou dois dias após os jogos. No início do processo, o Ministério Público orientou os clubes de São Paulo a não permitirem mais a venda de ingressos nas torcidas. E a não doar entradas para as organizadas.

Agora os corintianos aguardam a Justiça julgar o mandado de segurança.


Delegada deixa investigação sobre torcidas para tentar ser vereadora e rejeita oportunismo
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Um dia após prender seis suspeitos de envolvimento na briga entre Mancha Alviverde e Gaviões da Fiel, que matou dois palmeirenses, a delegada Margareth Barreto deixou o caso.

Ela se licenciou para se tornar pré-candidata a vereadora pelo PSDB paulistano. O pedido de afastamento já tinha sido publicado no Diário Oficial antes de as últimas prisões serem efetuadas. Mas ela continuou trabalhando até esta quinta.

Para membros da Gaviões da Fiel, o ex-presidente da torcida, Douglas Deúngaro, detido acusado de ajudar a arquitetar a briga, serviu apenas para dar publicidade à pré-candidata.

“Fico chateada com algumas colocações. Assumi casos envolvendo futebol muito antes de o Brasil virar sede da Copa, antes dessa visibilidade toda, em 2004. Trabalhei em vários casos que chamaram a atenção da mídia, nem faço questão de aparecer. Não entrei nesse caso para me promover. O convite do PSDB veio muito antes desse caso. Não caí de para-quedas. Sou uma pessoa que tem os seus sonhos, coisas que quero fazer há muito tempo. Vou ter mais autonomia no legislativo para sugerir mudanças do que como delegada”, disse Maragareth ao blog.

Ela se filiou ao PSDB no ano e afirma ter sido convidada para formar uma nova diretoria feminina. A investigação sobre as torcidas agora fica com o delegado Arlindo Negrão.

Sua candidatura ainda não é certa porque os tucanos não definiram a lista de candidatos.


Membros da Gaviões afirmam que corintiano morreu ao se jogar no Tietê
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Dois integrantes da Gaviões da Fiel ouvidos pelo blog confirmam a versão da Mancha Alviverde de que o colega de torcida Douglas Silva não foi morto a pancadas pelos rivais e jogado em seguida no Rio Tietê. Sustentam que ele morreu após se jogar no Rio para fugir dos inimigos.

Recentemente, Paulo Serdan, ex-presidente da Mancha, disse à Folha de S.Paulo que a polícia sabe que a morte foi por afogamento, mas que acusa os palmeirenses de matá-lo. Nesta quarta, dois integrantes da torcida foram presos sob a acusação de participar do assassinato.

Os corintianos, que falam sobre o assunto só sob a condição de anonimato, dizem que o corpo do amigo não apresentava escoriações múltiplas típicas de um espancamento, apesar de uma lesão no crânio.

Agora, mesmo que ele tenha se jogado, quais seriam as chances de sobreviver caso fosse alcançado pelo grupo rival?


Relação entre clubes e organizadas tem de distribuição de ingressos à dívida esquecida
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O aumento da violência entre as torcidas organizadas do ano passado para cá foi insuficiente para Corinthians, Palmeiras e Santos cortarem regalias dadas a elas. Só agora, por recomendação da polícia, como mostra reportagem assinada por Carlos Padeiro no UOL Esporte, algumas práticas devem mudar.

No Corinthians, o mais comum dos benefícios é justamente a entrega de ingressos para as organizadas venderem em suas sedes aos associados, costume agora condenado pela polícia, como revela o colega Padeiro.

As uniformizadas recebem os ingressos e só precisam pagar depois de vender os bilhetes para seus membros.

Em concorridas partidas do time como visitante, só as uniformizadas têm os bilhetes. É comum ver cambistas vendendo bilhetes reservados para elas, fato que ocorre também com palmeirenses e santistas.

Apesar de o Corinthians negar dar ajuda financeira às uniformizadas, há uma antiga discussão entre oposição e situação por causa de uma dívida de R$ 65 mil da Gaviões com o clube. O débito foi feito enquanto o presidente era Alberto Dualib, que diz nunca ter recebido o dinheiro.

Após Andrés Sanchez assumir a presidência, a dívida, referente à venda de ingressos, desapareceu da contabilidade corintiana. Porém, nenhum documento de quitação foi apresentado.

Os corintianos também foram mais de uma vez a delegacias ajudar torcedores em apuros após ou até mesmo antes de jogos do time. Foi assim quando um deles agrediu os jogadores depois da queda para a Série B, dentro do ônibus da equipe, em Porto Alegre.

Já o Santos colabora cedendo ingressos de graça para as organizadas. O clube continuou presenteando Torcida Jovem e Sangue Jovem, mesmo depois de seus componentes saírem no braço no Pacaembu, no ano passado.

Pouco depois de assumir a presidência santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro disse aos torcedores que daria as entradas desde que eles se comprometessem a não brigar com os adversários. O dirigente afirma que o caso no Pacaembu foi um desentendimento isolado, provocado por “cabeça quente”, por isso não suspendeu a ajuda.

No Palmeiras, em 2011, Roberto Frizzo, vice de futebol, pediu para o departamento financeiro do clube estudar um fórmula para ajudar as organizadas com a distribuição gratuita de ingressos.

O dirigente pretendia que elas economizassem dinheiro para bancar as despesas das caravanas nos jogos fora de casa. A diretoria diz que a proposta foi engavetada. Na ocasião, a Mancha Alviverde já hostilizava cartolas e jogadores.

Acabar com a ligação umbilical não deve ser simples nos três casos. As organizadas já têm representantes nos Conselhos Deliberativos dos clubes. Além da tradicional pressão nas arquibancadas, podem fazer barulho internamente.


Polícia investiga suposta ligação de PCC com Gaviões da Fiel
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O tumulto na apuração do desfile das escolas de samba paulistanas vai servir também para a polícia investigar uma suposta ligação do crime organizado com a Gaviões da Fiel. Há tempos, promotores e delegados ouvem relatos informais de que o PCC (Primeiro Comando da Capital) tem forte influência nas torcidas organizadas de Corinthians, Palmeiras e São Paulo.

Até agora nenhuma investigação profunda foi feita nesse sentido. Algumas autoridades tratam a informação como lenda. Porém, o blog apurou que, a partir do episódio no sambódromo, a polícia civil tem uma estratégia, não revelada, para investigar se o PCC possui vínculos com a  Gaviões da Fiel.

Oficialmente, a polícia trata o assunto com cautela. “É cedo para falar que há forte suspeita de envolvimento do PCC com a torcida, mas não descarto nenhuma possibilidade”, diz o delegado Osvaldo Nico, um dos responsáveis pelo caso.

O ponto de partida da investigação é identificar os três homens que aparecem num vídeo da Rede TV! iniciando incêndio em carro alegórico no Anhembi. A partir deles, a polícia poderá encontrar caminhos que levem ao crime organizado. Para localizar o trio, os policiais vão interrogar outros membros da organizada. Eles devem ser chamados para depor a partir da próxima segunda.

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Polícia diz estar perto de provar que membros da Gaviões iniciaram incêndio com coquetel molotov
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A polícia acredita estar perto de comprovar a ligação da Gaviões da Fiel com o incêndio num carro alegórico no sambódromo após a confusão na apuração de desfile das escolas de samba de São Paulo.

“Temos um vídeo entregue por uma emissora de TV e que mostra três homens com camisas da Gaviões iniciando o incêndio. Eles usaram coquetel molotov para botar fogo no carro alegórico. Agora vamos começar o trabalho para identificá-los”, disse ao blog o delegado Osvaldo Nico, que cuida do caso. Vale lembrar que a Federação Paulista cadastrou membros de organizadas.

Não é primeira vez que integrantes da Gaviões  são acusados de provocar tumulto usando coquetel molotov, um explosivo feito com garrafa e liquido inflamável. Em invasão ao CT corintiano, funcionários do clube relataram para a polícia que torcedores usaram o mesmo artefato para intimidá-los.


Ala da Gaviões nega ligação com oposição e ataca Andrés
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O blog foi procurado por integrantes do Movimento Rua São Jorge, formado por membros da Gaviões da Fiel que se afastaram da turma do Carnaval. O grupo pediu direito de resposta por ter sido citado num post no último dia 8. Escrevi que, longe dos microfones, a diretoria acusava o opositor Osmar Stábile de patrocinar protesto da Rua São Jorge no CT.

O grupo nega ligação com o opositor e enviou  ao blog cópia de um comunicado sobre o tema que foi publicado em seu site. A nota diz que o movimento não se curva diante de mudanças políticas e interesses pessoais. Em seguida, são feitos duros ataques direcionados a Andrés Sanchez. Leia abaixo, na íntegra, o e-mail enviado ao blog.

NOTA

 É de conhecimento de todos que o Gaviões da Fiel Torcida foi criado para combater as arbitrariedades, mandos e desmandos de um presidente da época. Temos como atribuição apoiar, incentivar, fiscalizar e cobrar o SCCP quando  julgamos necessário.

 O Movimento Rua São Jorge por sua vez mantém o “DNA” dos primórdios da
 fundação da Torcida, não se curvando para as mudanças políticas e  favorecimentos pessoais. Errando ou acertando, nossa postura será sempre a mesma e desafiamos a quem
quer que seja para que mostre uma só prova de que somos “financiados” por dirigentes ou políticos. O Movimento Rua São Jorge, vive através  de  contribuições de nossos militantes e de colaboradores que acreditam em nossa causa.

 Em contrapartida, o mesmo que nos acusa era braço direito do Sr. Alberto Dualib, defensor n° 1 da MSI, amigo e parceiro de Kia Joorabchian e Renato Duprat, envolvido em negócios com os mafiosos russos, como Boris Berezovski e Badri Patarkatsishvili, possível sucessor de Ricardo Teixeira no comando da CBF, acusado de cobrar “taxinha” em venda de jogadores e investigação  pela Policia Federal sob acusação de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

Dessa forma, quem nos acusa de protestos financiados não tem a mínima condição moral de apontar quem quer que seja.  Não participamos da atual política interna do clube, porém um dos nossos objetivos é exatamente esse. Temos hoje cerca de 150 associados no Sport Club Corinthians Paulista e queremos chegar muito mais longe, vamos manter a missão de Flavio La Selva, e se já incomodamos, iremos incomodar ainda mais num futuro próximo.

 MOVIMENTO RUA SÃO JORGE 
DIRETORIA