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Arquivo : gol contra

São Paulo revê rival que “roubou” sua fórmula de sucesso
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 Ao entrar em campo hoje no Pacaembu, o São Paulo vai encarar um adversário que seguiu sua fórmula de sucesso e para quem perdeu considerável parte de seu status. A começar pelo título de rei do marketing do futebol nacional.

Seria inimaginável há alguns anos que o Corinthians, antes acorrentado ao marketing caseiro comandado por Carla Dualib, bateria o rival no que era um de seus pontos fortes.

Carla é neta de Alberto, símbolo de um período em que o alvinegro era atrasado politicamente em relação ao São Paulo, outrora considerado forte em campo também por promover constante rodízio de presidentes.

Após Dualib, o Corinthians teve Andrés Sanchez e agora esta sob a batuta de Mário Gobbi. No mesmo período, o São Paulo viu Juvenal Juvêncio criar raiz na presidência.

Os alvinegros parecem também ter clonado a fórmula usada pelo São Paulo ao levantar três Brasileiros seguidos com o mesmo técnico, Muricy Ramalho. Hoje, o Corinthians comemora a estabilidade de Tite, que chegou no final de 2010.

 Desde o ano em que Tite voltou ao Parque São Jorge já passaram pela prancheta tricolor Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Carpegiani, Adilson Batista, Leão e Ney Franco.

Ney fará hoje seu primeiro jogo contra o Corinthians como são-paulino, no primeiro clássico entre ambos após a conquista da Libertadores pelo alvinegro. Noutro sinal da troca de papéis, dessa vez é o São Paulo que luta por uma vaga no torneio continental, enquanto o rival já está garantido.

Até no gol há uma reviravolta. Ídolo inconteste no Morumbi, Rogério tenta apagar um recente gol contra, causador de pedidos por sua aposentadoria. Do outro lado do campo, estará Cássio, surpreendentemente goleiro de seleção.

Fora dos gramados o Corinthians corre para descontar o que talvez seja a última desvantagem histórica em relação ao São Paulo: ter o seu estádio próprio.


Carreira prolongada de Rogério agora preocupa cúpula do São Paulo
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O gol contra marcado por Rogério diante do Náutico aqueceu uma discussão que era levada em fogo brando no Morumbi: o momento certo de Rogério se aposentar. Há na cúpula do São Paulo quem acredite que o goleiro já deveria ter pendurado as luvas. E que teme novas falhas se ele continuar como titular.

Publicamente, ninguém vai contra o goleiro-artilheiro. Sob a condição de anonimato, influente cartola disse ao blog temer que dores provocadas pelo desgaste físico atrapalhem os movimentos de Rogério nos treinos e nos jogos. Citou como exemplo o fato de ele ter falhado contra o Náutico ao esticar o braço direito, mesmo lado em que teve o ombro operado recentemente.

Rogério falhou com braço direito, lado em que operou o ombro

Como comparação, há o caso do palmeirense Marcos, que tem os mesmos 39 anos de Rogério e encara seu primeiro ano de aposentadoria. Ao ouvir pedidos para prolongar a carreira por mais um ano, o palmeirense afirmou que as dores o obrigavam a treinar menos do que gostaria. E que isso atrapalhava seu rendimento. Por isso parou.

No São Paulo, apesar da preocupação, ninguém está disposto a sugerir diretamente ao goleiro a aposentadoria. Em recente conversa entre cartolas influentes do clube, um deles lamentou o fato de nenhum treinador ainda ter falado com Rogério sobre colocar um ponto final na carreira.

Quem defende o fim de linha para o capitão diz que é obrigação da diretoria preservar o ídolo. O dilema é como proteger o time de futuras falhas sem humilhar o astro com a perda da posição.

 Ninguém cobra Juvenal Juvêncio diretamente. Mas existe entre seus colaboradores quem queira um papo reto do presidente com o goleiro, que há dez anos foi campeão do Mundo pela seleção brasileira. E que hoje vê só um de seus colegas de posição na conquista longe dos gramados. Pela Portuguesa, Dida, o outro do trio, também tenta esticar a carreira.