Blog do Perrone

Arquivo : março 2013

Rejeição a Del Nero evita fritura de Marin por parte de dirigentes da Fifa e integrantes do Governo
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Mesmo com o filme queimado na Fifa e no Governo Federal, José Maria Marin não enfrenta um processo de fritura semelhante ao que Ricardo Teixeira encarou  nas duas esferas.  Apesar de o nível de irritação com os dois ser semelhante. Um dos motivos para isso é a rejeição a Marco Polo Del Nero.

O blog apurou que na federação internacional e em Brasília a avaliação é de que o estilo controlador de Del Nero preocupa mais do que os constrangimentos provocados pelo presidente da CBF.

É possível neutralizar Marin e deixar o cartola em segundo plano, algo que o presidente da Federação Paulista e vice da CBF não aceitaria. Assim, por falta de opções, o sentimento é de que não vale tentar aumentar o desgaste do presidente do COL (Comitê Organizador Local) agora. Ainda mais tão perto do Mundial.


Marin já incomoda como Teixeira e vira ‘café com leite’ para membros da Fifa e do Governo
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Ronaldo sobe no conceito da Fifa; Marin desce

O constrangimento de integrantes do Governo Federal e da Fifa com José Maria Marin chegou a um nível semelhante ao alcançado por Ricardo Teixeira antes de se mudar para os Estados Unidos.

A gota d´água foi a informação publicada pelo Blog do Juca de que o presidente da CBF e do COL fez um gato na instalação elétrica de um vizinho. Por conta do episódio, a cúpula da Fifa foi procurada informalmente por gente do governo para saber se a federação faria algo a respeito. No final, as duas partes concluíram que tanto a entidade internacional como as autoridades brasileiras não têm uma maneira objetiva de afastar o cartola. É dor de cabeça que não se cura na canetada.

Mas a explicação dos cartolas da entidade é de que há como evitar a contaminação da Copa pelos escândalos protagonizados por Marin. E que isso já está sendo feito, com Ronaldo emprestando sua a cara ao Mundial. E Ricardo Trade, principal executivo do COL,  chefiando as operações.

Assim, Marin é levado pelas duas pontas responsáveis pela Copa como “café com leite”. Sua ausência nas recentes visitas a Belo Horizonte e a Recife trouxe alívio para parte dos participantes. Ronaldo e Trade representaram  o COL.

O desejo de figurões  da federação e de Brasília é que cada vez menos Marin mostre publicamente seu sorriso. Nesta quinta, no entanto, ele participará de reunião do COL no Rio.

Segundo a assessoria de imprensa do Comitê, o dirigente não compareceu às visitas porque não é função dele. São eventos técnicos.


Pressionado, Governo Federal cobra empresas por descontos, mas não paga estruturas provisórias da Copa das Confederações
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Às vésperas da Copa das Confederações, um violento jogo de empurra envolve os gastos com estruturas provisórias exigidas pela Fifa para o torneio.

Os Governos Estaduais tentam empurrar a conta para a esfera federal, que, por sua vez, cobra fornecedores para reduzirem os preços. Já a Federação Internacional grita que não vai admitir atrasos.

Os Estados e prefeituras, que se comprometeram por escrito a bancar as despesas, falam em gastos superiores a R$ 50 milhões por sede com itens provisórios só na Copa das Confederações. Ameaçam não colocar a mão no bolso por considerarem exagerados os pedidos da Fifa. Cientes do momento delicado, os fornecedores estariam enfiando a faca.

A pressão deu resultado, e o Ministério do Esporte organizou uma reunião com empresas e representantes das sedes. O encontro se transformou numa tentativa do Governo Federal de convencer os fornecedores a reduzirem os preços. Até agora não deu certo.

Prefeituras e Governos Estaduais alegam também que muitos dos materiais não terão serventia para eles após os dois torneios. Só o Governo Federal poderia aproveitar esses equipamentos. Então, seria justo assumir os gastos.

As estruturas provisórias são aquelas que não serão usadas no estádio após as duas competições. Como salas para convidados da Fifa e áreas  de imprensa maiores do que as normalmente usadas. Uma das queixas é de que são exigidos carros elétricos para transporte de pessoas até em trajetos que poderiam ser feitos a pé.


Governo vai usar até patrocinadores estatais para cobrar transparência de Nuzman
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 Reeleito para mais um mandato no COB, Carlos Arthur Nuzman agora enfrentará uma cobrança maior do Governo Federal por transparência e resultados esportivos.

A ordem em Brasília é usar o poder financeiro para pressionar o cartola. Como principal financiador do esporte olímpico e parceiro na Olimpíada do Rio, o Governo Federal quer ser mais ouvido pelo dirigente.

Além do Ministério do Esporte, as empresas estatais que patrocinam o esporte olímpico brasileiro têm sinal verde para cobrar Nuzman. Correios, Banco do Brasil (empresa de capital misto), Infraero e Caixa são exemplos de patrocinadores que injetam dinheiro público nas modalidades olímpicas.

A postura mais dura não vale só para Nuzman, mas também para os presidentes das confederações patrocinadas com verbas enviadas por Brasília.

Além de transparência e melhor desempenho técnico, há uma cruzada colocar para brecar reeleições como as do presidente do COB e do Comitê Rio-16.

Se o projeto for levado a sério pelas autoridades federais, Nuzman também terá que mudar radicalmente sua postura na hora de se defender de eventuais denúncias. Explicações rasas como as dadas no episódio da espionagem nos Jogos de Londres não combinam com quem direta ou indiretamente lida com dinheiro público.


Para integrantes do Governo organização da Copa está comprometida de maneira irreversível
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“O Brasil fará a melhor Copa de todos os tempos”. A promessa repetida por Lula e agora por Ronaldo é impossível de ser cumprida, segundo membros do Governo Federal. A conclusão é de que os atritos entre Fifa e Governo prejudicaram a organização de maneira irreversível. Os problemas serão sentidos durante o Mundial.

A principal reclamação em Brasília é de que o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa se preocupam apenas com os dias de jogos. E o Governo Federal pensa também no que os turistas irão fazer quando suas seleções não estiverem em campo.

 O turismo pelo Brasil era o trunfo governamental para fazer com que os estrangeiros se divertissem como nunca num Mundial. Porém, os interesses distintos impediram ações coordenadas nessa direção. E, em alguns casos, não há mais como corrigir a rota.

Um dos exemplos é o fato de ter sido abandonada a ideia de dividir o país em regiões para que as seleções e os turistas não fossem obrigados a fazer grandes deslocamentos em curtos períodos de tempo. A divisão por setores daria mais tempo para os torcedores explorarem uma determinada região. A Fifa alega que a ideia foi abandonada por causa dos pedidos de todas as cidades para receber o maior número de seleções.

Opinião

A Fifa está longe de ser a única culpada por iminentes falhas na organização. A demora nas obras sob responsabilidade das três esferas de governo também causará (no mínimo) desconforto aos torcedores.