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Arquivo : Guarani

Menor presta queixa em DP contra técnico Branco e presidente do Guarani; clube nega acusações
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O menor E.H.S, 17 anos, jogador do Guarani, registrou boletim de ocorrência com acusações contra o presidente do clube, Álvaro Negrão, e o técnico Branco.  No 5º DP de Campinas, ele alegou que a dupla tentou forçar a assinatura de contrato com o empresário Nenê Zini.

Por sua vez, Filipe de Souza, advogado do Bugre, nega as acusações e afirma que o ex-presidente do clube Marcelo Mingone está por trás das atitudes do garoto, tentando uma transferência gratuita.

Em seu depoimento, o atleta diz que Branco falou para ele: “Você quer jogar no Guarani? Então entra lá na sala e conversa com o Nenê Zini e o Alvaro Negrão”.  Afirmou também que o presidente do clube disse que se ele não assinasse com o empresário ficaria um ano e meio sem jogar, até o fim de seu contrato.

O advogado do Guarani nega que essas afirmações tenham sido feitas por dirigente e técnico.  Ele também desmente que o garoto tenha sido “arrancado” da concentração e forçado a ir ao escritório de Nenê, como dizem os advogados do atleta.

“No fim de janeiro, terminou o empréstimo dele para o São Paulo. Ele chegou a vir ao clube, mas o empresário dele, Hugo Ardison, começou a falar que tinha propostas. O jogador sumiu. No dia oito de fevereiro esperamos o atleta aqui, mas um homem dizendo que era tio dele ligou dizendo que não viria. Descobrimos que esse homem era o Marcelo Mingone, ex-presidente do Guarani. O próprio confirmou isso durante a conversa. O empresário do garoto disse que entraria na Justiça se a gente não assinasse a liberação”, declarou o advogado. O blog não localizou o ex-presidente para falar sobre o assunto. Ainda segundo Souza, a família do menor teve um pedido de liminar para se desligar do clube negado.

Em nota enviada ao blog pelo advogado Fábio Luiz de Oliveira, o escritório de advocacia Gislaine Nunes afirma que o jogador está aterrorizado após ser “arrancado” da concentração e “forçado” a ir ao escritório de Zini.

Abaixo, trecho do boletim de ocorrência em que o empresário Hugo Ardison atesta declarações do menor.

 

Reprodução de declaração de empresário à polícia


Teimosia de diretorias marca campeões de Rio e SP
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Campeões paulista e carioca, Santos e Fluminense têm em comum a insistência de suas diretorias.

Os alvinegros teimaram em não vender Neymar. Seguraram o jogador ao custo proibitivo de R$ 3 milhões mensais. E mantiveram mordomias a Neymar, que até já derrubou técnico, na contramão do bom planejamento. Ignoraram também os conselhos para evitar o tratamento diferenciado, que poderia destruir a harmonia no vestiário. O craque tem as passagens para seu pai pagas pelo clube até em jogos da seleção.

Acusada de adotar uma política suicida, a cartolagem santista dá de ombros para os críticos e festeja marcas históricas construídas em campo, como o tricameponato paulista. Feitos assim foram calando os corneteiros e empolgando os torcedores.

O Fluminense também rasgou o manual da prudência. Apostou em salários exorbitantes, pagos com enorme ajuda da parceira Unimed. A equipe manteve jogadores que não rendiam e calçavam mais o chinelo do que a chuteira. Caso de Fred, que agora jogando em alto nível é motivo de orgulho da torcida que já o perseguiu na badalada noite da cidade maravilhosa.

A filosofia mão aberta tricolor não mudou com a oposição chegando ao poder. E a manutenção por anos da torta política de pagar astros com dinheiro da patrocinadora enquanto outros atletas tinham salários atrasados, parecia muitas vezes emperrar o Flu.

O título carioca, porém, ainda é muito pouco para justificar os milhões injetados na equipe, que também já faturou um Brasileirão, mas ainda deve a Libertadores aos fãs. Já os santistas têm crédito com sua torcida, que apesar de feliz certamente tem uma ponta de preocupação com as falhas da defesa diante do Guarani. Não foi a primeira vez. Nos próximos confrontos da Libertadores erros como os que resultaram nos dois gols bugrinos podem ser irreversíveis.


Aluguel em primeiro jogo da final paulista paga uma semana de manutenção do Morumbi
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A renda de aproximadamente R$ 1,8 milhão no primeiro jogo da final do Paulista foi inferior ao que os são-paulinos esperavam. A expectativa era de algo por volta de R$ 3 milhões. Consequentemente, o clube arrecadou menos do que imaginava com o aluguel de seu estádio.

Os são-paulinos ficaram com cerca de R$ 222 mil por cederem sua casa para a primeira partida da decisão. O dinheiro dá para bancar a manutenção do Morumbi por aproximadamente uma semana.

De acordo com o balanço são-paulino, o gasto diário com o estádio em 2011 foi de R$ 32,5 mil (R$ 11,8 milhões no ano inteiro).

A decepção com a receita gerada na abertura das finais, reforça a tese são-paulina de que os shows são mais importantes para manter o estádio do que os jogos. O aluguel para uma apresentação musical sai por cerca de R$ 1,4 milhão.

Mas isso não significa que Juvenal Juvêncio vá olhar com desdém para futuras partidas de rivais em sua casa. O aluguel pode ser inferior ao dos shows, mas grandes jogos são fundamentais para manter os camarotes alugados.

E eles renderam, juntamente com as cadeiras cativas, R$ 20 milhões em 2011. Enquanto isso, as taxas de aluguel, seja para jogos ou shows, deram ao clube R$ 11,8 milhões dos R$ 41,3 milhões arrecadados no total com o estádio.

 Ou seja, manter os camarotes é fundamental para que o Cícero Pompeu de Toledo dê lucro. E as empresas que possuem esses espaços vips não têm interesses só em jogos do São Paulo. Precisam agradar também parceiros que não são tricolores.


Europeus “ignoram” Neymar, e final vira vitrine para Ganso
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Com a proximidade da janela de transferências para a Europa, o país está coalhado de observadores europeus. Gente que levanta as estatísticas de possíveis alvos.

Porém, o mais badalado craque brasileiro não deve ser esmiuçado pelos gringos. De acordo com empresários que acompanham os passos dos observadores estrangeiros, ninguém está preocupado em olha Neymar.

Além de já conhecerem o potencial do Santista, avaliam ser impossível tirá-lo da Vila Belmiro agora. E, principalmente, não se animam a peitar Barcelona e Real Madrid na disputa pelo craque após a Copa de 2014. Aliás, no mercado internacional é dado como certo que o Barça já foi escolhido.

Com Neymar excluído dos planos, Ganso e Lucas são os que mais atiçam os compradores em São Paulo. Sem o são-paulino na final, Ganso passa a ser o principal alvo dos observadores na decisão do título paulista.

Até agora, quem mostrou interesse mais firme em levá-lo após a Libertadores foi o Porto. Mas Santos, apesar de afirmar preferir sua permanência, e DIS, dona de parte dos direitos, acreditam que clubes com mais dinheiro entrem logo na briga. Contam com um desempenho acima da média diante do Guarani. Há ainda muitas dúvidas entre os europeus sobre quanto o meia vale e até onde ele pode chegar.


São Paulo seduz Santos com camarotes para patrocinadores no Morumbi de olho em Libertadores
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A diretoria do Santos afirma que no segundo jogo das finais do Paulista vai cumprir todos os seus compromissos com patrocinadores que têm lugares em camarotes na Vila Belmiro. Isso porque o São Paulo cedeu espaços vips no Morumbi para os parceiros do inquilino.

Além disso, na primeira partida, no domingo, o Santos acomodará parte de seus patrocinadores, apesar de o mandante ser o Guarani.

“O São Paulo não é bobo, é profissional. Eles estão nos tratando muito bem, dando todas as facilidades, estão tentando seduzir o Santos como cliente. Querem que a gente jogue lá se o time chegar à final da Libertadores”, disse ao blog Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

O presidente santista afirmou que a questão financeira irá decidir se o clube voltará em breve ao Morumbi. “Primeiro precisamos alcançar a final da Libertadores. Depois, teremos que fazer as contas. Elas precisam ser favoráveis ao Morumbi para voltarmos.”

Enquanto festeja o fato de acomodar seus patrocinadores, a diretoria santista enfrenta protestos de donos de cativas na Vila Belmiro.

 ”Ficamos no prejuízo porque temos que sair de Santos, correr riscos na estrada e ir para São Paulo, apesar de o clube pagar o transporte, no segundo jogo. No Morumbi, se tivermos um problema com nossa carteirinha na entrada, por exemplo, não sabemos onde resolver. Não faz sentido um time de Santos jogar com um de Campinas em São Paulo, parece coisa de português”, disparou o conselheiro Celso Leite, dono de cadeiras cativas na Vila.

O presidente santista respondeu: “Corneteiro sempre tem. Será que os que reclamam preferiam estar jogando com um time do interior numa briga para não ser rebaixado? Felizmente são só os mesmos três que sempre reclamam. Larguei o conforto da minha casa para trabalhar pelo Santos sem ganhar nada e não reclamo. Tenho que pensar na grandeza do clube. Não estou preocupado com aqueles que pensam só no próprio umbigo.”


Com finais no Morumbi, FPF esquece promessa, aproveita seu camarote e fortalece São Paulo
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Ao marcar as finais do Paulista para o Morumbi, a FPF descumpriu a promessa que havia feito de respeitar a vontade dos clubes sobre onde jogar a partir das oitavas-de-final do Estadual.

Marco Polo Del Nero fez essa afirmação ao blog, no dia 29 de fevereiro, antes de participar de assembleia geral da CBF.

Na ocasião, o blog havia apurado a existência de um lobby para fazer semifinais e finais no estádio são-paulino, o que Del Nero negou. A ideia, segundo dirigentes paulistas, era convencer os principais clubes do Estado de que o melhor seria usar a casa tricolor.

Naquele momento, os presidentes da FPF e do São Paulo, Juvenal Juvêncio, acabavam de selar a reconciliação entre as duas partes, após um longo período de desavenças.

Agora, cartolas dos finalistas Santos e Guarani dizem que queriam jogar em seus estádios. Del Nero afirma que não foram obrigados, mas convencidos de que o Cícero Pompeu de Toledo é a melhor escolha.

Com a final no Morumbi, Marco Polo reforça o novo status de Juvenal, agora um dos cartolas com mais trânsito na cúpula do futebol brasileiro. O são-paulino também é unha e carne com José Maria Marin, presidente da CBF.

Além de fazer o Morumbi voltar a ser palco de grandes jogos que não envolvem o São Paulo, reforçando o caixa tricolor com a cobrança de aluguel, a federação prestigia seu próprio camarote no estádio.

O espaço vip havia sido tomado da entidade no auge do conflito e agora está de novo nas mãos da FPF. A tribuna é útil para receber autoridades e dirigentes de outros estados, ainda mais bem-vindos em época de campanha eleitoral (Del Nero é candidato a vice da CBF) e de fortalecimento de Marin no poder.


FPF veta 30 torcedores de São Paulo e Guarani nos estádios
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A Federação Paulista decidiu proibir a entrada de cerca de 30 torcedores de organizadas do São Paulo e do Guarani em partidas sob a responsabilidade da entidade. Eles são integrantes da são-paulina Independente e da bugrina Fúria Independente.

O coronel Marcos Marinho, do departamento de segurança nos estádios da FPF, disse ao blog que tomou a decisão após receber relatórios da polícia que apontou os torcedores como responsáveis por uma briga em Campinas. O confronto aconteceu no dia 2 de fevereiro.

A punição vale até que a polícia encerre as investigações e indique os culpados, que permanecerão barrados.

Marinho admite ser difícil aplicar o castigo. “É uma punição administrativa, então não temos o poder de levar os torcedores para a delegacia nos dias de jogos. Teria que ser uma decisão da Justiça. Também fica difícil identificar todos na entrada do estádio”, afirmou.