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Arquivo : Guilherme Gonçalves Strenger

Presidente do conselho diz a Andrade que Andrés não pode falar pelo SCCP
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Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, repassou a Roberto de Andrade pedido de conselheiros para que ele desautorize publicamente Andrés Sanchez a negociar pelo clube com a Odebrecht. O ex-presidente foi citado em delação na Lava Jato por Marcelo Odebrecht como recebedor de doação de campanha para deputado federal por meio de caixa 2. Ele nega o recebimento.

 Strenger não se limitou a encaminhar o requerimento. Ele emitiu sua opinião, aumentando a pressão para que o presidente corintiano afaste Sanchez das negociações com a Odebrecht. Entre outros assuntos a construtora propõe sua saída do fundo administrador do estádio, como mostrou o UOL Esporte.

“Aproveito a oportunidade para, igualmente, na qualidade de presidente do Conselho Deliberativo, manifestar minha preocupação em relação as declarações prestadas pelo conselheiro Andrés Sanchez, que não pode, em hipótese alguma, pronunciar-se como se fosse mandatário do SCCP”, escreveu Strenger em sua mensagem para Andrade.

Antes de declarar o que pensa, ele pediu para o presidente corintiano prestar os devidos esclarecimentos, considerado o teor das manifestações dos conselheiros Herói Vicente e Romeu Tuma Júnior. A dupla pediu que fosse determinado que Andrade desautorize publicamente Andrés a negociar com a Odebrecht. A medida foi tomada depois de o ex-presidente dizer ao UOL Esporte que a construtora só se senta com ele para negociar. O pedido foi justificado pelo fato de o ex-presidente não integrar a comissão de conselheiros formada para apurar a situação da arena e por causa das notícias que relacionam o deputado federal pelo PT-SP à Operação Lava Jato.

Indagado sobre o fato de emitir uma opinião dura para Andrade sobre Andrés, o presidente do conselho disse, em mensagem de texto por celular, apenas que “era necessário”.

Strenger agora aguarda pela resposta do presidente corintiano.


Conselho votará se autoriza Corinthians a aumentar prazo de financiamento
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Novo acordo encaminhado pela diretoria do Corinthians com a Caixa para prorrogar o financiamento de R$ 400 milhões para bancar parte da arena corintiana gera polêmica no clube e deverá ser analisado pelo Conselho Deliberativo.

Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do órgão, fez um aditivo na convocação da reunião do próximo dia 30 para que os conselheiros aprovem ou não o trato que prorroga de 12 para 20 anos o prazo de pagamento da dívida com a Caixa, intermediária do empréstimo feito pelo BNDES. A reengenharia financeira aumentará o débito por causa dos juros. Segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, o montante passaria de R$ 1,6 bilhão para R$ 2 bilhões. Emerson Piovezan, diretor financeiro corintiano, discorda desse cálculo, mas não fala sobre os novos valores. O pagamento mensal deve cair de cerca de R$ 5 milhões para aproximadamente R$ 3 milhões.

Além de avaliarem que o acordo apalavrado, mas ainda não formalizado segundo Piovezan, pode ser lesivo aos cofres alvinegros, conselheiros protestam contra o fato de a dívida invadir novas gestões. O Profut, lei que refinanciou débitos fiscais dos clubes permite o comprometimento de receitas futuras em até 30% da arrecadação do primeiro ano da administração seguinte ou para a diminuição do endividamento. Em outros casos, o comprometimento é considerado gestão temerária. O Corinthians aderiu ao Profut.

“Pelo estatuto, o aditamento no contrato não teria obrigatoriamente que passar pelo conselho, mas pela relevância do tema e por quanto ele pode impactar nas finanças do clube, concluí que precisamos analisar o acordo e autorizar ou não sua assinatura. Considero o estatuto omisso nesse caso (sobre a necessidade de aprovação dos conselheiros). Em casos omissos, cabe ao presidente do conselho decidir”, afirmou Strenger ao blog.

Por sua vez, Piovezan disse que não poderia comentar modificação no contrato já que ela ainda não está formalizada.

Segundo Strenger, estatutariamente, a diretoria tem a obrigação de aprovar a mudança contratual no Cori (Conselho de Orientação).

Inicialmente, o tema central da reunião de 30 de janeiro seria a análise das contas de 2016.


Conselho do Corinthians discute suspensão do pagamento da dívida da arena
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Em reunião marcada para o próximo dia 15, Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, vai propor que os conselheiros aprovem uma ação do clube para tentar suspender o pagamento da dívida relativa à construção da arena corintiana até que a Odebrecht exiba contratos  com os fornecedores da obra. A exibição também seria pedida na Justiça.

Se os conselheiros aprovarem as medidas judiciais, o presidente alvinegro, Roberto de Andrade, receberá a orientação para tocar os processos. “Ele pode até não cumprir o que o conselho determinar, mas teria um grande problema político”, disse Strenger ao blog.

O presidente do órgão tomou a decisão de sugerir o congelamento do pagamento após Ricardo Corregio, engenheiro da Odebrecht, afirmar ao Blog do Ohata, que a construtora não vai mostrar contratos firmados com fornecedores durante a construção do estádio porque eles têm cláusulas de confidencialidade.

“Com essa resposta, a Odebrecht não deixou outra alternativa para o clube a não ser pedir a quebra do sigilo desses contratos e a suspensão do pagamento na Justiça. Se a obra tinha um preço fechado (R$ 985 milhões), precisamos saber quanto foi gasto com cada item. Só assim vamos saber se esse é mesmo o valor. Não podemos pagar enquanto não tivermos certeza da quantia que foi gasta, por isso precisamos entrar com o pedido de suspensão”, disse Strenger. Atualmente, com a concordância da Caixa, o pagamento das parcelas referentes ao empréstimo junto ao BNDES está congelado até que seja decidido se o clube vai ganhar um novo período de carência. A ação na Justiça atingiria todos os pagamentos que o Corinthians tem que fazer referentes à construção. O dinheiro deixaria de ser repassado ao fundo que administra a operação ou seria depositado em juízo, se a Justiça assim decidir.

Strenger já enviou a convocação da reunião para os membros do Conselho. A pauta prevê deliberações sobre providências a serem tomadas em relação ao estádio e leitura do relatório (ainda não concluído) feito pela comissão que acompanha auditoria na construção.

Como revelou o blog, Strenger já tinha se posicionado a favor de uma ação para obrigar a Odebrecht a mostrar documentos e outra com a finalidade de forçar a construtora a fazer obras previstas no projeto original da arena e que não foram realizadas. A diretoria, porém, ainda tenta um acordo com a Odebrecht para descontar o que eventualmente não foi feito do valor total do débito.


Presidente de conselho do Corinthians atua para clube processar Odebrecht
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Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, pedirá para Roberto de Andrade abrir pelo menos dois processos na Justiça contra a Odebrecht. Um seria de obrigação de fazer, para obrigar a construtora a realizar obras que estariam previstas em contrato mas não teriam sido feitas na arena corintiana. O outro seria para forçar a empresa a apresentar todos os documentos exigidos pelos responsáveis por uma auditoria contratada pelo alvinegro para checar se o contrato foi cumprido. Membros da comissão formada por conselheiros para acompanhar a auditoria afirmam que a Odebrecht tem dificultado a entrega de papéis pedidos. Ele ainda indica que uma terceira ação, esta para a revisão do valor a ser pago pelo clube pela construção, pode ser necessária, dependendo do que ficar comprovado.

“Vou conversar com o presidente. Caso ele me diga que não pretende entrar com a ação, direi a ele que vou levar o caso para o conselho decidir se o clube deve processar a Odebrecht. Entendo que o conselho tem poder para determinar que a direção entre na Justiça”, afirmou Strenger ao blog.

“O ideal é sempre resolver as coisas amigavelmente, mas o tempo dado para Odebrecht concluir as obras e apresentar os documentos já passou do razoável. Criei uma comissão para acompanhar a auditoria faz cinco meses, e ela ainda não acabou. Acho que a Odebrecht tem tantos problemas que o Corinthians é o menor dos problemas dela, talvez por isso não se importe tanto. Mas a Odebrecht é o maior dos nossos problemas, então temos que ‘judicializar’ o caso”, disse Strenger.

A Odebrecht considera a arena concluída desde de setembro de 2015. Já a diretoria do clube tem afirmado que a auditoria vai apontar se tudo o que estava previsto no contrato foi feito e que irá descontar do preço cobrado pela construtora o que eventualmente faltar ou precisar ser refeito.

Em outubro de 2015, pouco depois de a construtora dar a obra por encerrada, o blog mostrou que Anibal Coutinho, arquiteto responsável pelo projeto da arena, considerava o estádio acabado. No mês passado, o blog publicou que Coutinho, em setembro de 2015, enviou e-mail para Andrade e Andrés Sanchez apontando que apesar de a Odebrecht considerar a arena pronta, faltavam serem executadas partes do projeto arquitetônico avaliadas em mais de R$ 85 milhões”.

Odebrecht diz que respeitou o contrato

Procurada pelo blog para comentar a intenção do presidente do conselho corintiano de que o clube processe a construtora, a Odebrecht enviou por meio de sua assessoria de imprensa a nota publicada abaixo.

“A Construtora Norberto Odebrecht (CNO) concluiu em 30 de setembro de 2015 as obras de acabamento do Centro de Convenções da Arena Corinthians, finalizando assim os trabalhos que ficaram dentro do valor contratual acordado com o Sport Club Corinthians Paulista, de R$ 985 milhões. O Escopo das obras foi estabelecido de comum acordo com o SCCP ao longo da construção, respeitando os ajustes ou modificações de especificações previstas no contrato”.

 A empresa, porém, não comentou a informação de que estaria dificultando a entrega de documentos para os responsáveis pela auditoria na obra.

No entender de Strenger, a verificação é importante não só para checar se o contrato foi cumprido, mas também para avaliar as condições de segurança na arena, que sofreu com infiltrações, queda de forro, vazamento de água e descolamento de placas de granito.

“A Odebrecht diz que o estádio é seguro, mas será que podemos confiar? E se acontece algum acidente lá? Por isso precisamos de uma vistoria. Uma ação pode ajudar porque na Justiça a construtora vai ser obrigada a dar respostas”, disse Strenger.

 

 


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