Blog do Perrone

Arquivo : janeiro 2013

Silêncio de Dedé dificulta ação de investidores que tentam tirar zagueiro do Vasco
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Perrone

Os investidores que tentam tirar Dedé do Vasco para colocar o zagueiro em outro clube brasileiro contavam com a ajuda do próprio jogador. Mas ela não veio até agora. Eles esperavam que o atleta afirmasse para a diretoria que deseja sair do clube. Porém, o beque não fez isso. E não deu indícios de que mudará sua postura.

A avaliação dos negociadores é de que só a palavra de Dedé pode amolecer o Vasco. Além de ter potencial para colocar a torcida contra ele, facilitando a venda.

Os investidores já tiveram uma proposta de 7 milhões de euros recusada pelo Vasco, que nem pode pensar em perder seu principal ídolo depois de meio time ir embora por causa de salários atrasados.

O blog apurou que entre os que querem a transferência estão empresários ligados à Liga Empreendimentos, dona de 45% dos direitos do jogador. Ela aumentaria a sua fatia. O Vasco tem a mesma porcentagem. E o Villa Rio é dono de 10%.

Apesar de acreditarem que o Vasco é obrigado por contrato a vender Dedé por 7 milhões de euros ou comprar a parte da Liga em caso de oferta nesse valor, os investidores farão uma nova proposta.


Acordo com investidores pode reduzir preço de zagueiro Dedé para cerca de 3 milhões de euros
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Direitos de Dedé são divididos em três partes

Gente que atua nas negociações envolvendo Dedé acredita numa considerável redução no preço do zagueiro. Isso por ter a informação de que os empresários donos de 55% dos direitos econômicos do jogador estão dispostos a manter suas participações. Nesse caso, o comprador precisa adquirir apenas os 45% do Vasco.

Se isso acontecer, o preço diminui de 7 milhões de euros para 3,15 milhões de euros correspondentes à parte vascaína, pelo menos em tese. Como tem o poder de assinar a transferência, a diretoria do time do Rio pode exigir o pagamento da multa integral e discutir na Justiça o repasse aos parceiros.

A situação é parecida com a vivida pelo Santos na transferência de Ganso. O clube alvinegro começou exigindo o valor da multa integral, mas depois aceitou receber do São Paulo apenas a sua parte.

No caso de Dedé, segundo os envolvidos no negócio, há um acordo entre Vasco e investidores. Nele o clube se compromete a efetuar a venda mediante o pagamento de 7 milhões de euros pelos 100% dos direitos econômicos.

Como o Vasco, a Liga Participações & Intermediações tem uma fatia de 45%. Outros 10% pertencem ao clube Villa Rio, de agentes cariocas. Se mantiverem suas participações, os empresários apostarão numa venda para o exterior em médio prazo, lucrando mais do que agora.

Pretendido pelo Corinthians, Dedé interessa também ao Cruzeiro, que entrou fortemente na disputa, conforme apurou o blog.

Renê Simões, dirigente remunerado do Vasco, não atendeu aos telefonemas do blog na noite deste domingo.


Com Obina, árabes asseguram Palmeiras como vitrine de três atletas “médios” e geram críticas
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 A negociação com investidores de Dubai que bancaram o empréstimo de Obina para o Palmeiras reforça a disposição do clube em fazer negócios casados com empresários.

Os donos do dinheiro trazem um reforço desejado e considerado caro em troca de abrir espaço para outros atletas menos badalados. Funcionará assim com o grupo de Dubai.

O fundo  investiu US$ 600 mil na operação e agora vai conversar com César Sampaio, cartola remunerado alviverde, para definir pelo menos mais três contratações de porte médio. Serão jogadores que virão com a maior parte dos direitos vinculados ao grupo árabe. Assim, os investidores usarão o Palmeiras como vitrine para seus atletas.

A diretoria acredita ser um grande negócio. Os cartolas avaliam que Obina veio como pagamento de luvas para celebrar a nova parceria. E que os outros jogadores tornarão o time mais forte. Mas garantem que terão de passar pelo crivo de Felipão.

Porém, gente influente no Palestra Itália reclama. Acredita que o clube está sujeito e engolir na marra jogadores de qualidade duvidosa trazidos por empresários. E correndo o risco de investidores acabarem não pagando as contratações.

Enxergam também uma grande chance Felipão sair por aí bufando. O treinador já torceu o nariz mais de uma vez para jogadores ligados a empresas e investidores.

A parceria com os árabes também gerou no clube a desconfiança de que parte dos direitos do volante João Denoni  tinha sido repassada a um dos investidores.

Por sua vez, a diretoria nega. Alega que o empresário Giuliano Bertolucci comprou uma fatia de 50% do jogador de outro investidor. E que a operação nada tem a ver com o clube ou com a chegada de Obina.

Volta de Obina é fruto de parceria com árabes

Recentemente, outro atleta desembarcou no Palestra Itália trazido por investidores que ajudaram a diretoria a realizar um sonho. Clayton, meio-campista de 20 anos do Novo Hamburgo-RS, chegou para aproveitar a vitrine alviverde a pedido do mesmo investidor que apoiou o Palmeiras na contratação de Wesley.

Clayton logo de cara precisou cuidar de um problema de saúde e não tem espaço assegurado no time principal.